2 de agosto de 2018

Greipel e Teuns assinaram por novas equipas

Greipel deixa a Lotto Soudal (Fotografia: Facepeeters/Photography - Lotto Soudal)
Está aberto o mercado de transferências e já podem ser oficializados os novos contratos, que impliquem mudança de equipa. André Greipel e Dylan Teuns são dois dos ciclistas que já definiram o seu futuro. A lista de corredores que ficará livre no final do ano dá para formar mais do que uma equipa de luxo, com destaque para o recente vencedor da Volta a França, Geraint Thomas.

Nestes dois primeiros dias, algumas das formações do World Tour têm estado a incorporar estagiários. A Trek-Segafredo foi buscar o luxemburguês Michel Ries e o italiano Matteo Moschetti, ambos da Polartec-Kometa de Alberto Contador. No caso de Moschetti será a oportunidade de se começar a ambientar à equipa por quem já assinou para 2019. A Sky foi buscar mais dois britânicos, Ethan Hayter e Mark Donovan.

Mas as primeiras contratações para 2019 começaram a ser confirmadas, com destaque para o sprinter André Greipel. Durante o Tour, a Lotto Soudal emitiu um comunicado no qual dizia apenas que ao fim de oito anos a equipa e o ciclista alemão iriam seguir caminhos separados. Aos 36 anos, Greipel vai revelando alguma dificuldade em disputar os sprints com a nova geração, mas se há alguém que não desiste é aquele que ganhou a alcunha de Gorila. 

Continua a não falar em se retirar e vai agora para o escalão Profissional Continental. A Fortuneo-Samsic contratou Greipel não só na esperança que ainda possa somar umas vitórias que esta equipa francesa bem precisa (só tem uma esta época), mas também para ajudar na evolução dos mais jovens, como é o caso do holandês de 21 anos, Bram Welten. "Desde que comecei a andar de bicicleta que queria ganhar corridas e ter novos desafios. Temos de sair da nossa zona de conforto para progredir", afirmou Greipel ,que em Janeiro passará a ser companheiro de Warren Barguil, a grande figura da equipa, mas que falhou por completo na Volta a França.

Já Dylan Teuns irá continuar no World Tour. Com a indefinição da BMC a durar até tão tarde - só foi anunciado um patrocinador, a CCC, durante o Tour -, muitos dos ciclistas terão fechado acordo com outras estruturas. O belga, de 26 anos, vai mudar-se para a Bahrain-Merida, que poderá ser uma equipa muito activa no mercado, pois quer reforçar o seu bloco de clássicas e também das grandes voltas, já começando a pensar na era pós-Nibali. O britânico Stephen Williams (SEG Racing) tem 22 anos e já está a estagiar na formação do Médio Oriente.

Tanto Greipel, como Teuns assinaram contratos até 2020.

Uma mudança que se verificou logo a 1 de Agosto foi a do holandês Jetse Bol. O companheiro de Ricardo Vilela na Manzana Postobón irá agora estar ao lado de José Mendes na Burgos-BH, sendo um reforço para a equipa espanhola que estará presente na Vuelta.

Os mais apetecíveis

Geraint Thomas (Sky) e Richie Porte (BMC) são dois dos grandes nomes em final de contrato. O primeiro admitiu que está a analisar todas as hipóteses, enquanto o australiano está a ser dado como reforço da Trek-Segafredo. Já os gémeos Yates terão deixado algumas equipas desiludidas, mas ambos não foram atrás de contratos milionários, preferindo ficar numa casa que bem conhecem e que lhes tem dado tudo. Ganha a Mitchelton-Scott que manteve dois ciclistas de quem se continua a esperar muito.

Entre os portugueses no World Tour, Rui Costa (UAE Team Emirates) não está a ter uma temporada para recordar, muito devido a um problema no joelho. A Vuelta poderá ser importante para definir o seu futuro. Tiago Machado (Katusha-Alpecin) e Nuno Bico (Movistar) também ainda não têm confirmado o seu futuro. Ruben Guerreiro deverá fazer parte dos planos da Trek-Segafredo para continuar, numa altura em que a equipa norte-americana quer começar a elaborar uma renovação do seu plantel.

Dito por não dito

Wout van Aert é também um ciclista apetecível, mas está "preso" à Veranda’s Willems-Crelan até 2019, o que significa que se alguém o quiser, terá mesmo de abrir os cordões à bolsa. Na quarta-feira a Aqua Blue Sport anunciou que tinha adquirido a Sniper Cycling, empresa que está por trás da equipa belga. Porém, a Veranda’s Willems-Crelan distanciou-se das supostas negociações.

Recentemente Van Aert foi dado como quase certo na Lotto-Jumbo e a lista de interessados inclui várias equipas do World Tour. Talvez por isso, o ciclista belga, de 23 anos, não está minimamente preocupado, apenas quer garantir que poderá continuar a fazer o calendário de ciclocrosse.


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