(Imagem: Print Screen) |
São sete os anos que o separam, mas também as características. Brayan é descrito pelo pai como um ciclista que se adapta a todo o tipo de terreno, ou seja, ainda está na fase de evolução, para se perceber no que poderá tornar-se. Certo é que tem uma qualidade que o irmão bem gostaria: tem um bom contra-relógio. Quando Brayan foi contratado pela equipa australiana, a de sub-23, Jairo, o pai, não escondeu o orgulho. Numa entrevista ao jornal colombiano El Espectador, contou como ele próprio quis ser ciclista, mas não encontrou nos pais o apoio necessário para seguir a carreira. Quando Johan Esteban Chaves nasceu, Jairo não perdeu tempo em influenciá-lo para a modalidade e ainda bem que o fez. Apesar de uma queda quase ter acabado com a carreira do ciclista, este tornou-se num dos mais populares do pelotão, mas as lesões e os problemas de saúde não lhe têm permitido estar constantemente ao mais alto nível.
Recentemente, teve uma quebra física atroz na Volta a Itália, tendo chegado a terminar, mas completamente afundado na classificação geral, a mais de três horas do vencedor, Chris Froome (Sky). No entanto, não mais competiu e a equipa já anunciou que Chaves estará afastado da competição até estar completamente recuperado, ainda que se continue sem saber ao certo o que se passa com o colombiano.
Brayan cresceu assim num ambiente em que se respirava ciclismo. Sem surpresa, apaixonou-se também ele pelas bicicletas. Irá ter um maior protagonismo neste iníco de carreira devido ao apelido que tem e demonstra um enorme entusiasmo por estar mais perto de chegar ao mais alto nível. "Agora vou competir com ciclistas do World Tour. É um nível diferente para mim. Não tenho palavras para descrever o que sinto. Quero aprender o máximo possível e ver-me a competir com a camisola da Mitchelton-Scott é simplesmente fenomenal", disse o ciclista ao ser chamado à equipa principal.
Para o director desportivo, Matt White, começar no Utah é uma "boa oportunidade para ganhar experiência valiosa", realçando que sendo uma corrida feita em altitude, será uma vantagem para Chaves. A temporada para o jovem Chaves até tem sido de altos e baixos. A adaptação ao ciclismo europeu está marcada por algumas desistências, como no Giro e no Paris-Roubaix para sub-23. Ainda assim, o que fez de bom convenceu os responsáveis da formação australiana a chamarem-no como estagiário.
Apesar de ser difícil não pensar que poderá ter havido uma recomendação de Chaves "sénior" para a contratação do irmão, o pai não confirma, querendo antes que se veja a aposta da Mitchelton-Scott como uma valorização do que Brayan estava a fazer no seu país. Na entrevista ao El Espectador deixou um conselho ao filho mais novo: "Ensinámos ao Brayan que não se deve comparar com o Esteban, que leva sete anos de vantagem. Tem de fazer o seu caminho. É compreensível que não quer ser o irmão de Esteban, mas construir o seu próprio nome no ciclismo mundial. Como pais, temos que trabalhar muito porque quando não está bem, chega a duvidar que não vai ser tão bom como o irmão."
Brayan não irá escapar às comparações e de ser referido como o irmão de Johan Esteban Chaves. Agora é ver se consegue afirmar-se e certo é que recebe o apoio de uma equipa que tem formado bons ciclistas. O seu irmão é exemplo disso, tal como os irmãos Yates, Caleb Ewan...
A Volta a Utah começa esta segunda-feira e conta com corredores como Tejay van Garderen (BMC), Michael Woods (EF Education First-Drapac p/b Cannondale), com a Trek-Segafredo e a Lotto-Jumbo a serem as outras equipas do World Tour presentes.
Aqui fica o vídeo, no qual o irmão mais velho apresenta Brayan, quando este foi anunciado para a equipa de desenvolvimento, no final do ano passado.
It's a family affair 🎥 @estecharu introduces younger brother @BrayanChavesr, the newest member of @GreenEDGEconti 🚴🏼🇨🇴🚴🏼 pic.twitter.com/PqMo1B8qVg— Mitchelton-SCOTT (@MitcheltonSCOTT) 20 November 2017
Sem comentários:
Enviar um comentário