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25 de novembro de 2018

Depois de uma boa época, uma ainda melhor

(Fotografia: © Podium/Paulo Maria)
Início de época forte, uma pequena acalmia para depois apostar tudo na Volta a Portugal. A equipa Aviludo-Louletano-Uli realizou uma excelente temporada que não será esquecida e só poderá servir de mote para continuar a dar os passos em frente que têm sido dados nas recentes temporadas. Se ganhar pela segunda vez consecutiva o Troféu Liberty Seguros é importante, conquistar a Volta ao Alentejo e depois repetir o pódio na Volta a Portugal, vencer três etapas e a camisola dos pontos é algo que só pode deixar orgulhoso o director desportivo.

Jorge Piedade não escondeu que queria ganhar a Grandíssima, mas com a W52-FC Porto a continuar a estar um ou mais patamares acima da restante concorrência, a equipa algarvia tentou discutir o que era possível. Pode não ter conquistado o prémio máximo, mas saiu da Volta com um resultado excelente, confirmando o seu crescimento em competitividade em recentes temporadas.

Há muita tendência para julgar as épocas das equipas portuguesas pelo que fazem na Volta, já que também há a tendência a apostar quase tudo nesta corrida. No entanto, o director Jorge Piedade preparou a sua equipa para conquistar mais vitórias. Se Vicente García de Mateos continua e continuará a ser o líder, Luís Mendonça ganhou mais destaque e mais oportunidades, com o espanhol a ser "guardado" para Agosto, para a Volta.

Mendonça pode ter chegado tarde ao ciclismo profissional, mas tem sido um trabalhador incansável, que além dos sprints quer também discutir resultados na montanha, seguindo as mudanças que De Mateos também realizou nos últimos dois anos.. A sua evolução, dedicação e vontade de vencer foram preponderantes na grande vitória na Volta ao Alentejo, onde um português não ganhava desde 2006 (Sérgio Ribeiro).

Um momento marcante da temporada, só ultrapassado por uma Volta a Portugal de grande nível.  Antes, um susto. Devido a alegadas irregularidades no passaporte biológico de Vicente García de Mateos, o espanhol foi suspenso, mas o Tribunal Arbitral de Desporto deu luz verde para competir, enquanto decorria o seu processo. O espanhol, que em 2017 já tinha estado muito bem na Volta, repetiu o terceiro lugar na geral, a vitória na classificação por pontos, mas em vez de uma etapa, ganhou três! A sua época foi toda a preparada a pensar na Volta e De Mateos não falhou, mesmo que não tenha conseguido disputar a vitória na geral. É o que lhe fica a faltar. A ele e à equipa.

Ranking: 3º (2332 pontos)
Vitórias: 9 (incluindo a Volta ao Alentejo e três etapas da Volta a Portugal)
Ciclista com mais triunfos: Vicente García de Mateos (3)
Contudo, há ainda que falar noutro ciclista muito relevante e uma das melhores contratações em 2018. Luís Fernandes trocou uma equipa algarvia por outra - estava no Sporting-Tavira - e tornou-se num braço direito essencial para os seus líderes. Deu mais força ao bloco em redor de De Mateos, tendo um papel preponderante em vários dos bons resultados que a equipa alcançou esta temporada, tendo alguma liberdade em certas corridas. A fechar a época conquistou a sua vitória, no Circuito Póvoa da Galega.

Márcio Barbosa regressou a uma equipa profissional, depois da suspensão e de uma passagem pelo ACDC Trofa. Foi subindo de forma ao longo do ano, venceu o Grande Prémio de Mortágua, mas, pelo que fez no passado, é um ciclista que poderá dar mais à equipa, pois não é por acaso que é considerado um dos melhores trepadores portugueses. Vai continuar a merecer a confiança em 2019.

Óscar Hernández (ganhou o Troféu Liberty Seguros - em 2017 foi De Mateos o vencedor - e uma etapa no Troféu Joaquim Agostinho) e Rui Rodrigues (Circuito da Moita) deram as outras vitórias à equipa de Loulé, num total de nove. Este último não permanecerá na estrutura em 2019 - vai para a Vito-Feirense-BlackJack -, mas é a saída de Luís Mendonça que acaba por marcar este final de ano. Não havendo um substituto claro, Leonel Coutinho passará a ser uma das opções para o sprint, sendo um ciclista que devido a lesão perdeu parte da temporada e que espera recolocar a sua carreira num bom rumo na formação algarvia. Da equipa do Feirense chega também Ricardo Vale.

Nuno Meireles é um todo o terreno, que transmite confiança no trabalho que realiza e deixa o Miranda-Mortágua após um ano na equipa. De Espanha virá outro sprinter: Francisco Garcia Rus, de 26 anos, que representou o GSport-Valencia Sports-Wolfbike.

Vicente García de Mateos, Luís Fernandes, Óscar Hernández, Márcio Barbosa, André Evangelista, David de la Fuente e Juan Ignacio (Nacho) Perez são ciclistas os que vão continuar a representar a equipa que se passará a chamar Ludofoods-Louletano-Aviludo.

A manutenção de Vicente García de Mateos é com o claro objectivo de continuar na perseguição do sonho de vencer a Volta a Portugal. Tal como está a acontecer com a Efapel, por exemplo, construir um bloco forte em redor do líder é essencial, se se quer estar mesmo na luta pelo primeiro lugar e não apenas pelo pódio, o que significa debater-se contra o poderio colectivo da W52-FC Porto. Cada época tem sido melhor para o Louletano. Falta o prémio máximo: a camisola amarela da Volta a Portugal.

Veja aqui todos os resultados da Aviludo-Louletano-Uli em 2018 e das restantes equipas nacionais.

»»Uma época para recordar««

»»Volta a Portugal desiludiu mas a Efapel teve razões para sorrir««

6 de novembro de 2018

Transferências e renovações nas equipas portuguesas

As equipas portuguesas estão a ultimar os plantéis para 2019. Já são muitas as mudanças confirmadas, ainda que mais algumas deverão acontecer em breve. Os regressos de Tiago Machado ao pelotão português e o de Joni Brandão a uma casa que bem conhece, assim como a mudança de Daniel Mestre e também de Luís Mendonça, são algumas das principais transferências. Aqui ficam as contratações e renovações já confirmadas.

Depois de nove anos a competir no estrangeiro, oito, no World Tour, depois de dez grandes voltas e seis monumentos, o pelotão português contará novamente com um dos ciclistas que mais marca uma geração e que irá deixar a Katusha-Alpecin. Tiago Machado, o combativo por excelência, aceitou a proposta do Sporting-Tavira para liderar uma equipa que quer acabar com a hegemonia da W52-FC Porto. A formação azul e branca foi por sua vez buscar um dos ciclistas mais valiosos do nosso pelotão. Daniel Mestre deixa a Efapel depois de três temporadas em que foi uma das grandes figuras e aposta na formação que poderá estar em 2019 no escalão Profissional Continental, com Raúl Alarcón a continuar a ser o líder.


Nuno Ribeiro deverá manter a maioria dos ciclistas que representaram a equipa em 2018, com Edgar Pinto (Vito-Feirense-BlackJack) a caminho, tal como Rafael Reis, que, a confirmar-se, estará de volta à equipa depois de dois anos na Caja Rural. Outro ciclista que poderá regressar a Portugal é José Mendes, que disse ter propostas do Sporting-Tavira e Efapel, apesar de ficar na Burgos-BH era uma hipótese ainda não afastada em Outubro.

Mas estas são transferências ainda não oficializadas. Continuando nas já confirmadas...

A Efapel é a outra autora de uma das principais transferências. Joni Brandão volta à casa que bem conhece, depois de duas temporadas no Sporting-Tavira. A primeira ficou marcada por um problema de saúde que não só o limitou, como o afastou mesmo da Volta a Portugal. Mas em 2018 esteve ao seu nível, foi segundo na Volta e venceu o ranking nacional. Antes da passagem pela formação algarvia, tinha estado quatro anos na Efapel, onde se tornou num dos ciclistas de referência do pelotão nacional. Assinou por duas temporadas. A equipa de Américo Silva já confirmou as renovações de Sérgio Paulinho, Bruno Silva, Rafael Silva e Pedro Paulinho.

Uma das equipas que realizou uma temporada inesquecível tem o seu plantel preparado para 2019. A Aviludo-Louletano-Uli - que passará a ser LudoFoods-Louletano - contratou Nuno Meireles (Miranda-Mortágua), Leonel Coutinho ((Vito-Feirense-BlackJack), Ricardo Vale (Vito-Feirense-BlackJack) e o espanhol Francisco Garcia Rus (GSport-Valencia Sports-Wolfbike). Quanto a renovações, o líder Vicente García de Mateos vai continuar na formação de Jorge Piedade, tal como Luís Fernandes, Óscar Hernández, Márcio Barbosa, André Evangelista, David de la Fuente e Juan Ignacio (Nacho) Perez.

No entanto, o conjunto algarvio perde um dos ciclistas que conquistou uma das vitórias mais importantes do ano. Luís Mendonça conquistou a Volta ao Alentejo, confirmando assim o seu potencial, depois de ter começado tarde no ciclismo, mas mais do que a tempo de ter uma carreira de sucesso. José Santos, director desportivo da Rádio Popular-Boavista, viu em Mendonça o ciclista ideal para preencher a vaga deixada por Domingos Gonçalves, que irá para a Caja Rural. Luís Mendonça encontrará uma equipa, na qual terá ainda mais liberdade para lutar por triunfos e, claro, a pensar na Volta a Portugal.

João Benta, Daniel Silva, Luís Gomes, David Rodrigues e o jovem de 19 anos João Salgado vão continuar na estrutura, que se reforçou ainda com um dos talentosos trepadores da nova geração, Hugo Nunes (Miranda-Mortágua). O júnior Afonso Silva esteve recentemente no Mundial de Innsbruck, é um campeão nacional de contra-relógio  e dará o salto para uma equipa profissional para fazer o seu primeiro ano como sub-23. Estava no Sporting-Tavira-Formação Engenheiro Brito da Mana. De Espanha chega Antonio Gómez, que este ano representou a equipa amadora da Caja Rural.

A Vito-Feirense-BlackJack foi buscar um alemão cujo nome poderá não dizer muito, mas é um ciclista com muita experiência no escalão Profissional Continental. Bjorn Thurau, 30 anos, esteve em equipas como a Europcar (actual Direct Energie), Bora-Argon 18, e Wanty-Groupe Gobert. Este ano esteve na Holdsworth Pro Racing, do escalão Continental.

Jesus del Pino (Efapel) e Rui Rodrigues (Aviludo-Louletano-Uli) estão confirmados, assim como João Barbosa, que vem do Maia. Os juniores Pedro Andrade e António Ferreira vão ter uma oportunidade na equipa principal, agora que passam a sub-23. Sem Edgar Pinto, João Matias será o líder principal, com Luís Afonso, João Santos e Bernardo Saavedra a manterem-se na equipa.

Nas equipas Continentais sub-25 haverá grandes mudanças, pelo menos no Miranda-Mortágua e na LA Alumínios. Na primeira apenas três ciclistas renovaram: Artur Chaves, Pedro Teixeira e Tiago Leal. A equipa de Pedro Silva promoveu o regresso de Daniel Freitas, que representou o Miranda-Mortágua na sua formação e que nas últimas três épocas esteve na W52-FC Porto.

O experiente Hugo Sancho (Vito-Feirense-BlackJack) vai aos 36 anos ter um novo desafio, numa equipa onde terá um papel importante entre tantos jovens. Gaspar Gonçalves (Liberty Seguros-Carglass) poderá encontrar espaço para ter destaque, com Pedro Pinto (Silva & Vinha-ADRAP-Sentir Penafiel), Ivo Pinheiro (ACDC Trofa) e os espanhóis Cristian Mota (Aldro Team) e Sergio Vega (Froiz) a completarem a equipa, do que já foi revelado.

Na LA Alumínios também só três ciclistas de 2018 vão continuar em 2019: David Ribeiro, Gonçalo Leaça e Fábio Oliveira. Chega António Barbio, que apesar de ter alcançado uma vitória no Memorial Bruno Neves, não teve a época que desejava no Miranda-Mortágua e vai agora trabalhar com Hernâni Brôco na LA Alumínios. André Crispim (Libery Seguros-Carglass), André Ramalho (Jorbi-Team José Maria Nicolau), Emanuel Duarte e Leonel Firmino, ambos do FGP-Cube-Bombarral, vão vestir as cores de um dos patrocinadores mais antigos do ciclismo nacional.

Quanto à Liberty Seguros-Carglass a principal novidade até ao momento é a nova aliança entre o Bike Clube de Portugal - detentor da equipa - e a União Desportiva Oliveirense, que assim abriu o seu núcleo de ciclismo e irá ter o seu nome no pelotão em 2019.

Enquanto se espera pelas equipas completas para 2019, aqui ficam duas curiosidades relativamente às máquinas a utilizar na próxima temporada. A W52-FC Porto irá contar com as bicicletas da marca Swift em vez das KTM. A Rádio Popular-Boavista deixará de ter bicicletas Focus para procurar vitórias com as Cervélo.

Nuno Almeida termina carreira

Com apenas 27 anos, o ciclista que esta época representou a LA Alumínios decidiu colocar um ponto final na sua carreira. Sem contrato para 2019, Nuno Almeida tomou a difícil decisão, revelando que adiou uma intervenção cirúrgica durante toda a temporada.

"É difícil chegar a esta altura sem equipa e sem ter colocação para 2019 mas faz parte do percurso de vida de qualquer pessoa. Foi um ano duro, sem dúvida o mais difícil da minha carreira. Partir um osso na primeira corrida da época e só parar para ser operado após a última da mesma. Dei tudo o que tinha, sei que arrisquei a minha saúde mas não me arrependo. Tal como não me arrependo de ter parado os meus estudos, já em ano de Tese, e arriscar tudo nesta modalidade. Fiz o que me fazia feliz ! Não resultou e é hora de seguir em frente", escreveu o Nuno Almeida no Facebook, a 20 de Outubro.

Antes de aceitar o desafio de ser um dos líderes da nova vida da LA Alumínio, Almeida esteve no Louletano-Hospital de Loulé e na Efapel. O ciclista agradeceu a todos os que o apoiaram durante os 10 anos de carreira, tendo começado um pouco mais tarde do que a maioria, como o próprio recordou, na sua mensagem. "Saio com 4 Voltas a Portugal no currículo, todas melhores que as anteriores, algo que nunca imaginei na minha vida pois nem gostava de ciclismo e tão pouco pratiquei a modalidade desde jovem", escreveu.

"Eu e a bicicleta seguiremos o nosso caminho, agora em modo cicloturista e com o objectivo de desfrutar ao máximo da mesma", concluiu.

»»Pelotão nacional em 2018««

»»Tiago Machado regressa a Portugal e quer quebrar hegemonia do agora rival««

»»Joni Brandão está de regresso à Efapel: "Foi uma boa aposta de ambas as partes"««

18 de agosto de 2018

Aviludo-Louletano-Uli reina em Mortágua

Primeiro e segundo para a equipa de Loulé
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Começou bem a temporada, venceu a Volta ao Alentejo, depois acalmou um pouco para preparar o segundo pico de forma para a fase mais importante que agora parece querer prolongar. A Aviludo-Louletano-Uli realizou uma Volta a Portugal memorável e uma semana depois venceu novamente, agora por intermédio de Márcio Barbosa, no Grande Prémio de Mortágua. A terceira prova da Taça de Portugal foi completamente dominada pela equipa algarvia, que colocou dois homens na frente que chegaram com mais de um minutos de vantagem sobre o novo líder da competição: David Rodrigues (Rádio Popular-Boavista).

A equipa de Jorge Piedade está a realizar uma temporada extremamente positiva. Luís Mendonça venceu a Volta ao Alentejo, enquanto Óscar Hernández conquistou o Troféu Liberty Seguros e uma etapa no Troféu Joaquim Agostinho. Vicente García de Mateos foi "guardado" para a Volta a Portugal e apesar do desejo de ganhar a corrida, conquistar três etapas, o terceiro lugar e a classificação por pontos foi motivo para uma grande festa.

Márcio Barbosa regressou este ano à elite, depois de uma suspensão e de uma passagem pelo ACDC Trofa. Tem sido um ciclista mais preso ao trabalho de equipa, mas aí está a vitória que certamente desejava. Escapou com Luís Mendonça e venceu uma corrida difícil, com 144 quilómetros e um calor a não facilitar em nada. Cortaram a meta a par e a celebrar mais um dia que marcará a temporada da Aviludo-Louletano-Uli, que não reduziu o ritmo depois da Volta a Portugal. Ganhou ainda por equipas, a classificação da montanha, por Barbosa, e das Metas Volantes, por Mendonça.

André Carvalho e David Rodrigues, os líderes da Taça de Portugal
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Porém, outra equipa que também esteve bem na Volta, a Rádio Popular-Boavista, parece não quer reduzir o igualmente o ritmo nesta recta final de temporada. David Rodrigues - o ciclista que esteve 70 quilómetros em fuga na etapa da Senhora da Graça e foi apanhado a 250 metros da meta - está num bom caminho para conquistar a Taça de Portugal. Foi terceiro em Mortágua, a 1:32 minutos (o único que ficou a menos de dois minutos do duo da frente), mas assumiu a liderança da competição, com 121 pontos. Marcos Jurado (Efapel) é segundo com 93 e o anterior líder, António Barbio, caiu para terceiro, com 92 pontos, depois do 19º posto em Mortágua. Jurado foi 13º.

A correr em casa, o Miranda-Mortágua ficou com a consolação de ter o melhor jovem, por intermédio de Jorge Magalhães, mas continua na luta nos sub-23, apesar da classificação da Taça de Portugal continuar a ser liderada por André Carvalho (Liberty Seguros-Carglass). Francisco Campos mantém as aspirações do Miranda-Mortágua pelo troféu nesta categoria, somando os mesmo 190 pontos do que o líder, com Hugo Nunes a ter menos 10.

Apesar da vantagem de David Rodrigues ser simpática, tanto a Taça de Portugal de elite como a de sub-23 continuam em aberto com duas corridas por realizar. A primeira será a 16 de Setembro e a última, que encerrará a época, a 6 de Outubro, em Tavira.

Pode ver aqui as classificações completas do Grande Prémio de Mortágua.

A época continua com os habituais circuitos. Este domingo haverá muito ciclismo durante o dia no Bombarral e na segunda-feira é Alcobaça o palco de corridas, que inclui o final da Taça de Portugal Jogos Santa Casa de Paraciclismo (15 horas). Às 17 horas irá para a estrada o pelotão de elite e sub-23.

10 de agosto de 2018

Decisões guardadas para a Senhora da Graça

(Fotografia: PODIUM/Paulo Maria)
Com ao dia da Torre a não ter subida à Torre, então pode-se dizer que este sábado se poderá ter de facto a etapa rainha da Volta a Portugal. E que assim seja. Não apenas porque tem um percurso complicado, mas porque com um contra-relógio que perante as actuais diferenças poderá ser favorável a Raúl Alarcón, os adversários que ainda ambicionem chegar à camisola amarela têm uma última oportunidade na Senhora da Graça para colocar o camisola amarela em sentido. Apesar de a etapa desta sexta-feira até oferecer algumas subidas e se poderia esperar algum ataque, a mítica subida de sábado esteve na mente de todos. Ainda assim, o quarteto do costume chegou a juntar-se na frente, o suficiente para Edgar Pinto demonstrar que está bem, para Joni Brandão subir à liderança da montanha por um ponto e para Vicente García de Mateos ganhar a sua segunda etapa (é o terceiro a bisar, depois de Alarcón e do italiano da MSTina Focus, Riccardo Stacchiotti).

Para a derradeira tirada em linha da 80ª edição da Volta a Portugal, teremos 155,2 quilómetros, que começam em Felgueiras e seguem para Mondim de Basto. A primeira metade da etapa será de muito sobe e desce, mas a verdadeira montanha aparece na segunda fase, com duas primeiras categorias, no Alto da Barra e no Barreiro antes da mítica subida à Senhora da Graça. A W52-FC Porto vai ter o seu teste de fogo. Ou pelo menos é o que espera o director desportivo Nuno Ribeiro. Joni Brandão (Sporting-Tavira) será garantidamente uma das figuras, pois apesar de ter garantido a liderança da classificação da montanha, disse logo que o que quer é a geral. Está a 52 segundos de Alarcón.

Mateos teve um discurso mais cuidadoso. Admitiu a vontade de continuar a lutar, mas com duas etapas conquistadas, a liderança nos pontos e ainda um potencial pódio, a Volta do espanhol e da Aviludo-Louletano-Uli está mais do que feita. Não será de estranhar se estiver mais atento ao que Edgar Pinto irá fazer. O ciclista da Vito-Feirense-BlackJack está a 17 segundos de Mateos, que por sua vez está a 1:41 de Alarcón. Percebe-se porque poderão pensar mais na disputa pelo pódio. Porém, Edgar Pinto irá certamente perceber como estará fisicamente. Se puder tentar algo mais que o terceiro lugar, irá tentar. Há muito que este ciclista aguarda para estar numa posição como esta na Volta a Portugal. Não vai desperdiçar para ir mais longe.

João Benta esteve no sprint com Mateos - o quarteto da frente acabou por se deixar apanhar -, mas o ciclista da Rádio Popular-Boavista está a 2:19 de Alarcón. Terá liberdade para tentar aquilo que a sua condição física o permitir. Frederico Figueiredo (Sporting-Tavira) surge a um segundo de Benta, mas estará incumbido de ajudar Joni Brandão. Xuban Errazkin teve esta sexta-feira uma quebra, mas poderá ser importante no apoio a Edgar Pinto e a camisola da juventude continua segura. Todos os restantes ciclistas aparecem a mais de quatro minutos.

A grande questão será quando haverá ataques. Assistir-se-á a uma marcação entre os quatro da frente que irão constantemente estudar-se para perceber alguma debilidade. Mas a Senhora da Graça poderá mesmo ser o palco do espectáculo final antes do contra-relógio de 17,3 quilómetros de Fafe. Alarcón não tem mostrado falhas, mesmo que a W52-FC Porto possa não estar com o poderio de outros anos, mas o ciclista tem sempre mantido o discurso que nada está ganho e que terá de estar muito atento para garantir a sua segunda vitória na Volta.

Que venha a Senhora da Graça e que traga algum espectáculo e emoção final, ou que tal proporcione para o contra-relógio.

Pode ver aqui as classificações da oitava etapa, Barcelos-Braga (147,6 quilómetros).



14 de maio de 2018

"Estamos a apostar forte na Volta a Portugal com o Vicente"

Luís Fernandes queria algo diferente na sua carreira. Foi sempre um homem exemplar de trabalho, primeiro na OFM-Quinta da Lixa (actual W52-FC Porto) e depois no Sporting-Tavira, pelo que, experimentar ter outra liberdade e procurar os seus próprios resultados, foi algo que o levou a mudar-se para a Aviludo-Louletano-Uli. "É diferente! É emocionante! Estava muito talhado para aquele trabalho. Ainda tenho a cabeça formatada para fazer aquele trabalho [em prol do líder]. Mudar... ainda vai demorar algum tempo", admitiu ao Volta ao Ciclismo.

O ciclista, de 30 anos, está satisfeito com a sua temporada até ao momento, mas diz que ainda não entrou "forte na época". Venceu o prémio da montanha na Clássica Aldeias do Xisto, mas disse que até acabou por ser consequência do trabalho que fez para Óscar Hernández conquistar o Troféu Liberty Seguros. "Foi a função que me pediram, para estar mais perto dos líderes nas fases decisivas e não tanto no início das corridas", explicou.

Então, quando irá Luís Fernandes lutar por uma vitória? "Vou tentar no Grande Prémio Jornal de Notícias. Acho que vou ter a minha oportunidade. Temos mais ciclistas nesse plano e teremos a oportunidade para fazer algo bonito", salientou. Os Nacionais também estão na mira, tanto a nível pessoal, mas também numa perspectiva de ajudar, por exemplo, Luís Mendonça, se assim se proporcionar. "Sabemos que há equipas mais fortes, mas há que tentar. Ir para a Volta a Portugal como campeão nacional seria bonito!"

Com esta mudança para a formação de Loulé, Fernandes acaba por representar as duas equipas algarvias de elite. E os directores desportivos marcam algumas das diferenças. "O Jorge dá-nos mais liberdade. Com o Vidal [Fitas] sabíamos para o que íamos, sabíamos que era para o líder. As oportunidades não eram muitas, mas eu também nunca me preocupei em fazer esse trabalho. Era o que eu gostava [ser gregário]. Isto [na Aviludo-Louletano-Uli] é uma experiência nova. O meu lugar é completamente distinto. Mudar o chip para cumprir esta função, não é fácil. Estás a habituado a trabalhar para outros e agora tens uma oportunidade de obter resultados... É mais complicado", contou.

"Gosto de estar aqui. Parece que estou em casa há muito tempo!"

Acrescentou de imediato que o trabalho que fez tanto no Sporting-Tavira, como na OFM-Quinta da Lixa, "foi reconhecido", mas que agora há "um reconhecimento diferente", dada a liberdade que lhe é concedida: "Gosto de estar aqui. Parece que estou em casa há muito tempo!"

Apesar da maior liberdade, Fernandes continua a ter a sua função de apoio, com Vicente García de Mateos a saber que conta com mais um ciclista para o ajudar no grande objectivo da época. O espanhol, terceiro classificado na Volta no ano passado, tem andado discreto em 2018, mas faz tudo parte de um plano maior. "Estamos a apostar forte na Volta a Portugal com o Vicente. Pensamos que se conseguir levar a época mais tranquilo, vai ter as forças todas guardadas para a Volta. Vamos tentar assim", referiu, considerando que a Aviludo-Louletano-Uli já ganhou corridas importantes - caso da Volta ao Alentejo, com Mendonça - e que, por isso, "o patrocinador está contente e o director [Jorge Piedade] também". Portanto, a equipa está mais tranquila nesta altura do ano, mas pronta para atacar em força a fase da época que se aproxima.

E fica o aviso que a equipa algarvia quer fazer frente à W52-FC Porto, que tem dominado na Volta. "É isso que vamos tentar. Temos demonstrado qualidade. O Vicente no ano passado fez terceiro na Volta e muitas vezes estava sozinho. A equipa perdeu um atleta logo no início, o Óscar, que era para estar ao lado dele. Só tinha o David [de la Fuente] para as alturas críticas. Este ano poderemos ser quatro nas alturas decisivas", explicou. Luís Fernandes considera que aos poucos vai sendo visível um maior equilibro no pelotão nacional, mesmo que a formação do Sobrado continue a dar mostras de manter-se a grande nível. "Continua uma equipa forte. Normalmente contrata ou tenta ir buscar os melhores ciclistas de todas as equipas. Contra isso não há nada a fazer. Se tem um orçamento mais alto do que as outras, não há nada a fazer. Mas as equipas tentam conciliar isso e fazer uma boa época", disse.

"Só com um atleta [o Louletano] fez melhor que muitas equipas com orçamentos mais alto [na Volta a Portugal]"

O ciclista tem vivido a melhoria nas condições do ciclismo nacional, depois de muito tempo de crise. Para Luís Fernandes é melhor ser corredor agora, do que há cinco ou seis anos: "Agora as coisas estão melhores. O ciclismo tem evoluído muito em Portugal. Isso vê-se pelas estruturas. Toda a gente já tem autocarros, toda a gente já tem condições. Está a voltar ao que era antigamente e isso é bom para a modalidade. Os atletas andam mais contentes", frisou. 

A Aviludo-Louletano-Uli é um bom exemplo de como as estruturas têm evoluído positivamente, conseguindo mesmo ter um ciclista para discutir a Volta a Portugal e esta temporada terá um bloco reforçado com Luís Fernandes para a montanha. "Se calhar foi a segunda melhor equipa da Volta a Portugal. O Vicente fez terceiro, venceu uma etapa, vestiu a camisola verde, teve na luta todos os dias. Só com um atleta fez melhor que muitas equipas com orçamentos mais altos", realçou.

Nesta nova fase da carreira, é bem notório como Luís Fernandes está feliz com os desafios que tem pela frente, elogiando a postura do seu director desportivo e dos companheiros de equipa. A confiança está em alta pelos resultados que já foram alcançados e a equipa quer animar muito a luta pela Volta a Portugal, que aos poucos está cada vez mais no pensamento de todos.

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2 de maio de 2018

Luís Mendonça mantém liderança mas foi apanhado por Domingos Gonçalves

O ranking em Portugal está renhido. As diferenças são pequenas, com vários ciclistas próximo da liderança que até conta com dois empatados em pontos, mas com vantagem para Luís Mendonça. O ciclista da Aviludo-Louletano-Uli assumiu o primeiro lugar no mês de Março depois da brilhante vitória na Volta ao Alentejo, mas em Abril foi apanhado por Domingos Gonçalves. O corredor da Rádio Popular-Boavista está a realizar uma temporada muito positiva, também já conta com uma vitória - na Clássica da Primavera - somando depois vários resultados entre os primeiros.

A apenas 20 pontos deste duo surge um renascido Joni Brandão. O problema de saúde que o obrigou a perder a Volta a Portugal e que antes o tinha limitado durante uma parte da temporada passada parece estar completamente ultrapassado, com o ciclista do Sporting-Tavira a estar cada vez melhor a nível físico. Até ao sexto lugar, a diferença pontual para os primeiros é de menos de 80 pontos. Entre os sub-23, o basco Xuban Errazkin, da Vito-Feirense-BlackJack, desalojou Rui Oliveira, que agora tem estado a competir com a sua equipa, a Hagens Berman Axeon, no estrangeiro. Errazkin foi o vencedor do ranking neste escalão em 2017.

Já por equipas, a W52-FC Porto chegou à posição a que está habituada. Começou a época calmamente, digamos assim, mas aos poucos os resultados estão a aparecer e lidera o ranking colectivo com mais 61 pontos do que a anterior líder, Aviludo-Louletano-Uli. As restantes equipas surgem, para já, um pouco longe, mas há que não esquecer que a fase mais importante da temporada para as formações portuguesas ainda está para vir. Grande Prémio Jornal de Notícias, Troféu Joaquim Agostinho e, claro, a Volta a Portugal irão contribuir muito para o ranking elaborado pela Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais.

O calendário nacional encontra-se numa "pausa" com o regresso marcado do pelotão nacional à estrada no final de Maio, precisamente no Grande Prémio Jornal de Notícias. Entretanto, algumas equipas portuguesas têm andado por Espanha. De sexta-feira a domingo, a Volta à Comunidade de Madrid contará com a W52-FC Porto, Efapel, Rádio Popular-Boavista, Aviludo-Louletano-Uli, Vito-Feirense-BlackJack e Miranda-Mortágua.

Quanto aos rankings internacionais, Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) continua líder no World Tour, com Rui Costa a ser o melhor português, na 41ª posição. O mesmo acontece no ranking mundial, mas neste caso o ciclista da UAE Team Emirates subiu 26 posições, para a 61ª, depois da excelente exibição na Volta à Romandia e na semana antes já tinha estado muito bem nas Ardenas.

Sem surpresa a Quick-Step Floors mantém-se na liderança no ranking colectivo World Tour, enquanto no Mundial, o melhor país é a Itália (15296.57 pontos), com Bélgica (14278.57) e França (12261) a serem as nações mais próximas. Portugal ocupa o 20º lugar, com 2839.71 pontos.

Ranking nacional individual

1º Luís Mendonça (Aviludo-Louletano-Uli), 282 pontos 
2º Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista), 282 
3º Joni Brandão (Sporting-Tavira), 262 
4º Óscar Hernández (Aviludo-Louletano-Uli), 235 
5º Daniel Mestre (Efapel), 230 
6º César Fonte (W52-FC Porto), 211 
7º Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), 142 
8º Ricardo Mestre (W52-FC Porto), 118 
9º Edgar Pinto (Vito-Feirense-BlackJack), 111 
10º Joaquim Silva (Caja Rural-Seguros RGA), 86 

Ranking por equipas

1ª W52-FC Porto, 597 pontos
2ª Aviludo-Louletano-Uli, 536
3ª Sporting-Tavira, 413
4ª Efapel, 350
5ª Rádio Popular-Boavista, 338
6ª Vito-Feirense-BlackJack, 222
7ª Liberty Seguros-Carglass, 8

4 de abril de 2018

Luís Mendonça assume liderança do ranking nacional

Com um mês de Março que a Aviludo-Louletano-Uli não irá esquecer, é sem surpresa que a equipa algarvia esteja a dominar o ranking nacional, tanto a nível individual como colectivo. Com a conquista da Volta ao Alentejo, Luís Mendonça subiu ao primeiro lugar, onde estava Nelson Oliveira (Movistar), que em Fevereiro se tinha destacado na Volta ao Algarve. Mas já no mês passado Mendonça se tinha mostrado a bom nível e era quinto. Agora soma 286 pontos e o ciclista mais perto é o companheiro de equipa Óscar Hernández (235), que venceu o Troféu Liberty Seguros. Quanto à formação de Loulé, manteve a liderança a nível colectivo, mas agora com uma diferença de respeito: 535 pontos contra os 373 da W52-FC Porto.

Este último mês foi muito intenso a nível competitivo, com corridas em todos os domingos, mais os cinco dias da Alentejana, um deles com jornada dupla. Domingos Gonçalves começou Março com a vitória na Clássica da Primavera e tem estado em destaque na Rádio Popular-Boavista. O ciclista de Barcelos surge na terceira posição, com 226 pontos. Segue-se Daniel Mestre (Efapel) que foi o vencedor da Clássica Aldeias do Xisto (130).

O melhor sub-23 continua a ser Rui Oliveira (Hagens Berman Axeon), com os mesmos 20 pontos que somou na Prova de Abertura Região de Aveiro, ainda que tenha caído da sexta para a 21ª posição. O ciclista competiu naquela corrida pela selecção nacional e tem agora estado no estrangeiro com a sua equipa.

Em Abril o calendário para a elite conta com o Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela (12 a 15 de Abril), prova com a classificação 2.1. Depois será preciso esperar pelo final de Maio, quando arrancar o Grande Prémio Jornal de Notícias a 28 de Maio, entrando-se então numa fase com muita competição e claro já com a Volta a Portugal cada vez mais na mente das equipas.

O ranking nacional é elaborado pela Associação Portuguesa de Ciclistas Profissionais. Amaro Antunes, então ao serviço da W52-FC Porto, venceu em 2017, com a sua equipa a ser a melhor na classificação colectiva.

Neste link poderá seguir as vitórias das equipas nacionais do pelotão de elite, assim como o ranking.

Ranking individual
1º Luís Mendonça (Aviludo-Louletano-Uli), 282 pontos
2º Óscar Hernández (Aviludo-Louletano-Uli), 235
3º Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista), 226
4º Daniel Mestre (Efapel), 130
5º Ricardo Mestre (W52-FC Porto), 115
6º Gustavo César Veloso (W52-FC Porto), 92
7º Nelson Oliveira (Movistar Team), 85
8º Joni Brandão (Sporting-Tavira), 81
9º Tiago Machado (Team Katusha Alpecin), 80
10º Edgar Pinto (Vito-Feirense-BlackJack), 66

Ranking por equipas
1ª Aviludo-Louletano-Uli, 535
2ª W52-FC Porto, 373
3ª Rádio Popular-Boavista; 252
4ª Efapel, 185
5º Sporting-Tavira, 176

Nos rankings internacionais da UCI, Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) lidera o do World Tour (1126 pontos), com Alejandro Valverde (Movistar) na segunda posição (1079) e Tiesj Benoot (Lotto Soudal) na terceira (986). O melhor português é Ruben Guerreiro. O ciclista da Trek-Segafredo ocupa a 72ª posição, com 120 pontos.

Sem surpresa, a Quick-Step Floors lidera por equipas (4588), tendo esta quarta-feira somado a 24ª vitória, com Fabio Jakobsen a vencer a Scheldeprijs. Este triunfo só será contabilizado no ranking da próxima semana. A Mitchelton-Scott está com uns longínquos 3154,99 pontos.

No ranking mundial, o líder é Chris Froome (Sky), com 3654,43 pontos, seguindo-se Vincenzo Nibali (Bahrain-Merida), com 3240. Rui Costa (UAE Team Emirates) é o melhor português: 92º, com 713 pontos. A nível de nações é a Itália que está no topo (15809,43 pontos), com a Bélgica (14608,57) e França (11779) no pódio. Portugal é 22º, com 2484,71 pontos.

O ranking nacional é actualizado mensalmente, enquanto os internacionais aqui referidos são semanalmente. Pode ver em pormenor neste link, na página da UCI, os rankings do World Tour e mundial.

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25 de março de 2018

"Estava com a convicção que era hoje. Disse-lhes que era o meu dia"

O cenário foi bem diferente de há um ano. A Clássica Aldeias do Xisto deslumbrou em 2017 com uma primeira edição de paisagens de uma beleza inesquecível. Os incêndios deram outra cor a uma zona do país tão devastada pelos fogos, mas como o pensamento da organização nunca esteve em esconder a realidade que tem no negro das árvores e nas casas queimadas o constante relembrar de uma tragédia, neste segundo ano de corrida, o pelotão passou por algumas das zonas e aldeias afectadas. A paisagem triste não deixou ninguém indiferente, mas na estrada esteve uma competição com muito em jogo. O espectáculo que desta feita não teve o verde forte das florestas circundantes como pano de fundo, teve muita cor na estrada, numa corrida atacada desde muito cedo e que no final viu a "equipa da casa" vencer. Daniel Mestre deu o primeiro triunfo de 2018 à Efapel, num dia também de festa para a Aviludo-Louletano-Uli, que cumpriu com o objectivo de ficar com o Troféu Liberty Seguros.

Daniel Mestre foi o mais forte na subida terceira categoria que levou à meta os ciclistas na Aldeia das Dez, em Oliveira do Hospital, após 145 quilómetros de prova. Depois de algum azar o ter impedido de estar na luta por etapas na Volta ao Alentejo, este era um triunfo desejado, mas que não desesperava por conseguir. Nem ele, nem a equipa. "A nossa união faz com que não haja pressão nenhuma. Nós tentamos sempre ganhar. Não conseguimos, levantamos a cabeça e voltamos a tentar. Está aqui a prova disso", salientou ao Volta ao Ciclismo. E acrescentou: "Eu sei o meu valor, a equipa sabe o meu valor. Não tinha de provar nada a ninguém. É claro que as equipas vivem das vitórias, não escondo isso. Consegui vencer aqui na casa do patrocinador, Aldeias do Xisto, e fico feliz não só por mim, mas também pelos meus colegas que trabalharam ao longo de todas as provas que fizeram até agora."

E numa fuga que contou com quase todos os principais intervenientes do pelotão, Mestre teve ao seu lado Sérgio Paulinho e Bruno Silva. "Estava com a convicção que era hoje. Disse-lhes que era o meu dia", frisou Mestre, pouco depois de ter dito a Paulinho, num sentido cumprimento ao colega: "Bem disse que era hoje."

Foi um final bem ao estilo deste ciclista que no sprint final bateu outros dois nomes de peso do pelotão nacional. Atrás ficou Joni Brandão (Sporting-Tavira) que também tem razões para estar bem satisfeito, já que é o melhor resultado do ciclista deste que regressou à competição, depois de ter falhado a Volta a Portugal devido a problemas de saúde. A compor um pódio de luxo esteve o aniversariante do dia e vencedor da Grandíssima, Raúl Alarcón (W52-FC Porto), que esteve na fuga juntamente com Gustavo Veloso, enquanto Brandão teve a companhia de Frederico Figueiredo.

Contudo, o dia foi quase todo da Efapel, que foi ainda a melhor equipa da clássica. "É lógico que era uma vitória que ambicionávamos. Com o patrocinador Aldeias do Xisto diz-nos muito e não podia ser melhor", afirmou um muito satisfeito Américo Silva. O director desportivo referiu que estavam cientes "do porquê de alguns resultados e de alguns maus desempenhos". "Soubemos esperar e as coisas aconteceram", disse, realçando que o triunfo "é muito bom para o Daniel". "A primeira já está, que é sempre a que custa mais!"

Festa partilhada

A Aviludo-Louletanto-Uli partiu determinada da Aldeia de Álvaro a ficar com o Troféu Liberty Seguros, que há um ano conquistou com Vicente Garcia de Mateos, que também venceu a primeira edição da Clássica Aldeias do Xisto. Agora foi outro espanhol a triunfar. "Objectivo cumprido. A ideia era ganhar o troféu e a equipa trabalhou muito bem. Foi uma corrida muito complicada, pois deixaram-nos fazer o trabalho todo", explicou Óscar Hernández. Acompanhado na fuga por Luís Mendonça, que também tinha a possibilidade de ganhar, David de la Fuente e Luís Fernandes - que ficou com o prémio da montanha -, Hernández teve de estar atento para quando houve o ataque final, cortando a meta na quinta posição. A maior ameaça vinha de Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista), que apesar de acabar um lugar acima de Hernández, foi insuficiente para se sagrar vencedor.

Para a equipa algarvia é o fechar de um mês de Março que não irá esquecer. Uma semana depois de conquistar a Volta ao Alentejo com Luís Mendonça, Óscar Hernández ficou com o Troféu Liberty Seguros e a equipa foi ainda melhor desta competição, que englobou além da Clássica Aldeias do Xisto, a Clássica da Arrábida e a Prova de Abertura Região de Aveiro.

Enquanto a Efapel deixou o patrocinador feliz pela vitória na corrida, André Carvalho fez o mesmo ao ser o melhor jovem do troféu. O ciclista da Liberty Seguros-Carglass realçou precisamente esse pormenor: "Era uma prova que era importante para a equipa, visto ser patrocinada pela Liberty Seguros. Foi um dia em que a equipa esteve bastante bem e ajudou-me ao máximo e eu consegui cumprir com as expectativas. Foi uma corrida dura, com constante sobe e desce e o vento complicou, mas o que interessa é que acabou tudo bem." O jovem foi 19º, mas o melhor sub-23 do dia foi o espanhol da Caja Rural Javier Fuentes.

Depois de um Março intenso em corridas pelas estradas nacionais, o regresso do pelotão será entre 12 e 15 de Abril, no Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. Quanto à Clássica Aldeias do Xisto, ficou a garantia que para o ano há mais.


24 de março de 2018

Louletano na Clássica Aldeias do Xisto à procura de fechar um mês perto da perfeição

Se se perguntar a Jorge Piedade se esperava estar a ter um arranque de temporada tão positivo, o director desportivo da Aviludo-Louletano-Uli é peremptório em dizer que vai sempre para uma corrida com a intenção de a ganhar. Logo: "Temos concretizado os nossos objectivos." A confiança é grande na equipa algarvia. A conquista da Volta ao Alentejo há uma semana, por intermédio de Luís Mendonça, foi o culminar de um conjunto de resultados bons, mas a que faltava juntar um triunfo. E nada melhor do que ganhar uma das mais importantes competições em Portugal e com categoria internacional (2.2). Agora é altura de pensar na próxima possível vitória que está bem definida para este domingo: o Troféu Liberty Seguros.

Óscar Hernández vestiu a camisola amarela desta competição há 15 dias. A Clássica Aldeias do Xisto é a última corrida das três que compõem o troféu. Tudo começou na Prova de Abertura Região de Aveiro e depois houve a Clássica da Arrábida. E há mais do que a conquista da Alentejana para Jorge Piedade estar confiante na vitória. Hernández lidera e o "rival" mais próximo é Luís Mendonça, a 23 pontos. Portanto, a Aviludo-Louletanto-Uli vai para a decisão numa posição bem simpática. Olhando para a classificação, retirando da equação os ciclistas que não estarão presentes - como Tiago Machado, Dmitry Strakhov e até João Matias - a maior concorrência deverá vir da Rádio Popular-Boavista, que tem Luís Gomes e Domingos Gonçalves a 33 e 40 pontos, respectivamente, de Hernández. A vitória na corrida dá 75.

"Vamos tentar vencer o Troféu Liberty Seguros, ou com Hernández ou com o Mendonça. Está a ser um excelente início de temporada. Espero bem que as coisas continuem a decorrer assim", disse Jorge Piedade ao Volta ao Ciclismo, depois de ter garantido a Alentejana. Se conseguir, repetirá a vitória de 2017. Então, Vicente Garcia de Mateos ganhou a clássica, o que acabou por lhe valer também o troféu.

Hernández consegue defender-se em algumas subidas. Já no caso de Mendonça é um atributo que o português está a trabalhar e a evoluir bastante. Há um ano não apareceria como candidato a estar na frente na Clássica Aldeias do Xisto, agora Jorge Piedade deixa o aviso que é um ciclista que poderá estar muito em destaque durante o ano no ciclismo nacional. "Eu acreditei no Mendonça. Comecei a vê-lo em amador, fiz uma análise e acreditei que poderia ser o ciclista que está a ser. Foi uma aposta bem conseguida", salientou o director desportivo.

Está em disputa um troféu, mas também uma vitória numa clássica que tem tudo para se tornar numa das mais importantes do calendário. Tal como a corrida da Arrábida, é internacional (1.2) e se uma tem o sterrato como imagem de marca, pelas Aldeias do Xisto temos um constante sobe e desce, que proporcionam ataques e contra-ataques, sendo difícil controlar a corrida. Estas são duas provas que não ficariam nada mal com um pelotão com equipas de maior gabarito. Mas estão apenas a começar, por isso há que construir uma base sólida antes de dar um passo maior.

Às equipas Continentais portuguesas e às de clube, juntam-se este ano as espanholas da Aluminios Cortizo/Anova, Bicicletas Rodríguez/Extremadura, Caja Rural-Seguros RGA (sub-23), CC Rías Baixas e Supermercados Froiz.

A Clássica Aldeias do Xisto começa desta feita na Aldeia de Álvaro, concelho de Oleiros (12:00), e termina na Aldeia das Dez, concelho de Oliveira do Hospital (cerca das 16:00), com uma terceira categoria à espera dos ciclistas no final, depois de muita montanha, como se pode ver o gráfico em baixo. Nos 145 quilómetros de distância, o pelotão passará pelas aldeias de Janeiro de Baixo, Janeiro de Cima, Fajão e Vila Cova de Alva.


A corrida promete animação, com as equipas portuguesas a terem aqui uma boa oportunidade para se mostrar, já que neste início de temporada, ciclistas de fora têm estragado os planos dos que por cá estão. Domingos Gonçalves triunfou na Clássica da Primavera - a única prova em Março na qual a Aviludo-Louletano-Uli não subiu ao pódio -, Edgar Pinto já deu uma vitória à Vito-Feirense-BlackJack na Volta ao Alentenjo, tal como fez Gustavo Veloso para a W52-FC Porto.

A pressão vai crescendo na Efapel e no Sporting-Tavira. A equipa algarvia até já venceu, logo em Janeiro, com Rinaldo Nocentini a levar duas etapas no Gabão, mas por cá, ambas estão a zero. A expectativa começa a aumentar para ver se Joni Brandão está a recuperar as melhores sensações. Já na Efapel, atenção a Henrique Casimiro que poderá ser a principal aposta, com a equipa a querer não só abrir a sua conta de triunfos, como oferecê-lo a um dos seus patrocinadores: Aldeias do Xisto.

Também as três que este ano subiram ao escalão Continental, Miranda-Mortágua, LA Alumínios e Liberty Seguros-Carglass procuram a primeira vitória. A última tem André Carvalho bem colocado para garantir a classificação da juventude no troféu do mesmo patrocinador. André Ramalho (Jorbi-Team José Maria Nicolau) e André Crispim, companheiro de Carvalho, são os que estão mais próximos - daqueles que estarão em prova -, a 30 e 35 pontos, respectivamente, do líder.

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19 de março de 2018

"Sinto-me mais respeitado e que as pessoas acreditam que posso fazer coisas bonitas"

Aproveitar todos os momentos ao máximo é uma forma de estar de Luís Mendonça. Havia tempo para celebrar, mas o ciclista ainda mal tinha sido consagrado em Évora como o vencedor da Volta ao Alentejo e admitia que a festa não seria grande, até porque já pensava na próxima corrida. Na próxima possível vitória, sua ou de um colega. Mas antes de se concentrar a 100% na Clássica Aldeias do Xisto, Luís Mendonça vive momentos que sempre ambicionou, ainda que confesse que ter como primeira grande vitória profissional uma corrida internacional, não estava nas suas previsões. Agora a motivação é ainda maior e já se vê um Mendonça a pensar não só na próxima corrida, mas também numa evolução mais a médio prazo que pretende ser idêntica àquela que passou Vicente Garcia de Mateos.

"Quero trabalhar para ser um ciclista muito completo, que finaliza bem e que sobe bem. Tenho de aperfeiçoar um pouco mais o contra-relógio para discutir provas como esta, para estar sempre na frente, para ser uma carta a jogar em todas as ocasiões e, quem sabe, vestir novamente a amarela", explicou ao Volta ao Ciclismo. Acrescentou que já falou com o director desportivo da Aviludo-Louletano-Uli, Jorge Piedade, sobre esta sua pretensão e o trabalho que tem realizado nos últimos meses demonstra evidentes mudanças quando o terreno inclina. Apesar da Volta ao Alentejo só ter uma etapa de montanha, foi essencial estar melhor a subir e foi no final em Portalegre que começou a interiorizar que podia ganhar a Alentejana. Já antes, na Volta ao Algarve, tinha estado muito bem tanto na Fóia, como no Malhão.

"[O Jorge Piedade] foi a única pessoa que acreditou em mim quando subi a profissional"

Mateos começou por ser aposta mais nos sprints e é agora o líder para a Volta a Portugal, tendo ficado em terceiro na edição passada. Mendonça falhou essa corrida, pois cerca de duas semanas antes foi agredido durante um treino por um homem que lhe fracturou o braço. O ciclista de Paredes sofreu uma enorme desilusão, mas soube transformar a frustração e também a raiva em motivação. "Sim, é verdade. Isso ensinou-me que tudo muda num piscar de olhos e que tenho de aproveitar as oportunidades todas, as corridas todas. Ainda fui a pensar nos circuitos [em 2017], com o braço fracturado há um mês. Nem podia fazer sprints, mas eu queria ir de qualquer maneira e fazer bons resultados. Queria mostrar que estava aí, que estava forte. Quem não é visto, não é lembrado e eu queria ser visto e lembrado", contou. Salientou que foi também muito importante o discurso que ouvia da equipa, sempre a acreditar nele e a dizer-lhe que alcançaria vitórias.

Aliás, estas foram palavras que ouviu desde que assinou pela formação algarvia no ano passado. Por isso mesmo, considera que a vitória na Volta ao Alentejo pertence também a Jorge Piedade, o director desportivo que sempre lhe disse ter total confiança no que Mendonça poderia dar à equipa, mesmo falando de um ciclista que apostou a sério no ciclismo apenas há cinco anos, aos 27: "Quero agradecer-lhe muito. Foi a única pessoa que acreditou em mim quando subi a profissional. Agora é fácil falar que sou capaz de vencer, mas na altura ouvir isto do director desportivo, dizer que me queria na equipa, que seria um dos protegidos, que acreditava no meu trabalho e que acreditava que podia vencer muitas corridas... Se calhar só ele acreditou."

A partir de 18 de Março pode começar a dizer que será diferente. E afirma mais que uma vez que a vitória na Alentejana elevou a fasquia e que a maior responsabilidade é algo que agarra com uma ambição que apenas ficou ainda maior. O estatuto agora é diferente, mesmo dentro do pelotão: "Sinto-me mais respeitado e que as pessoas acreditam que posso fazer coisas bonitas."

O filme de Mendonça da Volta ao Alentejo

É quase mecânica a forma como explica ao pormenor o que viveu, o que sentiu durante os cinco dias, nos quase 800 quilómetros da Alentejana. É um filme que muito provavelmente irá passar na sua mente vezes sem conta, pois se chegou com o objectivo de uma etapa, ganhar a geral, principalmente depois de um primeiro dia tão difícil, foi algo não estava nos seus planos. "A primeira etapa foi louca e decidiu muita coisa. Foi uma etapa de desgaste enorme. Cheguei ao fim rebentado. Ainda faltavam mais cinco e eu não sabia como dar a volta à situação. A segunda foi mais tranquila e já deu para recuperar algo. Pouco a pouco isto foi acontecendo... Estive forte no dia decisivo [sábado, com jornada dupla]. De manhã e de tarde. No contra-relógio percebi que era possível, mas quando arranquei, as sensações eram péssimas. A descer lancei-me com tudo. Arrisquei tudo! Fui a grande velocidade. O meu director foi com as mãos na cabeça toda a descida. Quando faltavam 1,5 quilómetros vi o terceiro classificado à minha frente. Tive de sofrer. Parecia que estava parado, mas não estava! Quando me berraram que ia para a amarela... Passaram as dores, passou tudo e ao chegar e ouvir o speaker dizer que era virtual líder..." O relato acaba com um enorme suspiro de quem parecia que tinha acabo de cortar novamente a meta naquele contra-relógio de Castelo de Vide.

"Posso confirmar que a camisola amarela dá força. Foi mais ela do que as pernas [na última etapa]!"

Ainda faltavam os 151,3 quilómetros de domingo e dormir não foi fácil: "Confesso que dormi seis horas. Acordei às sete e só tinha de acordar às nove. Comecei a pensar em estratégias de corrida, planos A, B, o que vai acontecer... Nunca mais fechei os olhos, mas acordei cheio de energia." De Castelo de Vide a Évora foram quilómetros de sofrimento, com muitos ataques, mas Luís Mendonça não cedeu: "Posso confirmar que a camisola amarela dá força. Foi mais ela do que as pernas!" E em mais um desabafo: "Nunca pensei ser na Volta ao Alentejo [a primeira vitória profissional]! Nunca! Pensei em começar por baixo, com corridas mais nacionais. Vencer esta volta, uma corrida internacional... Elevei a fasquia."

Depois de uma pré-temporada em que garante ter trabalho muito, Luís Mendonça começou a receber a compensação que há muito sonhava. Seguirá para a Clássica Aldeias do Xisto, no domingo, a pensar como poderá ajudar a equipa a conquistar pelo segundo ano consecutivo o Troféu Liberty Seguros - Óscar Hernández é o líder -, mas também a pensar que quer continuar a senda de bons resultados pessoais. E tendo em conta como anda a mostrar-se na montanha e depois de uma vitória altamente motivadora na Alentejana, Mendonça certamente que terá direito a maior atenção. "Tenho 32 anos, não sou um jovem, mas quero ficar aqui uns anos e alcançar coisas bonitas. É agora, não pode ser amanhã", afirmou.