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7 de março de 2019

"No ciclismo nunca se sabe quando será a última oportunidade"

Regressar a Portugal está a ser especial para Antonio Angulo. Não só assinou novamente por uma equipa Continental, como foi por cá que conquistou uma das principais vitórias da sua carreira, na Volta à Bairrada. O espanhol tem mudado de equipa quase todos os anos e considera que a Efapel lhe deu uma oportunidade que tem de agarrar, esperando encontrar alguma estabilidade. Está determinado em adaptar-se rapidamente às exigências de uma estrutura que, não só quer apostar forte em 2019 com vista em quebrar a hegemonia da W52-FC Porto, como vai pensando em crescer num futuro próximo. Depois de feita adaptação e de conquistar a forma física desejada, Angulo quer retribuir a confiança depositada nele com um bom trabalho para a equipa e também com uns bons resultados pessoais.

Angulo tinha somado várias vitórias em Espanha, mostrando um promissor cartão de visita que lhe valeu um contrato com a então LA Alumínios-Metalusa-BlackJack. O ciclista, agora com 27 anos, não esquece como venceu uma etapa e a geral na Volta à Bairrada, mas considera que sofreu muitos contra-tempos naquele ano de 2017. A equipa acabaria por sofrer uma forte reformulação para o ano seguinte - é a actual Vito-Feirense-PNB -, com Angulo a regressar ao seu país, para correr pela C.C.Rias Baixas. Foi a sua quinta formação em seis anos, incluindo um estágio na Israel Cycling Academy em 2015. "Não tenho tido continuidade como profissional e é necessária para se ser capaz de dar tudo", admitiu ao Volta ao Ciclismo. Nova mudança em 2018, com nova subida ao terceiro escalão. "São as primeiras semanas na Efapel e oxalá possa ficar aqui muitos anos, pois aqui, a equipa é uma família", salientou.

É o primeiro a assumir que tem de estar no seu melhor se quer garantir mais estabilidade na carreira e com a Efapel como casa. "Quando se tem grandes responsabilidades, também significa que confiam em ti e acreditam que tens potencial. Tenho aqui a oportunidade para aprender a lidar com essa pressão e tornar-me num melhor ciclista", disse. Angulo elogiou o nível de toda a estrutura da equipa liderada por Américo Silva, tendo estreado-se com o popular equipamento amarelo na Volta ao Algarve.

"Primeiro temos de confiar em nós próprios, senão será difícil. Mas estamos convencidos que poderemos lutar pela Volta a Portugal"

O ciclista realçou como passa por um momento de adaptação, mais um, como tem acontecido nas últimas épocas: "É difícil inicialmente entrar num grupo que está feito e consolidado há vários anos, mas graças aos meus companheiros, todos os dias se torna mais fácil. Mostram grande carinho por mim e ajudam-me a integrar. Acho que aqui vou estar muito bem este ano." Garantiu que procura ter "um ano memorável", esperando lutar por vitórias em corridas que se adapta bem, como algumas clássicas ou a Volta ao Alentejo.

Com Espanha a fazer parte do itinerário da Efapel, Angulo não esconde que o motiva ter a possibilidade de correr no seu país numa equipa mais competitiva. Espera estar a 100% nessa altura da temporada e explicou que tipo de corridas lhe assentam melhor: "Gosto de corridas selectivas. Não com subidas muito longas, mas com pequenos topos, que seleccionem o pelotão e assim posso conseguir vitórias em grupos reduzidos graças à minha rápida ponta final."

Angulo não hesita em considerar que lhe foi dada uma segunda oportunidade, agora que assinou novamente por uma equipa Continental. "Tenho a consciência que tenho de a aproveitar ao máximo. No ciclismo nunca se sabe quando será a última oportunidade e quero que esta seja aquela que preciso para crescer", frisou. Acrescentou que o director desportivo lhe pediu para "que aprenda com todos os companheiros e que dê o máximo". Não escondendo que ambiciona algum sucesso pessoal, é, contudo, no colectivo que mais pensa.

A Efapel recuperou Joni Brandão para liderar no objectivo principal de 2019: a Volta a Portugal. Porém, com uma W52-FC Porto a ter um colectivo que não tem dado hipóteses, a equipa procurou reforçar-se com ciclistas que possam dar garantias quando o frente-a-frente mais importante do ano chegar. Angulo, que fez a Volta em 2017, acredita que a Efapel vai estar preparada para enfrentar a equipa que tem dominado em Portugal. "Primeiro temos de confiar em nós próprios, senão será difícil. Mas estamos convencidos que poderemos lutar pela Volta a Portugal e vamos trabalhar para que nessa corrida estejamos ao melhor nível", referiu.

Angulo foi um dos quatro reforços da Efapel, que contratou ainda o campeão búlgaro Nikolay Mihaylov (ex-Delko Marseille Provence KTM) e o experiente ciclista uruguaio Fabricio Ferrari (ex-Caja Rural). A equipa está a preparar-se para a sua quarta corrida do ano. A primeira foi na Volta à Colômbia, ao lado de algumas equipas World Tour. Seguiu-se o calendário nacional, com a Prova de Abertura Região de Aveiro e Volta ao Algarve. Ainda não soma vitórias, como aliás acontece com as restantes formações nacionais. Domingo é dia de Clássica da Primavera. Uma semana depois realiza-se a Clássica da Arrábida e na quarta-feira seguinte, no dia 20, começa a Volta ao Alentejo.

»»"Não vou mentir, não é que estivesse a ficar desmotivado, mas já eram muitos anos a ter os mesmos objectivos"««

»»"Pensava em júnior que era um bom ciclista, mas quando damos um salto destes, percebemos que há muito pela frente"««

18 de fevereiro de 2019

Colombianos mandam em casa e ameaçam mandar fora dela

(Fotografia: Volta à Colômbia)
Com um lote invejável de jovens talentos e de ciclistas que há muito se afirmaram ao mais alto nível, seria uma pequena surpresa não ver um atleta da casa conquistar a segunda edição da Volta à Colômbia. Julian Alaphilippe tentou intrometer-se, como o tinha feito em 2018, mas, mais uma vez, foi um colombiano a triunfar. Foi um que ganhou e foi acompanhado por muitos mais que dominaram o top 15, tanto na última etapa, como na geral. Miguel Ángel López sucedeu a Egan Bernal, num pódio preenchido por ciclistas de enorme futuro, mas que já começam a dar garantias no presente.

Numa corrida que cativa tudo e todos devido ao intenso ambiente proporcionado pelos adeptos - Nairo Quintana chegou a apelar para que o muito entusiasmo não colocasse em perigo os ciclistas - e também por um percurso que atraiu inclusivamente Chris Froome (Sky), os colombianos impuseram-se em condições que não são fáceis para os menos habituados ao calor e, principalmente, à altitude. Os corredores colombianos são autênticos heróis, como que ficou bem patente na apresentação da prova, com um estádio de futebol repleto de adeptos para receber os melhores das bicicletas.

Froome foi quem mais se equiparou, a nível de apoio, aos colombianos. E percebe-se este entusiasmo colombiano pelo ciclismo. Nairo Quintana (Movistar) continua a ser a grande referência. Mesmo estando tantas vezes no centro de críticas, é o colombiano que tem duas grandes voltas ganhas (Giro e Vuelta) e aquele que continua a aparecer no topo de candidatos do seu país para ganhar o Tour. Quintana venceu a derradeira etapa, mas, no geral, não foi a melhor das corridas. Rigoberto Uran (EF Education First) é outro dos veteranos, foi líder por um dia, contudo, a corrida pertenceu à nova geração.

Miguel Ángel López perdeu a nível táctico na derradeira etapa para Quintana, mas como numa prova por etapas interessa o todo, o ciclista da Astana levou o prémio máximo. Um primeiro sinal do "Superhomem" do ciclismo que aposta forte na Volta à Itália. Seguiu-se, na classificação geral, aquele que se poderá tornar no menino de ouro, parte dois. Iván Ramiro Sosa ficou a oito segundos de repetir a "graça" do colega da Sky, Egan Bernal, o menino de ouro, parte um. Ao estrear-se na equipa World Tour em 2018, Bernal venceu na Colômbia. Sosa está a demonstrar parecenças com o seu compatriota. Que dupla em perspectiva!

Daniel Martínez não tem o mediatismo de López, Bernal - que foi quarto - e Sosa, muito por estar numa equipa precisamente menos mediática. Porém, este jovem, de 22 anos, já revela ser uma certeza na EF Education First e 2019 tem tudo para ser o ano da confirmação de este talento. A seguir com muita atenção.

No top 15 da geral, só Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep) quebrou a hegemonia colombiana - sétimo a 1:33 minutos - juntamente com o equatoriano Richard Carapaz (Movistar) - nono a 2:46. Na classificação da última etapa, foi Alaphilippe e outro equatoriano, Jhonatan Narváez a intrometerem-se no top 15. Narváez é mais um dos reforços da Sky.

Os colombianos mandaram em casa e cada vez mais demonstram que podem muito bem vir a mandar fora dela, depois de um ano em que foi a Grã-Bretanha a ganhar as três grandes voltas. Neste 2019 muito se poderá falar de ciclistas deste país da América do Sul.

Esta Colômbia é cada vez mais uma fonte de grandes talentos no ciclismo e não se estranha que ano após ano, as principais equipas procurem por lá reforços. Já não é o  chegou a parecer ser um segredo bem guardado de Gianni Savio, que muito tem contratado na Colômbia para a Androni Giocattoli-Sidermec. Bernal e Sosa são os dois casos de maior sucesso de Savio.

E não é um país apenas de trepadores, como até recentemente era conotado. O sprint vai revelando alguns dos melhores na especialidade, Fernando Gaviria à cabeça (ele que abandonou devido a doença), mas Álvaro Hodeg (Deceuninck-QuickStep) - Hodge de nascença - é já um seguidor de respeito, com Juan Sebastián Molano (UAE Team Emirates) a dar os primeiros passos no World Tour. Estes dois últimos ganharam uma etapa cada.

Demorou até que este país tivesse a sua corrida, mas em apenas duas edições já conquistou o seu lugar mesmo que, por agora, seja de categoria 2.1. Chamou a atenção dos melhores e tornou-se em mais um palco para revelar os talentos locais. O sucesso da corrida, dos ciclistas, da modalidade, até influenciou altas figuras do governo colombiano em equacionar a possibilidade de aproveitar a oportunidade em entrar no World Tour via Sky. O financiamento incluiria empresas como a Ecopetrol, mas o director da equipa britânica, Dave Brailsford, admitiu que vê como "muito improvável" que a Sky seja colombiana em 2020.

Efapel termina com três ciclistas

O ciclismo português esteve representado na Volta à Colômbia com a Efapel. Entre os seis eleitos estavam dois dos líderes da equipa: Joni Brandão e Sérgio Paulinho. Um abandonou na quinta etapa, o outro na terceira, respectivamente. Bruno Silva, não terminou a quinta tirada. O melhor foi Marcos Jurado. O espanhol fechou na 80ª posição a 45:12 minutos. Rafael Silva foi 125º e o reforço uruguaio Fabricio Ferrari 127º, ambos a mais de uma hora do vencedor.

A equipa de Américo Silva regressa já à competição na quarta-feira, no arranque da Volta ao Algarve.



11 de fevereiro de 2019

A apresentação de ciclismo que não deixou ninguém indiferente

(Fotografia: Facebook Efapel)
Não havia bola no relvado, nem jogadores, árbitros, nada que se parecesse. No Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, a paixão pelo desporto foi bem diferente. O ciclismo tomou conta do entusiasmo dos adeptos que deixaram atletas e directores desportivos arrepiados por uma recepção que para muitos já justificou a viagem até à Colômbia. A corrida é de categoria 2.1, mas tem um elenco World Tour fortemente representado. Portugal tem uma equipa presente, com Américo Silva a levar seis ciclistas da Efapel para competir ao lado de Chris Froome, Nairo Quintana, Egan Bernal, Julian Alaphilippe...

A lista de inscritos é de deixar qualquer adepto feliz por ter ali tão perto tantas figuras, mesmo que muitas delas até sejam da casa. Fernando Gaviria, Rigoberto Uran, Miguel Ángel López,  Daniel Martínez, Álvaro Hodeg, os grandes nomes colombianos continuam. E acrescenta-se então algumas das referências do pelotão nacional. Joni Brandão e Sérgio Paulinho vão estar juntos pela primeira vez numa corrida e assim começarão um trabalho que o director desportivo da equipa bem quer que resulte numa dupla de respeito quando a época começar a aproximar-se do principal objectivo: a Volta a Portugal. Bruno Silva e Rafael Silva são dois corredores de confiança de Américo Silva, com Marcos Jurado a receber também a chamada para ir à Colômbia. O espanhol foi um dos melhores da Efapel em 2018. Para fechar o seis eleito, o reforço uruguaio Fabricio Ferrari  (ex-Caja Rural) fará a sua estreia com as cores da formação portuguesa.

Com a época ainda no início - estes seis ciclistas vão fazer a sua primeira corrida em 2019 - primeiro os corredores vão perceber como estão fisicamente, ainda mais quando encontraram condições atmosféricas bem diferentes das actuais temperaturas fresquinhas de Portugal. Outro dos planos certamente passará por tentar que algum dos ciclistas apareça em destaque, numa das seis etapas.

Depois do Sporting-Tavira na Argentina (Volta a San Juan) e da W52-FC Porto em Espanha (Volta à Comunidade Valenciana) é a vez da Efapel competir fora de Portugal neste arranque de temporada, ainda que oficialmente a primeira corrida tenha sido na Prova de Abertura Região de Aveiro, este domingo. Foi uma equipa em versão reduzida, com Antonio Angulo, Henrique Casimiro e Pedro Paulinho, com este último a ser o melhor, ao terminar na 10ª posição.

A segunda edição da Volta à Colômbia arranca esta terça-feira com um contra-relógio colectivo de 14 quilómetros em Medellín. Haverá etapas para sprinters e para os grandes trepadores presentes, estando no domingo agendada a tirada de alta montanha, com 173,8 quilómetros entre El Retiro e Alto de Palmas, com uma primeira categoria final a prometer espectáculo. Egan Bernal (Sky) venceu em 2018.

Aqui fica um dos vídeos publicados da apresentação, neste caso pela Sky, que mostram a fabulosa recepção aos ciclistas por parte dos adeptos. Nas redes sociais, ciclistas e directores desportivos, entre eles Américo Silva, admitiram como foi um dia inesquecível.


De referir que haverá mais um português em prova. João Almeida vai arrancar a sua segunda temporada na Hagens Berman Axeon na Colômbia.

Pode conferir aqui a lista de inscritos completa, via ProCyclingStats.

Edgar Pinto o melhor da W52-FC Porto

Um dos reforços da equipa do Sobrado foi o melhor da W52-FC Porto na Volta à Comunidade Valenciana. Edgar Pinto terminou na 33ª posição, a 2:48 minutos do vencedor, Ion Izagirre (Astana). Seguiram-se João Rodrigues (73º a 9:24), Samuel Caldeira (81º a 10:46), Raul Alarcón (95º a 16:22) e António Carvalho (127º a 29:08). Joaquim Silva e Rui Vinhas abandonaram na quarta etapa.

O melhor português foi Rui Costa (UAE Team Emirates), que começou a temporada com um animador 10º lugar, a 48 segundos de Izagirre, com Nelson Oliveira (Movistar) a terminar na 12ª posição, a 59. Na sua estreia como ciclista do World Tour, Amaro Antunes (CCC) foi 28º, a 2:19 minutos. José Gonçalves (Katusha-Alpecin) fechou na 35ª posição a 3:03. Na primeira prova pela Burgos-BH Ricardo Vilela foi 45º a 4:28 e o companheiro de equipa, José Neves, 87º a 13:13.

Pode ver aqui a classificação completa da Volta à Comunidade Valenciana.


7 de janeiro de 2019

Efapel e Sporting-Tavira com viagens marcadas para a América do Sul

Joni Brandão está de regresso à Efapel
(Fotografia: Facebook Efapel)
A preparar-se para a sua segunda edição, a Volta à Colômbia promete ter novamente um pelotão com grandes nomes do ciclismo, indo desta feita mais além das muitas estrelas do país que estão no topo mundial da modalidade. Chris Froome, por exemplo, resolveu juntar-se ao vencedor de 2018, Egan Bernal, optando por arrancar a época na América do Sul em detrimento da Austrália. Julian Alaphilippe repete a presença, com Marc Soler a fazer a mesma escolha que Froome para começar 2019. Na lista de inscritos está também o português Joni Brandão.

A Efapel vai marcar presença na corrida colombiana, com o Sporting-Tavira a escolher igualmente atravessar o oceano para dar as que serão primeiras pedaladas oficiais da nova equipa de Tiago Machado e José Mendes. A formação de Vidal Fitas vai à Argentina, competir na Volta a San Juan, que já tem Peter Sagan, Mark Cavendish e Tiesj Benoot entre as confirmações, além de Fernando Gaviria e Nairo Quintana, colombianos que também estarão na corrida do seu país.

A Volta a San Juan é a primeira a realizar-se, entre 27 de Janeiro e 3 de Fevereiro. O veterano Óscar Sevilla venceu em 2018 - após a desclassificação de Gonzalo Najar devido a doping -, com Bauke Mollema a ser o mais forte no ano anterior. Já a grande vitória deste ano é a presença do ciclista que qualquer organização gosta de ver nas suas provas: Peter Sagan. O líder da Bora-Hansgrohe vai fazer muitos quilómetros de avião neste início de temporada, já que se encontra neste momento na Austrália. Além da equipa alemã, estará ainda a Deceuninck-Quick Step - Alaphilippe também estará na Argentina -, Dimension Data, Movistar, UAE Team Emirates e Lotto Soudal para fechar o grupo de estruturas do World Tour.

Do segundo escalão, destaque para a Caja Rural que levará um português: o campeão nacional de estrada e contra-relógio, Domingos Gonçalves. Acrescenta-se a Israel Cycling Academy, Androni Giocattoli-Sidermec, Neri Sottoli-Selle Italia-KTM e a Nippo Vini Fantini Faizanè.

Entre as seis Continentais surge então o Sporting-Tavira, que juntamente com a italiana Biesse Carrera Gavardo são as únicas europeias. As restantes são argentinas e a Medellín viaja da Colômbia, novamente com Sevilla como líder. 42 anos e não pensa em parar! Estão ainda previstas selecções do Brasil, Uruguai, Cuba, Chile, México e, claro, Argentina (pode ver aqui a lista de inscritos que está a ser actualizada à medida que vão sendo conhecidos os ciclistas eleitos, via ProCyclingStats). Ainda não se conhece os convocados da equipa algarvia, mas Tiago Machado, José Mendes e Rinaldo Nocentini são um trio de ciclistas com experiência ao mais alto nível do ciclismo.

Há um ano, o director desportivo Vidal Vitas arrancou a temporada em África, na Tropicale Amissa Bongo (Gabão). E Rinaldo Nocentini foi uma das figuras ao vencer duas etapas, sendo sexto na geral. Joni Brandão foi 23º, mas em 2019 optou por regressar à Efapel. Américo Silva volta assim a contar com um dos melhores corredores portugueses da actualidade, reforçando uma equipa que aposta muito forte na Volta a Portugal, juntando Joni a Sérgio Paulinho, não esquecendo outro nome que tem aparecido entre os melhores da corrida que todos mais querem vencer: Henrique Casimiro.

Joni já confirmou a sua presença na Colômbia. Com a Volta ao Algarve a atrair muitas das melhores equipas do World Tour, os corredores do pelotão nacional sabem o que é estar entre os melhores. No entanto, Froome e Quintana não têm escolhido o Algarvia para o seu calendário. Rigoberto Uran (EF Education First) e Miguel Ángel López (Astana) serão outros dois dos nomes fortes entre uma corrida colombiana que, como só poderia acontecer naquele país, é para trepadores. Mesmo ao jeito de Brandão.

Há muito que se pedia que a Colômbia tivesse uma prova que seduzisse os principais ciclistas. Tendo tantos "padrinhos" de qualidade, não está a ser difícil trazer outros nomes, de outras nacionalidades. Para Joni Brandão será uma oportunidade de ouro de estar entre os melhores voltistas. Excelente forma de começar a temporada.

A Volta à Colômbia disputa-se entre 12 e 17 de Fevereiro (pode ver aqui a lista de inscritos, que está em actualização, via ProCyclingStats). Das equipas já conhecidas, Sky, Bora-Hansgrohe, Movistar, Deceuninck-Quick-Step, Bahrain-Merida, Astana, EF Ecucation First e a UAE Team Emirates são as do World Tour confirmadas. Israel Cycling Academy, Androni Giocattoli-Sidermec e Manzana Postobón são as Profissionais Continentais, enquanto do terceiro escalão, além da Efapel, estarão presentes as colombianas EPM e GW-Shimano.

»»Joni Brandão está de regresso à Efapel: "Foi uma boa aposta de ambas as partes"««

»»Tiago Machado regressa a Portugal e quer quebrar hegemonia do agora rival««

23 de novembro de 2018

Volta a Portugal desiludiu mas a Efapel teve razões para sorrir

A frustração de uma Volta a Portugal abaixo das expectativas não significa que a Efapel tenha realizado uma má temporada. Com as equipas portuguesas a apostarem grande parte da época nessa prova, é natural que a formação de Américo Silva tenha ficado a desejar por mais e melhor. Porém, olhando para tudo que foi alcançado em 2018, a Efapel pode sorrir. Foi a terceira equipa com mais vitórias (a par da Aviludo-Louletano-Uli), com Daniel Mestre a ser a figura de destaque.

Foi o segundo ano em que Sérgio Paulinho assumiu a responsabilidade de liderar a equipa, ainda que tenha sido salientando desde o início da temporada que, desta feita, iria partilhar a esse estatuto com Henrique Casimiro. O que foi mais do que justo pelo que o ciclista havia feito nas duas épocas anteriores. Ambos venceram: terceira etapa do Grande Prémio Abimota e também a terceira tirada no Troféu Joaquim Agostinho, respectivamente. Para Paulinho foi o primeiro triunfo neste seu regresso a Portugal, depois de ser um gregário de luxo no World Tour.

Porém, o grande objectivo ficou longe. Sérgio Paulinho nem no top dez conseguiu terminar este ano na Volta a Portugal e Henrique Casimiro acabou também ele por não se aproximar da luta pelo pódio (foi décimo). A Efapel falhou ainda na vitória de uma etapa. O próprio director desportivo assumiu que a Volta ficou aquém, mas também destacou como a restante temporada foi positiva.

Neste aspecto o nome que sobressai é o de Daniel Mestre, também ele um líder, mas para outro tipo de terrenos. Clássica Aldeias do Xisto - sempre muito relevante visto as Aldeias do Xisto serem um dos patrocinadores da equipa -, duas etapas no Grande Prémio Jornal de Notícias e ainda foi fechar a época com um triunfo no Circuito de Nafarros. Em três temporadas com a Efapel, Mestre foi dos ciclistas que mais alegrias deu, ainda que nas últimas duas não tenha conseguido ganhar na Volta. E não foi por falta de tentativas. 

Daniel Mestre considerava a Efapel a decisão certa para a sua carreira quando assinou em 2016 e com razão. O seu trabalho e qualidade como ciclista valeram-lhe agora um contrato com a W52-FC Porto, que se prepara para subir de escalão. Uma oportunidade que se percebe que seja difícil dizer que não.


Ranking: 5º (1506 pontos)
Vitórias: 9 (incluindo a Clássica Aldeias do Xisto e três etapas do GP Jornal de Notícias)
Ciclista com mais triunfos: Daniel Mestre (4)


Mais discreto, até pela sua personalidade, a Efapel teve um ciclista que começou devagar, mas quando a época terminou, tinha mostrado ser uma contratação de valor. O espanhol Marcos Jurado sofreu uma gripe que o prejudicou no início da temporada , mas, entre Abril e Maio, começou a atingir um pico de forma e sucederam-se as presenças nas fugas e os bons resultados apareceram, como a vitória na Volta a Albergaria. Já o outro espanhol contratado em 2018, o veterano David Arroyo, teve um regresso ao pelotão português sem muito para recordar.

Há que falar de Bruno Silva. É um daqueles corredores que não sabe fazer as coisas mal. É um gregário que às vezes até pode passar despercebido, mas cumpre muito bem com o que lhe é pedido. Américo Silva não abre mão deste corredor, nem de Rafael Silva, que mereceu mesmo algo pouco visto em Portugal: uma renovação de contrato por dois anos. O sprinter ganhou uma etapa no Grande Prémio Jornal de Notícias e ainda a medalha de bronze nos Jogos de Mediterrâneo, com as cores da selecção nacional.

A época foi boa para a equipa, a Volta a Portugal não. E a Efapel quer ganhar e muito a Volta. Lutar por vitórias e até ficar perto de as alcançar na Grandíssima, acabar com um ciclista no top dez sabe a pouco e a equipa está a realizar um forte investimento para 2019 e vai pensando além disso. Já se fala num projecto para subir a Profissional Continental em 2021. Mas primeiro, a Efapel quer ganhar a Volta.

O regresso de Joni Brandão é uma contratação de extrema importância. Depois de dois anos no Sporting-Tavira, o ciclista regressa à casa onde se consolidou como um dos melhores ciclistas portugueses e espera-se que seja novamente o líder na Efapel que Sérgio Paulinho não conseguiu ser. A experiência de Paulinho como gregário poderá vir a ser importante, como braço-direito de Brandão, não esquecendo Henrique Casimiro, que poderá não perder alguma da liberdade que desfrutou este ano. Este será um trio potencialmente forte se se apresentar bem.

Além de Joni Brandão, a Efapel apostou na contratação de ciclistas estrangeiros. Foi buscar o espanhol de 26 anos, Antonio Angulo (Rías Baixas), que em 2017 representou a LA Alumínios-Metalusa-BlackJack e venceu a Volta à Bairrada. Américo Silva gosta de contar com ciclistas com experiência e com currículo internacional e garantiu dois. O uruguaio Fabricio Ferrari (33 anos) esteve dez épocas na Caja Rural, enquanto o búlgaro Nikolay Mihaylov (30) representou seis anos a polaca CCC Sprandi Polkowice e em 2017 esteve na francesa Delko Marseille Provence KTM. Ambos sabem o que é fazer corridas importantes, de categoria World Tour, são trepadores, pelo que poderão fazer parte do bloco que o director desportivo quer construir em redor de Joni Brandão.

Sérgio Paulinho, Henrique Casimiro, Bruno Silva, Rafael Silva, Marcos Jurado e Pedro Paulinho são as permanências, numa Efapel que quer acabar com o longo jejum de vitórias, pois desde que David Blanco ganhou a Volta em 2012, a equipa não mais repteiu o feito. Só com um bloco forte será possível pensar em debater-se com a poderosa W52-FC Porto e é isso que Américo Silva está a tentar construir, agora que "recuperou" Joni Brandão.

Veja aqui todos os resultados da Efapel em 2018 e das restantes equipas nacionais.

»»Um Edgar Pinto livre de azares e um João Matias cada vez mais líder««

6 de novembro de 2018

Transferências e renovações nas equipas portuguesas

As equipas portuguesas estão a ultimar os plantéis para 2019. Já são muitas as mudanças confirmadas, ainda que mais algumas deverão acontecer em breve. Os regressos de Tiago Machado ao pelotão português e o de Joni Brandão a uma casa que bem conhece, assim como a mudança de Daniel Mestre e também de Luís Mendonça, são algumas das principais transferências. Aqui ficam as contratações e renovações já confirmadas.

Depois de nove anos a competir no estrangeiro, oito, no World Tour, depois de dez grandes voltas e seis monumentos, o pelotão português contará novamente com um dos ciclistas que mais marca uma geração e que irá deixar a Katusha-Alpecin. Tiago Machado, o combativo por excelência, aceitou a proposta do Sporting-Tavira para liderar uma equipa que quer acabar com a hegemonia da W52-FC Porto. A formação azul e branca foi por sua vez buscar um dos ciclistas mais valiosos do nosso pelotão. Daniel Mestre deixa a Efapel depois de três temporadas em que foi uma das grandes figuras e aposta na formação que poderá estar em 2019 no escalão Profissional Continental, com Raúl Alarcón a continuar a ser o líder.


Nuno Ribeiro deverá manter a maioria dos ciclistas que representaram a equipa em 2018, com Edgar Pinto (Vito-Feirense-BlackJack) a caminho, tal como Rafael Reis, que, a confirmar-se, estará de volta à equipa depois de dois anos na Caja Rural. Outro ciclista que poderá regressar a Portugal é José Mendes, que disse ter propostas do Sporting-Tavira e Efapel, apesar de ficar na Burgos-BH era uma hipótese ainda não afastada em Outubro.

Mas estas são transferências ainda não oficializadas. Continuando nas já confirmadas...

A Efapel é a outra autora de uma das principais transferências. Joni Brandão volta à casa que bem conhece, depois de duas temporadas no Sporting-Tavira. A primeira ficou marcada por um problema de saúde que não só o limitou, como o afastou mesmo da Volta a Portugal. Mas em 2018 esteve ao seu nível, foi segundo na Volta e venceu o ranking nacional. Antes da passagem pela formação algarvia, tinha estado quatro anos na Efapel, onde se tornou num dos ciclistas de referência do pelotão nacional. Assinou por duas temporadas. A equipa de Américo Silva já confirmou as renovações de Sérgio Paulinho, Bruno Silva, Rafael Silva e Pedro Paulinho.

Uma das equipas que realizou uma temporada inesquecível tem o seu plantel preparado para 2019. A Aviludo-Louletano-Uli - que passará a ser LudoFoods-Louletano - contratou Nuno Meireles (Miranda-Mortágua), Leonel Coutinho ((Vito-Feirense-BlackJack), Ricardo Vale (Vito-Feirense-BlackJack) e o espanhol Francisco Garcia Rus (GSport-Valencia Sports-Wolfbike). Quanto a renovações, o líder Vicente García de Mateos vai continuar na formação de Jorge Piedade, tal como Luís Fernandes, Óscar Hernández, Márcio Barbosa, André Evangelista, David de la Fuente e Juan Ignacio (Nacho) Perez.

No entanto, o conjunto algarvio perde um dos ciclistas que conquistou uma das vitórias mais importantes do ano. Luís Mendonça conquistou a Volta ao Alentejo, confirmando assim o seu potencial, depois de ter começado tarde no ciclismo, mas mais do que a tempo de ter uma carreira de sucesso. José Santos, director desportivo da Rádio Popular-Boavista, viu em Mendonça o ciclista ideal para preencher a vaga deixada por Domingos Gonçalves, que irá para a Caja Rural. Luís Mendonça encontrará uma equipa, na qual terá ainda mais liberdade para lutar por triunfos e, claro, a pensar na Volta a Portugal.

João Benta, Daniel Silva, Luís Gomes, David Rodrigues e o jovem de 19 anos João Salgado vão continuar na estrutura, que se reforçou ainda com um dos talentosos trepadores da nova geração, Hugo Nunes (Miranda-Mortágua). O júnior Afonso Silva esteve recentemente no Mundial de Innsbruck, é um campeão nacional de contra-relógio  e dará o salto para uma equipa profissional para fazer o seu primeiro ano como sub-23. Estava no Sporting-Tavira-Formação Engenheiro Brito da Mana. De Espanha chega Antonio Gómez, que este ano representou a equipa amadora da Caja Rural.

A Vito-Feirense-BlackJack foi buscar um alemão cujo nome poderá não dizer muito, mas é um ciclista com muita experiência no escalão Profissional Continental. Bjorn Thurau, 30 anos, esteve em equipas como a Europcar (actual Direct Energie), Bora-Argon 18, e Wanty-Groupe Gobert. Este ano esteve na Holdsworth Pro Racing, do escalão Continental.

Jesus del Pino (Efapel) e Rui Rodrigues (Aviludo-Louletano-Uli) estão confirmados, assim como João Barbosa, que vem do Maia. Os juniores Pedro Andrade e António Ferreira vão ter uma oportunidade na equipa principal, agora que passam a sub-23. Sem Edgar Pinto, João Matias será o líder principal, com Luís Afonso, João Santos e Bernardo Saavedra a manterem-se na equipa.

Nas equipas Continentais sub-25 haverá grandes mudanças, pelo menos no Miranda-Mortágua e na LA Alumínios. Na primeira apenas três ciclistas renovaram: Artur Chaves, Pedro Teixeira e Tiago Leal. A equipa de Pedro Silva promoveu o regresso de Daniel Freitas, que representou o Miranda-Mortágua na sua formação e que nas últimas três épocas esteve na W52-FC Porto.

O experiente Hugo Sancho (Vito-Feirense-BlackJack) vai aos 36 anos ter um novo desafio, numa equipa onde terá um papel importante entre tantos jovens. Gaspar Gonçalves (Liberty Seguros-Carglass) poderá encontrar espaço para ter destaque, com Pedro Pinto (Silva & Vinha-ADRAP-Sentir Penafiel), Ivo Pinheiro (ACDC Trofa) e os espanhóis Cristian Mota (Aldro Team) e Sergio Vega (Froiz) a completarem a equipa, do que já foi revelado.

Na LA Alumínios também só três ciclistas de 2018 vão continuar em 2019: David Ribeiro, Gonçalo Leaça e Fábio Oliveira. Chega António Barbio, que apesar de ter alcançado uma vitória no Memorial Bruno Neves, não teve a época que desejava no Miranda-Mortágua e vai agora trabalhar com Hernâni Brôco na LA Alumínios. André Crispim (Libery Seguros-Carglass), André Ramalho (Jorbi-Team José Maria Nicolau), Emanuel Duarte e Leonel Firmino, ambos do FGP-Cube-Bombarral, vão vestir as cores de um dos patrocinadores mais antigos do ciclismo nacional.

Quanto à Liberty Seguros-Carglass a principal novidade até ao momento é a nova aliança entre o Bike Clube de Portugal - detentor da equipa - e a União Desportiva Oliveirense, que assim abriu o seu núcleo de ciclismo e irá ter o seu nome no pelotão em 2019.

Enquanto se espera pelas equipas completas para 2019, aqui ficam duas curiosidades relativamente às máquinas a utilizar na próxima temporada. A W52-FC Porto irá contar com as bicicletas da marca Swift em vez das KTM. A Rádio Popular-Boavista deixará de ter bicicletas Focus para procurar vitórias com as Cervélo.

Nuno Almeida termina carreira

Com apenas 27 anos, o ciclista que esta época representou a LA Alumínios decidiu colocar um ponto final na sua carreira. Sem contrato para 2019, Nuno Almeida tomou a difícil decisão, revelando que adiou uma intervenção cirúrgica durante toda a temporada.

"É difícil chegar a esta altura sem equipa e sem ter colocação para 2019 mas faz parte do percurso de vida de qualquer pessoa. Foi um ano duro, sem dúvida o mais difícil da minha carreira. Partir um osso na primeira corrida da época e só parar para ser operado após a última da mesma. Dei tudo o que tinha, sei que arrisquei a minha saúde mas não me arrependo. Tal como não me arrependo de ter parado os meus estudos, já em ano de Tese, e arriscar tudo nesta modalidade. Fiz o que me fazia feliz ! Não resultou e é hora de seguir em frente", escreveu o Nuno Almeida no Facebook, a 20 de Outubro.

Antes de aceitar o desafio de ser um dos líderes da nova vida da LA Alumínio, Almeida esteve no Louletano-Hospital de Loulé e na Efapel. O ciclista agradeceu a todos os que o apoiaram durante os 10 anos de carreira, tendo começado um pouco mais tarde do que a maioria, como o próprio recordou, na sua mensagem. "Saio com 4 Voltas a Portugal no currículo, todas melhores que as anteriores, algo que nunca imaginei na minha vida pois nem gostava de ciclismo e tão pouco pratiquei a modalidade desde jovem", escreveu.

"Eu e a bicicleta seguiremos o nosso caminho, agora em modo cicloturista e com o objectivo de desfrutar ao máximo da mesma", concluiu.

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3 de outubro de 2018

Joni Brandão está de regresso à Efapel: "Foi uma boa aposta de ambas as partes"

(Fotografia: © João Fonseca)
Dois anos depois, Joni Brandão está de regresso à Efapel. Foi nesta equipa que o ciclista se tornou num dos portugueses de referência no pelotão nacional e um candidato à vitória na Volta a Portugal, tendo sido segundo em 2015, posição que repetiu este ano, ao serviço do Sporting-Tavira. Américo Silva irá assim contar novamente com um corredor que bem conhece, numa altura em que a Efapel começa a pensar em consolidar a sua estrutura e fortalecer a equipa para tentar subir de escalão em 2020.

Mas é a curto prazo que para já se pensa, ou seja, colocar a equipa novamente na discussão da Volta a Portugal. "Desde que ele saiu, acabou por deixar um lugar vago, o lugar de quem pode disputar a Volta a Portugal. Nós necessitávamos disso. Sempre habituámos os adeptos de ciclismo a estar na discussão da Volta", salientou Américo Silva ao Volta ao Ciclismo. O director desportivo não esconde que havia a "necessidade de contratar alguém que desse garantias" de estar na disputa pelo pódio e mesmo pela vitória da competição que as equipas nacionais mais querem ganhar.

"Ele conhece a casa e nós conhecemo-lo. Foi uma boa aposta de ambas as partes", disse. Américo Silva considera que após os resultados que o ciclista de 28 anos (faz 29 a 20 de Novembro) já alcançou, a ambição de ganhar a Volta vai crescendo em Joni Brandão: "Ele vem ao encontro de uma equipa que lhe pode proporcionar esse tipo de trabalho. Ele sabe com o que pode contar aqui."

Sérgio Paulinho vai estar ao lado de Joni Brandão. O ciclista veio para a Efapel após o final da Tinkoff, tendo realizado uma carreira ao mais alto nível no World Tour como gregário. Como líder, ainda conseguiu um top dez na Volta em 2017, mas não conseguiu estar na disputa por um bom resultado nesta última edição. Somou uma vitória de etapa no Grande Prémio Abimota.

Será uma dupla muito interessante. A experiência de Paulinho é uma enorme mais valia e não tendo qualquer problema em entregar o papel de líder - que esta temporada partilhou com Henrique Casimiro -, ter uma função mais próxima daquela que o tornou num dos ciclistas mais fiáveis do pelotão internacional, poderá ser a oportunidade para estar novamente a um nível que a Efapel precisa se quiser enfrentar o poderio da W52-FC Porto. 

Joni Brandão demonstrou este ano que é dos que consegue estar mais perto dos ciclistas azuis e brancos, mas precisa de uma equipa forte em seu redor. Além de Sérgio Paulinho (38 anos), Américo Silva está determinado em ter na Efapel ciclistas que conhece bem e que confia plenamente, pela que a continuidade de Rafael Silva (27) e Bruno Silva (30) também já estão tratadas.

Joni Brandão procurou uma mudança quando assinou pelo Sporting-Tavira, contudo, teve um 2017 para esquecer. Um problema de saúde limitou-o e acabou mesmo por o afastar da Volta a Portugal. Em 2018 verificou-se como aos poucos o ciclista foi recuperando a sua melhor forma, com bons resultados, alguns pódios, ainda que uma vitória tenha teimado em escapar-lhe. Apareceu na Volta em grande forma, mas foi impossível bater uma W52-FC Porto superior e um Raúl Alarcón irrepreensível, que "anulou" Joni Brandão quando este tentou atacá-lo. Terminou novamente em segundo, mas ficou claro que o ciclista estava definitivamente de regresso ao seu estatuto de candidato a respeitar.

Em ambos os segundos lugares, Joni perdeu para a estrutura do Sobrado, pois em 2015 foi Gustavo Veloso o vencedor. Em 2014 tinha sido quarto e em 2016 foi quinto. Ou seja, top dez é o seu lugar, mas falta-lhe a vitória.

A carreira como profissional passou nos primórdios por Espanha, mas foi na Efapel que encontrou o espaço e tranquilidade para evoluir entre 2013 e 2016. Para a equipa é um regresso bem-vindo. "Neste tipo de circunstâncias o dinheiro não é tudo. Tem de haver mais valias. É natural que se aguce mais a ambição de vencer a Volta depois de dois segundos lugares. Ele optou por regressar. Ficámos muito satisfeitos. Sabemos que não havendo azares ele pode dar-nos muitas alegrias", realçou um Américo Silva, feliz por contar novamente com um ciclista que tão bem conhece e aprecia.

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14 de setembro de 2018

"A Efapel, pelo percurso que tem tido, tem tudo para sonhar com um projecto dessa envergadura"

Avaliar o presente, pensar no futuro próximo e começar a preparar o mais além. A Efapel pode não ter alcançado os objectivos a nível de resultados na Volta a Portugal, mas o seu director desportivo, Américo Silva, não deixa de realçar que quanto ao empenho dos seus ciclistas, nada tem a apontar. Porém, mesmo não sendo possível fugir a má Volta na falta de concretização do que se pretendia alcançar, a equipa continua a receber um forte apoio de quem a patrocina e que quer agora vê-la chegar ao escalão Profissional Continental.

O sonho é que em 2021 seja possível subir ao segundo nível do ciclismo e assim aspirar a outro tipo corridas, piscando o olho a um possível convite para uma Volta a Espanha. Numa primeira fase é necessário fazer crescer a estrutura actual de uma forma sustentável, pois Américo Silva salienta que é um projecto que quer permanecer nesse escalão e não rapidamente dar um passo atrás. "Temos muita tendência depois da Volta a Portugal em se falar de novas equipas, muitos projectos e que maioritariamente, a curto prazo, nunca são realizáveis. Por isso, para se falar num projecto destes deve-se pensar mais nesta forma, mais a longo prazo, com as coisas um pouco mais sustentadas e só assim se pode sonhar em realizar-se este tipo de planos. Todos aqueles que no calor da Volta começam a projectar coisas muito altas, normalmente não são para se ligar nenhuma, não chegam a lado nenhum", referiu ao Volta ao Ciclismo.

"Tem de ser algo pensado e sustentado, no mínimo a três anos. Não faz sentido estar num escalão que pode dar acesso a estar numa Volta a Espanha e depois haver um retrocesso", acrescentou. Américo Silva confirmou assim o desejo anunciado durante a Volta a Portugal pelo presidente da equipa, Carlos Pereira. O facto de o prazo ter sido estabelecido em 2021 é para Américo Silva uma demonstração de credibilidade do plano, que irá então ser preparado durante as próximas duas temporadas.

"As corridas contabilizam-se não propriamente pelo rendimento e empenho de cada um, mas sim pelos resultados e logicamente, nesse campo, foi uma má Volta a Portugal"

"A Efapel, pelo percurso que tem tido ao longo dos anos, tem tudo para sonhar com um projecto dessa envergadura", considerou o director desportivo. A empresa iniciou o seu patrocínio em 2011, como secundário, mas no ano seguinte já era o principal e desde 2015 que a Efapel é o único nome da equipa.

Em 2012 a Efapel ganhou a sua única Volta por intermédio do espanhol David Blanco, mas desde então que a estrutura da actual W52-FC Porto tem dominado na principal prova para as equipas nacionais. Sérgio Paulinho foi a grande aposta em 2017 e 2018, com Henrique Casimiro a ter um papel de co-líder. Porém, a vitória na Volta nunca esteve perto de acontecer e nem o pódio foi alcançado. Este ano até a conquista de uma etapa não foi alcançada, apesar da Efapel muito ter trabalhado e muito procurado colocar ciclistas na frente.

A pergunta foi então directa. Foi uma má Volta para a Efapel? "Em termos de resultado sim. Em termos de entrega da equipa e de tudo aquilo que conseguimos fazer durante a Volta não", respondeu Américo Silva. "As corridas contabilizam-se não propriamente pelo rendimento e empenho de cada um, mas sim pelos resultados e logicamente, nesse campo, foi uma má Volta a Portugal porque dos dois objectivos, nenhum foi conseguido: tentar chegar ao pódio e vencer uma etapa", acrescentou.

Sérgio Paulinho cedo ficou fora da discussão e Henrique Casimiro acabou por ir perdendo tempo. Contudo, Américo Silva não quis falar apenas do que os seus ciclistas fizeram: "Em termos da geral temos de dar mérito aos adversários. O Sérgio na etapa da Serra da Estrela não esteve ao seu melhor nível e na Volta a Portugal ter um dia em que não se esteja bem, já não se consegue fazer depois a diferença. Não é como no Tour que um dia não se está bem, mas noutro recupera-se. Aqui é necessário regularidade todos os dias. O Henrique esteve ao nível dele. Os adversários é que estiveram bastante melhor."

Daniel Mestre foi dos que viu a vitória de etapa escapar, mas não é de falta de sorte que Américo Silva se queixa. "Este ano as coisas não aconteceram. Vendo agora com à distância, se formos avaliar etapa a etapa, tal como não ganhámos, poderíamos ter ganho duas. Falhou não termos conseguido, mas não nos podemos recriminar por nada do que fizemos na Volta a Portugal. Temos a consciência que tudo fizemos para conseguir. O que falhou foram as circunstâncias da corrida, o ter faltado um bocadinho mais de força, ou o quer que seja, mas não recorremos à parte da sorte", salientou.

"Não nos podemos recriminar por nada do que fizemos na Volta a Portugal. Temos a consciência que tudo fizemos para conseguir"

Os ciclista da Efapel acreditaram até ao fim que poderiam pelo menos vencer a etapa, mas esta não chegou, pelo que o melhor resultado acabou por ser o 10º lugar de Henrique Casimiro, a 6:49 do vencedor, Raúl Alarcón (W52-FC Porto).

O peso da Volta nas contas finais da equipas portuguesas é enorme, mas Américo Silva destacou como a nível de temporada geral a Efapel esteve bem. A primeira vitória só chegou no final de Março, na Clássica Aldeias do Xisto, por intermédio de Daniel Mestre, mas entretanto já são nove, além de oito classificações "secundárias". Rafael Silva ainda trouxe uma medalha de bronze para Portugal nos Jogos do Mediterrâneo. O último triunfo foi num dos circuitos de Verão, com Mestre a impor-se em Nafarros.

Mas ainda há mais uma conquista na mira antes de Américo Silva se concentrar a 100% na preparação para 2019, sendo que só então se começará a perceber que equipa e que papéis dentro da estrutura terão os ciclistas que a representarem. O espanhol Marcos Jurado está na disputa pela Taça de Portugal, com apenas 28 pontos a separá-lo de David Rodrigues, da Rádio Popular-Boavista. Porém, a luta irá incluir mais ciclistas, como por exemplo, o colega de Rodrigues, Luís Gomes, António Barbio e Francisco Campos, do Miranda-Mortágua, e Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano-Uli), por exemplo. Frederico Figueiredo também está bem colocado, mas o ciclista do Sporting-Tavira está na Volta a China, que acaba este sábado.

Francisco Campos está ainda na luta pela vitória em sub-23, estando em igualdade pontual com André Carvalho, com vantagem para o ciclista da Liberty Seguros-Carglass. Hugo Nunes, também do Miranda-Mortágua, tem dez pontos de desvantagem para o duo.

A época irá terminar onde começou, na região de Aveiro. À espera do pelotão estão os últimos 151,6 quilómetros de estrada do ano, numa corrida que se inicia na Câmara Municipal de Anadia, às 11:30 de domingo, terminando cerca das 15:00, no Parque Municipal de Murtosa. Haverá duas contagens de montanha para se tentar fazer diferenças, em Talhadas e em Sever do Vouga.

É uma antecipação do final de temporada, depois do cancelamento da corrida de Tavira, que estava agendada para 6 de Outubro e que definiria o vencedor da Taça de Portugal, que será então conhecido já este domingo. O Festival de Pista de Tavira será assim novamente o local de despedida da temporada de 2018, a 5 de Outubro.


1 de julho de 2018

Marcos Jurado vence mas Barbio segura liderança na Taça de Portugal

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
A Efapel continua a sua senda vencedora em 2018. Desta feita foi Marcos Jurado a conquistar uma vitória que o coloca também na disputa pela Taça de Portugal. O início de temporada ficou marcado por uma lesão no joelho e uma gripe, mas desde Abril que um dos reforços da equipa tem demonstrado o porquê da aposta de Américo Silva. O espanhol foi o mais forte na Volta a Albergaria (155,7 quilómetros), batendo ao sprint o compatriota Ángel Sánchez (W52-FC Porto) e deixando a dois segundos David de la Fuente (Aviludo-Louletano-Uli).

Numa Taça de Portugal renovada e que só será concluída no último dia da temporada, a 6 de Outubro, em Tavira, António Barbio segurou a liderança com o 15º lugar em Albergaria. Depois da vitória no Memorial Bruno Neves, a 10 de Junho, o ciclista do Miranda-Mortágua soma 85 pontos, contra os 80 de Jurado e os 73 de Pedro Paulinho, também da Efapel.

"É a minha primeira vitória da época. O meu trabalho era tentar estar no corte final, o que consegui. Nem sempre ganha sempre o que tem mais força, por vezes é o que tem mais cabeça. Sabia que o final era em subida, o que me favorecia", afirmou Jurado, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo. No périplo da Efapel por Espanha, o ciclista tinha ganho as classificações das metas volantes da Volta a Castela e Leão e à Comunidade de Madrid.

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Já no escalão de sub-23 houve uma mudança na frente da prova. André Carvalho (Liberty Seguros-Carglass) foi quinto e soma agora 130 pontos, mais cinco que o anterior líder, Hugo Nunes e também Francisco Campos, ambos do Miranda-Mortágua. André Ramalho terminou na sétima posição, o que coloca o ciclista da Jorbi-Team José Maria Nicolau a apenas 20 pontos de Carvalho.

A Taça de Portugal regressa pouco depois da Volta a Portugal. A terceira etapa será no Grande Prémio de Mortágua, a 18 de Agosto.

A Volta a Albergaria foi também uma etapa, a quarta, da Taça de Portugal de Paraciclismo. João Monteiro (Mozinho RT Martos Pellets) ganhou em C4, enquanto Manuel Ferreira (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel) foi o mais forte em C5. Telmo Pinão (Casa do Benfica MMV/APCA/Paracycling) venceu em C2. Nas restantes categorias houve apenas um participante: João Marques (ACD Milharado/EC Manuel Martins) na classe D, Bernardo Vieira em C1, Francisco Martins em C3, João Pinto em H3, Flávio Pacheco (Sporting/Tavira-Paracycling) em H4 e Luís Costa (Sporting/Tavira – Paracycling) em H5.

Em Castelo de Vide disputaram-se os Nacionais de Juniores e Cadetes. Pedro Andrade (Vito-Feirense-BlackJack) e Rúben Silva (Silva & Vinha-ADRAP-Sentir Penafiel) foram os campeões na prova de fundo. No sábado foi dia de contra-relógios. Guilherme Mota (Alcobaça CC/Crédito Agrícola) foi o mais forte em juniores e João Ferreira (Cruz de Cristo) em cadetes.

No sector feminino, depois das provas de fundo se terem realizado há uma semana em Belmonte, assim como o contra-relógio de elite (ganhou Daniela Reis), ficou-se a conhecer as campeãs no esforço individual, que são: Joana Pereira e Daniela Campos, ambas das 5Quinas/Município de Albufeira/CDASJ venceram em juniores e cadetes, respectivamente, a master 30 Inês Trancoso (Maiatos-Reabnorte), a master 40 Filomena Paulo (ACD Milharado-EC Manuel Martins) e a master 50 Maria Jesus (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ), categoria em que não é atribuído o título, por só terem participado duas ciclistas, sendo necessário um mínimo de três.



27 de junho de 2018

Rafael Silva conquistou mais uma medalha para Portugal

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Domingos Gonçalves voltou a tentar uma vitória épica, com uma fuga solitária. Certamente com o moral em alta depois da conquista dos títulos nacionais de contra-relógio e de estrada, o ciclista foi atrás do ouro nos Jogos do Mediterrâneo. A tentativa desta não teve o resultado desejado, mas a selecção nacional não saiu de Tarragona de mãos a abanar. Com o final a disputar-se ao sprint, Rafael Silva chegou-se, literalmente, à frente e ficou com a medalha de bronze.

O corredor da Efapel só foi batido por dois italianos: Jalel Duranti e Filippo Tagliani, medalha de ouro e prata, respectivamente. No entanto, o ciclista português considera que poderia ter conseguido algo mais nos Jogos que decorrem em Espanha. "Estou muito feliz com esta medalha, que é muito importante para mim e para Portugal. No entanto, sinto que poderia ter conquistado o primeiro lugar. Numa rotunda, a 200 metros, entrámos muito rápido e os corredores italianos que seguiam à minha frente quase caíam. Acabaram por não cair, mas eu tive de travar a fundo e perdi alguns metros, que já não foi possível recuperar para ultrapassá-los, explicou, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Dos oito atletas da equipa nacional, cinco ficaram no top dez, com o mesmo tempo do vencedor. Foram eles, além de Rafael Silva, Joni Brandão (sexto), João Rodrigues (sétimo) Frederico Figueiredo (nono) e Domingos Gonçalves fechou o top 10. André Carvalho foi 18º, a 37 segundos de Duranti, Tiago Antunes 19º, a 47 segundos, e Francisco Campos 45º, a 19:34 minutos. 

"O percurso [de 143 quilómetros] era rompe-pernas, mas não tão duro quanto os gráficos indicavam. Apesar disso, as subidas deixaram o pelotão partido em vários grupos e o Domingos Gonçalves atacou de longe, procurando surpreender os adversários. A selecção italiana organizou a perseguição e contou com a ajuda da Eslovénia para anular a fuga. Restava-nos tentar chegar ao pódio no sprint e conseguimos", referiu o seleccionador José Poeira.

Da parte da tarde foi a vez das senhoras competirem, com Daniela Reis a ficar à porta do pódio. A exemplo de Domingos Gonçalves, a ciclista também conquistou os dois títulos nacionais de elite no último fim-de-semana. Os 89 quilómetros incluíram uma subida muito complicada, que não fez parte da prova masculina e que partiu muito o pelotão.

A ciclista portuguesa tentou seguir com o grupo da frente, mas Elisa Longo Borghini mostrou porque é uma das grandes referências da modalidade. A italiana cortou a meta isolada, com a espanhola Ane Santesteban a ficar a 3:18 minutos, tendo lutado pela posição com a italiana Erica Magnaldi. Daniela Reis chegou 4:20 minutos depois de Borghini. Maria Martins terminou na 19ª posição, a 24:34 minutos, e Soraia Silva na 22ª, a 28:08.

No sábado haverá nova oportunidade para ganhar medalhas. Domingos Gonçalves e Daniela Reis irão mostrar porque são os campeões nacionais. Terão de percorrer 25 e 18 quilómetros, respectivamente, com a prova a começar às 8 horas. A competição masculina será a primeira a disputar-se.

Rafael Silva juntou-se assim à lista de medalhados de Portugal, que no final da tarde passou a contar com mais um ouro, devido ao triunfo no hipismo, na competição colectiva. A equipa era composta por: Rodrigo Almeida com Isolde Vd Heffinck, António Almeida com Irene van de Kwachthoeve, Luís Sabino com Acheo Di San Patrignano e Duarte Seabra com Fernhill Curra Quinn. No total já são doze as medalhas nestes Jogos do Mediterrâneo.

Quanto aos restantes atletas que já subiram ao pódio, Melanie Santos e João Pereira conquistaram o ouro no triatlo. As três medalhas de prata foram ganhas por Fernando Pimenta (canoagem, K1 500 metros), Joana Vasconcelos (canoagem, K1 500 metros) e Ana Catarina Monteiro (natação, 200 metros mariposa). Já as medalhas de bronze foram garantidas por Ana Portela (canoagem, K1 200 metros), Alexis Santos (natação, 200 metros estilos), João Vital (natação, 400 metros estilos), Diana Durães (natação, 400 metros livres), João Costa (tiro, pistola ar comprimido) e agora Rafael Silva, na prova de fundo de ciclismo.