7 de maio de 2021

Sam Bennett é o rei dos sprints na Volta ao Algarve

© João Fonseca Photographer

A velocidade com que o pelotão sprintou na Avenida Zeca Afonso até causa arrepios na pele. É simplesmente impressionante ver como alguns dos melhores do mundo se lançam naqueles metros finais e quando parece que é impossível ir mais rápido, Sam Bennett ainda tem mais uma mudança para meter! É certo que na televisão se vê bem melhor, mas é ao vivo que melhor se percebe e se sente o que é um sprint, dos riscos que os ciclistas correm... e da adrenalina!

Em Tavira, a tradição cumpriu-se. Houve fuga, pois claro, mas com uma Ineos Grenadiers a proteger o camisola amarela, Ethan Hayter, e com a Deceuninck-QuickStep a trabalhar para Bennett e a Bora-Hansgrohe para Pascal Ackermann (foi uma Volta ao Algarve longe do esperado para o sprinter alemão), não restava dúvidas como seria o final.

A equipa belga já se sabe: faz do sprint uma arte. E foi de tal maneira avassaladora que um dos melhores lançadores do pelotão, Michael Morkov, trabalhou para Bennett e depois aproveitou para ser terceiro. Danny van Poppel (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux) teve de se contentar com o segundo lugar, tal como em Portimão.

Para o irlandês significou a segunda vitória em dois sprints no Algarve e ficar muito perto de garantir a classificação dos pontos (camisola verde). E já são sete triunfos em 2021.

"Foi um dia mais difícil do que o esperado, sobretudo, pelo calor. Na semana passada treinava à chuva, com sete e oito graus e, por isso, não me senti muito bem ao longo da etapa. Na verdade, mesmo tendo competido no UAE Tour esta foi a primeira corrida do ano com calor a sério", referiu Bennett. Quanto ao sprint, explicou: "A aproximação à meta foi bastante rápida. As restantes equipas entraram com os seus líderes bem posicionados na última curva, não estava na posição ideal, mas o arranque do Michael [Morkov] abriu o espaço necessário e lançou-me para o sprint. É uma vitória importante mas devo-a aos meus colegas."

Também os portugueses repetiram a dose no top dez. Rui Oliveira (UAE Team Emirates) foi desta feita o melhor dos ciclistas lusos, com o oitavo lugar. Iúri Leitão (Tavfer-Meadinsot-Mortágua) ficou em nono, depois do espectacular quinto lugar na estreia na Volta ao Algarve.

Foi o dia mais longo (203,1 quilómetros entre Faro e Tavira), o mais quente (e mesmo bem quentinho), com os homens da geral a quererem evitar qualquer problema, já que no fim-de-semana há o contra-relógio de Lagoa e a etapa do Malhão. Iván Ramiro Sosa (Ineos Grenadiers) e Luís Fernandes (Rádio Popular-Boavista) ainda apanharam um susto ao ficarem envolvidos numa queda, mas sem consequências para a classificação geral, com ambos a continuarem entre os dez primeiros.

A etapa correu como era esperado. O sprint foi espectacular, mas agora o que mais se quer são as decisões finais, quando há três ciclistas empatados em tempo: Ethan Hayter (Ineos Grenadiers) - o camisola amarela e vencedor no Alto da Fóia - João Rodrigues (W52-FC Porto) - segundo na geral e líder da montanha - e Jonathan Lastra (Caja Rural). E entre o primeiro e o 19º - Sean Quinn (Hagens Berman Axeon), líder da juventude -, são 48 segundos a separá-los.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

4ª etapa: Lagoa-Lagoa (20,3 quilómetros), contra-relógio individual



É o tradicional percurso onde em 2020 Remco Evenepoel venceu e garantiu a vitória na Volta ao Algarve. Desta feita o contra-relógio surge antes da etapa do Malhão, com as habituais dificuldades, num percurso técnico, com muitas fases de quebra de ritmo... mas com uma paisagem lindíssima que fica para quem está em casa a assistir apreciar.

Veja aqui a ordem de partida. O top dez - começa a ir para a estrada às 17:02.

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