1 de maio de 2018

Sunweb anuncia contrato de sonho

(Fotografia: Facebook Team Sunweb)
Numa altura em que uma das principais estruturas do ciclismo mundial está sem futuro definido (BMC), quando recentemente outras viveram momentos aflitivos para assegurar patrocinadores, surge um contrato que é simplesmente de sonho para qualquer equipa. A agência de viagens Sunweb renovou a sua parceria por... aqui estamos habituados a dizer x de anos, mas a renovação é por tempo indeterminado. Sim, sem final determinado. Este novo acordo, que entrará em vigor em 2020, já que o actual é até à próxima temporada, estabeleceu basicamente as formas de o eventualmente terminar.

É certo que nada dura para sempre e no ciclismo bem se sabe disso. Ainda há menos de dois anos, um dos patrocinadores mais antigos saiu: a Lampre. Mas ver uma Sunweb demonstrar vontade de se tornar numa das empresas que poderá marcar esta modalidade, é um sinal extremamente positivo e, quem sabe, possa servir de exemplo a convencer outros patrocinadores a surgirem ou a outros a reforçarem as suas apoios.

"Com esta estabilidade, o nosso foco organizacional poderá ser dirigido para muitos e muitos anos. Oferece-nos a oportunidade para pensar não só a longo prazo, mas para programar o nosso futuro, tornando-nos numa estrutura duradoura no ciclismo, tanto para homens como para mulheres", salientou o director geral da equipa, Iwan Spekenbrink, no anúncio desta parceria, que como se pode ler, afectará tanto a formação masculina, como a feminina. Porém, o responsável referiu como também irá permitir reforçar o Keep Challenging Center, progama no qual se trabalha no desenvolvimento de jovens atletas. E não esquecer, que a Sunweb tem uma equipa de desenvolvimento, no escalão Continental.

Os termos do novo acordo dizem que a Sunweb será o patrocinador até que uma das partes decida terminá-lo. Quando o fizer, ainda assim durará por mais dois anos, além da época que esteja em curso. Tal permitirá que ou se possa procurar um novo patrocinador, caso seja a empresa a sair, ou os ciclistas e restante staff possam ter tempo para definir o seu futuro, caso se esteja perante o final da equipa.

Esta estrutura surgiu em 2005, então como holandesa. Era a Shimano-Memory Corp e tinha uma forte influência japonesa. No ano seguinte passou a ser a Skill-Shimano. Em 2013 muda para Argos-Shimano e na temporada seguinte recebe uma licença World Tour. Muda para Giant-Shimano em 2014, voltando a mexer no nome no ano seguinte: Giant-Alpecin. Com a chegada do patrocinador alemão, mudou também a bandeira para este país. Na época passada, a marca de champôs optou por aliar-se à Katusha, enquanto a Giant continuou a fornecer as bicicletas, mas deixou de estar no nome. Entrou a Sunweb e o equipamento que faz lembrar outra empresa, ligada ao desporto, mas que nada tem a ver com esta equipa: a FootLocker. Goste-se ou não das camisolas, é excelente saber que o nome Sunweb quer permanecer ligado ao ciclismo e espera-se por muitos, muitos anos.

São 220 vitórias que estão no historial desta estrutura a primeira pelo alemão Stefan Schumacher, na Niedersachsen-Rundfahrt, a 24 de Abril de 2005. Marcel Kittel e John Degenkolb foram os responsáveis por elevar o estatuto da equipa, sendo deles as primeiras principais vitórias, tanto nas grandes voltas e o último também conquistou dois monumentos (Milano-Sanremo e o Paris-Roubaix). Os tempos são outros. Agora a aposta é em ganhar classificações gerais, com Tom Dumoulin a ser a estrela e cuja a última renovação de contrato foi até 2021. Agora, perante esta extensão indeterminada da Sunweb, outros certamente ciclistas seguirão o exemplo.

O holandês venceu no ano passado venceu a primeira grande volta, o Giro, e a equipa já está a preparar outros jovens ciclistas para seguir as pedaladas de Dumoulin, como é o caso de Sam Oomen, por exemplo (venceu a classificação da juventude na Volta ao Algarve e estará na Volta a Itália. Aliás, a aposta na juventude é extremamente forte, pois a média de idades do plantel é de 25 anos. E para mostrar como esta parceria com a Sunweb teve um arranque que dificilmente poderia ser melhor, além da Volta a Itália, Tom Dumoulin também veste a camisola de campeão do mundo de contra-relógio e a equipa foi a melhor nessa vertente na competição colectiva.



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