25 de janeiro de 2020

Intxausti termina a carreira a pensar onde poderia ter chegado

Vestir a camisola rosa em 2013 foi um dos pontos altos
da carreira do ciclista basco
(Fotografia: Facebook Movistar Team)
Outrora visto como um talentoso basco que a Sky foi buscar à Movistar por acreditar que poderia tornar-se num elemento chave da equipa, esse mesmo 2016 que Beñat Intxausti pensou ser o ano do salto em frente numa carreira já com momentos importantes, acabou por ficar marcado por um início de um pesadelo que nunca chegou ao fim. Diagnosticado com uma mononucleose, a temporada que começou promissora, com bons resultados na Volta à Comunidade Valenciana, terminou em Julho e já com semanas de interrupção pelo meio. Foram apenas 15 dias de competição. Intxausti bem tentou regressar ao seu melhor nível e teve o total apoio da Sky e mais tarde da Euskadi-Murias, mas aos 33 anos admitiu que não é possível atingir o nível que o profissionalismo exige. Ponto final na carreira.

Em 2017 só começou a competir em Julho, mas abandonou a Clássica de San Sebastián. Em Outubro foi à China com a ilusão que o pior poderia ter passado. Abandonou a Volta a Guangxi ao segundo dia. Ainda assim, a Sky renovou por mais um ano com Intxausti. Cinco dias de competição em 2018. Era o fim do sonho de triunfar na toda poderosa Sky, depois de na Movistar ter ganho duas etapas no Giro e vestido a camisola rosa, algo que agora considera como um dos momentos altos da carreira, assim como o segundo lugar na Volta ao País Basco em 2010, que perdeu para Chris Horner por 58 segundos.

Foi um ciclista para lutar pela geral, como comprovam o quarto lugar no Critérium de Dauphiné, o quinto na Romandia e um oitavo no Giro, a sua melhor classificação numa grande volta. E fez três a Itália, duas a França e cinco a Espanha. Venceu a Volta a Pequim em 2013, batendo Daniel Martin, num ano em que Rui Costa - então companheiro de equipa de Intxausti - também esteve na luta, sendo quarto, a apenas 18 segundos. "Agora estou tranquilo com aquilo que fiz", afirmou Intxausti quando anunciou o seu adeus, no início da semana.

No entanto, haverá sempre um "se" que acompanhará Intxausti: "Fui para a Sky num ano chave da minha carreira, mas chegou a doença e isso é algo que tenho pena. Não sei onde poderia ter chegado." Depois de tantas boas exibições, inclusivamente em 2015, Intxausti eclipsou-se devido à mononucleose. No ano passado fez uma última tentativa na Euskadi-Murias. Um regresso a casa, a uma equipa basca. O ciclista representou numa só época a Euskaltel-Euskadi (2010), no seu segundo ano no World Tour. A estreia foi na Fuji-Servetto, com a Movistar a contar com Intxausti durante cinco temporadas.

Na Euskadi-Murias conseguiu competir com mais frequência. 39 dias. Porém, somou muitos abandonos, sendo a Volta ao Alentejo das poucas que terminou. Com a equipa a fechar portas ao não conseguir garantir patrocinadores para 2020 e sendo claro que Intxausti não conseguiria ser o ciclista de outros tempo devido à doença, a opção é seguir outro caminho, que não será totalmente novo, já que garantiu que vai manter-se ligado ao ciclismo.


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