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18 de junho de 2019

Susto na Ineos. Thomas foi ao hospital após queda na Volta à Suíça

(Fotografia: © Team Ineos)
Vida difícil para os líderes nas grandes voltas da Ineos. Depois de Egan Bernal e Chris Froome, foi a vez de Geraint Thomas cair. Susto - para não dizer pânico - entre os responsáveis da equipa. Ficaram sem o colombiano para o Giro, sem o britânico para o Tour, só faltava perder Thomas. O ciclista foi ao hospital e todos estão a respirar de alívio. Chegou a bater com a cabeça, mas está tudo bem e vai à Volta a França.

Thomas caiu durante a quarta etapa da Volta à Suíça: "Havia uma lomba na estrada. Um ciclista da Astana bateu na lomba e caiu e eu não tive por onde ir. Caí sobre o meu ombro e cara e houve bastante sangue. Temos sempre de ter cuidado com lesões na cabeça e apesar de querer continuar, os médicos tomaram a decisão certa em retirar-me da corrida", explicou o galês. Apesar de frustrado por ter de abandonar a última prova que iria realizar antes do Tour, Thomas mostrou-se confiante que tem tempo para aprimorar a forma até à Volta a França, que arranca a 6 de Julho.

O médico da equipa, Derick Macleod, referiu que Thomas fez radiografias e outros exames, recebendo alta. "Ele vai regressar à bicicleta em breve", garantiu. O vencedor do Tour de 2018 já está no hotel com os companheiros, com Bernal a assumir agora a liderança da equipa na Volta à Suíça, estando a 39 segundos do líder Peter Sagan (Bora-Hansgrohe), com a montanha ainda por chegar.

Bernal vai ao Tour com algumas aspirações, com o próprio Thomas a admitir que o colombiano também poderá ser aposta. O jovem colombiano ia estrear-se na condição de líder na Volta a Itália, mas dias antes caiu num treino e partiu a clavícula. No Critérium du Dauphiné foi a fez de Froome sofrer uma queda, essa bem mais assustadora. O ciclista está a recuperar de várias lesões: fractura no fémur, no cotovelo, esterno e uma vértebra junto ao pescoço.

Thomas deve ter deixado alguns dos seus directores à beira de um ataque de nervos, mas parece que a Ineos poderá continuar a repensar o Tour sem Froome, mas com o galês. Ao lado de Thomas e Bernal estão previstos estar os fieis escudeiros Michal Kwiatkowski, Wout Poels, Kenny Elissonde, Luke Rowe, Jonathan Castroviejo e Dylan van Baarle.


11 de junho de 2018

Lotto Soudal proibida de utilizar gel aerodinâmico

(Fotografia: Photo News/Lotto Soudal)
O brilho nas pernas dos ciclistas da Lotto Soudal que se viu no contra-relógio colectivo do Critérium du Dauphiné, não se repetiu na Volta à Suíça. O gel utilizado chamou muita atenção e a UCI abriu de imediato uma investigação. A proibição foi agora confirmada, pelo menos até que seja feita uma análise mais detalhada. A equipa belga é que não se conforma e compara a situação aos fatos que a Sky utiliza desde o último Tour. Diz mesmo que se não houver uma resposta mais concreta até à Volta a França, que o gel poderá ser novamente utilizado.

"É um gel aerodinâmico. Um gel de velocidade. O gel reduz a resistência do ar", explicou o médico da Lotto Soudal, Servaas Bingé, ao Sporza, aquando do Dauphiné. A equipa tinha sido terceira no contra-relógio da terceira etapa e muito se falava do brilho nas pernas dos ciclistas. O gel ao ser aplicado cria umas bolinhas que provocam o tal brilho. A UCI entrou imediatamente em acção, assim como a organização da corrida, ainda que tenham dito que nada seria decidido antes do final da prova em França.

No prólogo da Volta à Suíça, a Lotto Soudal foi apenas 12ª, mas não se pode culpar tudo no gel, já que estamos a falar de percursos e distâncias diferentes, além de terem sido outros ciclistas em acção. "Recebi um telefonema do Jean-Christophe Péraud, o director dos Materiais e Equipamentos da UCI. Ele disse-me que [o gel] não é permitido, que irão investigar o assunto e que os regulamentos, com o Tour à porta, será ajustado nas próximas semanas", explicou Marc Sergeant ao jornal belga Het Nieuwsblad.

O responsável da Lotto Soudal não ficou nada satisfeito com a decisão de Péraud, recordando que a Sky continua a utilizar os fatos de contra-relógio que geraram muita polémica há um ano. "Também neles há faixas nos ombros e braços que reduzem a resistência do ar a alta velocidade", referiu, acrescentando que Péraud lhe disse que não deveria colocar nada nas pernas que tenha a intenção de andar mais rápido. "A minha questão é: o protector solar ou a lama não são permitidos? Certamente que não com os actuais regulamentos."

Ironias à parte, os regulamentos determinam que não é permitida a utilização de equipamentos que tenham elementos que sejam acrescentados com o objectivo de dar ao ciclista maior aerodinâmica, sendo dado o exemplo de "asas" na zona dos braços. "É obrigatória roupa que siga a forma do corpo do ciclista", é esta a regra. Foi também com esta justificação que fez com que os fatos de contra-relógio da Sky fossem permitidos e que são hoje em dia já algo normal de se ver.

A questão da Lotto Soudal prende-se por estar em causa um produto que não pertence ao equipamento. "Se não tivermos uma resposta satisfatória, somos capazes de levar [o gel] para o Tour", disse Sergeant.


2 de junho de 2018

Família de ursos "visitou" ciclistas da Quick-Step Floors durante o estágio

Eis uma situação que vai direitinha para os insólitos do ano. Os ursos voltaram a cruzar-se com os ciclistas da Quick-Step Floors, mas desta vez não foi na estrada. Entraram mesmo em casa! Fernando Gaviria, Maximiliano Richeze e Iljo Keisse estão a estagiar nos Estados Unidos. Estão alojados perto do Lago Tahoe, que abrange a fronteira entre a Califórnia e o Nevada e receberam uma visita que começou por ser engraçada, mas que acabou com um valente susto.

O ciclista belga, Keisse, contou no Twitter a aventura desde que a família de ursos apareceu junto da casa, ao "roubo" da comida e a nova visita com os ciclistas desta feita no local. Inicialmente, quando os três ursinhos e a sua mãe apareceram, o pensamento foi "tão fofinhos".

O trio partiu para o treino, com 120 quilómetros à espera dele e ainda uma passagem pelo ginásio. Quando regressou à casa, deu conta da invasão dos animais, que deixaram as "impressões digitais", não resistindo ao apelo da comida que os ciclistas ali deixaram. "Por sorte estávamos a treinar", escreveu Keisse, que ainda brincou: "Fizeram alguma confusão e não deixaram um bilhete de agradecimento."


Já durante a noite, os ciclistas passaram por um pequeno susto, quando a família de ursos regressou: "Já não foi tão fofinho, adoramos-vos mas abraços de ursos, não obrigado!"

Os três ciclistas vão regressar brevemente à Europa, pois estão escalados para a Volta à Suíça, que começa no dia 9. No ano passado, quando estagiava na mesma zona, Matteo Trentin não evitou um choque com um urso e que acabou com um capacete bem danificado. O italiano, agora na Mitchelton-Scott, não ganhou para o susto.

»»Foi picado por uma vespa mas não toma nada para não acusar doping««

»»Quando chegou ao velódromo de Roubaix o portão já estava fechado««

18 de junho de 2017

José Gonçalves conquista Ster ZLM num fim-de-semana de festa para a Katusha-Alpecin

(Fotografia: @SterZLMToer)
José Gonçalves não é de festejos exuberantes ou de grandes palavras. Dos gémeos Gonçalves é o mais tímido, mas que não existam dúvidas que a conquista da Ster ZLM Toer, na Holanda, é um momento importante para a carreira de um ciclista que se estreou no World Tour este ano e que procura afirmar-se de forma a conseguir continuar ao mais alto nível.

O ciclista de Barcelos é conhecido por ser um lutador. Não joga à defesa e foi assim que conquistou as suas vitórias, das quais até hoje se destacava a Volta à Turquia (2016), então ao serviço da Caja Rural. No sábado Gonçalves venceu a etapa precisamente ao seu estilo. Atacou no momento certo, isolou-se e com a vitória conquistou também a liderança. Este domingo competia à Katusha-Alpecin defender a camisola amarela, mesmo que só tivesse levado para a Holanda seis ciclistas, em vez dos oito permitidos.

Trabalho feito e bem feito. "Estou muito feliz! É a minha primeira vitória na geral nesta corrida e quero agradecer à minha equipa por tudo o que fez. Eles [companheiros] fizeram um trabalho fortíssimo e foi excelente", salientou José Gonçalves, citado pelo site da sua formação.

Mas a Katusha-Alpecin está duplamente em festa neste fim-de-semana, no melhor momento da equipa desde que José Azevedo se tornou director geral. Simon Spilak conquistou a Volta à Suíça, naquela que é a primeira vitória do ano para a equipa numa corrida por etapas no World Tour em 2017.

Simon Spilak (30 anos) tinha vencido a sétima etapa, na qual saltou para a liderança que segurou até final. Foi a segunda vez que o ciclista esloveno triunfou na Volta a Suíça (a primeira foi em 2015), num triunfo que é bastante especial para a formação que este ano trocou a nacionalidade russa precisamente pela suíça.

A Katusha-Alpecin soma assim 12 vitórias em 2017, quatro esta semana. Seis pertencem a Alexander Kristoff, ainda que só uma do norueguês seja de numa prova do World Tour, na Eschborn-Frankfurt.

Para José Gonçalves é também uma vitória que lhe permitirá consolidar o seu lugar na equipa. O português tem sido um excelente homem de trabalho e quando lhe foi dada liberdade na Strade Bianche, terminou na 11ª posição. Com contrato apenas para 2017, aproveitar os momentos que surgem para se mostrar pode ser decisivo para alcançar o objectivo de continuar numa formação do World Tour.

Gonçalves deixou Primoz Roglic (Lotto-Jumbo) a 11 segundos e Laurens de Plus (Quick-Step Floors) a 13. A equipa belga teve ainda assim razões para sorrir já que Marcel Kittel venceu a última etapa, naquela que foi a 32ª vitória do ano. Veja aqui a classificação final.

Quanto a portugueses, de referir ainda o quinto lugar de Rui Costa (UAE Team Emirates) na Volta à Suíça - ficou a 3:09 de Spilak), corrida que já venceu três vezes. Pode ver aqui a classificação.

Apesar do dia de felicidade na Katusha-Alpecin, José Azevedo não esqueceu a tragédia de Pedrógão Grande. O director da equipa deixou uma mensagem no Twitter.