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11 de abril de 2018

Corrida ganha por José Gonçalves não vai realizar-se este ano

(Fotografia: Facebook Ster ZLM Toer)
Era uma daquelas corridas que animava a contagem decrescente até à Volta a França, tendo sempre com um pelotão bem interessante. Entre os vencedores estão nomes como Mark Cavendish, André Greipel, Philippe Gilbert, Sep Vanmarcke e o último foi José Gonçalves. A organização espera que não seja mesmo o último, pois foi obrigada a cancelar a edição de 2018, mas espera regressar no próximo ano.

"Infelizmente, esbarrámos com o facto de, depois de completar a estrutura financeira, alguns dos locais planeados saíram. Não há tempo para procurar alternativas nesta altura", explicou o director da corrida Anton Ganzeboom, num comunicado. Isto significa que algumas das localidades que estavam programadas receber o pelotão em 2018 acabaram por voltar atrás na decisão. Ganzeboom explicou que demora tempo para procurar novos locais e que "o processo de autorização está cada vez mais complexo".

Perante estas dificuldades, a opção foi anunciar desde já o cancelamento da Ster ZLM, que deveria realizar-se entre 13 e 17 de Junho. "Queremos dar a oportunidade às equipas de encontrar alternativas", salientou o responsável. Apesar da difícil decisão, Ganzeboom referiu que o objectivo passa agora por voltar mais forte: "Isto dá-nos espaço para nos concentrar para 2019. Então, queremos regressar mais forte do que nunca!"

A corrida holandesa é de categoria 2.1 e no ano passado teve então José Gonçalves como o grande vencedor. Foi uma disputa intensa com Primoz Roglic. O esloveno venceu a primeira etapa e assumiu a liderança, que perderia na quarta tirada. Foi a vez do português da Katusha-Alpecin triunfar, subir ao primeiro lugar na geral e mantê-lo no último dia, com 11 segundos a separá-lo de Roglic e 13 de Laurens de Plus, da Qucik-Step Floors. Dylan Groenewegen venceu duas etapas e Marcel Kittel a derradeira, em Oss.

As duas provas da mesma categoria, ainda que de características diferentes, que talvez possam beneficiar com esta saída do calendário da Ster ZLM são a Volta à Eslovénia e a Route du Sud. A corrida francesa é uma que Nairo Quintana gosta de fazer rumo ao Tour e já a venceu duas vezes. Na Eslovénia, Rafal Majka venceu em 2017 e Tiago Machado em 2014.

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18 de junho de 2017

José Gonçalves conquista Ster ZLM num fim-de-semana de festa para a Katusha-Alpecin

(Fotografia: @SterZLMToer)
José Gonçalves não é de festejos exuberantes ou de grandes palavras. Dos gémeos Gonçalves é o mais tímido, mas que não existam dúvidas que a conquista da Ster ZLM Toer, na Holanda, é um momento importante para a carreira de um ciclista que se estreou no World Tour este ano e que procura afirmar-se de forma a conseguir continuar ao mais alto nível.

O ciclista de Barcelos é conhecido por ser um lutador. Não joga à defesa e foi assim que conquistou as suas vitórias, das quais até hoje se destacava a Volta à Turquia (2016), então ao serviço da Caja Rural. No sábado Gonçalves venceu a etapa precisamente ao seu estilo. Atacou no momento certo, isolou-se e com a vitória conquistou também a liderança. Este domingo competia à Katusha-Alpecin defender a camisola amarela, mesmo que só tivesse levado para a Holanda seis ciclistas, em vez dos oito permitidos.

Trabalho feito e bem feito. "Estou muito feliz! É a minha primeira vitória na geral nesta corrida e quero agradecer à minha equipa por tudo o que fez. Eles [companheiros] fizeram um trabalho fortíssimo e foi excelente", salientou José Gonçalves, citado pelo site da sua formação.

Mas a Katusha-Alpecin está duplamente em festa neste fim-de-semana, no melhor momento da equipa desde que José Azevedo se tornou director geral. Simon Spilak conquistou a Volta à Suíça, naquela que é a primeira vitória do ano para a equipa numa corrida por etapas no World Tour em 2017.

Simon Spilak (30 anos) tinha vencido a sétima etapa, na qual saltou para a liderança que segurou até final. Foi a segunda vez que o ciclista esloveno triunfou na Volta a Suíça (a primeira foi em 2015), num triunfo que é bastante especial para a formação que este ano trocou a nacionalidade russa precisamente pela suíça.

A Katusha-Alpecin soma assim 12 vitórias em 2017, quatro esta semana. Seis pertencem a Alexander Kristoff, ainda que só uma do norueguês seja de numa prova do World Tour, na Eschborn-Frankfurt.

Para José Gonçalves é também uma vitória que lhe permitirá consolidar o seu lugar na equipa. O português tem sido um excelente homem de trabalho e quando lhe foi dada liberdade na Strade Bianche, terminou na 11ª posição. Com contrato apenas para 2017, aproveitar os momentos que surgem para se mostrar pode ser decisivo para alcançar o objectivo de continuar numa formação do World Tour.

Gonçalves deixou Primoz Roglic (Lotto-Jumbo) a 11 segundos e Laurens de Plus (Quick-Step Floors) a 13. A equipa belga teve ainda assim razões para sorrir já que Marcel Kittel venceu a última etapa, naquela que foi a 32ª vitória do ano. Veja aqui a classificação final.

Quanto a portugueses, de referir ainda o quinto lugar de Rui Costa (UAE Team Emirates) na Volta à Suíça - ficou a 3:09 de Spilak), corrida que já venceu três vezes. Pode ver aqui a classificação.

Apesar do dia de felicidade na Katusha-Alpecin, José Azevedo não esqueceu a tragédia de Pedrógão Grande. O director da equipa deixou uma mensagem no Twitter.

17 de junho de 2017

José Gonçalves conquista primeira vitória na Katusha-Alpecin

(Fotografia: Twitter @SterZLMToer)
Dêem-lhe a oportunidade que ele cumpre. José Gonçalves sabe bem aproveitar as possibilidades que lhe surgem quando não tem de trabalhar para um líder. No seu primeiro ano numa equipa World Tour, o ciclista de Barcelos estava a convencer cada vez mais, com exibições consistentes. Na Volta a Itália foi importante no apoio a Ilnur Zakarin, mas antes, quando lhe foi dada liberdade na Strade Bianche, esteve na fuga e terminou na 11ª posição. Agora conquistou uma vitória que já merecia ao serviço da Katusha-Alpecin.

José Gonçalves venceu a quarta etapa da corrida holandesa Ster ZLM Toer. O ciclista de 28 anos foi o primeiro a cortar a meta após 186,7 quilómetros de muito sobe e desce entre Hotel Verviers e La Gileppe. Gonçalves assumiu ainda a liderança da prova, tendo mais oito segundos que Primoz Roglic, ciclista da Lotto-Jumbo que em Fevereiro conquistou a Volta ao Algarve.

"Sinto-me muito bem. Trago a boa forma do Giro. Penso que a equipa é muito boa e especialmente forte. Hoje foi a todo o gás. Tentei ir sozinho perto do fim e consegui ganhar. Estou muito feliz com esta camisola e vamos fazer tudo para a defender no último dia", afirmou José Gonçalves, citado no site da Katusha-Alpecin.

Amanhã serão os últimos 180,9 quilómetros que começam e acabam em Oss e a Katusha-Alpecin terá muito trabalho pela frente, pois apesar de José Gonçalves dizer que o conjunto é forte, só se apresentou na Holanda com seis ciclistas, enquanto a Lotto-Jumbo levou os oito permitidos. Mads Würtz Schmidt, Marco Mathis, Maxim Belkov, Viacheslav Kuznetsov e Jenthe Biermans vão tentar segurar a liderança do português, que poderá assim vencer pela segunda vez na carreira uma corrida internacional por etapas, depois de ter sido o mais forte na Volta à Turquia em 2016, então ao serviço da Caja Rural.

A Quick-Step também deverá apostar forte, pois tem dois ciclistas na luta com 10 e 17 segundos de desvantagem: Laurens des Plus e Maximilian Schachmann, respectivamente. Veja aqui a classificação da etapa e a geral.