Mostrar mensagens com a etiqueta Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. Mostrar todas as mensagens

14 de março de 2020

Mais tempo em casa e sem ciclismo para ajudar a passar as horas

Até já pelotão, nacional e internacional
Não sei quantas vezes me perguntaram como é que eu consigo ficar horas e horas em casa a ver ciclismo. Para mim é algo natural. Adoro e nem penso duas vezes em ver grandes corridas (e até as mais pequenas), tentando até ajustar horários, sempre que possível, para o fazer. Sim, são horas e horas anualmente a ver ciclismo. Agora que o nosso mundo está virado do avesso devido ao Covid-19, agora que vamos passar muito mais tempo em casa e que bem que será preciso algo para distrair, e em que se terá tantas horas livres para ver ciclismo, não há!

Nestes últimos dias tem sido uma autêntica invasão de notícias sobre este coronavírus. Compreensível. O ciclismo não é excepção. Desde que a Volta aos Emirados Árabes Unidos foi suspensa já perto do fim e as equipas e staff ficaram de quarentena, que o tema começou aos poucos a tomar conta também dos meios de comunicação social que acompanham a modalidade. Sucedem-se os cancelamentos de corridas, que já vão além da China e Itália, ainda que neste último país - onde a situação na Europa é a mais grave - tenha significado a não realização de algumas das principais provas desta altura do ano, como a Strade Bianche, Milano-Sanremo e Tirreno-Adriatico.

Também a Volta a Itália vai sofrer com esta pandemia. Era para começar a 9 de Maio, na Hungria, e terminar a 31 desse mês, mas a corrida foi adiada e antes de 3 de Abril não será conhecida a nova data. Não será fácil encaixar num calendário tão preenchido e ainda mais em ano de Jogos Olímpicos (se se realizarem, claro, pois neste momento não há certezas de nada).

Todas as provas de Março foram canceladas, as de Abril também para lá caminham, sendo que, quando a situação começar a dar sinais de melhorar, irá arrancar a difícil de missão de tentar reagendar, não surpreendendo se algumas corridas só regressarem para o ano. O Paris-Nice ainda avançou, foi encurtado um dia e esperava-se que tivesse sido interrompido mais cedo. Acabou este sábado (parabéns a Max Schachmann, da Bora-Hansgrohe - segundo na Volta ao Algarve -, que merecia ser o destaque e não o coronavírus) com um pelotão reduzido, dada a debandada - mais do que justificada - de muitas equipas. Diga-se que estes cancelamentos (que se deseja que possam ser adiamentos) estende-se a todo o tipo de vertentes nesta modalidade, tal como está a acontecer com os outros desportos.

Por cá, a Clássica da Arrábida, que deveria realizar-se este domingo, também ficará à espera de nova data, enquanto a Volta ao Alentejo - que arrancaria na quarta-feira - foi cancelada. O Grande Prémio Internacional das Beiras e Serra da Estrela, marcado para Abril (de 17 a 19) também não vai disputar-se, segundo o anúncio feito na quinta-feira pela organização. A Clássica Aldeias do Xisto (5 de Abril) corre risco idêntico, ou de pelo menos de um adiamento.

Sim, é frustrante não poder ver todas estas corridas, portuguesas e estrangeiras e ainda mais sabendo que a lista poderá continuar a aumentar. Mas vive-se uma fase de excepção, exigindo-se medidas excepcionais, desejando-se que o mais rapidamente possível se volte a alguma normalidade. E claro que aqui se fala muito além do ciclismo, pois não ver ciclismo (ou futebol, basquetebol, fórmula 1...) é apenas uma pequena parte do que neste últimos dias está a mudar nas rotinas. Se for preciso ficar em casa 14 dias sem ciclismo (ou até mais), para depois poder ver as minhas queridas clássicas e para ficar 21 dias a ver o Giro, ou Tour ou Vuelta, então que assim seja. Sem pânico, sem açambarcamento, com responsabilidade e bom senso.

10 de abril de 2019

Equipas portuguesas procuram vitórias no Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela

(Fotografia: © João Fonseca)
Aproxima-se a próxima corrida portuguesa, de categoria internacional, numa fase em que apenas o Sporting-Tavira e a W52-FC Porto conquistarem vitórias. No Grande Prémio  Internacional Beiras e Serra da Estrela é a vez dos trepadores chegarem-se à frente numa corrida feita para as suas características. A Efapel venceu duas das três edições. Com a subida à Torre a marcar a última etapa, serão três dias  - de sexta-feira a domingo - de muitas dificuldades, numa corrida que contará com três equipas do segundo escalão mundial e com uma grande ambição das equipas nacionais em alcançarem vitórias que não estão fáceis de aparecer em 2019.

A corrida de categoria 2.1 teve Joni Brandão a abrir o seu historial, com Jesus del Pino a vencer em 2017. O primeiro está de regresso à Efapel após dois anos no Sporting-Tavira, enquanto o segundo rumou esta época à Vito-Feireinse-PNB. Em 2018 um jovem russo andou por Portugal a somar vitórias e por apenas um segundo foi o rei do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, deixando César Fonte (W52-FC Porto) na segunda posição. Dmitry Strakhov mudou-se da Lokosphinx para a Katusha-Alpecin, do World Tour, muito devido às exibições que por cá teve.

A equipa russa estará de volta, sendo uma das 15 equipas Continentais: Aviludo-Louletano, Efapel, LA Alumínios-LA Sport, Miranda-Mortágua, Rádio Popular-Boavista, UD Oliveirense-InOutBuild, Sporting-Tavira e Vito-Feirense-PNB (Portugal), Amore & Vita-Prodir (Letónia), EvoPro Racing (Irlanda), Hurom BDC Development (Polónia), Lokosphinx (Rússia), Massi Vivo-Grupo Oresi (Paraguai), Monkey Town-A Block CT (Holanda) e VIB Sports (Barém).

As três Profissionais Continentais são a portuguesa W52-FC Porto, a Israel Cycling Academy e a americana Rally UHC Cycling, que recentemente venceu o Giro di Sicilia com Brandon McNulty.

A chegar a meio do mês de Abril, a maioria das equipas portuguesas estão com dificuldades em abrir a sua contagem. O Sporting-Tavira triunfou na Clássica da Primavera com César Martingil, enquanto a W52-FC Porto levou João Rodrigues à conquista da Volta ao Alentejo, tendo sido o mais forte no contra-relógio de Castelo de Vide. Com um calendário curto até esta altura do ano e sendo uma das provas a Volta ao Algarve - que atrai formações do World Tour -, o calendário das equipas nacionais começa a ganhar agora outra relevância e também um maior número de competições. Algumas das formações portuguesas ainda farão umas viagens a Espanha, com o W52-FC Porto a ter um calendário bem mais preenchido (ver link em baixo).

A Efapel não esconde como aposta forte nas Beiras e Serra da Estrela. A acompanhar Joni Brandão estará Sérgio Paulinho, Henrique Casimiro, Bruno Silva, Antonio Angulo, Fabricio Ferrari e Nikolay Mihaylov. A Vito-Feirense-PNB, que conta com o outro vencedor desta prova - sempre com paisagens lindíssimas -, terá com Jesus del Pino um já natural misto de experiência e juventude, que é imagem de marca da formação de Joaquim Andrade: Björn Thurau, Oscar Pelegrí, Filipe Cardoso, Rui Rodrigues, João Barbosa e Bernardo Saavedra.

O Sporting-Tavira também irá com aspirações: Tiago Machado, José Mendes, Frederico Figueiredo, Alejandro Marque, Nicola Toffali, Álvaro Trueba e Valter Pereira. A Rádio Popular Boavista aposta em: João Benta, Daniel Silva, Afonso Silva, Antonio Gomez, Pablo Guerrero, David Rodrigues e Hugo Nunes.

Estas são as equipas já anunciadas. Quanto às etapas, nenhuma dará tempo para descansar. Serão um total de 529 quilómetros, com Vilar Formoso a receber o arranque da quarta edição do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela e a Covilhã será o palco da consagração final.

(Nota: A lista oficial de inscritos completa foi divulgada perto das 18 horas de quinta-feira, 11 de Abril, dia seguinte à publicação deste texto. Fica aqui o link, via ProCyclingStats.)

1ª etapa: Vilar Formoso - Pinhel (155 quilómetros)


2ª etapa: Manteigas - Fundão (197 quilómetros)



3ª etapa: Celorico da Beira - Covilhã (177 quilómetros)



15 de abril de 2018

Strakhov bate César Fonte por um segundo

Gonzalez venceu a etapa e a montanha, Strakhov a geral e a juventude,
Brandão foi terceiro e ficou com a camisola das metas volantes
(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Quantas vezes se ouve que por um segundo se ganha, por um segundo se perde. César Fonte ficou do lado errado desta expressão e viu Dmitry Strakhov somar mais uma conquista em Portugal. O russo venceu a terceira edição do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. O ciclista da W52-FC Porto ficou em segundo, com Joni Brandão a fechar o pódio e a vestir a camisola das metas volantes. O Sporting-Tavira garantiu ainda a primeira vitória do ano em território nacional, com Mario Gonzalez a vencer a etapa na Guarda, além de ficar com classificação da montanha.

(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
E foi precisamente a equipa algarvia que atacou bastante a última etapa da corrida, de categoria internacional 2.1. Devido ao mau tempo, o percurso foi alterado, com a passagem pela Torre a não ser possível. Foram quase menos 20 quilómetros do que os previstos (149,9) entre Gouveia e Guarda. O Sporting-Tavira fez o tudo por tudo para colocar Joni Brandão na discussão e recuperar os nove segundos que o separavam da liderança, mas que acabaram por não ser alterados. Dos seis homens que formaram a fuga do dia, dois eram da equipa: Alejandro Marque e Álvaro Trueba. Gonzalez saiu depois, para alcançar os homens da frente, mas optou por seguir sozinho, deixando o jovem da Rally Cycling, Brandon Mcnulty, a 36 segundos.

Na discussão pela geral, Strakhov foi buscar os quatro segundos de bonificação do terceiro lugar da tirada e já tinha garantido outros dois numa meta volante. Um corte para César Fonte na meta selou a vitória do russo da Lokosphinx por apenas um segundo. Strakhov tinha ganho a primeira etapa, perdeu no sábado a liderança, mas juntou este domingo mais um sucesso em Portugal. Recordando: foi irrepreensível na Clássica da Arrábida, depois venceu duas etapas na Volta ao Alentejo e ficou ainda com a classificação por pontos. Não esquecer que venceu ainda a classificação da juventude nas Beiras e Serra da Estrela.

Desta feita a Efapel não viu um seu ciclista vencer a corrida, depois de o ter feito com Joni Brandão e Jesus del Pino. Henrique Casimiro foi quarto a 12 segundos, mas a equipa garantiu a classificação colectiva.

O calendário nacional faz agora uma pausa até ao final de Maio quando arrancar o Grande Prémio Jornal de Notícias, no início da contagem decrescente para a Volta a Portugal. Entretanto, algumas das equipas portuguesas vão até Espanha para não perder ritmo competitivo. Estarão em corridas como a Volta a Castela e Leão (20 a 22 de Abril), Volta às Astúrias (27 a 29 de Abril) e Volta à Comunidade de Madrid (4 a 6 de Maio).

Pode ver aqui as classificações finais da corrida.


14 de abril de 2018

César Fonte vence etapa e assume liderança no Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela

(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Depois de no primeiro dia ter andado à procura de bonificações, César Fonte demonstrou porque os poucos segundos que conquistou podem revelar-se muito importantes. O ciclista, que este ano reforçou a W52-FC Porto, venceu a segunda etapa do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela e de cinco segundos de desvantagem, passou para seis, mas agora a seu favor, tirando o russo da Lokosphinx, Dmitry Strakhov da liderança. No entanto, está tudo em aberto para as decisões finais deste domingo.

Numa difícil etapa com 193,9 quilómetros, entre Sabugal e Seia, e três subidas de segunda categoria, o pelotão foi fraccionando-se com apenas 15 ciclistas a fecharem com o tempo do vencedor. César Fonte foi mais forte no final que Henrique Casimiro (Efapel) e o colombiano Sergio Higuita, da Manzana Postobón. Joni Brandão foi quarto e o ciclista do Sporting-Tavira subiu ao último lugar do pódio, estando a nove segundos de César Fonte, mas vestiu a camisola verde das metas volantes. Este corredor foi o primeiro vencedor desta corrida em 2016, então ao serviço da Efapel.


(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
E a equipa de Américo Silva conquistou também a segunda edição por intermédio de Jesus del Pino, sendo que este ano a arma chama-se Henrique Casimiro. É quinto, tendo de recuperar 10 segundos se quiser manter o pleno para a Efapel.

Quanto às restantes classificações, Mario Gonzalez (Sporting-Tavira) segurou a camisola da montanha, tendo mais dois pontos que Arturo Sierra, da Manzana Postobón. Dmitry Strakhov lidera na juventude, com Wilmar Paredes e Sergio Higuita, ambos da Manzana Postobón, a quatro e seis segundos respectivamente.

A corrida será decidida no dia em que deveria passar pela Torre, mas devido ao mau tempo previsto, o percurso será alterado. A etapa começa em Gouveia (12:00) e passará pelo Sabugueiro, Penhas Douradas, com a Guarda à espera de consagrar o vencedor.

Pode ver aqui as classificações da segunda etapa.

»»Russo Strakhov mantém amor por Portugal««

»»Efapel à procura de manter o pleno no Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela««

13 de abril de 2018

Russo Strakhov mantém amor por Portugal

(Fotografia: © João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Não é inédito a Lokosphinx dar-se bem com os ares de Portugal. Ainda em 2016, Alexander Vdovin venceu a classificação da juventude da Volta a Portugal ou há um ano a equipa russa ganhou a primeira etapa do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela por intermédio de Alexander Evtushenko. No entanto, Dmitry Strakhov parece ter uma paixão especial pelo nosso país. É que em três corridas soma cinco conquistas. A mais recente foi esta sexta-feira, no arranque precisamente na prova das Beiras e Serra da Estrela, com o russo a ser o mais forte no sprint em Figueira de Castelo Rodrigo. Strakhov assumiu assim a liderança da corrida de três etapas, beneficiando das bonificações para ficar com quatro segundos de vantagem sobre o colombiano Wilmar Paredes, da Manzana Postobón.

Dmitry Strakhov tem sido então uma das figuras do ano nas corridas portuguesas. Foi irrepreensível na Clássica da Arrábida, depois venceu mais duas etapas na Volta ao Alentejo e ficou ainda com a classificação por pontos. E agora voltou a ser claramente superior no momento da decisão. O melhor português foi Daniel Mestre. O ciclista da Efapel ficou em terceiro, mostrando que mantém o bom momento que já lhe valeu uma vitória na Clássica Aldeias do Xisto.

No entanto, na geral, é César Fonte (W52-FC Porto) quem fecha o pódio, beneficiando das metas volantes, quando conseguiu andar mais destacado na frente, já que foi difícil formar-se uma fuga digna desse nome. Está a cinco segundos de Strakhov. Também Joni Brandão esteve na frente e são cada vez melhores as notícias para o Sporting-Tavira, que vê uma das suas principais figuras recuperar a forma, depois de no ano passado ter falhado a Volta a Portugal devido a um problema de saúde. Brandão está também a cinco segundos de Strakhov, mostrando que quer estar na luta por uma corrida que venceu em 2016, então ao serviço da Efapel, naquela que foi a primeira edição do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. De recordar que foi segundo na Clássica Aldeias do Xisto há três semanas.


(Fotografia: © João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Gustavo Veloso (W52-FC Porto) foi outro dos principais nomes que andou à procura de bonificar. No entanto, é o colega, César Fonte, quem lidera essa classificação, com Mario Gonzalez (Sporting-Tavira) a vestir a camisola da montanha.

A maior experiência dos portugueses foi, para já, superada por dois jovens - Strakhov tem 22 anos e Paredes 21 -, mas este sábado espera ao pelotão uma etapa bem mais montanhosa. Não que a primeira tirada tenha sido fácil, pois os 177,2 quilómetros, que começaram em Mêda, com muito sobe e desce e três terceiras categorias fizeram mossa. Apenas 22 ciclistas chegaram no primeiro grupo. São muitos os que já perderam mais de um minuto, como João Benta (Rádio Popular-Boavista), Alejandro Marque (Sporting-Tavira), Rafael Reis (Caja Rural) e Rui Vinhas (W52-FC Porto). Sérgio Paulinho (Efapel) cortou a meta 2:25.

Quanto à segunda tirada será a mais longa, com 193,9 quilómetros, entre Sabugal e Seia, e três subidas de segunda categoria, a última a 28,4 quilómetros da meta. A partida será às 12:00, com o final previsto para cerca das 17:00.



Pode confirmar aqui as classificações da primeira etapa.

»»Efapel à procura de manter o pleno no Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela««

»»Daniel Mestre: "Estava com a convicção que era hoje. Disse-lhes que era o meu dia"««

12 de abril de 2018

Efapel à procura de manter o pleno no Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela

Tem sido uma corrida onde a Efapel é feliz. Duas edições, duas vitórias no Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. Primeiro com Joni Brandão, que entretanto mudou-se para o Sporting-Tavira, depois com o espanhol Jesus del Pino. A equipa de Ovar conseguiu a primeira vitória do ano na Clássica Aldeias do Xisto, por intermédio de Daniel Mestre, o que ajudou certamente a libertar alguma pressão. E se for como no ano passo, o difícil foi mesmo a primeira, com a equipa a entrar depois num ritmo bem mais vitorioso. No entanto, a concorrência será forte e tendo em conta que é a única prova do calendário nacional em Abril, será importante para algumas equipas obter um bom resultado.

“Vencemos esta prova com dois ciclistas diferentes e sempre com percursos distintos. Este ano, as três etapas não serão iguais às das edições anteriores, mas vamos voltar a trabalhar no sentido de ter arte e engenho para procurar, de novo, a vitória”, afirmou Américo Silva, numa antevisão ao que irá encontrar a partir desta sexta-feira e até domingo. Del Pino regressará, tendo ao seu lado Sérgio Paulinho, Henrique Casimiro, Bruno Silva, Daniel Mestre, Rafael Silva e Marcos Jurado.

Sendo a região que é, não há grandes momentos de descanso nesta corrida de categoria internacional 2.1. Ainda assim, pode-se dizer que a primeira etapa será a mais calma. Serão 177,2 quilómetros, entre Mêda e Figueira de Castelo Rodrigo. Todas as contagens de montanha são de terceira categoria, embora a última, a 5,8 quilómetros da chegada, tem a forte probabilidade de estragar os planos de uma eventual chegada que beneficie os sprinters. A partida será às 12:00, com a chegada prevista para as 16:30.



A segunda etapa será a mais longa, com 193,9 quilómetros, entre Sabugal e Seia, com três subidas de segunda categoria, a última a 28,4 quilómetros da meta. A partida será novamente às 12:00, com o final previsto para cerca das 17:00.



Para terminar, no domingo serão 168,3 quilómetros, com Gouveia a receber a partida às 12:00. O ponto é alto é, literalmente, a passagem na Torre, mas será ainda numa fase muito inicial da etapa. A meta coincide com uma subida de terceira categoria. A chegada na Guarda está prevista para as 16:00.




Além das nove equipas do escalão Continental portuguesas, estarão ainda a colombiana Manzana Postobón, a espanhola Caja Rural e a americana Rally Cycling, todas Profissionais Continentais. Juntam-se ainda a Lokosphinx - a equipa russa tem estado em destaque nas provas lusas, com vitórias na Clássica da Arrábida e na Volta ao Alentejo -, Java-Partizan (Sérvia), Massi-Kuwait e Start-Gusto (Bolívia), estas do mesmo escalão que as formações lusas.

A Aviludo-Louletano-Uli tem sido a equipa em destaque nas últimas semanas, com a conquista da Volta ao Alentejo por Luís Mendonça e do Troféu Liberty Seguros, que ficou nas mãos de Óscar Hernández. Por outro lado, o Sporting-Tavira ainda não venceu em Portugal, apesar de contar com as duas vitórias de Rinaldo Nocentini na Tropicale Amissa Bongo, no Gabão.

As três equipas que este ano também passaram a ter licença Continental, mas são sub-25, ainda procuram um vitória numa etapa ou numa classificação geral, apesar de já se terem mostrado nas várias corridas realizadas. A Liberty Seguros-Carglass venceu a classificação da juventude da Clássica da Primavera por intermédio de Venceslau Fernandes e do Troféu Liberty Seguros, com André Carvalho. Já a LA Alumínios viu David Ribeiro ganhar a montanha na Clássica da Primavera. O Miranda-Mortágua ainda procura o seu primeiro grande momento do ano.

Depois do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, o pelotão só regressará às estradas nacionais no final de Maio, no Grande Prémio Jornal de Notícias, numa altura em que se estará em contagem decrescente para a Volta a Portugal. Entretanto, algumas das equipas vão até Espanha para não perder ritmo competitivo. Estarão em corridas como a Volta a Castela e Leão (20 a 22 de Abril), Volta às Astúrias (27 a 29 de Abril) e Volta à Comunidade de Madrid (4 a 6 de Maio).

Lista de inscritos (clique na imagem para ampliar).




4 de junho de 2017

Efapel tomou-lhe o gosto!

O pódio final com Jesús del Pino a vestir a camisola amarela
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Estava difícil, mas a Efapel tomou o gosto das vitórias e agora não quer outra coisa! Depois de Daniel Mestre ter vencido duas etapas no Grande Prémio Jornal de Notícias, agora Jesús del Pino garantiu a conquista do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, competição de categoria 2.1 da UCI. A Efapel e a W52-FC Porto reeditaram uma luta que tantas vezes se assistiu nos últimos anos. Desta vez a formação de Ovar levou a melhor, ainda que Raúl Alarcón continue a somar triunfos, tendo ganho a última etapa e a equipa do Sobrado tenha também conquistado a classificação colectiva.

“É a vitória mais importante da minha carreira. Devo-a à equipa que acreditou sempre em mim, às vezes até mais do que eu próprio", admitiu o espanhol, que vestiu a camisola amarela no pódio final. A Efapel ainda venceu também nas metas volantes por intermédio de Sérgio Paulinho. A boa forma da formação de Américo Silva chega numa fase importante da temporada. Já se está em contagem decrescente para a Volta a Portugal e até lá realizam-se algumas das corridas mais ambicionadas pelas equipas portuguesas, como foram os últimos dois Grandes Prémios, ou o de Abimota (15 a 18 de Junho). E claro, em Julho, o Troféu Joaquim Agostinho será novamente uma das competições mais importantes do calendário nacional.

Porém, a W52-FC Porto continua imparável e com a última etapa no Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela já são dez as conquistas em 2017, divididas por Portugal e Espanha, com inevitável destaque para a vitória no Malhão de Amaro Antunes e com a geral na Volta às Astúrias de Raúl Alarcón. “A táctica da equipa passava por ganhar a etapa e tentar vencer a geral. Ataquei para conquistar a etapa. Foi pena o Ricardo Mestre não ter conseguido manter-se na roda do Jesús del Pino”, referiu Alarcón, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Na geral, Del Pino deixou o russo Alexander Evtushenko (Lokosphinx) a 58 segundos e o espanhol Beñat Txoperena (Euskadi Basque Country-Murias) a 1:11 minutos. Destaque ainda para Rui Sousa (Rádio Popular-Boavista). O veterano ciclista, que está a realizar a sua última temporada na longa carreira, venceu a classificação da montanha. De recordar que um dos objectivos do corredor são os Nacionais (de 23 a 25 de Junho), pois tem em ambição de se despedir com a camisola de campeão português. O melhor jovem foi o russo Dmitrii Strakhov (Lokosphinx).

Pode ver aqui as classificações do segundo Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, cuja primeira etapa foi ganha por Alexander Evtushenko e a segunda pelo colombiano da Equipo Bolivia, Omar Mendoza.

»»Rui Sousa: "Gostaria de retirar-me como campeão nacional"


31 de maio de 2017

GP Beiras e Serra da Estrela com duas equipas do Kuwait, uma da Malásia e com um dos ciclistas mais veteranos do pelotão

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Quando há um ano a corrida foi para a estrada pela primeira vez, rapidamente se percebeu que se estava perante mais uma competição de qualidade em Portugal. O Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela tem a categoria 2.1 da UCI, mas a sua colocação no calendário poderá não ser a melhor para chamar mais equipas do escalão Profissional Continental. Pelo menos para já. Ainda assim conta uma forte presença de formações estrangeiras, inclusivamente duas do Kuwait e uma da Malásia. De Espanha virá a Caja Rural, que pertence ao segundo escalão, uma presença habitual por cá e que trará Sergio Pardilla - segundo classificado em 2016 - e uma das estrelas em ascensão do ciclismo espanhol, Jaime Rosón. Inevitavelmente as atenções também se irão centrar na presença de um ciclistas já longe da sua melhor forma, mas quem ganha três Flèche Wallonne e uma Liège-Bastogne-Liège, mesmo aos 45 anos continua a ser uma estrela: Davide Rebellin.

As equipas portuguesas irão apostar forte nesta corrida, que inclui a subida à Torre, um dos locais mais emblemáticos da modalidade em Portugal. Há um ano o vencedor foi Joni Brandão, então ao serviço da Efapel. Agora no Sporting-Tavira, o ciclista continua à procura da sua melhor forma, mas com a Volta a Portugal a dois meses do arranque (de 4 a 15 de Agosto), as principais figuras do pelotão nacional - algumas têm estado algo discretas durante o ano - deverão começar a aparecer e provavelmente já no Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela.

A prova terá 554 quilómetros com dez contagens de montanha durante três dias, de sexta-feira a domingo. A primeira etapa ligará Penamacor a Celorico da Beira (199 quilómetros) e apesar das três subidas de terceira categoria, as previsões apontam para uma possível discussão ao sprint.

No sábado tudo começará em Fornos de Algodres, com a meta colocada em Trancoso. Os 192 quilómetros terão uma subida de terceira e outra de segunda categoria. O terceiro dia será o mais aguardado. 163 quilómetros entre Belmonte e Manteigas, com a subida ao alto da Torre, a partir de Seia. A passagem no ponto mais alto de Portugal Continental acontece a 25 quilómetros da chegada.

Quanto às equipas, as da elite portuguesa estarão todas presentes: W52-FC Porto, Efapel, Sporting-Tavira, Louletano-Hospital de Loulé, Rádio Popular-Boavista e LA Alumínios-Metalusa-BlackJack. De Espanha, além da Caja Rural, estarão ainda a Burgos BH e Euskadi Basque Country-Murias, equipa que no próximo ano pretende ascender ao escalão Profissional Continental. A Equipo Bolivia não podia falhar, sendo das formações estrangeiras que mais vezes tem competido por cá este ano. Da Grã-Bretanha vem a JLT Condor, da Alemanha estará a Bike Aid e da Rússia a Lokosphinx.

Do Kuwait virá então a Kuwait-Cartucho.es, equipa que tem no seu plantel o veteraníssimo Davide Rebellin. Além das vitórias já referidas, destacam-se ainda uma Amstel Gold Race e um Tirreno-Adriatico. Todas estas conquistas ocorrem na primeira década do milénio. No entanto, a carreira também fica marcada pelo caso de doping que lhe custou a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. E acabou também por lhe custar bons contratos, pois nunca mais conseguiu um com uma equipa do World Tour. 

Daquela zona do Golfo Pérsico virá ainda a Massi-Kuwait Cycling Project e para fechar a lista, da Malásia está inscrita a Sapura Cycling.


13 de maio de 2016

GP Internacional Beiras e Serra da Estrela: uma boa notícia para o ciclismo nacional

A nova prova do ciclismo nacional chega num ano que se espera ser de mudança da modalidade em Portugal. A competição é muito bem-vinda num calendário que nos últimos anos tanto tem sofrido com a crise financeira, tal como as equipas. Já se verificou um importante regresso de FC Porto e Sporting ao pelotão e agora com o Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, talvez seja um virar de página, um passo em frente na tentativa de aproveitar os recursos que o país tem e que tanto proveito pode tirar por apostar no ciclismo. E logo na primeira edição ajuda ter uma equipa como a Caja Rural a marcar presença. Além de ser uma das equipas espanholas mais conhecidas - apesar de ser profissional continental e não do World Tour - traz José Gonçalves, um ciclista cada vez mais popular e que acabou de conquistar a vitória mais importante da carreira: a Volta à Turquia.

A presença da Caja Rural - que costuma estar na Volta a Portugal - garante desde logo alguma atenção em Espanha, ainda que existe a tendência a prestar mais atenção se ganhar um dos espanhóis da equipa. Mas a presença portuguesa é forte, pois além de José Gonçalves, vêm também o irmão Domingos e Ricardo Vilela. Porém, há outra equipa da mesma categoria que ajuda a dar ainda mais relevância à competição. A britânica One Pro Cycling viajou até Portugal.

Se a nível mediático ter duas equipas profissionais continentais logo na primeira edição é muito positivo - principalmente sendo uma delas a Caja Rural -, os conjuntos nacionais beneficiam por ter mais uma prova que servirá muito bem como uma preparação para a Volta a Portugal. Todas apresentam-se na máxima força, pelo que será interessante ver um primeiro embate entre alguns candidatos, como Gustavo Veloso (W52-FC Porto), Joni Brandão (Efapel), Rinaldo Nocentini (Sporting-Tavira), Alejandro Marque e Amaro Antunes (LA Alumínios-Antarte) e Rui Sousa (Rádio Popular Boavista).

Serão três etapas numa zona muito bonita do país e relevante para o ciclismo, que contarão com imagens na TVI (sinal muito positivo ver uma estação apostar numa prova portuguesa além da Volta a Portugal). A dificuldade vai aumentando de tirada para tirada. A primeira, hoje, terá 145 quilómetros entre Pinhel e Vilar Formoso, na segunda serão 198,6 quilómetros que começam no Sabugal e terminam no Fundão e, para finalizar em grande no domingo, a etapa rainha começa na Guarda e terá a meta nas Penas da Saúde (194,1). Com chegada em alto, os ciclistas vão subir do lado Seia/Sabugueiro até à Torre.

Além das seis equipas nacionais, também a Selecção Nacional-Liberty Seguros estará presente com um grupo interessante de jovens ciclistas, como é o caso de Sérgio Sousa e Rui Oliveira. O pelotão fica completo com a Amore & Vita-Selle-SMP (Ucrânia), Boyacá Raza de Campeones (Colômbia), Inteja-MMR (República Dominicana), ISD-Jorbi (Ucrânia), Lokosphinx (Rússia) e NASR Dubai (Emirados Árabes Unidos).