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15 de fevereiro de 2019

Suspenso por quatro anos devido a anomalias no passaporte biológico

A esperança de uma curta suspensão que até pudesse permitir um regresso às corridas esta temporada, terminou esta sexta-feira com o comunicado da UCI. Jaime Rosón recebeu a pesada sanção de quatro anos após anomalias detectadas no passaporte biológico. A Movistar reagiu de imediato, anunciando o término do contrato com o ciclista espanhol que já estava suspenso provisoriamente há quase oito meses.

A Abarca Sports, dona da Movistar, salientou, em comunicado, que o caso remonta a uma altura em que Rosón não era seu ciclista, representando então a Caja Rural. Apesar de só em Junho do ano passado a UCI ter suspendido provisoriamente o ciclista, o processo remonta a Janeiro de 2017. A Movistar defendeu o seu ciclista, elogiando a postura de Rosón desde que tinha assinado pela equipa do World Tour. Prontificou-se a ajudar na defesa do corredor e, segundo o site Ciclo 21, a expectativa era que a suspensão até pudesse ser de apenas seis meses.

No entanto, o Tribunal Anti-Doping da UCI teve mão pesada. Aquele que era visto como uma potencial estrela em ascensão no ciclismo espanhol vê, aos 26 anos, a sua carreira ser travada por doping. A UCI não divulgou o início da data da suspensão, mas se for quando foi afastado provisoriamente, Rosón só poderá regressar em Junho de 2022.

"O Tribunal Anti-Doping considerou o ciclista culpado de violar uma regra anti-doping (uso de substância proibida) baseando-se em anomalias detectadas no passaporte biológico e impôs um período de quatro anos de inelegibilidade", lê-se no comunicado da UCI.

Rosón estava a realizar uma boa temporada na sua estreia pela Movistar em 2018. Top dez na Volta ao Algarve e no Tirreno-Adriatico. 18º na Volta à Romandia, tendo ganho a Volta a Aragão. A sua última corrida antes da suspensão foi o Critérium du Dauphiné, demonstrando como estava a conquistar o seu espaço.

Esteve dois anos na equipa profissional da Caja Rural, depois de evoluir na formação sub-23 (amadora), com uma passagem pela Team Ecuador em 2014. No ano seguinte sagrou-se campeão espanhol de sub-23. A época de 2017 foi a de confirmação de Rosón. Perdeu por oito segundos a Volta à Croácia para Vincenzo Nibali, mas as suas exibições chamaram a atenção. Mais tarde, na Vuelta, Rosón não desperdiçou a oportunidade para mais uma vez se mostrar. Foi 26º na geral, ficando perto de vencer a 10ª etapa, na qual foi terceiro, a 19 segundos de Matteo Trentin.

Quando foi notificado da suspensão provisória, em Junho, Rosón afirmou a sua inocência, garantindo que nunca tinha recorrido a substâncias proibidas.



28 de junho de 2018

Rosón suspenso por irregularidades no passaporte biológico quando estava na Caja Rural

Rosón venceu a Volta a Aragão e a classificação da montanha
na Volta à Comunidade de Madrid (na fotografia)
Jaime Rosón está suspenso provisoriamente depois da UCI ter anunciado que foi encontrado um resultado adverso analítico no seu passaporte biológico. O caso remonta a Janeiro de 2017, quando o ciclista espanhol representava a Caja Rural. Este ano mudou-se para a Movistar, que garantiu que o comportamento de Rosón tem sido irrepreensível e que, por isso, irá ajudá-lo no processo que agora se inicia, na tentativa de provar a sua inocência, para que possa regressar à competição.

Aos 25 anos Rosón é uma das estrelas em ascensão do ciclismo espanhol. Esteve a evoluir na Caja Rural, mas principalmente na última temporada tornou-se claro que iria "dar o salto" para o World Tour. A exibição na Volta à Croácia - que acabou por perder para Vincenzo Nibali - foi uma das que confirmou a sua qualidade. A Movistar já estava a seguir o ciclista e contratou-o em 2018, estando prevista a participação de Rosón na Vuelta.

"Desde que se juntou à equipa, o comportamento do ciclista e os valores do passaporte biológico têm sido intocáveis. Por isso, a nossa equipa irá cooperar com o ciclista e tentar encontrar uma explicação para o caso, cuja resolução nós respeitamos e entendemos, em virtude dos regulamentos da UCI", lê-se no comunicado divulgado pela Abarca Sports, detentora da equipa. Apesar do apoio, foi realçado que, em defesa da credibilidade, Rosón foi suspenso até à conclusão do processo.

O espanhol já reagiu, inicialmente também através de um comunicado. "Declaro que estou alheio ao uso de qualquer substância e/ou método de dopagem e irei defender-me", escreveu. Já em declarações ao jornal Marca, não quis adiantar mais pormenores, mas deixou uma garantia: "Prefiro não dar mais detalhes porque podem jogar contra mim. Irei até ao fim para demonstrar a minha inocência"."

A Agência Mundial Antidopagem define que um resultado analítico adverso "indica a presença de substâncias proibidas ou métodos numa amostra particular". No entanto, não tem em conta alguns parâmetros, como é o caso da excepção para o uso terapêutico, pelo que o processo irá agora decorrer de forma a compreender porque o ciclista apresentou determinados valores.

Sendo uma situação que decorreu quando Rosón estava na Caja Rural, a equipa espanhola do escalão Profissional Continental volta a ver o seu nome envolvido num possível caso de doping. Em 2016, Alberto Gallego acusou estanozol, um esteróide anabolizante mais frequentemente utilizado por culturistas. Tinham passado apenas três dias desde tinha começado a representar a formação da Caja Rural. Foi sancionado com quase quatro anos de suspensão, só podendo regressar em 2019.

Em Outubro do ano passado, Manuel Sola preparava-se para deixar a Caja Rural para assinar pela Rádio Popular-Boavista, para 2018. No entanto, o ciclista foi suspenso pela federação espanhola ao dar positivo por testosterona. A transferência para a equipa portuguesa ficou imediatamente sem efeito.

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31 de maio de 2017

GP Beiras e Serra da Estrela com duas equipas do Kuwait, uma da Malásia e com um dos ciclistas mais veteranos do pelotão

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Quando há um ano a corrida foi para a estrada pela primeira vez, rapidamente se percebeu que se estava perante mais uma competição de qualidade em Portugal. O Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela tem a categoria 2.1 da UCI, mas a sua colocação no calendário poderá não ser a melhor para chamar mais equipas do escalão Profissional Continental. Pelo menos para já. Ainda assim conta uma forte presença de formações estrangeiras, inclusivamente duas do Kuwait e uma da Malásia. De Espanha virá a Caja Rural, que pertence ao segundo escalão, uma presença habitual por cá e que trará Sergio Pardilla - segundo classificado em 2016 - e uma das estrelas em ascensão do ciclismo espanhol, Jaime Rosón. Inevitavelmente as atenções também se irão centrar na presença de um ciclistas já longe da sua melhor forma, mas quem ganha três Flèche Wallonne e uma Liège-Bastogne-Liège, mesmo aos 45 anos continua a ser uma estrela: Davide Rebellin.

As equipas portuguesas irão apostar forte nesta corrida, que inclui a subida à Torre, um dos locais mais emblemáticos da modalidade em Portugal. Há um ano o vencedor foi Joni Brandão, então ao serviço da Efapel. Agora no Sporting-Tavira, o ciclista continua à procura da sua melhor forma, mas com a Volta a Portugal a dois meses do arranque (de 4 a 15 de Agosto), as principais figuras do pelotão nacional - algumas têm estado algo discretas durante o ano - deverão começar a aparecer e provavelmente já no Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela.

A prova terá 554 quilómetros com dez contagens de montanha durante três dias, de sexta-feira a domingo. A primeira etapa ligará Penamacor a Celorico da Beira (199 quilómetros) e apesar das três subidas de terceira categoria, as previsões apontam para uma possível discussão ao sprint.

No sábado tudo começará em Fornos de Algodres, com a meta colocada em Trancoso. Os 192 quilómetros terão uma subida de terceira e outra de segunda categoria. O terceiro dia será o mais aguardado. 163 quilómetros entre Belmonte e Manteigas, com a subida ao alto da Torre, a partir de Seia. A passagem no ponto mais alto de Portugal Continental acontece a 25 quilómetros da chegada.

Quanto às equipas, as da elite portuguesa estarão todas presentes: W52-FC Porto, Efapel, Sporting-Tavira, Louletano-Hospital de Loulé, Rádio Popular-Boavista e LA Alumínios-Metalusa-BlackJack. De Espanha, além da Caja Rural, estarão ainda a Burgos BH e Euskadi Basque Country-Murias, equipa que no próximo ano pretende ascender ao escalão Profissional Continental. A Equipo Bolivia não podia falhar, sendo das formações estrangeiras que mais vezes tem competido por cá este ano. Da Grã-Bretanha vem a JLT Condor, da Alemanha estará a Bike Aid e da Rússia a Lokosphinx.

Do Kuwait virá então a Kuwait-Cartucho.es, equipa que tem no seu plantel o veteraníssimo Davide Rebellin. Além das vitórias já referidas, destacam-se ainda uma Amstel Gold Race e um Tirreno-Adriatico. Todas estas conquistas ocorrem na primeira década do milénio. No entanto, a carreira também fica marcada pelo caso de doping que lhe custou a medalha de prata conquistada nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. E acabou também por lhe custar bons contratos, pois nunca mais conseguiu um com uma equipa do World Tour. 

Daquela zona do Golfo Pérsico virá ainda a Massi-Kuwait Cycling Project e para fechar a lista, da Malásia está inscrita a Sapura Cycling.