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29 de janeiro de 2021

Adiamentos e cancelamentos de corridas sucedem-se... Mas domingo há ciclismo

Volta à Comunidade Valenciana foi a corrida mais recente
a ser adiada (© VCV)
Não está fácil começar a temporada. Com as equipas a privilegiarem as provas na Europa para arrancar 2021, evitando quarentenas como aconteceria se tivessem ido à Austrália, ainda assim estão a ser forçadas a mudar planos com o consecutivo adiamento ou mesmo cancelamento de corridas devido à pandemia. A Volta à Comunidade Valenciana é a mais recente "vítima" de uma lista que tem vindo a aumentar sucessivamente. A boa notícia é que a organização do Grand Prix Cycliste la Marseillaise confirmou que domingo há mesmo corrida.

Entre a Volta à Comunidade Valenciana, marcada inicialmente para 3 a 7 de Fevereiro, Clássica de Almería, Ruta del Sol e Volta ao Algarve, muitas das principais figuras do pelotão mundial tinham agendado iniciar a nova época nestas provas. Para já, resiste a corrida de um dia em Almería (dia 14 de Fevereiro), mas sem certeza se irá mesmo realizar-se. Em Espanha, a Volta a Múrcia foi cancelada. As restantes referidas, mais o Challenge de Maiorca, estão a tentar agendar uma nova data, como acontece com a Algarvia (5 a 9 de Maio).

A corrida além Europa que estava a seduzir equipas World Tour em Janeiro, também acabou sem efeito - San Juan, na Argentina -, mas com as restrições no Velho Continente a continuarem muito apertadas, é uma viagem mais longe que poderá entrar nos planos de muita gente. A Volta aos Emirados Árabes Unidos (de 21 a 27 de Fevereiro) irá receber Chris Froome, que estaria de malas feitas para o Algarve, para se estrear pela Israel Start-Up Nation, por exemplo.

Volta a Omã e à Colômbia são mais duas que têm sido eleitas por alguns corredores para dar início às épocas. Porém, foram canceladas em 2021.

Alguns ciclistas australianos estão entre os sortudos que já puderam competir. É que apesar do cancelamento do Tour Down Under e das outras corridas de início de ano na Austrália, realizou-se um festival de ciclismo, como foi apelidado, que sempre deu para mostrar algum do trabalho que foi feito durante a pré-temporada.

Esta não é uma situação inesperada, perante a situação pandémica. As equipas continuam a realizar os seus estágios enquanto aguardam pela luz verde para começar a competir, sendo uma situação que afecta tanto as provas masculinas, como as femininas. E já se vai temendo por algumas clássicas em Março e mesmo mais adiante.

A boa notícia chegou de França. A 42ª edição do Grand Prix Cycliste la Marseillaise está marcada para o próximo domingo e a perspectiva é que finalmente alguns ciclistas possam começar a competir. Entre eles está o português Rui Oliveira, com a sua UAE Team Emirates, equipa, que terá o reforço Matteo Trentin como líder.

Philipe Gilbert, Tim Wellens, John Degenkolb (Lotto Soudal), Jesus Herrada e Christophe Laporte (Cofidis), Tony Gallopin e Lilian Calmejane (AG2R), Edvald Boasson Hagen e Pierre Latour (Total Direct Energie) e Bryan Coquard (B&B Hotels p/b KTM) são cabeças-de-cartaz da corrida francesa, sem surpresa com muitos ciclistas da casa. A prova com início e fim em Marselha, terá 171 quilómetros (lista completa de inscritos, via ProCyclingStats).

Corridas adiadas:

➤Volta ao Ruanda (nova data de 2 a 9 de Maio)

Volta ao Algarve (5 a 9 de Maio)

Challenge de Maiorca (13 a 24 de Maio)

Volta a Andaluzia - Ruta del Sol (24 a 28 de Maio)

Volta à Comunidade Valenciana (nova data por anunciar)

Corridas canceladas:

➤Tour Down Under, Austrália - corrida feminina (marcada para 14 a 17 de Janeiro)

➤Tropicale Amissa Bongo, Gabão (18 a 24 de Janeiro)

➤Tour Down Under, Austrália (19 a 24 de Janeiro)

➤Volta a San Juan, Argentina (24 a 31 de Janeiro)

➤Race Torquay, Austrália - corrida feminina e masculina (28 de Janeiro)

➤Cadel Evans Great Ocean Road Race, Austrália - corrida feminina (30 de Janeiro) e masculina (31 de Janeiro)

Tour de Langkawi, Malásia (30 de Janeiro a 6 de Fevereiro)

➤Saudi Tour, Arábia Saudita (2 a 6 de Fevereiro)

➤Herald Sun Tour, Austrália (3 a 7 de Fevereiro)

➤Volta ao Dubai - feminina (5 a 8 de Fevereiro)

➤Volta à Colômbia (9 a 14 de Fevereiro)

➤Volta a Omã (9 a 15 de Fevereiro)

➤Volta a Antalya, Turquia (11 a 14 de Fevereiro)

➤Volta à Múrcia, Espanha (12 e 13 de Fevereiro)

➤Ronde van Drenthe, Países Baixos (13 de Março)

➤Circuit Cycliste Sarthe, França (6 a 9 de Abril)

➤Tour de Yorkshire, Reino Unido - corrida masculina (29 de Abril a 3 de Maio) e feminina (30 de Abril a 1 de Maio)

➤Ronde van Zeeland, Países Baixos (6 de Maio)

➤Volta à Normandia, França (22 a 28 de Maio)

➤Clássica do Colorado, EUA (26 de Agosto)

»»Volta ao Algarve adiada mas já com nova data prevista««

1 de fevereiro de 2019

Movistar: uma boa notícia, uns festejos mas também mais uma estreia azarada

Os festejos da primeira vitória do ano da equipa espanhola
Entre festejos, uns sorrisos de alívio e mais uma desilusão numa estreia, a Movistar viveu um pouco de tudo esta sexta-feira. Winner Anacona deu a primeira vitória do ano à equipa espanhola. Entretanto, Mikel Landa foi novamente examinado por um médico e, afinal, não será operado. Porém, Carlos Verona "não permitiu" à equipa ter um dia completamente feliz. Tal como Landa, começou a temporada a cair, sendo que no seu caso era ainda a primeira corrida que fazia pela Movistar.

Mikel Landa caiu na quinta-feira no primeiro dos troféus do Challenge de Maiorca. Fracturou a clavícula e a previsão era que fosse operado dentro de 48 horas. 24 depois, chegou a notícia que, após novo exame médico, a decisão era um tratamento mais conservador. Assim, o regresso de Landa à competição poderá, espera a equipa, acontecer mais cedo, ainda que não esteja definida nenhuma data. O objectivo é que possa fazer uma boa preparação para a Volta a Itália, em Maio.

Apesar de satisfeito por não ter de ser operado, Landa não se poupou nas palavras sobre como se sente após mais uma queda. "Estou fodido e triste porque também tinha terminado o ano no chão. Mas tens de olhar em frente. Este ano está apenas a começar", afirmou ao Ciclo 21.

A queda de Carlos Verona não foi tão grave, um dos reforços da Movistar. No troféu Andratx-Lloseta, o espanhol caiu logo nos primeiros quilómetros e abandonou. Foi uma corrida que ficou ainda marcada pela mudança de última hora do percurso devido a um deslizamento de terra. O alemão da Bora-Hansgrohe, Emanuel Buchmann foi o vencedor. O único português em prova, Nelson Oliveira (Movistar) foi 35º, a 5:43 minutos. Este sábado realiza-se o terceiro troféu do Challenge de Maiorca, o de Tramuntana: Soller-Deia (140,1 quilómetros).

De Espanha para a Argentina, onde a Movistar festejou o seu primeiro triunfo de 2019. Winner Anacona tem sido um dos gregários mais fiéis dos líderes da equipa, mas quatro anos depois de ganhar uma etapa na Vuelta, o colombiano celebrou novamente um triunfo. Conquistou a quinta tirada da Volta a San Juan - San Martín-Alto Colorado (169,5 quilómetros - e assumiu a liderança da prova, com 41 segundos de vantagem sobre o anterior primeiro classificado, Julian Alaphilippe (Deceninck-QuickStep).

"Há quatro anos que não levantava os braços e este é um momento importante. Era um dos objectivos para 2019, conseguir uma vitória de etapa e estou muito feliz. Sinto-me satisfeito por trabalhar para os meus companheiros, para Nairo e em geral para todos, mas não nego que era uma ambição e vai dar-me moral para seguir em frente", afirmou o ciclista colombiano, de 30 anos.

Com Quintana (oitavo, a 1:29) e Richard Carapaz (6º, 1:20) na equipa, é Anacona quem será o homem a proteger nas duas etapas que faltam. "Agora temos que defender a camisola de líder. Até cruzar a última meta, nada está decidido, se bem que as etapas que faltam não são complicadas, são mais para os sprinters. Penso que temos uma boa equipa para a defender."

De recordar que há uma equipa portuguesa na Volta a San Juan. Aleskandr Grigorev continua a ser o melhor do Sporting-Tavira, que subiu uma posição, sendo agora 13º, a 1:50 minutos.



31 de janeiro de 2019

Landa começa a época no hospital

(Fotografia: © Bettiniphoto.net/Movistar Team)
A época tinha praticamente terminado com uma queda grave. A começar a temporada com ambição de deixar para trás um 2018 muito abaixo das expectativas, Mikel Landa sofreu nova queda e no seu primeiro dia de competição do ano, acabou no hospital. Vai mesmo precisar de uma cirurgia. 2019 arranca mal para o espanhol da Movistar.

A cerca de 15 quilómetros da meta do troféu Trofeo Ses Salines, Campos, Porreres, Felanitx (176,9) - um dos quatro que compõem o Challenge de Maiorca -, uma queda que envolveu vários ciclistas numa subida, deixou Landa k.o. O ciclista não se levantou de imediato e foi transportado para o hospital. A confirmação do pior não demorou muito a chegar por parte da equipa. Landa partiu a clavícula direita. Irá regressar esta sexta-feira a casa em Álava, no País Basco, com a cirurgia a realizar-se num prazo de 48 horas.

No ano passado, outra queda deixou-o fora da Vuelta e já nada mais fez na temporada. Foi a 4 de Agosto na Clássica de San Sebastian, com Landa a fracturar uma vértebra. Apesar de ter recorrido a um médico especialista que já tinha tratado do tenista Rafael Nadal, do futebolista Santi Cazorla e até do rei emérito Juan Carlos, não conseguiu recuperar para competir na Volta a Espanha, regressando nas clássicas italianas de final de época. Não terminou nenhuma das seis em que participou.

O objectivo então era começar a pensar em 2019 e garantir que estaria a 100% para arrancar bem a temporada, com o Giro a ser, desta feita, a primeira grande volta do seu calendário, seguindo-se o Tour. Começar a época no hospital é rude golpe e, não estando ainda definido o tempo de paragem, Landa fica para já excluído das corridas espanholas para que estava escalado neste início de época.

Também Rasmus Iversen começou da pior maneira a época, naquela que estava a ser a sua estreia no World Tour, ao serviço da Lotto Soudal. O dinarmarquês de 21 anos também partiu a clavícula.

Alejandro Valverde, companheiro de Landa, foi quarto na corrida ganha por outro espanhol. Jesús Herrada (Cofidis) terminou com 11 segundos de vantagem sobre Guillaume Martin (Wanty-Groupe Gobert), Bauke Mollema (Trek-Segafredo) e Valverde.

José Gonçalves (Katusha-Alpecin) chegou a andar na fuga e fechou na 18ª posição, a 54 segundos de Herrada. Nelson Oliveira (Movistar) foi 43º, a 4:14 minutos e na sua estreia pela UAE Team Emirates, Rui Oliveira terminou na 54ª posição, a 5:05. Pode ver aqui a classificação completa, via ProCyclingStats.

De referir que Óscar Pelegrí, ciclista que esta ano vai representar a Vito-Feirense-PNB, está a competir pela selecção espanhola, tendo sido 37º, a 3:50.

Esta sexta-feira realiza-se o Troféu Andratx-Lloseta (172,4 quilómetros). Dos portugueses, só Nelson Oliveira repetirá a presença.


28 de janeiro de 2019

Rui Oliveira com estreia marcada no Challenge de Maiorca

(Imagem: UAE Team Emirates)
Depois de um início de 2019 passado na pista, com um título de campeão nacional de omnium e bons resultados nas Taças do Mundo da Nova Zelândia e Hong Kong, Rui Oliveira vai agora estrear-se na estrada com a UAE Team Emirates. Será o arranque da carreira no World Tour para o gémeo, depois do irmão o ter feito na Austrália e logo com uma subida ao pódio no Tour Down Under, com a equipa a ser a melhor nessa corrida. Rui Faz parte dos 12 ciclistas chamados para o Challenge de Maiorca, prova composta por quatro troféus. O campeão nacional de sub-23 está escalado para competir em dois.

O primeiro será já na quinta-feira, regressando depois à competição no último, no domingo. Aos 22 anos, Rui Oliveira estará já ao lado de duas das principais figuras da equipa, como Fabio Aru - que tem a Volta ao Algarve no seu calendário - e Alexander Kristoff.

Enquanto Ivo tem um calendário que inclui mais corridas por etapas, como a Volta à Romandia e a Volta à Noruega, por exemplo, Rui estará mais concentrados nas clássicas neste arranque de época, depois de um 2018 com bons resultados neste tipo de corridas ao serviço da Hagens Berman Axeon. A E3 BinckBank (novo nome da E3 Harelbeke) e a Através da Flandres estão no seu calendário.

A sua estreia será então nos 176,9 quilómetros no Trofeo Ses Salines, Campos, Porreres, Felanitx. Estará ao lado de Fabio Aru, Alexander Kristoff, Vegard Stake Laengen, Marco Marcato, Yousif Mirza e Manuele Mori.

Nos 159,6 quilómetros do Trofeo Palma, no domingo, a equipa será: Kristian Durasek, Alexander Kristoff, Vegard Stake Laengen, Marco Marcato, Manuele Mori e Rui Oliveira.

Pelo meio haverá outros dois troféus.

Trofeo Andratx Loseta (172,4 quilómetros): Kristian Durasek, Alexander Kristoff, Vegard Stake Laengen, Daniel Martin, Simone Petilli, Edward Ravasi e Aleksandr Riabushenko.

Trofeo de Tramuntana (140,1 quilómetros): Fabio Aru, Kristian Durasek, Daniel Martin, Yousif Mirza, Simone Petilli, Edward Ravasi e Aleksandr Riabushenko.

Quanto a Rui Costa, o campeão do mundo de 2013 também estará presente em Espanha, mas no velódromo de Palma de Maiorca, para testar a nova bicicleta de contra-relógio, a Colnago K.One, segundo anunciou a UAE Team Emirates. Rui Costa, Fabio Aru e Daniel Martin vão estar juntos já nesta terça-feira para realizar os testes. A estreia do ciclista português em competição está agendada para a Volta à Comunidade Valenciana, de 6 a 10 de Fevereiro.

»»Portugal sempre a melhorar e o pódio ficou tão perto««

»»Os portugueses no World Tour««

25 de janeiro de 2018

208 dias depois, eis Valverde!

(Fotografia: Movistar Team)
Há momentos em que não é preciso ganhar para se festejar. 208 dias depois, Alejandro Valverde voltou a colocar um dorsal. O espanhol viveu dias de dor, de incerteza, de receio por uma carreira que tão rapidamente parecia ainda estar longe de terminar, como uma queda ameaçava agora o pior. O incidente na Volta a França, a 1 de Julho, lançou todo o tipo de dúvidas, menos uma: que Valverde não ia desistir sem dar luta. Não demorou muito para o espanhol afastar a hipótese da carreira ter terminar. Demorou um pouco mais para voltar a pedalar, mas fê-lo mais cedo do que esperado. Até se falou que poderia ainda regressar em 2017. Foi prudente, recuperou a 100% das lesões e apurou a forma, mas para 2018. 208 dias depois, eis Valverde. O "Bala" está de volta.

Mesmo com toda a experiência que tem, mesmo tendo 37 anos, Valverde não escondeu que se sentia "um pouco nervoso" antes do arranque do Trofeo Campos–Ses Salines, a primeira corrida do Challenge de Maiorca. Talvez tenha jogado pelo seguro, muito provavelmente fez desta prova um teste à sua condição, antes de começar a pensar em lutar pelas vitórias. Entrou no segundo grupo, a oito segundos dos que disputaram o sprint, ganho por John Degenkolb (Trek-Segafredo).

Para o espanhol, o 40º lugar tem um sabor especial, principalmente quando se recua ao contra-relógio de Dusseldorf, naquela primeira etapa da Volta a França, e se recorda como ficou a perna do ciclista. Valverde chegou ao Tour numa forma fenomenal. Somava 11 vitórias, incluindo duas nas corridas que mais gosta, a Flèche Wallonne e a Liège-Bastogne-Liège. Naquele 1 de Julho, a chuva marcava o arranque do Tour. Valverde caiu numa curva e embateu com violência nas barreiras. "Nesse mesmo dia, no hospital, pensei que tinha acabado ali a minha carreira desportiva porque, ao olhar, não sabia o que era o joelho. Estava completamente partido", confessou em declarações ao Ciclo21, feitas antes do regresso à competição.

Contou que apesar das dúvidas o atormentarem durante algum tempo, percebeu que com fisioterapia e muito, muito trabalho, seria possível regressar ao ciclismo. Agora falta responder à dúvida se irá recuperar a melhor forma e ser novamente o temível Valverde que não se deixa vencer pela idade. Pelo contrário, a julgar por 2017, ainda tinha muitas e boas vitórias à sua espera.

"Estou um pouco nervoso. Não tanto pelo meu regresso - e sim, reconheço que tenho ganas e que há alguma incerteza -, mas sim porque estive bem nos treinos, tive boas sensações, contudo, a competição é outra coisa. São arranques, mudanças de ritmo, velocidades... Tenho ganas de começar e ver como responde o meu joelho e, por isso, estou nervoso", explicou Valverde. O espanhol confessou que tem muitas ilusões para a nova temporada depois de viver o que não hesita em considerar o pior momento da sua carreira.

Alejandro Valverde terminou os seus primeiros 177,7 quilómetros competitivos neste tão desejado regresso. A primeira fase da temporada vai ser passada quase exclusivamente em Espanha. Depois do Challenge de Maiorca segue para a Volta à Comunidade Valenciana e para a corrida em casa, na Volta à Múrcia. Entre a Ruta del Sol e a Volta à Catalunha viajará a Abu Dhabi. Apesar de Valverde querer manter-se longe da disputa pelo estatuto de número um nas grandes voltas entre Mikel Landa e Nairo Quintana - até disse que gostaria de estar no Giro e na Vuelta, deixando o Tour para os companheiros -, a Movistar está mesmo com ideias de jogar o trio na Volta a França.

Porém, antes das provas de três semanas, se o joelho reagir como deseja, Valverde certamente que quererá continuar o seu domínio na semana das Ardenas e procurar dois feitos: ganhar as três corridas num ano, acrescentando assim a Amstel Gold Race que lhe falta, e igualar Eddy Merckx com cinco triunfos no monumento Liège-Bastogne-Liège. Uma vitória em qualquer uma das três corridas e também empatará em triunfos nas Ardenas com o belga, mesmo faltando-lhe uma. Merckx ganhou duas Amstel Gold Race, três Flèche Wallonne e cinco Liège-Bastogne-Liège.

Até Abril haverá muito para ver e analisar e Valverde está concentrado no presente. E não esconde que tem razões para sorrir, como fica claro pelo que escreveu no Twitter quando mostrou o dorsal número 1 que iria utilizar esta quinta-feira: "Estamos de volta."

Quanto à primeira corrida do Challenge de Maiorca, John Degenkolb, da Trek-Segafredo, regressou aos triunfos quase um ano depois do último, na terceira etapa da Volta ao Dubai, a 2 de Fevereiro. O alemão tenta assim recuperar a sua melhor versão, depois de uma época de estreia na equipa americana muito aquém do esperado. Degenkolb demonstrou também que está completamente recuperado de uma pneumonia. De recordar que o vencedor de dois monumentos em 2015 vai estar novamente na Volta ao Algarve.

Só um português participou no Trofeo Campos–Ses Salines. Rafael Reis começou a temporada na Caja Rural com um 112º lugar, a 3:16 minutos do vencedor. Pode ver aqui os resultados completos. Esta sexta-feira realiza-se o Trofeo Serra de Tramuntana, 140,1 quilómetros entre Serra de Tramuntana e Deia.

»»Quintana, Landa e Valverde no Tour... "Não seria bonito irmos os três?"««

»»Unzué contra o pavé na Volta a França. E muito se vai falar da Movistar até ao Tour...««