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6 de agosto de 2018

Landa recorre a médico de Nadal e do rei emérito

(Fotografia: © Movistar Team)
A época de Mikel Landa ameaça ir de mal a pior. Depois da desilusão no Tour, dele e de Nairo Quintana, a Movistar anunciou que ia apostar novamente no tridente para a Vuelta. Ou seja, ao duo junta-se ainda Alejandro Valverde. Porém, a presença de Landa é agora uma enorme incógnita, ainda que nem o ciclista, nem a equipa tenham a perdido a esperança que a recuperação permita que esteja em Málaga, no dia 25. Com uma paragem prevista entre duas a três semanas, o ciclista espanhol recorreu à ajuda do médico a quem o tenista Rafael Nadal, o futebolista Santi Cazorla e até o rei emérito Juan Carlos recorreram.

Mikel Landa sofreu uma grave queda a alta velocidade a cerca de 20 quilómetros da meta da Clássica de San Sebastián. O espanhol não conseguiu levantar-se e no hospital foi confirmada a fractura na vértebra L1, na zona lombar. Não foi o único, pois também Egan Bernal ficou ferido com alguma gravidade. O ciclista colombiano da Sky já foi operado ao nariz e boca e disse que ficaram a faltar colocar novamente uns dentes. Sofreu ainda uma ligeira hemorragia cerebral e as ordens são para descansar durante três semanas.

A diferença entre os dois é que Landa e a Movistar acreditam ser possível reduzir o tempo de paragem e assim marcar presença num dos últimos objectivos da temporada. O espanhol quer ainda disputar os Mundiais, em Innsbruck. Segundo o jornal Marca, Landa recorreu ao Mikel Sánchez, um médico especialista em lesões traumáticas. O ciclista espera conseguir estabelecer um plano de reabilitação que lhe permita regressar mais rapidamente aos treinos.

Este clínico tem uma passadeira antigravidade, uma máquina que nos últimos anos se tornou popular entre os clubes de futebol, pois permite acelerar a recuperação dos atletas. É uma tecnologia da NASA, criada para ajudar na recuperação da massa muscular dos astronautas, que regressam à Terra com atrofias. Além desta função, a redução do centro de gravidade até 80%, pode contribuir para a recuperação de lesões musculares ou intervenções cirúrgicas. Ainda este ano se falou de uma máquina destas, que terá sido adquirida pelo Benfica a pensar na lombalgia que deixou o avançado Jonas fora dos relvados durante muito tempo.

A Movistar confirma apenas que Landa recebeu alta hospitalar e tem uma protecção na zona lombar. Disse ainda que presença ou não na Volta a Espanha estará dependente da sua evolução clínica. Para Landa, falhar a Vuelta seria uma tremenda desilusão, pois esta sua primeira temporada com a Movistar resume-se a uma vitória de etapa no Tirreno-Adriatico (a nível de triunfos, tendo sido presença assídua nos top dez). O sétimo posto no Tour ficou muito aquém que o espanhol se propunha alcançar em França.


4 de agosto de 2018

Alaphilippe dá mais uma vitória a uma equipa que está sem nome para 2019

(Fotografia: PhotoGomez/Donostiako Klasikoa‬)
Férias depois do Tour? Não. Para Julian Alaphilippe houve umas folgas, mas há que aproveitar o momento de forma e o ano fenomenal do francês continua. Depois da Flèche Wallonne e das duas etapas no Tour, além duas também ganhas na Volta ao País Basco e uma na Colombia Oro y Paz, agora este ciclista foi vencer a Clássica de San Sebastián. Começam a faltar adjectivos para este corredor de apenas 26 anos, que mesmo não sendo um trepador puro, foi ganhar a classificação da montanha na Volta a França. Mais uma pérola da Quick-Step Floors, equipa que vai em 52 vitórias! A aposta é se ainda chega às 100. Porém, perante tanta qualidade e tanto triunfo e nas grandes corridas, parece quase mentira que a falta de patrocinador volte a estar no assunto dia desta super estrutura.

Não, a equipa não está em risco. Longe disso. Até terá mais uma nova empresa a colocar o nome nas camisolas, a marca de cerveja sem álcool Maes. E a Quick-Step renovou por três anos, mas a ameaça de há um ano é agora cumprida: não será mais o patrocinador principal. Ou seja, a equipa está sem nome para 2019. Foi o director, Patrick Levefere, quem o confirmou, ainda durante o Tour.

O Lidl fica até 2019 e talvez por mais dois anos, mas não quer aumentar o seu investimento, segundo o responsável. A marca de bicicletas Specialized não vai largar a equipa. Mas falta então alguém que queira dar o nome e pagar por isso. Hipótese? Wolfpack (matilha), a alcunha que a equipa utiliza. Lefevere disse mesmo que o logotipo criado e que deu origem a todo um movimento que qualquer pessoa pode fazer parte - é só registar-se no site - pode passar a estar em destaque nos equipamentos.

"Mantemos a esperança que algo apareça. Talvez o Julian Alaphilippe possa abrir algumas portas no mercado francês. Ele tem mais carisma que qualquer outro ciclista francês, mais do que Romain Bardet. O Alaphilippe tem senso de humor e é um exemplo para os mais novos", salientou na altura Lefevere ao site belga HLN.

O ciclista parece disposto a responder ao repto de se tornar numa das imagens da equipa, que apesar de não ter o futuro em risco, tal não significa que possa perder alguma força financeira para corresponder às exigências de alguns dos seus principais ciclistas. O Het Nieuwsblad deu conta que Niki Terpstra poderá estar de saída, pois Lefevere não tem capacidade monetária para dar ao ciclista o que este pede para renovar. A UAE Team Emirates e a Dimension Data estarão atentas à situação.

No entanto, haverá algo a pesar na escolha de Terpstra: é que tem-se verificado uma tendência para os ciclistas saem da Quick-Step Floors não conseguirem alcançar as prestações e os resultados que tinham quando representavam a equipa belga. Que o digam Marcel Kittel e Matteo Trentin, só para referir dois dos mais recentes exemplos.


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27 de julho de 2017

Zubeldia com bicicleta especial e dorsal número 1 na corrida de despedida

(Fotografia: Kristof Ramon/Trek-Segafredo)
Se é para "pendurar a bicicleta" então que seja uma tão especial como o momento que o ciclista vai viver. Haimar Zubeldia fará os últimos quilómetros de uma longa carreira no sábado. A Clássica de San Sebastián marcará o ponto final em 20 anos de profissionalismo e a Trek-Segafredo escolheu duas formas de dizer obrigado por tudo o que o espanhol deu à equipa e ao ciclismo. Zubeldia terá uma bicicleta personalizada para a ocasião e envergará ainda o dorsal número um, que deveria pertencer ao colega Bauke Mollema, o vencedor em 2016.

O anúncio do adeus foi feito durante a Volta a França. Zubeldia tem 40 anos e passou grande parte da sua carreira na Euskatel-Euskadi. Depois de um ano na Astana, assinou em 2010 pela então RadioShack, que viria a resultar na actual estrutura da Trek-Segafredo. Nunca foi um homem de vitórias, mas sempre foi visto como um gregário importante, conseguindo ainda assim alguns resultados pessoais muito bons. "Entrei no ciclismo profissional num pelotão com Pantani, Zülle, Olano e Jalabert. Foram 20 anos de momentos mágicos com Ullrich, Basso, Armstrong e Beloki. Agora, 20 anos depois, vou colocar o meu último dorsal num pelotão com Froome e Contador. Foi um privilégio partilhar a minha paixão ao lado de todos aqueles grandes ciclistas", afirmou Zubeldia no dia em que tornou pública a sua decisão de terminar a carreira.

(Fotografia: Kristof Ramon/TrekSegafredo)
Quanto à bicicleta, esta HZ Madone é um modelo único, no qual estão destacadas as grandes voltas em que participou: 16 Voltas a França, 12 Vueltas e um Giro. Só em três ocasiões não chegou ao fim. No Tour foi top dez em cinco edições, a última das quais em 2014. Na Vuelta o melhor resultado foi um 10º lugar em 2000. Nunca ganhou uma etapa.

Inesperadamente Zubeldia participou no Tour deste ano, tendo sido chamado à última hora após ser conhecido o controlo positivo de André Cardoso, que foi suspenso provisoriamente poucos dias antes de começar a corrida.

Sérgio Paulinho foi colega de equipa de Zubeldia durante três anos (na Astana e na RadioShack) e no Twitter escreveu que o espanhol foi uma das melhores pessoas com quem trabalhou.

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