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1 de janeiro de 2020

Principais transferências e calendário nacional de 2020

(© João Fonseca Photographer)
Ano novo, equipamentos novos! É tempo dos ciclistas que mudaram de equipas mostrarem as novas cores. Algumas das formações que ainda não tinham apresentado as escolhas de camisola e calções para 2020, revelaram como se vão apresentar e até houve a confirmação de como se chamará a equipa de Mathieu van der Poel: Alpecin-Fenix (ex-Corendon-Circus). Nas redes sociais sucederam-se neste primeiro dia de 2020 as fotografias de muitas das figuras internacionais que vão começar uma nova fase na carreira, mas por cá, o ritmo é diferente. Com a época a arrancar a 16 de Fevereiro, durante este mês ficar-se-á a conhecer mais pormenores sobre equipamentos e bicicletas das nove equipas portuguesas Continentais e alguma eventual contratação de última hora.

Só a Kelly-InOutBuild-UDO (UD Oliveirense-InOutBuild em 2019) já avançou com o novo nome e a camisola a usar em 2020. Porém, já se conhecem as muitas mexidas no pelotão, com alguns dos principais ciclistas a competirem por cá a serem protagonistas de transferências, algumas que até surpreenderam um pouco. E claro que há o regresso de um ciclista muito apreciado pelos adeptos. Amaro Antunes está de volta à W52-FC Porto, dois anos depois de ter partido para a CCC, com 2019 a ter sido ano de presença no World Tour.

A equipa que tem dominado a Volta a Portugal e grande parte da temporada nacional, contratou ainda o campeão nacional José Mendes. Porém, o destaque deste defeso vai para a rival Efapel. E é isso mesmo que a equipa de Rúben Pereira quer ser: uma rival à altura da W52-FC Porto. Até foi buscar dois ciclistas aos azuis e brancos: António Carvalho e César Fonte.

O primeiro não deixou de ser uma surpresa. Era um dos esteios da equipa de Nuno Ribeiro, um elemento essencial nas conquistas das últimas Voltas, além de alcançar também vitórias pessoais, como no Grande Prémio Jornal de Notícias. Procura ter mais liberdade, mas na Efapel terá Joni Brandão à frente na hierarquia. A Efapel contratou ainda Tiago Machado (ex-Sporting-Tavira) e o sempre muito lutador Luís Mendonça (ex-Rádio Popular-Boavista). Outro destaque é o jovem Tiago Antunes (SEG Racing).

Estas contratações fazem perspectivar uma época mais equilibrada entre estas duas equipas e a expectativa de uma luta ainda mais feroz na Volta a Portugal. Ambas estão a fazer-se valer de financeiramente serem claramente as que de melhor saúde gozam em Portugal e assim garantir muitos dos melhores ciclistas que competem no pelotão nacional.

Com a descida ao escalão Continental, a W52-FC Porto reduziu um pouco o plantel e ficou sem ciclistas como Joaquim Silva e Rafael Reis, mas a preocupação está mesmo se Raúl Alarcón vai ou não ser suspenso, depois da análise positiva divulgado pela UCI num teste anti-doping. O espanhol está suspenso provisoriamente, garante que está inocente, mas é para já baixa na equipa. Contudo, com João Rodrigues e Amaro Antunes a liderança está assegurada e alguns dos principais gregários vão continuar. Continua a ser uma equipa muito forte.

Se a Efapel quer equiparar-se à W52-FC Porto, as restantes equipas podem não ter os mesmos argumentos, mas não significa que não possam ter boas temporadas. A Aviludo-Louletano, por exemplo, contratou dois bons ciclistas. João Matias será homem do sprint, enquanto Jesus del Pino irá reforçar o bloco de apoio a Vicente García de Mateos. Ambos deixaram a Vito-Feirense-PNB. Sergey Shilov (Gazprom-RusVelo) apresenta-se, para já, como uma incógnita sobre o que poderá acrescentar à equipa, ainda que já tenha vencido uma etapa na Volta em 2014.  No entanto, a equipa algarvia perdeu uma das figuras dos últimas duas temporadas. Luís Fernandes será um reforço importante para a Rádio Popular-Boavista.

Gonçalo Carvalho (UC Mónaco) também será aposta do director José Santos, um dos jovens a seguir em 2020 juntamente com Miguel Salgueiro, que depois de dois anos na Sicasal-Constantinos, chega à elite na LA Alumínios-LA Sport. Dois atletas de enorme de qualidade.

Mas quanto aos mais experientes, Henrique Casimiro troca a Efapel pela Kelly-InOutBuild, que irá contar também com Luís Gomes (ex-Rádio Popular-Boavista), vencedor de uma etapa na Volta a Portugal em 2019. Casimiro venceu o Troféu Joaquim Agostinho. Bruno Silva, outro homem da Efapel, irá dar experiência à LA Alumínios-LA Sport, enquanto Joaquim Silva regressa à equipa que representou como sub-23, a Miranda-Mortágua, e Rafael Reis será o líder de um Feirense recheado de ciclistas muito jovens. Ambos procuram reavivar as carreiras.

O Tavira, agora sem Sporting, foi a equipa mais discreta, sendo apenas conhecido um reforço, o jovem Marcelo Salvador (ex-Sicasal-Constantinos).

Pode confirmar neste link os plantéis para 2020 das nove equipas Continentais portuguesas.

Quanto ao calendário, mais uma vez a época arranca com a Prova de Abertura Região de Aveiro, a 16 de Fevereiro, seguindo-se depois a prova mais importante a nível de categoria internacional que se realiza no país: a Volta ao Algarve.

A principal novidade é a mudança do Grande Prémio Jornal de Notícias. Depois da Volta (de 29 de Julho a 9 de Agosto, com a última etapa marcada para Lisboa), a época entrava numa fase de descompressão, com os habituais circuitos a seguirem-se ao Grande Prémio de Mortágua. Porém, uma das corridas que desperta maior interesse entre as formações lusas, irá realizar-se apenas entre 24 a 30 de Agosto, ou seja, já na recta final da temporada, em vez de ser no mês de Junho. Para terminar 2020, o pelotão terá a segunda edição da clássica Rota da Filigrana, a 12 de Setembro.

Confira o calendário de elite publicado pela Federação Portuguesa de Ciclismo:

16 de Fevereiro: Prova de Abertura Região de Aveiro
19 a 23 de Fevereiro: Volta ao Algarve
8 de Março: Clássica da Primavera
15 de Março: Clássica da Arrábida
18 a 22 de Março: Volta ao Alentejo
5 de Abril: Clássica Aldeias do Xisto
17 a 19 de Abril: Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela
17 de Maio: Volta a Albergaria
24 de Maio: Memorial Bruno Neves
28 a 31 de Maio: Grande Prémio O Jogo
10 e 14 de Junho: Grande Prémio Abimota
19 a 21 de Junho: Campeonatos Nacionais, em Paredes (elite e sub-23)
5 de Julho: Grande Prémio Anicolor
16 a 19 de Julho: Grande Prémio de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho
29 de Julho a 9 de Agosto: Volta a Portugal
15 de Agosto: Grande Prémio de Mortágua
16 de Agosto: Circuito da Malveira
20 de Agosto: Circuito de Alcobaça
24 a 30 de Agosto: Grande Prémio Jornal de Notícias
31 de Agosto: Circuito de Nafarros
31 de Agosto: Circuito da Moita

15 de dezembro de 2019

Rádio Popular-Boavista com razões para celebrar e a contratar para a montanha

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
A época foi boa. Muito boa. A Rádio Popular-Boavista foi combativa praticamente toda a temporada, com Luís Mendonça a destacar-se e a aproveitar a oportunidade de não ter de partilhar lideranças. Quando chegou a Volta a Portugal, as individualidades destacaram-se à vez, dando força a um colectivo que conseguiu que a experiência triunfasse, mas com a juventude a confirmar ser uma aposta ganha.

Com a Volta a ser o palco de eleição para as equipas portuguesas, uma das mais antigas do pelotão nacional realizou uma corrida para mais tarde recordar. Luís Gomes (foi também rei da montanha) e João Benta conquistaram etapas. Só a W52-FC Porto foi superior na classificação por equipas, pois a Rádio Popular-Boavista terminou a corrida com três ciclistas no top dez: Benta (6º e uma presença habitual), David Rodrigues (7º) e Daniel Silva (9º). Além destes resultados, foram constantes as presenças em fugas dos corredores, sempre à procura de mais e melhor.

Nada de novo na forma de competir desta equipa. E foi por isso que Luís Mendonça encaixou tão bem na Rádio Popular-Boavista, depois de dois anos na Aviludo-Louletano. Não sentiu minimamente a responsabilidade de preencher a vaga deixada pelo ciclista que tantas vitórias deu em 2018: Domingos Gonçalves (seis). Mendonça é um corredor que gosta de estar bem praticamente toda a temporada e apesar de ter somado vários segundos lugares (prova de como está sempre disponível para lutar por vitórias em quase todo o tipo de terreno, sendo mais forte ao sprint), conseguiu conquistar a Taça de Portugal, a primeira etapa e a geral do Troféu O Jogo. A pequena frustração aconteceu na Volta. Foi importante no trabalho para a equipa, mas continua a faltar-lhe a etapa que tanto persegue. Vai agora à procura dessa vitória na Efapel.

Daniel Silva fecharia a contagem de vitórias da equipa em 2019 no Grande Prémio de Mortágua, naquele que foi a melhor temporada desde o seu regresso. E aos 34 anos vai continuar a ser uma das vozes de liderança de uma Rádio Popular-Boavista que poderá não ter os mesmo argumentos financeiros de uma W52-FC Porto ou Efapel, mas que reforçou-se a pensar ainda mais na montanha. Chegará um dos ciclistas mais consistentes do pelotão: Luís Fernandes. Depois de Sporting-Tavira e Aviludo-Louletano, é numa equipa do Porto que irá ter mais espaço para mostrar o que já se conhece deste atleta. É dos melhores trepadores em Portugal e aos 32 anos não lhe falta experiência e aquele espírito combativo que tanto agrada a José Santos.

Fernandes juntar-se-á a Benta, Silva e Rodrigues, num bloco muito interessante, sem esquecer o jovem Hugo Nunes. E este ciclista vai ter a companhia de Gonçalo Carvalho. Ambos representaram a Miranda-Mortágua, mas Carvalho optou por competir em França em 2019, no UC Mónaco. Volta agora para o seu país, sendo mais um trepador de talento, que tem sido presença regular nas selecções jovens.

Mas destaque-se Hugo Nunes, um dos exemplos de como a aposta na juventude compensou. Chegou à Rádio Popular-Boavista cotado como um dos melhores enquanto sub-23 e não desiludiu. Aproveitou este passo para evoluir junto a trepadores de referência como João Benta e Daniel Silva. Fiável no trabalho para os companheiros, não deixou de agarrar os momentos em que lhe era concedida mais liberdade. É um ciclista a seguir em 2020, tal como Carvalho e Afonso Silva. No seu primeiro ano como sub-23, o alentejano mostrou que está a adaptar-se bem pelotão de elite.

Para 2020, José Santos irá começar a aproveitar o projecto de formação sub-23 da JV Perfis-Gondomar Cultural. Vinício Rodrigues é o primeiro a dar o salto. Já Pedro Silva, do Seissa-Roriz, passará directamente do escalão de juniores para a Rádio Popular-Boavista e difere das características de muitos companheiros. É um bom rolador e forte no sprint.

A maior surpresa nos reforços chama-se Alberto Gallego. O espanhol cumpriu quase quatro anos de suspensão por doping, depois da sua defesa de contaminação não ter convencido a UCI. Após boas prestações precisamente na Rádio Popular-Boavista (foi terceiro no Troféu Joaquim Agostinho, por exemplo), Gallego preparava-se para representar a Caja Rural, mas foi suspenso ainda antes da primeira corrida pela nova equipa. Aos 29 anos recebe agora um voto de confiança por parte de um director que o conhece tão bem e será mais um ciclista para a montanha.

Com as corridas no calendário nacional a terem a maioria dificuldades montanhosas, à Rádio Popular-Boavista não lhe faltam alternativas para mais uma vez ser muito combativa toda a temporada, mesmo com as saídas de elementos importantes como Mendonça e Luís Gomes (Kelly-InOutBuild-UDO). E claro, os olhos estão bem postos em chegar novamente ao pódio na geral da Volta a Portugal, com Daniel Silva a ter sido o último em 2016.

Equipa para 2020: João Benta, Daniel Silva, David Rodrigues, Afonso Silva, Hugo Nunes, Luís Fernandes (Aviludo-Louletano), Gonçalo Carvalho (UC Mónaco), Vinício Rodrigues (JV Perfis-Gondomar Cultural), Pedro Silva (Seissa-Roriz), Alberto Gallego (sem equipa).

»»Aviludo-Louletano de menor fulgor em 2019 reforça-se para não depender tanto de De Mateos««

»»Passo de qualidade e de sucesso na LA Alumínios-LA Sport««

12 de dezembro de 2019

Domingos Gonçalves suspenso provisoriamente pela UCI

Domingos Gonçalves foi suspenso provisoriamente depois de terem sido detectada anomalias no seu passaporte biológico entre os anos de 2016 e 2018. Esta situação coloca a Caja Rural sob alçada da Comissão Disciplinar da UCI, pois é o segundo caso de violação do regulamento anti-doping num espaço de 12 meses (2016 e 2017), o que pode resultar numa suspensão da equipa entre 15 a 45 dias.

"A União Ciclista Internacional (UCI) anuncia que o ciclista português Domingos Gonçalves foi notificado da violação de uma regra anti-doping de uso de uma substância proibida baseada em anomalias detectadas no seu passaporte biológico entre 2016 e 2018", lê-se no comunicado do organismo.

O corredor de Barcelos representou a equipa espanhola este ano, mas a suspeita de doping remonta à sua primeira passagem pela Caja Rural, em 2016 e às duas temporadas que passou na Rádio Popular-Boavista. No início deste ano, Jaime Rosón foi suspenso por razão idêntica que agora deixa Gonçalves fora de competição. Apesar de estar na Movistar, as anomalias remontavam ao ano de 2017, quando representava a Caja Rural. A UCI explicou em comunicado que ambos os casos ocorreram num espaço de 12 meses, o que activa o artigo que defende a suspensão das equipas. Rosón, que sempre clamou inocência, cumpre uma suspensão efectiva de quatro anos.

Gonçalves, de 30 anos, poderá defender-se, mas enfrenta a possibilidade de ter de cumprir uma longa suspensão, caso não prove que não cometeu qualquer irregularidade. Depois de um 2016 discreto, o corredor de Barcelos regressou a Portugal para tentar reavivar a sua carreira na Rádio Popular-Boavista. E assim foi. Principalmente 2018 foi uma temporada fortíssima de Domingos Gonçalves. Venceu os títulos nacionais de estrada e contra-relógio (este pela segunda vez consecutiva), ganhou a sexta etapa da Volta a Portugal em Boticas, sendo depois nono na classificação geral, somando ainda vitórias na Clássica da Primavera, Circuito de São Bernardo e Circuito da Malveira.

As exibições levaram a Caja Rural a dar uma segunda oportunidade ao ciclista português, mas a época ficou marcada por uma queda grave na Volta à Catalunha, no final do mês de Março. Quando regressou, realizou exibições que levaram os responsáveis a colocá-lo entre os oito eleitos para a Vuelta, naquela que foi a sua primeira grande volta. Porém, abandonou após a 13ª etapa, depois de já não ter concluído a Volta a Portugal. Chegou a ser falado um possível regresso à Rádio Popular-Boavista, mas a carreira de Domingos Gonçalves fica agora em suspenso até ser conhecida a decisão final quanto às suspeitas de doping.

Se se confirmar a suspensão da Caja Rural (o caso vai ser analisado), será a segunda equipa espanhola Profissional Continental a enfrentar uma sanção deste tipo num curto espaço de tempo, depois da Burgos-BH ter ficado 21 dias impedida de competir, entre 16 de Janeiro e 5 de Fevereiro deste ano.


31 de outubro de 2019

Regresso a Portugal de dois jovens ciclistas

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Algumas das equipas portuguesas têm estado a anunciar os seus plantéis para 2020 e já se sabe que dois jovens vão regressar a Portugal para se estrearem como ciclistas de elite. Tiago Antunes e Gonçalo Carvalho vão reforçar a Efapel e a Rádio Popular-Boavista, respectivamente. O primeiro esteve as últimas duas temporadas no estrangeiro, enquanto o segundo trocou a Miranda-Mortágua pela U.C. Mónaco em 2019. Ambos são bons trepadores, mas terão papéis diferentes nas suas equipas.

Tiago Antunes, 22 anos (foto em cima), foi esta quinta-feira anunciado como reforço da Efapel, equipa que está a fortalecer o seu bloco, muito a pensar em dar a Joni Brandão mais e melhor apoio. Antunes fez parte da sua formação na Sicasal-Constantinos, mas em 2018, depois de feito o final de temporada na espanhola Aldro, surgiu o que parecia ser uma oportunidade de ouro. Abriram-se as portas do Centro Mundial de Ciclismo da UCI, mas em Abril Tiago Antunes deixou o projecto. Ao perceber que não iria competir em provas importantes como lhe havia sido dito, regressou à Aldro. Não ficou muito tempo, dando o salto para a SEG Racing Academy, uma das mais prestigiadas equipas de formação. Daquela estrutura saíram ciclistas como Fabio Jakobsen (Deceuninck-QuickStep) e Cees Bol (Sunweb).

O ciclista português tem oscilado entre resultados de nota, inclusivamente pódios, com alguns abaixo das expectativas. Porém, continua a ser visto como um dos talentos jovens de grande potencial e a Efapel quer tentar que exibições como as que fez em Portugal na recta final desta temporada (venceu a Volta às Terras de Santa Maria da Feira, por exemplo) se tornem constantes, agora que poderá encontrar alguma estabilidade competitiva neste seu regresso a Portugal.

(Fotografia: © Federação Portuguesa de Ciclismo)
Quanto a Gonçalo Carvalho (faz 22 anos a 3 de Dezembro - foto do lado direito) foi uma presença habitual esta época na selecção nacional de sub-23, tendo competido nas prestigiadas Ronde de l'Isard e Tour de l'Avenir. É um ciclista que encaixa muito bem numa Rádio Popular-Boavista que tanto gosta de corredores combativos, que gostem de arriscar e que não têm problemas em entrar em fugas. Apesar da sua juventude, o director desportivo José Santos sabe que poderá ver de Gonçalo Carvalho prestações como as de Hugo Nunes, que este ano foi um atleta incansável tanto na ajuda a companheiros, como a procurar também ele dar resultados à equipa. Será um reencontro entre ambos, já que representaram a Miranda-Mortágua antes de em 2019 seguirem caminhos diferentes.

De referir que a Rádio Popular-Boavista reforçou-se com o sub-23 da JV Perfis-Gondomar Cultural, Vinício Rodrigues, começando assim a cumprir-se um dos objectivos da criação desta equipa de formação, que passa por preparar ciclistas que eventualmente possam dar o salto para a estrutura de José Santos. Pedro Silva do Seissa-Roriz também foi contratado, assim como o espanhol Alberto Gallego, que regressa à competição depois de cumprir uma suspensão por doping. Luís Fernandes (Aviludo-Louletano) irá igualmente juntar-se a esta equipa. João Benta, Daniel Silva, David Rodrigues e Afonso Silva renovaram.

Quanto à Efapel, vai promover o júnior Diogo Almeida e contratou Gerard Armillas (Team Compak). Joni Brandão, Rafael Silva, Sérgio Paulinho, Pedro Paulinho vão continuar e a maior expectativa são os anúncios oficiais de três reforços de peso que têm sido dados como estando a caminho da equipa de Rúben Pereira: Tiago Machado (Sporting-Tavira), Luís Mendonça (Rádio Popular-Boavista) e António Carvalho (W52-FC Porto).

Outras duas equipas têm estado a anunciar os ciclistas para 2020. A LA Alumínios-LA Sport de Hernâni Brôco confirmou a continuidade de Emanuel Duarte (vencedor da camisola da juventude na Volta a Portugal, conquistando depois a geral da Volta a Portugal do Futuro), David Ribeiro, Marvin Scheulen, André Ramalho, Gonçalo Leaça, Rodrigo Caixas, João Medeiros (estagiou com a equipa na segunda metade da temporada de 2019).

Pedro Silva, director desportivo da Miranda-Mortágua, vai contar com Hugo Sancho, Artur Chaves, Daniel Freitas, Gaspar Gonçalves, Pedro Pinto, dois reforços muito importantes como é o caso de Joaquim Silva (W52-FC Porto) e Ángel Sanchez (W52-FC Porto), juntando-se Leangel Linarez (Kuota-Construcciones Paulino, estagiou na equipa portuguesa a partir de Agosto).

Em todas as equipas aqui referidas, haverá mais novidades nos próximos dias.

»»Época de despedida para muitos dos ciclistas mais experientes««

»»Fundação Euskadi reforça-se com ciclistas da Murias, Movistar e com um da Efapel««

17 de agosto de 2019

Rádio Popular-Boavista imparável

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Se há equipa que parece não querer tirar o pé do acelerador neste final de época é a Rádio Popular-Boavista. Depois de uma excelente Volta a Portugal, só houve uma mexida na equipa para o Grande Prémio de Mortágua, com o jovem João Salgado e entrar para o lugar do espanhol Pablo Guerrero. E aqueles que foram figuras na Volta, uma semana depois lá estiveram novamente na luta e com Daniel Silva a conquistar a vitória. Mas não foi o único a subir ao pódio da equipa.

Logo ao seu lado esteve David Rodrigues, que fez top dez na Volta. Luís Mendonça (12º em Mortágua) ficou com a classificação das metas volantes e a Rádio Popular-Boavista ainda venceu colectivamente. João Benta - ganhou uma etapa na Volta - foi oitavo, Hugo Nunes 13º e Luís Gomes - rei da montanha e vencedor de uma etapa na Volta - 25º. Foi a primeira vitória do ano para Daniel Silva, a sexta da equipa. Pode estar longe das 17 da W52-FC Porto, mas a formação de José Santos está a três da Efapel. E dada a atitude dos seus ciclistas, a Rádio Popular-Boavista quer tentar somar mais algumas numa fase da época dominada pelos tradicionais circuitos, antes das duas corridas de estrada finais, em Setembro.

Os 144 quilómetros por Mortágua foram marcados por muitos ataques, o que levou a que a fuga que chegou a vingar de sete ciclistas, acabasse por ser apanhada. Mas foi precisamente com um ataque perfeito que Daniel Silva escapou para cortar a meta isolado, com o companheiro David Rodrigues a chegar 22 segundos depois. Hugo Sancho ficou novamente perto de uma vitória, sendo terceiro a 29 segundos, num triunfo que era muito desejado pela Miranda-Mortágua, que corria em casa. Ainda assim, foi uma importante subida ao pódio de um ciclista que, tal como os da Rádio Popular-Boavista, mantém o ímpeto da Volta a Portugal.

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
E junta-se a esta lista Luís Fernandes. Foi um dos homens em destaque da Volta da Aviludo-Louletano e venceu a classificação da montanha em Mortágua. A juventude ficou para Venceslau Fernandes (UD Oliveirense-InOutBuild), enquanto Guilherme Simão (Sicasal-Constantinos) foi o melhor entre as equipas de clube.

De referir ainda, que terminaram no top dez Tiago Machado e o campeão nacional José Mendes, duas das principais figuras do Sporting-Tavira e que ficaram muito aquém do esperado na Volta a Portugal. O clube de Alvalade deverá estar a despedir-se do ciclismo e conta apenas com duas conquistas em 2019

Segunda-feira arrancam os circuitos: Bombarral, dia 19; Alcobaça, 20 - inclui a quinta Prova Taça de Portugal Paraciclismo -; Póvoa da Galega, 24; Malveira, 25; Moita e Nafarros realizam-se no mesmo dia: 26.

A 1 de Setembro disputa-se a Volta a Albergaria, com a Clássica Rota da Filigrana a estrear-se este ano no calendário, a 14 do mesmo mês. O Festival de Pista de Tavira irá encerrar oficialmente a época a 5 de Outubro, como tem sido habitual.

»»Recta final de temporada em Portugal com poucas corridas mas com uma estreia««

»»As equipas da Volta a Portugal uma a uma««

12 de agosto de 2019

As equipas da Volta a Portugal uma a uma

(Fotografia: © Podium/Paulo Maria)
Terminada a 81ª edição da Volta a Portugal e dado o peso que tem na época das formações nacionais, é o momento de fazer balanços. W52-FC Porto, Rádio Popular-Boavista e LA Alumínios-LA Sport são as que ficaram mais felizes, enquanto o Sporting-Tavira falhou novamente e a Aviludo-Louletano pagou o preço por apostar tudo num ciclista. Entre as estruturas estrangeiras, como sempre acontece, algumas mal se viram, mas Fundação Euskadi será sempre bem-vinda, com Euskadi-Murias e Amore & Vita-Prodir a conquistarem etapas. A formação suíça SRA também foi interessante de ver. (As equipas estão pela ordem da classificação colectiva.)

W52-FC Porto: Começou desde cedo a mostrar que continuava a ser a equipa mais forte. Porém, a queda de Bragança fez a estrutura tremer, com Joni Brandão a conseguir inclusivamente tirar a camisola amarela que a equipa não estava habituada a perder com a corrida tão avançada. Sem o vencedor das duas últimas edições, Raúl Alarcón (lesionado), foi o seu substituto que, de certa forma, surpreendeu ao mostrar um nível que não se via há dois anos. Gustavo Veloso (terceiro) voltou a sonhar com a terceira vitória, andou de amarela, mas a tal queda deixou-o limitado. João Rodrigues estava a ser preparado para assumir responsabilidade um dia. Esse dia chegou mais cedo e o algarvio de 24 anos foi brilhante. Também apanhou um susto ao cair em Bragança, mas não foi nada de grave. Ganhou na Torre, foi segundo na Senhora da Graça e avassalador no contra-relógio Gaia-Porto. Partiu com o mesmo tempo que Brandão e ganhou por 27 segundos. Foi o líder que a W52-FC Porto precisava. Samuel Caldeira foi o homem de trabalho que a equipa precisava e ainda ganhou o prólogo e vestiu a amarela no início. Daniel Mestre também ganhou uma etapa e trabalhou muito até partir uma costela em Bragança. Depois foi aguentar para conquistar a camisola verde dos pontos. Sobre Ricardo Mestre faltam palavras para descrever a sua importância, enquanto Edgar Pinto (quinto) foi novamente azarado com uma queda na Torre após toque com Vicente García de Mateos, mas foi essencial na luta pela vitória acabaria por ser de Rodrigues. António Carvalho começou bem, fraquejou a meio e foi um senhor na Senhora da Graça, terminando a Volta na quarta posição. Com uma equipa assim era difícil não ganhar, mas teve rival à altura para valorizar ainda mais a conquista, a sétima consecutiva da formação do Sobrado.

Rádio Popular-Boavista: Há um ano, a vitória de etapa e o top dez de Domingos Gonçalves já tinha sido muito positivo, mas em 2019, José Santos levou a sua equipa a um patamar que há muito não se via. João Benta e Luís Gomes ganharam etapas e este último ainda foi o rei da montanha. No contra-relógio final, a equipa deixou escapar a vitória por equipas, mas terminou com Benta (sexto), David Rodrigues (sétimo) e Daniel Silva (nono) no top dez. A influência na corrida foi tal, que tanto a W52-FC Porto e principalmente a Efapel procuraram alianças com esta equipa. Luís Mendonça não conseguiu a vitória que esteve perto, mas todos os ciclistas destacaram-se pelo trabalho feito para o sucesso alcançado, numa Volta a Portugal que a equipa tão cedo não esquecerá. Esperava-se a habitual equipa lutadora, mas desta feita a Rádio Popular-Boavista conseguiu traduzir em mais resultados essa forma de enfrentar as corridas.

Sporting-Tavira: Falta a confirmação oficial, mas terá sido a despedida do Sporting da Volta a Portugal. O clube deverá abandonar a modalidade, depois de ter regressado há quatro anos. Então, Jesus Ezquerra venceu uma etapa, mas a partir daí pouco correu bem à equipa de Vidal Fitas nesta corrida. 2019 não foi excepção. Tiago Machado foi uma aposta falhada, José Mendes, o campeão nacional, andou desaparecido. Alejandro Marque ainda parecia poder lutar pelo top dez, mas a etapa da Torre acabou com essa ideia. Frederico Figueiredo teve finalmente a oportunidade de procurar o seu resultado (há muito que merece ter um papel principal), mas o azar perseguiu-o. Sofreu quedas e a última, na etapa da Senhora da Graça, resultou num pulso partido. Foi quinto nesse dia, mas já não participou no contra-relógio final e o "senhor regularidade" não alcançou mais um top dez. Outro destaque foi um dos mais combativos da Volta: David Livramento. Chamado para substituir Rinaldo Nocentini, o algarvio esteve muito bem. Trabalhou tanto em fugas, que merecia ou ganhar uma etapa ou que um companheiro (Marque, por exemplo) o tivesse feito. Porém, o Sporting-Tavira terminou a Volta novamente sem qualquer conquista.

Efapel: Tudo pela Volta com Joni Brandão. E foi quase. Para uma equipa que teve um líder que deu luta a uma W52-FC Porto que tem dominado a corrida, não se pode dizer que tenha feito uma Volta aquém do desejado. Porém, os resultados não traduziram a ambição. Joni Brandão esteve três dias de amarelo, contudo, claudicou por completo no contra-relógio final. Partiu em igualdade pontual, mas perdeu 27 segundos. Sofreu duas quedas, perdeu tempo, foi penalizado em dez segundos quando os comissários consideraram que foi empurrado pelo mecânico, mas a derrota na Volta deveu-se àquela última prestação... E com influência da etapa na Torre. Era a subida que melhor assentava a Brandão, mas foi o dia em que não esteve ao nível desejado. Reagiu bem, mas ficou desperdiçou ali a oportunidade de ganhar tempo valioso e até perdeu para João Rodrigues. Colectivamente a Efapel não foi tão forte quanto se esperava. Henrique Casimiro foi de luxo, mas pagou o esforço na Senhora da Graça. Porém, nenhum dos companheiros teve uma exibição perto do nível de Casimiro. Às primeiras acelerações nas montanhas, rapidamente Brandão só ficava com Casimiro. Rafael Silva cumpriu o seu trabalho no terreno mais plano, mas esperava-se mais de Sérgio Paulinho, Bruno Silva, Fabricio Ferrari e Nikolay Mihaylov. A Efapel saiu da Volta sem a camisola amarela e sem etapas ganhas. Ainda assim, fez algo que há muito não se via, fez a W52-FC Porto suar bem mais para ganhar.


Miranda-Mortágua: Gaspar Gonçalves entrou com tudo na Volta a Portugal, à procura da camisola da montanha ou dos pontos. Quando chegaram as etapas mais difíceis, foi o experiente Hugo Sancho que assumiu protagonismo. O grito de frustração na Serra do Larouco revelou bem como o ciclista apostou forte naquela etapa, tendo sido batido com a meta à vista por Luís Gomes. Tentou de novo nas duas últimas tiradas em linha, mas foi naquela que teve a grande oportunidade de ganhar e dar uma vitória a esta equipa Continental sub-25. O director desportivo Pedro Silva nunca desistiu de procurar subir ao pódio na Volta e Sancho fê-lo no Porto ao receber o prémio da combatividade.

UD Oliveirense-InOutBuild: Aquela queda de Rafael Lourenço em Bragança... Momento de enorme frustração para a outra equipa Continental sub-25 do pelotão nacional (há ainda a LA Alumínios-LA Sport). É um dos mais recentes jovens a despontar na formação de Manuel Correia e conseguiu ficar no grupo reduzido que ia disputar a vitória de etapa. Caiu numa curva, numa estrada molhada pela chuva. Foi uma pena para o ciclista e para a equipa que tentou mostrar-se em fugas. Contratou o colombiano Juan Filipe Osorio para dar um pouco mais de experiência a um plantel tão jovem e o antigo ciclista da Manzana Postobón, sem equipa desde o fim da estrutura, tentou aparecer na montanha. Porém, aquele momento de Rafael Lourenço marcou a corrida de uma UD Oliveirense-InOutBuild que esteve tão perto da possibilidade de lutar por uma etapa.

Medellin: Com pouco tempo para recuperar de uma corrida feita na China, não surpreendeu quando a maioria dos ciclistas da formação colombiano começaram rapidamente a eclipsar-se. Foi o caso de Fabio Duarte, mas não de Cristhian Montoya. A equipa até começou com menos um ciclista, pois o vencedor da Volta ao Lago Qinghai, Robinson Chalapud, acabou por ficar de fora. Aos 42 anos, Óscar Sevilla até arrancou a Volta a Portugal muito bem, mas uma queda limitou-o fisicamente. Ainda lutou por uma etapa, mas os problemas físicos e o cansaço da corrida e viagem chinesa tiveram o seu peso nas prestações. Já Montoya conseguiu ser o único corredor de uma equipa estrangeira a intrometer-se no top dez, sendo oitavo, a 5:24 minutos de João Rodrigues. Nunca esteve na disputa sequer do pódio, mas foi muito regular nas etapas mais difíceis.

Aviludo-Louletano: Apostar tudo num só ciclista tem destas coisas. A corrida estava a correr bem, com Vicente García de Mateos não só na luta por um terceiro pódio consecutivo, mas também pela vitória. Estava a 34 segundos da liderança, então de Joni Brandão, antes da etapa da Senhora da Graça. Passou mal a noite e a indisposição acabou mesmo por obrigá-lo a abandonar no penúltimo dia de corrida, com Oscar Hernandez e André Evangelista a fazerem o mesmo. Fim de Volta para a equipa algarvia. Depois de dois anos com pódio, camisola verde e etapas, a Aviludo-Louletano saiu sem nada. Luís Fernandes, que realizou uma boa corrida, ainda andou no top dez (terminou na 12ª posição) e deu tudo o que tinha para ganhar na Senhora da Graça, mas não conseguiu. Volta frustrante para o director desportivo Jorge Piedade.

Vito-Feirense-PNB: Já era expectável que seria uma Volta complicada para a equipa de Joaquim Andrade. Sem Edgar Pinto - agora na W52-FC Porto -, não houve uma referência para a geral, sendo o objectivo procurar uma vitória de etapa. João Matias tentou ao sprint e ainda procurou a solução de uma fuga. Sem sucesso. Filipe Cardoso procurou a mesma táctica da fuga, mas também sem resultado. Óscar Pelegrí esteve apagado e o principal destaque acabou por ser um Jesus del Pino que se tornou no exemplo de perseverança da corrida. Caiu na etapa da Senhora da Graça e ficou muito, mas mesmo muito mal tratado. Partiu para o contra-relógio cheio de ligaduras, mas terminou.

Caja Rural: Domingos Gonçalves está longe da forma que apresentava há um ano, então na Rádio Popular-Boavista e quando venceu uma etapa. O gémeo de Barcelos ainda entrou em fugas, incluindo na etapa da Torre, mas abandonou na sexta etapa, por motivos de saúde. Se o português era inevitavelmente uma das figuras da equipa espanhola do segundo escalão do ciclismo mundial, havia mais corredores com potencial para aparecerem na corrida. Matteo Malucelli ainda procurou os sprints, mas David González López (também abandonou no mesmo dia de Gonçalves) e o veterano Sergio Pardilla, por exemplo, estiveram muito discretos.

LA Alumínios-LA Sport: Segundo ano do projecto Continental sub-25 e uma grande conquista para a equipa de Hernâni Brôco. Emanuel Duarte estreou-se na Volta vencendo a classificação da juventude, que segurou no conta-relógio final por apenas dois segundos. Todos os ciclistas da equipa 100% portuguesa chegaram ao fim e com razões para celebrar. Um prémio para o trabalho que está a ser realizado nesta formação, destacando-se ainda David Ribeiro, que andou em fugas, procurou incessantemente vestir a camisola da montanha, que conseguiu durante um dia.

Fundação Euskadi: Sempre uma atitude de lutar, de dar espectáculo. Esta Euskadi recuperou as populares camisolas laranjas da saudosa Euskaltel-Euskadi e os seus jovens ciclistas nunca desperdiçam uma oportunidade para conquistar bons resultados. A equipa foi presença assídua nas fugas, procurou vencer uma etapa, foi líder da montanha nos primeiros dias com Peio Goikoetxea e uma queda na tirada da Senhora da Graça atirou para fora da corrida Unai Cuadrado, que liderava a classificação da juventude. A competir assim, é uma equipa muito bem-vinda.

Israel Cycling Academy: A formação Profissional Continental esteve pelo terceiro ano na Volta a Portugal, mas excluindo em 2017 quando Krists Neilands venceu a classificação da juventude, a equipa tem tendência a passar relativamente despercebida. O australiano Zak Dempster ainda foi terceiro na Guarda, mas a Israel Cycling Academy tinha ciclistas para se mostrar um pouco mais.

Euskadi-Murias: É presença assídua em Portugal, mesmo depois de subir ao segundo escalão e não costuma desiludir. Não trouxe o ciclista que este ano tem ganho por cá, Enrique Sanz, mas Mikel Aristi (segunda etapa) e Hector Saez (sexta) conquistaram etapas, com a equipa a estar ainda na luta pela juventude, com Urko Berrade, que perdeu por dois segundos. Seis das sete vitórias que a formação basca tem em 2019 foram alcançadas em provas portuguesas. Procurou mais destaque, participando em algumas fugas, valorizando a sua presença na Volta.

Arkéa Samsic: Esperava-se um pouco mais desta equipa Profissional Continental. Se era expectável que alguns dos ciclistas pudessem ter uma atitude mais de rodar em Portugal, ainda assim também se esperaria ver um pouco das suas capacidades. Excepto dois, um deles, um dos nomes mais sonantes da corrida. Brice Feillu procurou uma boa classificação na geral, mas nunca teve pernas para pensar num top dez. Ficou na 16ª posição, a 13:33 minutos do vencedor. Mas quem mais sobressaiu foi um jovem de 22 anos. Prestações interessantes de Thibault Guernalec. Foi quarto e quinto classificado nos contra-relógios e ainda fez outro quarto lugar na etapa de Braga. Mas ainda assim, soube a pouco para esta Arkéa Samsic, que, sem surpresa, não trouxe nenhum grande estrela (Warren Barguil e André Greipel, por exemplo, representam esta formação francesa), mas tinha potencial para mais e melhor.

Amore & Vita-Prodir: Duas vitórias de etapa e a procura por mais. Atitude de valorizar desta equipa com licença da Letónia, ainda que seja de raízes italianas. Davide Appollonio foi o actor principal de umas das histórias iniciais da Volta a Portugal. Foi a sua primeira corrida após uma suspensão de quatro anos por doping e venceu logo a primeira etapa, em Leiria. A equipa ficou ainda mais motivada e Marco Tizza conquistou o difícil final da Guarda. A procura por mais continuou, com Tizza em destaque.

Swiss Racing Academy: Equipa interessante de ver. Ciclistas muito jovens, mas com vontade de aproveitar a oportunidade de mostrarem-se numa corrida tão exigente. Por centésimos de segundo, Gian Friesecke quase surpreendeu no prólogo e foi sexto no contra-relógio final. Mathias Reutimann foi outro dos destaques positivos, mas na montanha. Foi terceiro na Serra do Larouco, faltando forças para um sprint final com Luís Gomes e Hugo Sancho. A SRA foi uma equipa muito activa que entrou em várias fugas. Prestação muito positiva.

Bai-Sicasal-Petro de Luanda: Só o estar na Volta a Portugal foi uma vitória para a equipa angolana. Conseguir entrar em fugas e mostrar a camisola na televisão foi uma considerado uma conquista. Porém, viu-se pouco dos ciclistas angolanos e foi mesmo um português a assumir algum protagonismo, como já era esperado. Depois de duas temporadas mais dedicado ao BTT, Micael Isidoro conseguiu regressar à estrada aos 37 anos. Procurou fugas e mostrar-se no terreno onde se sente mais à vontade, na montanha, tendo uma liberdade que raramente encontrou numa carreira passada como gregário. O destaque foi para a etapa da Bragança, com Micael a terminar no oitavo lugar.

ProTouch: A equipa 100% sul-africana pretendeu dar aos ciclistas a possibilidade de experimentar uma corrida por etapas mais longa e com grande dureza. Não foi fácil para os corredores e só três chegaram ao fim, com James Fourie a ser o "lanterna vermelha" ao terminar a 3:21:04 horas do vencedor João Rodrigues. Tentou as fugas, mas pouco se viu desta formação.

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1 de agosto de 2019

Um susto para a Efapel

(Fotografia: © João Fonseca Photographer/Efapel)
Com tanta montanha logo a começar, o dia não ia ser completamente tranquilo. Porém, calcular-se-ia que seria dos mais tranquilos da Volta a Portugal, até que um toque de realidade recorda a todos que até na mais simples das etapas (que nem era o caso) se pode estragar uma corrida. A Efapel apanhou um susto a dois quilómetros da meta, quando quase todos os seus ciclistas ficaram envolvidos numa queda, incluindo o líder Joni Brandão. A garantia é que está tudo bem, com Brandão e com os restantes ciclistas que caíram, mas ainda assim as atenções ficaram centradas naquele que é apontado como o grande candidato, dada a ausência de Raúl Alarcón (W52-FC Porto).

Foi uma zona muito rápida de um percurso que foi inicialmente marcado por uma primeira categoria, duas quartas e uma segunda, antes de ficar mais plano e propício para os sprinters, que não tiveram um dia fácil. A dois quilómetros da meta, em Leiria (174,5 quilómetros, com partida em Miranda do Corvo), preparava-se o sprint e lutava-se pela melhor colocação, precisamente para evitar percalços. A Efapel não conseguiu fazê-lo , ficanda numa queda que afectou também o camisola amarela, Samuel Caldeira (W52-FC Porto). Dado ter acontecido dentro dos últimos três quilómetros, o azar não custou tempo a ninguém, mas ficou o susto e a eterna recordação que tudo pode mudar num instante, para favoritos ou qualquer outro ciclista.

"Os dias iniciais são mais nervosos, todas as equipas querem estar na frente para colocar o seu líder. Felizmente nesta queda não houve lesões de maior por isso vou considerar um dia salvo. A equipa está bastante bem e continua motivada, estamos muito unidos e queremos desfrutar ao máximo desta corrida. É normal a tensão diária que é vivida, estamos na Volta a Portugal e por isso esta corrida é tão especial", afirmou Rúben Pereira, director desportivo da Efapel, citado pela assessoria de comunicação.

Também Samuel Caldeira e o companheiro de equipa Ricardo Mestre não sofreram mazelas de maior, com Luís Mendonça a deixar a Rádio Popular-Boavista sem o seu ciclista principal para disputar a etapa, mas a equipa já garantiu que o corredor está bem apesar da queda.

Samuel Caldeira manteve a camisola amarela. Thibault Guernalec (Arkéa Samsic) também continua a ser o melhor na juventude. O primeiro líder da montanha é o basco Peio Goikoetxea (Fundação Euskadi), que esteve na longa fuga de mais de 150 quilómetros juntamente com os portugueses David Ribeiro (LA Alumínios-LA Sport) e Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua) e o suíço Mathias Reutimann (Swiss Racing Academy).

O vencedor do dia, Davide Appollonio (Amore & Vita-Prodir) é o primeiro líder da classificação dos pontos. O italiano está a regressar à competição depois de quatro anos de suspensão e aos 30 anos agradeceu a segunda oportunidade que lhe está a ser dada com um triunfo que a equipa pouco tem conseguido este ano (mais informação neste link).

2ª etapa: Marinha Grande - Santo António dos Cavaleiros, 198,5 km

É uma etapa com exige atenção no final. A quarta categoria tem apenas 1400 metros, mas a pendente média é de 8%. Há sprinters que se poderão adaptar, como Daniel Mestre (W52-FC Porto) ou Luís Mendonça, mas quem luta pela geral também terá de ter atenção. Um ataque ou um percalço poderá provocar cortes e diferenças de tempo.

Esta é a tirada mais longa da Volta, começando às 12:20 no Parque da Cerca e a chegada deverá acontecer cerca das 17:30, na Avenida Luís de Camōes.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

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29 de julho de 2019

Raúl Alarcón de fora na W52-FC Porto. Luís Mendonça entra na lista da Rádio Popular-Boavista

(Fotografia: © Podium/Paulo Maria)
A W52-FC Porto deverá partir para a Volta a Portugal sem o vencedor das últimas duas edições. Raúl Alarcón não terá recuperado da lesão na clavícula e não terá assim a oportunidade de procurar o tri. No seu lugar entrará outro antigo vencedor, também por duas vezes: Gustavo Veloso. Apesar de, aos 39 anos, continuar a ser uma voz de comando na equipa, o espanhol não será o candidato à liderança. Edgar Pinto e João Rodrigues são os mais prováveis a ficar com o estatuto. Mas se há equipa cuja dor de cabeça não é a falta de bons líderes e manter um colectivo fortíssimo, é esta W52-FC Porto.

A ausência do espanhol ainda não foi confirmada oficialmente. O Jogo, JN e RTP avançaram com a notícia e no Facebook da Volta a Portugal foi colocada uma fotografia do ciclista com a frase: "Vamos ter saudades. As melhoras @r86.alarcon." Alarcón caiu durante o Grande Prémio Abimota, há cerca de cinco semanas, e fracturou a clavícula. Não ficou excluída a participação na Volta, mas o corredor de 33 anos sabia que estava num autêntico contra-relógio para não só recuperar da lesão, mas estar em condições físicas de disputar uma exigente Volta a Portugal. Alarcón até tinha prevista a participação na clássica do seu país Villafranca-Ordizia, na última quinta-feira, mas não competiu por não estar a 100%.

Esta terça-feira é dia de apresentação das equipas em Viseu, onde na quarta-feira arranca a 81ª edição da corrida mais ambicionada pelas equipas portuguesas. Mesmo que se confirme a ausência de Alarcón, a W52-FC Porto continua a partir como a favorita para conquistar a sétima vitória consecutiva. João Rodrigues tem apenas 24 anos, mas já demonstrou ser dono de uma maturidade que o coloca como um dos principais membros da estrutura do Sobrado. Começou a época com a oportunidade de liderar e na Volta ao Alentejo confirmou todo o seu potencial para a alta responsabilidade. Venceu a geral, depois de vestir a amarela no contra-relógio que ganhou.

O algarvio tem feito um trabalho de evolução na equipa, precisamente a pensar em assumir o papel de líder na Volta. E poderá ser já. Há um ano foi uma das revelações, ou talvez seja mais correcto dizer, uma das confirmações. Começou discreto para aparecer na fase mais importante da corrida, sendo decisivo para a vitória de Alarcón. Foi um gregário de luxo a mostrar que poderia ser mais no futuro próximo.

Edgar Pinto tem do seu lado a experiência. Aos 33 anos sabe bem o que é ser um líder na Volta a Portugal (e não só) e quando consegue afastar os azares, apresentando-se em boa forma é sempre um ciclista capaz de alcançar bons resultados. Trocou a Vito-Feirense-BlackJack pela equipa mais forte do pelotão nacional e terá assim acesso a um apoio que não teve há um ano.

O ciclista alcançou um importante quinto lugar na Volta à Turquia, em Abril, e no último teste para a Volta, no Troféu Joaquim Agostinho, foi 12º, depois do nono lugar nos Nacionais em Melgaço. Edgar Pinto nunca escondeu que o seu sonho era ganhar uma Volta e pode estar perante uma oportunidade única para lutar com condições que o colocam como forte candidato.

Mas a W52-FC Porto tem mais alternativas. Ricardo Mestre é mais um antigo vencedor da Volta e tem realizado uma época positiva, tendo ganho o Grande Prémio Jornal de Notícias. António Carvalho nem sempre prima pela regularidade nas suas exibições, mas se se apresentar ao nível de há dois anos, pode ser mais uma alternativa, se se apresentar a oportunidade Qualquer um pode ser líder e qualquer um é um excelente homem de trabalho numa equipa que se dá ao luxo de deixar de fora Rui Vinhas e Joaquim Silva, por exemplo.

Vinhas regressou há pouco tempo à competição após uma curta suspensão, devido um controlo anti-doping na última Volta ter detectado a substância betametasona. O ciclista venceu uma etapa no Troféu Joaquim Agostinho, mas ficou de fora das escolhas do director desportivo Nuno Ribeiro para a Volta que venceu em 2016. Já Joaquim Silva foi o escolhido para liderar a equipa na viagem à China, tendo terminado a Volta ao Lago Qinghai no sétimo lugar, corrida ganha pelo colombiano Robinson Chalapud, que estará em Portugal com a formação Medellin.

A W52-FC Porto terá ainda Daniel Mestre e Samuel Caldeira, dois ciclistas que vão procurar vitórias de etapas.

Luís Mendonça respira de alívio e vai à Volta a Portugal

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
O ciclista da Rádio Popular-Boavista foi suspenso preventivamente no final de Maio por ter acusado a mesma substância de Rui Vinhas. Tanto Luís Mendonça, como a equipa, explicaram que tal se deveu a uma lesão no joelho e que não havia qualquer irregularidade em causa.

Uma possível demora na investigação colocou em risco a presença numa Volta a Portugal em que Luís Mendonça tem estado a pensar desde o início do ano, mas a resolução do processo deu-se a tempo de ser inscrito. "São situações que nos podem custar uma carreira desportiva, onde se não formos fortes facilmente deitamos a toalha ao chão e tudo acaba", escreveu há uns dias na sua página de Facebook. "Foi um momento terrível de ser vivido, mas como se costuma dizer, o que não nos mata torna-nos mais fortes", acrescentou, salientando que sempre acreditou que se faria justiça.

Mendonça deixou a Aviludo-Louletano para ter um papel de maior liberdade na Rádio Popular-Boavista e vai à Volta focado em lutar por etapas, depois de uma temporada em que soma três conquistas: Taça de Portugal e uma etapa e geral do Troféu O Jogo.

Para a equipa de José Santos é igualmente um alívio, pois Luís Mendonça foi contratado precisamente para ir atrás de vitórias, preenchendo o lugar deixado por Domingos Gonçalves, que regressou à Caja Rural e que em 2018 venceu uma tirada na Volta.

No entanto, a equipa terá ainda João Benta para lutar por um lugar na geral, com Daniel Silva a ser outro corredor importante para a montanha. Afonso Silva foi o ciclista "sacrificado" para dar lugar a Mendonça na Volta.

Equipa: João Benta, David Rodrigues, Luís Gomes, Hugo Nunes, Daniel Silva, Luís Mendonça e Pablo Guerrero.


31 de maio de 2019

Rádio Popular-Boavista reitera confiança em Luís Mendonça após suspensão

Luís Mendonça está suspenso provisoriamente devido a um controlo adverso, numa amostra recolhida após a Clássica Aldeias do Xisto, na qual o ciclista foi segundo classificado. A Rádio Popular-Boavista confirmou o caso, reiterando a confiança no corredor, tendo justificado a análise positiva. O ciclista também já reagiu.

"Luís Mendonça foi alvo de um controlo adverso, devido ao uso de um medicamento utilizado para o tratamento de uma lesão, de que foi vitima em Abril. No referido controlo, final da clássica Aldeias do Xisto, realizada em Maio, declarou a utilização do referido medicamento, conforme aliás é exigido, tendo já apresentado às entidades oficiais relatório médico, conforme também é exigido em casos similares", lê-se no comunicado publicado no Facebook da equipa.

A notícia foi ontem avançada pelo jornal A Bola. A substância em causa será a betametasona, a mesma detectada a Rui Vinhas, num controlo feito na Volta a Portugal no ano passado. A betametosona tem uma acção anti-inflamatória, anti-alérgica e anti-reumática. É permitida desde que a sua utilização seja justificada. César Fonte, companheiro de Vinhas na W52-FC Porto, esteve vários meses fora de competição, tendo regressado no último domingo, no Memorial Bruno Neves, depois de concluído o processo que envolveu esta substância.

"O Boavista Ciclismo Clube vem por este meio confirmar a confiança no valor desportivo do ciclista, aguardando com a mesma confiança, pelo resultado do referido inquérito", afirmou a equipa sobre Luís Mendonça. O ciclista, de 33 anos, também reagiu na sua conta de Facebook: "Tenho a referir que após um traumatismo desenvolvi uma bursite pré-patelar no joelho esquerdo... fui tratado com os devidos procedimentos médicos... na corrida das Aldeias do Xisto fui sujeito a controlo antidopagem, onde no mesmo, referi de forma clara a substância utilizada, a data do tratamento e para os fins que foi usada... Relatórios médicos já foram apresentados, onde demonstram de forma inequívoca a lesão sofrida, os procedimentos médicos utilizados e os fins terapêuticos da referida substância... fiz tudo de forma clara e legal... ESTA SUBSTÂNCIA FOI UTILIZADA ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE PARA FINS TERAPÊUTICOS...", explicou.

O corredor admitiu que o que mais o assusta é poder falhar a Volta a Portugal - começa a 31 de Julho -, caso o processo da Federação Portuguesa de Ciclismo não seja célere. "Admito que já chorei tudo que tinha a chorar, onde passei uma semana que não desejo ao pior inimigo... mas agora é altura de erguer a cabeça e acreditar que a resolução será breve, porque não tenho dúvidas que justiça se fará", salientou.

Luís Mendonça foi reforço da Rádio Popular-Boavista em 2019, depois de duas temporadas na Aviludo-Louletano e tem sido o único a conquistar vitórias até ao momento. O segundo lugar na Clássica Aldeias do Xisto permitiu-lhe garantir a conquista da Taça de Portugal, tendo pouco depois ganhou uma etapa e a geral do Troféu O Jogo.

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5 de maio de 2019

Tomaram-lhe o gosto!

Joni Brandão e Luís Mendonça em alta
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Fim-de-semana de vitórias em português. Por cá e em Espanha. Quando tudo começa a correr bem há quem lhe tome o gosto e é o caso de Edgar Pinto, Joni Brandão e Luís Mendonça, todos com vitórias bastante motivadoras, principalmente para as duas equipas que não estavam a ter muitas razões para celebrar nas primeiras corridas do ano: Efapel e Rádio Popular-Boavista.

Começando por cá. Na quarta-feira Joni Brandão venceu a Clássica Aldeias do Xisto, a sua segunda vitória em pouco tempo, depois de ter ganho a última etapa do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. Não escondeu que queria mais e este domingo venceu a segunda tirada do Troféu O Jogo (circuito de 100 quilómetros em Vieira do Minho). Que grande regresso está ter Joni Brandão à Efapel. 

A geral "escapou" para outro ciclista em boa forma. Luís Mendonça conquistou, também na quarta-feira, a Taça de Portugal. Mas não sorriu muito porque queria levantar os braços em primeiro numa meta. Já está! Venceu a primeira etapa do Troféu O Jogo (135,7 quilómetros de circuito na Póvoa do Varzim) e conquistou a geral.

Mendonça chegou à Rádio Popular-Boavista com vontade de somar muitas vitórias, agora que tem um papel de claro líder. Domingos Gonçalves teve em 2018 uma época memorável pela equipa e Mendonça começa a prometer poder seguir o exemplo. 

Para continuar na senda de conquistas este semana, mas por equipas. Fábio Costa venceu a Taça de Portugal de sub-23 na quarta-feira e este domingo a UD Oliveirense-InOutBuild ficou com a classificação da juventude por intermédio de Pedro Miguel Lopes.

Quanto a Edgar Pinto, continua a dizer presente nas deslocações da W52-FC Porto. O quinto lugar tanto na etapa rainha, como na geral na Volta à Turquia podem não ser vitórias, mas são excelentes resultados. Afinal é uma corrida World Tour.

Este domingo a equipa dividiu-se por duas corridas e nas Astúrias, Edgar Pinto venceu a última etapa (Cangas del Narcea - Oviedo, 119 quilómetros), ficando à porta do pódio na geral. Foram 2:43 minutos a mais do que Richard Carapaz (Movistar), que repetiu o triunfo de 2018. 

E há um ano tinha sido Ricardo Mestre a vencer a derradeira etapa, sendo terceiro numa geral ganha por Raúl Alarcón em 2017. A W52-FC Porto mantém uma tradição vencedora nas Astúrias.

A equipa azul e branca, Efapel, Rádio Popular-Boavista, Miranda-Mortágua e o Sporting-Tavira vão estar de sexta-feira a domingo na Volta à Comunidade de Madrid. Quanto ao calendário nacional, a próxima corrida será o Memorial Bruno Neves, a 26 de Maio.

Para terminar uma semana forte dos ciclistas portugueses, de salientar as prestações de Rui Costa (UAE Team Emirates) na Volta à Romandia. Foi segundo, batido apenas por um super Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Foi ainda segundo na classificação por pontos e em duas etapas.

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