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23 de julho de 2019

Chegou o nervosismo, o calor e as quedas

(Fotografia: © ASO/Pauline Ballet)
"Foi como estar dentro de um forno!" Descrição mais gráfica é difícil. Tony Martin (Jumbo-Visma) foi dos homens que mais trabalhou no regresso à estrada depois da folga na Volta a França e foi assim que descreveu o que sentiu durante os 177 quilómetros que começaram e acabaram em Nîmes. Foi um dia muito complicado, com o calor a fazer-se sentir e de que maneira! As temperaturas chegaram aos 39 graus, mas a sensação térmica ultrapassou essa referência. Com os candidatos separados por diferenças tão curtas, já seria de esperar que o nervosismo começasse a ganhar maior expressão. Porém, o calor só ajuda a agravar o receio de algo correr mal. Os ciclistas estão constantemente a ter de se hidratar, há muitas movimentações para ir buscar bidões, mas ao mesmo tempo têm de estar atentos a qualquer problema que possa acontecer e, coincidência ou não, foi um dia com algumas quedas e uma até atirou um corredor do top dez para fora da corrida.

O tempo muito quente está novamente a fazer-se sentir em França, que no mês passado sofreu com uma insuportável onda de calor. Os alertas (por enquanto laranja) estão em vigor e apesar dos ciclistas terem pela frente os Alpes, não significa que vão encontrar temperaturas mais amenas. Serão um pouco mais baixas do que esta terça-feira, mas as previsões apontam para que estejam acima dos 30 graus. Esta é uma preocupação extra que não está a deixar ninguém indiferente. Mikel Landa (Movistar) não tem dúvidas que este calor vai custar caro a alguém.

"Eu bebi um bidão e outro e outro e outro... Foi de doidos", desabafou Peter Sagan, que criticou ainda a falta de acção da Associação de Ciclistas Profissionais, dizendo mesmo: "Penso que deveriam fazer alguma coisa. Não sei para quê que lhes pagamos se não nos protegem."

(Fotografia: © ASO/Pauline Ballet)
A etapa realizou-se como previsto, com a única diferença a ser a mudança de regras quanto à distribuição de líquidos, que foi permita durante mais tempo. Em média terão sido distribuídos por cada ciclistas 20 a 30 bidões, com muitos a servirem para despejar a água por cima do corpo. O gelo foi um recurso, com vários corredores a colocarem por baixo das camisolas e até nos capacetes. Foi o tudo por tudo para tentar manterem-se frescos, numa etapa que ainda assim teve uma média de quase 45 quilómetros/hora.

Para agravar o nervosismo havia ainda a possibilidade do vento pregar nova partida nos 60 quilómetros finais. Apesar de uma ligeira aceleração, nenhuma equipa tentou provocar cortes, como aconteceu na 10ª etapa. Contudo, houve quedas para aumentar o nervosismo. O Tour tem sido muito marcado nesse aspecto em edições anteriores, principalmente nos primeiros dias. Esta edição tem sido mais calma, ainda que vários ciclistas já tenham caído, incluindo nomes como Nairo Quintana (Movistar), Geraint Thomas (Ineos) e Jakob Fuglsang (Astana). E os três voltaram a ser afectados. Fuglsang foi quem ficou pior. Estava a cerca de 25 quilómetros da meta quando não conseguiu evitar um corredor que tinha caído à sua frente e foi atirado por cima do guiador da bicicleta.

Ainda com as marcas da queda no início do Tour bem presentes, Fuglsang ficou de imediato agarrado à mão e admitiu que estava com tantas dores que tinha dificuldades em estar de pé. "Percebi que o meu Tour tinha acabado ali", desabafou, desiludido por não conseguir ir aos Alpes tentar um lugar mais perto do pódio. Explicou que a mão inchou de imediato, mas, mais tarde, a Astana informou que não havia qualquer fractura. Ainda assim, a relação entre Fuglsang e a Volta a França continua complicada, mesmo naquela que está a ser a melhor época da carreira do dinamarquês.

Antes tinha sido Thomas a cair, num incidente que considerou de insólito. Ficou com as mudanças presas e não evitou a queda. Ainda foi assistido pelo médico da corrida, mas está tudo bem com o galês, um pouco de pele a menos, mas preparado para continuar na luta pelo Tour. Já Quintana não caiu desta feita, mas tudo acontece ao colombiano. Agora ficou preso por uma queda que cortou a estrada. Perdeu mais um minuto na classificação e o descalabro na geral continua, estando agora a 9:30 minutos de Julian Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep).

(Fotografia: © ASO)
A Volta a França entrou na semana decisiva com uma etapa que acabou por desgastar muito mais do que os ciclistas desejariam. No final venceu um corredor mais habituado a estas temperaturas. O australiano Caleb Ewan (Lotto Soudal) é o primeiro sprinter a bisar no Tour, ainda que o trepador Simon Yates (Mitchelton-Scott) já o tenha feito. Foi um sprint sem discussão de um Ewan que nem se deixou perturbar pelo habitual desvio de Max Richeze (Deceuninck-QuickStep) - colega de Elia Viviani -, que costuma prejudicar sempre alguém que vem de trás para o sprint. Ewan limitou-se a fazer um pequeno desvio e ultrapassou tudo e todos.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

17ª etapa: Point du Gard - Gap, 200 quilómetros



A não ser que um Michael Matthews (Sunweb) ou Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) tenham grande vontade de ganhar a etapa e passar uma terceira categoria perto do final da etapa este será dia para uma fuga. Os sprinters, mesmo os que ultrapassam melhor algumas dificuldades, deverão agora entrar novamente no modo de sobrevivência para conseguirem chegar à última a tirada, a mais desejada para eles, com a mítica chegada aos Campos Elísios.

É mesmo um bom dia para a fuga triunfar... e para um português ganhar! Gap é de boa memória para os ciclistas lusos. Em 2010, Sérgio Paulinho alcançou ali uma das duas vitórias de etapa numa grande volta. Foi em 2010, então ao serviço da RadioShack, tendo batido numa luta a dois um tal de Vasil Kiryienka, ciclista agora da Ineos (não está neste Tour) e que foi campeão do mundo de contra-relógio.

Sérgio Paulinho (Efapel) está actualmente mais preocupado com a Volta a Portugal, mas há Rui Costa. Recuando a 2013, naquela edição a equipa da Movistar tinha já sofrido um golpe na geral devido a um "abanico". O ciclista português foi obrigado a ficar para trás para ajudar, perdendo tempo, o que acabou por se traduzir no seu melhor Tour. Já tinha ganho uma etapa em 2011 e em Gap conquistou a primeira de duas naquela edição inesquecível para o poveiro, que viria a sagrar-se campeão do mundo dois meses depois. Rui Costa venceu isolado, com 42 segundos de vantagem sobre o francês Christophe Riblon (AG2R).

Aquele Rui Costa não mais se viu no Tour. Na UAE Team Emirates está com total liberdade para lutar por etapas e esta pede que volte a tentar fazer de Gap um local ainda mais marcante para o ciclismo nacional. Nelson Oliveira (Movistar) está mais preso ao papel de gregário, mas José Gonçalves (Katusha-Alpecin) ainda não apareceu neste Tour e esta é uma etapa que também não lhe assenta nada mal.




»»Nelson Oliveira renova por uma Movistar ainda a definir os líderes para 2020««

»»Temos Tour««

11 de fevereiro de 2019

A apresentação de ciclismo que não deixou ninguém indiferente

(Fotografia: Facebook Efapel)
Não havia bola no relvado, nem jogadores, árbitros, nada que se parecesse. No Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, a paixão pelo desporto foi bem diferente. O ciclismo tomou conta do entusiasmo dos adeptos que deixaram atletas e directores desportivos arrepiados por uma recepção que para muitos já justificou a viagem até à Colômbia. A corrida é de categoria 2.1, mas tem um elenco World Tour fortemente representado. Portugal tem uma equipa presente, com Américo Silva a levar seis ciclistas da Efapel para competir ao lado de Chris Froome, Nairo Quintana, Egan Bernal, Julian Alaphilippe...

A lista de inscritos é de deixar qualquer adepto feliz por ter ali tão perto tantas figuras, mesmo que muitas delas até sejam da casa. Fernando Gaviria, Rigoberto Uran, Miguel Ángel López,  Daniel Martínez, Álvaro Hodeg, os grandes nomes colombianos continuam. E acrescenta-se então algumas das referências do pelotão nacional. Joni Brandão e Sérgio Paulinho vão estar juntos pela primeira vez numa corrida e assim começarão um trabalho que o director desportivo da equipa bem quer que resulte numa dupla de respeito quando a época começar a aproximar-se do principal objectivo: a Volta a Portugal. Bruno Silva e Rafael Silva são dois corredores de confiança de Américo Silva, com Marcos Jurado a receber também a chamada para ir à Colômbia. O espanhol foi um dos melhores da Efapel em 2018. Para fechar o seis eleito, o reforço uruguaio Fabricio Ferrari  (ex-Caja Rural) fará a sua estreia com as cores da formação portuguesa.

Com a época ainda no início - estes seis ciclistas vão fazer a sua primeira corrida em 2019 - primeiro os corredores vão perceber como estão fisicamente, ainda mais quando encontraram condições atmosféricas bem diferentes das actuais temperaturas fresquinhas de Portugal. Outro dos planos certamente passará por tentar que algum dos ciclistas apareça em destaque, numa das seis etapas.

Depois do Sporting-Tavira na Argentina (Volta a San Juan) e da W52-FC Porto em Espanha (Volta à Comunidade Valenciana) é a vez da Efapel competir fora de Portugal neste arranque de temporada, ainda que oficialmente a primeira corrida tenha sido na Prova de Abertura Região de Aveiro, este domingo. Foi uma equipa em versão reduzida, com Antonio Angulo, Henrique Casimiro e Pedro Paulinho, com este último a ser o melhor, ao terminar na 10ª posição.

A segunda edição da Volta à Colômbia arranca esta terça-feira com um contra-relógio colectivo de 14 quilómetros em Medellín. Haverá etapas para sprinters e para os grandes trepadores presentes, estando no domingo agendada a tirada de alta montanha, com 173,8 quilómetros entre El Retiro e Alto de Palmas, com uma primeira categoria final a prometer espectáculo. Egan Bernal (Sky) venceu em 2018.

Aqui fica um dos vídeos publicados da apresentação, neste caso pela Sky, que mostram a fabulosa recepção aos ciclistas por parte dos adeptos. Nas redes sociais, ciclistas e directores desportivos, entre eles Américo Silva, admitiram como foi um dia inesquecível.


De referir que haverá mais um português em prova. João Almeida vai arrancar a sua segunda temporada na Hagens Berman Axeon na Colômbia.

Pode conferir aqui a lista de inscritos completa, via ProCyclingStats.

Edgar Pinto o melhor da W52-FC Porto

Um dos reforços da equipa do Sobrado foi o melhor da W52-FC Porto na Volta à Comunidade Valenciana. Edgar Pinto terminou na 33ª posição, a 2:48 minutos do vencedor, Ion Izagirre (Astana). Seguiram-se João Rodrigues (73º a 9:24), Samuel Caldeira (81º a 10:46), Raul Alarcón (95º a 16:22) e António Carvalho (127º a 29:08). Joaquim Silva e Rui Vinhas abandonaram na quarta etapa.

O melhor português foi Rui Costa (UAE Team Emirates), que começou a temporada com um animador 10º lugar, a 48 segundos de Izagirre, com Nelson Oliveira (Movistar) a terminar na 12ª posição, a 59. Na sua estreia como ciclista do World Tour, Amaro Antunes (CCC) foi 28º, a 2:19 minutos. José Gonçalves (Katusha-Alpecin) fechou na 35ª posição a 3:03. Na primeira prova pela Burgos-BH Ricardo Vilela foi 45º a 4:28 e o companheiro de equipa, José Neves, 87º a 13:13.

Pode ver aqui a classificação completa da Volta à Comunidade Valenciana.


22 de janeiro de 2019

A idade é só um número!

(Fotografia: Team Sunweb)
Com a retirada de Mathew Hayman após o Tour Down Under, o pelotão World Tour ficou sem o seu ciclista mais velho. O australiano despediu-se aos 40 anos e passou a "distinção" a Roy Curvers (na fotografia). O holandês da Sunweb completou 39 anos a 27 de Dezembro e prepara-se para fazer a sua última temporada. É seguido de perto pelo dinamarquês Lars Bak. O reforço da Dimension Data (ex-Lotto Soudal), apagou 39 velas no passado dia 16. A longevidade no ciclismo é algo cada vez mais natural. Curvers e Bak até estão longe de ser os mais velhos se se olhar para as equipas dos outros escalões.

Davide Rebellin nem quer ouvir falar em reformas. Continua a dizer que se sente bem e competitivo e, aos 47 anos, renovou pela Sovac, equipa da Argélia. De referir que em 2018, Rebellin venceu uma etapa de uma corrida naquele país. Este italiano continua a prolongar uma carreira que conta com triunfos na Liège-Bastogne-Liège, Amstel Gold Race, Flèche Wallonne (três), um Tirreno-Adriatico, um Paris-Nice...

O aniversário de Rebellin é a 9 de Agosto e o de Chris Horner a 23 de Outubro. Sim, o americano também continua em actividade na americana Illuminate, ele que surpreendeu tudo e todos quando em 2013 ganhou a Volta a Espanha, pouco antes de celebrar 42 anos. O director desportivo da RadioShack-Leopard dessa corrida era o português José Azevedo, que é dois anos mais novo que Horner.

Outro quarentão é Óscar Sevilla. O espanhol há muito que se apaixonou pela Colômbia e por lá continua na equipa Medellin. 42 anos (nasceu a 29 de Setembro de 1976) e também sem planos para parar. O compatriota Francisco Mancebo assinou pela japonesa Matrix Powertag, quando se prepara para fazer 43 anos (9 de Março).

Por Portugal há também um italiano que encontrou no Sporting-Tavira a equipa ideal para prosseguir a carreira. Já vai para a quarta temporada e com 41 anos (27 de Setembro de 1977). Gustavo Veloso (W52-FC Porto) vai ficar à porta dos 40, quando no próximo dia 29 celebrar os 39 anos. Os mesmos fará Sérgio Paulinho (Efapel), a 26 de Março. Alejandro Marque (Sporting-Tavira) tem 37 anos, com aniversário a 23 de Outubro.

Entre os mais velhos ainda a pedalar a nível profissional há ainda Svein Tuft. A Mitchelton-Scott não renovou contrato com o canadiano, que assinou pela Rally UHC, formação americana do escalão Profissional Continental. A 9 de Maio fará 42 anos.

Entre os trintões, a grande referência é, inevitavelmente, Alejandro Valverde, o campeão do mundo em título. A 25 de Abril celebrará 39 anos. O também espanhol Markel Irizar (Trek-Segafredo) fará a 5 de Fevereiro e Ruben Plaza (Israel Cycling Academy) a 29 do mesmo mês.

E para fechar, um belga que vai entrar nos 40 e que venceu a Volta ao Algarve em 2008. Stijn Devolder assinou pela Corendon-Circus (Profissional Continental), sendo um ciclista com história no World Tour, tendo vencido duas Voltas a Flandres. Representou a Discovery Channel, a então Quickstep-Innergetic, Vacansoleil-DCM e a Trek-Segafredo. A festa dos 40 está marcada para 29 de Agosto.

Andrea Tafi quer bater todos os recordes e participar no Paris-Roubaix aos 52 anos, para celebrar os 20 da conquista do monumento. Porém, não está fácil encontrar uma equipa que abra mão de um lugar para receber o italiano, pelo que deverá ficar-se pela prova para amadores.

»»O adeus de Hayman, o sábio irmão mais velho que deixou a sua marca no Paris-Roubaix««

»»Não foi um adeus ao ciclismo. Foi um até já««

23 de novembro de 2018

Volta a Portugal desiludiu mas a Efapel teve razões para sorrir

A frustração de uma Volta a Portugal abaixo das expectativas não significa que a Efapel tenha realizado uma má temporada. Com as equipas portuguesas a apostarem grande parte da época nessa prova, é natural que a formação de Américo Silva tenha ficado a desejar por mais e melhor. Porém, olhando para tudo que foi alcançado em 2018, a Efapel pode sorrir. Foi a terceira equipa com mais vitórias (a par da Aviludo-Louletano-Uli), com Daniel Mestre a ser a figura de destaque.

Foi o segundo ano em que Sérgio Paulinho assumiu a responsabilidade de liderar a equipa, ainda que tenha sido salientando desde o início da temporada que, desta feita, iria partilhar a esse estatuto com Henrique Casimiro. O que foi mais do que justo pelo que o ciclista havia feito nas duas épocas anteriores. Ambos venceram: terceira etapa do Grande Prémio Abimota e também a terceira tirada no Troféu Joaquim Agostinho, respectivamente. Para Paulinho foi o primeiro triunfo neste seu regresso a Portugal, depois de ser um gregário de luxo no World Tour.

Porém, o grande objectivo ficou longe. Sérgio Paulinho nem no top dez conseguiu terminar este ano na Volta a Portugal e Henrique Casimiro acabou também ele por não se aproximar da luta pelo pódio (foi décimo). A Efapel falhou ainda na vitória de uma etapa. O próprio director desportivo assumiu que a Volta ficou aquém, mas também destacou como a restante temporada foi positiva.

Neste aspecto o nome que sobressai é o de Daniel Mestre, também ele um líder, mas para outro tipo de terrenos. Clássica Aldeias do Xisto - sempre muito relevante visto as Aldeias do Xisto serem um dos patrocinadores da equipa -, duas etapas no Grande Prémio Jornal de Notícias e ainda foi fechar a época com um triunfo no Circuito de Nafarros. Em três temporadas com a Efapel, Mestre foi dos ciclistas que mais alegrias deu, ainda que nas últimas duas não tenha conseguido ganhar na Volta. E não foi por falta de tentativas. 

Daniel Mestre considerava a Efapel a decisão certa para a sua carreira quando assinou em 2016 e com razão. O seu trabalho e qualidade como ciclista valeram-lhe agora um contrato com a W52-FC Porto, que se prepara para subir de escalão. Uma oportunidade que se percebe que seja difícil dizer que não.


Ranking: 5º (1506 pontos)
Vitórias: 9 (incluindo a Clássica Aldeias do Xisto e três etapas do GP Jornal de Notícias)
Ciclista com mais triunfos: Daniel Mestre (4)


Mais discreto, até pela sua personalidade, a Efapel teve um ciclista que começou devagar, mas quando a época terminou, tinha mostrado ser uma contratação de valor. O espanhol Marcos Jurado sofreu uma gripe que o prejudicou no início da temporada , mas, entre Abril e Maio, começou a atingir um pico de forma e sucederam-se as presenças nas fugas e os bons resultados apareceram, como a vitória na Volta a Albergaria. Já o outro espanhol contratado em 2018, o veterano David Arroyo, teve um regresso ao pelotão português sem muito para recordar.

Há que falar de Bruno Silva. É um daqueles corredores que não sabe fazer as coisas mal. É um gregário que às vezes até pode passar despercebido, mas cumpre muito bem com o que lhe é pedido. Américo Silva não abre mão deste corredor, nem de Rafael Silva, que mereceu mesmo algo pouco visto em Portugal: uma renovação de contrato por dois anos. O sprinter ganhou uma etapa no Grande Prémio Jornal de Notícias e ainda a medalha de bronze nos Jogos de Mediterrâneo, com as cores da selecção nacional.

A época foi boa para a equipa, a Volta a Portugal não. E a Efapel quer ganhar e muito a Volta. Lutar por vitórias e até ficar perto de as alcançar na Grandíssima, acabar com um ciclista no top dez sabe a pouco e a equipa está a realizar um forte investimento para 2019 e vai pensando além disso. Já se fala num projecto para subir a Profissional Continental em 2021. Mas primeiro, a Efapel quer ganhar a Volta.

O regresso de Joni Brandão é uma contratação de extrema importância. Depois de dois anos no Sporting-Tavira, o ciclista regressa à casa onde se consolidou como um dos melhores ciclistas portugueses e espera-se que seja novamente o líder na Efapel que Sérgio Paulinho não conseguiu ser. A experiência de Paulinho como gregário poderá vir a ser importante, como braço-direito de Brandão, não esquecendo Henrique Casimiro, que poderá não perder alguma da liberdade que desfrutou este ano. Este será um trio potencialmente forte se se apresentar bem.

Além de Joni Brandão, a Efapel apostou na contratação de ciclistas estrangeiros. Foi buscar o espanhol de 26 anos, Antonio Angulo (Rías Baixas), que em 2017 representou a LA Alumínios-Metalusa-BlackJack e venceu a Volta à Bairrada. Américo Silva gosta de contar com ciclistas com experiência e com currículo internacional e garantiu dois. O uruguaio Fabricio Ferrari (33 anos) esteve dez épocas na Caja Rural, enquanto o búlgaro Nikolay Mihaylov (30) representou seis anos a polaca CCC Sprandi Polkowice e em 2017 esteve na francesa Delko Marseille Provence KTM. Ambos sabem o que é fazer corridas importantes, de categoria World Tour, são trepadores, pelo que poderão fazer parte do bloco que o director desportivo quer construir em redor de Joni Brandão.

Sérgio Paulinho, Henrique Casimiro, Bruno Silva, Rafael Silva, Marcos Jurado e Pedro Paulinho são as permanências, numa Efapel que quer acabar com o longo jejum de vitórias, pois desde que David Blanco ganhou a Volta em 2012, a equipa não mais repteiu o feito. Só com um bloco forte será possível pensar em debater-se com a poderosa W52-FC Porto e é isso que Américo Silva está a tentar construir, agora que "recuperou" Joni Brandão.

Veja aqui todos os resultados da Efapel em 2018 e das restantes equipas nacionais.

»»Um Edgar Pinto livre de azares e um João Matias cada vez mais líder««

3 de fevereiro de 2018

Paulinho, Mestre e Américo Silva em uníssono: "A Efapel está mais forte"

Preparou-se a equipa, garantiram-se reforços, definiram-se objectivos. Agora está na altura de passar para a estrada a ambição de uma Efapel muito baseada na experiência, mas com a confiança que esse factor poderá marcar a diferença no momento de discutir vitórias, sempre com a Volta a Portugal em mente, ainda que com metas pensadas para outras corridas. "Nunca prometemos vitórias, mas trabalho e profissionalismo. No entanto, as grandes equipas sobrevivem dos grandes resultados e a Efapel vai estar na discussão das corridas", assegurou Daniel Mestre.

Se Daniel Mestre continua a ser uma das figuras da equipa, principalmente nos sprints, Sérgio Paulinho mantém o papel de maior mediatismo, não se estivesse perante um medalhado olímpico e de um ciclista com mais de uma década de World Tour. Depois de um ano a adaptar-se à função de líder, sentir-se-á o Paulinho mais pressionado a apresentar resultados? "Não!" A resposta dificilmente poderia ter sido dita com maior segurança. "O que posso mostrar este ano? Talvez fazer alguma coisa que não fiz em 2017. Talvez tenha tido um pouco de medo de ser o líder, se calhar tive medo de atacar... Ou seja, quero fazer um 2018 com mais ambição, pôr esse medo de parte e foi isso que me fez continuar mais um ano no ciclismo", salientou ao Volta ao Ciclismo.

O final de temporada ficou marcado por uma queda no Circuito de Alcobaça e por uma operação a uma hérnia. "Foram quase três meses sem bicicleta. Perdi muito a forma", contou Paulinho. Por isso, disse que entrará mais tranquilo na época, com o plano de recuperar a sua melhor condição física, mas não só a pensar na Volta a Portugal. "Será o objectivo principal, mas durante o ano tentarei estar na discussão noutra fase. Isto é, apontar um primeiro pico para determinada altura, que ainda não está decidido. Tentarei ter dois picos."

"A experiência nunca é de mais. Não está no auge da carreira dele, mas para o ciclismo português [Arroyo] pode ter um papel muito importante"

Sérgio Paulinho (37 anos), referiu ainda como na Efapel não é o líder indiscutível, pois existem outros ciclistas com capacidade para assumir esse papel, inclusivamente no seu terreno. Isso mesmo é confirmado pelo director desportivo, Américo Silva: "[O Henrique Casimiro] pelo que tem vindo a fazer, nestes dois últimos anos na Volta a Portugal, por mérito próprio estará no mesmo patamar que o Sérgio." O responsável realçou ainda a contratação de David Arroyo. "A experiência nunca é de mais. O palmarés dele demonstra a grande qualidade que ele sempre teve. Não está no auge da carreira dele, mas para o ciclismo português pode ter um papel muito importante", frisou.

O espanhol, de 38 anos, tem no seu currículo um pódio no Giro, uma etapa na Vuelta e muitos anos de ciclismo ao mais alto nível, com parte da carreira a ser feita na estrutura da Movistar e nos últimos cinco anos na Caja Rural. Porém, em 2004 passou por Portugal, na então LA Pecol. "Já conhece o nosso ciclismo, através de mim, quando há 14 anos foi segundo na Volta. Conhecemo-nos muito bem", recordou Américo Silva.

Se o rendimento poderá baixar com o passar da idade, o director desportivo acredita que a chave para ver um veterano continuar a ser importante está no incentivo. "Se não diminuir o incentivo, acho que não se nota assim tanto [a idade], tendo em conta a tal experiência que se vai adquirindo. Tenho a esperança que o Arroyo tenha o incentivo que não teve nos últimos anos." Isto significa que o espanhol terá também ele as suas oportunidades.

Inevitavelmente falou-se de Sérgio Paulinho e Américo Silva acredita que o ciclista ainda tem algo para dar. "O Sérgio sofreu aquela transformação [de gregário para líder], que se foi fazendo durante 2017. Quando acabámos a época, principalmente a Volta a Portugal, eu fiquei com a sensação que o Sérgio ainda tinha mais qualquer coisa do que aquilo que deu em 2017. O próprio Sérgio, e não sendo ele um ciclista muito expressivo, também me confessou que ficou com o incentivo e com o moral que este ano pode andar melhor", garantiu.

"Penso que as coisas nesta equipa têm funcionado pelo colectivo e assim irá continuar a ser"

Américo Silva acredita que a Efapel "está eventualmente mais forte na alta montanha", mas acrescentou como conseguiu concretizar um dos seus desejos: "Ter um bloco reforçado para fazer uma trabalho mais específico para o Daniel Mestre chegar em melhores condições ao sprint". Um desses novos homens será Pedro Paulinho, irmão de Sérgio. "É bastante bom para os dois estar aqui. É muito gratificante. Treinamos sempre juntos", contou o mais velho dos Paulinhos.

Porém, Pedro andará mais ao lado de Daniel Mestre, que na última Volta a Portugal não conseguiu por pouco a desejada etapa. Confessou sentir-se triste, mas agora o pensamento está em 2018. "Sou um ciclista que gosta de estar minimamente bem em todas as corridas que faço. É claro que que se gosta de apontar picos de forma. Uma corrida que gosto bastante é o Grande Prémio Jornal de Notícias, onde nos últimos dois anos venci duas etapas. Não escondo que a Volta a Portugal é a corrida que gostamos de estar na máxima força e é para aí que vou apontar mais e tentar este ano uma vitória de etapa", explicou. Além de Arroyo e Pedro Paulinho (ex-Louletano-Hospital de Loulé, 27 anos), chegou também outro espanhol, Marcos Jurado (ex-Burgos-BH, 26). "Temos homens mais fortes", realçou Daniel Mestre.

No entanto, o ciclista de Almodôvar não estará na discussão da Prova de Abertura Região de Aveiro, que marca o arranque do calendário nacional. Serão 155,5 quilómetros entre Oliveira do Bairro e Torreira. Mestre está a recuperar de uma lesão, apontando tentar melhorar a forma na Volta ao Algarve, para atacar a Volta ao Alentejo, a meio de Março.
No dia em que a equipa se apresentou, não ficaram dúvidas que o discurso dos ciclistas é de motivação e principalmente da já conhecida união que marca este grupo. "Penso que as coisas nesta equipa têm funcionado pelo colectivo e assim irá continuar a ser", afirmou Américo Silva.

Equipa: Sérgio Paulinho, Henrique Casimiro, Daniel Mestre, Bruno Silva, Rafael Silva, Jesus del Pino, David Aroyo, Marcos Jurado e Pedro Paulinho.



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22 de novembro de 2017

Atenções centradas em Sérgio Paulinho com a equipa a corresponder como um todo

Conseguirá Sérgio Paulinho passar de gregário a líder? Foi a pergunta que se fez durante todo ano. A Efapel recebeu um dos ciclistas mais importantes que Portugal teve no World Tour. Medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, Sérgio Paulinho esteve mais de uma década ao lado de algumas das grandes referências da modalidade e tornou-se num dos homens de trabalho mais apreciados no pelotão internacional. E alcançou uns triunfos pessoais memoráveis, como as etapas no Tour (2010) e na Vuelta (2006). De regresso a casa, o ciclista, agora com 37 anos, nunca escondeu que seria um desafio ter um papel diferente.

Agarrou a oportunidade ao lado do director desportivo e amigo Américo Silva e quando chegou o momento de dar a resposta, disse que sim, que pode ser um líder. Porém, não conseguiu o resultado que procurava na Volta a Portugal, mas comprovou que, independentemente da idade, está-se sempre a aprender e a evoluir. Sérgio Paulinho espera que este tenha sido um ano de transição, para em 2018 alcançar o que ambiciona com a Efapel.

A equipa tem sido uma das mais fortes do pelotão nacional, mas ciente que, tal como todas as outras, está na perseguição à W52-FC Porto. Perder Joni Brandão para o Sporting-Tavira foi um rude golpe, contudo, a Efapel respondeu com uma contratação de peso. A responsabilidade era grande, mas tanto o director desportivo, como o ciclista sempre afastaram um aumento de pressão devido ao mediatismo de Sérgio Paulinho e também por a Efapel não ganhar a Volta a Portugal desde 2012, então com o espanhol David Blanco.

Ranking nacional: 3º (1703 pontos)
Vitórias: 6 (incluindo uma etapa na Volta a Portugal)
Ciclista com mais triunfos: Daniel Mestre (3)

Com as atenções centradas em Sérgio Paulinho, Henrique Casimiro quase passou despercebido. Pode ter sido mais discreto, é certo, mas alcançou sempre resultados interessantes e que claramente davam outra opção a Américo Silva. O melhor aconteceu em Espanha, na Volta a Castela e Leão, onde fechou o pódio. Na Volta a Portugal acabou por ser um co-líder. Terminou na oitava posição, uma acima de Paulinho. Para uma Efapel que na Senhora da Graça perdeu a possibilidade de discutir a corrida, foram resultados importantes, ainda que aquém do desejado.

Não foi uma temporada fácil. Só em Maio surgiu a primeira vitória e logo a dobrar, no Grande Prémio Jornal de Notícias. Daniel Mestre tirou um peso dos ombros da equipa. Parecia que o difícil tinha sido conseguir o primeiro triunfo. Jesús de Pino venceu o Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela e mais tarde a Volta a Albergaria. Daniel Mestre celebrou no Troféu Joaquim Agostinho, mas a grande vitória do ano chegaria por um ciclista mais improvável. António Barbio já havia demonstrado como é um corredor de confiança no trabalho que faz em prol da equipa. De vez em quando chega aquele momento em que um gregário por excelência tem a sua oportunidade e há que agarrá-la.

Na chegada a Santo Tirso, Del Pino estava na fuga com Barbio, mas o português teve liberdade para tentar a sua sorte. Num daqueles dias que marcam uma carreira, Barbio (23 anos) pedalou como nunca e aguentou o ritmo numa subida à Nossa Senhora da Assunção que poderia traí-lo. Ganhou isolado e deu uma importante vitória a uma Efapel que já tinha visto Daniel Mestre ficar perto. Não houve pódio e muito menos a conquista da corrida, mas Barbio e o top dez de Paulinho e Casimiro fizeram com que o balanço pudesse ser considerado positivo.

Uma palavra para Rafael Silva. Ninguém apontaria nada a um ciclista que leva 14 pontos nas costas e mais três no braço e decidisse abandonar. Rafael Silva continuou, com o apoio de colegas que recusaram deixá-lo para trás. Não foi fácil, mas ainda conseguiu dar uma ajuda mais perto do final da Volta. Em Viseu, na última etapa, só havia sorrisos por ter cortado a meta.

A época da Efapel pode ter-se centrado muito em Sérgio Paulinho, mas acabou por demonstrar que o todo o conjunto tinha valor. Ainda assim, em 2018 será de esperar que na Volta a Portugal do próximo ano possa estar na discussão. Barbio e Álvaro Trueba optaram por outros caminhos - Miranda-Mortágua e Sporting-Tavira -, mas já está garantido mais um ciclista muito experiente, o espanhol David Arroyo (37). De Espanha chega ainda Marcos Jurado (26) que estava na Burgos-BH.



5 de novembro de 2017

"Foi uma época melhor do que eu estava à espera"

A etapa da Senhora da Graça acabou com o objectivo de Sérgio Paulinho em lutar pelo pódio na Volta a Portugal. No entanto, o ciclista da Efapel não está desiludido, nem com o que aconteceu naquele dia, nem com a temporada que realizou em Portugal, depois de 12 anos no estrangeiro. Muito pelo contrário. Está motivado para continuar, estando garantido mais um ano na Efapel. O World Tour faz parte do passado, pois está feliz a correr em casa e só pensa em conquistar bons resultados, principalmente aquele pódio na Grandíssima. "Acho que a equipa ficou bastante satisfeita [comigo] e, por isso, é que para o ano cá estarei com a Efapel a lutar nas corridas", confirmou ao Volta ao Ciclismo.

Depois de uma carreira ao mais alto nível, sendo um dos homens de trabalho mais importantes no pelotão internacional, Sérgio Paulinho teve a oportunidade de na recta final ter o papel de líder ao serviço da Efapel, que tem como director desportivo Américo Silva. "Não digo que tenha sido um ano complicado, não foi, mas foi um ano de transição em que os meus colegas e o Américo ajudaram-me bastante", disse o ciclista de 37 anos. Foi necessário adaptar-se a uma nova função e Paulinho admitiu que por vezes sentia-se um jovem em início de carreira, pois era corrigido naquilo que fazia. "Em algumas ocasiões sim, senti-me assim. Acabávamos por rir bastante. Corrigiram-me muitas vezes e tenho muito a agradecer-lhes", realçou.

"Estou muito feliz em Portugal e, sinceramente, não penso em voltar ao World Tour"

Foi um desafio que Sérgio Paulinho agarrou com enorme vontade e motivação, sabendo que tinha a responsabilidade de liderar a Efapel na Volta a Portugal. Porém, na Senhora da Graça, quarta etapa, perdeu 1:08 minutos e a missão de pelo menos chegar ao pódio ficou muito difícil. Ainda assim, terminou no top dez (nono lugar). Olhando para todo este "ano de transição" na sua carreira, Sérgio Paulinho não hesita em dizer: "Foi uma época melhor do que eu estava à espera. Durante o ano estive sempre ali com os primeiros." Entre os melhores resultados destaca-se o segundo lugar na Clássica da Arrábida, o quarto lugar na Clássica Aldeias do Xisto, o sétimo no Troféu Joaquim Agostinho, além do terceiro nos Nacionais, na prova de contra-relógio. Não duvida que a Senhora da Graça foi o momento que marcou a sua Volta a Portugal, considerando que talvez tenha cometido alguns erros devido à mudança de papel de gregário para líder. "Acabei por pagar um pouco isso, mas foi uma experiência positiva e para o ano quero lá estar e, quem sabe, discutir o pódio", afirmou.

Contou ainda que um eventual nervosismo por saber que na Senhora da Graça se poderia perder uma Volta, poderá o ter "bloqueado" nos últimos dois quilómetros. No entanto: "Não fiquei desiludido." A longa experiência teve o seu papel quando o momento não foi bom. Sérgio Paulinho reagiu e lutou pelo top dez que alcançou (foi nono), tal como o colega Henrique Casimiro (oitavo). A Efapel ganhou ainda uma etapa por intermédio de António Barbio: "Começámos a ganhar tarde [na temporada], mas nunca esmorecemos. Íamos sempre à luta. A Volta foi bastante positiva. Toda a época foi positiva para a Efapel." Sérgio Paulinho deixou ainda um elogio ao seu jovem colega: "O Barbio é um dos ciclistas que trabalha sempre para a equipa e quando alguém como o Barbio, que dá tudo pelos companheiros, conquista uma vitória como aquela, é ainda mais saborosa. Ele mereceu-a."

E o companheirismo na Efapel é algo que deixa Sérgio Paulinho ainda mais entusiasmado para continuar a lutar por vitórias. "Eu acabei a Volta e disse aos meus colegas que em todos os meus anos de carreira no estrangeiro, nunca encontrei um ambiente como na Efapel. É certo que lá fora eram 25 ou 30 ciclistas numa equipa e nem coincidia com alguns colegas nas corridas, mas, ainda assim, nunca tive este ambiente. Aqui é como uma família e acho que isso acaba por ajudar a que os resultados apareçam", salientou.

Para que não restem dúvidas, depois de ter terminado abruptamente a carreira no World Tour com o fim da Tinkoff, Sérgio Paulinho garantiu: "Estou muito feliz em Portugal e, sinceramente, não penso em voltar ao World Tour."


7 de agosto de 2017

"Não se ganha a Volta na Senhora da Graça, mas com um dia mau pode-se ficar fora da decisão"

Chega cedo, chega a dia de semana e chega com os favoritos à espera de começarem a mostrar-se. Volta sem Senhora da Graça não é Volta. Pode não ser dos locais mais decisivos para determinar um vencedor, mas por lá já se perderam algumas Voltas. É precisamente para esse risco que alerta Sérgio Paulinho.

Sendo apenas a quarta etapa, ainda há muitas dificuldades noutras tiradas que poderão ter um factor de desequilíbrio maior. Porém, o Monte Farinha não é para ser feito a pensar noutros dias. Os seus 8,5 quilómetros são de uma pendente entre os 7 e 9%, mas mais perto do final, estão 10,5% à espera dos ciclistas. Ser a dia de semana deixou muitos adeptos desiludidos, pois nem todos estão de férias em Agosto. É afinal uma tradição para muitas pessoas daquela zona do país (e não só) irem ver o pelotão passar, passando o dia (às vezes até estão lá antes) com os piqueniques, um pouco de álcool, muita festa e, claro, há quem aproveite para experimentar subir até à Senhora da Graça de bicicleta.

Se ser a uma terça-feira vai prejudicar a etapa a nível de público, logo se verá, contudo, para os ciclistas a responsabilidade é a mesma de sempre. "Não se ganha a Volta na Senhora da Graça, mas com um dia mau pode-se ficar fora da decisão", salientou Sérgio Paulinho ao Volta ao Ciclismo. O líder da Efapel admite que há muito que não passa pela icónica subida, que só por uma vez não fez parte do percurso da Volta a Portugal, em 1983, desde que se estreou na edição de 1978. De regresso a Portugal depois de 12 temporadas no estrangeiro, Paulinho vai viver novamente a emoção de estar numa subida talvez com o melhor ambiente a nível de pessoas a apoiar. Esteve nas três grandes voltas e noutras corridas importantes, mas será diferente enfrentar um ambiente destes como líder. "Com o público a torcer por ti, dá muito mais motivação e orgulho. Tanto eu como os outros ciclistas do pelotão nacional estamos ansiosos porque é uma etapa espectacular e mítica da Volta a Portugal", referiu.

Sérgio Paulinho está a ter um arranque de Volta a Portugal dentro das expectativas. Fez um bom prólogo e está no top dez (ocupa a sexta posição, a 20 segundos do líder Raúl Alárcon). Esta segunda-feira, a subida à Serra de Bornes (segunda categoria) e algum calor provocaram um natural desgaste, pelo que a Senhora da Graça será um teste ainda maior. Foi um gregário de luxo e esteve ao lado de Alberto Contador em algumas das principais vitórias do espanhol. Agora é um líder numa Efapel que procura regressar aos triunfos da Volta, depois de David Blanco o ter feito em 2012. "Acho que estou preparado para ser um líder. Durante a época demonstrei isso mesmo, estando quase em todas as corridas junto dos melhores. Por isso, sinto-me preparado para liderar a Efapel nesta Volta a Portugal", salientou. No dia em que Contador anunciou a carreira, Paulinho considera que o ciclismo ficará a perder.

Foram meses de intenso trabalho com a preocupação de a nível físico garantir que poderá estar sempre a um ritmo elevado, já que agora não há mais o objectivo de trabalhar uma parte da etapa e depois poupar-se para os dias seguintes. Também houve uma preocupação a nível psicológico, com Sérgio Paulinho a realçar a importância do director desportivo, Américo Silva, e dos restantes colegas para que esteja agora preparado para lutar pela Volta.

O facto de ter estado tantos anos afastado de Portugal, este regresso à Volta provoca sempre algum nervosismo, mas nada que o perturbe. Olha para a W52-FC Porto como a formação que é a principal rival, mas a Efapel dá-lhe garantias: "A equipa é bastante boa, tanto para a parte plana, como para a montanha. Estamos bastante moralizados e focados nisso. Acho que tirando a W52-FC Porto, podemos equiparar-nos às restantes equipas do pelotão."

Quanto ao percurso, Sérgio Paulinho considerou que todas as etapas têm motivos para preocupação. Ainda assim, admitiu que não ter uma chegada à Torre é algo que lhe é favorável. "Mas há outras etapas complicadas, como a Senhora da Graça ou a Senhora da Assunção. E pelo que temos visto noutros anos, às vezes nem é preciso a chegada à Torre para se fazer uma diferença", afirmou.

Os principais candidatos à vitória estão quase todos acima dos 30 anos, excepção feita a Vicente García de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) que tem 28. Sérgio Paulinho considera que a forma como se corre em Portugal acaba por provocar dificuldades aos mais novos, até que consigam adaptar-se. "Quase ninguém controla uma etapa. É sempre ao ataque. No estrangeiro estava habituado a fazer os primeiros 50/60 quilómetros até se formar a fuga e não de em três/quatro dias se estar sempre ao ataque, da partida à chegada", referiu. Apesar dos sub-23 fazerem quase todas as corridas durante o ano com a elite, Paulinho considera que quando chega o momento de fazerem a Volta, há sempre uma dificuldade por parte dos mais novos. Ou seja, a experiência é algo importante numa corrida como a chamada Grandíssima.



Edgar Pinto de fora, Armée de Terre soma segunda vitória

A Volta a Portugal perdeu um dos seus candidatos. Edgar Pinto foi um dos envolvidos na queda perto da meta em Castelo Branco. Foi para o hospital e tem vários ferimentos, desde o rosto ao joelho direito, passando pela zona do abdómen. Teve de ser operado e hoje naturalmente que não partiu para a terceira etapa. É uma grande perda para a LA Alumínios-Metalusa-BlackJack, já que Edgar Pinto estava a realizar uma excelente temporada, neste seu regresso depois de dois anos no Dubai. A responsabilidade de liderar a equipa pertence agora a César Fonte, que é 11º classificado, a 34 segundos de Raúl Alarcon. João Matias recuperou a camisola da montanha para a formação. Uma boa resposta para o infortúnio que atingiu a equipa.

Rafael Silva (Efapel) foi outro dos ciclistas afectados. Teve de receber vários pontos, mas ainda assim continua em prova, com o director Américo Silva a acreditar que caso consiga passar a Senhora da Graça a tendência será para melhorar e conseguir desempenhar novamente em pleno o papel que trouxe para a Volta: ajudar Sérgio Paulinho e estar presentes nos sprints tanto para Daniel Mestre, ou mesmo para ele tentar ganhar.

(Fotografia: Podium/Volta a Portugal)
Quanto à etapa que ligou Figueira de Castelo Rodrigo a Bragança (162,1 quilómetros), apesar de uma subida de segunda categoria na Serra de Bornes, acabou por ser disputada ao sprint, com a vitória a ir para o francês Bryan Alaphilippe. Sim, o nome não engana, é mesmo o irmão mais novo de Julian Alaphilippe, da Quick-Step Floors. Tem 21 anos, é um sprinter com capacidade também para as corridas de um dia.

Muito feliz pelo resultado, Alaphilippe salientou que ganhar em Bragança foi um bónus para a equipa da Armée de Terre. Depois de cumprido o objectivo de ganhar o prólogo e vestir a amarela com Damien Gaudin, tudo o que venha a mais será fenomenal para a formação francesa. O jovem ciclista admitiu que vão continuar à procura de vencer etapas.

Na geral, tudo na mesma na frente. Raúl Alárcon (w52-FC Porto) lidera com seis segundos de vantagem sobre Alejandro Marque (Sporting-Tavira). Do primeiro ao 21º classificado são menos de 60 segundos que separam os ciclistas. A Senhora da Graça deverá fazer uma selecção mais definida.

Veja aqui os resultados da terceira etapa e as classificações.

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4 de agosto de 2017

Analisando os principais candidatos: Marque ganha vantagem

(Fotografia: Podium/Volta a Portugal)
Um prólogo nada decide mas se Alejandro Marque ganhasse a Volta a Portugal com 11 segundos de vantagem sobre Gustavo Veloso, teríamos de recuar a este primeiro dia de corrida e aos 5,4 quilómetros de contra-relógio em Lisboa. Ainda é cedo, muito cedo, para fazer previsões, mas na primeira amostra dos principais candidatos à vitória, o espanhol do Sporting-Tavira ganhou vantagem a todos e a distância até é bem simpática e certamente que põe em sentido os adversários.

Marque foi terceiro no contra-relógio, a três segundos de Damien Gaudin, ciclista da equipa do exército francês Armée de Terre. Começamos então pelo espanhol. É um vencedor da Volta a Portugal (2013) que este ano regressou a uma equipa onde se sente em casa. Joni Brandão era suposto ser o líder, mas Marque sempre admitiu que esperava ter a sua oportunidade. Talvez não fosse bem assim que a queria, mas um problema de saúde afastou o colega da Volta e o espanhol pode assim lutar pela vitória, tal como Rinaldo Nocentini. Mas já lá vamos ao italiano.

O contra-relógio é uma das armas de Marque, pelo que só talvez Gustavo Veloso consiga estar ao seu nível. Há que não esquecer que a Volta termina precisamente com um esforço individual e se ganhou mais de 10 segundos em 5,4 quilómetros, se estiver bem em Viseu pode conquistar pelo menos o dobro ou até um pouco mais em 20,1. Pode não ser um ciclista explosivo na montanha, mas sendo algo imprevisível nas suas tácticas, os adversários terão de estar muito atentos.

Nocentini (39 anos) ficou a 10 segundos de Marque o que desde logo confirma que o italiano chega à Volta a Portugal na boa forma que demonstrou no princípio do ano na Volta ao Algarve, por exemplo. Tem 39 anos, mas ainda não pensa em retirar-se e quer ganhar a Volta. A preparação já foi feita de outra forma, agora que conhece as dificuldades que a corrida portuguesa impõe. Está confiante e deixa o sinal que podem contar com ele para a luta. Para já não há problema numa liderança partilhada. O director desportivo, Vidal Fitas, irá certamente jogar com estas duas armas. Porém, se se mantiverem assim tão próximos a ver vamos se não terá de haver uma escolha.

Gustavo Veloso confirmou que é candidato, mas, lá está, já não é aquele dominador de outrora. O espanhol terminou fora do top dez, algo que não se esperava. Foi 12º, a 11 segundos de Marque, 14 de Gaudin, o vencedor. Aos 37 anos também fica a questão se Veloso não poderá fazer alguma gestão de esforço, jogando um pouco mais frio, já que tem a seu favor o facto de estar inserido na melhor equipa do pelotão nacional. Diz-se que a W52-FC Porto é a Sky portuguesa e Veloso de poder-se-á dizer que tal como Froome já demonstrou que é humano e pode ser batido. Ainda assim, é dos principais favoritos e só os ciclistas do Sporting-Tavira o bateram, isto falando apenas dos candidatos.

A curiosidade para com Sérgio Paulinho (37) é enorme! Em 5,4 quilómetros não se vai tirar conclusões, mas pelo menos no que diz respeito ao contra-relógio, o líder da Efapel comprovou que está bem, tal como tinha mostrado nos Nacionais (foi terceiro). A grande questão para com o medalha de prata olímpica (em 2004 na prova de estrada) é como estará na montanha. Terá capacidade para aguentar dia após dia o ritmo da frente? A sua candidatura é mais do válida por toda a qualidade que sabemos que tem, contudo, teremos mesmo de esperar pelas etapas mais difíceis para perceber se Paulinho é candidato à vitória, ao pódio ou ao top dez. No prólogo foi 15º a 14 segundos de Marque.

Outro regressado é Edgar Pinto, ainda que só tenha estado dois anos fora ao contrário de Paulinho que está na Volta a Portugal 13 anos depois da última presença. A LA Alumínios-Metalusa-BlackJack tem todo o direito para sonhar com um excelente resultado do seu líder (31 anos). Tem sido consistente durante toda a temporada, com realce para o 10º lugar na Volta ao Algarve e o sétimo no Alentejo. Ainda somou o oitavo posto na Clássica Aldeias do Xisto, tendo depois reduzido o ritmo de forma a garantir estar no seu melhor no principal objectivo da temporada para todas as equipas portuguesas. É um excelente trepador, adaptando-se bem a subidas mais explosivas, como às mais longas. Sabe gerir o esforço como poucos e é tacticamente muito perspicaz. Edgar Pinto foi 17º a 15 segundos de Alejandro Marque.

A pequena desilusão veio de Vicente García de Mateos (28). E há que realçar a palavra "pequena". O espanhol é sinónimo de confiança. Quer ganhar a Volta a Portugal e não apenas ficar no pódio, isto depois de há um ano ter sido oitavo. De sprinter a trepador, Mateos confirmou esta sua adaptação com sucesso na vitória na Clássica das Aldeias do Xisto. Sempre se defendeu bem nas subidas, mas agora preparou-se para as enfrentar sempre na frente da corrida. Apesar dos 23 segundos perdidos para Marque, este é um ciclista que estará a criar grande desconfiança nos seus adversários. É que nas subidas mais curtas e explosivas que esta Volta a Portugal tem, Mateos poderá fazer grandes estragos, sendo aí que poderá passar muito da sua táctica para conquistar uma vitória para o Louletano-Hospital de Loulé.

Para terminar, a Rádio Popular-Boavista. Rui Sousa é o líder e não há quem não o queira ver de amarelo. Porém, João Benta é um ciclista a ter em conta e a Volta a Portugal só não começou em festa porque Domingos Gonçalves foi batido por Gaudin por dois segundos. Ainda assim, um excelente começou para o campeão nacional de contra-relógio, que ainda espera vestir também ele a camisola amarela pelo menos um dia. Regressando a Rui Sousa, o contra-relógio nunca foi o seu forte, mas os 19 segundos perdidos (a referência é sempre Marque) demonstram que poderá muito bem estar ao nível dos principais candidatos. Já sabe como é Rui Sousa. É lutar até ao fim e desta vez será mesmo o fim. Em ano de despedida é o tudo por tudo por um final à conto de fadas.

Gaudin é o primeiro camisola amarela
Quanto a João Benta, os 34 segundos a mais do que o espanhol do Sporting-Tavira já preocupam. Ainda assim, o ciclista tem o principal objectivo de ganhar uma etapa e de tentar entrar no top dez. Tudo o mais será bem-vindo, mas este não foi o melhor dos arranques, ainda que este ciclista terá tendência a ir melhorando com o decorrer da corrida.

Pode ver aqui a classificação do prólogo que se realizou em Lisboa, com vista para o Mosteiro dos Jerónimos e para o rio Tejo. Damien Gaudin é o primeiro camisola amarela, enquanto o melhor jovem é o canadiano Travis Samuel H&R Block Pro Cycling Team. O Sporting-Tavira lidera por equipas.


Deixamos Lisboa e rumamos até bem perto: Vila Franca de Xira será o palco da partida da primeira etapa. Serão 203 quilómetros feitos debaixo de muito calor, com Setúbal e receber a chegada. As duas terceiras categorias já perto do final podem ser propícias a ataques, principalmente na Arrábida.

»»Um líder e outros cinco potenciais candidatos. Esta W52-FC Porto é um luxo, mas pode ter um inimigo««

»»"Vou tentar estar no meu melhor para mostrar que a vitória não foi por acaso"««

18 de maio de 2017

Equipas portuguesas em Espanha antes do Grande Prémio Jornal de Notícias

Sérgio Paulinho (à esquerda) é uma das principais figuras da Volta a Castela e Leão
Na quarta-feira começa uma das mais importantes competições portuguesas, o Grande Prémio Jornal de Notícias, mas entre sexta-feira e domingo regressam a Espanha para a Volta a Castela e Leão. Só o Louletano-Hospital de Loulé não estará presente, mas desta vez a Efapel irá competir além fronteiras, sendo a formação mais "caseira" em 2017. A W52-FC Porto deu descanso aos seus líderes, mas as restantes equipas levaram algumas das suas principais figuras, procurando um bom resultado numa corrida que contará com a Movistar, do World Tour, e com as Profissionais Continentais Direct Energie, Androni Giocattoli e Caja Rural.

Sérgio Paulinho é um dos principais nomes presentes. A sua vasta experiência ao mais alto nível coloca-o em destaque na Volta a Castela e Leão, agora como líder da Efapel. A cerca de dois meses e meio da Volta a Portugal, Sérgio Paulinho começará a ser seguido com maior atenção, tendo em conta o seu objectivo de vencer a principal competição nacional, depois de anos como gregário de luxo no World Tour. Daniel Mestre, Rafael Silva, Henrique Casimiro, Bruno Silva, Jesus del Pino, Álvaro Trueba e o colombiano Mateo Garcia completam a equipa. "“Esta é uma corrida que normalmente se decide entre os puros trepadores. Nós temos ciclistas que sobem bem, mas não temos puros trepadores. Não temos muita noção daquilo que podemos fazer. De qualquer forma, não deixamos de lado a nossa ambição. Vamos tentar disputar uma etapa. O Rafael [Silva] está a chegar ao seu melhor momento. Também podemos contar com o Daniel [Mestre]. Queremos sempre ser protagonistas", salientou o director desportivo, Américo Silva, citado pela equipa.

A Rádio Popular-Boavista também apresenta uma equipa interessante, liderada pelo russo Egor Silin. Domingos Gonçalves, Filipe Cardoso, Luís Gomes, Xuban Errasquin, Victor Etxebarria, Pablo Guerrero e Daniel Sanchez vão procurar um bom resultado. "Tenho corrido muito, mas vamos planear um descanso depois do JN. Por mim, prefiro correr a ficar em casa a treinar, pois tenho mais vantagens", disse Domingos Gonçalves, numa declaração divulgada no Facebook da equipa. Na página lê-se ainda que os ciclistas não vão encontrar temperaturas simpáticas: "Muito vento e frio, daquele que cura as carnes, era o cenário principal quando chegámos a Aguilar de Campoo, uma pequena vila/aldeia, tornada famosa no ciclismo espanhol, pelo antigo ciclista Alberto Fernandez."

Na lista de inscritos o Sporting-Tavira aparece apenas com sete ciclistas, mas entre eles estão Rinaldo Nocentini - que está a realizar uma excelente temporada -, Joni Brandão, Frederico Figueiredo, Jesus Ezquerra, Mario Gonzalez, Luís Fernandes e David Livramento.

Também a LA Alumínios-Metalusa-BlackJack e a W52-FC Porto aparecem em versão reduzida. A primeira irá apresentar-se na Volta a Castela e Leão com Hugo Sancho, César Fonte, João Matias, Antonio Angulo, Samuel Blanco, Luís Afonso e o francês Guillaume de Almeida. Sem os habituais líderes, a W52-FC Porto dará a oportunidade a outros ciclistas de se mostrarem, como é o caso de António Carvalho. O português terá a seu lado Joaquim Silva, Daniel Freitas, João Rodrigues, Ignacio Perez, Angel Rebollido e Jacobo Ucha. A equipa de Nuno Ribeiro esteve recentemente muito bem em Espanha, com Raul Alarcón a vencer a Volta às Astúrias e a ser segundo na Volta à Comunidade de Madrid.

Haverá outros portugueses em prova além dos que representam as equipas nacionais. Nuno Bico estará ao serviço da Movistar, enquanto Rafael Reis foi chamado pela Caja Rural. Veja aqui a lista de inscritos.

Aqui ficam as etapas:

Aguilar de Campoo - Santibañez de la Peña, 168 quilómetros (sexta-feira)


Velilla del Río Carrión - Sabero-Alto de la Camperona, 166,4 quilómetros (sábado)