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26 de outubro de 2019

Fundação Euskadi reforça-se com ciclistas da Murias, Movistar e com um da Efapel

(Fotografia: Facebook Fundação Euskadi)
Dar continuidade ao projecto de formação, mas ter reforços com experiência no ano em que sobe a Profissional Continental. A Fundação Euskadi deu mais um passo nos seus planos de recuperar a tradição basca de ter uma equipa nas grandes corridas e  de fazer parte de grandes momentos da modalidade. O fim da Euskaltel-Euskadi deixou um vazio na modalidade no País Basco, que a Euskadi-Murias parece não ter preenchido. Não houve espaço para duas equipas bascas no segundo escalão. A hipótese de fusão também foi afastada. A Murias não irá mais para a estrada por falta de patrocinadores, enquanto a Fundação Euskadi vai crescendo e contratou vários dos ciclistas da "rival". Também terá atletas que conhecem o World Tour e um nome conhecido em Portugal.

Antonio Angulo representou a LA Alumínios-Metalusa-BlackJack em 2017 e esta época esteve ao serviço da Efapel. Aos 27 anos terá um novo desafio pela frente, subindo de escalão. Mas há outro reforço que recentemente se mostrou por cá, precisamente ao serviço de uma Euskadi-Murias que muito competiu no nosso país. Mikel Aristi venceu a etapa de Santo António dos Cavaleiros, na última Volta a Portugal. A Fundação Euskadi contratou ainda o vencedor da 11ª etapa na Volta a Espanha, Mikel Iturria. Gari Bravo, Julen Irizar e Mikel Bizkarra fecham o contingente da Murias.

Depois de cinco temporadas no World Tour na Movistar, Rubén Fernández muda de equipa aos 28 anos e será uma forte voz da experiência, principalmente se a formação basca conseguir entrar em corridas mais importantes, espreitando um eventual convite para a Vuelta. Sempre muito preso ao papel de gregário, este vencedor do Tour de l'Avenir em 2013, nunca confirmou as expectativas na Movistar, mas terá agora nova oportunidade para conquistar o seu lugar de destaque.

Juan José Lobato será arma para os sprints, com o espanhol a procurar reatar uma carreira que perdeu fulgor quando saiu da Movistar no final de 2016, onde esteve três anos, após um na Euskaltel-Euskadi. Não se afirmou na Lotto-Jumbo e foi despedido no início de 2018 depois de ter recorrido a medição para dormir sem autorização e conhecimento dos médicos da equipa. Encontrou refúgio na Nippo Vini Fantini Faizanè, mais uma que fecha portas este ano. Na equipa italiana estava o jovem de 22 anos Joan Bou, que realizou algumas prestações bem interessantes em provas por etapas. Uma aposta de futuro para a Fundação Euskadi.

Lobato será o mais velho da equipa, pois fará 31 anos em Dezembro. Bizakarra e Bravo têm 30 e a maioria do plantel tem menos de 25 anos.

Antonio Jesús Soto, Diego López, Dzmytri Zhygunov, Gotzon Martín, Ibai Azurmendi, Jokin Aranburu, Mikel Alonso, Txomin Juaristi, Peio Goikoetxea e Unai Cuadrado, renovaram para 2020. Os dois últimos foram figuras na Volta a Portugal. O primeiro foi líder da montanha e o segundo da juventude, ainda que não tenham conquistado as classificações. Andaram também em algumas fugas. Zhygunov é o único estrangeiro. Este bielorrusso de 23 anos, forte no sprint, tem como padrinho no ciclismo Vasil Kiriyenka, um dos principais homens de trabalho da Ineos e campeão do mundo de contra-relógio em 2015.

Para fechar a equipa que obrigatoriamente tem de ter no mínimo 20 ciclistas para estar no escalão Profissional Continental, a Fundação Euskadi ficou com Iker Ballarín, ciclista que estagiou a partir de Agosto, oriundo da estrutura de sub-23 espanhola Laboral Kutxa.

Mikel Landa tem sido um dos mentores deste projecto da Fundação Euskadi, que trouxe de novo as famosas camisolas laranjas para a estrada e também a atitude de ser uma equipa que tem ciclistas que animam qualquer tipo de corrida, como aliás se pôde assistir na Volta a Portugal. Landa foi uma das actuais figuras do ciclismo espanhol que apareceu na extinta Euskaltel-Euskadi.

»»E se a Hagens Berman Axeon ficasse com os ciclistas que forma e fosse do World Tour?««

»»Bahrain-Merida anuncia seis reforços. Forte apoio para Landa a pensar nas grandes voltas««

12 de agosto de 2019

As equipas da Volta a Portugal uma a uma

(Fotografia: © Podium/Paulo Maria)
Terminada a 81ª edição da Volta a Portugal e dado o peso que tem na época das formações nacionais, é o momento de fazer balanços. W52-FC Porto, Rádio Popular-Boavista e LA Alumínios-LA Sport são as que ficaram mais felizes, enquanto o Sporting-Tavira falhou novamente e a Aviludo-Louletano pagou o preço por apostar tudo num ciclista. Entre as estruturas estrangeiras, como sempre acontece, algumas mal se viram, mas Fundação Euskadi será sempre bem-vinda, com Euskadi-Murias e Amore & Vita-Prodir a conquistarem etapas. A formação suíça SRA também foi interessante de ver. (As equipas estão pela ordem da classificação colectiva.)

W52-FC Porto: Começou desde cedo a mostrar que continuava a ser a equipa mais forte. Porém, a queda de Bragança fez a estrutura tremer, com Joni Brandão a conseguir inclusivamente tirar a camisola amarela que a equipa não estava habituada a perder com a corrida tão avançada. Sem o vencedor das duas últimas edições, Raúl Alarcón (lesionado), foi o seu substituto que, de certa forma, surpreendeu ao mostrar um nível que não se via há dois anos. Gustavo Veloso (terceiro) voltou a sonhar com a terceira vitória, andou de amarela, mas a tal queda deixou-o limitado. João Rodrigues estava a ser preparado para assumir responsabilidade um dia. Esse dia chegou mais cedo e o algarvio de 24 anos foi brilhante. Também apanhou um susto ao cair em Bragança, mas não foi nada de grave. Ganhou na Torre, foi segundo na Senhora da Graça e avassalador no contra-relógio Gaia-Porto. Partiu com o mesmo tempo que Brandão e ganhou por 27 segundos. Foi o líder que a W52-FC Porto precisava. Samuel Caldeira foi o homem de trabalho que a equipa precisava e ainda ganhou o prólogo e vestiu a amarela no início. Daniel Mestre também ganhou uma etapa e trabalhou muito até partir uma costela em Bragança. Depois foi aguentar para conquistar a camisola verde dos pontos. Sobre Ricardo Mestre faltam palavras para descrever a sua importância, enquanto Edgar Pinto (quinto) foi novamente azarado com uma queda na Torre após toque com Vicente García de Mateos, mas foi essencial na luta pela vitória acabaria por ser de Rodrigues. António Carvalho começou bem, fraquejou a meio e foi um senhor na Senhora da Graça, terminando a Volta na quarta posição. Com uma equipa assim era difícil não ganhar, mas teve rival à altura para valorizar ainda mais a conquista, a sétima consecutiva da formação do Sobrado.

Rádio Popular-Boavista: Há um ano, a vitória de etapa e o top dez de Domingos Gonçalves já tinha sido muito positivo, mas em 2019, José Santos levou a sua equipa a um patamar que há muito não se via. João Benta e Luís Gomes ganharam etapas e este último ainda foi o rei da montanha. No contra-relógio final, a equipa deixou escapar a vitória por equipas, mas terminou com Benta (sexto), David Rodrigues (sétimo) e Daniel Silva (nono) no top dez. A influência na corrida foi tal, que tanto a W52-FC Porto e principalmente a Efapel procuraram alianças com esta equipa. Luís Mendonça não conseguiu a vitória que esteve perto, mas todos os ciclistas destacaram-se pelo trabalho feito para o sucesso alcançado, numa Volta a Portugal que a equipa tão cedo não esquecerá. Esperava-se a habitual equipa lutadora, mas desta feita a Rádio Popular-Boavista conseguiu traduzir em mais resultados essa forma de enfrentar as corridas.

Sporting-Tavira: Falta a confirmação oficial, mas terá sido a despedida do Sporting da Volta a Portugal. O clube deverá abandonar a modalidade, depois de ter regressado há quatro anos. Então, Jesus Ezquerra venceu uma etapa, mas a partir daí pouco correu bem à equipa de Vidal Fitas nesta corrida. 2019 não foi excepção. Tiago Machado foi uma aposta falhada, José Mendes, o campeão nacional, andou desaparecido. Alejandro Marque ainda parecia poder lutar pelo top dez, mas a etapa da Torre acabou com essa ideia. Frederico Figueiredo teve finalmente a oportunidade de procurar o seu resultado (há muito que merece ter um papel principal), mas o azar perseguiu-o. Sofreu quedas e a última, na etapa da Senhora da Graça, resultou num pulso partido. Foi quinto nesse dia, mas já não participou no contra-relógio final e o "senhor regularidade" não alcançou mais um top dez. Outro destaque foi um dos mais combativos da Volta: David Livramento. Chamado para substituir Rinaldo Nocentini, o algarvio esteve muito bem. Trabalhou tanto em fugas, que merecia ou ganhar uma etapa ou que um companheiro (Marque, por exemplo) o tivesse feito. Porém, o Sporting-Tavira terminou a Volta novamente sem qualquer conquista.

Efapel: Tudo pela Volta com Joni Brandão. E foi quase. Para uma equipa que teve um líder que deu luta a uma W52-FC Porto que tem dominado a corrida, não se pode dizer que tenha feito uma Volta aquém do desejado. Porém, os resultados não traduziram a ambição. Joni Brandão esteve três dias de amarelo, contudo, claudicou por completo no contra-relógio final. Partiu em igualdade pontual, mas perdeu 27 segundos. Sofreu duas quedas, perdeu tempo, foi penalizado em dez segundos quando os comissários consideraram que foi empurrado pelo mecânico, mas a derrota na Volta deveu-se àquela última prestação... E com influência da etapa na Torre. Era a subida que melhor assentava a Brandão, mas foi o dia em que não esteve ao nível desejado. Reagiu bem, mas ficou desperdiçou ali a oportunidade de ganhar tempo valioso e até perdeu para João Rodrigues. Colectivamente a Efapel não foi tão forte quanto se esperava. Henrique Casimiro foi de luxo, mas pagou o esforço na Senhora da Graça. Porém, nenhum dos companheiros teve uma exibição perto do nível de Casimiro. Às primeiras acelerações nas montanhas, rapidamente Brandão só ficava com Casimiro. Rafael Silva cumpriu o seu trabalho no terreno mais plano, mas esperava-se mais de Sérgio Paulinho, Bruno Silva, Fabricio Ferrari e Nikolay Mihaylov. A Efapel saiu da Volta sem a camisola amarela e sem etapas ganhas. Ainda assim, fez algo que há muito não se via, fez a W52-FC Porto suar bem mais para ganhar.


Miranda-Mortágua: Gaspar Gonçalves entrou com tudo na Volta a Portugal, à procura da camisola da montanha ou dos pontos. Quando chegaram as etapas mais difíceis, foi o experiente Hugo Sancho que assumiu protagonismo. O grito de frustração na Serra do Larouco revelou bem como o ciclista apostou forte naquela etapa, tendo sido batido com a meta à vista por Luís Gomes. Tentou de novo nas duas últimas tiradas em linha, mas foi naquela que teve a grande oportunidade de ganhar e dar uma vitória a esta equipa Continental sub-25. O director desportivo Pedro Silva nunca desistiu de procurar subir ao pódio na Volta e Sancho fê-lo no Porto ao receber o prémio da combatividade.

UD Oliveirense-InOutBuild: Aquela queda de Rafael Lourenço em Bragança... Momento de enorme frustração para a outra equipa Continental sub-25 do pelotão nacional (há ainda a LA Alumínios-LA Sport). É um dos mais recentes jovens a despontar na formação de Manuel Correia e conseguiu ficar no grupo reduzido que ia disputar a vitória de etapa. Caiu numa curva, numa estrada molhada pela chuva. Foi uma pena para o ciclista e para a equipa que tentou mostrar-se em fugas. Contratou o colombiano Juan Filipe Osorio para dar um pouco mais de experiência a um plantel tão jovem e o antigo ciclista da Manzana Postobón, sem equipa desde o fim da estrutura, tentou aparecer na montanha. Porém, aquele momento de Rafael Lourenço marcou a corrida de uma UD Oliveirense-InOutBuild que esteve tão perto da possibilidade de lutar por uma etapa.

Medellin: Com pouco tempo para recuperar de uma corrida feita na China, não surpreendeu quando a maioria dos ciclistas da formação colombiano começaram rapidamente a eclipsar-se. Foi o caso de Fabio Duarte, mas não de Cristhian Montoya. A equipa até começou com menos um ciclista, pois o vencedor da Volta ao Lago Qinghai, Robinson Chalapud, acabou por ficar de fora. Aos 42 anos, Óscar Sevilla até arrancou a Volta a Portugal muito bem, mas uma queda limitou-o fisicamente. Ainda lutou por uma etapa, mas os problemas físicos e o cansaço da corrida e viagem chinesa tiveram o seu peso nas prestações. Já Montoya conseguiu ser o único corredor de uma equipa estrangeira a intrometer-se no top dez, sendo oitavo, a 5:24 minutos de João Rodrigues. Nunca esteve na disputa sequer do pódio, mas foi muito regular nas etapas mais difíceis.

Aviludo-Louletano: Apostar tudo num só ciclista tem destas coisas. A corrida estava a correr bem, com Vicente García de Mateos não só na luta por um terceiro pódio consecutivo, mas também pela vitória. Estava a 34 segundos da liderança, então de Joni Brandão, antes da etapa da Senhora da Graça. Passou mal a noite e a indisposição acabou mesmo por obrigá-lo a abandonar no penúltimo dia de corrida, com Oscar Hernandez e André Evangelista a fazerem o mesmo. Fim de Volta para a equipa algarvia. Depois de dois anos com pódio, camisola verde e etapas, a Aviludo-Louletano saiu sem nada. Luís Fernandes, que realizou uma boa corrida, ainda andou no top dez (terminou na 12ª posição) e deu tudo o que tinha para ganhar na Senhora da Graça, mas não conseguiu. Volta frustrante para o director desportivo Jorge Piedade.

Vito-Feirense-PNB: Já era expectável que seria uma Volta complicada para a equipa de Joaquim Andrade. Sem Edgar Pinto - agora na W52-FC Porto -, não houve uma referência para a geral, sendo o objectivo procurar uma vitória de etapa. João Matias tentou ao sprint e ainda procurou a solução de uma fuga. Sem sucesso. Filipe Cardoso procurou a mesma táctica da fuga, mas também sem resultado. Óscar Pelegrí esteve apagado e o principal destaque acabou por ser um Jesus del Pino que se tornou no exemplo de perseverança da corrida. Caiu na etapa da Senhora da Graça e ficou muito, mas mesmo muito mal tratado. Partiu para o contra-relógio cheio de ligaduras, mas terminou.

Caja Rural: Domingos Gonçalves está longe da forma que apresentava há um ano, então na Rádio Popular-Boavista e quando venceu uma etapa. O gémeo de Barcelos ainda entrou em fugas, incluindo na etapa da Torre, mas abandonou na sexta etapa, por motivos de saúde. Se o português era inevitavelmente uma das figuras da equipa espanhola do segundo escalão do ciclismo mundial, havia mais corredores com potencial para aparecerem na corrida. Matteo Malucelli ainda procurou os sprints, mas David González López (também abandonou no mesmo dia de Gonçalves) e o veterano Sergio Pardilla, por exemplo, estiveram muito discretos.

LA Alumínios-LA Sport: Segundo ano do projecto Continental sub-25 e uma grande conquista para a equipa de Hernâni Brôco. Emanuel Duarte estreou-se na Volta vencendo a classificação da juventude, que segurou no conta-relógio final por apenas dois segundos. Todos os ciclistas da equipa 100% portuguesa chegaram ao fim e com razões para celebrar. Um prémio para o trabalho que está a ser realizado nesta formação, destacando-se ainda David Ribeiro, que andou em fugas, procurou incessantemente vestir a camisola da montanha, que conseguiu durante um dia.

Fundação Euskadi: Sempre uma atitude de lutar, de dar espectáculo. Esta Euskadi recuperou as populares camisolas laranjas da saudosa Euskaltel-Euskadi e os seus jovens ciclistas nunca desperdiçam uma oportunidade para conquistar bons resultados. A equipa foi presença assídua nas fugas, procurou vencer uma etapa, foi líder da montanha nos primeiros dias com Peio Goikoetxea e uma queda na tirada da Senhora da Graça atirou para fora da corrida Unai Cuadrado, que liderava a classificação da juventude. A competir assim, é uma equipa muito bem-vinda.

Israel Cycling Academy: A formação Profissional Continental esteve pelo terceiro ano na Volta a Portugal, mas excluindo em 2017 quando Krists Neilands venceu a classificação da juventude, a equipa tem tendência a passar relativamente despercebida. O australiano Zak Dempster ainda foi terceiro na Guarda, mas a Israel Cycling Academy tinha ciclistas para se mostrar um pouco mais.

Euskadi-Murias: É presença assídua em Portugal, mesmo depois de subir ao segundo escalão e não costuma desiludir. Não trouxe o ciclista que este ano tem ganho por cá, Enrique Sanz, mas Mikel Aristi (segunda etapa) e Hector Saez (sexta) conquistaram etapas, com a equipa a estar ainda na luta pela juventude, com Urko Berrade, que perdeu por dois segundos. Seis das sete vitórias que a formação basca tem em 2019 foram alcançadas em provas portuguesas. Procurou mais destaque, participando em algumas fugas, valorizando a sua presença na Volta.

Arkéa Samsic: Esperava-se um pouco mais desta equipa Profissional Continental. Se era expectável que alguns dos ciclistas pudessem ter uma atitude mais de rodar em Portugal, ainda assim também se esperaria ver um pouco das suas capacidades. Excepto dois, um deles, um dos nomes mais sonantes da corrida. Brice Feillu procurou uma boa classificação na geral, mas nunca teve pernas para pensar num top dez. Ficou na 16ª posição, a 13:33 minutos do vencedor. Mas quem mais sobressaiu foi um jovem de 22 anos. Prestações interessantes de Thibault Guernalec. Foi quarto e quinto classificado nos contra-relógios e ainda fez outro quarto lugar na etapa de Braga. Mas ainda assim, soube a pouco para esta Arkéa Samsic, que, sem surpresa, não trouxe nenhum grande estrela (Warren Barguil e André Greipel, por exemplo, representam esta formação francesa), mas tinha potencial para mais e melhor.

Amore & Vita-Prodir: Duas vitórias de etapa e a procura por mais. Atitude de valorizar desta equipa com licença da Letónia, ainda que seja de raízes italianas. Davide Appollonio foi o actor principal de umas das histórias iniciais da Volta a Portugal. Foi a sua primeira corrida após uma suspensão de quatro anos por doping e venceu logo a primeira etapa, em Leiria. A equipa ficou ainda mais motivada e Marco Tizza conquistou o difícil final da Guarda. A procura por mais continuou, com Tizza em destaque.

Swiss Racing Academy: Equipa interessante de ver. Ciclistas muito jovens, mas com vontade de aproveitar a oportunidade de mostrarem-se numa corrida tão exigente. Por centésimos de segundo, Gian Friesecke quase surpreendeu no prólogo e foi sexto no contra-relógio final. Mathias Reutimann foi outro dos destaques positivos, mas na montanha. Foi terceiro na Serra do Larouco, faltando forças para um sprint final com Luís Gomes e Hugo Sancho. A SRA foi uma equipa muito activa que entrou em várias fugas. Prestação muito positiva.

Bai-Sicasal-Petro de Luanda: Só o estar na Volta a Portugal foi uma vitória para a equipa angolana. Conseguir entrar em fugas e mostrar a camisola na televisão foi uma considerado uma conquista. Porém, viu-se pouco dos ciclistas angolanos e foi mesmo um português a assumir algum protagonismo, como já era esperado. Depois de duas temporadas mais dedicado ao BTT, Micael Isidoro conseguiu regressar à estrada aos 37 anos. Procurou fugas e mostrar-se no terreno onde se sente mais à vontade, na montanha, tendo uma liberdade que raramente encontrou numa carreira passada como gregário. O destaque foi para a etapa da Bragança, com Micael a terminar no oitavo lugar.

ProTouch: A equipa 100% sul-africana pretendeu dar aos ciclistas a possibilidade de experimentar uma corrida por etapas mais longa e com grande dureza. Não foi fácil para os corredores e só três chegaram ao fim, com James Fourie a ser o "lanterna vermelha" ao terminar a 3:21:04 horas do vencedor João Rodrigues. Tentou as fugas, mas pouco se viu desta formação.

»»João Rodrigues cumpriu o plano mais cedo do que o previsto««

»»Regressou após quatro anos de suspensão e agradeceu à equipa com vitória em Leiria««

1 de agosto de 2019

Um susto para a Efapel

(Fotografia: © João Fonseca Photographer/Efapel)
Com tanta montanha logo a começar, o dia não ia ser completamente tranquilo. Porém, calcular-se-ia que seria dos mais tranquilos da Volta a Portugal, até que um toque de realidade recorda a todos que até na mais simples das etapas (que nem era o caso) se pode estragar uma corrida. A Efapel apanhou um susto a dois quilómetros da meta, quando quase todos os seus ciclistas ficaram envolvidos numa queda, incluindo o líder Joni Brandão. A garantia é que está tudo bem, com Brandão e com os restantes ciclistas que caíram, mas ainda assim as atenções ficaram centradas naquele que é apontado como o grande candidato, dada a ausência de Raúl Alarcón (W52-FC Porto).

Foi uma zona muito rápida de um percurso que foi inicialmente marcado por uma primeira categoria, duas quartas e uma segunda, antes de ficar mais plano e propício para os sprinters, que não tiveram um dia fácil. A dois quilómetros da meta, em Leiria (174,5 quilómetros, com partida em Miranda do Corvo), preparava-se o sprint e lutava-se pela melhor colocação, precisamente para evitar percalços. A Efapel não conseguiu fazê-lo , ficanda numa queda que afectou também o camisola amarela, Samuel Caldeira (W52-FC Porto). Dado ter acontecido dentro dos últimos três quilómetros, o azar não custou tempo a ninguém, mas ficou o susto e a eterna recordação que tudo pode mudar num instante, para favoritos ou qualquer outro ciclista.

"Os dias iniciais são mais nervosos, todas as equipas querem estar na frente para colocar o seu líder. Felizmente nesta queda não houve lesões de maior por isso vou considerar um dia salvo. A equipa está bastante bem e continua motivada, estamos muito unidos e queremos desfrutar ao máximo desta corrida. É normal a tensão diária que é vivida, estamos na Volta a Portugal e por isso esta corrida é tão especial", afirmou Rúben Pereira, director desportivo da Efapel, citado pela assessoria de comunicação.

Também Samuel Caldeira e o companheiro de equipa Ricardo Mestre não sofreram mazelas de maior, com Luís Mendonça a deixar a Rádio Popular-Boavista sem o seu ciclista principal para disputar a etapa, mas a equipa já garantiu que o corredor está bem apesar da queda.

Samuel Caldeira manteve a camisola amarela. Thibault Guernalec (Arkéa Samsic) também continua a ser o melhor na juventude. O primeiro líder da montanha é o basco Peio Goikoetxea (Fundação Euskadi), que esteve na longa fuga de mais de 150 quilómetros juntamente com os portugueses David Ribeiro (LA Alumínios-LA Sport) e Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua) e o suíço Mathias Reutimann (Swiss Racing Academy).

O vencedor do dia, Davide Appollonio (Amore & Vita-Prodir) é o primeiro líder da classificação dos pontos. O italiano está a regressar à competição depois de quatro anos de suspensão e aos 30 anos agradeceu a segunda oportunidade que lhe está a ser dada com um triunfo que a equipa pouco tem conseguido este ano (mais informação neste link).

2ª etapa: Marinha Grande - Santo António dos Cavaleiros, 198,5 km

É uma etapa com exige atenção no final. A quarta categoria tem apenas 1400 metros, mas a pendente média é de 8%. Há sprinters que se poderão adaptar, como Daniel Mestre (W52-FC Porto) ou Luís Mendonça, mas quem luta pela geral também terá de ter atenção. Um ataque ou um percalço poderá provocar cortes e diferenças de tempo.

Esta é a tirada mais longa da Volta, começando às 12:20 no Parque da Cerca e a chegada deverá acontecer cerca das 17:30, na Avenida Luís de Camōes.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

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9 de abril de 2019

O renascer das camisolas laranjas

(Fotografia: Facebook Fundación Euskadi)
Uma coisa era certa, se havia algo que a Euskaltel-Euskadi era sempre uma fortíssima candidata era em dar espectáculo. Principalmente se houvesse montanha, pois bem ao estilo do terreno do País Basco, ali estavam muitos e bons trepadores. Quando a equipa fechou portas ficou um vazio no ciclismo, pois esta era uma formação diferente, de identidade muito própria, uma verdadeira imagem de uma região. O último ano foi em 2013 e ainda hoje a herança das camisolas laranjas está bem presente no pelotão. O desejo de um dia o País Basco ter novamente a sua grande equipa de ciclismo nunca morreu e estão a ser dados passos que podem tornar esse sonho em realidade em breve.

Mikel Landa, Ion e Gorka Izagirre, Mikel Nieve, Pello Bilbao, Jonathan Castroviejo e o veteraníssimo Markel Irizar são nomes que, com maior ou menor sucesso, conquistaram o seu lugar de destaque no pelotão internacional. A escola basca deu ao ciclismo espanhol alguns dos grandes trepadores, com talvez Samuel Sánchez a ter sido a maior das figuras da equipa. Ficou a 55 segundos de ganhar uma Vuelta que acabou nas mãos de Alejandro Valverde (2009). Ganhou uma camisola da montanha no Tour (2011) e no ano antes foi segundo na geral, mas nunca subiu ao pódio, pois o resultado foi determinado depois da desqualificação de Alberto Contador e Denis Menchov. De referir que Sánchez foi ainda campeão olímpico em 2008, em Pequim, mas essa corrida foi em representação da selecção nacional.

A Euskaltel-Euskadi venceu etapas em todas as grandes voltas, principalmente na Vuelta e em muitas mais das grandes corridas mundiais. A mentalidade de atacar estava enraizada. Era sempre maior a ambição de ganhar do que o medo de arriscar e perder. Naquela equipa só entravam bascos, ou com ascendência basca. Era uma identidade muito própria, com adeptos muito próprios também. No entanto, a sua forma de encarar as corridas, tornaram aquelas camisolas laranjas muito apreciadas além fronteiras.

A crise financeira ditou que a empresa de telecomunicações não conseguisse suportar o orçamento e não surgiu um segundo patrocinador para partilhar o investimento. Foi o adeus em 2013, que não surpreendeu, pois um ano antes os sinais de problemas já eram públicos. Naquela derradeira temporada, até foram abertas portas a outros ciclistas, com Ricardo Mestre a ser um português que vestiu a famosa camisola da Euskaltel-Euskadi. Ainda hoje aquelas camisolas laranjas são recordadas, agora mais do que nunca já que com uma preciosa ajuda de Landa, a Fundación Euskadi está a fazer renascer das cinzas o projecto outrora marcante.

Em 2015 foi a actual Euskadi-Murias que deu ao ciclismo basco uma nova esperança de ter uma grande equipa. Há um ano subiu a Profissional Continental e ganhou uma etapa na Volta a Espanha por Óscar Rodríguez. O orgulho basco ganhou novo fôlego. Mas se a Euskadi-Murias quer ir mais longe, pensando no World Tour, quer também fazer da união a força. Ou seja, quer juntar-se à Fundación Euskadi e fazer uma só equipa. Uma só e forte estrutura de ciclismo basco.

"Acreditamos firmemente na força da união. Juntar forças é vital para juntos competir ao mais alto nível nos próximos anos e porque pensamos que [o projecto] pode ser algo de excepcional", afirmou Javier Lasagabaster, um dos responsáveis da Euskadi-Murias.

A proposta à Fundación Euskadi já foi feita e até com o plano de ir para a estrada já em 2020. Porém, a equipa de Mikel Landa tem prazos diferentes, devido ao compromissos assumidos para criar a actual estrutura, que inclui uma equipa feminina. Ainda assim, nos próximos cinco anos as camisolas laranjas que já por aí andam com a Fundación Euskadi (escalão Continental), poderão ser novamente uma referência do ciclismo basco e, claro, espanhol. Isto porque a Euskadi-Murias não tem problemas em trabalhar com o nome da equipa de Mikel Landa e em mudar para aquela cor.

A Euskadi-Murias faz da formação a sua aposta, assim como a Fundación Euskadi e é assim que querem que seja a base da união de forças. No entanto, também querem o apoio governo basco: "Somos a única equipa desportiva basca de elite que não recebe uma única subvenção. Somos de todas as partes e ambicionamos representar a Euskadi em todo mundo. Só pedimos carinho, compreensão e respeito, que reconsiderem as suas posições para levar o nome da Euskadi mais alto, como temos feito até agora."

Recentemente as duas equipas bascas estiveram em Portugal e dominaram a Volta ao Alentejo em termos de etapas: quatro vitórias em seis (três para Enrique Sanz, da Murias, e uma da Sergio Higuita, da Euskadi), mas com estes passos a serem dados, nesta união de esforços, o renascer das camisolas laranjas poderá estar para breve a um nível mais elevado.


»»"A Colômbia pode ser no ciclismo o que a Argentina é no futebol"««

»»Corrida aos pontos. 23 equipas querem ser World Tour em 2020««

4 de abril de 2019

"A Colômbia pode ser no ciclismo o que a Argentina é no futebol"

A Colômbia está na moda no ciclismo e não é passageira. As equipas do World Tour estão cada vez mais atentas aos talentos que vão aparecendo naquele país e, daqui a menos de um mês, chega mais um ao principal escalão. Sergio Higuita é um nome que já chamou alguma atenção pelo forte início de temporada em Espanha. Porém, garante que quer chegar ao World Tour e deixar logo a sua marca, tendo bem claro que olha para o topo da classificação na corrida pela qual se irá estrear pela EF Education First: a Volta à Califórnia.

A ambição é muita, mas a vontade de trabalhar e a dedicação que coloca em toda a preparação que está a realizar rumo ao World Tour é ainda maior. Não nega que toda a atenção que os ciclistas colombianos estão a receber, aumenta a pressão. No entanto, também não hesita em dizer que está preparado para a enfrentar, como está igualmente preparado para assumir a responsabilidade de estar numa equipa como a americana.

A passagem pela Fundación Euskadi pode ser curta, contudo, está a ser essencial para que possa estar em condição de surgir forte mal vista o equipamento da EF Education First. "Há que ganhar experiência aqui nesta equipa para estar preparado para as corridas do World Tour. Estas últimas provas que vou fazer aqui são para ganhar ritmo e preparar bem a temporada na EF Education First", salientou ao Volta ao Ciclismo.

Acrescentou como o cedência por meia época à formação espanhola de Mikel Landa, o ciclista da Movistar, "está a ser muito boa" para a sua adaptação à realidade europeia. Apesar de pela Manzana Postobón ter feito algumas corridas na Europa, inclusivamente em Portugal, estar na Fundación Euskadi permitiu-lhe ganhar outra experiência, como por exemplo, correr no Inverno europeu.


"Tenho muita experiência a correr na Europa e este ano ganhei mais confiança. Penso que estou preparado para enfrentar a responsabilidade que será estar na EF Education First"

As três épocas na Manzana Postobón e estes últimos meses na equipa espanhola foram a escola que precisava para dar o desejado passo para o nível máximo do ciclismo: "Creio que estou preparado. Tenho muita experiência a correr na Europa e este ano ganhei mais confiança, mais do que tinha em anos anteriores. Penso que estou preparado para enfrentar a responsabilidade que será estar na EF Education First."

Aos 21 anos, o pequeno Higuita (1,63 metros) quer seguir os passos dos ciclistas que colocaram a Colômbia como uma potência do ciclismo e que parecem estar cada vez mais perto de conquistar uma grande volta. Egan Bernal, Iván Ramiro Sosa (ambos da Sky) e o seu futuro companheiro Daniel Martínez são três das suas referências, visto também serem dos ciclistas mais jovens. Mas antes, Nairo Quintana (Movistar) e Rigoberto Uran (EF Education First) foram dos primeiros das recentes gerações a mostrarem-se, sem esquecer um Miguel Ángel López (Astana) a confirmar cada vez mais todo o seu talento, isto para falar de homens para a montanha, como é Higuita.


Higuita venceu a quarta etapa da Volta ao Alentejo
(Fotografia: © Podium/Paulo Maria)
Será que a Colômbia vai dominar o ciclismo? "Esperemos que sim", disse, deixando escapar um grande sorriso. "A Colômbia pode ser no ciclismo o que a Argentina é no futebol. Há muitos ciclistas jovens, muito fortes, como Bernal, Dani [Martínez], Sosa e mais que estão a surgir. É muito bom", afirmou.

E Higuita pode ser um desses novos talentos a emergir. Luis Fernando Saldarriaga acreditou que estava perante mais um potencial grande corredor. É um nome incontornável do ciclismo colombiano, tendo trabalhado com Quintana, Johan Esteban Chaves (Mitchelton-Scott), Jarlinson Pantano (Trek-Segafredo) e os Henao, Sergio (UAE Team Emirates) e Sebastián (Sky).

"Foi muito importante trabalhar com ele. É uma pessoa muito profissional. Ele sabe como respeitar os processos [de evolução] muito bem, sem dar saltos. Ele faz tudo bem e passa-nos os conhecimentos, as tácticas. É excelente para amadurecer e poder chegar aqui a uma equipa europeia com os conhecimentos que nos ajudam a chegar ao World Tour", explicou Higuita.

Foi em 2012 que Saldarriaga ficou convencido com Higuita, não só pelas suas características como ciclista, mas também como pessoa. Na Volta do Futuro colombiana, Higuita cedeu uma roda a um companheiro, renunciando assim a qualquer pretensão pessoal a uma vitória. No dia seguinte, a sua atitude foi em ajudar os colegas no que precisassem, inclusivamente em tratar-lhes das bicicletas.

Esta dedicação vem desde que fez a sua primeira corrida ainda como aluno da primária. Mesmo sem poder dedicar-se logo à modalidade, nunca desistiu. Com a subida ao World Tour na mira, na Fundación Euskadi tem estado a preparar esse passo e nada melhor do que andar já ao ritmo dos principais nomes da modalidade. Nas corridas espanholas, Challenge de Maiorca, Volta à Comunidade Valenciana, Ruta del Sol, Higuita somou resultados de top dez, com destaque para um segundo lugar numa etapa desta última corrida, atrás de Simon Yates (Mitchelton-Scott), sem esquecer a vitória na classificação da juventude na prova valenciana.

"Comecei muito bem a época. Era o que queria. Estar a discutir as corridas com os ciclistas do World Tour é emocionante para mim", admitiu. Nas semanas recentes baixou um pouco o seu ritmo, para depois subir novamente a forma quando chegar à Califórnia (de 12 a 18 de Maio). Ainda assim estava suficientemente bem para ganhar uma etapa na Volta ao Alentejo, em Portalegre, tendo sido quinto na geral. "Não podia andar sempre tão forte. Quero é estar muito forte na Califórnia, a primeira corrida pela EF Education First. Quero ir com muita ambição", realçou, tendo como exemplo as recentes prestações nesta corrida de Martínez e Bernal. Ou seja, o terceiro classificado e o vencedor de 2018.


"O Ricardo Vilela é uma pessoa muita tranquila, que nos passou a cultura portuguesa e a sua experiência. É uma pessoa por quem tenho muito carinho e, por causa dele, tenho também muito carinho por Portugal"

Martínez já vai passando alguns conhecimentos, pois Higuita tem treinado com o futuro companheiro. "Não falamos muito na bicicleta. Vamos sempre muito rápido", brincou. Porém, afirmou como o compatriota vai-lhe passando alguma da sua experiência, apesar de também ele ser jovem, 22 anos, tendo conquistado a sua primeira grande vitória recentemente no Paris-Nice, ao vencer a etapa no Col de Turini.

Na recta final da sua presença na Fundación Euskadi, Higuita deixa elogios ao que diz ser uma família, com directores que lhes transmitem muita experiência, além de um Mikel Landa que também é uma figura importante para os jovens ciclistas da equipa. "O Mikel Landa dá-nos muita motivação e queremos sempre aprender com ele. É uma equipa que pode pensar muito no futuro. O Mikel quer hajam mais ciclistas como ele."

Mas há outro corredor que Higuita elogia, um companheiro português dos tempos da Manzana Postobón. "O Ricardo Vilela é uma pessoa muita tranquila, que nos passou a cultura portuguesa e a sua experiência. É muito profissional. Orientava-nos nas corridas. É uma pessoa por quem tenho muito carinho e, por causa dele, tenho também muito carinho por Portugal", referiu.

Sergio Higuita está com os olhos postos num futuro cada vez mais próximo do World Tour. Mas os olhos também estarão nele, mais um colombiano a prometer: "Agora os olhos do mundo estão nos colombianos. Estão a disputar as grandes corridas. Mas isso também nos dá muita ilusão, pois há muitos jovens na Colômbia que têm o sonho de chegar aqui." Higuita concretizou o seu, mas tem mais por realizar, como ganhar uma grande volta, clássicas... 

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