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15 de dezembro de 2019

Rádio Popular-Boavista com razões para celebrar e a contratar para a montanha

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
A época foi boa. Muito boa. A Rádio Popular-Boavista foi combativa praticamente toda a temporada, com Luís Mendonça a destacar-se e a aproveitar a oportunidade de não ter de partilhar lideranças. Quando chegou a Volta a Portugal, as individualidades destacaram-se à vez, dando força a um colectivo que conseguiu que a experiência triunfasse, mas com a juventude a confirmar ser uma aposta ganha.

Com a Volta a ser o palco de eleição para as equipas portuguesas, uma das mais antigas do pelotão nacional realizou uma corrida para mais tarde recordar. Luís Gomes (foi também rei da montanha) e João Benta conquistaram etapas. Só a W52-FC Porto foi superior na classificação por equipas, pois a Rádio Popular-Boavista terminou a corrida com três ciclistas no top dez: Benta (6º e uma presença habitual), David Rodrigues (7º) e Daniel Silva (9º). Além destes resultados, foram constantes as presenças em fugas dos corredores, sempre à procura de mais e melhor.

Nada de novo na forma de competir desta equipa. E foi por isso que Luís Mendonça encaixou tão bem na Rádio Popular-Boavista, depois de dois anos na Aviludo-Louletano. Não sentiu minimamente a responsabilidade de preencher a vaga deixada pelo ciclista que tantas vitórias deu em 2018: Domingos Gonçalves (seis). Mendonça é um corredor que gosta de estar bem praticamente toda a temporada e apesar de ter somado vários segundos lugares (prova de como está sempre disponível para lutar por vitórias em quase todo o tipo de terreno, sendo mais forte ao sprint), conseguiu conquistar a Taça de Portugal, a primeira etapa e a geral do Troféu O Jogo. A pequena frustração aconteceu na Volta. Foi importante no trabalho para a equipa, mas continua a faltar-lhe a etapa que tanto persegue. Vai agora à procura dessa vitória na Efapel.

Daniel Silva fecharia a contagem de vitórias da equipa em 2019 no Grande Prémio de Mortágua, naquele que foi a melhor temporada desde o seu regresso. E aos 34 anos vai continuar a ser uma das vozes de liderança de uma Rádio Popular-Boavista que poderá não ter os mesmo argumentos financeiros de uma W52-FC Porto ou Efapel, mas que reforçou-se a pensar ainda mais na montanha. Chegará um dos ciclistas mais consistentes do pelotão: Luís Fernandes. Depois de Sporting-Tavira e Aviludo-Louletano, é numa equipa do Porto que irá ter mais espaço para mostrar o que já se conhece deste atleta. É dos melhores trepadores em Portugal e aos 32 anos não lhe falta experiência e aquele espírito combativo que tanto agrada a José Santos.

Fernandes juntar-se-á a Benta, Silva e Rodrigues, num bloco muito interessante, sem esquecer o jovem Hugo Nunes. E este ciclista vai ter a companhia de Gonçalo Carvalho. Ambos representaram a Miranda-Mortágua, mas Carvalho optou por competir em França em 2019, no UC Mónaco. Volta agora para o seu país, sendo mais um trepador de talento, que tem sido presença regular nas selecções jovens.

Mas destaque-se Hugo Nunes, um dos exemplos de como a aposta na juventude compensou. Chegou à Rádio Popular-Boavista cotado como um dos melhores enquanto sub-23 e não desiludiu. Aproveitou este passo para evoluir junto a trepadores de referência como João Benta e Daniel Silva. Fiável no trabalho para os companheiros, não deixou de agarrar os momentos em que lhe era concedida mais liberdade. É um ciclista a seguir em 2020, tal como Carvalho e Afonso Silva. No seu primeiro ano como sub-23, o alentejano mostrou que está a adaptar-se bem pelotão de elite.

Para 2020, José Santos irá começar a aproveitar o projecto de formação sub-23 da JV Perfis-Gondomar Cultural. Vinício Rodrigues é o primeiro a dar o salto. Já Pedro Silva, do Seissa-Roriz, passará directamente do escalão de juniores para a Rádio Popular-Boavista e difere das características de muitos companheiros. É um bom rolador e forte no sprint.

A maior surpresa nos reforços chama-se Alberto Gallego. O espanhol cumpriu quase quatro anos de suspensão por doping, depois da sua defesa de contaminação não ter convencido a UCI. Após boas prestações precisamente na Rádio Popular-Boavista (foi terceiro no Troféu Joaquim Agostinho, por exemplo), Gallego preparava-se para representar a Caja Rural, mas foi suspenso ainda antes da primeira corrida pela nova equipa. Aos 29 anos recebe agora um voto de confiança por parte de um director que o conhece tão bem e será mais um ciclista para a montanha.

Com as corridas no calendário nacional a terem a maioria dificuldades montanhosas, à Rádio Popular-Boavista não lhe faltam alternativas para mais uma vez ser muito combativa toda a temporada, mesmo com as saídas de elementos importantes como Mendonça e Luís Gomes (Kelly-InOutBuild-UDO). E claro, os olhos estão bem postos em chegar novamente ao pódio na geral da Volta a Portugal, com Daniel Silva a ter sido o último em 2016.

Equipa para 2020: João Benta, Daniel Silva, David Rodrigues, Afonso Silva, Hugo Nunes, Luís Fernandes (Aviludo-Louletano), Gonçalo Carvalho (UC Mónaco), Vinício Rodrigues (JV Perfis-Gondomar Cultural), Pedro Silva (Seissa-Roriz), Alberto Gallego (sem equipa).

»»Aviludo-Louletano de menor fulgor em 2019 reforça-se para não depender tanto de De Mateos««

»»Passo de qualidade e de sucesso na LA Alumínios-LA Sport««

12 de novembro de 2019

Trio de luxo para colocar bem alta a expectativa da Efapel

(Fotografias: © Podium/Paulo Maria - António Carvalho;
© João Fonseca Photographer - Luís Mendonça e Tiago Machado)
 
Se há equipa que apostou muito nos reforços foi a Efapel. A precisar de um bloco mais forte para ajudar Joni Brandão e assim enfrentar uma W52-FC Porto que faz do colectivo a sua arma para ajudar um líder que, quando chega o momento, faz a diferença, a equipa não se poupou em seduzir nomes de peso. Brandão soube fazer essa diferença de líder na Efapel na Volta a Portugal em 2019 (e não só), mas em 2020 o responsável Rúben Pereira quer garantir que a seu lado estejam alguns dos melhores ciclistas do pelotão nacional e aumentar o poderio do colectivo. Era algo essencial. E nada melhor do que ir tirar uma das figuras da equipa rival e juntar um dos mais corredores mais combativos e outro com experiência World Tour, que neste aspecto fará companhia a Sérgio Paulinho.

António Carvalho (30, W52-FC Porto), Luís Mendonça (33, Rádio Popular-Boavista) e Tiago Machado (34m Sporting-Tavira) formam um trio de luxo que se funcionar bem ao serviço de Joni Brandão, então a Efapel poderá tornar-se numa ameaça ainda maior ao domínio da W52-FC Porto. Mas há ainda mais um nome a ter em conta. Tiago Antunes (22) pode ser jovem e vai dar o salto para o profissionalismo, mas chega à Efapel depois de ano e meio na SEG  Racing Academy, uma das mais importantes estruturas de formação no ciclismo. É um dos talentos emergentes da modalidade em Portugal.

O director desportivo Rúben Pereira tem agora à sua disposição uma equipa mais forte, mas tem também o desafio de lidar com egos de corredores ambiciosos, mas que têm provas dadas que ao trabalharem para o colectivo, são elementos de enorme valor. No entanto, também procuram resultados pessoais.

Quando se fala de gregários por excelência, Tiago Machado foi um durante os nove anos que passou no estrangeiro, ainda que nunca tenha desperdiçado uma oportunidade para se mostrar quando lhe era dada liberdade. Regressou a Portugal para assumir um papel de liderança no Sporting-Tavira que tinha perdido aquele que agora será seu companheiro, Joni Brandão. Contudo, a "transformação" não decorreu como o esperado, um pouco à imagem do que aconteceu com Sérgio Paulinho, quando o ciclista voltou ao seu país em 2017, depois de uma carreira exemplar no World Tour como gregário.

Paulinho é um homem de trabalho por excelência e a Efapel beneficia mais ao explorar essa sua vertente, mesmo aos 39 anos. Machado também o é, tendo ainda aquela vertente atacante que poderá a qualquer momento resultar numa vitória. E vencer está sempre nos horizontes de Luís Mendonça. Rafael Silva tem sido a opção principal para os sprints, mas terá agora concorrência. Porém, o ciclista que este ano alcançou três vitórias, somando ainda vários segundos lugares na Rádio Popular-Boavista, tem trabalhado na evolução nas subidas e o segundo lugar na Clássicas Aldeias do Xisto foi a prova que pode pensar em vários tipos de terrenos e não apenas nas corridas mais típicas para sprinters, que em Portugal escasseiam.

No entanto, os objectivos pessoais de Mendonça não chocarão com os de Brandão - o ciclista que ganhou nas Aldeias do Xisto -, o que significa que quando chegar a Volta a Portugal, o primeiro terá as suas oportunidades, mas irá depois trabalhar para o líder. Sabe fazê-lo bem, que o diga Vicente García de Mateos, quando ambos se cruzaram na Aviludo-Louletano.

Já António Carvalho tem sido importantíssimo nas conquistas recentes na Volta da W52-FC Porto. No entanto, nunca escondeu que um dia gostaria de ter a sua oportunidade. Na equipa do Sobrado era difícil, na Efapel poderá quanto muito ocupar o segundo lugar na hierarquia. Será um ciclista que precisará de objectivos pessoais. Venceu por duas vezes o Grande Prémio Jornal de Notícias e este ano conseguiu finalmente a sua etapa na Volta a Portugal e logo na mítica Senhora da Graça. Alguma corrida irá ter Carvalho como o líder da Efapel, mas em condições normais, a Volta será para trabalhar.

Rúben Pereira terá de fazer algo idêntico ao que Nuno Ribeiro faz na W52-FC Porto. Com tanto ciclista com potencial para ganhar, todos têm de ter o seu espaço para lutar por vitórias, para que quando chegar o momento de ser gregário, a motivação esteja sempre em alta.

Não há dúvidas quem será o número um da Efapel, equipa que faz desde já um discurso a pensar em ganhar a Volta a Portugal com Joni Brandão, ainda que até lá haverá muito para lutar. Mas com a época das equipas nacionais a ser muito pensada na chamada "grandíssima", não surpreende que ainda em 2019 se fale em ganhar a edição da Volta de 2020, depois de mais um segundo lugar de Brandão. Perder no contra-relógio para João Rodrigues foi difícil de digerir, mas também motivou ainda mais um ciclista que aos 29 anos (fará 30 a 20 de Novembro), depois de três segundos lugares, acredita mais do que nunca que é possível subir o degrau que lhe falta no pódio.

Chegarão ainda o espanhol Gerard Armillas (24 anos), um rolador por excelência, e o colombiano de 22 anos Nicolás Saenz, que estava sem equipa desde o final da Manzana Postobón. É um trepador, portanto, mais um ciclista que tem tudo para entrar no bloco de apoio a Joni Brandão. O português Diogo Almeida vai dar o salto da equipa de júniores da estrutura da Efapel, para evoluir junto às principais figuras.

Muitas saídas

Com 11 ciclistas para 2020, a Efapel optou por mudar quase todo o plantel, mostrando que é também uma nova era, após a saída do director Américo Silva, a meio da temporada. Só permaneceram quatro: José Brandão, Rafael Silva, Sérgio Paulinho e o irmão Pedro. A maior surpresa talvez seja a saída de Henrique Casimiro, que tem vindo a ser um dos destaque da equipa. Há quatro anos que faz top dez na Volta, esta época ganhou o Troféu Joaquim Agostinho e foi o melhor apoio que Joni Brandão teve nas etapas de montanha da Volta a Portugal. As forças faltaram na etapa da Senhora da Graça, mas toda a restante corrida foi de elevado nível.

Bruno Silva foi também um dos homens de confiança nas três temporadas que esteve de amarelo. Em 2020 representará a LA Alumínios-LA Sport. O espanhol Marcos Jurado foi um lutador e deu algumas alegrias à Efapel nos dois últimos anos, enquanto o uruguaio Fabricio Ferrari e o búlgaro Nikolay Mihaylov não corresponderam totalmente às expectativas na época que estiveram de amarelo. Antonio Angulo dá o salto para a Fundação Euskadi, que na próxima temporada será Profissional Continental.

O investimento da Efapel é grande para tentar terminar de vez com o jejum na Volta a Portugal. David Blanco ganhou em 2012, mas desde então que a actual W52-FC Porto não dá hipótese. Brandão, Carvalho e Mendonça, por exemplo, têm contratos até 2021 numa tentativa de dar outra estabilidade aos ciclistas, num país onde o mais normal são vínculos anuais. A expectativa será muito alta.

Equipa para 2020:  Joni Brandão, Rafael Silva, Sérgio Paulinho, Pedro Paulinho, Luís Mendonça (Rádio Popular-Boavista), António Carvalho (W52-FC Porto), Tiago Machado (Sporting-Tavira), Gerard Armillas (Team Compak), Tiago Antunes (SEG Academy), Nicolás Saenz (Team AV Villas), Diogo Almeida (júnior da Efapel). 

»»Regresso a Portugal de dois jovens ciclistas««

»»Regresso de Joaquim Silva fecha plantel mais experiente««

17 de agosto de 2019

Rádio Popular-Boavista imparável

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Se há equipa que parece não querer tirar o pé do acelerador neste final de época é a Rádio Popular-Boavista. Depois de uma excelente Volta a Portugal, só houve uma mexida na equipa para o Grande Prémio de Mortágua, com o jovem João Salgado e entrar para o lugar do espanhol Pablo Guerrero. E aqueles que foram figuras na Volta, uma semana depois lá estiveram novamente na luta e com Daniel Silva a conquistar a vitória. Mas não foi o único a subir ao pódio da equipa.

Logo ao seu lado esteve David Rodrigues, que fez top dez na Volta. Luís Mendonça (12º em Mortágua) ficou com a classificação das metas volantes e a Rádio Popular-Boavista ainda venceu colectivamente. João Benta - ganhou uma etapa na Volta - foi oitavo, Hugo Nunes 13º e Luís Gomes - rei da montanha e vencedor de uma etapa na Volta - 25º. Foi a primeira vitória do ano para Daniel Silva, a sexta da equipa. Pode estar longe das 17 da W52-FC Porto, mas a formação de José Santos está a três da Efapel. E dada a atitude dos seus ciclistas, a Rádio Popular-Boavista quer tentar somar mais algumas numa fase da época dominada pelos tradicionais circuitos, antes das duas corridas de estrada finais, em Setembro.

Os 144 quilómetros por Mortágua foram marcados por muitos ataques, o que levou a que a fuga que chegou a vingar de sete ciclistas, acabasse por ser apanhada. Mas foi precisamente com um ataque perfeito que Daniel Silva escapou para cortar a meta isolado, com o companheiro David Rodrigues a chegar 22 segundos depois. Hugo Sancho ficou novamente perto de uma vitória, sendo terceiro a 29 segundos, num triunfo que era muito desejado pela Miranda-Mortágua, que corria em casa. Ainda assim, foi uma importante subida ao pódio de um ciclista que, tal como os da Rádio Popular-Boavista, mantém o ímpeto da Volta a Portugal.

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
E junta-se a esta lista Luís Fernandes. Foi um dos homens em destaque da Volta da Aviludo-Louletano e venceu a classificação da montanha em Mortágua. A juventude ficou para Venceslau Fernandes (UD Oliveirense-InOutBuild), enquanto Guilherme Simão (Sicasal-Constantinos) foi o melhor entre as equipas de clube.

De referir ainda, que terminaram no top dez Tiago Machado e o campeão nacional José Mendes, duas das principais figuras do Sporting-Tavira e que ficaram muito aquém do esperado na Volta a Portugal. O clube de Alvalade deverá estar a despedir-se do ciclismo e conta apenas com duas conquistas em 2019

Segunda-feira arrancam os circuitos: Bombarral, dia 19; Alcobaça, 20 - inclui a quinta Prova Taça de Portugal Paraciclismo -; Póvoa da Galega, 24; Malveira, 25; Moita e Nafarros realizam-se no mesmo dia: 26.

A 1 de Setembro disputa-se a Volta a Albergaria, com a Clássica Rota da Filigrana a estrear-se este ano no calendário, a 14 do mesmo mês. O Festival de Pista de Tavira irá encerrar oficialmente a época a 5 de Outubro, como tem sido habitual.

»»Recta final de temporada em Portugal com poucas corridas mas com uma estreia««

»»As equipas da Volta a Portugal uma a uma««

1 de agosto de 2019

Um susto para a Efapel

(Fotografia: © João Fonseca Photographer/Efapel)
Com tanta montanha logo a começar, o dia não ia ser completamente tranquilo. Porém, calcular-se-ia que seria dos mais tranquilos da Volta a Portugal, até que um toque de realidade recorda a todos que até na mais simples das etapas (que nem era o caso) se pode estragar uma corrida. A Efapel apanhou um susto a dois quilómetros da meta, quando quase todos os seus ciclistas ficaram envolvidos numa queda, incluindo o líder Joni Brandão. A garantia é que está tudo bem, com Brandão e com os restantes ciclistas que caíram, mas ainda assim as atenções ficaram centradas naquele que é apontado como o grande candidato, dada a ausência de Raúl Alarcón (W52-FC Porto).

Foi uma zona muito rápida de um percurso que foi inicialmente marcado por uma primeira categoria, duas quartas e uma segunda, antes de ficar mais plano e propício para os sprinters, que não tiveram um dia fácil. A dois quilómetros da meta, em Leiria (174,5 quilómetros, com partida em Miranda do Corvo), preparava-se o sprint e lutava-se pela melhor colocação, precisamente para evitar percalços. A Efapel não conseguiu fazê-lo , ficanda numa queda que afectou também o camisola amarela, Samuel Caldeira (W52-FC Porto). Dado ter acontecido dentro dos últimos três quilómetros, o azar não custou tempo a ninguém, mas ficou o susto e a eterna recordação que tudo pode mudar num instante, para favoritos ou qualquer outro ciclista.

"Os dias iniciais são mais nervosos, todas as equipas querem estar na frente para colocar o seu líder. Felizmente nesta queda não houve lesões de maior por isso vou considerar um dia salvo. A equipa está bastante bem e continua motivada, estamos muito unidos e queremos desfrutar ao máximo desta corrida. É normal a tensão diária que é vivida, estamos na Volta a Portugal e por isso esta corrida é tão especial", afirmou Rúben Pereira, director desportivo da Efapel, citado pela assessoria de comunicação.

Também Samuel Caldeira e o companheiro de equipa Ricardo Mestre não sofreram mazelas de maior, com Luís Mendonça a deixar a Rádio Popular-Boavista sem o seu ciclista principal para disputar a etapa, mas a equipa já garantiu que o corredor está bem apesar da queda.

Samuel Caldeira manteve a camisola amarela. Thibault Guernalec (Arkéa Samsic) também continua a ser o melhor na juventude. O primeiro líder da montanha é o basco Peio Goikoetxea (Fundação Euskadi), que esteve na longa fuga de mais de 150 quilómetros juntamente com os portugueses David Ribeiro (LA Alumínios-LA Sport) e Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua) e o suíço Mathias Reutimann (Swiss Racing Academy).

O vencedor do dia, Davide Appollonio (Amore & Vita-Prodir) é o primeiro líder da classificação dos pontos. O italiano está a regressar à competição depois de quatro anos de suspensão e aos 30 anos agradeceu a segunda oportunidade que lhe está a ser dada com um triunfo que a equipa pouco tem conseguido este ano (mais informação neste link).

2ª etapa: Marinha Grande - Santo António dos Cavaleiros, 198,5 km

É uma etapa com exige atenção no final. A quarta categoria tem apenas 1400 metros, mas a pendente média é de 8%. Há sprinters que se poderão adaptar, como Daniel Mestre (W52-FC Porto) ou Luís Mendonça, mas quem luta pela geral também terá de ter atenção. Um ataque ou um percalço poderá provocar cortes e diferenças de tempo.

Esta é a tirada mais longa da Volta, começando às 12:20 no Parque da Cerca e a chegada deverá acontecer cerca das 17:30, na Avenida Luís de Camōes.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

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30 de julho de 2019

Ciclistas a seguir... além dos da W52-FC Porto

Volta a Portugal começa esta quarta-feira (Fotografia: © Podium/Paulo Maria)
A ausência de Raúl Alarcón dá um imediato destaque a uma equipa que tem dominado a Volta a Portugal nos últimos seis anos. A W52-FC Porto é notícia ainda antes da corrida começar e continua a ser a mais forte candidata a ser notícia quando a Volta terminar. Mas, ainda antes de se confirmar a ausência do vencedor das últimas edições, havia uma expectativa de ser uma edição um pouco mais competitiva e há um responsável para se pensar assim: Joni Brandão. A forma do líder Efapel tem-se traduzido numa época de muitas vitórias, além da equipa, na generalidade, apresentar-se mais forte do que em anos anteriores.

Haverá mais candidatos? O Sporting-Tavira aposta forte em Tiago Machado, com José Mendes a ser outra possibilidade, enquanto a Aviludo-Louletano espera que Vicente García de Mateos seja novamente candidato a pelo menos um pódio e conquiste alguma etapa. A luta pela geral poderá não ter uma lista extensa, mas há mais ciclistas a seguir nesta Volta, além da poderosa W52-FC Porto, que mesmo sem Raúl Alarcón, continua a apresentar um bloco muito forte e com mais do que um candidato a líder, como foi ontem aqui referido (pode ler o texto neste link).

De referir que além da saída de última hora da lista de inscritos de Alarcón, também Rinaldo Nocentini foi substituído por David Livramento no Sporting-Tavira. O colombiano Robinson Chalapud não vai participar pela equipa Medellin, depois de ganhar a Volta ao Lago Qinghai, na China. A formação sul-americana vai mesmo competir com menos um ciclista.

Joni Brandão (29 anos): Chega à Volta com seis vitórias esta temporada, das nove da Efapel. O regresso à equipa foi o que a carreira do ciclista precisava, depois de dois anos menos conseguidos no Sporting-Tavira, também marcados por um problema de saúde. Esses tempos difíceis estão para trás e Joni não vai à procura de estar novamente no pódio: quer ganhar. Duas questões: perante a boa forma já apresentada, o pico será mesmo na Volta? Se sim, então será um fantástico Joni, tendo em conta o que já fez esta época; vai a Efapel estar à altura de uma W52-FC Porto no apoio ao líder? É um conjunto equilibrado, com  Henrique Casimiro e Sérgio Paulinho, a mostrarem estarem bem no teste final que foi o Troféu Joaquim Agostinho (primeiro e terceiro classificado).

Vicente García de Mateos (30): Dois terceiros lugares, duas classificações dos pontos e etapas ganhas, três no ano passado. O espanhol da Aviludo-Louletano tem de estar entre os candidatos, ainda que 2019 não tenha sido um ano com exibições tão convincentes como em temporadas anteriores, principalmente a nível de discussão de vitórias. Porém, somou alguns top dez e o plano passou mesmo por apostar tudo na Volta  a Portugal. No mínimo é para repetir 2017 e 2018, mas na equipa algarvia sonha-se sempre com algo mais.

Tiago Machado (33): Nunca escondeu que gostaria de regressar a Portugal e tentar ganhar a Volta. Finda a carreira lá fora, escolheu o Sporting-Tavira para ser o líder, mas está longe de ser um ciclista ganhador e pouco tem aparecido na discussão das corridas. Ainda assim surge como número um da formação de Vidal Fitas, que conta com um motivado José Mendes (34). Sagrou-se campeão nacional pela segunda vez em Melgaço e está mais confiante. Poderá ser um plano B (ou mesmo A) muito viável, caso Machado não confirme o seu estatuto de líder na estrada. O Sporting-Tavira precisa desesperadamente de bons resultados. A relação com o clube de Alvalade poderá terminar no final desta temporada, na qual a equipa somou apenas dois triunfos. Além do título nacional, César Martingil venceu a Clássica da Primavera, em Março. Vitórias precisam-se!

Luís Mendonça (33): Correu o risco de ficar de fora da Volta devido à utilização de uma substância no tratamento a um joelho. No entanto, a decisão da Autoridade Antidopagem de Portugal chegou a tempo de permitir que o ciclista da Rádio Popular-Boavista fosse inscrito. É um homem para caçar etapas. Tem trabalhado muito a montanha para não se limitar a discutir ao sprint, ainda que não seja ciclista para lutar pela geral. Esse será João Benta (32), tão habituado ao top dez, mas ainda à procura do pódio. Mendonça tem tendência a não passar despercebido, agora falta saber como irá apresentar-se Benta, ciclista sempre com potencial para fazer algo de nota.

João Matias (28): A sua estreia na Volta, há dois anos, ficou marcada por andar vários dias com a camisola da montanha. Uma surpresa, até para o ciclista, que entretanto dedicou-se à sua especialidade: tentar ganhar etapas mais ao sprint. Ainda não alcançou a vitória, mas em pouco tempo tornou-se num ciclista respeitado no pelotão e que não vira a cara à luta. Faz da determinação uma arma muito forte e a sua "escola" de pista também tem influência no ciclista que é hoje. Atenção a Óscar Pelegrí. É ciclista para entrar em fugas, adaptando-se bem a certas subidas, sendo mais uma opção para a Vito-Feirense-PNB.

Domingos Gonçalves (30): Regressou à Caja Rural, mas uma queda na Volta à Catalunha estragou-lhe parte da temporada. Está em contra-relógio para obter bons resultados e será precisamente nesta especialidade que poderá começar por apostar para tentar ganhar uma etapa (é bicampeão nacional, tendo o irmão, José,lhe "tirado" o título este ano), mas certamente que se verá Domingos em ataques e fugas, que há um ano foi uma táctica que lhe rendeu uma vitória em Boticas.

Mario Gonzalez (27): Nome conhecido do ciclismo nacional depois de três anos no Sporting-Tavira. O espanhol está agora na Euskadi-Murias e regressa com a possibilidade de procurar um resultado próprio e não ficar preso ao trabalho de gregário. Se passar bem a etapa da Torre, Gonzalez poderá entrar na luta por um top dez.

Fabio Duarte (33): Apesar da equipa Medellin contar com Óscar Sevilla, que aos 42 anos não pára de alcançar bons resultados, como o segundo lugar na China há três dias, ainda assim, não é o espanhol de quem mais se espera. Fabio Duarte foi considerado um colombiano de grande potencial, mas nunca conseguiu dar o salto para o mais alto nível do ciclismo. Ainda assim, na primeira metade da década ficou perto de ganhar etapas no Giro e na Vuelta. Se estiver bem é um ciclista a ter em conta, mas poderá ter o mesmo problema de Sevilla: acabou de chegar da China e mal teve tempo para se adaptar a Portugal.

Brice Feillu (34): É impossível deixar de fora este francês. É um vencedor de uma etapa da Volta a França, em 2009, num dia com final em Andorra. Tem muita experiência de grandes voltas, tendo feito sete Tours e um Giro, apesar de ter representado equipas do segundo escalão. Em 2011 esteve no World Tour ao serviço da Leopard Trek. Está numa fase de menos fulgor da carreira, mas não significa que não possa ir atrás de um bom resultado até porque conhece a Volta a Portugal. Será a sua terceira participação. Depois da estreia em 2008, o destaque vai para 2012, quando foi sexto na geral, a 1:57 minutos do vencedor David Blanco (Efapel). Então representou a Saur-Sojasun, vestindo agora as cores da Arkéa-Samsic, equipa que procura subir ao World Tour e que viu no último domingo Warren Barguil ser 10º no Tour. A Arkéa-Samsic não trouxe a sua melhor equipa, mas tem ciclistas a querer mostrar serviço.

Prólogo (31 de Julho): Viseu - Viseu, 6 km (contra-relógio individual)


A Volta a Portugal arranca com o habitual prólogo. Há sempre potencial de alguém perder alguns segundos, pelo que o objectivo passa muito por evitar percalços, mas não se pode ir com a mãos nos travões.


29 de julho de 2019

Raúl Alarcón de fora na W52-FC Porto. Luís Mendonça entra na lista da Rádio Popular-Boavista

(Fotografia: © Podium/Paulo Maria)
A W52-FC Porto deverá partir para a Volta a Portugal sem o vencedor das últimas duas edições. Raúl Alarcón não terá recuperado da lesão na clavícula e não terá assim a oportunidade de procurar o tri. No seu lugar entrará outro antigo vencedor, também por duas vezes: Gustavo Veloso. Apesar de, aos 39 anos, continuar a ser uma voz de comando na equipa, o espanhol não será o candidato à liderança. Edgar Pinto e João Rodrigues são os mais prováveis a ficar com o estatuto. Mas se há equipa cuja dor de cabeça não é a falta de bons líderes e manter um colectivo fortíssimo, é esta W52-FC Porto.

A ausência do espanhol ainda não foi confirmada oficialmente. O Jogo, JN e RTP avançaram com a notícia e no Facebook da Volta a Portugal foi colocada uma fotografia do ciclista com a frase: "Vamos ter saudades. As melhoras @r86.alarcon." Alarcón caiu durante o Grande Prémio Abimota, há cerca de cinco semanas, e fracturou a clavícula. Não ficou excluída a participação na Volta, mas o corredor de 33 anos sabia que estava num autêntico contra-relógio para não só recuperar da lesão, mas estar em condições físicas de disputar uma exigente Volta a Portugal. Alarcón até tinha prevista a participação na clássica do seu país Villafranca-Ordizia, na última quinta-feira, mas não competiu por não estar a 100%.

Esta terça-feira é dia de apresentação das equipas em Viseu, onde na quarta-feira arranca a 81ª edição da corrida mais ambicionada pelas equipas portuguesas. Mesmo que se confirme a ausência de Alarcón, a W52-FC Porto continua a partir como a favorita para conquistar a sétima vitória consecutiva. João Rodrigues tem apenas 24 anos, mas já demonstrou ser dono de uma maturidade que o coloca como um dos principais membros da estrutura do Sobrado. Começou a época com a oportunidade de liderar e na Volta ao Alentejo confirmou todo o seu potencial para a alta responsabilidade. Venceu a geral, depois de vestir a amarela no contra-relógio que ganhou.

O algarvio tem feito um trabalho de evolução na equipa, precisamente a pensar em assumir o papel de líder na Volta. E poderá ser já. Há um ano foi uma das revelações, ou talvez seja mais correcto dizer, uma das confirmações. Começou discreto para aparecer na fase mais importante da corrida, sendo decisivo para a vitória de Alarcón. Foi um gregário de luxo a mostrar que poderia ser mais no futuro próximo.

Edgar Pinto tem do seu lado a experiência. Aos 33 anos sabe bem o que é ser um líder na Volta a Portugal (e não só) e quando consegue afastar os azares, apresentando-se em boa forma é sempre um ciclista capaz de alcançar bons resultados. Trocou a Vito-Feirense-BlackJack pela equipa mais forte do pelotão nacional e terá assim acesso a um apoio que não teve há um ano.

O ciclista alcançou um importante quinto lugar na Volta à Turquia, em Abril, e no último teste para a Volta, no Troféu Joaquim Agostinho, foi 12º, depois do nono lugar nos Nacionais em Melgaço. Edgar Pinto nunca escondeu que o seu sonho era ganhar uma Volta e pode estar perante uma oportunidade única para lutar com condições que o colocam como forte candidato.

Mas a W52-FC Porto tem mais alternativas. Ricardo Mestre é mais um antigo vencedor da Volta e tem realizado uma época positiva, tendo ganho o Grande Prémio Jornal de Notícias. António Carvalho nem sempre prima pela regularidade nas suas exibições, mas se se apresentar ao nível de há dois anos, pode ser mais uma alternativa, se se apresentar a oportunidade Qualquer um pode ser líder e qualquer um é um excelente homem de trabalho numa equipa que se dá ao luxo de deixar de fora Rui Vinhas e Joaquim Silva, por exemplo.

Vinhas regressou há pouco tempo à competição após uma curta suspensão, devido um controlo anti-doping na última Volta ter detectado a substância betametasona. O ciclista venceu uma etapa no Troféu Joaquim Agostinho, mas ficou de fora das escolhas do director desportivo Nuno Ribeiro para a Volta que venceu em 2016. Já Joaquim Silva foi o escolhido para liderar a equipa na viagem à China, tendo terminado a Volta ao Lago Qinghai no sétimo lugar, corrida ganha pelo colombiano Robinson Chalapud, que estará em Portugal com a formação Medellin.

A W52-FC Porto terá ainda Daniel Mestre e Samuel Caldeira, dois ciclistas que vão procurar vitórias de etapas.

Luís Mendonça respira de alívio e vai à Volta a Portugal

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
O ciclista da Rádio Popular-Boavista foi suspenso preventivamente no final de Maio por ter acusado a mesma substância de Rui Vinhas. Tanto Luís Mendonça, como a equipa, explicaram que tal se deveu a uma lesão no joelho e que não havia qualquer irregularidade em causa.

Uma possível demora na investigação colocou em risco a presença numa Volta a Portugal em que Luís Mendonça tem estado a pensar desde o início do ano, mas a resolução do processo deu-se a tempo de ser inscrito. "São situações que nos podem custar uma carreira desportiva, onde se não formos fortes facilmente deitamos a toalha ao chão e tudo acaba", escreveu há uns dias na sua página de Facebook. "Foi um momento terrível de ser vivido, mas como se costuma dizer, o que não nos mata torna-nos mais fortes", acrescentou, salientando que sempre acreditou que se faria justiça.

Mendonça deixou a Aviludo-Louletano para ter um papel de maior liberdade na Rádio Popular-Boavista e vai à Volta focado em lutar por etapas, depois de uma temporada em que soma três conquistas: Taça de Portugal e uma etapa e geral do Troféu O Jogo.

Para a equipa de José Santos é igualmente um alívio, pois Luís Mendonça foi contratado precisamente para ir atrás de vitórias, preenchendo o lugar deixado por Domingos Gonçalves, que regressou à Caja Rural e que em 2018 venceu uma tirada na Volta.

No entanto, a equipa terá ainda João Benta para lutar por um lugar na geral, com Daniel Silva a ser outro corredor importante para a montanha. Afonso Silva foi o ciclista "sacrificado" para dar lugar a Mendonça na Volta.

Equipa: João Benta, David Rodrigues, Luís Gomes, Hugo Nunes, Daniel Silva, Luís Mendonça e Pablo Guerrero.


31 de maio de 2019

Rádio Popular-Boavista reitera confiança em Luís Mendonça após suspensão

Luís Mendonça está suspenso provisoriamente devido a um controlo adverso, numa amostra recolhida após a Clássica Aldeias do Xisto, na qual o ciclista foi segundo classificado. A Rádio Popular-Boavista confirmou o caso, reiterando a confiança no corredor, tendo justificado a análise positiva. O ciclista também já reagiu.

"Luís Mendonça foi alvo de um controlo adverso, devido ao uso de um medicamento utilizado para o tratamento de uma lesão, de que foi vitima em Abril. No referido controlo, final da clássica Aldeias do Xisto, realizada em Maio, declarou a utilização do referido medicamento, conforme aliás é exigido, tendo já apresentado às entidades oficiais relatório médico, conforme também é exigido em casos similares", lê-se no comunicado publicado no Facebook da equipa.

A notícia foi ontem avançada pelo jornal A Bola. A substância em causa será a betametasona, a mesma detectada a Rui Vinhas, num controlo feito na Volta a Portugal no ano passado. A betametosona tem uma acção anti-inflamatória, anti-alérgica e anti-reumática. É permitida desde que a sua utilização seja justificada. César Fonte, companheiro de Vinhas na W52-FC Porto, esteve vários meses fora de competição, tendo regressado no último domingo, no Memorial Bruno Neves, depois de concluído o processo que envolveu esta substância.

"O Boavista Ciclismo Clube vem por este meio confirmar a confiança no valor desportivo do ciclista, aguardando com a mesma confiança, pelo resultado do referido inquérito", afirmou a equipa sobre Luís Mendonça. O ciclista, de 33 anos, também reagiu na sua conta de Facebook: "Tenho a referir que após um traumatismo desenvolvi uma bursite pré-patelar no joelho esquerdo... fui tratado com os devidos procedimentos médicos... na corrida das Aldeias do Xisto fui sujeito a controlo antidopagem, onde no mesmo, referi de forma clara a substância utilizada, a data do tratamento e para os fins que foi usada... Relatórios médicos já foram apresentados, onde demonstram de forma inequívoca a lesão sofrida, os procedimentos médicos utilizados e os fins terapêuticos da referida substância... fiz tudo de forma clara e legal... ESTA SUBSTÂNCIA FOI UTILIZADA ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE PARA FINS TERAPÊUTICOS...", explicou.

O corredor admitiu que o que mais o assusta é poder falhar a Volta a Portugal - começa a 31 de Julho -, caso o processo da Federação Portuguesa de Ciclismo não seja célere. "Admito que já chorei tudo que tinha a chorar, onde passei uma semana que não desejo ao pior inimigo... mas agora é altura de erguer a cabeça e acreditar que a resolução será breve, porque não tenho dúvidas que justiça se fará", salientou.

Luís Mendonça foi reforço da Rádio Popular-Boavista em 2019, depois de duas temporadas na Aviludo-Louletano e tem sido o único a conquistar vitórias até ao momento. O segundo lugar na Clássica Aldeias do Xisto permitiu-lhe garantir a conquista da Taça de Portugal, tendo pouco depois ganhou uma etapa e a geral do Troféu O Jogo.

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5 de maio de 2019

Tomaram-lhe o gosto!

Joni Brandão e Luís Mendonça em alta
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Fim-de-semana de vitórias em português. Por cá e em Espanha. Quando tudo começa a correr bem há quem lhe tome o gosto e é o caso de Edgar Pinto, Joni Brandão e Luís Mendonça, todos com vitórias bastante motivadoras, principalmente para as duas equipas que não estavam a ter muitas razões para celebrar nas primeiras corridas do ano: Efapel e Rádio Popular-Boavista.

Começando por cá. Na quarta-feira Joni Brandão venceu a Clássica Aldeias do Xisto, a sua segunda vitória em pouco tempo, depois de ter ganho a última etapa do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. Não escondeu que queria mais e este domingo venceu a segunda tirada do Troféu O Jogo (circuito de 100 quilómetros em Vieira do Minho). Que grande regresso está ter Joni Brandão à Efapel. 

A geral "escapou" para outro ciclista em boa forma. Luís Mendonça conquistou, também na quarta-feira, a Taça de Portugal. Mas não sorriu muito porque queria levantar os braços em primeiro numa meta. Já está! Venceu a primeira etapa do Troféu O Jogo (135,7 quilómetros de circuito na Póvoa do Varzim) e conquistou a geral.

Mendonça chegou à Rádio Popular-Boavista com vontade de somar muitas vitórias, agora que tem um papel de claro líder. Domingos Gonçalves teve em 2018 uma época memorável pela equipa e Mendonça começa a prometer poder seguir o exemplo. 

Para continuar na senda de conquistas este semana, mas por equipas. Fábio Costa venceu a Taça de Portugal de sub-23 na quarta-feira e este domingo a UD Oliveirense-InOutBuild ficou com a classificação da juventude por intermédio de Pedro Miguel Lopes.

Quanto a Edgar Pinto, continua a dizer presente nas deslocações da W52-FC Porto. O quinto lugar tanto na etapa rainha, como na geral na Volta à Turquia podem não ser vitórias, mas são excelentes resultados. Afinal é uma corrida World Tour.

Este domingo a equipa dividiu-se por duas corridas e nas Astúrias, Edgar Pinto venceu a última etapa (Cangas del Narcea - Oviedo, 119 quilómetros), ficando à porta do pódio na geral. Foram 2:43 minutos a mais do que Richard Carapaz (Movistar), que repetiu o triunfo de 2018. 

E há um ano tinha sido Ricardo Mestre a vencer a derradeira etapa, sendo terceiro numa geral ganha por Raúl Alarcón em 2017. A W52-FC Porto mantém uma tradição vencedora nas Astúrias.

A equipa azul e branca, Efapel, Rádio Popular-Boavista, Miranda-Mortágua e o Sporting-Tavira vão estar de sexta-feira a domingo na Volta à Comunidade de Madrid. Quanto ao calendário nacional, a próxima corrida será o Memorial Bruno Neves, a 26 de Maio.

Para terminar uma semana forte dos ciclistas portugueses, de salientar as prestações de Rui Costa (UAE Team Emirates) na Volta à Romandia. Foi segundo, batido apenas por um super Primoz Roglic (Jumbo-Visma). Foi ainda segundo na classificação por pontos e em duas etapas.

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1 de maio de 2019

Joni Brandão a caminho do seu melhor

Foram dois anos sem vitórias, com um problema de saúde pelo meio, mas que deixou um dos melhores ciclistas portugueses da actualidade longe do que estava tão habituado fazer: discutir triunfos. O regresso de Joni Brandão à Efapel está a começar a dar frutos. É um ciclista que não só está a ser competitivo, mas a vencer. Depois de conquistar a terceira etapa no Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, Joni deu uma lição de bom ciclismo na Clássica Aldeias do Xisto, cortando a meta isolado, numa subida espectacular e que merece aparecer no percurso de outras provas [porque não uma Volta a Portugal?].

"Há dois anos que estava sem vitórias. Em duas corridas consegui duas. Não me passava isso pela cabeça. Estou bastante feliz", admitiu ao Volta ao Ciclismo. Apesar de ter vencido isolado na chegada a Gondramaz, em Miranda do Corvo, com 32 segundos sobre Luís Mendonça e 58 sobre o companheiro de equipa Henrique Casimiro, Joni não se cansou de salientar o trabalho que os colegas da Efapel realizaram durante os 154 quilómetros, que começaram a contar em Pedrógão Pequeno.

A Efapel também venceu por equipas, mas ainda mais importante do que vencer na corrida de um dos seus patrocinadores, foi o que foi ganho a nível de motivação e confiança com os olhos postos na Volta a Portugal. O director desportivo, Américo Silva, não esconde que é esse o grande objectivo de 2019 e mostrou-se satisfeito por ver a sua equipa cada vez mais... equipa! "Há que ter confiança da parte do Joni para com a equipa e a equipa confiar que tem um líder que ganha quando trabalha para isso", salientou ao Volta ao Ciclismo.

Américo Silva também referiu a importância de Joni estar a vencer novamente, depois de dois anos mais complicados, fase de sucesso que coincide com o regresso à Efapel, equipa pela qual alcançou os seus melhores resultados. "Ele tem vindo a evoluir e principalmente começa a sentir que tem uma equipa em seu redor que lhe pode ajudar neste tipo de vitórias. Essa confiança é muito importante", reiterou.

Foi a terceira edição da Clássica Aldeias do Xisto, que em 2018 a Efapel já tinha vencido, mas por intermédio de Daniel Mestre, que entretanto mudou-se para a W52-FC Porto. O percurso foi muito selectivo, com um acumulado de subida de 2750 metros, incluindo quatro prémios de montanha: Sertã (quarta categoria, ao quilómetro 16,1), Portela do Gavião (terceira, ao quilómetro 63,6), Pampilhosa da Serra (segunda, ao quilómetro 80) e Gondramaz. Esta última subida agradou a Joni Brandão, com 5,5 quilómetros e uma pendente média de 8,5%. Um verdadeiro espectáculo!

Rampas bem difíceis a superar dos 12/13%, com curvas em cotovelos. Apesar do reconhecimento feito na véspera, Joni Brandão admitiu que atacou esta subida muito pelas suas sensações do momento. Arrancou a pouco menos de quatro quilómetros da meta e nunca mais ninguém o apanhou. "É uma bonita subida, muito dura, poucos descansos. Precisamos mais deste tipo de subidas em Portugal. Temos muitas subidas duras, mas as chegadas são fáceis", disse, elogiando a Federação Portuguesa de Ciclismo pela escolha da subida de Gondramaz.

Joni Brandão tem feito uma época em crescendo, não estando muito em competição. Quer agora continuar o bom caminho que está a realizar, rumo a uma subida de forma que tanto ele, como a Efapel, esperam que signifique estar na disputa da Volta a Portugal e finalmente vencê-la.

Nas restantes classificações da corrida, Luís Fernandes (Aviludo-Louletano) foi o melhor trepador, repetindo o feito de 2018. Jorge Magalhães (W52-FC Porto) foi o melhor sub-23.

Classificação completa neste link, via Federação Portuguesa de Ciclismo (documento PDF).

Luís Mendonça vence Taça de Portugal

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Em disputa na Clássica Aldeias do Xisto estava a Taça de Portugal. Depois da Prova de Abertura Região de Aveiro e Clássica da Arrábida, Raúl Alarcón (W52-FC Porto) e Luís Mendonça (Rádio Popular-Boavista) eram os ciclistas presentes em melhor posição para discutir o troféu.

Mendonça foi quem sempre esteve mais activo, apesar da W52-FC Porto ter tentado colocar homens nas fugas. O ciclista da Rádio Popular-Boavista estava ansioso por dar finalmente uma triunfo à sua nova equipa. Contudo, não escondeu alguma desilusão por ter somado mais um segundo lugar na corrida, ainda que lhe tenha garantido um troféu. A Taça de Portugal é dele e abre a contagem de conquistas para a equipa em 2019.

Em sub-23 o vencedor da Taça foi Fábio Costa (UD Oliveirense-InOutBuild), com a W52-FC Porto a conquistar por equipas e a Sicasal-Constantinos em sub-23, um troféu que a formação jovem já tinha garantido na segunda corrida, na Arrábida.

Ranking completo neste link, via Federação Portuguesa de Ciclismo (documento PDF).

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30 de abril de 2019

Clássica Aldeias do Xisto vai decidir Taça de Portugal

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Mudança de data, mas a expectativa de uma boa corrida mantém-se. A Clássica Aldeias do Xisto tem sempre a capacidade de fazer uma selecção de quem vai discutir a vitória, não facilitando se alguém franquejar. A terceira edição tem como novidade a realização a 1 de Maio e não em Março, estando novamente em disputa um outro troféu. Desta feita será a Taça de Portugal, com o vencedor a estar em aberto, até porque os líderes não vão estar presentes.

Serão 154 quilómetros, com as aldeias eleitas para receber a partida e chegada a serem a de Pedrógão Pequeno e de Gondramaz, respectivamente. O percurso tem um acumulado de subida de 2750 metros, incluindo quatro prémios de montanha: Sertã (quarta categoria, ao quilómetro 16,1), Portela do Gavião (terceira, ao quilómetro 63,6), Pampilhosa da Serra (segunda, ao quilómetro 80) e Gondramaz. Esta última, de segunda categoria, será coincidente com a meta, tendo 5,5 quilómetros e uma pendente média de 8,5%. Ou seja, tem os ingredientes certos para ataques.


Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano) e Daniel Mestre (então na Efapel, agora ciclista da W52-FC Porto) foram os vencedores das duas primeiras edições. Porém, salvo alguma alteração de última hora - a lista oficial só será conhecida esta quarta-feira ao final da manhã -, nenhum dos ciclistas estará presente.

Além da vitória na Clássica Aldeias do Xisto, estará então em disputa a conquista da Taça de Portugal Jogos Santa Casa, pelo que será uma corrida duplamente importante, ainda mais tendo em conta que, das nove equipas portuguesas Continentais, só três já venceram em 2019: W52-FC Porto, Sporting-Tavira e Efapel. Nas duas primeiras edições, a corrida decidiu o Troféu Liberty Seguros, agora extinto.

Raúl Alarcón, da W52-FC Porto, é quem parte com alguma vantagem. Os dois líderes, Rui Oliveira e Jonathan Lastra não estarão presentes. O primeiro venceu a Prova de Abertura Região de Aveiro ao serviço da selecção, mas está actualmente a cumprir a época com a sua equipa World Tour, a UAE Team Emirates. Já o espanhol fica de fora, pois é a Caja Rural amadora que estará na corrida.

A Clássica Aldeias do Xisto deixou de ser uma prova de categoria internacional, como inicialmente previsto e como aconteceu nas duas primeiras edições. Pertence ao calendário nacional, o que faz com que as formações estrangeiras tenham de ser amadoras. Não haverá Lastra - venceu a Clássica da Arrábida -, mas será a oportunidade para ver dois jovens talentos portugueses: Diogo Barbosa e Guilherme Mota, ambos de 18 anos, que assinaram esta época pela equipa de Espanha.

Além das ausências dos líderes do ranking, há também outras muito devido ao percurso. César Martingil é um ciclista que se dá melhor com terrenos menos "acidentados", por exemplo, pelo que não estará presente pelo Sporting-Tavira, ele que soma os mesmos 65 pontos de Alarcón.

Quem estará então na luta? Luís Mendonça não é um trepador nato, mas nas últimas duas temporadas tem feito um trabalho intenso para melhorar nas subidas. Está na luta e desejoso de dar uma vitória à sua nova equipa, a Rádio Popular-Boavista. Mendonça soma 60 pontos.

Raúl Alarcón e Luís Mendonça são os principais candidatos, ainda que com 75 pontos para atribuir ao vencedor, algum ciclista com pontuação menor, poderá entrar na disputa, dependendo de como decorrer a corrida. Já entre os sub-23 está tudo muito mais por definir. Fábio Costa (UD Oliveirense-InOutBuild), Francisco Guerreiro (Sicasal-Constantinos) e Leonel Firmino (LA Alumínios-LA Sport) são três dos corredores que estarão na luta.

Por equipas, a Sicasal-Constantinos já garantiu o troféu em sub-23, comprovando o seu poderio neste escalão, num ano em que praticamente não dá hipóteses à concorrência. Entre a elite, a Aviludo-Louletano lidera com 32 pontos, mais cinco do que a W52-FC Porto.

A Clássica Aldeias do Xisto arrancará às 12:00, com a chegada prevista para cerca das 16:30.

Lista de inscritos provisória (clique na imagem para ampliar).



As edições anteriores:

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26 de fevereiro de 2019

Volta ao Alentejo abrangente no percurso mas de portas fechadas para equipas sub-23 portuguesas

Luís Mendonça foi o vencedor em 2018
A 37ª edição da Volta ao Alentejo vai para a estrada entre 20 e 24 de Março, com um percurso que passará por cerca de 70% dos municípios alentejanos e terá um perfil idêntico ao habitual. Mantém as seis etapas em cinco dias, com uma dupla jornada no sábado, mas não contará com as equipas de clube, ou seja, portas fechadas a muitos sub-23 portugueses. Joaquim Gomes fala em "questão estratégica" de forma a equilibrar o número de equipas nacionais com as estrangeiras, mas também diz que, apesar de até ser possível incluir as seis formações de clube, o orçamento não o permite.

"Foi uma questão estratégica que, no fundo, acompanha o dinamismo das próprias equipas no nosso país. Há alguns anos tínhamos cinco/seis equipas profissionais, agora temos nove. A alteração regulamentar que permitiu que, no ano passado, as melhores equipas de clube pudessem participar na Volta a Portugal, fez com que o país de forma sui generis,  tenha o que mais nenhum país do mundo tem: nove equipas Continentais. Para tentar manter o cariz internacional da Volta ao Alentejo, se nós tivéssemos as nove equipas nacionais [Continentais], mais seis equipas de clube, ficaríamos com pouca capacidade para incrementar formações estrangeiras. Optámos por ter as nove equipas Continentais portuguesas e convidar igual número de equipas estrangeiras", explicou Joaquim Gomes ao Volta ao Ciclismo.

Para as equipas de clube será um rude golpe, já que a Alentejana era das competições mais importantes a que tinham acesso, não esquecendo que é um escalão que vive muito das corridas de elite, já que não há um calendário de sub-23. Para que as portas se tivessem aberto novamente a estas equipas, teria sido necessário acrescentar mais de 25 mil euros ao orçamento da corrida. "Não é só o custo directo com as equipas. Há um conjunto de obrigações financeiras que nós temos de cumprir com as equipas para que possam estar na prova, mas isso arrasta outros custos indirectos, nomeadamente com o policiamento. O maior número de corredores em competição irá exigir um aumento de militares da GNR, que por si só iria fazer aumentar o orçamento da prova", disse o director da corrida.

"Queremos ter - num termo que muito se utiliza - uma prova limpinha, com o número de equipas portuguesas a competir num patamar de igualdade com o mesmo número de equipas estrangeiras. Por muito que também tenhamos responsabilidade relativamente ao desenvolvimento do ciclismo português e em poder dar o nosso próprio contributo para as equipas de clube, infelizmente não podemos dar o passo maior do que a perna. Espero que as equipas de clube nos possam de compreender", acrescentou. Lamentou ainda que isto signifique deixar de fora a recém formada equipa alentejana de sub-23, Crédito Agrícola-Jorbi-Almodôvar, que até tem como principal patrocinador aquele que dá nome à Volta ao Alentejo.

A W52-FC Porto e a espanhola Euskadi-Murias serão as duas estruturas Profissionais Continentais presentes. Para completar o pelotão que contará com as cinco equipas Continentais portuguesas (Sporting-Tavira, Aviludo-Louletano, Rádio Popular-Boavista, Efapel e Vito-Feirense-PNB), mais as três Continentais sub-25 (UD Oliveirense-InOutbuild, Miranda-Mortágua e LA Alumínios-LA Sport) estarão: Bai-Sicasal-Petro (Angola), Differdange Geba (Luxemburgo), Fundacion Euskadi (Espanha), Lokosphinx (Rússia), SRA (Suíça), Team Wiggins (Grã-Bretanha) e UNO X (Noruega), todas elas do escalão Continental. E para fechar, a selecção de sub-23 da Grã-Bretanha.

Quanto ao percurso, mantém-se com um perfil idêntico, com a dupla jornada de sábado a ser novamente o destaque. A subida no Cabeço do Mouro poderá fazer diferenças de manhã, com o contra-relógio vespertino a poder ter um importante papel na geral. Foi precisamente no esforço individual de Castelo de Vide (8,4 quilómetros) que há um ano Luís Mendonça vestiu a amarela, que seguraria no último dia. O ciclista trocou a Aviludo-Louletanto pela Rádio Popular-Boavista e quer tentar repetir o triunfo, mas fracturou o escafóide (osso na mão) na queda da primeira etapa da Volta ao Algarve e está agora a tentar recuperar a tempo de estar a 100% na Alentejana. Há 12 anos que um português não vencia esta corrida, o último havia sido Sérgio Ribeiro.

Este ano será Montemor-o-Novo a receber a grande partida da Volta ao Alentejo, com a consagração a ser num local já habitual, na Praça do Giraldo, em Évora. De salientar ainda o regresso de Ponte de Sôr e Moura a cidades sedes, depois de uma longa ausência, ainda que fossem locais de passagem da corrida.

1ª etapa (20 de Março): Montemor-o-Novo - Moura (208,1 quilómetros)



2ª etapa (21): Mértola - Odemira (182,2 quilómetros)



3ª etapa (22): Santiago do Cacém - Mora (176,5 quilómetros)



4ª etapa (23): Ponte de Sôr - Portalegre (74 quilómetros)



5ª etapa (23): Castelo de Vide - Castelo de Vide (8,4 quilómetros)



6ª etapa (24): Portalegre - Évora (152 quilómetros)



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