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17 de agosto de 2019

Rádio Popular-Boavista imparável

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Se há equipa que parece não querer tirar o pé do acelerador neste final de época é a Rádio Popular-Boavista. Depois de uma excelente Volta a Portugal, só houve uma mexida na equipa para o Grande Prémio de Mortágua, com o jovem João Salgado e entrar para o lugar do espanhol Pablo Guerrero. E aqueles que foram figuras na Volta, uma semana depois lá estiveram novamente na luta e com Daniel Silva a conquistar a vitória. Mas não foi o único a subir ao pódio da equipa.

Logo ao seu lado esteve David Rodrigues, que fez top dez na Volta. Luís Mendonça (12º em Mortágua) ficou com a classificação das metas volantes e a Rádio Popular-Boavista ainda venceu colectivamente. João Benta - ganhou uma etapa na Volta - foi oitavo, Hugo Nunes 13º e Luís Gomes - rei da montanha e vencedor de uma etapa na Volta - 25º. Foi a primeira vitória do ano para Daniel Silva, a sexta da equipa. Pode estar longe das 17 da W52-FC Porto, mas a formação de José Santos está a três da Efapel. E dada a atitude dos seus ciclistas, a Rádio Popular-Boavista quer tentar somar mais algumas numa fase da época dominada pelos tradicionais circuitos, antes das duas corridas de estrada finais, em Setembro.

Os 144 quilómetros por Mortágua foram marcados por muitos ataques, o que levou a que a fuga que chegou a vingar de sete ciclistas, acabasse por ser apanhada. Mas foi precisamente com um ataque perfeito que Daniel Silva escapou para cortar a meta isolado, com o companheiro David Rodrigues a chegar 22 segundos depois. Hugo Sancho ficou novamente perto de uma vitória, sendo terceiro a 29 segundos, num triunfo que era muito desejado pela Miranda-Mortágua, que corria em casa. Ainda assim, foi uma importante subida ao pódio de um ciclista que, tal como os da Rádio Popular-Boavista, mantém o ímpeto da Volta a Portugal.

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
E junta-se a esta lista Luís Fernandes. Foi um dos homens em destaque da Volta da Aviludo-Louletano e venceu a classificação da montanha em Mortágua. A juventude ficou para Venceslau Fernandes (UD Oliveirense-InOutBuild), enquanto Guilherme Simão (Sicasal-Constantinos) foi o melhor entre as equipas de clube.

De referir ainda, que terminaram no top dez Tiago Machado e o campeão nacional José Mendes, duas das principais figuras do Sporting-Tavira e que ficaram muito aquém do esperado na Volta a Portugal. O clube de Alvalade deverá estar a despedir-se do ciclismo e conta apenas com duas conquistas em 2019

Segunda-feira arrancam os circuitos: Bombarral, dia 19; Alcobaça, 20 - inclui a quinta Prova Taça de Portugal Paraciclismo -; Póvoa da Galega, 24; Malveira, 25; Moita e Nafarros realizam-se no mesmo dia: 26.

A 1 de Setembro disputa-se a Volta a Albergaria, com a Clássica Rota da Filigrana a estrear-se este ano no calendário, a 14 do mesmo mês. O Festival de Pista de Tavira irá encerrar oficialmente a época a 5 de Outubro, como tem sido habitual.

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16 de agosto de 2019

Recta final de temporada em Portugal com poucas corridas mas com uma estreia

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
O Grande Prémio de Mortágua marca o arranque pós-Volta a Portugal num calendário nacional a saber a pouco nesta recta final de temporada. As corridas escasseiam, num problema antigo, ainda que este ano até haverá uma estreia. A Clássica Rota da Filigrana irá realizar-se a 14 de Setembro, sendo a derradeira prova de estrada para a elite e sub-23. Depois da Volta a Portugal, muitos entram em modo de relaxamento, já mais a pensar em resolver a sua situação para 2020 e nos próximos objectivos. Contudo, apesar das equipas portuguesas medirem muito do seu sucesso pela prestação na Volta, que tem um peso enorme na hora de fazer um balanço, não ficaria nada mal a algumas formações somar mais alguma vitória.

Além das duas provas referidas, há ainda a Volta a Albergaria a 1 de Setembro. Até lá, serão os circuitos a marcar o calendário, o conjunto de provas que competitivamente entusiasmam menos, sendo corridas muitas vezes inseridas nas festas das localidades. No entanto, são excelentes momentos para conviver de perto com os ciclistas, num ambiente bem diferente das restantes provas. Uma revitalização destas corridas seria benéfico para ciclistas e organizações, a começar por não ocorrem duas no mesmo dia. Moita e Nafarros não cedem nas datas, o que só prejudica a presença de ciclistas nas duas, pois as equipas ou se dividem, ou escolhem um dos circuitos. Este ano realizam-se a 26 de Agosto.

Os outros circuitos são: Bombarral, 19 de Agosto; Alcobaça, 20 - inclui a quinta Prova Taça de Portugal Paraciclismo -; Póvoa da Galega, 24; Malveira, 25.

Mortágua, Albergaria e a nova clássica vão centrar as atenções, com equipas como o Sporting-Tavira (duas vitórias em 2019) - poderá ser das últimas vezes que se verá as camisolas verde e brancas na estrada, caso de confirme o adeus do Sporting ao ciclismo -, a Aviludo-Louletano (uma) e mesmo a Vito-Feirense-PNB - irá certamente tentar aumentar o registo de três vitórias - à procura de dar mais volume ao registo de triunfos. As três formações sub-25 têm ainda a Volta a Portugal do Futuro em perspectiva (de 5 a 8 de Setembro), mas este sábado, a Miranda-Mortágua vai apostar forte para ganhar em casa, num circuito de 144 quilómetros, com partida e chegada na Avenida dos Bombeiros Voluntários.

Num país com uma meteorologia que tanto beneficia a prática do ciclismo até pelo menos a Outubro, é uma pena que o calendário seja tão curto, ainda que a chegada da Clássica Rota da Filigrana é uma vitória, desde que consiga ir além da edição de estreia. A corrida é o resultado de um protocolo entre o Município de Gondomar, o Município da Póvoa de Lanhoso, o Boavista Ciclismo Clube, enquanto entidade organizativa, e a Federação Portuguesa de Ciclismo. No dia seguinte haverá um granfondo para que a festa do ciclismo seja um dia para profissionais e o outro para todos aqueles que partilham a paixão pela modalidade e queiram enfrentar um desafio de 112 quilómetros, com 2200 metros de acumulado.

De referir que de 22 a 25 de Agosto haverá a Volta a Portugal de Juniores, com o campeonato nacional desta categoria e de cadetes a realizar-se este fim-de-semana, em Paredes.

A 5 de Outubro, como tem sido habitual, o Festival de Pista de Tavira encerrará oficialmente a temporada ciclística em Portugal.

Pode confirmar nesta página do blog todos as conquistas das equipas portuguesas em 2019.

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»»João Rodrigues cumpriu o plano mais cedo do que o previsto««

18 de agosto de 2018

Aviludo-Louletano-Uli reina em Mortágua

Primeiro e segundo para a equipa de Loulé
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Começou bem a temporada, venceu a Volta ao Alentejo, depois acalmou um pouco para preparar o segundo pico de forma para a fase mais importante que agora parece querer prolongar. A Aviludo-Louletano-Uli realizou uma Volta a Portugal memorável e uma semana depois venceu novamente, agora por intermédio de Márcio Barbosa, no Grande Prémio de Mortágua. A terceira prova da Taça de Portugal foi completamente dominada pela equipa algarvia, que colocou dois homens na frente que chegaram com mais de um minutos de vantagem sobre o novo líder da competição: David Rodrigues (Rádio Popular-Boavista).

A equipa de Jorge Piedade está a realizar uma temporada extremamente positiva. Luís Mendonça venceu a Volta ao Alentejo, enquanto Óscar Hernández conquistou o Troféu Liberty Seguros e uma etapa no Troféu Joaquim Agostinho. Vicente García de Mateos foi "guardado" para a Volta a Portugal e apesar do desejo de ganhar a corrida, conquistar três etapas, o terceiro lugar e a classificação por pontos foi motivo para uma grande festa.

Márcio Barbosa regressou este ano à elite, depois de uma suspensão e de uma passagem pelo ACDC Trofa. Tem sido um ciclista mais preso ao trabalho de equipa, mas aí está a vitória que certamente desejava. Escapou com Luís Mendonça e venceu uma corrida difícil, com 144 quilómetros e um calor a não facilitar em nada. Cortaram a meta a par e a celebrar mais um dia que marcará a temporada da Aviludo-Louletano-Uli, que não reduziu o ritmo depois da Volta a Portugal. Ganhou ainda por equipas, a classificação da montanha, por Barbosa, e das Metas Volantes, por Mendonça.

André Carvalho e David Rodrigues, os líderes da Taça de Portugal
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Porém, outra equipa que também esteve bem na Volta, a Rádio Popular-Boavista, parece não quer reduzir o igualmente o ritmo nesta recta final de temporada. David Rodrigues - o ciclista que esteve 70 quilómetros em fuga na etapa da Senhora da Graça e foi apanhado a 250 metros da meta - está num bom caminho para conquistar a Taça de Portugal. Foi terceiro em Mortágua, a 1:32 minutos (o único que ficou a menos de dois minutos do duo da frente), mas assumiu a liderança da competição, com 121 pontos. Marcos Jurado (Efapel) é segundo com 93 e o anterior líder, António Barbio, caiu para terceiro, com 92 pontos, depois do 19º posto em Mortágua. Jurado foi 13º.

A correr em casa, o Miranda-Mortágua ficou com a consolação de ter o melhor jovem, por intermédio de Jorge Magalhães, mas continua na luta nos sub-23, apesar da classificação da Taça de Portugal continuar a ser liderada por André Carvalho (Liberty Seguros-Carglass). Francisco Campos mantém as aspirações do Miranda-Mortágua pelo troféu nesta categoria, somando os mesmo 190 pontos do que o líder, com Hugo Nunes a ter menos 10.

Apesar da vantagem de David Rodrigues ser simpática, tanto a Taça de Portugal de elite como a de sub-23 continuam em aberto com duas corridas por realizar. A primeira será a 16 de Setembro e a última, que encerrará a época, a 6 de Outubro, em Tavira.

Pode ver aqui as classificações completas do Grande Prémio de Mortágua.

A época continua com os habituais circuitos. Este domingo haverá muito ciclismo durante o dia no Bombarral e na segunda-feira é Alcobaça o palco de corridas, que inclui o final da Taça de Portugal Jogos Santa Casa de Paraciclismo (15 horas). Às 17 horas irá para a estrada o pelotão de elite e sub-23.

25 de abril de 2017

David Rodrigues conquista primeira vitória como profissional

(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Se olhássemos para uma aliança do FC Porto e do Boavista no futebol se calhar acharíamos estranho, mas estamos a falar de ciclismo e as rivalidades clubísticas não têm, de todo, a mesma influência. Perante o objectivo comum, David Rodrigues (Rádio Popular-Boavista) e Joaquim Silva (W52-FC Porto) uniram esforços para escaparem e decidirem os dois a vitória no Grande Prémio de Mortágua, segunda prova a contar para a Taça de Portugal. Dois jovens de 25 anos que tentam vingar entre a elite e ao sprint o mais forte foi o ciclista axadrezado, que assim garantiu a sua primeira vitória da carreira, como profissional, abrindo também a conta do ano para a equipa.

"Foi uma vitória de raça e de toda a equipa, pois já a procurávamos há algum tempo. O pelotão nos últimos quilómetros aproximou-se bastante, mas a colaboração do Joaquim Silva acabou por nos permitir discutir o triunfo e, no final, por um palmo, acabei por ser o mais feliz. Trabalhámos para chegar isolados e qualquer um de nós seria um justo vencedor. É um triunfo importante e o primeiro da minha carreira profissional", explicou David Rodrigues, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Errazquin e Angulo mantiveram liderança na Taça de Portugal
em sub-23 e elite, respectivamente
(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
O pelotão chegou apenas cinco segundos depois, com Samuel Caldeira (W52-FC Porto) a garantir o terceiro lugar, com Antonio Angulo a ser quarto e a cimentar a sua liderança na Taça de Portugal. O espanhol da LA Alumínios-Metalusa-BlackJack conquistou a Volta à Bairrada e com Daniel Mestre, a ser sexto, Angulo afastou-se um pouco mais do ciclista da Efapel, com 23 pontos a separá-los com uma prova ainda por realizar. Xuban Errazquin (Rádio Popular-Boavista) foi décimo e mantém-se assim como o melhor sub-23 na Taça de Portugal.

No entanto, está ainda tudo em aberto e será no Grande Prémio do Dão, a 13 e 14 de Maio, que se irá decidir quem conquista a competição.

Veja aqui como ficou a classificação após a segunda prova da Taça de Portugal na elite e nos sub-23.




20 de abril de 2017

Fim-de-semana de muito (mas mesmo muito) ciclismo em Portugal

Depois de uma longa fase sem competições para a elite em Portugal, com algumas equipas a aproveitarem para viajar até Espanha, o pelotão principal vai regressar às estradas nacionais e logo com uma estreia: uma corrida da Taça de Portugal por etapas. É na Volta à Bairrada - 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada que vai começar a luta por este troféu. Mas este fim-de-semana, além da elite - que terá, como normalmente, a companhia dos sub-23 -, haverá juniores, senhoras, BTT... será Taça de Portugal para todos e um pouco por todo o país.

Começando pela estrada e pela elite/sub-23. Depois de um fulgurante início de temporada, com corridas espectaculares, o calendário nacional sofreu uma paragem. Mas em quatro dias, será possível ver os "nossos" ciclistas em acção durante três, pois além da Volta à Bairrada, no dia 25 de Abril, haverá mais uma corrida a contar para a Taça de Portugal, desta feita em Mortágua. A competição da Bairrada marcará a estreia de uma por etapas neste troféu. No sábado serão 146,7 quilómetros entre a Mealhada (início marcado para as 13:00) e Casal Comba, com um final em circuito. Há quarta passagem pela meta, uma contagem de montanha de quarta categoria, será conhecido o vencedor. O esquema final repete-se no domingo, com 170,3 quilómetros a ligar a Avenida Emídio Navarro, no Luso (a partir da 11:00), à Pampilhosa do Botão. Antes da chegada, esta região irá receber a primeira ronda da Taça de Portugal de Paraciclismo, com o início marcado para as 11:30.

Na terça-feira, o pelotão estará no Grande Prémio de Mortágua, corrida que este ano aparece mais cedo no calendário, pois era habitual realizar-se no Verão. Serão 144 quilómetros algo "acidentados", com partida (12:00) e chegada na Avenida dos Bombeiros Voluntários.

Os juniores voltam a viajar para sul, desta feita para Odemira, para o Troféu José Poeira. A terceira ronda da Taça de Portugal neste escalão começa no sábado com um contra-relógio individual de 23,4 quilómetros (16:00) e no dia seguinte haverá a prova em linha de 129 quilómetros entre Vila Nova de Milfontes (11:00) e Odemira.

As senhoras estarão em Areia, Cascais. Continuamos a falar de corridas da Taça de Portugal, sendo neste caso a terceira ronda. A elite terá pela frente 60,3 quilómetros, as cadetes e masters 36,2 e as juniores 48,2. A partida será dada às 11:00.

Saindo da estrada e passando para o BTT, é em Vouzela que se irá realizar a primeira corrida pontuável para a Taça de Portugal de Enduro. Serão cinco especiais cronometradas, que irão começar às 9:00.

Por todo o país são várias as provas agendadas também para amadores, principalmente de BTT. Seja a pedalar ou a apoiar quem estiver a pedalar, tenha um bom fim-de-semana de ciclismo!

»»A internacionalização da W52-FC Porto rumo ao próximo nível««

»»Carlos Salgueiro ganha ao segundo a Volta ao Concelho de Loulé««