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18 de janeiro de 2021

Kelly-Simoldes-UDO com fasquia mais alta

© Federação Portuguesa de Ciclismo
2020 não foi mau para todos. E que o diga Manuel Correia, director desportivo da Kelly-Simoldes-UDO. É certo que a falta de corridas não fez bem a nenhuma equipa portuguesa, mas, perante o escasso calendário que se realizou, a formação de Oliveira de Azeméis acabou a época com cinco vitórias, incluindo a sempre muito desejada etapa na Volta a Portugal. Apesar da saída de jovens importantes, a equipa parte para 2021 com a fasquia mais alta do que em anos recentes, depois do que alcançou na temporada passada.

No final de 2018 a formação sofreu para continuar na estrada com a saída dos seus dois patrocinadores principais. Em 2020, o trabalho de Manuel Correia e Luís Pinheiro em não deixar cair uma estrutura que tantos valores nacionais tem ajudado a formar, recebeu uma compensação em forma de vitórias.

Os responsáveis não só viram os seus jovens alcançar títulos nacionais - Guilherme Mota campeão de contra-relógio, Fábio Costa de fundo e André Domingues de rampa, todos no escalão de sub-23 -, como a aposta no regresso de Luís Gomes à equipa terminou com a conquista da Clássica da Primavera e da primeira etapa da Volta, em Viana do Castelo (garantiu ainda a camisola vermelha dos pontos).

Ou seja, no pouco de competição que houve, a Kelly-Simoldes-UDO aproveitou para mostrar os seus ciclistas... e os seus patrocinadores. Mas, quando se aposta muito em jovens - é uma estrutura que apesar de ter passado à elite em 2018, mantém na sua base a formação de atletas sub-23 -, também tem de se estar preparado para os ver seguir outros caminhos. É o caso de Fábio Costa e André Domingues, que se mudaram para a Efapel, e de Rafael Lourenço, agora corredor da Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel. Venceslau Fernandes, vencedor da Volta a Portugal do Futuro em 2018, assinou pela Antarte-Feirense.

Mota, Hélder Gonçalves, Pedro Miguel Lopes e José Sousa vão continuar o seu processo de evolução na equipa, com Ricardo Machado a ser um dos novos rostos. O júnior da SEISSA ACR Roriz sobe este ano a sub-23 e terá o objectivo de se adaptar a uma nova realidade.

O mesmo não acontecerá com João Salgado. Já com duas temporadas na Rádio Popular-Boavista, ainda que com poucas corridas, aos 21 anos tem uma nova oportunidade para se mostrar ao mais alto nível. Em 2020 deu um passo atrás na esperança de competir mais na equipa de clube JV Perfis-Gondomar Cultural. A pandemia trocou-lhe as voltas, mas o seu trabalho não passou despercebido e regressa a uma equipa Continental.

O reforço mais sonante é César Fonte. Seguindo o exemplo de 2020 em dar mais equilíbrio à equipa com ciclistas experientes ao lado dos mais jovens, chega à Kelly-Simoldes-UDO um corredor com passagens pela Efapel, W52-FC Porto, Rádio Popular-Boavista e LA Alumínios-Metalusa. Aos 34 anos terá novamente possibilidade de ser mais do que um gregário, podendo formar um trio interessante com Luís Gomes e Henrique Casimiro, na procura por triunfos.

Estes dois ciclistas serão pela segunda temporada a principal aposta. Gomes é um ciclista sempre preparado para estar na frente e em 2020 viu-se bem o que este atleta motivado é capaz de fazer. O seu festejo no alto de Santa Luzia (foto em cima) tornou-se numa das imagens da Volta. Casimiro é um homem que poderá olhar mais para as classificações gerais, esperando, certamente, que 2021 possa trazer um maior número de corridas para o seu estilo competitivo.

Equipa Kelly-Simoldes-UDO para esta época:

Permanências: Luís Gomes, Henrique Casimiro, Guilherme Mota, Hélder Gonçalves, Pedro Miguel Lopes, José Sousa.

Reforços: Ricardo Machado (SEISSA ACR Roriz), João Salgado (JV Perfis-Gondomar Cultural), César Fonte (Efapel).

»»Novo nome e reforços interessantes em Mortágua««

»»Feirense tenta renascer com o regresso de um patrocinador e uma surpresa na liderança««

28 de setembro de 2020

Há quem vá ter boas memórias de 2020

© João Fonseca Photographer
É uma daquelas épocas para recordar para um ciclista e uma equipa. Apesar de um ano tão complicado e tão incerto devido à pandemia, há quem consiga dizer que já tem boas memórias e quer mais. Luís Gomes e a Kelly-Simoldes-UDO vão relembrar 2020 com um sorriso. E ainda não acabou.

A equipa de Manuel Correia chegou à Volta a Portugal como a mais ganhadora. Quatro vitórias, incluindo três títulos nacionais. A outra, a primeira, antes do confinamento, foi na Clássica da Primavera, por intermédio de Luís Gomes. Foi um reforço da equipa, depois de três temporadas na Rádio Popular-Boavista. A última de sucesso na Volta a Portugal, com uma vitória inesquecível no nevoeiro da Serra do Larouco, com o ciclista a vencer depois a classificação da montanha. No entanto, no final da época, mudou de equipa.

Ganhou a Kelly-Simoldes-UDO. Depois de tanta dificuldade para manter o projecto na estrada em 2019, este ano surgiram novos patrocinadores que permitiram um maior investimento e os resultados estão a compensar a aposta. Era uma das principais equipas de formação no país (por lá passaram Rui Costa e os gémeos Oliveira, por exemplo), quando subiu ao escalão Continental, então como sub-25 (esta definição entretanto foi retirada). Nestes quatro anos de uma nova fase da história da estrutura, ganhar uma etapa na Volta era um dos maiores desejos.

Finalmente aconteceu! Viana do Castelo, no Santuário de Santa Luzia, fica marcada na história da equipa e num Luís Gomes que, aos 26 anos, também ele entrou numa nova fase. Foi difícil esconder alguma emoção ao bater ao sprint pesos pesados como Daniel Mestre, Gustavo Veloso (ambos da W52-FC Porto) e António Carvalho (Efapel). As duas vitórias na Volta têm o seu significado para Luís Gomes. Diferentes, mas especiais.

© João Fonseca Photographer
Mas não se pense que a Volta está feita para a Kelly-Simoldes-UDO. Independentemente do que aconteça, 2020 será memorável, mas faltam sete dias de corrida e se o moral já era alto, agora já nada tem a perder. Só tudo a ganhar. A montanha? Luís Gomes já tem a camisola, com cinco pontos, os mesmo de um Marvin Scheulen que esteve quase 170 dos 180 quilómetros da etapa (a mais longa da Volta, que começou em Montalegre) em fuga solitária, com o plano de ser o líder nessa classificação. É um objectivo assumido da LA Alumínios-LA Sport para a Volta, ganhar a montanha, depois de em 2019 ter conquistado a juventude com Emanuel Duarte.

De referir que Gustavo Veloso manteve a camisola amarela, o companheiro de equipa Daniel Mestre lidera nos pontos, o espanhol Carlos Canal (Burgos-BH) continua a liderar a juventude e a W52-FC Porto, por equipas.

Classificações completas, via FirstCycling.

2ª etapa: Paredes – Senhora da Graça (Mondim de Basto), 167 quilómetros



A etapa desta terça-feira será a primeira oportunidade para definir um pouco melhor a geral. Gustavo Veloso terá um teste à liderança, ele que ali venceu em 2016, na primeira de quatro vitórias consecutivas da W52-FC Porto: Raúl Alarcón ganhou em 2017 e 2018 e António Carvalho no ano passado. Este último mudou-se para a Efapel, onde Joni Brandão tem sete segundos para recuperar, o tempo perdido no prólogo de Fafe. Mas Carvalho está apenas a seis. São duas equipas que nesta etapa da alta montanha vão querer começar a impor-se.

Mas haverá quem irá tentar intrometer-se. Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano) está a 12 segundos de uma liderança que há muito ambiciona, com Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel a ver-se em terreno que gosta mais, depois de ter perdido 23 segundos no prólogo.

Porém, se há algo de bom na Senhora da Graça, numa perspectiva de quem irá assistir à etapa, é que ser candidato não garante rigorosamente nada. As surpresas acontecem e são vários os ciclistas que vão tentar vencer, principalmente entre equipas que estão na Volta com esses objectivos e não de lutar pela geral.

Um deles poderá ser da LA Alumínios-LA Sport, até porque os pontos serão importantes para quem quer discutir a classificação da montanha. O seu director desportivo, Hernâni Brôco sabe bem como se ganha na Senhora da Graça (ver lista de vencedores em baixo).

O pelotão parte às 12:30 do Parque da Cidade de Paredes, com chegada prevista à Senhora da Graça entre as 17:25 e 17:45. Contudo, haverá muitas dificuldades até à subida final. Pouco depois da partida, Rebordosa apresentará uma subida de quarta categoria. Um aquecimento! A Serra do Marão e o Barreiro, são duas de primeira, tal como a Senhora da Graça. Pelo meio, mais uma quarta, no Velão. No Barreiro surge o piso em empedrado. São poucos metros logo no início de uma autêntica rampa. A meteorologia será bem simpática, o que os ciclistas agradecem, pois chuva e frio tornariam esta etapa muito mais complicada. Mas com a mudança de data da Volta, escapam também ao calor intenso que por vezes se sente.

Vencedores na Senhora da Graça: 

1978 - João Costa (Campinense)

1979 - Marco Chagas (Lousa-Trinaranjus)

1980 - Neutralizada

1981 - Benjamim Carvalho (Coimbrões-Fagor)

1983 - Venceslau Fernandes (Rodovil-Ajacto)

1984 - Manuel Cunha (Ovarense-Herculano)

1985 - Marco Chagas (Sporting-Raposeira)

1986 - Carlos Moreira (Sangalhos-Recer)

1987 - Manuel Vilar (Boavista-Sportlis)

1988 - Carlos Moreira (Boavista-Sarcol)

1989 - Santiago Portillo, Esp (Lótus-Zahor)

1990 - Joaquim Gomes (Sicasal-Acral)

1991 - Jorge Silva (Sicasal-Acral)

1992 - Cássio Freitas, Bra (Recer-Boavista)

1993 - Quintino Rodrigues (Imporbor-Feirense)

1994 - Felice Puttini, Sui (Brescialat)

1995 - António Correia (Janotas & Simões)

1996 - Massimiliano Lelli, Ita (Saeco-Levira)

1997 - Zenon Jaskula, Pol (Mapei)

1998 - Jose Luis Rebollo, Esp (Recer-Boavista)

1999 - Michele Laddomada, Ita (LA-Pecol)

2000 - Claus Moller, Din (Maia-MSS)

2001 - Jose Luis Rebollo, Esp (Festina)

2002 - Joan Horrach, Esp (Milaneza-MSS)

2003 - Pedro Arreitunandia, Esp (Carvalhelhos-Boavista)

2004 - David Arroyo, Esp (LA-Pecol)

2005 - Adolfo Garcia Quesada, Esp (Comunitat Valenciana)

2006 - João Cabreira (Maia-Milaneza)

2007 - Eladio Jimenez, Esp (Karpin-Galicia)

2008 - Juan Cobo Acebo, Esp (Scott-American Beef)

2009 - André Cardoso, Por (Palmeiras Resort-Prio)

2010 - David Blanco, Esp (Palmeiras Resort-Prio)

2011 - Hernâni Broco, Por (LA-Antarte)

2012 - Rui Sousa, Por (Efapel-Glassdrive)

2013 - Sergio Pardilla, Esp (MTN-Qhubeka)

2014 - Edgar Pinto, Por (LA-Antarte)

2015 - Filipe Cardoso, Por (Efapel)

2016 - Gustavo Veloso, Esp (W52-FC Porto)

2017 - Raúl Alarcón, Esp (W52-FC Porto)

2018 - Raúl Alarcón, Esp (W52-FC Porto)

2019 - Antóno Carvalho (W52-FC Porto)

»»Gustavo Veloso e uma estreia aos 40 anos««

»»Quem desafia a W52-FC Porto? Volta a Portugal arranca este domingo, mas já com uma má notícia««

20 de setembro de 2020

Frederico Figueiredo conquista Troféu Joaquim Agostinho. Finalmente a vitória!

A táctica perfeita da Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel resultou num final também perfeito no Troféu Joaquim Agostinho. Frederico Figueiredo tinha começado bem a temporada e conquistou agora uma vitória importante e motivante quando se está a uma semana da Volta a Portugal. Venceu a etapa e a geral. Custou, mas a primeira vitória como profissional finalmente surgiu. E logo a dobrar!

O confinamento interrompeu o crescimento de forma de Frederico Figueiredo, numa época que começou aponto estar forte no arranque. Esteve em San Juan, na Argentina, e na Volta ao Algarve, o top dez fugiu-lhe devido ao contra-relógio, que continua a ser o ponto fraco de um ciclista que é um autêntico senhor regularidade. Mesmo tendo na equipa ciclistas dados como líderes na então Sporting-Tavira, Figueiredo conseguiu muitas vezes destacar-se, sendo um nome que regularmente surgia nos primeiros dez das corridas. Desta feita, conquista um merecido grande triunfo, numa das principais provas portuguesas, pela sua história e por ser uma competição internacional.

"É uma vitória que já esperava há muito tempo, a minha primeira como ciclista profissional, ainda por cima numa corrida em que já estive muitas vezes na discussão. Estou extremamente feliz. É um triunfo para desfrutar e para dedicar ao meu filho, que vai nascer em Novembro. Só pensei nisso na recta da meta”, disse Frederico Figueiredo.

E no momento de celebrar, não esqueceu os seus companheiros, que tanto trabalharam para preparar o ataque final: "Trabalhámos para trazer a corrida sempre num ritmo elevado, de modo a que os adversários chegassem ‘justos’ à parte final. Isso aconteceu e eu tive a felicidade de não ter um azar como aqueles que me têm afectado."

De facto, este é um ciclista que, apesar de terminar muitas vezes no top dez, também tem razão para se queixar de azares, como foi a queda no ano passado na Volta, que o impediu de partir para a última etapa, quando ia fechar... mais um top dez.

A corrida

Este foi um Grande Prémio Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho em versão reduzida, com apenas duas etapas. Foi inicialmente adiado devido a um caso positivo de covid-19, mas este fim-de-semana foi para a estrada, novamente como antecâmara da Volta a Portugal.

A primeira etapa teve 145,6 quilómetros, com início e fim em Torres Vedras. O vencedor foi Luís Mendonça (Efapel), que foi o mais forte no sprint, batendo Daniel Mestre e João Rodrigues (ambos da W52 FC Porto) e Daniel Freitas (Miranda-Mórtagua).

Mendonça - reforço da Efapel em 2020 e que venceu pela primeira vez esta temporada - assumiu a liderança e a ambição de ganhar a geral, para juntar à Volta ao Alentejo, conquistada em 2018. Porém, na segunda etapa neste domingo - Turcifal-Carvoeira (145,2 quilómetros) -, na chegada em subida ao Parque Eólico não aguentou o ritmo, mas segurou um lugar no pódio (terceiro), a oito segundos do vencedor.

A equipa Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel começou por lançar César Martingil na frente, obrigando à perseguição, dada a proximidade na geral. Depois foi a vez de Alejandro Marque, já no início da subida, desgastando ainda mais os adversários e preparando o caminho para Frederico Figueiredo. No quilómetros final, este destacou-se deixando na segunda posição - a cinco segundos - Luís Gomes, mais um ciclista em destaque em 2020.

Venceu a Clássica da Primavera em Março e é mais um exemplo de sucesso de uma Kelly-InOutBuild-UD Oliveirense, que tem aproveitado todas as oportunidades para somar bons resultados. É a equipa com mais vitórias este ano: quatro.

Mas o dia pertenceu a Frederico Figueiredo e à equipa algarvia de Vidal Fitas, que bem precisava de uma vitória assim. Em 2019 conquistou apenas duas, uma na Clássica da Primavera, com César Martingil, e o título nacional em linha, com José Mendes.

As outras classificações do 43º Troféu Joaquim Agostinho foram ganhas por: Luís Mendonça, pontos; Pablo Guerrero (Burgos-BH), montanha, Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport), metas volantes e Gonçalo Carvalho (Rádio Popular-Boavista), melhor jovem. A equipa boavisteira de José Santos venceu ainda colectivamente.

De referir ainda o susto da W52-FC Porto que viu João Rodrigues cair. Não haverá problemas de maior com o ciclista que, no próximo domingo, partirá para a Volta a Portugal com o dorsal um com o objectivo de conquistar a corrida pela segunda vez.

Classificações completas, via First Cycling.

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»»Volta a Portugal ganha forma. Edição Especial já tem etapas««

17 de fevereiro de 2020

"A pressão não me mete medo nenhum"

Era um desejo antigo e concretizou-se em 2020. Depois de três anos na Rádio Popular-Boavista, Luís Gomes escolheu regressar a uma casa que tão bem conhece e onde viveu grandes momentos enquanto sub-23. Apesar de ter apenas 25 anos, a experiência que adquiriu como profissional poderá ser uma mais-valia para uma Kelly-InOutBuild-UDO há procura de dar mais um passo em frente na difícil consolidação como equipa Continental. Luís Gomes não esconde que quer ajudar o projecto a evoluir, seja a lutar por vitórias, seja a assumir um papel de maior responsabilidade como líder de um grupo de ciclistas jovens com muita qualidade, como não se cansou de realçar.

A sua passagem pela Rádio Popular-Boavista acaba por fazer de Luís Gomes quase o "veterano" da Kelly-InOutBuild-UDO. Quase porque tem Henrique Casimiro (33 anos, ex-Efapel), como colega. "Nos três anos como profissional adquiri bastante experiência e acho que posso transmitir isso a estes jovens ciclistas, que ainda são um pouco imaturos. É algo normal dada a idade, mas acho que com a minha presença vão conseguir render mais, ter mais calma em certas alturas", salientou ao Volta ao Ciclismo.

Neste regresso encontrou uma equipa diferente, afinal quando saiu da então Liberty Seguros-Carglass, a estrutura era de uma formação de clube de grande sucesso, com Luís Gomes a contribuir com várias vitórias, incluindo em etapas da Volta a Portugal do Futuro. Agora a Kelly-InOutBuild-UDO é Continental e havendo diferenças, há coisas que não mudam: "O ambiente que aqui tenho aqui é óptimo, com uns chefes cinco estrelas, que nos apoiam em tudo. Estou muito feliz pela minha decisão de voltar a esta casa."

Manuel Correia e Luís Pinheiro têm mantido este projecto vivo, apesar de terem passado por dificuldades no final de 2018 e de 2019 ter sido um ano limitado no que diz respeito ao orçamento. O desejo de ter Luís Gomes novamente na equipa não era novo e em 2020 tornou-se realidade. Apesar da Rádio Popular-Boavista ser uma das melhores formações nacionais, o ciclista não hesita em dizer que esta mudança é uma porta aberta para dar um rumo ainda mais ambicioso à sua carreira. "Não me importo de trabalhar seja para quem for, mas também gosto de ter as minhas oportunidades", referiu. Agora terá mais para conquistar vitórias e se tal também traz mais pressão, é assim que Luís Gomes reage: "A pressão não me mete medo nenhum. Gosto de ter pressão. Até é bom, faz-nos mexer." E deixou o aviso: "Esta é uma equipa jovem, mas não somos nenhum coitadinhos. Temos ciclistas com muita qualidade."


"A Volta ao Alentejo é uma corrida que eu gosto. Sempre alcancei lá bons resultados. Vou tentar estar bem"

O corredor quer ser uma elemento importante na estrutura e contribuir para o seu crescimento, se possível com triunfos como aquele memorável na Volta a Portugal. No nevoeiro da Serra do Larouco, Luís Gomes concretizou um dos objectivos de carreira. Agora quer repetir, até pela importância que mais vitórias trazem para a consolidação da Kelly-InOutBuild-UDO como formação Continental. Naturalmente que foi irresistível falar sobre aquele 8 de Agosto, sem esquecer que o ciclista viria a vencer a classificação da montanha na Volta. "Foi uma etapa muito especial para mim. Foi um sonho concretizado. Sempre que recordo, arrepio-me. Foi muita emoção. Procurava há muito uma vitória assim, com esse relevo. Aconteceu muito pelo meu esforço. Se calhar não foi muito pelo poder, mas mais pelo querer", recordou.

Mas há que pensar no presente e no futuro mais próximo, que passa pela Volta ao Algarve, mas de olhos postos na Volta ao Alentejo (de 18 a 22 de Março), o primeiro grande objectivo da nova temporada. "A Volta ao Alentejo é uma corrida que eu gosto. Sempre alcancei lá bons resultados. Vou tentar estar bem. É uma corrida imprevisível e perigosa, há sempre muitas quedas, mas há que tentar ultrapassar esses obstáculos", afirmou, acreditando que tanto ele como os companheiros que estiverem na Alentejana, poderão fazer uma boa corrida. Na Algarvia, e tendo em conta que é uma corrida com uma forte presença de equipas do World Tour, o ciclista pretende aproveitar para testar e aprimorar a sua forma.

Depois do arranque de temporada no domingo, na Prova de Abertura Região de Aveiro, Luís Gomes - que foi quarto, a 18 segundos do vencedor - faz então as malas para o Algarve, juntamente com Henrique Casimiro, Venceslau Fernandes, Pedro Lopes, Pedro Miguel Lopes Rafael Lourenço e Fábio Costa. Ou seja, será um misto de experiência com a juventude de muito talento da Kelly-InOutBuild-UDO.

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19 de dezembro de 2019

Sobreviver em 2019, crescer em 2020

(Fotografia: © Podium/Paulo Maria)
Com a perda dos dois principais patrocinadores, um dos quais já numa fase tardia de 2018, a então Liberty Seguros-Carglass entrou em modo de sobrevivência para continuar com o projecto na estrada. Chegaram a UD Oliveirense e a InOutBuild que ajudaram a assegurar a continuidade da equipa, ainda que a aposta se tenha centrado quase por completo em ter ciclistas muito jovens, sem contratar inicialmente um de maior experiência. Mesmo com muitas limitações financeiras, Manuel Correia e Luís Pinheiro garantiram um grupo de ciclistas lutador, com talento e ambição.

Apesar de prosseguir como Continental, a equipa tem mantido a sua forte ligação às origens de uma das estruturas mais importantes de formação em Portugal. Contudo, para 2020, os responsáveis vão conseguir o que desejavam: aliar essa juventude a ciclistas mais experientes, que possam permitir à equipa ser ainda mais competitiva.

Desses jovens destacaram-se esta época Fábio Costa e Rafael Lourenço. Dois ciclistas rápidos, combativos e que deram as duas vitórias da equipa em 2019. Fábio conquistou a Taça de Portugal de sub-23 e Rafael foi o mais forte na segunda etapa da Volta a Portugal do Futuro. A equipa somou ainda várias classificações da juventude, Fábio Costa foi medalha de prata nos Nacionais de Melgaço, enquanto Guilherme Mota ficou com o bronze no contra-relógio, ambos no escalão de sub-23.

A UD Oliveirense-InOutBuild não conseguiu repetir a vitória na geral da Volta a Portugal do Futuro, mas terminou 2019 com a sensação de dever cumprido e com a pequena frustração de uma queda de Rafael Lourenço, que o tirou da discussão de uma etapa na Volta a Portugal. Que momento teria sido! Por esta altura, a equipa já se tinha reforçado com Josu Zabala (chegou em Março oriundo da Caja Rural) e com o colombiano Juan Filipe Osório (ex-Manzana Postobón), que assinou em Junho. Ciclistas que deram mais opções e um pouco mais de experiência. Guilherme Mota foi uma contratação de Maio, quando decidiu regressar a Portugal para melhor conciliar a vida académica com a de ciclista. Estava na Caja Rural de sub-23.

Este último vai continuar em 2020, assim como Pedro Lopes e Pedro Miguel Lopes (outros dois corredores muito importantes, regulares e com uma evolução interessante, com o primeiro a começar aos poucos a mostrar-se em terrenos mais difíceis), José Sousa, o benjamim da Volta ao Algarve Hélder Gonçalves (aos 18 anos foi chamado e não se intimidou por estar ao lado de alguns dos melhores do mundo) e também Venceslau Fernandes, que vai tentando agora afirmar-se entre a elite.

Há que não esquecer João Carneiro. Fez um bom primeiro ano como sub-23 em 2018, mas um problema de saúde afastou-o da competição praticamente toda a temporada. Com o futuro ainda incerto, a equipa espera poder contar com o corredor em 2020 e este quer regressar mais forte.

Os responsáveis da estrutura procuravam mais um patrocinador que permitisse contratar ciclistas com mais experiência e com outros argumentos. A Kelly Services, empresa de Gestão de Recursos Humanos, reforçou o orçamento e em 2020 o nome desta formação passará a ser Kelly-InOutBuild-UD Oliveirense (imagem da nova camisola do lado direito). E terá no seu plantel um dos melhores trepadores do pelotão nacional, Henrique Casimiro (Efapel) e Luís Gomes (Rádio Popular-Boavista), vencedor de uma etapa na Volta a Portugal na Serra do Larouco e um filho da casa, pois esteve na equipa em 2015 e 2016.

Com estes dois ciclistas, de 33 e 25 anos respectivamente, a Kelly-InOutBuild-UD Oliveirense ganha perspectivas diferentes. Ou pelo menos amplia-as, logo a começar com a Volta a Portugal, mas não só. Principalmente Casimiro procurará ter uma maior liberdade que escasseava e iria escassear ainda mais se tivesse permanecido na Efapel. O vencedor da última edição do Troféu Joaquim Agostinho será um líder indiscutível, com Luís Gomes a poder tanto ajudar o seu novo companheiro, como a ser mais um carta a jogar quando a opção for estar ao ataque.

Ambos serão uma influência essencial nos jovens que vão continuar a ser uma forte aposta. Porém, haverá um ciclista que irá receber certamente atenção, a começar pelo apelido que tem. Não será apenas Venceslau Fernandes a ter um nome que marca o ciclismo nacional. Vai chegar um corredor com o apelido de um ciclista que fez história ao vestir a camisola rosa do Giro e a amarela do Tour. Tiago da Silva é sobrinho de Acácio da Silva e corria no Luxemburgo (a sua nacionalidade), na formação orientada pelo pai (Francisco da Silva), a Differdange-GeBa.

Para fechar as contratações, uma promoção de júnior a sub-23. André Domingues vai ter a oportunidade de continuar a sua evolução na Kelly-OutInBuild-UD Oliveirense. Estava na Escola de Ciclismo Bruno Neves e foi o vencedor da Volta a Portugal do seu escalão.

Equipa para 2020: Hélder Gonçalves, Pedro Lopes, Fábio Costa, Venceslau Fernandes, Rafael Lourenço, José Sousa, Pedro Miguel Lopes, Guilherme Mota, João Torres, Henrique Casimiro (Efapel), Luís Gomes (Rádio Popular-Boavista), Tiago da Silva (Team Differdange-GeBa), André Domingues (Escola de Ciclismo Bruno Neves).

»»Rádio Popular-Boavista com razões para celebrar e a contratar para a montanha««

»»Aviludo-Louletano de menor fulgor em 2019 reforça-se para não depender tanto de De Mateos««

15 de dezembro de 2019

Rádio Popular-Boavista com razões para celebrar e a contratar para a montanha

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
A época foi boa. Muito boa. A Rádio Popular-Boavista foi combativa praticamente toda a temporada, com Luís Mendonça a destacar-se e a aproveitar a oportunidade de não ter de partilhar lideranças. Quando chegou a Volta a Portugal, as individualidades destacaram-se à vez, dando força a um colectivo que conseguiu que a experiência triunfasse, mas com a juventude a confirmar ser uma aposta ganha.

Com a Volta a ser o palco de eleição para as equipas portuguesas, uma das mais antigas do pelotão nacional realizou uma corrida para mais tarde recordar. Luís Gomes (foi também rei da montanha) e João Benta conquistaram etapas. Só a W52-FC Porto foi superior na classificação por equipas, pois a Rádio Popular-Boavista terminou a corrida com três ciclistas no top dez: Benta (6º e uma presença habitual), David Rodrigues (7º) e Daniel Silva (9º). Além destes resultados, foram constantes as presenças em fugas dos corredores, sempre à procura de mais e melhor.

Nada de novo na forma de competir desta equipa. E foi por isso que Luís Mendonça encaixou tão bem na Rádio Popular-Boavista, depois de dois anos na Aviludo-Louletano. Não sentiu minimamente a responsabilidade de preencher a vaga deixada pelo ciclista que tantas vitórias deu em 2018: Domingos Gonçalves (seis). Mendonça é um corredor que gosta de estar bem praticamente toda a temporada e apesar de ter somado vários segundos lugares (prova de como está sempre disponível para lutar por vitórias em quase todo o tipo de terreno, sendo mais forte ao sprint), conseguiu conquistar a Taça de Portugal, a primeira etapa e a geral do Troféu O Jogo. A pequena frustração aconteceu na Volta. Foi importante no trabalho para a equipa, mas continua a faltar-lhe a etapa que tanto persegue. Vai agora à procura dessa vitória na Efapel.

Daniel Silva fecharia a contagem de vitórias da equipa em 2019 no Grande Prémio de Mortágua, naquele que foi a melhor temporada desde o seu regresso. E aos 34 anos vai continuar a ser uma das vozes de liderança de uma Rádio Popular-Boavista que poderá não ter os mesmo argumentos financeiros de uma W52-FC Porto ou Efapel, mas que reforçou-se a pensar ainda mais na montanha. Chegará um dos ciclistas mais consistentes do pelotão: Luís Fernandes. Depois de Sporting-Tavira e Aviludo-Louletano, é numa equipa do Porto que irá ter mais espaço para mostrar o que já se conhece deste atleta. É dos melhores trepadores em Portugal e aos 32 anos não lhe falta experiência e aquele espírito combativo que tanto agrada a José Santos.

Fernandes juntar-se-á a Benta, Silva e Rodrigues, num bloco muito interessante, sem esquecer o jovem Hugo Nunes. E este ciclista vai ter a companhia de Gonçalo Carvalho. Ambos representaram a Miranda-Mortágua, mas Carvalho optou por competir em França em 2019, no UC Mónaco. Volta agora para o seu país, sendo mais um trepador de talento, que tem sido presença regular nas selecções jovens.

Mas destaque-se Hugo Nunes, um dos exemplos de como a aposta na juventude compensou. Chegou à Rádio Popular-Boavista cotado como um dos melhores enquanto sub-23 e não desiludiu. Aproveitou este passo para evoluir junto a trepadores de referência como João Benta e Daniel Silva. Fiável no trabalho para os companheiros, não deixou de agarrar os momentos em que lhe era concedida mais liberdade. É um ciclista a seguir em 2020, tal como Carvalho e Afonso Silva. No seu primeiro ano como sub-23, o alentejano mostrou que está a adaptar-se bem pelotão de elite.

Para 2020, José Santos irá começar a aproveitar o projecto de formação sub-23 da JV Perfis-Gondomar Cultural. Vinício Rodrigues é o primeiro a dar o salto. Já Pedro Silva, do Seissa-Roriz, passará directamente do escalão de juniores para a Rádio Popular-Boavista e difere das características de muitos companheiros. É um bom rolador e forte no sprint.

A maior surpresa nos reforços chama-se Alberto Gallego. O espanhol cumpriu quase quatro anos de suspensão por doping, depois da sua defesa de contaminação não ter convencido a UCI. Após boas prestações precisamente na Rádio Popular-Boavista (foi terceiro no Troféu Joaquim Agostinho, por exemplo), Gallego preparava-se para representar a Caja Rural, mas foi suspenso ainda antes da primeira corrida pela nova equipa. Aos 29 anos recebe agora um voto de confiança por parte de um director que o conhece tão bem e será mais um ciclista para a montanha.

Com as corridas no calendário nacional a terem a maioria dificuldades montanhosas, à Rádio Popular-Boavista não lhe faltam alternativas para mais uma vez ser muito combativa toda a temporada, mesmo com as saídas de elementos importantes como Mendonça e Luís Gomes (Kelly-InOutBuild-UDO). E claro, os olhos estão bem postos em chegar novamente ao pódio na geral da Volta a Portugal, com Daniel Silva a ter sido o último em 2016.

Equipa para 2020: João Benta, Daniel Silva, David Rodrigues, Afonso Silva, Hugo Nunes, Luís Fernandes (Aviludo-Louletano), Gonçalo Carvalho (UC Mónaco), Vinício Rodrigues (JV Perfis-Gondomar Cultural), Pedro Silva (Seissa-Roriz), Alberto Gallego (sem equipa).

»»Aviludo-Louletano de menor fulgor em 2019 reforça-se para não depender tanto de De Mateos««

»»Passo de qualidade e de sucesso na LA Alumínios-LA Sport««

20 de maio de 2018

João Almeida em destaque numa semana de acção para os jovens portugueses

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Em França estiveram sete portugueses, enquanto noutro continente foi Ivo Oliveira quem esteve em competição, num momento marcante da sua carreira. Nos últimos dias a nova geração de ciclistas do país mostrou-se, com João Almeida a ser mais uma vez o principal destaque. Ainda com a brilhante vitória na Liège-Bastogne-Liège de sub-23 bem fresca na memória, Almeida fechou quinto na Ronde de l'Isard, uma das principais corridas deste escalão. Desta feita foi ao serviço da Selecção Nacional que o ciclista obteve mais um excelente resultado, tendo ainda sido o melhor jovem da competição que tem visto muitos dos seus vencedores (e não só) chegar ao World Tour.

Dos seis ciclistas que representaram a selecção na Ronde de l'Isard, Hugo Nunes também estava a bom nível. Porém, o ciclista do Miranda-Mortágua sofreu uma queda na última etapa e apesar de ter conseguido reentrar no grupo, acabaria por não aguentar o ritmo. Caiu de 16º para 25º, o que custou também o terceiro lugar da equipa na classificação colectiva. A selecção terminou no quinto posto.

"Foi um dia muito difícil. Esteve um temporal tremendo. As subidas eram difíceis, mas as descidas não eram menos, em estrada estreita, molhada e inclinada. Felizmente, conseguimos o objectivo principal, que era ganhar a juventude e conservar o João Almeida nos melhores da geral. Por outro lado, lamento o azar do Hugo Nunes, que estava a fazer uma corrida muito boa. Caiu na primeira descida, fez um grande trabalho para reentrar no grupo dos melhores, mas pagou o esforço, descolando perto do topo da segunda montanha", explicou o seleccionador nacional, José Poeira.

João Almeida ficou a 46 segundos do vencedor, o britânico Stephen Williams, da SEG Racing Academy. Hugo Nunes ficou a 12:02. Quanto aos restantes membros da equipa,  André Carvalho foi 31º a 14:52, Jorge Magalhães 55º a 34:11, Venceslau Fernandes 58º a 36:43 e André Ramalho 70º a 45:46.

O sétimo português na corrida, por assim dizer, foi Tiago Antunes. Há um ano, com as cores da selecção, tinha terminado na 10ª posição. Este ano foi chamado pela sua equipa, a espanhola Aldro Team, para a liderar. O jovem ciclista começou muito bem com um terceiro lugar, mas acabaria por cair na classificação após a segunda etapa. Ainda tentou repetir o top dez, mas desta feita ficou à porta, na 11ª posição, a 2:13 de Williams.

Na Volta à Califórnia, que terminou no sábado com uma vitória muito (mesmo muito) convincente de Egan Bernal (Sky), Ivo Oliveira fez a sua estreia numa corrida do World Tour, sendo que este era um dos objectivos que queria concretizar quando a época arrancou. O companheiro de João Almeida na Hagens Berman Axeon conseguiu ser um dos eleitos para a corrida americana e não passou despercebido.

No primeiro dia até foi repreendido por Fernando Gaviria, ainda que o colombiano da Quick-Step Floors se tenha enganado no ciclista com que queria protestar! Era Jasper Philipsen que tinha provocado o descontentamento de Gaviria depois de uns encostos no sprint. Ivo Oliveira até partiu com a missão de ajudar Philipsen, mas nesse dia fez 11º. O belga acabaria por abandonar após uma queda, o que deixou o ciclista português com liberdade para ser ele a sprintar na quinta etapa.

Bem tentou colocar-se ao lado de alguns dos melhores do mundo. Além de Gaviria, esteve Peter Sagan, Caleb Ewan, Alexander Kristoff e Ivo Oliveira bateu o noruguês, terminando na oitava posição. Mesmo nas etapas de montanha esteve a bom nível, mas foi pena não ter podido ir a fundo no contra-relógio. Foi necessário poupar forças para o dia seguinte, precisamente o da quinta etapa. Sendo a sua especialidade, teria sido interessante vê-lo competir ao mais alto nível, ele que é vice-campeão do mundo de perseguição individual (ciclismo de pista). Mas a sua oportunidade há-de chegar. Na geral, o português terminou na 34ª posição, a 18:35 de Bernal.

Já com outra experiência - está no seu segundo ano com a Trek-Segafredo -, Ruben Guerreiro apareceu em boa forma na Califórnia tendo chegado a integrar o top dez até ao contra-relógio. No final foi 14º a 7:05, deixando boas indicações para quem se está a preparar para fazer a estreia numa grande volta. O campeão nacional tem a Vuelta no seu calendário e a próxima corrida será o Critérium du Dauphiné, que decorre de 3 a 10 de Junho.

(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Luís Gomes venceu Grande Prémio Anicolor

Por cá, a Rádio Popular-Boavista regressou às vitórias depois de Domingos Gonçalves ter ganho a Clássica da Primavera, a 4 de Março. Luís Gomes conquistou o III Grande Prémio Anicolor, em Águeda (142,6 quilómetros), batendo no sprint os dois homens do Sporting-Tavira que estavam na luta pela vitória: Frederico Figueiredo e o russo Alexander Grigorev. O ciclista de 24 anos juntou ainda a classificação da montanha, com a equipa a ser a melhor colectivamente. O campeão nacional de sub-23, Francisco Campos, foi o melhor jovem, com mais dois colegas do Miranda-Mortágua a subirem também ao pódio. Nuno Meireles ganhou a classificação das metas-volantes e António Barbio ganhou nos "pontos-quentes".

O pelotão nacional está em contagem decrescente para uma das principais corridas do calendário nacional. O Grande Prémio Jornal de Notícias arranca no dia 28, terminando a dia 3 de Junho.

Pode ver aqui os resultados das equipas portuguesas em 2018 e o ranking nacional.