Mostrar mensagens com a etiqueta Hugo Nunes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Hugo Nunes. Mostrar todas as mensagens

28 de janeiro de 2021

Ano de continuidade mas com um regresso há muito esperado

© Federação Portuguesa de Ciclismo
Ano de continuidade, na Rádio Popular-Boavista, mas com o regresso "a casa", há muito esperado, de um dos ciclistas portugueses mais acarinhado pelos adeptos. Aliás, este regresso surpreende por só ter acontecido em 2021. Tiago Machado é um dos dois reforços da Rádio Popular-Boavista, equipa onde deu as primeiras pedaladas como profissional e que representou durante cinco temporadas.

Nunca escondeu, na sua longa carreira no estrangeiro, que a porta estava sempre aberta para voltar. Depois das passagens pelo Sporting-Tavira e Efapel, o filho pródigo regressou mesmo a casa. Daniel Freitas é a outra cara nova na equipa, na qual um jovem receberá maior atenção, depois da excelente prestação na Volta a Portugal: Hugo Nunes (na foto).

Com a saída de dois ciclistas influentes, Daniel Silva e David Rodrigues, a chegada de Tiago Machado e Daniel Freitas não só trazem também muita experiência, como são dois atletas que competem sempre com a vitória em mente. Freitas até foi uma das figuras da Volta a Portugal - entre aqueles que não lutavam pela geral -, ao serviço do Miranda-Mortágua. Forte no sprint, foi mostrar como também sabe subir, terminando num excelente 13º lugar. Terminou sempre no top 20 das etapas (em cinco fez top 10), com a excepção do contra-relógio final, no qual foi 31º.

Na Rádio Popular-Boavista poderá, aos 29 anos, será uma das principais apostas na procura por vitórias, sabendo-se que Tiago Machado será sempre um ciclista com um papel mais livre. Gosta de fazer a sua corrida, tentar a sua sorte e não ficar tão preso ao trabalho colectivo. A liderança no Sporting-Tavira não correu como desejava e na Efapel é difícil avaliar uma temporada que praticamente não existiu. Na Volta a Portugal pouco se viu.

Aos 35 anos não dá mostras de estar a pensar em parar e na Rádio Popular-Boavista terá a responsabilidade de não só procurar resultados, como, sendo um ciclista com tanta experiência (nove anos no estrangeiro, oito no World Tour), também será uma voz de liderança para os mais jovens.

Fotografia: Facebook Rádio Popular-Boavista
Pedro Silva, Vinício Rodrigues e Afonso Silva têm entre 19 e 20 anos, Gonçalo Carvalho 23 e mesmo Hugo Nunes tem apenas 24 anos. São ciclistas ainda em progressão e têm a oportunidade de continuar a fazer em 2021, o que em 2020 pouco foi possível. No entanto, este último, Hugo Nunes, comprovou com um grande resultado as qualidades que já lhe eram reconhecidas há muito.

Bom trepador, assumiu a responsabilidade de tentar conquistar a classificação da montanha da Volta a Portugal e conseguiu. Ajudado pela equipa, este discreto ciclista, mas muito certo naquilo que faz na estrada, mostrou um pouco do que pode fazer mais e melhor no futuro, sendo que para este ano haverá maior atenção às suas prestações.

João Benta e Luís Fernandes são mais dois ciclistas experientes que olham sempre para o topo das classificações, assim como Alberto Gallego. O espanhol regressou em 2020 após uma suspensão por doping logo com uma vitória na Prova de Abertura Região de Aveiro. Esperava que fosse o início de um ano em grande, mas, já sabe, não houve plano que resistisse na temporada passada.

A Rádio Popular-Boavista continua a ser uma equipa que tem várias cartas para jogar para perseguir vitórias, para todo o tipo de terreno, para todo o tipo de corrida. Tem sido uma receita com sucesso.

Equipa para 2021:

Permanências: Alberto Gallego, Hugo Nunes, João Benta, Pedro Silva, Luís Fernandes, Gonçalo Carvalho, Vinício Rodrigues e Afonso Silva.

Reforços: Daniel Freitas (Miranda-Mortágua), Tiago Machado (Efapel).

»»Nova era no Louletano-Loulé Concelho««

»»Kelly-Simoldes-UDO com fasquia mais alta««

19 de novembro de 2018

Miranda-Mortágua confirma talentos em ano de mudança

A vida de equipas de formação é assim. Desenvolve-se jovens talentos e quando são bons, é inevitável que partam para outros desafios, para equipas com outras ambições. O Miranda-Mortágua é uma das melhores estruturas para os ciclistas evoluírem e ao subir ao escalão Continental como sub-25, não mudou nada, apenas confirmou que tinha um grupo de jovens corredores forte e que seria difícil não vê-los seguir em frente na carreira.

Numa época de mudança, Pedro Silva manteve o núcleo duro que em 2017 tinha realizado uma época bem positiva. A realidade pode ter sido um pouco diferente nesta temporada com o acesso a grandes corridas, mas de quem se esperava ter tudo para demonstrar que é no profissionalismo que tem lugar, mostrou-o. Francisco Campos, Hugo Nunes, Gonçalo Carvalho e Jorge Magalhães estiveram em destaque e não surpreende que para o ano estejam em equipas como a W52-FC Porto ou a Rádio Popular-Boavista.

Uma palavra para Francisco Campos. Tão longe que está aquele rapaz que nem queria acreditar que tinha acabado de bater os profissionais na Prova de Abertura Região de Aveiro em 2017. Está a tornar-se num senhor ciclista, num sprinter de qualidade. Em Portugal já se sabe, um sprinter tem de saber subir e Francisco Campos é um dos sub-23 (campeão no ano passado) de quem se espera ver-se mais e melhor agora que vai para a equipa que tem dominado o ciclismo nacional. 

Este ano somou três vitórias, duas na Volta a Portugal do Futuro e conquistou a Taça de Portugal do seu escalão, além de também ser o melhor sub-23 no ranking. Bem tentou uma vitória de maior gabarito, mas por mais qualidade que o Miranda-Mortágua pudesse ter, nas grandes corridas não se podia esperar mais do que foi feito. E foi muito positivo.

Não só por parte de Campos, que juntamente com Jorge Magalhães, vai a caminho da W52-FC Porto. Nuno Ribeiro não deixa escapar jovens talentos! Magalhães também venceu uma etapa na Volta a Portugal do Futuro e é um trepador com muita margem de progressão. Tal como Hugo Nunes (vai para a Rádio Popular-Boavista) e Gonçalo Carvalho, este último está a caminho da equipa francesa U.C. Mónaco.


Ranking: 8º (369 pontos)
Vitórias: 5 (incluindo Memorial Bruno Neves e três etapas da Volta a Portugal do Futuro)
Ciclista com mais triunfos: Francisco Campos (3) 

Foi uma temporada regular para este quarteto que sabe o que é representar a selecção em grandes competições internacionais de sub-23. Carvalho esteve muito bem na sua estreia em Mundiais, em Innsbruck (38º, o melhor português). O director desportivo, Pedro Silva, tem razões para ficar orgulhoso do trabalho realizado com estes ciclistas, que muito contribuíram para a estreia positiva no escalão Continental, dentro do que era expectável, já que medir forças de igual para igual com as equipas profissionais seria sempre uma missão complicada.

Nuno Meireles e António Barbio foram os ciclistas mais experientes contratados para esta nova fase do Miranda-Mortágua. Apesar de ter ganho o Memorial Bruno Neves, Barbio esteve longe do ciclista que representou a Efapel. Foi um regresso a casa que não correu como esperado. A Nuno Meireles parece ser difícil tirar-lhe o sorriso. Depois de uma temporada complicada na Equipo Bolivia - que fechou portas a meio da época -, Meireles reencontrou a alegria do ciclismo. Homem de trabalho por excelência, cumpriu com a missão de ajudar na evolução dos jovens companheiros. Por ser um daqueles corredores com quem se pode sempre contar, Jorge Piedade foi buscá-lo para o Aviludo-Louletano-Uli. Barbio irá mudar-se para a LA Alumínios.

Num ano de mudança e que serviu para confirmar o bom trabalho realizado na formação do Miranda-Mortágua, o grande teste poderá chegar em 2019, já que são muitas as caras novas, cortando com a continuidade que se verificou esta época. Apenas três ciclistas se manterão na estrutura: Artur Chaves, Pedro Teixeira e Tiago Leal. As contratações são um misto de experiência e de juventude.

Pedro Silva aposta no regresso de Hugo Sancho (36 anos, Vito-Feirense-BlackJack) e Daniel Freitas (27, W52-FC Porto), que passaram pelos escalões de formação, tal como Gaspar Gonçalves (23, Liberty Seguros-Carglass), que esteve na categoria de cadetes e juniores na estrutura. Este ciclista poderá ser uma das figuras em 2019 do Miranda-Mortágua. Ivo Pinheiro (20, ACDC Trofa) terá uma oportunidade para se mostrar noutro nível, com o júnior Pedro Pinto (18, Silva & Vinha-ADRAP-Sentir Penafiel) a dar um salto importante agora que sobe de escalão. De Espanha chegarão dois ciclistas de 22 anos: Cristian Mota (Aldro Team), Sergio Vega (Froiz). Este último fará 23 em Dezembro.

Uma profunda renovação, numa altura em que a estrutura quererá consolidar-se como Continental sub-25 e poderá procurar resultados de destaque em corridas além das sub-23. Essas serão atacadas com a prata da casa, com o trio que permanece a assumir maior responsabilidade, além de Pinheiro e Pedro Pinto.

Veja aqui todos os resultados do Miranda-Mortágua em 2018 e das restantes equipas nacionais.

»»O ano zero numa nova era de um patrocinador histórico««

17 de agosto de 2018

"Demos uma chapada de luva branca a toda a gente, mesmo às equipas profissionais"

Hugo Nunes foi um dos vários jovens que se estreou na Volta a Portugal, muito devido às equipas sub-25 que este ano têm a licença Continental. Para o ciclista foi o concretizar de um sonho, mas é rápido em pensar antes no futuro, como esta experiência o influenciou, como ainda tem objectivos para conquistar em 2018, com os olhos postos no prémio maior: chegar ao mais alto nível do ciclismo mundial.

Com corredores jovens e a maioria inexperiente numa compeitção tão exigente como a Volta a Portugal, havia dúvidas sobre como iriam aguentar o desafio que lhes era apresentado. No final, Hugo Nunes não hesitou em dizer: "Demos uma chapada de luva branca a toda a gente, mesmo às equipas profissionais. As equipas chamadas sub-25 mostraram que merecem estar no nível em que já estão, no profissionalismo." O corredor, de 21 anos, reforçou a ideia: "Alcançámos bons resultados. O Miranda-Mortágua, tal como a Liberty Seguros-Carglass e a LA Alumínios, estivemos sempre presentes e muito activos e mostrámos que merecemos estar cá, no profissionalismo. As estruturas das equipas sub-25 estão ao nível ou melhor do que as estruturas profissionais em Portugal."

Satisfeito com a sua prestação e do Miranda-Mortágua, Hugo Nunes garantiu que os objectivos foram cumpridos, mesmo quando tiveram de mudar um pouco os planos com o abandono precoce de António Barbio. "Foi um momento menos bom. Era o nosso líder, mas passou um bocado mal. No entanto, demos a volta por cima", afirmou ao Volta ao Ciclismo. A equipa perdeu ainda na terceira etapa Pedro Teixeira, mas o restante quinteto foi até ao fim, tentando surgir em fugas, com Francisco Campos a lutar nos sprints e com Gonçalo Carvalho a fechar em terceiro na classificação da juventude.

"Foi uma experiência incrível, muito motivadora, mas também muito dura"

Hugo Nunes foi oitavo, a 34:16 minutos de Xuban Errazkin (Vito-Feirense-BlackJack) nesta luta dos mais jovens, terminando em 41º na geral, a 44:09 minutos de Raúl Alarcón (W52-FC Porto). "Evolui bastante a nível físico e psicológico como ciclista nesta Volta. Para as próximas corridas terei muito mais experiência para alcançar outros objectivos. Estou com mais maturidade", explicou, em forma de balanço sobre a sua Volta a Portugal. Realçou que não partiu com expectativas elevadas: "Não ia discutir uma Volta! Mas cumpri com os objectivos da equipa e ajudei os meus colegas a alcançar os deles. Estou satisfeito com a minha prestação."

Ao partir em Setúbal para a sua primeira Volta a Portugal, Hugo Nunes cumpriu um dos seus sonhos. "Houve muitas emoções. Para mim era tudo novo. O público foi incrível! O que já via na televisão era incrível, por dentro é ainda mais", contou. "Foi uma experiência incrível, muito motivadora, mas também muito dura. Era um sonho fazer uma Volta a Portugal. Espero fazer muitas mais e conseguir o melhor resultado possível nas próximas vezes", acrescentou.

Mas não haverá tempo para descanso depois de um ponto alto da época. O Miranda-Mortágua tem ainda objectivos a cumprir até final da temporada. António Barbio lidera a Taça de Portugal e este sábado a equipa corre em casa, na terceira de cinco etapas desta competição, o Grande Prémio de Mortágua. "É preciso estar muito bem e ganhar em casa será muito bom para todos os patrocinadores e para a família Mortágua", realçou. Hugo Nunes é segundo na Taça de sub-23 e Francisco Campos, terceiro, ambos com 125 pontos, a cinco do líder André Carvalho (Liberty Seguros-Carglass). Porém, Nunes considera que o mais importante é garantir a vitória em elites: "Se tiver de ajudar o Barbio, farei tudo por ele. Se vier a de sub-23, ainda melhor."

"É o meu último ano de sub-23 e quero evoluir ao máximo e quem sabe ir para outro nível do ciclismo"

O jovem ciclista não esconde onde mais ambiciona agora estar na luta por uma vitória: na Volta a Portugal do Futuro, que se realiza entre 5 e 9 de Setembro. "A nível pessoal é o objectivo principal. É o meu último ano de sub-23 e quero evoluir ao máximo e quem sabe ir para outro nível do ciclismo", referiu, concluindo com o desabafo de querer chegar onde todo ciclista deseja: "É o sonho de qualquer um chegar longe, ao World Tour."

Hugo Nunes tem aparecido regularmente entre os melhores jovens nas corridas em que participa, tanto em Portugal, como no estrangeiro, sendo também um dos atletas que o seleccionador José Poeira tem chamado. Além da qualidade como desportista, este trepador por excelência, demonstra uma forte mentalidade para concretizar os seus sonhos, que não deixou dúvidas que passam por continuar a subir de nível, depois de este ano ter tido a oportunidade de ascender ao escalão Continental com o Miranda-Mortágua. Teve acesso a corridas como a Volta ao Algarve e a Volta a Portugal e foi a Madrid ser segundo na juventude. Agora quer ainda mais e melhor.

»»"O que fiz nesta Volta foi reconhecido pela W52-FC Porto"««

»»"Aqui uma fuga sai aos 20 quilómetros e é apanhada pouco depois. Isso nunca acontece na Bélgica!"««

10 de junho de 2018

Miranda-Mortágua com início de sonho na Taça de Portugal

(Fotografia: © João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Melhor era impossível. A vitória finalmente chegou para uma equipa Miranda-Mortágua do escalão Continental. No ano de estreia a este nível, a contratação de António Barbio e Nuno Meireles pretendia dar uma experiência de elite à estrutura que até 2017 era uma das melhores de formação. Era e é, mesmo com a mudança, mas a primeira vitória veio mesmo de quem foi uma das figuras da Volta a Portugal. Curiosamente foi um triunfo muito ao estilo do que fez em Santo Tirso há quase um ano. Barbio tem de novo razões para sorrir, numa vitória que estava difícil, contudo, chegou num momento importante. Ganhar o Memorial Bruno Neves não só dá um alento bem-vindo nesta fase da época - vem aí a Volta e esse factor é incontornável -, como coloca o ciclista e a equipa na luta por um troféu: a Taça de Portugal.

E como se referiu no início, melhor era impossível. O Miranda-Mortágua ganhou a corrida, foi a melhor equipa e Hugo Nunes é o líder de sub-23 na Taça. Além de ser o melhor do seu escalão, venceu a classificação da montanha e as metas volantes. Só Luís Gomes  (Rádio Popular-Boavista) tirou o pleno ao triunfar nos sprints especiais.

Barbio passou na sua formação por esta equipa, antes da Efapel lhe abrir de vez as portas do profissionalismo. Excelente rolador, tornou-se num homem de confiança no trabalho para os líderes. Na Volta a Portugal, no ano passado, entrou numa fuga e acabou por arrancar em solitário até à meta na Nossa Senhora da Assunção. Foi a única vitória da equipa na corrida. Foi a confirmação que, tendo a oportunidade, Barbio pode dar mais do que apoio ao seu chefe-de-fila. Com a subida de escalão do Miranda-Mortágua, Barbio foi aliciado com a possibilidade de ser um líder, ainda que com a função de dar um forte apoio ao restantes ciclistas jovens que estão no primeiro ano a este nível. E há que não esquecer que Barbio não é nenhum veterano. Tem apenas 24 anos e toda uma carreira pela frente.

(Fotografia: © João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
A época tem tido muitos baixos e poucos altos. No entanto, vencer no Memorial Bruno Neves pode ser o tal alto que o ciclista procurava para o empurrar para uma segunda fase de temporada mais forte. É que não foi só a vitória. Foi como a alcançou. As parecenças com a da Volta a Portugal são muitas, mas só para lhe dar uns contornos mais memoráveis, nada como um dia desta Primavera invernal que estamos a ter. Nada parou Barbio. Ganhou o Miranda-Mortágua e talvez as próximas corridas, pois espera-se que o ciclista apareça agora mais e melhor na procura por vitórias. Costuma-se dizer que a primeira é a mais difícil...

Hugo Nunes também merece destaque. Este jovem trepador tem estado muito bem esta época, tanto na equipa, como pela selecção, tendo recentemente terminado na 25ª posição na Ronde de l'Isard, uma das principais competições para o seu escalão. Foi sexto no Memorial Bruno Neves e aos 21 anos vai-se afirmando como um dos bons ciclistas da nova geração e que deixa a impressão que tem uma margem de progressão muito interessante...

Quanto à corrida, esta foi a décima edição de uma prova que homenageia um ciclista que morreu em plena Clássica de Amarante, em 2008. Se o Miranda-Mortágua acabou por levar os prémios quase todos, o Sporting-Tavira foi novamente das equipas mais activas, como já tinha acontecido no Grande Prémio Jornal de Notícias. Frederico Figueiredo está em crescendo de forma e o russo Alexander Grigoryev é a confirmação de um corredor de qualidade contratado por Vidal Fitas. Foi segundo, não tendo conseguido recuperar a desvantagem com que ficou após o ataque de Barbio, a cerca de 20 quilómetros do final (foram 146 quilómetros que começaram em Oliveira de Azeméis e terminaram em Nogueira do Cravo). A fechar o pódio ficou um homem que também tem razões para sorrir. Pedro Paulinho (Efapel) não desperdiçou o dia em que teve liberdade para discutir o resultado (pode ver aqui as classificações).

Esta foi a primeira de cinco etapas da Taça de Portugal, que este ano prolonga-se para lá da Volta a Portugal, terminando em Tavira, a 6 de Outubro. António Barbio lidera com 75 pontos, os mesmo que soma Hugo Nunes na classificação de sub-23. Alexander Grigoryev e Ivo Oliveira (Hagens Berman Axeon) somam 65 nos devidos escalões. Depois, até ao 12º lugar, os ciclistas são separados por cinco pontos. Veja aqui a classificação de elite e neste link a de sub-23. 

A Volta a Albergaria-a-Velha será o palco da segunda ronda, no dia 1 de Julho.

Pub


20 de maio de 2018

João Almeida em destaque numa semana de acção para os jovens portugueses

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Em França estiveram sete portugueses, enquanto noutro continente foi Ivo Oliveira quem esteve em competição, num momento marcante da sua carreira. Nos últimos dias a nova geração de ciclistas do país mostrou-se, com João Almeida a ser mais uma vez o principal destaque. Ainda com a brilhante vitória na Liège-Bastogne-Liège de sub-23 bem fresca na memória, Almeida fechou quinto na Ronde de l'Isard, uma das principais corridas deste escalão. Desta feita foi ao serviço da Selecção Nacional que o ciclista obteve mais um excelente resultado, tendo ainda sido o melhor jovem da competição que tem visto muitos dos seus vencedores (e não só) chegar ao World Tour.

Dos seis ciclistas que representaram a selecção na Ronde de l'Isard, Hugo Nunes também estava a bom nível. Porém, o ciclista do Miranda-Mortágua sofreu uma queda na última etapa e apesar de ter conseguido reentrar no grupo, acabaria por não aguentar o ritmo. Caiu de 16º para 25º, o que custou também o terceiro lugar da equipa na classificação colectiva. A selecção terminou no quinto posto.

"Foi um dia muito difícil. Esteve um temporal tremendo. As subidas eram difíceis, mas as descidas não eram menos, em estrada estreita, molhada e inclinada. Felizmente, conseguimos o objectivo principal, que era ganhar a juventude e conservar o João Almeida nos melhores da geral. Por outro lado, lamento o azar do Hugo Nunes, que estava a fazer uma corrida muito boa. Caiu na primeira descida, fez um grande trabalho para reentrar no grupo dos melhores, mas pagou o esforço, descolando perto do topo da segunda montanha", explicou o seleccionador nacional, José Poeira.

João Almeida ficou a 46 segundos do vencedor, o britânico Stephen Williams, da SEG Racing Academy. Hugo Nunes ficou a 12:02. Quanto aos restantes membros da equipa,  André Carvalho foi 31º a 14:52, Jorge Magalhães 55º a 34:11, Venceslau Fernandes 58º a 36:43 e André Ramalho 70º a 45:46.

O sétimo português na corrida, por assim dizer, foi Tiago Antunes. Há um ano, com as cores da selecção, tinha terminado na 10ª posição. Este ano foi chamado pela sua equipa, a espanhola Aldro Team, para a liderar. O jovem ciclista começou muito bem com um terceiro lugar, mas acabaria por cair na classificação após a segunda etapa. Ainda tentou repetir o top dez, mas desta feita ficou à porta, na 11ª posição, a 2:13 de Williams.

Na Volta à Califórnia, que terminou no sábado com uma vitória muito (mesmo muito) convincente de Egan Bernal (Sky), Ivo Oliveira fez a sua estreia numa corrida do World Tour, sendo que este era um dos objectivos que queria concretizar quando a época arrancou. O companheiro de João Almeida na Hagens Berman Axeon conseguiu ser um dos eleitos para a corrida americana e não passou despercebido.

No primeiro dia até foi repreendido por Fernando Gaviria, ainda que o colombiano da Quick-Step Floors se tenha enganado no ciclista com que queria protestar! Era Jasper Philipsen que tinha provocado o descontentamento de Gaviria depois de uns encostos no sprint. Ivo Oliveira até partiu com a missão de ajudar Philipsen, mas nesse dia fez 11º. O belga acabaria por abandonar após uma queda, o que deixou o ciclista português com liberdade para ser ele a sprintar na quinta etapa.

Bem tentou colocar-se ao lado de alguns dos melhores do mundo. Além de Gaviria, esteve Peter Sagan, Caleb Ewan, Alexander Kristoff e Ivo Oliveira bateu o noruguês, terminando na oitava posição. Mesmo nas etapas de montanha esteve a bom nível, mas foi pena não ter podido ir a fundo no contra-relógio. Foi necessário poupar forças para o dia seguinte, precisamente o da quinta etapa. Sendo a sua especialidade, teria sido interessante vê-lo competir ao mais alto nível, ele que é vice-campeão do mundo de perseguição individual (ciclismo de pista). Mas a sua oportunidade há-de chegar. Na geral, o português terminou na 34ª posição, a 18:35 de Bernal.

Já com outra experiência - está no seu segundo ano com a Trek-Segafredo -, Ruben Guerreiro apareceu em boa forma na Califórnia tendo chegado a integrar o top dez até ao contra-relógio. No final foi 14º a 7:05, deixando boas indicações para quem se está a preparar para fazer a estreia numa grande volta. O campeão nacional tem a Vuelta no seu calendário e a próxima corrida será o Critérium du Dauphiné, que decorre de 3 a 10 de Junho.

(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Luís Gomes venceu Grande Prémio Anicolor

Por cá, a Rádio Popular-Boavista regressou às vitórias depois de Domingos Gonçalves ter ganho a Clássica da Primavera, a 4 de Março. Luís Gomes conquistou o III Grande Prémio Anicolor, em Águeda (142,6 quilómetros), batendo no sprint os dois homens do Sporting-Tavira que estavam na luta pela vitória: Frederico Figueiredo e o russo Alexander Grigorev. O ciclista de 24 anos juntou ainda a classificação da montanha, com a equipa a ser a melhor colectivamente. O campeão nacional de sub-23, Francisco Campos, foi o melhor jovem, com mais dois colegas do Miranda-Mortágua a subirem também ao pódio. Nuno Meireles ganhou a classificação das metas-volantes e António Barbio ganhou nos "pontos-quentes".

O pelotão nacional está em contagem decrescente para uma das principais corridas do calendário nacional. O Grande Prémio Jornal de Notícias arranca no dia 28, terminando a dia 3 de Junho.

Pode ver aqui os resultados das equipas portuguesas em 2018 e o ranking nacional.

16 de maio de 2018

Sete portugueses num dos palcos mais importantes para os jovens ciclistas

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
É um dos principais palcos para os jovens ciclistas. A Ronde de l’Isard atrai a atenção dos olheiros das grandes equipas e nos últimos, quem por ali se mostrou viu abrirem-se as portas do World Tour. A selecção portuguesa estará representada por seis ciclistas, a maioria com características de trepadores, não fosse a corrida francesa marcada pela montanha em três das suas quatro etapas. João Almeida (Hagens Berman Axeon), André Ramalho (Jorbi/Team José Maria Nicolau), Hugo Nunes e Jorge Magalhães (Miranda-Mortágua), André Carvalho e Venceslau Fernandes (Liberty Seguros-Carglass) foram chamados por José Poeira e têm assim a oportunidade participar numa das corridas mais importantes para o escalão de sub-23, que inclui selecções e equipas de desenvolvimento.

Ao analisar a lista de vencedores recentes, vemos nomes como Pavel Sivakov (assinou pela Sky), Bjorg Lambrecht (Lotto Soudal), Simone Petilli (UAE Team Emirates), Louis Vervaeke (actualmente na Sunweb depois de se ter formado na Lotto Soudal), Kenny Elissonde (esteve na FDJ antes de se mudar para a Sky) e Alexandre Geniez (passou pela FDJ e agora está na AG2R). Mas não são só os vencedores que acabam por conseguir singrar ao mais alto nível. Jonathan Casteoviejo (Sky), George Bennett (Lotto-Jumbo), Joe Dombrowski (EF Education First-Drapac p/b Cannondale), Laurens de Plus (Quick-Step Floors), Dylan Teuns (BMC) e Tiesj Benoot (Lotto Soudal) terminaram no pódio desta corrida.

Aqui estão apenas referidos aqueles que fecharam top três e estão no World Tour, pois a lista seria mais longa se se olhar para o top dez e para algumas das mais fortes equipas Profissionais Continentais que contrataram jovens ciclistas que realizaram boas exibições na Ronde de l’Isard.

E há um português que certamente procurará no mínimo repetir o resultado de 2017. Porém, Tiago Antunes quererá ir mais além do que o excelente 10º lugar (foi ainda terceiro na etapa rainha). Desta feita não estará com as cores da selecção, pois representará a sua equipa, a Aldro Team. O responsável, Manolo Saiz, irá apostar forte no ciclista português, de 21 anos. "Vamos com uma equipa compacta, com a qual podemos aspirar a que o Antunes possa lutar por algo importante", lê-se no site da formação espanhola.

O ciclista começou o ano no Centro Mundial de Ciclismo da UCI, mas acabou por sair antes de finalizar o contrato, por acordo mútuo, assinando pela Aldro Team. A perspectiva era de assim poder competir em corridas importantes, como a Ronde de l’Isard.

Quanto aos restantes portugueses, todas na selecção, os cinco que actuam em Portugal têm destacado-se nas classificações do seu escalão. André Carvalho, Hugo Nunes e Jorge Magalhães estão em equipas que este ano pertencem escalão Continental, sendo sub-25. No entanto, mesmo representado uma de clube, as exibições de André Ramalho não estão a passar despercebidas. Já o ciclista da Hagens Berman Axeon, João Almeida, está a realizar temporada uma temporada muito positiva, que conta com uma histórica vitória da Liège-Bastogne-Liège de sub-23.

“Considero que é uma equipa homogénea, que dá garantias para uma prova de grande dificuldade”, explicou José Poeira, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo, que teve de substituir Rui Oliveira por Venceslau Fernandes devido a doença.

Quanto às etapas, que se realizarão entre 17 e 20 de Maio, na primeira serão 125,9 quilómetros entre Lorp-Sentaraille e Eychel, com final em alto.



A segunda termina novamente em alto, depois de 154,3 quilómetros a ligar Fonsorbes a Goulier-Neige.



A terceira é a "mais simpática", ainda que tenha muito sobe e desce à espera do jovem pelotão. Serão 153,4 quilómetros entre Lévignac e Boulogne-sur-Gesse.



A decisão final terá 152,4 quilómetros entre Salies-du-Salat e Saint-Girons, numa etapa que voltará a ter muita montanha para enfrentar.



De referir que a Polartec Kometa de Daniel Viegas também estará presente, mas o português surge como suplente na lista de inscritos que pode ver em baixo (clique para ampliar).