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11 de abril de 2021

Efapel controla, Luís Mendonça finaliza com ataque certeiro

© Federação Portuguesa de Ciclismo
A Efapel chegou à Prova de Abertura Região de Aveiro como a equipa portuguesa de elite a já ter competido em 2021. Há uma semana esteve no Grande Prémio Miguel Indurain, juntamente com algumas formações World Tour e algumas das melhores ProTeam. O resultado final pode não ter sido o melhor, mas a viagem até Espanha trouxe benefícios que compensaram este domingo em Anadia. Luís Mendonça venceu a prova que finalmente deu início à temporada de ciclismo profissional em Portugal.

"Apesar de não ter estado nas melhores condições no Grande Prémio Miguel Indurain, a prova deu-me ritmo suficiente para me sentir mais à vontade na corrida e estou certo de que fez a diferença", referiu o ciclista. E o triunfo teve uma dedicatória muito especial: "Esta vitória significa muito para mim, depois do ano difícil pelo qual passei, devido ao falecimento do meu pai. Dedico-a a ele porque sei que está a dar-me força e realmente é uma inspiração para mim."

Trabalho colectivo, uma boa leitura de corrida e um ataque no momento certo, foram decisivos para a Efapel arrancar o ano com uma vitória desejada por muitos, após uma paragem tão longa e de toda a incerteza que o segundo confinamento e restantes restrições voltaram a gerar. A equipa assumiu desde cedo que estava na região de Aveiro para vencer, controlando a corrida e Luís Mendonça finalizou todo o esforço dos colegas da melhor forma.

Alberto Gallego (Rádio Popular-Boavista) - vencedor da corrida em 2020 - e Pedro Miguel Lopes (Kelly-Simoldes-UDO) partiram desde cedo para a fuga e chegaram a ter dez minutos de vantagem, dividindo entre eles as metas intermédias. A acção começou em Aveiro, com 173,1 quilómetros para percorrer até à meta em Anadia. A Efapel controlou as operações e terminou com a aventura do duo a 13 quilómetros do fim, ainda que no prémio de montanha de Talhadas, a 40 quilómetros da meta, o pelotão já se tivesse começado a partir.

Foi a 1500 metros da decisão que Luís Mendonça arriscou um ataque. Apesar dos últimos 200 não serem planos e da perseguição feroz que se gerou, o ciclista aguentou na frente e cortou a meta com uma escassa vantagem.

"A aproximação à meta foi a toda a velocidade e a minha equipa já estava bastante desgastada por ter controlado a etapa do início ao fim. Nos últimos 1500 metros havia uma subida que fazia doer bastante as pernas e percebi que ali ainda tinha gás suficiente para tentar disputar", explicou Luís Mendonça.

E acrescentou: "O meu colega Maurício Moreira fez a antecipação do arranque, notei dificuldade nos adversários para responder e percebi que era ali que tinha de dar a machadada certa para a vitória. Admito que a um quilómetro ainda duvidei que pudesse chegar, mas insisti e consegui finalizar da melhor maneira."

A Efapel entra em 2021 com uma equipa renovada e com António Carvalho como o líder para quando as corridas começarem a ter outras dificuldades e, claro, para a Volta a Portugal. Luís Mendonça também já estava na formação - agora com sede em Águeda - na época passada e mostrou que continua a ser aposta para os sprints. Desta feita, optou por um ataque ainda distante... e resultou!

Além destes dois corredores, foi a oportunidade de ver os reforços: Maurício Moreira, Frederico Figueiredo, Javier Moreno, Rafael Reis, Fábio Costa, Fábio Fernandes. André Domingues estava inscrito, mas não partiu para a corrida.

César Fonte (Kelly-Simoldes-UDO) e por Rafael Silva (Antarte-Feirense) - curiosamente dois ex-Efapel - fecharam o pódio. Gallego ficou com o prémio da montanha, enquanto António Ferreira (Antarte-Feirense) foi o melhor sub-23 e a formação algarvia Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel venceu por equipas.

Com este resultado, Luís Mendonça lidera a Taça de Portugal, que terá mais duas corridas: Clássica Aldeias do Xisto (25 de Abril) e Volta a Albergaria (30 de Maio). Mendonça conquistou esta competição em 2019, então ao serviço da Rádio Popular-Boavista.

A próxima corrida do calendário nacional será precisamente a Clássica Aldeias do Xisto.

De recordar que a época de estrada arrancou no sábado com o Circuito CAR Anadia, prova em que participaram as equipas de clube e que foi ganha por Francisco Marques, da Sicasal/Miticar/Torres Vedras.

Top 20 no quadro em baixo. Classificação completa neste link, via Federação Portuguesa de Ciclismo (documento PDF).


»»A espera está a terminar. Conheça o calendário nacional para 2021««

»»Francisco Marques abre temporada de estrada com vitória num sprint a dois««

22 de janeiro de 2021

Efapel aposta no paraciclismo

Ciclismo profissional, de formação e agora paraciclismo. A Efapel abre mais uma secção da modalidade na estrutura gerida pelo Clube Desportivo Fullracing e já contratou dois ciclistas para 2021. Telmo Pinão, de 41 anos, é há muito uma referência, juntando-se também à equipa Bernardo Vieira, de 26.

"Face à responsabilidade social que a empresa EFAPEL S.A. sempre demonstrou, tendo em conta o nosso papel de entidade que pretende afirmar o Município de Águeda nas suas mais variadas vertentes de mobilidade e inclusão social através do desporto, faz para nós todo o sentido termos uma Secção de Ciclismo Adaptado", afirmou Carlos Pereira, director do Clube Desportivo Fullracing.

O clube mudou a sua sede para Águeda e terá o próprio município como parceiro. "Para a Câmara de Águeda, a aposta no desporto adaptado é estratégica, em qualquer modalidade, uma vez que promove a igualdade de oportunidades e o acesso de todos, sem excepção, à actividade desportiva, afirmando o nosso posicionamento como um concelho inclusivo", salientou Jorge Almeida, presidente da autarquia.

E acrescentou: "A distinção que recebemos, todos os anos, como Município Amigo do Desporto e a referente ao Programa de Desporto Adaptado Recomendado 2019 são provas do investimento que fazemos nesta área e, por isso mesmo, é com grande satisfação que nos aliamos ao Clube Desportivo Fullracing na criação do departamento de Paraciclismo e damos as boas-vindas aos primeiros atletas."

Os atletas

Natural de Montemor-o-Velho, Telmo Pinão (na foto em cima) representa a selecção nacional desde 2009. É amputado do membro inferior esquerdo e compete na categoria C2 (ciclistas que pedalam só com o auxílio de uma perna). Esteve nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, terminando na sexta posição na prova em linha e na 12ª no contra-relógio. É uma presença habitual em Taças do Mundo e Mundiais.

Bernardo Vieira é de Góis e aos três anos foi-lhe diagnosticada uma paralisia cerebral, que afetou o lado esquerdo do seu corpo. Escolheu a bicicleta para facilitar a mobilidade a acabou por se apaixonar primeiro pelo BTT, depois pela estrada. Sagrou-se quatro vezes campeão nacional e, na descrição feita pela equipa lê-se: "Vê o Paraciclismo como um desafio que o motiva a superar os seus limites e a lutar cada vez mais pelos seus objectivos."

4 de janeiro de 2021

A vez de António Carvalho numa Efapel renovada

© João Fonseca Photographer
Nos últimos anos, a Efapel primou por manter uma espinha dorsal, fazendo poucas contratações, ainda que algumas a mexer com a liderança, como foi o caso de Sérgio Paulinho, ou o regresso de Joni Brandão. Porém, este ciclista saiu novamente e não foi o único. Foi uma autêntica revolução o que se assistiu para 2021, só ficando dois ciclistas, que haviam chegado no ano passado. O que é que isto significa? Chegou a vez de António Carvalho ter a oportunidade por que tanto ambicionava.

Já no ano passado se tinha assistido a duas saídas de ciclistas que foram importantes na Efapel, casos de Henrique Casimiro e Bruno Silva. Em 2021 é o quebrar total com o passado, vendo sair, por exemplo, Rafael Silva que tinha sete anos de casa! Sérgio Paulinho também rumou a outras paragens, tendo adiado a sua retirada por um ano. Vai para a LA Alumínios-LA Sport, enquanto Rafael ruma ao Feirense*.

Começa, por assim dizer, uma nova era na formação de Rúben Pereira, que não terá ficado nada satisfeito por ver como a Efapel falhar na Volta a Portugal. Porém, foi também nessa corrida que António Carvalho demonstrou que talvez mereça mais do que papel de gregário.

Ganhou uma etapa e não fosse o ter de ajudar um Joni Brandão que não esteve ao nível esperado, principalmente na Senhora da Graça, e talvez Carvalho tivesse feito mais na geral (foi sexto classificado, a 1:52 do vencedor, Amaro Antunes). Pelo menos, ficou essa dúvida. E se Carvalho tivesse tido autorização para fazer a sua corrida?

Em 2021 o ciclista vai poder responder a essa questão. Já na W52-FC Porto dava conta de como um dia queria ser ele o líder. Contudo, foi tendo oportunidades noutras corridas, tendo conquistado vitórias, a verdade é que Carvalho não conseguiu ser a escolha número um na corrida que mais queria.

Mudou-se para a Efapel com esse objectivo, mas era expectável que seria difícil ultrapassar Brandão na hierarquia. Para 2021 não há dúvidas. A Efapel já anunciou que o seu líder é António Carvalho. Aos 31 anos chegou o momento ambicionado.

É um ciclista lutador e quando define um objectivo, estando motivado, é um corredor para estar na luta por triunfos. Apesar de na W52-FC Porto praticamente todos terem as suas oportunidades, Carvalho há muito que começou a querer mais. Começou a querer o lugar que agora ocupa na Efapel.

E vai ter de mostrar serviço numa equipa que tem sido a que mais vezes tem feito frente à rival azul e branca, mas que na Volta a Portugal acaba por perder. Mas que ajuda terá Carvalho?

A outra permanência é Luís Mendonça. Outro ciclista que não vira a cara a um desafio e que será líder em determinadas provas. É isso que quer, contudo, não tem qualquer problema em vestir a camisola de gregário quando a isso é chamado. No entanto, não é ciclista para a alta montanha.

Onde encaixará Frederico Figueiredo?

A Efapel foi buscar Frederico Figueiredo, que quando finalmente foi líder indiscutível na equipa de Tavira, venceu pela primeira vez como atleta de elite (etapa e geral no Troféu Joaquim Agostinho) e foi terceiro na Volta a Portugal, sendo o único a obrigar Amaro Antunes a ter bastante atenção. Isto numa perspectiva de uma equipa rival, já que Amaro teve no companheiro Gustavo Veloso quem mais o ameaçou.

Não deixa de ser estranho vê Figueiredo regressar a uma posição de segundo plano. É uma excelente contratação na perspectiva de estar ao lado de António Carvalho, mas depois da Volta a Portugal que realizou, esperava-se que regressasse em 2021 com ambição renovada para tentar subir mais uns patamares. É certo que terá as suas oportunidades, mas, como já foi dito, a Efapel deixou bem claro quem é o líder para esta época.

Na Volta, Figueiredo poderá assim ser o braço-direito de António Carvalho, numa Efapel que foi ainda buscar Rafael Reis. Tem sido uma carreira de altos e baixos para este atleta, que aos 28 anos recebe um voto de confiança importante de uma das equipas mais fortes em Portugal. Este contra-relogista por excelência sabe que também chegou a um momento decisivo na sua carreira.

Muita juventude e alguma experiência

As restantes contratações ficam marcadas pela juventude e a aposta na experiência de um ciclista que passou pelo World Tour. A Efapel garantiu Fábio Costa (campeão nacional de sub-23, 21 anos), André Domingues (19) e Fábio Fernandes, este último oriundo das escolas da equipa. Somou várias vitórias como júnior, sendo inclusivamente bicampeão nacional de contra-relógio. Dará os primeiros passos como sub-23... na elite.

Alexander Evtushenko (27 anos) é um russo com currículo em pista, mas que na estrada ainda não atingiu um nível muito elevado. Passou pela Lokosphinx e Gazprom-RusVelo, duas equipas que têm, de quando em vez lançado alguns russos, no ciclismo. Na época passada competiu por uma formação turca, a Spor Toto Cycling Team.

Não é um total desconhecido em Portugal, pois já participou em algumas corridas nacionais e a sua contratação passa por colocá-lo como um dos homens de trabalho. Ainda assim, fica sempre a curiosidade para ver o que este russo poderá fazer, já que as apostas recentes em ciclistas deste país por equipas portuguesas, nem sempre têm sido ganhas, excepção feita a Alexander Grigorev (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel).

O mesmo papel de trabalho deverá ser entregue ao uruguaio Mauricio Moreira (25), enquanto de Javier Moreno (36) espera-se que seja a voz da experiência. Alguém com capacidade de leitura de corrida e que possa ajudar nas decisões em momentos mais críticos.

Estamos a falar de um ciclista que esteve cinco anos na Movistar e um na então Bahrain-Merida, ou seja, com muita experiência ao mais alto nível. Esteve em sete Vueltas, dois Giros e um Tour. Também conquistou vitórias em provas como a Volta às Astúrias, Aragão e Castela e Leão, ainda que todas por equipas do segundo escalão.

Em 2020, depois de duas temporadas na Delko Marseille Provence, Moreno optou pelo BTT, regressando agora à estrada em Portugal. E nem é inédito a Efapel contratar ciclistas com este tipo de experiência. Além de Sérgio Paulinho, em 2018 David Arroyo regressou ao pelotão nacional depois de algumas épocas na alta roda mundial. E sem esquecer que em 2020 Tiago Machado também representou esta formação, ainda que, num ano com tão poucas corridas, não deixou a sua marca.

Com tantas novas caras, é difícil perspectivar o que esperar da Efapel para esta época, que, como tem sido o objectivo, precisa de ter um grupo muito forte para medir forças com a W52-FC Porto.

Equipa Efapel para 2021

Permanências: António Carvalho e Luís Mendonça.

Reforços: Alexander Evtushenko (Spor Toto Cycling Team), André Domingues (Kelly-Simoldes-UDO), Fábio Costa (Kelly-Simoldes-UDO), Fábio Fernandes (escola Efapel), Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), Javier Moreno (competiu em 2020 em BTT), Mauricio Moreira (Vigo-Rías Baixas), Rafael Reis (Feirense).

* Correcção: Rafael Silva não vai para a LA Alumínios-LA Sport, mas sim para o Feirense.

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30 de novembro de 2020

Vozes da experiência mudam de equipa mas continuam a competir


2020 não foi o melhor dos anos para concretizar muitos dos planos! No que diz respeito ao ciclismo, um dos exemplos está a ser o adiamento do final de carreira de alguns atletas. Por cá, Gustavo Veloso já havia dito que queria competir mais um ano (vai para a equipa Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), depois de ficar novamente muito perto de conquistar a sua terceira Volta a Portugal. Entretanto, juntou-se mais um veterano, este com uma carreira internacional de muito respeito: Sérgio Paulinho ainda não vai dizer adeus ao ciclismo. E depois há Tiago Machado. No seu caso, nem se ouve falar de terminar carreira. O que mais quer é continuar a correr, sempre com o seu estilo muito próprio e que o tornam num dos ciclistas mais populares do pelotão nacional.

Em comum, Paulinho e Machado têm o terem optado por regressar às origens. O primeiro vai mudar-se para a LA Alumínios-LA Sport, enquanto o segundo vai novamente trabalhar com José Santos na Rádio Popular-Boavista. Os papéis serão diferentes, mas igual será o prestígio que continuam a trazer ao ciclismo nacional, sendo dois ciclistas com uma longa carreira no estrangeiro.

A Efapel vê sair dois experientes corredores e esta experiência é um ponto muito importante para a LA Alumínios-LA Sport. Esta época, praticamente todos os ciclistas tinham menos de 25 anos, excepção feita a Bruno Silva (32), ciclista contratado precisamente para ser uma voz de comando entre tanta juventude. Sérgio Paulinho já entrou nos 40, tornando-se em mais um exemplo de longevidade na modalidade.

O director desportivo Hernâni Brôco é o primeiro a admitir a relevância de contar com um ciclista com o currículo de Sérgio Paulinho. Mas claro, não significa que não esteja aberta a porta a lutar por vitórias. O ciclista regressou a Portugal em 2017, depois de 12 épocas ao mais alto nível. Deu o salto no ano seguinte a conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, tendo nessa temporada representado a então LA-Pecol.

No World Tour tornou-se num dos melhores gregários, sendo um elemento de confiança para Alberto Contador, por exemplo. Venceu uma etapa no Tour e na Vuelta, mas foi como homem de trabalho que mais se destacou. Quando a Tinkoff acabou, Paulinho regressou a Portugal. Na Efapel procurou assumir um papel de líder, para lutar pela Volta a Portugal (e não só). Não foi uma transformação bem sucedida e acabou por ser novamente gregário, a função em que se sente tão bem. Em 2018, conseguiu um triunfo, numa etapa do Grande Prémio Abimota.

Sempre foi um ciclista de "low profile". O seu trabalho até pode passar despercebido à primeira vista, mas se o seu líder ganhar, sempre sentiu que a missão estava cumprida. Agora, entre a juventude da LA Alumínios-LA Sport, o seu trabalho volta a ser imperceptível à primeira vista.

Contudo, no papel de quem tem muito a ensinar, Brôco espera que Paulinho possa dar uma ajuda na evolução de ciclistas que nesta nova era da equipa tiveram um 2019 muito positivo e um 2020 longe do esperado, ainda que seja um ano que pouco se possa dizer sobre a prestação das equipas nacionais, devido às escassas corridas disputadas. A continuidade de Sérgio Paulinho, mesmo que seja apenas por mais um ano, é uma excelente notícia.

Quanto a Tiago Machado, é um regresso já esperado à estrutura de José Santos. Esteve cinco épocas no Boavista quando passou a profissional, antes de ir para o estrangeiro, com oito anos no World Tour e um no segundo escalão. Nunca escondeu a possibilidade de um dia voltar à agora Rádio Popular-Boavista, mas quando decidiu prosseguir a sua carreira em Portugal em 2019, escolheu o então Sporting-Tavira e depois a Efapel.

Na formação algarvia não foi o líder que o próprio queria ser, principalmente na Volta a Portugal. É um desejo ganhar esta corrida, mas têm estado longe de sequer lutar por um pódio. Na Efapel, sabia que não teria, em circunstâncias normais, esse papel e teve de ajudar Joni Brandão.

Na Rádio Popular-Boavista, Machado (35 anos) poderá ser mais aquele ciclista que bem se conhece. Irreverente, sempre pronto a animar corridas e para quem não há impossíveis. Em representação da Selecção Nacional, venceu em 2018 a Prova de Abertura Região de Aveiro (estava na Katusha-Alpecin), tendo pedalado sozinho durante 80 quilómetros! Um bom exemplo de como para Machado há que arriscar para ganhar.

Na equipa de José Santos corre-se muito assim. Os ciclistas têm muitas vezes mais liberdade, mesmo que haja um líder. Machado encaixa na perfeição na mentalidade da Rádio Popular-Boavista e será um corredor com caminho livre para ir à procura de vitórias. 

Um regresso em 2021

Na próxima época irá regressar a Portugal mais um experiente ciclista. Ricardo Vilela, depois de seis anos no estrangeiro, sempre no nível Profissional Continental (Caja Rural, Manzana Postobón e Burgos-BH) estará de volta à última equipa que representou antes de sair do país: a W52-FC Porto (então a OFM-Quinta da Lixa).

Aos 32 anos será mais um reforço de luxo para a formação que domina o pelotão nacional, podendo ser uma opção tanto para liderança, como para ajudar companheiros, visto esta ser uma equipa com mais chefes-de-fila. Não esquecer que Joni Brandão trocará a Efapel pela formação azul e branca para se juntar a Amaro Antunes e João Rodrigues.

4 de outubro de 2020

Amaro Antunes mais perto da vitória, mas ainda há uma ameaça

© João Fonseca Photographer
O contra-relógio vai mesmo decidir tudo. Nenhum dos candidatos quis aproveitar a Arrábida para, pelo menos, encurtar distâncias. Amaro Antunes está bem encaminhado para conquistar a Volta a Portugal, mas será que um certo ciclista vai deixar? Frederico Figueiredo vai tentar, mas o especialista e maior ameaça até é Gustavo Veloso, colega de Amaro na W52-FC Porto. Estando cada um por si, o espanhol não vai "levantar o pé".

1:13 separa Gustavo de Amaro, com Frederico Figueiredo a 13 segundos. O problema para o líder da Atum General-Tavira- Maria Nova Hotel é que o contra-relógio é o seu calcanhar de Aquiles. Por mais que vá tentar, manter o lugar no pódio será um objectivo. Amaro Antunes também está longe de ser forte nesta especialidade, o que faz com que a sua maior preocupação seja quem está a mais de um minuto.

Para Veloso, a estrada decidirá o mais forte. No prólogo, que venceu, deixou Amaro Antunes a 32 segundos em apenas sete quilómetros. Em Lisboa, esta segunda-feira, serão 17,7 quilómetros, em terreno plano e com empedrado. Veloso, além de ser melhor contra-relogista, está num terreno que o beneficia.

É quase um déjà vu. Em 2016, também Veloso tentou tirar a camisola amarela ao colega Rui Vinhas. Não conseguiu. Anda desde esse ano à procura da terceira vitória na Volta e aos 40 de idade não está longe. Porém, apesar do prólogo não ter sido o melhor para Amaro, as circunstâncias são outras neste último dia. Certamente que, como aconteceu com Vinhas, a motivação de Amaro estará em alta. Já foi segundo em 2017, agora pode vencer uma corrida que, mesmo quando foi para a CCC durante dois anos, nunca escondeu que queria ganhar.

Numa Volta a Portugal que se resumiu muito à etapa da Senhora da Graça, a W52-FC Porto fez o que tem feito há oito anos. Domina e até tem novamente dois ciclistas que podem ganhar.

© João Fonseca Photographer
A Efapel abdicou de um ataque de Joni Brandão na Arrábida, que provavelmente pouco resultado teria, para levar António Carvalho a uma vitória de etapa que merecia. O ciclista apresentou-se forte desde o início da corrida, mas acabou a sacrificar-se por Brandão. A Efapel perdeu a Volta na Senhora da Graça e ainda não foi desta que conseguiu contrariar a W52-FC Porto, mas Carvalho, um antigo ciclista da equipa do Sobrado, foi a Setúbal conquistar a etapa, ele que em 2019 havia vencido na Senhora da Graça. 
Não se pode dizer que serve de compensação para a equipa, mas sim de prémio para o ciclista.

Entre a Ribeira das Naus e a Praça do Comércio, a Volta chegará ao fim, com pouco para contar, mas ainda com Veloso a querer reescrever uma história que Amaro espera estar perto de ter um final feliz e assim levar a taça novamente para o Algarve, tal como João Rodrigues em 2019.

De salientar que na última etapa em linha (Loures-Setúbal, 161 quilómetros), Luís Gomes foi para a fuga, somando mais do que os pontos que precisava para garantir a camisola vermelha. Só um o separava de Daniel McLay (Arkéa Samsic), mas o britânico já estava satisfeito com as duas vitórias de etapa. Para a Kelly-Simoldes-UDO é mais um objectivo alcançado, depois do mesmo ciclista ter ganho a tirada que terminou no Alto de Santa Luzia, em Viana do Castelo.

Hugo Nunes (Rádio Popular-Boavista) já tinha garantida a camisola da montanha, numa conquista muito importante para um jovem de apenas 23 anos.

Classificações completas, via FirstCycling.




2 de outubro de 2020

Etapa normal ao sprint mas acidentada para Joni Brandão

© João Fonseca Photographer
Rumo a Lisboa bem rápido. A quinta etapa foi para sprinters, ainda que Joni Brandão tenha desviado algumas atenções. Na corrida tentou com António Carvalho uma fuga, antes soube que tinha sofrido uma penalização de 20 segundos e ainda sofreu uma queda ao ir ao pódio, correspondente à tirada da Torre. No final, ficou tudo na mesma na geral, com Daniel McLay a cumprir o objectivo que o trouxe à Volta a Portugal, ganhando uma etapa ao sprint.

Mas o dia começou com o momento insólito para o vencedor da etapa da Torre. Devido ao mau tempo na Serra da Estrela, o pódio ficou adiado para esta sexta-feira, antes da partida em Oliveira do Hospital (na fotografia). Brandão escorregou e caiu, sem consequências físicas. Aliás, mostrou isso quando na etapa que terminava em Águeda (176,3 quilómetros) atacou muito longe da meta, com António Carvalho. No entanto, Amaro Antunes (W52-FC Porto) estava atento e a tentativa heróica, ficou-se por isso mesmo, uma tentativa.

O líder da Efapel quis responder com um ataque à notícia que também ele foi alvo de uma penalização de 20 segundos por receber abastecimento dentro dos dez quilómetros finais na subida à Torre, algo que já não era permitido. Está agora a 1:37 minutos de Amaro Antunes. António Carvalho havia recebido a mesma sanção após a etapa, após visionar as imagens, os comissários viram que também Brandão tinha recebido um bidão e de manhã anunciaram a decisão. Os 20 segundos apenas são reflectidos na classificação geral e não na etapa. Início de dia atribulado para a Efapel.

© João Fonseca Photographer
Quanto à etapa, tudo acabou em Águeda, terra das bicicletas - é onde está uma importante indústria das duas rodas - como esperado. As equipas trabalharam para que não houvesse surpresas como em Viseu. A Arkéa Samsic, primeira classificada do ranking das ProTeam (segundo escalão) esteve sempre atenta, deixando outras equipas controlar durante a etapa, para assumir as rédeas na parte final e levar Daniel McLay à vitória. O britânico saiu frustrado de Viseu, ao ser segundo, agora cumpriu a missão.

Tudo na mesma com as classificações: Amaro Antunes (camisola amarela), Luís Gomes (camisola vermelha, dos pontos), Hugo Nunes (branca e vermelha, da montanha), Simon Carr (branca, da juventude) e W52-FC Porto lidera por equipas.

Classificações completas, via FirstCycling.

6ª etapa: Caldas da Rainha – Torres Vedras, 155 quilómetros



Depois de um dia típico de sprint, este sábado é muito possível que se repita. Porém, não será apenas mais uma etapa. Ir-se-á a Torres Vedras, terra de Joaquim Agostinho, no cinquentenário da sua primeira vitória (de três) da Volta a Portugal.

Em 1970, o ciclista já havia vencido etapas no Tour, já era uma referência do ciclismo nacional, mas faltava a Volta. Com Firmino Bernardino e Leonel Miranda a seu lado no Sporting, Agostinho triunfou numa corrida de 24 etapas! Na Edição Especial da Volta a Portugal, o seu feito será recordado. É dia de homenagem à grande referência do nosso ciclismo.

Os candidatos, se não houver surpresas, são os suspeitos do costume: Daniel McLay (Arkéa Samsic), César Martingil (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel), João Matias (Aviludo-Louletano), Samuel Caldeira (W52-FC Porto), Leangel Linarez (Miranda-Mortágua) e Rafael Silva (Efapel).

Será um périplo pela zona Oeste. São Martinho do Porto, Salir do Porto, Foz do Arelho, Óbidos e Bombarral, por exemplo, fazem parte de um percurso que terá apenas uma quarta categoria em Alfeizerão, logo nos primeiros quilómetros, dos 155. Em Alcobaça, Cadaval e Santa Cruz estão instaladas as metas volantes.

»»Dia de Joni Brandão mas nem o frio quebrou Amaro Antunes««

»»Uma Torre de gelo à espera pelotão««

1 de outubro de 2020

Dia de Joni Brandão mas nem o frio quebrou Amaro Antunes

© João Fonseca Photographer
Era necessário responder à W52-FC Porto depois do mau dia na Senhora da Graça. A Efapel não teve muito tempo para ponderar uma táctica que recolocasse Joni Brandão mais próximo, pois apenas dois dias separaram as duas etapas mais importantes. Não haveria outra hipótese senão atacar. A questão era quando e como preparar essa movimentação. António Carvalho juntou-se ao companheiro para, à vez, tentar quebrar uma W52-FC Porto que teve João Rodrigues como elemento essencial na protecção a Amaro Antunes.

Sem grande surpresa, as decisões entre os candidatos ficaram para a subida final, os 20 quilómetros da única categoria especial da Volta a Portugal, depois das Penhas Douradas (segunda categoria) e Sarzedo (terceira). Nos 148 quilómetros que começaram na Guarda, Frederico Figueiredo não pode ficar em segundo plano. Repetiu a boa exibição, da Senhora da Graça. E se a amarela ficou mais difícil, pois Amaro não falhou, o ciclista da Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel mantém-se no segundo lugar.


Mas o dia pertence a Joni Brandão. A tentativa de ganhar mais tempo não resultou, foram apenas três segundos. Porém, ganhar na Torre é sempre especial e para a equipa teve ainda outro significado. Luís Mendonça saiu da Volta devido ao estado de saúde do pai e a Efapel queria dedicar uma etapa ao ciclista. Com o frio (e estava mesmo muito frio na Torre, com a cerimónia do pódio a ser adiada para esta sexta-feira antes do arranque da etapa), com o vento forte, nevoeiro, foi daqueles dias que marcam uma corrida e certamente marcará a carreira de Brandão.

© João Fonseca Photographer
Porém, ganhar a Volta está muito complicado depois da Senhora da Graça. A Efapel é colectivamente a equipa que mais se aproxima da W52-FC Porto, mas nesta luta particular e apesar dos ataques e contra-ataques, é mais um ano em que a equipa azul e branca tem sempre solução para anular os rivais. O vencedor da Volta de 2019 é desta feita o gregário que fez Amaro ficar perto da conquista final. Nem com dois ciclistas a Efapel conseguiu quebrar a W52-FC Porto, que está novamente a dominar e, mesmo com algarvio de amarelo, continua a ter outra possível aposta.

Gustavo Veloso tem estado muito bem. Já sofreu uma grande derrota na Torre, mas desta feita, terminou junto de Amaro Antunes e com 1:13 de desvantagem para o companheiro, o facto de ser mais forte no contra-relógio, não é ciclista para se afastar da luta pela vitória. Afinal, não será inédito ver dois atletas da W52-FC Porto lutarem pela conquista da Volta.

Lisboa 2016. Veloso tentou tirar a amarela a Rui Vinhas, que fez o contra-relógio de uma vida para conseguir uma vitória surpreendente, para quem tinha o papel de gregário. 2020 marca o regresso à capital, com mais um final em contra-relógio.

Com três etapas em linha antes, já não haverá alta montanha para Frederico Figueiredo (está a 13 segundos) e Joni Brandão (a 1:17 minutos). Há que mudar a táctica, pois tanto na tirada de sexta-feira (ver em baixo), como na de sábado, que termina em Torres Vedras, o terreno e o possível vento, pode ainda mexer com a corrida.

© João Fonseca Photographer
De certa forma, começa uma outra Volta, com Rúben Pereira e Vidal Fitas, directores desportivos da Efapel e Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, respectivamente, a terem de repensar estratégias. E se querem ainda atacar a amarela, há que arriscar, há que tentar algo. No contra-relógio estes dois ciclistas e Amaro são muito idênticos, não sendo a especialidade de nenhum, ao contrário de Veloso (está a 1:13).

Amaro está bem encaminhado para a sua primeira Volta a Portugal, oitava consecutiva da equipa, mas ainda não é tempo de celebrar. A W52-FC Porto vai continuar o seu trabalho de controlo, mas sabe que não terá dias de descanso até ao contra-relógio.

Classificações completas, via FirstCycling. António Carvalho foi penalizado em 20 segundos por ter recebido abastecimento dentro dos 10 quilómetros finais. Mais penalizações poderão ser conhecidas amanhã, com os comissários a estarem a rever imagens para perceber se mais alguém desrespeitou o regulamento.

As camisolas mantiveram-se em Luís Gomes (pontos), Hugo Nunes (montanha), Simon Carr (juventude) e a W52-FC Porto lidera colectivamente.

5ª etapa: Oliveira do Hospital – Águeda, 176,3 quilómetros



É dia de regressar à capital das bicicletas. Desde 2001 que Águeda não recebe a corrida, então com italiano Salvatore Commesso a ganhar. O Grande Prémio Abimota tem esta cidade como palco e se recuarmos a 2007, no Grande Prémio CTT Correios de Portugal, temos um ciclista vencedor em Águeda e que agora está na caravana como director desportivo da Nippo Delko One Provence: José Azevedo.

Azevedo não era sprinter, mas esta sexta-feira, a expectativa é de uma chegada para os homens mais rápidos, que saíram frustrados de Viseu. Oier Lazkano (Caja Rural) conseguiu manter-se isolado à frente do pelotão, numa etapa que teve mais dificuldades do que terá a desta quinta-feira.

Celavisa e Espinheira são duas quartas categorias e apesar de algum sobe e desce na primeira metade da etapa, os últimos 70 quilómetros serão maioritariamente planos.

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»»Amaro está de volta««

26 de setembro de 2020

Quem desafia a W52-FC Porto? Volta a Portugal arranca este domingo, mas já com uma má notícia

© João Fonseca Photographer
W52-FC Porto a favorita, Efapel a mais forte adversária, Rádio Popular-Boavista sempre à caça de vitórias, Aviludo-Louletano e Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel à procura de um pódio... A história da Volta a Portugal tem sido idêntica nos últimos anos. A diferença tem sido a aproximação principalmente da Efapel à equipa do Sobrado, que, contudo, domina há sete anos. Porém, a pandemia e o confinamento trocou a volta a todos. Preparação para uma diferente fase do ano, incerteza de quando (e se) haveria corrida, que terá menos dias (nove) e não haverá descanso. Tudo junto poderão ser factores de tornem a apelidada de Edição Especial diferente, para melhor.

Pede-se espectáculo e emoção. Com a enorme vontade de todos em competirem - algo normal quando se fala da Volta a Portugal, mas acrescida por um ano tão complicado, tão atípico -, a expectativa é que se tenha as duas coisas em dose elevada. É verdade que no ano passado estes dois pormenores estiveram mais presentes do que em edições anteriores, sempre muito controladas por uma fortíssima W52-FC Porto.

As forças poderão em 2020 equilibrar mais, até porque a Efapel foi buscar um dos homens que vinha a ser um elemento muito importante na rival: António Carvalho. No entanto, será Joni Brandão o líder, ele que está cansado de segundos lugares e já são três.

Na W52-FC Porto, não haverá dúvidas quanto à liderança, desta feita. Será João Rodrigues, o vencedor de 2019. É uma equipa sempre com cartas para jogar e Amaro Antunes é um ciclista que os adversários sabem que têm de o ter debaixo de olho.

Mas uma palavra para Rui Vinhas, também ele um vencedor da Volta a Portugal. A corrida terminará em Lisboa, a 5 de Outubro, e da última vez que tal aconteceu, Vinhas consumou uma enorme surpresa ao bater o seu colega de equipa Gustavo Veloso. Foi um 2016 para não esquecer.

Colectivamente, estas duas equipas continuam a ser as mais fortes. Porém, será interessante ver como se irá apresentar a Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel. Sem o Sporting como patrocinador, a equipa começou a competir de forma diferente. Mais agressiva e viva nas corridas. O próprio líder, Frederico Figueiredo assumiu a mudança de postura para 2020, numa entrevista dada ao Volta ao Ciclismo em Fevereiro, numa altura em que a pandemia parecia estar bem longe.

Figueiredo conquistou finalmente a sua primeira vitória como profissional e logo no Troféu Joaquim Agostinho, há uma semana. Aparece como outsider, mas contem com ele para procurar um pódio e ganhar etapas. Top dez não lhe faltam, mas aos 29 anos, saboreou a vitória e vai querer mais.

A outra equipa algarvia irá novamente tentar levar o espanhol Vicente García de Mateos ao topo. Pódio já sabe o que é, mas a Aviludo-Louletano sempre sonhou alto, mesmo que não tenha um conjunto que meça forças ao mesmo nível da W52-FC Porto ou a Efapel. Porém, já demonstrou que De Mateos pode intrometer-se na luta.

A Rádio Popular-Boavista tem "jogado por fora". No entanto, está lá sempre com homens no top dez e a ganhar etapas. Também sabe vencer por equipas, que tem sido um dos objectivos, já que a geral é mais difícil. João Benta e David Rodrigues costumam animar etapas e este ano há ainda Luís Fernandes. O espanhol Alberto Gallego, vencedor na Prova de Abertura Região de Aveiro, não vai passar despercebido.

O Feirense irá à procura de etapas... e a amarela. Rafael Reis irá a fundo no prólogo deste domingo para repetir o que conseguiu em 2018, pela Caja Rural, quando vestiu a amarela durante os três primeiros dias.

A LA Alumínios-LA Sport vai com ambições altas. Em 2019 venceu a classificação da juventude e a equipa tem crescido nesta nova era do projecto, com Hernâni Brôco ao leme. Emanuel Duarte será o destaque e, quem sabe, a olhar para um top dez.

O Miranda-Mortágua tem Joaquim Silva como grande aposta para finalmente dar uma vitória de etapa à equipa e também é ciclista que, em forma, pode alcançar uma boa classificação. Já foi fundamental na W52-FC Porto, passou sem sucesso na Caja Rural. Agora tem uma oportunidade para mostar o seu valor como líder na Volta.

Para o fim fica a Kelly-Simoldes-UDO (novo nome). A equipa de Manuel Correia merece destaque porque chega a Volta como a que mais ganhou em 2020: quatro vitórias, entre elas três títulos nacionais e o triunfo na Clássica da Primavera. Henrique Casimiro é mais um ciclista que procurou libertar-se do papel de gregário, ou de segunda aposta, com a equipa a ter ainda Luís Gomes e um campeão de sub-23 Fábio Costa sempre à espreita de um bom sprint.

As equipas estrangeiras

É sempre uma incógnita saber com que intenção vêm as equipas estrangeiras à Volta. Ganhar etapas, ganhar forma, lutar pela geral... Ao olhar-se para a lista, Ricardo Vilela e José Neves, da Burgos-BH, são dois ciclistas que vamos ver, afinal estão a correr em casa.

Destaque ainda para Delio Fernandez, espanhol que aos 34 anos representa a Nippo Delko One Provence, que tem José Azevedo como director desportivo. O experiente ciclista conhece bem o pelotão português, pois representou o Boavista e a actual W52-FCPorto (então OFM-Quinta da Lixa), entre 2011 e 2015. Já conta com vitórias em três etapas na Volta a Portugal, além da geral no Troféu Joaquim Agostinho, em 2014, tendo sido terceiro na Volta nesse mesmo ano. Diego Rubio (ex-Efapel) será outro regresso, mas pela Burgos-BH.

As cinco equipas estrangeiras são todas do segundo escalão, ProTeam: duas espanholas, duas francesas e uma dos EUA. Na Arkéa Samsic é impossível não destacar Anthony Delaplace, um ciclista com sete presenças na Volta a França. Estará ainda presente a Caja Rural e a americana Rally Cycling, uma equipa jovem e que gosta de animar corridas.

A má notícia

Infelizmente o pelotão irá ser mais curto do que o previsto, isto já tendo em conta que foi cortado em 20%, como medida de precaução devido à pandemia. João Salgado testou positivo à covid-19 e foi excluído, como levou os responsáveis a decidir tirar toda a Equipa Portugal da prova. Uma enorme desilusão para os jovens sub-23 escolhidos, que tão pouco tem competido este ano e que iriam ter uma grande oportunidade para se mostrar na Volta a Portugal.

Prólogo: Fafe – Fafe, 7 quilómetros (CRI)


O pelotão partirá assim com 98 ciclistas para os sete quilómetros de prólogo em Fafe e que, mesmo sendo uma distância curta, já deixará algumas diferenças entre candidatos, mas não se espera que sejam significativas.

David Rodrigues (Rádio Popular-Boavista) será o primeiro a partir às 15:43, mas aqui ficam alguns dos ciclistas a ter em atenção (arrancam com um minuto de diferença). Em baixo pode ver o quadro com a lista de inscritos.

  • 16:13: Emanuel Duarte (LA Alumínios-LA Sport)
  • 16:52: Amaro Antunes (W52-FC Porto)
  • 17:00: Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel)
  • 17:03: Mauro Finetto (Nippo Delko One Provence)
  • 17:06: Gustavo César Veloso (W52-FC Porto)
  • 17:07: João Benta (Rádio Popular-Boavista)
  • 17:08: Joaquim Silva (Miranda-Mortágua)
  • 17:10: Henrique Casimiro (Kelly-Simoldes-UDO)
  • 17:11: Rafael Reis (Feirense)
  • 17:12: Joni Brandão (Efapel)
  • 17:13: Vicente García de Mateos (Aviludo-Louletano)
  • 17:16: Gavin Mannion (Rally Cycling)
  • 17:19: José Neves (Burgos-BH)
  • 17:20: João Rodrigues (W52-FC Porto)

Lista de inscritos (clique na imagem para ampliar):


20 de setembro de 2020

Frederico Figueiredo conquista Troféu Joaquim Agostinho. Finalmente a vitória!

A táctica perfeita da Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel resultou num final também perfeito no Troféu Joaquim Agostinho. Frederico Figueiredo tinha começado bem a temporada e conquistou agora uma vitória importante e motivante quando se está a uma semana da Volta a Portugal. Venceu a etapa e a geral. Custou, mas a primeira vitória como profissional finalmente surgiu. E logo a dobrar!

O confinamento interrompeu o crescimento de forma de Frederico Figueiredo, numa época que começou aponto estar forte no arranque. Esteve em San Juan, na Argentina, e na Volta ao Algarve, o top dez fugiu-lhe devido ao contra-relógio, que continua a ser o ponto fraco de um ciclista que é um autêntico senhor regularidade. Mesmo tendo na equipa ciclistas dados como líderes na então Sporting-Tavira, Figueiredo conseguiu muitas vezes destacar-se, sendo um nome que regularmente surgia nos primeiros dez das corridas. Desta feita, conquista um merecido grande triunfo, numa das principais provas portuguesas, pela sua história e por ser uma competição internacional.

"É uma vitória que já esperava há muito tempo, a minha primeira como ciclista profissional, ainda por cima numa corrida em que já estive muitas vezes na discussão. Estou extremamente feliz. É um triunfo para desfrutar e para dedicar ao meu filho, que vai nascer em Novembro. Só pensei nisso na recta da meta”, disse Frederico Figueiredo.

E no momento de celebrar, não esqueceu os seus companheiros, que tanto trabalharam para preparar o ataque final: "Trabalhámos para trazer a corrida sempre num ritmo elevado, de modo a que os adversários chegassem ‘justos’ à parte final. Isso aconteceu e eu tive a felicidade de não ter um azar como aqueles que me têm afectado."

De facto, este é um ciclista que, apesar de terminar muitas vezes no top dez, também tem razão para se queixar de azares, como foi a queda no ano passado na Volta, que o impediu de partir para a última etapa, quando ia fechar... mais um top dez.

A corrida

Este foi um Grande Prémio Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho em versão reduzida, com apenas duas etapas. Foi inicialmente adiado devido a um caso positivo de covid-19, mas este fim-de-semana foi para a estrada, novamente como antecâmara da Volta a Portugal.

A primeira etapa teve 145,6 quilómetros, com início e fim em Torres Vedras. O vencedor foi Luís Mendonça (Efapel), que foi o mais forte no sprint, batendo Daniel Mestre e João Rodrigues (ambos da W52 FC Porto) e Daniel Freitas (Miranda-Mórtagua).

Mendonça - reforço da Efapel em 2020 e que venceu pela primeira vez esta temporada - assumiu a liderança e a ambição de ganhar a geral, para juntar à Volta ao Alentejo, conquistada em 2018. Porém, na segunda etapa neste domingo - Turcifal-Carvoeira (145,2 quilómetros) -, na chegada em subida ao Parque Eólico não aguentou o ritmo, mas segurou um lugar no pódio (terceiro), a oito segundos do vencedor.

A equipa Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel começou por lançar César Martingil na frente, obrigando à perseguição, dada a proximidade na geral. Depois foi a vez de Alejandro Marque, já no início da subida, desgastando ainda mais os adversários e preparando o caminho para Frederico Figueiredo. No quilómetros final, este destacou-se deixando na segunda posição - a cinco segundos - Luís Gomes, mais um ciclista em destaque em 2020.

Venceu a Clássica da Primavera em Março e é mais um exemplo de sucesso de uma Kelly-InOutBuild-UD Oliveirense, que tem aproveitado todas as oportunidades para somar bons resultados. É a equipa com mais vitórias este ano: quatro.

Mas o dia pertenceu a Frederico Figueiredo e à equipa algarvia de Vidal Fitas, que bem precisava de uma vitória assim. Em 2019 conquistou apenas duas, uma na Clássica da Primavera, com César Martingil, e o título nacional em linha, com José Mendes.

As outras classificações do 43º Troféu Joaquim Agostinho foram ganhas por: Luís Mendonça, pontos; Pablo Guerrero (Burgos-BH), montanha, Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport), metas volantes e Gonçalo Carvalho (Rádio Popular-Boavista), melhor jovem. A equipa boavisteira de José Santos venceu ainda colectivamente.

De referir ainda o susto da W52-FC Porto que viu João Rodrigues cair. Não haverá problemas de maior com o ciclista que, no próximo domingo, partirá para a Volta a Portugal com o dorsal um com o objectivo de conquistar a corrida pela segunda vez.

Classificações completas, via First Cycling.

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13 de setembro de 2020

Joni Brandão campeão nacional de Rampa. E Kelly-InOutBuild-UDO soma mais um título

© Federação Portuguesa de Ciclismo
Entre pandemia e alerta máximo de incêndio, o regresso do Campeonato Nacional de Rampa não foi fácil. Mudou de Seia para Miranda do Corvo e apesar dos percursos serem suposto estar adaptados aos escalões etários, apenas foi possível competir na distância única de três quilómetros. E como não se pode desperdiçar qualquer oportunidade de conquistar uma vitória num ano com tão pouca competição, Joni Brandão deu a primeira vitória em 2020 à Efapel, conquistando assim um título nacional que não era atribuído desde 2016, então com José Gonçalves a vencer, em Palmela.

"É um ano complicado devido à covid-19 e temos de aproveitar todas as oportunidades. Esta vitória tem um sabor ainda mais especial, porque trata-se de um título nacional. Estou bastante contente com o triunfo e agradeço à Efapel e a toda a estrutura por nos terem proporcionado todas as condições que são necessárias para treinar todos os dias, bem como aos meus colegas de equipa", referiu o ciclista, citado pela assessoria de imprensa da formação de Ovar.

Também o director desportivo, Rúben Pereira, ficou satisfeito com o triunfo: "Este é um excelente resultado para a equipa. Um título nacional é sempre um factor de motivação para toda a formação. Acaba por não ser só uma vitória do Joni, mas de toda a estrutura."

Em contagem decrescente para a Volta a Portugal, que arranca a 27 de Setembro (antes há a versão reduzida do Troféu Joaquim Agostinho, nos dias 19 e 20), Joni Brandão aproveitou assim para um pequeno teste, batendo o jovem da W52-FC Porto, Jorge Magalhães por 12 segundos. Brandão completou a curta distância em 8:20 minutos.

© Federação Portuguesa de Ciclismo
Em terceiro ficou Joaquim Silva (Miranda-Mortágua), que fez mais 19 segundos. "Este pódio é muito importante para ganhar confiança. É sinal de que o trabalho tem sido bem feito nestes últimos meses. A retirada do percurso mais lento acabou por me desfavorecer, sou um ciclista que não sou explosivo, mas ainda assim saio muito satisfeito com o resultado do dia de hoje", afirmou, em declarações à assessoria da equipa.

Kelly-InOutBuild-UD Oliveirense soma títulos nacionais

© Federação Portuguesa de Ciclismo
O leiriense André Domingues venceu na categoria de sub-23, mais um título nacional para a Kelly-InOutBuild-UD Oliveirense, depois de conquistar o de contra-relógio com Guilherme Mota e o de fundo com Fábio Costa, há um mês.

No primeiro ano nesta categoria, o vencedor da Volta a Portugal Júnior de 2019 subiu em 8:43 minutos, com Rúben Simão (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) a ficar a 27 segundos e Pedro Miguel Lopes (Kelly-InOutBuild-UD Oliveirense) a 33.

Na elite feminina, Melissa Maia (Farto/Aguas de Paraño) foi a mais forte em Miranda do Corvo, completando os três quilómetros em 12 minutos. Flávia Lopes (Vasconha BTT Vouzela) precisou de mais 20 segundos, enquanto Inês Trancoso (Maiatos) fechou o pódio, a 32 segundos da campeã.

Fábio Fernandes (Efapel/Escola de Ovar) triunfou na categoria de juniores com o tempo de 9:23, menos 12 segundos do que Alexandre Montez (ADAR/Ofimoto) e menos 29 segundos do que Tomás Martins (Bairrada).

Beatriz Roxo (NRV/Academia de Ciclismo de Paredes) ganhou em juniores femininos, com 11:43. Daniela Campos foi a segunda a 27 segundos, seguindo-se Beatriz Pereira (Bairrada), a 1:29. António Morgado (Anipura/GDM – Escola Alexandre Ruas) e Mariana Líbano (Maiatos) conquistaram o título de cadetes.

João Moreira foi o melhor elite amador. Nas categorias de veteranos venceram: os masters 30 Michel Machado (Vasconha BTT Vouzela) e Liliana Silva (Maiatos), os masters 40 Martinho Saragoça (Clube BTT Águeda/Fundiven) e Rita Reis (Maiatos), o master 50 Carlos Soares (Saertex Portugal/Edaetech) e o master 60 Joaquim Pinto (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel).

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3 de agosto de 2020

Tiago Machado o melhor entre as equipas portuguesas em Espanha

Não foi um domingo fácil para Efapel e Feirense, que foram até Espanha para regressar à competição. Desde Março, na Clássica da Primavera, que as equipas portuguesas não participavam numa corrida em pelotão, com a Prova de Reabertura (a 5 de Julho) a ter sido um contra-relógio individual. A chuva marcou presença no Circuito de Getxo-Memorial Hermanos Otxoa e levou a quedas, com os furos a também estragarem os planos de alguns ciclistas.

Tiago Machado foi o melhor entre as equipas lusas, mas o melhor português foi Nelson Oliveira, que acabou por ser chamado pela Movistar para completar a equipa. Para o ciclista foi a oportunidade de também ele regressar (finalmente) à competição, tal como os gémeos Oliveira, da UAE Team Emirates. Para Rui foi ainda mais especial, pois ainda não tinha competido na estrada em 2020.

Com cinco equipas World Tour presentes, que aproveitaram para ficar mais tempo em Espanha depois da Volta a Burgos - até o campeão do mundo, Mads Pedersen, esteve presente nesta prova de um dia -, as equipas portuguesas pretendiam mostrar-se e não desperdiçar a oportunidade pois, nos tempos de correm, nunca é certo se haverá muitas mais.

António Carvalho, da Efapel, chegou a estar na fuga, mas as equipas World Tour acabaram por tomar conta das operações. Damiano Caruso deu a vitória à Bahrain-McLaren, batendo ao sprint o também italiano Giacomo Nizzolo (NTT), que cortou a meta um segundo depois. A fechar o pódio ficou um ciclista bem conhecido do pelotão português. Eduard Prades (Movistar) representou a então OFM-Quinta da Lixa (actual W52-FC Porto) em 2013 e 2014.

A armada portuguesa

A representação nacional foi grande na 75ª edição do Circuito de Getxo-Memorial Hermanos Otxoa, que em 1994 foi conquistado por Orlando Rodrigues. O melhor foi então Nelson Oliveira (Movistar) ao terminar na 22ª posição, a 41 segundos de Caruso. Entre as equipas portuguesas, foi Tiago Machado quem se destacou na 29ª posição, a 51 segundos.

Quanto aos restantes ciclistas da Efapel, o colombiano Nicolas Saenz foi 43º, a 2:44 minutos, Rafael Silva e Luís Mendonça terminaram juntos em 68º e 69º, a nove minutos, seguindo-se o espanhol Gerard Armillas, 84º, a 11:05. António Carvalho e César Fonte não terminaram, este último devido a uma queda, que envolveu também Rafael Silva.

"Foi um dia com alguns azares e aparato propiciado pela chuva e um pelotão muito nervoso neste regresso à competição. Tivemos duas quedas que acabaram por dominar os nossos líderes, felizmente nada de grave e uma avaria mecânica na bicicleta de Luís Mendonça, já nos últimos quilómetros. Mas de forma global hoje correu tudo bem e é um dia positivo, com a Efapel presente na fuga do dia, que tinha ciclistas com muita qualidade e o Tiago Machado a chegar no grupo principal", afirmou o director desportivo da Efapel, Rúben Pereira, citado pela assessoria da equipa.

Relativamente ao Feirense, o espanhol Óscar Pelegrí foi o melhor ao terminar na 44ª posição, a 2:44 minutos do vencedor. Seguiu-se Gonçalo Amado, 53º a 5:07 e Jesús Azozamena, 55º a 5:09. Fábio Oliveira e Rafael Reis foram 61º e 62º, respectivamente, a 6:33, tendo ambos estado envolvidos numa queda. Mais abaixo na tabela ficaram António Ferreira, 86º a 11:42 e Afonso Eulálio, 97º a 13:14.

Entre os gémeos Oliveira. Rui fez a sua primeira corrida de 2020 na UAE Team Emirates, fechando na 87ª posição, a 11:42. Recorde-se que o jovem ciclista caiu numa prova de pista em Janeiro e fracturou a clavícula. Quando se preparava para regressar em Março, o calendário foi suspenso devido à pandemia.. O irmão e companheiro de equipa, Ivo, cortou a meta segundos depois (a 12:03), no 93º lugar.

E houve ainda mais um português. Daniel Viegas, que está na equipa espanhola Kometa Xstra, foi 49º lugar, a 2:51 minutos.

Classificação completa, via ProCyclingStats.

Sorrisos e sustos

A Bahrain-McLaren teve um domingo muito positivo, pois além da vitória de Caruso no Circuito de Getxo-Memorial Hermanos Otxoa, Sonny Colbrelli venceu a segunda etapa da Route d'Occitanie.

Porém, a equipa não ganhou para o susto com Mikel Landa. O espanhol foi segundo na Volta a Burgos, atrás de Remco Evenepoel (Deceuninck-QuickStep), mas uma queda fez recordar os azares que Landa já sofreu num passado recente. Desta feita parece que tudo está bem com o líder da Bahrain-McLaren para a Volta a França.