Mostrar mensagens com a etiqueta Nicolas Roche. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Nicolas Roche. Mostrar todas as mensagens

12 de setembro de 2020

Sunweb com mais uma reinvenção de sucesso

© Team Sunweb
De apostar nos sprints, a lutar pela geral e agora como caça etapas. A Sunweb, ex-Giant-Alpecin e ex-Argos-Shimano, não tem parado de se reinventar ao longo dos anos. Adapta-se aos ciclistas que tem, nunca perdendo a linha de investimento em jovens que vê tornarem-se em vencedores. A equipa alemã vive mais uma fase da sua vida que tem sido de sucesso, mas que também tem sido de saber dar o passo atrás, para depois dar um salto em frente.

A Sunweb vive precisamente uma fase de dar o passo atrás. Com a surpreendente saída de Tom Dumoulin para a Jumbo-Visma - o holandês quebrou contrato para mudar de equipa -, a Sunweb viu-se privada do seu líder, aquele que lhe deu uma Volta a Itália e esteve perto de conquistar a Volta a França. A equipa havia quebrado quase por completo com o passado ganhador em sprints com Marcel Kittel e John Degenkolb, com este último a conquistar ainda dois monumentos (Milano-Sanremo e Paris-Roubaix).

Quase, porque tem Michael Matthews, que parecia ser o inevitável líder num regresso às origens, ficou de fora das escolhas do Tour. Sam Oomen começou o ano a regressar de uma longa paragem devido a um problema numa perna, que o obrigou a terminar a época após o Giro em 2019 e foi escalado para... o Giro. E ainda há um Wilco Kelderman que depois de muito prometer, pouco ou nada cumpriu. Também vai à Volta a Itália.

Tal como aconteceu com Kittel, Degenkolb e Dumoulin, os três ciclistas mencionados também estão de saída, mas sem que a Sunweb fique muito preocupada. O caminho da equipa é outro e está a demonstrar na Volta a França que tem tudo para ser novamente de sucesso. Oomen vai para a Jumbo-Visma, Kelderman assinou pela Bora-Hansgrohe.

Matthews ficou de fora das escolhas do Tour. Uma surpresa visto a equipa não ter qualquer pretensão à geral. O australiano não escondeu a desilusão e já assinou contrato com a sua antiga formação, a Mitchelton-Scott, com regresso marcado em 2021. À 14ª etapa do Tour percebe-se melhor as escolhas feitas. A Sunweb optou por uma equipa jovem, com ciclistas com ambição de singrar e com oportunidade para o fazer, sem terem de estar "presos" a um ciclista. Algo que teria acontecido se Matthews estivesse na corrida.

A média de idades é de 26,3, com três estreantes no Tour: Joris Nieuwenhuis, Casper Pedersen e Marc Hirschi. Cees Bol está só na segunda presença. Tiesj Benoot foi um dos principais reforços e apesar do segundo lugar no Paris-Nice, não veio ao Tour com pensamento na geral. Nikias Ardnt e Soren Kragh Andersen são dois ciclistas muito fiáveis e Nicolas Roche é, aos 36 anos, a voz da experiência, sempre necessária quando há uma equipa tão nova numa competição tão importante como o Tour. Ardnt já venceu etapas no Giro, Vuelta e Critérium du Dauphiné. Andersen tem agora uma no Tour.

Sem Dumoulin, Oomen, Kelderman e Matthews, as expectativas para a Sunweb eram baixas. Pelo menos para o "mundo exterior". "Repetir coisas não é o que queremos fazer. Gostamos de inovar, tentar coisas novas e pensar em novas possibilidades", explicou o director desportivo Rudi Kemna, ao Cycling Weekly.

De uma equipa que se esperava que passasse relativamente despercebida, eis que a Sunweb se tornou numa das mais entusiasmantes. Nos sprints aposta num Cees Bol de grande talento e que venceu uma etapa na Volta ao Algarve. Anda a ameaçar uma no Tour, mas a concorrência é muito forte. Nas etapas de média montanha tem sido o espectáculo Sunweb.

© ASO/Alex Broadway
A equipa coloca três/quatro ciclistas na frente e começa a atacar à vez. Chega a ter mais do que um na frente, como quando Marc Hirschi ganhou na 12ª etapa. O suíço já tinha ficado perto em duas ocasiões, em mais duas tiradas bem trabalhadas pela Sunweb. Foi um daqueles triunfos que foi consensual em ser considerado mais do que merecido. Na 14ª, foi o dinamarquês Soren Kragh Andersen o autor do ataque vencedor, depois de Benoot ter lançado o primeiro. Ninguém o apanhou.

A Sunweb já sairá do Tour com uma corrida muito positiva e com a certeza que deu espectáculo, algo que, aliás, era também pretendido. Porém, estes jovens ciclistas, mais o veterano Nicolas Roche, não querem ficar por aqui. Têm andado constantemente em fuga e vão continuar a tentar bater aqueles que tentam controlar uma corrida e têm de lidar com ciclistas da Sunweb a atacar de todos os lados.

Esta Volta a França acaba por marcar esta reinvenção da estrutura alemã, que quer continuar a formar jovens - alguns saem da sua equipa de desenvolvimento -, mas pretende aos poucos construir novamente uma equipa para a geral. Romain Bardet (AG2R) vai chegar para dar os primeiros passos nesse trabalho, cujo objectivo é daqui a cerca de seis anos a Sunweb vencer o Tour, segundo afirmou há umas semanas Marc Reef, um dos responsáveis por equipa que tem uma capacidade impressionante de se reinventar com sucesso.

15ª etapa: Lyon - Grand Colombier, 174,5 quilómetros


Para a grande etapa que se espera este domingo, já não se contará com Romain Bardet. O francês caiu na sexta-feira e exames detectaram uma pequena hemorragia cerebral. O ciclista nem sequer partiu para a tirada deste sábado. Uma despedida inglória da AG2R no Tour, onde está há nove temporadas. A AG2R também já não conta com Pierre Latour, que abandonou.

As atenções vão estar todas nos homens da geral, ainda que a luta pela camisola verde continue animada entre Peter Sagan (Bora-Hansgrohe) e o líder da classificação dos pontos, Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep).

É o momento de Egan Bernal (Ineos Grenadiers) mostrar a Primoz Roglic (Jumbo-Visma) que tem de contar com ele para a luta pela amarela. A subida é mais ao seu género, longa, com 17,4 quilómetros, isto depois de se ultrapassar duas primeiras categorias. O Grand Colombier tem uma pendente média de 7,1%, mas antes, os ciclistas enfrentarão o Montée de la Selle de Fromentel (11,1 quilómetros, com 8,1% de média) e o Col de la Biche (6,9 quilómetros, a 8,9% de média).

Dia muito complicado em expectativa, recordando-se que Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) está a 44 segundos, Bernal a 59, com Rigoberto Uran (EF Pro Cycling) a ser quarto a 1:10 minutos. Luta pela amarela, pelo pódio e pelo top dez em jogo, antes do dia de folga para preparar a última semana do Tour.

»»Aliança eslovena? Nem pensar!««

»»Hirschi finalmente ganhou e ao estilo de Cancellara««

26 de agosto de 2019

Uma Vuelta muito irlandesa

(Fotografia: © BORA - hansgrohe / Bettiniphoto)
A Irlanda nunca esteve tanto no mapa no ciclismo como na era de Stephen Roche e Sean Kelly. Não deixou de ter ciclistas de elevado valor nas gerações que se seguiram, mas a herança deixada por aqueles dois corredores nunca conseguiu ser igualada, pelo que não se estranha que se fale da era dourada da modalidade na Irlanda na década de 80 e início de 90.

Dan Martin ainda alimentou alguma esperança e alcançou grandes vitórias e outros bons resultados (tem dois monumentos e duas etapas no Tour, por exemplo). Contudo, o sobrinho de Roche nunca se aproximou de uma possibilidade de ganhar uma grande volta. Mas Martin fez e faz com que se fale da Irlanda, tendo nos últimos três anos a companhia de um sprinter que despontou tarde, mas que não pára de ganhar: Sam Bennett. Este, juntamente com Nicolas Roche (o apelido não é coincidência, pois é filho de Stephen), faz com que a Irlanda esteja a ser muito falada numa grande volta. Afinal, não é todos os dias que um lidera a Vuelta e o outro ganha a primeira etapa para os sprinters, na sua estreia na corrida espanhola. Irlanda e Colômbia, as duas nações em destaque em três dias de corridas.

Bennett foge aos laços da família Roche, mas tem os genes de um vencedor. Só quem está numa equipa, Bora-Hansgrohe, que tem Peter Sagan e Pascal Ackermann como os outros sprinters é que poderia encontrar tantas dificuldades em estar nas grandes voltas, apesar das 12 vitórias em 2019. Foram sete em 2018 e 10 no ano antes. Até esta afirmação, o melhor que tinha alcançado havia sido cinco triunfos em 2015.

Sam Bennett tem 28 anos. Pode não ter sido um jovem prodígio, como um Fernando Gaviria ou Peter Sagan, por exemplo, mas comprovou ser um sprinter do melhor que o pelotão tem actualmente. Como equipa alemã, a Bora-Hansgrohe quis apostar em Ackermann no Giro, numa escolha que se revelou acertada, apesar de Bennett ser na altura o ciclista que mais ganhava. Sagan não dá espaço a mais sprinters no Tour. Sobrou a Vuelta para Bennett. A sua primeira. Mas sabe-lhe a pouco e percebe-se porquê. Há um ano, na Volta a Itália, ganhou quatro etapas. Na primeira oportunidade que teve em Espanha - na terceira etapa - Bennett abriu a contagem e deixou todos os rivais a vê-lo pelas costas e a alguma distância.

Quase que pareceu fácil! E nem foi a primeira vez que se viu Bennett ganhar assim e até já o fez frente a alguns dos principais nomes do sprint. Porém, é um ciclista em final de contrato e sem o futuro resolvido, o que não deixa de ser uma surpresa. O próprio já assumiu que esperaria ter a sua situação resolvida nesta altura do ano, mas é difícil não ver Bennett encontrar uma equipa que lhe ofereça boas condições para ser o sprinter número um. A Deceuninck-QuickStep foi já dada como possibilidade, com a saída de Elia Viviani para a Cofidis a deixar aberta uma vaga em 2020. Álvaro Hodeg e Fabio Jakobsen (este último também está na Vuelta) são os sprinters em ascensão, mas o director Patrick Lefevere não se importará de contar com alguém com a experiência de Bennett (já esteve nas três grandes e noutras das principais corridas do calendário ao longo da carreira) e até deixou uns elogios ao irlandês há umas semanas.

Bennett está na Vuelta também a pensar no seu futuro. Já Nicolas Roche pensa mais no presente. Aos 35 anos, espera ainda por uma renovação ou uma mudança de equipa. No entanto, Roche só pensa em aproveitar uma inesperada liderança na Vuelta. Vestiu a camisola vermelha por um dia há seis anos. Agora vai para o segundo em 2019 e quer tentar manter o máximo possível, sem prejudicar o seu principal papel: ajudar o líder da Sunweb, Wilco Kelderman.

(Fotografia: © Sarah Meyssonnier/La Vuelta)
Como aconteceu com outros corredores ou até atletas de outras modalidades, ter um apelido de alguém que marcou uma era num país com poucos heróis no ciclismo, não foi fácil para Nicolas. Tem duas vitórias de etapas, precisamente na Vuelta. Passou por equipas como a AG2R, Tinkoff, Sky, BMC, antes de chegar à Sunweb. Porém, destacou-se mais no trabalho de gregário do que como líder. Com a carreira numa recta final, percebe-se como Roche esteja mais concentrado em viver um dia de cada vez, num momento que não sendo único, poderá não repetir-se. Como curiosidade, a família Roche tem mais um ciclista em acção, ainda a tentar singrar. Alexis Roche tem 21 anos e corre na equipa francesa da Côtes d'Armor-Marie Morin-Vé.

O pai, Stephen, venceu um Giro e um Tour em 1987, ano em que foi campeão do mundo. Sean Kelly conquistou uma Vuelta em 1988, tendo um palmarés recheado de clássicas. Houve uma natural rivalidade entre ambos, mas foram dois irlandeses que elevaram a Irlanda a uma referência naquela década de 80 e início de 90. Os tempos são agora outros, mas os irlandeses sempre foram marcando presença no pelotão de uma forma de outra. Se Bennett é a imagem de sucesso no presente, Eddie Dunbar (Ineos) e Ryan Mullen (Trek-Segafredo), por exemplo, são candidatos a sê-lo num futuro próximo (nenhum dos dois está na Vuelta).

Classificações completas, via ProCyclingStats.

4ª etapa: Culera - El Puig (175,5 quilómetros)



Depois de 188 quilómetros entre Ciudad del Juguete e Alicante muito pouco planos, mas ainda assim uma etapa para sprinters, para terça-feira quase se pode dizer que será uma etapa bem mais simples. Quase... porque dificilmente será. Além da terceira categoria de quase seis quilómetros a uma média de 4,5%, as previsões meteorológicas não são as mais simpáticas. Se de facto chover na fase final dos 175,5 quilómetros entre Culera e El Puig, poderá ser um dia de muito nervosismo no pelotão.




»»Eis Nairo Quintana!««

»»Início muito acidentado de Vuelta««

25 de agosto de 2019

Eis Nairo Quintana!

(Fotografia: © Sarah Meyssonnier/La Vuelta)
Lembra-se daquele Nairo Quintana que mexia com as corridas, arriscava, atacava sem ficar a olhar constantemente para trás? Aí está ele! Afinal ainda há algo do bom velho Quintana - salvo seja, já que só tem 29 anos - nesta versão que, em anos recentes, se deixou dominar mais pelo receio de perder do que optar por arriscar para tentar ganhar. A vitória na segunda etapa da Vuelta foi muito mais do que um triunfo, foi um aviso a todos que veio discutir a corrida. Aviso para os rivais e internamente, para a Movistar.

Não foi uma etapa de alta montanha - até o próprio admitiu ter ficado surpreendido por vencer numa tirada assim - e sim, os rivais da fuga ficaram literalmente a olhar uns para os outros, não se entendendo na perseguição a Quintana. Mas lá está, arriscou e ganhou. E ganhou mais do que uma etapa, ganhou uma palavra forte dentro de uma Movistar que já olha mais para 2020 sem Quintana do que em dar tudo nesta Vuelta para Quintana.

A prova que mais uma vez esta Movistar não está assim tão unida em redor de Quintana, foi a forma como Alejandro Valverde tentou mexer na corrida. Ataques para beneficiar ele próprio, não Quintana. Chegou a ver-se uma aceleração, com Nelson Oliveira a ter de trabalhar para Valverde, enquanto Quintana, um pouco mais atrás, teve de se desenrascar sozinho para não sair da frente da corrida. Valverde disse que ia à Vuelta para lutar por etapas. Até pode ser, mas esta forma de correr demonstra que coloca os seus objectivos à frente de uma possível conquista de Quintana, tal como em 2018. 

Amanhã tudo pode mudar, é certo. Quintana não tem sido o ciclista mais constante nas grandes voltas. Mas, no imediato, o colombiano venceu a etapa com categoria, ainda que as bonificações tenham dado a liderança a Nicolas Roche por dois segundos. Quintana pode até quebrar noutra etapa, numa de alta montanha, como tantas vezes se tem visto, mas esta foi uma mensagem forte do colombiano, talvez com vontade de sair da Movistar com um último impacto. Um daqueles que ninguém esquece. Para isso, terá de ganhar a Vuelta. Quer sair mostrando que ainda pode ser o Quintana que venceu o Giro em 2014 e a Vuelta em 2016. Quer sair mostrando ser o Quintana que tanto se pensou que seria o primeiro colombiano a ganhar o Tour. 

Isso já não será possível. Mas com 29 anos, custava pensar que o melhor deste ciclista já tinha passado. Talvez a perspectiva de sair da Movistar esteja a "acordar" Quintana. Mas ainda falta muita corrida e muita luta com rivais... e internamente.

Um suspiro de alívio para a Sunweb

(Fotografia: © Sarah Meyssonnier/La Vuelta)
Para uma equipa que de repente passa de um objectivo de consolidação em redor de Tom Dumoulin, para ter de reprogramar os seus projectos com a anunciada saída do holandês para a Jumbo-Visma, ver Nicolas Roche liderar a Vuelta é um momento importante de uma época muito aquém do esperado.  Apenas seis vitórias, ainda que uma no Giro, por Chad Haga (contra-relógio final) e sem grande expectativa de ver o palmarés aumentar muito mais até ao final de 2019.

Porém, enquanto a Sunweb vai repensando a sua estratégia para 2020, Nicolas Roche tenta, aos 35 anos, saborear um momento que repete seis anos depois. É a segunda vez que o irlandês veste a camisola vermelha da liderança na Volta a Espanha e o que mais deseja é tentar assim permanecer mais do que um dia, o tempo que durou em 2013.

Numa segunda etapa com alguma montanha (Benidorm - Calpe, 199,6 quilómetros), a segunda categoria, a cerca de 30 quilómetros do final, partiu por completo o pelotão, eliminou os sprinters e proporcionou que alguns dos candidatos tentassem recuperar o tempo perdido no acidentado contra-relógio inicial. Assim foi com Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Fabio Aru (UAE Team Emirates) e foi muito animador ver o italiano mostrar-se em forma depois da complicada temporada que teve até ao momento, não esquecendo que foi dos que caiu no sábado.

O que não foi tão animador foi ver a Astana. Miguel Ángel López está bem, é certo. Não surpreende que tenha perdido a camisola vermelha, já que seria um desgaste grande ter de controlar uma Vuelta desde tão cedo. No entanto, perdeu 33 segundos muito por culpa da falta de ajuda dos companheiros. Os que trabalharam mais cedo, quebraram na referida subida, o que era expectável. O problema é que Jakob Fuglsang comprovou que não vai lutar pela geral e quer "rodar" para os Mundiais e Ion Izagirre atacou a pensar no seu resultado e não no de López. O espanhol poderá não conseguir esconder a frustração de não ter recebido uma liderança numa grande volta nesta sua mudança para a Astana.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

3ª etapa: Ibi. Ciudad del Juguete - Alicante (188 quilómetros)


Senhores sprinters, eis a vossa oportunidade. Não são muitos, com destaque para Sam Bennett (Bora-Hansgrohe), Fabio Jakobsen (Deceuninck-QuickStep), Luka Mezgec (Mitchelton-Scott) e, claro, Fernando Gaviria (UAE Team Emirates). Porém, não será uma etapa nada plana, inclusivamente com duas terceiras categorias já na segunda metade do dia. Caso algum descole, fica a consolação que ainda poderá ter tempo de chegar à frente da corrida.




»»Início muito acidentado de Vuelta««

»»Os portugueses na Vuelta««