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16 de outubro de 2020

A Canyon Aeroad de Mathieu Van der Poel

© Canyon
Para os melhores ciclistas só se pode dar as melhores bicicletas. E Mathieu van der Poel e Alejandro Valverde não podem ter nada que não seja o topo do topo É um mercado em constante evolução e a Canyon é a mais recente marca a apresentar a nova máquina que já serve alguns dos melhores do mundo. A Aeroad é descrita como "pura velocidade", sendo mais leve e mais rápida, segundo a marca, do que a sua antecessora.

Este domingo, Van der Poel vai tentar conquistar a Volta a Flandres, para assim juntar ao seu palmarés um monumento. A concorrência será muita, mas o holandês da Alpecin-Fenix tem mostrado boa forma. Com a nova bicicleta, o ciclista já conquistou o BinckBank Tour.

Aqui ficam algumas características da Canyon Aeroad, marca que tornou Van der Poel a sua referência, tal como a Specialized fez com Peter Sagan.

"Até 7.4 watts mais rápida. Até 170 g mais leve. Até 14% mais rígida, e tudo isto sem fazer cessões no conforto. Estes resultados conseguiram-se depois de três anos de desenvolvimento muito intensivo, em que os nossos departamentos de desenvolvimento trabalharam numa colaboração muito próxima com sócios externos, como os especialistas em aerodinâmica de Swiss Side", explica a Canyon.

Devido às fibras de carbono exclusivas Toray M4OX, a Canyon refere que esta bicicleta é mais rígida e mais leve, pesando 7,3 quilos.

© Canyon

Cockpit aerodinâmico CP0018: segundo a marca é possível "ajustar a altura em +/- 15 mm sem necessidade de modificar o tubo da forqueta", ou seja, os ciclistas podem subir ou baixar o guiador segundo as suas necessidades. 

"O CP0018 permite ajustar o largo em +/- 20 mm sobre a medida de série standard. Esta característica exclusiva também facilita a montagem e transporte da Aeroad, já que o guiador pode dobrar-se sem necessidade de ser desmontado", acrescenta a Canyon.

Quando ao novo espigão SP0046 é "mais aerodinâmico e tão confortável como o seu predecessor", assegura a Canyon. Estará disponível nas três versões do modelo 2021 (CF SL, CF SLX e CFR).

Todos os tamanhos dos modelos CFSLX e CFR têm rodas 700C. A Canyon realça: "Graças às escoras de 5 mm mais curtas e à combinação de pneu dianteiro de 25 mm e traseiro de 28 mm, a nova Aeroad 6 é ainda mais ágil. Em termos de geometria, os três modelos são idênticos."

As Canyon da Alpecin-Fenix têm grupos Shimano Ultrega e as rodas DT Swiss.

O modelo topo de gama, o Aeroad CFR 9 EPS terá um preço de 8999 euros. O modelo mais acessível é o Aeroad CF SL 7, que custa 3299 euros, enquanto o Aeroad CF SLX 8 Di2 custará 4999 euros.

Para mais informações, basta visitar o site da Canyon.

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8 de julho de 2019

Van der Poel é um íman de patrocinadores e deixa Katusha com futuro incerto

(Fotografia: © Kathrin Schafbauer/Katusha-Alpecin)
Aí está a equipa com futuro incerto além de 2019. Nos últimos anos algumas equipas têm chegado a esta fase da temporada com a corda da garganta quanto à sua continuidade e agora é a vez da Katusha-Alpecin. O director da estrutura, José Azevedo, assumiu a incerteza, sendo que talvez no primeiro dia de folga da corrida seja possível perceber se a equipa vai ou não prosseguir na próxima temporada. O grande problema estão nas possíveis iminentes saídas da Canyon, marca das bicicletas, e da Alpecin, cujos contratos terminam no final do ano, com as atenções a centrarem-se na aposta da nova estrela do ciclismo: Mathieu van der Poel.

Desde que tomou de assalto a época de clássicas, que o holandês tem sido assunto quanto à pretensão de equipas World Tour em contratá-lo. O próprio tem referido que quer permanecer na Corendon-Circus, equipa que este ano subiu a Profissional Continental, com a qual tem contrato até 2022. Mas houve sempre outra influência que se tinha de ter em conta: a Canyon. Ficou bem claro como a marca estava a apostar neste ciclista, com as campanhas publicitárias a serem reforçadas. Há uma semana não restaram mais dúvidas que a Canyon passaria a ter uma palavra a dizer no futuro de Van der Poel, ao torná-lo embaixador da marca para os próximos quatro anos.

A Deceuninck-QuickStep era uma pretendente, com a Specialized certamente a adorar poder juntar Van der Poel a outra grande estrela, ainda que da Bora-Hansgrohe, Peter Sagan. Mas a Canyon não vai deixar escapar uma autêntica mina de ouro. O Tuttobici escreveu que a marca irá abandonar a Katusha-Alpecin para assim ganhar maior fulgor financeiro para investir na Corendon-Circus e ajudar a equipa a aumentar a sua qualidade e com o World Tour eventualmente em perspectiva. A Canyon está representada no principal escalão também com a Movistar.

Segundo publicações como o Cycling News e o Cycling Weekly, a Alpecin poderá reforçar o projecto da Corendon-Circus, o que deixa a Katusha dependente do seu magnata russo, Igor Makarov, ainda que não esteja confirmado oficialmente o interesse da Alpecin na equipa de Van der Poel.

José Azevedo admitiu ao Cycling News que a situação é incerta, mas garantiu que não está preocupado e que apenas está a pensar na Volta a França: "De momento não posso dizer nada sobre o futuro. Por agora temos 10 ciclistas com contrato [para 2020]. Ainda não começámos a preparar 2020." As renovações estarão por agora suspensas, como é o caso de Ilnur Zakarin, que terá a CCC interessada em contratá-lo. Os portugueses José Gonçalves e Ruben Guerreiro também estão em final de contrato.

O nome Katusha chegou ao ciclismo em 2009 e inicialmente o projecto quis abrir portas aos ciclistas russos, mas não as fechando a estrangeiros, de forma a garantir resultados. Joaquim Rodríguez tornou-se na grande figura quando assinou em 2010 e a sua saída, em 2016, acabou por coincidir com a queda de resultados e exibições da equipa. Numa altura em que quis cortar, não totalmente, mas quase, com as raízes russas, passando inclusive a ter uma licença suíça, a estrutura não se consegue apresentar competitiva praticamente em nenhum terreno.

Ilnur Zakarin está longe de confirmar expectativas na luta pela geral nas três grandes voltas - ainda esta segunda-feira deu um trambolhão na classificação do Tour, estando a 4:11 minutos de Julian Alaphilippe -, com o pódio na Vuelta de 2017 a saber a muito pouco. A vitória de etapa no Giro foi espectacular, mas exige-se mais do russo, cujo o 10º lugar na geral ficou aquém do esperado. Depois houve a aposta falhada a nível desportivo e principalmente financeiro em Marcel Kittel. O sprinter somou três vitórias pela equipa em ano e meio, tendo rescindido em Maio para gozar uma sabática e recuperar a motivação e vontade de competir ao mais alto nível.

A campanha de clássicas de Nils Pollit animou um pouco a formação de Azevedo, que rapidamente começou a falar em construir um conjunto em redor do alemão. Mas a verdade, é que apesar de algum poderio financeiro, a Katusha-Alpecin não conseguiu construir uma equipa forte, nem ao conseguir atrair um Kittel - que se revelou ter sido uma escolha completamente errada, apesar de ter realizado antes uma temporada sensacional na então QuickStep-Floors - e antes um Tony Martin, que saiu da mesma equipa e que eclipsou-se por completo na Katusha-Alpecin. Está agora na Jumbo-Visma e a muito melhor nível.

Em 2019, são apenas cinco vitórias: Marcel Kittel no Trofeo Palma (Espanha), Rick Zabel na segunda etapa da Tour de Yorkshire (Grã-Bretanha), Ilnur Zakarin na 13ª etapa da Volta a Itália, tendo sido 10º na geral e os títulos nacionais de contra-relógio para Alex Dowsett - outra contratação que tem rendido muito abaixo do esperado - e José Gonçalves - este sim, um ciclista que nos dois anos em que está na equipa tem estado em destaque.

Makarov poderá manter o patrocínio, mas também poderá significar um investimento bem menor e uma inevitável mudança quanto ao nível dos ciclistas. Por agora fica o ponto de interrogação, esperando-se para ver se a Katusha-Alpecin conseguirá sobreviver tal como aconteceu recentemente com estruturas como a actual EF Education First ou a BMC que agora é CCC. Mesmo a Deceuninck-QuickStep atravessou algumas dúvidas por falta de um patrocinador principal, ainda que não tenha estado em causa a continuidade da equipa belga, como poderá ser o caso da Katusha-Alpecin.