Mostrar mensagens com a etiqueta Cédric Vasseur. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Cédric Vasseur. Mostrar todas as mensagens

2 de julho de 2018

Bouhanni perdeu o sprint para o Tour contra Laporte

(Fotografia: © La Route d'Occitanie/Henri Jean)
Nem a ganhar Nacer Bouhanni convenceu Cédric Vasseur. O sprinter francês ficou de fora das escolhas da Cofidis para a Volta a França e nem se pode dizer que seja uma surpresa. A maior parte da época foi uma desilusão e começou logo com o novo director a cortar no comboio de apoio a Bouhanni. Vasseur não se coibiu de criticar o ciclista pela falta de resultados, enquanto apostava em Christophe Laporte (que rendeu triunfos) e ficou ainda mais descontente quando Bouhanni desobedeceu ordens e em vez de ajudar o colega, discutiu um sprint e ganhou.

Quando há umas semanas Vasseur alertou que ou Bouhanni melhorava o seu rendimento ou não iria ao Tour, o director da Cofidis não procurava apenas que o sprinter conquistasse mais vitórias. Vasseur também queria ver uma mudança de atitude de um ciclista que aos 27 anos está a ameaçar seriamente passar ao lado de uma grande carreira. A relação entre os dois foi tensa desde o início, principalmente porque Vasseur acabou com o proteccionismo promovido pelo antigo responsável, Yvon Sanquer.

Bouhanni trocou a FDJ, do World Tour, pela Cofidis, do escalão Profissional Continental, em 2015 porque não queria ter de lutar por protagonismo e queria estar garantidamente no Tour. A Cofidis mudou a sua filosofia até então mais centrada em apostar em fugas e ter ciclistas a lutar na montanha e eventualmente a aspirar a um bom lugar na geral. Com Bouhanni tinha o objectivo de aumentar o número de vitórias e de facto ganhar nunca foi um grande problema a não ser na Volta a França. Os anos foram passando e continua sem ganhar uma etapa, apesar de ter três no Giro e duas na Vuelta, mas foram ainda na FDJ.

Em 2015 foi para casa na sexta etapa do Tour, pois as quedas tornaram inglória a sua tentativa de fazer algo nos sprints. Em 2016 nem lá foi depois de lesionar na mão. Uma semana antes, agrediu um hóspede num hotel que estaria a fazer barulho. No ano passado renovou por duas temporadas, mas a forma como Vasseur - que foi contratado depois dessa extensão do contrato - tem lidado com Bouhanni já deixava antever que nos planos poderia estar forçar uma saída antecipada, por opção do ciclista. Deixá-lo de fora do Tour é um recado mais do que claro das intenções de Vasseur.

O director explicou as escolhas não só por querer ver Laporte (seis vitórias em 2018) nos sprints, mas porque também quer apostar nas fugas e este ciclista também tem capacidade para tentar esse tipo tácticas. Bouhanni, nem pensar, Além disso, Jésus Herrada e Daniel Navarro terão um papel mais importante quando chegarem as etapas da montanha. É a Cofidis a regressar ao passado, mas a pensar no futuro. Laporte já renovou até 2021, enquanto a contratação dos Herrada (José não irá ao Tour), principalmente do mais novo (27 anos), é a pensar em começar a tentar algo mais nas gerais.

Apesar do seu temperamento que definitivamente não o torna no mais popular dos ciclistas, Bouhanni tem sempre evitado fazer grandes comentários sobre a sua situação. Ficou de fora do Tour e no Twitter escreveu apenas estar desiludido, desejando sorte aos companheiros.

Somou cinco vitórias em mês e meio, mas aquela na primeira etapa da Route d'Occitanie poderá ter ditado o seu destino. Bouhanni e Laporte apareceram a disputar o sprint. Até foi preciso photo finish. Ganhou Bouhanni e pelos resultados recentes até poderia pensar-se que era mesmo ele o líder, até porque ficou na roda de Laporte nos últimos metros antes do sprint. Mas não. Era Bouhanni quem deveria ter trabalhado para o companheiro, que mais parece um rival. Vasseur já nem quer voltar a ter os dois juntos numa corrida.

De estrela e líder indiscutível, a dispensável. Chegou o momento de Bouhanni pensar como irá relançar a sua carreira, pois tem apenas 27 anos e não quer ser um lançador. No sprint mais importante da época, Bouhanni perdeu-o para Laporte (25 anos).

Equipa da Cofidis para o Tour: Christophe Laporte, Jésus Herrada, Daniel Navarro, Dimitri Claeys, Nicolas Edet, Anthony Perez, Julien Simon e Anthony Turgis.

»»Bouhanni vai de mal a pior««

»»Uma Volta a França sem ciclistas portugueses««

9 de maio de 2018

Bouhanni vai de mal a pior

Estar ou não na Volta a França começa a não ser a principal preocupação de Nacer Bouhanni. O fim da linha na Cofidis poderá mesmo estar a aproximar-se. À falta de resultados e a uma longa ausência da competição, junta-se agora uma alegada troca de agressões com um dos directores desportivos da equipa. Já é conhecido o gosto pelo boxe por parte de Bouhanni. Também não é novo que chega a praticar quando perde a paciência, como aconteceu há dois anos, quando deu um murro num homem que estava a fazer barulho no hotel. Lesionou-se e falhou o Tour. Porém, um desentendimento com um director, ainda mais quando a sua posição na equipa está cada vez mais fragilizada... Bouhanni entrou numa fase crucial para definir o futuro da sua carreira.

O sprinter francês regressou às corridas no dia 1 de Maio, na clássica alemã Eschborn-Frankfurt. A época está a ser muito fraca, ainda mais tendo em conta que é o mais bem pago da Cofidis, recebendo mais de um milhão de euros por época. Há um quase mês que Bouhanni não competia. O resultado foi mais um abandono em 2018. O L'Equipe conta que, já no autocarro, o ciclista discutiu com o director desportivo Roberto Damiani sobre a táctica da equipa, que não incluiu esperar por ele quando ficou para trás. O jornal gaulês escreve que a discussão acabou em agressões.

A chegada de Cédric Vasseur ao comando técnico da Cofidis mudou a mentalidade da estrutura. O comboio de Bouhanni foi cortado, com a equipa a não querer apostar apenas no sprinter. O melhor resultado do francês foi um segundo lugar numa etapa do Volta ao Dubai. Na restante temporada, mal se o tem visto na luta por vitórias. No Paris-Nice abandonou devido a uma bronquite. Ficou de fora da Milano-Sanremo e não teve problemas em dizer publicamente que não percebia a decisão da equipa, já que o médico dizia que o ciclista estava em condições. Foi à Volta à Catalunha e abandonou pela mesma razão da corrida francesa. Ainda esteve em duas corridas do calendário nacional antes da mais recente ausência das corridas.

Bouhanni nunca falou muito e a única reacção que teve às mudanças na Cofidis foi que precisava de tempo para se adaptar ao novo método de trabalho. A Volta a França era o que mais ambicionava e apesar de até estar entre os possíveis convocados, Vasseur veio agora avisar que Bouhanni está longe de ter um lugar garantido. "Se não estás no melhor nível, então não tens nada para oferecer. Queremos levar o Nacer ao Tour, mas estou à espera de uma melhoria na sua forma", disse Vasseur ao Cycling News. Quanto às agressões, tudo estará sanado, segundo Vasseur.

O ciclista, de 27 anos, mudou-se em 2015 para a Cofidis para ter o estatuto de líder intocável. No ano passado renovou até 2019 a acreditar que assim continuaria. Entretanto chegou Vasseur e tornou-se rapidamente claro que a relação não era a mais calorosa. E Bouhanni teve ainda outro "problema" chamado Christophe Laporte. Um jovem sprinter (25 anos) e que também demonstra cada vez mais capacidade para as clássicas. E tem algo que Bouhanni não tem esta época: vitórias, no plural (quatro). Até foi ele o eleito para liderar a equipa no monumento Milano-Sanremo. O 13º lugar não foi uma desilusão para um ciclista que começa seriamente a despontar. Ainda foi à Gent-Wevelgem fazer quarto e foi 16º na Através da Flandres. Ou seja, o pavé também lhe assenta bem.

O aparecimento de Laporte coloca ainda mais pressão em Bouhanni, pois Vasseur não está a ter problemas em apostar no ciclista em detrimento da até agora estrela da Cofidis. Está em queda, mas não está excluído. Se Bouhanni quiser salvar o seu lugar e de certa forma a sua carreira, foi-lhe dado o repto que poderá muito bem ser a sua última oportunidade. A contratação dos Herrada demonstra que a montanha é novamente uma aposta e com um ordenado tão alto, a saída do sprinter permitirá a estrutura reforçar-se e continuar a adaptação ao que Vasseur tem idealizado para a Cofidis.

Com a falta de resultados, a sua personalidade - que não lhe dá a melhor da fama no pelotão (também já distribuiu umas cabeçadas e empurrões nos sprints) - e o elevado salário também não ajudarão se optar por procurar uma nova equipa já para o próximo ano. Tem contrato até 2019, mas o seu futuro está cada vez mais incerto.



24 de março de 2018

Bouhanni a cair do pedestal

(Imagem: Team Cofidis)
Vida difícil para Nacer Bouhanni. A nova visão para sua equipa tirou ao sprinter francês o lugar de total destaque na Cofidis, mas a reestruturação implementada pelo novo director Cédric Vasseur está a ir mais longe. O ciclista não rende vitórias, foi deixado de fora da Milano-Sanremo e nas últimas duas corridas abandonou devido a uma bronquite. Bouhanni foi contratado em 2015 com a única função de trazer vitórias a uma equipa que queria desesperadamente ser vista outra vez como ganhadora, mesmo estando no segundo escalão. O sprinter conseguiu algumas, mas longe do esperado. E falhou no objectivo máximo: Volta a França. Alguns episódios fora de competição e umas cabeçadas em sprints também não ajudaram à reputação de Bouhanni.

"Nos últimos anos, tudo tem estado centrado nele [Bouhanni] e isso significa que os outros ciclistas perderam o seu instinto ganhador. Se se trabalha apenas para um ciclista, então nunca se irá estar nas fugas e isso tem de mudar. Quero ver a equipa ser mais agressiva. Quero ver as camisolas da Cofidis nas fugas e isso irá ajudar a retirar a pressão do Nacer." As palavras de Vasseur, quando chegou à equipa, eram claras quanto ao estatuto de Bouhanni. É o ciclista mais bem pago da Cofidis, pelo que a responsabilidade continua a ser enorme, contudo, Vasseur cortou com a mentalidade anterior do director que trouxe o ciclista para a estrutura, Yves Sanquer. Despedido para dar lugar a Vasseur, Bouhanni evitou fazer comentários à saída de quem o colocou no centro das atenções na Cofidis, como queria quando bateu com a porta à FDJ, equipa do World Tour, mas onde recusou partilhar estatuto com Arnaud Démare.

No entanto, no pouco que disse ficou a ideia de algum mal-estar. Sobre as novas ideias de Vasseur, Bouhanni limitou-se a dizer: "Penso que preciso de algum tempo para me adaptar ao novo método de trabalho." A grande diferença está no comboio que ajudava o sprinter. Foi cortado para metade. Porém, houve mais. Christophe Laporte passou a ser aposta e este ano já tem três vitórias. Bouhanni está a zero. Para alimentar ainda mais uma possível ruptura entre ciclista e director, o sprinter foi excluído da Milano-Sanremo, com Laporte a ser chamado e a fazer 13º. Dias antes, Bouhanni tinha abandonado o Paris-Nice devido a uma bronquite. Ao seu estilo, o ciclista de 27 anos reagiu dizendo que o médico lhe tinha dado alta e que já estava a treinar, pelo que não percebia a decisão. Na equipa a justificação era que o ciclista não estava a 100%. Regressou na Volta à Catalunha e novo abandono por uma bronquite. Passaram as três corridas que Bouhanni tinha colocado como objectivo no início de temporada e as exibições do sprinter acabaram por ser uma nota de rodapé.

Em 2014, Bouhanni venceu três etapas no Giro, duas na Vuelta, mas pelo meio ficou de fora do Tour, com a FDJ a escolher Arnaud Démare como sprinter para essa corrida. Bouhanni assinou então pela Cofidis, onde lhe foi garantido que não haveria dúvidas que seria o líder indiscutível. Mesmo sendo Profissional Continental, é uma equipa cronicamente convidada para o Tour, até porque é um patrocinador que vai além da equipa de ciclismo nesta modalidade. Era o que Bouhanni queria e com o registo que trazia o sprinter na época de 2014, na Cofidis acreditava-se que se regressaria às vitórias na Grande Boucle.

Foi o quebrar com o passado, quando a equipa se mostrava mais na montanha, ou em fugas. O último triunfo no Tour foi por intermédio de Sylvain Chavanel em 2008! Em grandes voltas, Daniel Navarro venceu uma etapa na Vuelta em 2014 e depois o registo fica a zero em corridas de três semanas, precisamente porque tem sido no Tour que tem estado e Bouhanni não rende. Até chegou a ficar de fora numa edição por ter agredido um homem no hotel por alegadamente estar a fazer barulho. Faltava uma semana para o Tour e a lesão na mão acabou por ser impeditiva para competir e viu a prova em casa.

Em três temporadas na Cofidis, Bouhanni somou 28 vitórias. Muitos são os ciclistas que gostariam de ter registo idêntico. O problema é que apenas sete são do nível World Tour e duas HC. Sabe a pouco para uma equipa que apostou tanto (para não dizer tudo) neste ciclista de tanto potencial, mas que começa a dar indicações que poderá passar ao lado de uma grande carreira. E pode continuar a ganhar, mas sem aparecer no Tour, na Cofidis será sempre difícil, senão impossível, pensar que a aposta em Bouhanni foi algo perdida.

É um sprinter que se espera ter lugar no World Tour, mas no ano passado renovou por dois na Cofidis, pois Bouhanni não queria perder o seu estatuto. As suas pretensões acabaram por esbarrar na ambição da equipa que quer mais e percebeu que só com Bouhanni não iria lá. Quando Vasseur chegou os Herrada já tinham sido contratados, numa clara ideia de voltar a discutir mais do que sprints, sempre com o Tour em mente. Quando Vasseur chegou, não só se percebeu que os espanhóis teriam ainda mais destaque, como outros ganharam outro espaço, caso de Laporte (25 anos).

Não se sabe quando Bouhanni irá regressar à competição, apesar de estarem previstas participações em corridas francesas no final deste mês e início de Abril. A paciência com o sprinter poderá estar a atingir os limites. O corredor disse uma vez que não conhecia Vasseur, só de o ver na televisão a fazer comentários ou de quando era ciclista (representou precisamente a Cofidis entre 2002 e 2005). Agora já o conhece o suficiente para perceber que tem todo o poder para colocar em risco o estatuto de intocável da estrela da equipa. Em 2017, Bouhanni sofreu uma grave queda no Tour de Yorkshire, que lhe provocou problemas na visão que o perturbaram durante seis meses, segundo explicou o próprio. Porém, a bronquite de agora não irá servir de desculpa para continuar com um grande zero a nível de vitórias.

Com contrato até 2019, não seria de surpreender que a Cofidis esteja disposta a deixar sair Bouhanni. Talvez mais do que disposta, esteja mesmo com vontade de se livrar de um enorme peso salarial que poderá permitir a contratação de ciclistas que reequilibrem a equipa em todos os sectores, tornando-a mais competitiva em qualquer tipo de corrida, como quer Vasseur. Lá está, vida difícil para Nacer Bouhanni, que talvez esteja a precisar de uma dose do mundo real para recuperar a sua melhor versão, pois ao ser colocado num pedestal tão cedo na sua carreira, no seu caso, acabou por não ser o que precisava para continuar a senda de grandes vitórias que se pensava que estava apenas a começar em 2014.


11 de novembro de 2017

Cofidis aposta forte no director desportivo para mudar rumo da equipa

Nacer Bouhanni continua sem vencer na Volta a França
Os responsáveis da Cofidis estão cansados de ser uma das principais equipas do escalão Profissional Continental, que deixou o World Tour por opção em 2010. Estão cansados de ter um dos melhores sprinters do mundo e não o ver render no maior dos palcos: a Volta a França. É preciso recuar a 2008 para ver a última vitória no Tour da Cofidis, num ano em que venceu duas etapas por intermédio de Sylvain Chavanel. A espera é longa, portanto, a Cofidis virou-se para Cédric Vasseur, que tanto resistiu em aceitar um cargo numa equipa desde que terminou a carreira de ciclista, mas que acabou por aceitar este desafio. Os objectivos são bem claros: tirar melhor partido de Bouhanni, mas, ao mesmo tempo, deixar de ter uma equipa centrada apenas no sprinter francês.

A Cofidis sempre foi uma equipa que se apresentou na luta pela montanha na Volta a França e noutras grandes corridas. Porém, quando em 2015 abriu os cordões à bolsa para garantir um Nacer Bouhanni, à procura de ser um líder indiscutível e não dividir as atenções com Arnaud Démare na FDJ, a equipa francesa assumiu uma mudança na táctica de enfrentar as competições. Com Bouhanni esperava ter maiores garantias de ganhar a desejada etapa no Tour. Daniel Navarro, Luis Ángel Maté e Nicolas Edet (e não só) mantiveram o papel de se mostrar quando o terreno inclina, mas o trabalho principal passou a ser proteger Bouhanni.

Aos 47 anos, Vasseur assume um novo desafio
"Nos últimos anos, tudo tem estado centrado nele [Bouhanni] e isso significa que os outros ciclistas perderam o seu instinto ganhador. Se se trabalha apenas para um ciclista, então nunca se irá estar nas fugas e isso tem de mudar. Quero ver a equipa ser mais agressiva. Quero ver as camisolas da Cofidis nas fugas e isso irá ajudar a retirar a pressão do Nacer", explicou Vasseur, de 47 anos, ao Cycling News.

Criar o "espírito certo", dar primazia ao profissionalismo, tirar partido da contratação dos irmãos Herrada e assegurar que personalidade forte de Bouhanni seja uma vantagem no ciclismo e não uma forma de o deixar fora de prova, são metas que Vasseur espera alcançar. Mesmo querendo que o sprinter não seja o foco total da Cofidis, a verdade é que Bouhanni (27 anos) tem contrato até 2019 e chegou o momento de vencer mais nos grandes palcos.  O sprinter somou sete vitórias em 2017, mas apenas uma do nível World Tour, na quarta etapa da Volta à Catalunha. No ano passado, o ciclista ficou de fora do Tour por ter agredido um homem no hotel onde estava hospedado por altura dos Nacionais. Bouhanni lesionou-se quando faltava uma semana para o arranque da corrida. Além deste caso, há ainda umas cabeçadas e uns "chega para lá" que já lhe valeram desclassificações.

"O que eu sei é que ele é um grande talento. Teremos muitas conversas durante o Inverno e farei com que ele perceba o quanto poderá ser bom. Penso que ele pode ganhar as grandes corridas e em primeiro lugar estará a Milano-Sanremo. Ele tem capacidade para ganhá-la", afirmou Vasseur. O agora director desportivo, considera que Bouhanni perdeu a confiança e que, por isso, fica nervoso. "Apenas precisamos de trabalhar o seu lado psicológico. Os seus atributos físicos são fenomenais", salientou.

A contratação dos irmãos Herrada não irá colocar a Cofidis a um nível para lutar pela geral num Tour, mas a equipa poderá beneficiar e muito da experiência destes dois ciclistas. José (32 anos), esteve as últimas seis temporadas na Movistar, enquanto Jesús (27), começou como profissional na equipa espanhola em 2011 e é o actual campeão nacional espanhol. Vasseur considera que haverá mais opções para os dias de montanha.

Apesar da Cofidis versão 2018 ter sido construída pelo seu antecessor Yvon Sanquer, Vasseur está satisfeito com o plantel. Recusou propostas da BMC e da Quick-Step Floors, equipa que representou enquanto ciclista e na qual terminou a carreira em 2007, mas parece que chegou a altura de se mostrar como director desportivo. Entre 2002 e 2005 vestiu as cores da Cofidis, numa altura em que a estrutura estava no principal escalão. Tem no seu currículo duas etapas no Tour, em 1997 e 2007.

Cédric Vasseur é desde já a grande contratação de uma Cofidis que quer ser de novo falada pela conquista de grandes vitórias.