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27 de setembro de 2017

Ciclistas com barba? Nesta equipa, nem pensar

Geschke sabe que há uma equipa onde não terá lugar (Fotografia: Facebook Sunweb)
Longe vão os tempos dos ciclistas de cara lavada e cabelo mais ou menos cortadinho. A importância do visual é hoje algo também levado muito em conta por muitos ciclistas. A barba é certamente o look mais vísivel, ainda que os penteados também tenham o seu espaço: não dêem bonés a Marcel Kittel que ele não vai tapar o seu cabelo e até recentemente Sagan tinha uma cabeleira no mínimo estranha... Mas voltemos à barba. A questão da aerodinâmica não parece ser um factor a ter muito em conta actualmente. Podemos novamente falar de Sagan. Não teve uma barba, mas lá tinha uma barbicha (agora está mais aparada) e ainda assim continuou a ganhar! Já entre os trepadores é algo não se vê.

Higiene. Aí está outra questão e é a que está no centro de uma proibição invulgar nos tempos que correm. Bom, higiene e o aspecto, a julgar pelas declarações. Ciclista que esteja na equipa belga Sport Vlaanderen-Baloise tem de andar de barba feita. Porquê? "Somos uma equipa de ciclista, com corredores e não pilotos de motocross ou jogadores de râguebi. O ranho e restos de comida na barba de um ciclista no meio de uma corrida é algo sujo", escreveu Walter Planckaert, director desportivo da formação Profissional Continental. Planckaert é um antigo ciclista, com vitórias na Volta a Flandres, Amstel Gold Race, Kuurne-Bruxelles-Kuurne e até uma etapa no Tour, todas na década de 70.

Talvez não seja preciso barbearem-se todos os dias, mas os ciclistas não podem abusar, pois Planckaert avisa que não terão lugar na equipa. Naturalmente que a decisão foi recebida com algum divertimento, críticas e também palavras de apoio. Quem está de fora pode dizer o que quiser, quem está na equipa, já sabe: não se pode esquecer da máquina de barbear! Simon Geschke, o "barbudo" do pelotão World Tour já sabe para onde não poderá ir se sair da Sunweb...


18 de maio de 2017

Sunweb esqueceu-se de um ciclista no hotel em mais um momento insólito no Giro

(Fotografia: Facebook Simon Geschke)
Já a equipa tinha deixado o hotel há uns dez minutos quando os ciclistas receberam uma fotografia de Simon Geschke a mostrar o dedo do meio e a perguntar onde estavam. Ups! Tinham-se esquecido do alemão. "Não precisávamos dele", brincou Tom Dumoulin no final da etapa, contando que acabou por ser um episódio engraçado. O autocarro voltou para trás para ir buscar Geschke, que muita falta faz à Sunweb que já perdeu Wilco Kelderman e que tem uma liderança na Volta a Itália para defender. No entanto, a manhã não foi fácil para o alemão: "Ele também se esqueceu de assinar [a presença na etapa], portanto foi um dia difícil para ele. Talvez porque tenha trabalhado tanto na quarta-feira. Ele está cansado", referiu um bem disposto Tom Dumoulin.

E tinha razões para a boa disposição, pois o holandês admitiu que teve um dia bastante descansado, apesar de ser a etapa mais longa do Giro, com 229 quilómetros. Sentiu-se bem e completou a tirada sem problemas. A equipa esquecer-se de Geschke acabou por ser o momento de maior acção do dia para a Sunweb. Geschke partilhou no Twitter uma imagem a pedir boleia e a dar conta que tinha sido deixado para trás. Mais tarde escreveu que tinha roubado um carro e que estava a caminho do início da etapa. "Estou só a brincar, eles voltaram para trás para me apanhar. Parece que oito ciclistas é melhor que sete", lê-se na mensagem.


Num espaço de três dias este é o segundo momento insólito na Volta a Itália. Na terça-feira, o belga Victor Campenaerts (Lotto-Jumbo) perguntou a uma rapariga se queria sair com ele. Como? Escreveu no peito e antes do contra-relógio abriu a camisola para que a mensagem fosse transmitida na televisão e repetiu a graça quando cortou a meta. Campenaerts até é o campeão nacional de contra-relógio e foi segundo nos Europeus, mas claramente estava mais preocupado com outros assuntos nesse dia, tendo em conta a 182ª posição e quase 11 minutos a mais do que Tom Dumoulin...

Claro que depois ficou-se a querer saber a resposta da visada. Carlien Cavens aceitou o pedido. Mas terá de ter em conta que Campenaerts terá menos cem francos suíços no seu bolso (cerca de 92 euros), pois foi multado por "manchar a imagem do ciclismo". Pelo menos conseguiu o encontro que desejava.

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