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15 de outubro de 2020

UCI Gran Fondo World Series em Portugal no próximo ano

O UCI Gran Fondo World Series nasceu em 2011 com o pretexto de dar a oportunidade a ciclistas amadores de terem acesso a provas internacionais, explorando também o crescimento dos granfondos. Portugal tem sido um exemplo disso e de ano para ano, aumenta o número deste tipo de eventos. No ano passado passou a haver um na Senhora da Graça, este ano era o de Montejunto que se ia estrear. mas ficou para 2021 devido à pandemia. Serra da Estrela, o granfondo do Douro, Algarve são apenas alguns dos mais populares, no que se tornou num autêntico calendário de ciclismo para todos, de norte a sul do país. Para o ano, Portugal vai entrar na rota do UCI Gran Fondo Series.

2020 pode ter sido um ano para esquecer para os amantes dos granfondos, com a pandemia a forçar o cancelamento de praticamente todos. Ainda houve no Algarve, por exemplo, em fevereiro, mas é em 2021 que se espera que estas competições possam regressar em pleno. A região de Coimbra, mais precisamente Montemor-o-Novo, irá receber o UCI Gran Fondo World Series. O evento está agendado de 16 a 18 de Abril e pertence ao grupo de seis novos granfondos que vão entrar neste campeonato para amadores, que dá direito a um título mundial.

O regulamento refere que serão apurados 20% dos melhores classificados por escalão, em cada prova. Assim poderão competir no UCI Gran Fondo World Championships, ou seja, nos Mundiais. E os vencedores terão a sua camisola do arco-íris.

Com as seis novas entradas anunciadas pela UCI na sexta-feira, o calendário aumenta para 25 provas, com passagem por quase todos os continentes. A primeira será na Austrália entre 4 e 6 de Fevereiro, se houver condições, pois a situação pandémica continuará a influenciar a realização das provas. Este ano o cancelamento de grande parte foi inevitável.

As seis novas provas que vão estar no calendário em 2021 são as seguintes:

  • Granfondo Austrália, em Ballarat, de 4 a 6 de fevereiro;
  • Granfondo Região de Coimbra, em Montemor-o-Velho, de 16 a 18 de abril;
  • Granfondo Antália, Turquia, de 30 de abril a 2 de maio;
  • Granfondo Vosges, em La Bresse (França), 16 de maio;
  • Tour Lakeland, em Lahti (Finlândia), 23 e 24 de julho;
  • Granfondo Ilha de Man, em Ramsey (Grã-Bretanha), de 30 de julho a 1 de agosto.

Mais informações sobre o UCI Gran Fondo World Series neste link (site oficial das corridas).

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22 de abril de 2018

O ciclismo mudou-lhe a vida há quatro anos e agora ganha granfondos

(Fotografia: Granfondo Lisboa)
Há quatro anos, Nuno Manso foi dar um passeio de bicicleta com os amigos, mas não esperava que acabasse por ser um momento que lhe provocaria uma mudança no estilo de vida. O ciclismo passou a ser uma paixão que o fez libertar-se de vícios como o tabaco. Este domingo venceu o Granfondo Lisboa, mas admite que nunca pensou que ao começar a praticar, viesse a transformar-se num atleta, que aos 40 anos treina quase diariamente, com objectivos bem definidos, que contam sempre em obter vitórias ou em ajudar os colegas da equipa a conquistá-las.

"Ainda não tinha ganho um evento desta dimensão. Já tinha uns segundos lugares", realçou Nuno Manso, que conta com um triunfo num granfondo em Portalegre. "Eu fumava e era uma pessoa que não fazia praticamente exercício. Quando um dia fui andar de bicicleta com uns amigos e percebi que o pulmão já não era o que era, resolvi deixar de fumar e comecei a dedicar-me a isto", contou ao Volta ao Ciclismo. O ciclista compete na classe Masters  40, mas na Praça do Império, foi o primeiro a cortar a meta e com uma vantagem de muito respeito: 2:08 minutos sobre o segundo classificado João Moreira (Love Tiles) e 2:16 sobre o colega de equipa, Viveiros Vitor Lourenço/Sintra Clube de Ciclismo, Carlos Gomes.

"Eu tinha combinado com os meus pais uma hora e resolvi vir mais cedo", brincou o ciclista de Alcochete, que ia a tão bom ritmo que chegou a estar mais rápido que a melhor das previsões da organização. "Ataquei a meio da subida da Foz do Lizandro [Ericeira], ninguém quis vir pensado que era demasiado cedo. Saiu bem", disse. Seguiram-se cerca de 70 quilómetros a pedalar em solitário. "Eu treino sozinho. Fazer mais estes quilómetros sozinho e sabendo que lá atrás as coisas estavam mais ou menos controladas, foi uma questão de gerir o esforço", explicou.


(Fotografia: Granfondo Lisboa)
Nuno Manso completou os 144 quilómetros em 4:16:47 horas, uma média de 33,72 km/hora. "Tinha feito o reconhecimento a meio da semana com a equipa e foi uma ajuda. Naquela subida sabia que podia fazer alguma diferença e assim foi", referiu. À sua espera na meta estava a família - a mulher e os dois filhos - que Nuno Manso diz "sofrer" com esta sua dedicação ao ciclismo, mas que vai tentando acompanhá-lo: "Passo muitas horas sem eles. Tenho de treinar. Temos de compensar de outra forma. O ter chegado em primeiro e vê-los aqui tem muito mais valor do que a medalha ou o pódio." Trabalha numa empresa de crédito automóvel e vai conseguindo conciliar os treinos, ou de manhã ou à tarde.

Depois dos festejos, será altura de começar a pensar nos próximos desafios: "Temos uma época longa e muitas corridas pela frente que queremos ganhar. Isto é levado mesmo a sério."

Nas senhoras, a vitória foi para Inês Amaro. Tem 36 anos e foi há um que começou a competir nos granfondos. Completou a distância em 4:50:41 horas, com Raquel Rocha a chegar mais de sete minutos depois e Rad Monika a fechar o pódio, já ultrapassando a marca das cinco horas. Participaram 1200 ciclistas de 19 nacionalidades na primeira edição do Granfondo Lisboa, que no próximo ano quer um pelotão de três mil e tornar esta competição numa referência internacional.

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20 de abril de 2018

Lisboa já tem o seu granfondo

No últimos anos, este tipo de competições para amadores (e não só) tem vindo a aumentar em Portugal. De norte a sul do país, são vários os granfondos que já vão constituindo quase um autêntico calendário de corridas e a partir deste domingo, a capital vai contar com o seu. Na Praça do Império, frente ao Mosteiro dos Jerónimos, estarão 1200 ciclistas de 19 nacionalidades diferentes e claro que não faltarão algumas figuras bem conhecidas. Marco Chagas, Vitor Gamito, os irmãos Nuno e Hugo Sabido e Celina Carpinteiro estarão presentes nesta primeira edição de uma prova que a organização quer tornar numa referência. Do BTT virá Nuno Margaça e do triatlo José Estrangeiro e Katarina Larsson.

Lisboa, Cascais, Sintra e Mafra fazem parte de um roteiro cuja beleza paisagística não deixa ninguém indiferente e que cada vez mais tem ciclistas nas suas estradas. A organização está a cargo da Stream Plan e Podium Events (empresa organizadora da Volta a Portugal), em parceria com a Ultra Spirit Sports (organizadora dos Granfondo Premium). Serão 144 quilómetros com partida e chegada no mesmo local, com três subidas categorizadas: duas de terceira categoria (no Cabeço de Montachique e na Azóia) e uma de quarta (na Carvoeira).

A partida será dada às 8:30, mas para quem não participar no granfondo, haverá uma BikeExpo, que contará com várias marcas e entidades ligadas à modalidade e onde se poderá conhecer algumas novidades. A BikeExpo abre já este sábado para começar a dar ambiente à Praça do Império, que no ano passado recebeu o arranque da Volta a Portugal. O horário será das 10 às 18 horas e no domingo das 9 às 16.


A demonstrar como o calendário de granfondos em Portugal vai ficando cada vez mais composto com novas corridas, a 27 de Maio teremos o Granfondo da Póvoa de Lanhoso, organizado pelo Boavista Ciclismo Clube, e que proporcionará a passagem pelo famoso salto da Pedra Sentada, troço do Rali de Portugal e que nos últimos dois anos teve o pelotão a passar por lá na Volta a Portugal. Serão 115 quilómetros que contarão com a presença de Rui Sousa e Tiago Machado, entre outras figuras ligadas à modalidade.

No dia 9 de Setembro, o circuito internacional GFNY irá fazer a estreia em Portugal, com Cascais a ser o ponto de partida e chegada de dois percursos: 163 e 82 quilómetros. Já em final de temporada, por assim dizer, Tavira irá receber um fim-de-semana prolongado de ciclismo. Dia 5 e 6 serão para os profissionais, mas no domingo, dia 7, haverá um granfondo também com duas distâncias: 140 e 73 quilómetros. Esta prova terá a organização da Clube Bike Team Tavira, União Ciclismo Tavirense e Núcleo Cicloturismo da Luz de Tavira, em parceria com a Câmara Municipal de Tavira.

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