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2 de junho de 2018

Paris-Roubaix terá um sector de pavé Michael Goolaerts

(Fotografia: Vérandas Willens-Crelan)
Pela primeira vez na história da mítica corrida, o nome de uma pessoa será dado a um dos sectores de pavé. A decisão foi tomada para assim homenaegar Michael Goolaerts, o jovem belga que morreu durante a última edição do Paris-Roubaix.

A organização não quer esquecer o que aconteceu a Goolaerts e o sector em Briastre passará então a ter o nome do ciclista. Era o segundo na corrida e tem cerca de três quilómetros. A notícia foi avançada pela emissora belga Radio 2, que referiu ainda que o momento será assinalado numa cerimónia que deverá realizar-se no dia 10 de Junho. A família do ciclista será convidada a marcar presença na revelação do monumento que será colocado no local onde o belga faleceu.

Goolaerts cumpria o sonho de participar no Paris-Roubaix, depois de já ter estado em duas Voltas a França. Nas imagens televisivas assistiu-se à aparatosa queda do belga. No entanto, a autópsia confirmou uma hipótese levantada pouco depois da morte do ciclista. Goolaerts sofreu um ataque cardíaco enquanto pedalava e não depois de cair.

Representava a Vérandas Willems-Crelan e era visto como um ciclista de potencial, principalmente para este tipo de clássicas. Em 2016 chegou a estagiar pela Lotto Soudal. Foi alvo de homenagens nas semanas que se seguiram, mas a de Paris-Roubaix perpetuará o seu nome, tal como na corrida belga Heistse Pijl, agendada para este sábado e com fim na cidade natal do ciclista (Heist-op-den-Berg). O prémio do ciclista mais combativo terá o nome de Michael Goolaerts.


23 de abril de 2018

Dois alertas e a morte de Goolaerts levam ciclista a terminar a carreira

(Fotografia: © WB Aqua Protect Veranclassic)
Clinicamente Grégory Habeaux tinha sido dado como apto para competir ao mais alto nível, apesar de em Novembro ter sofrido uma taquicardia que o levou ao hospital. Depois de vários exames, nada foi detectado. Porém, já durante esta temporada, o ciclista belga sentia que não estava a conseguir treinar como deveria e tinha dificuldades nas corridas. A 11 de Março, no Paris-Troyes, percebeu que não dava mais, que não tinha capacidade para acompanhar o ritmo elevado de uma corrida. Três dias antes, Michael Goolaerts (23 anos) tinha morrido após sofrer um ataque cardíaco durante o Paris-Roubaix. Casado, com dois filhos de oito e cinco anos, Habeaux considerou que era o momento para terminar a carreira.

"Não tinha pensado nisto [retirar-se], não estava preparado, mas depois de dois alertas não quero continuar a correr riscos. Não me arrependo da minha decisão, ainda mais depois do que aconteceu ao Michael [Goolaerts]", afirmou Habeaux, citado pelo jornal belga Dernière Heure. "Não podes fazer um desporto como este ao mais alto nível tendo receio", acrescentou. Habeaux tem 35 anos e recebeu o apoio da família e da equipa, que não o deixou sair. Recentemente esteve na Volta à Croácia continuando a partilhar a sua experiência com os companheiros da WB Aqua Protect Veranclassic
, mesmo que agora não esteja no pelotão.

Não conseguir tirar rendimento dos treinos e acabar por abandonar todas as quatro corridas que realizou esta temporada, a sua 14ª como profissional, foi o alerta final que o levou à decisão de terminar a carreira, mas o primeiro tinha acontecido em Novembro. Mais do que um alerta, foi um susto para o belga. "Eu estava a conduzir e, de repente, fiquei com dores no peito e no braço. O meu coração estava a bater muito rápido. Entrei em pânico. Chamei a ambulância e finalmente fui transportado para o hospital, pois apresentava sintomas de um enfarte", contou o agora ex-ciclista.

Habeaux foi submetido a vários exames, mas não foram detectados problemas. Nesta altura, também veio à memória a intervenção cirúrgica realizada há cinco anos para corrigir uma extrassístole ventricular, uma arritmia pontual. Então, realizou também vários exames e foi dado como apto para prosseguir a carreira como ciclista.

"Tinha más sensações, as pernas doíam-me muito, não conseguia elevar as pulsações, não consigo passar das 160, as minhas pernas inchavam rapidamente, o oxigénio nunca era o suficiente...", contou Habeaux sobre estes últimos meses desde o incidente de Novembro. O belga confessou que se sente frustrado, pois acabou por não ser uma decisão que pensava tomar já. O objectivo era cumprir mais esta temporada e depois sim, pensar se tinha ou não chegado o momento de colocar um ponto final.

Do seu director desportivo chegaram palavras de apoio para quem de um dia para o outro viu a sua vida mudar. "O Greg deu uma enorme contribuição à equipa como um capitão da estrada. Ele passou a sua experiência como ciclista profissional aos nossos jovens corredores e vai continuar a fazê-lo. Vamos continuar a apoiá-lo nesta sua repentina mudança na carreira desportiva. Demos-lhe tempo para encontrar o seu caminho na equipa", salientou Christophe Brandt.

No arranque da temporada de 2017, o belga Gianni Meersman também terminou a carreira, aos 31 anos, devido a problemas cardíacos. Meses antes, tinha ganho duas etapas na Volta a Espanha. Já Ramunas Navardauskas e Lars Boom foram submetidos a intervenções cirúrgicas, mas ambos regressaram à competição. Representam actualmente a Bahrain-Merida e a Lotto-Jumbo, respectivamente.

Grégory Habeaux era um especialista em clássicas, tendo feito quase toda a sua carreira em equipas belgas.

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11 de abril de 2018

Goolaerts sofreu um ataque cardíaco antes da queda

(Fotografia: © Twiiter Veranda's Willems-Crelan)
A autópsia a Michael Goolaerts confirmou a possibilidade que tinha sido levantada pouco depois da sua morte ter sido anunciada, no domingo à noite. O jovem belga sofreu uma aparatosa queda durante o Paris-Roubaix, mas foi revelado que o ciclista sofreu uma paragem cardíaca antes de cair, ou seja, não foi a queda a causa da sua morte. O corredor da Veranda's Willems-Crelan fazia a sua estreia no monumento francês e foi alvo de manobras de reanimação ainda no local, antes de ser transportado de helicóptero para o hospital de Lille. A morte foi declarada às 22:40.

"A autópsia confirma a anterior hipótese que a morte deveu-se a um ataque cardíaco e não à queda. Ele sofreu um ataque [cardíaco] enquanto competia. O coração dele parou e foi por isso que caiu", explicou Remy Schwartz, do Ministério Público de Cambraia, à AFP, em declarações citadas no Cycling News. Acrescentou ainda que se aguarda agora pelos resultados dos exames toxicológicos. De salientar que foi aberta uma investigação ao que aconteceu a Goolaerts.

O ciclista, de 23 anos, começou na Veranda's Willems-Crelan em 2013, quando a equipa ainda estava no escalão Continental. Continuou em 2014 e dois anos depois chegou a estagiar na Lotto Soudal. Porém, em 2017 assinou de novo que Vérandas Willems-Crelan - agora como Profissional Continental - e era aposta para as clássicas. Nesta temporada já tinha alcançado resultados de nota, como o 20º lugar na Kuurne-Bruxelles-Kuurne e na Driedaagse Brugge-De Panne. O melhor foi o nono na Dwars door West-Vlaanderen.

Era visto como um homem de clássicas de elevado potencial e o Paris-Roubaix seria uma das suas corridas preferidas e que mais ambicionava disputar, depois de já ter estado em duas Voltas a Flandres. O mundo ciclismo tem prestado várias homenagens a Goolaerts, seja através de mensagens, ou então, como aconteceu esta quarta-feira na Brabantse Pijl. Quando subiu ao palco para ser apresentada, a equipa recebeu um carinho especial do público e antes da partida foi respeitado um momento de silêncio, durante os quais os ciclistas da Veranda's Willems-Crelan não conseguiram esconder a emoção. No final, o vencedor foi também um belga, Tim Wellens, da Lotto Soudal, equipa onde Goolaerts estagiou. Wellens apontou para o céu quando cortou a meta.


Wout van Aert, a estrela da Veranda's Willems-Crelan e uma das revelações desta época de clássicas, não esteve na corrida, mas quando reagiu à morte do seu companheiro, deixou uma das mensagens mais sentidas. Escreveu que os seus resultados tinha perdido o significado e que a sua campanha de estrada - divide o ano com o ciclocrosse - "terminou de forma muito amarga". Aert conhecia Goolaerts há muitos anos: "Recordo-me do Michael como um rapaz muito alegre, nunca mal disposto e sempre extremamente motivado."

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9 de abril de 2018

Morreu Michael Goolaerts

(Fotografia: © Vérandas Willems-Crelan)
A pior das notícias foi confirmada pela equipa Vérandas Willems-Crelan. Michael Goolaerts morreu na sequência da queda que sofreu durante o Paris-Roubaix. Tinha apenas 23 anos. O ciclista caiu a cerca de 148 quilómetros do final e pouco depois foi confirmado que tinha sido necessário proceder a manobras de reanimação. Foi transportado de helicóptero para o hospital de Lille.

"É com inimaginável tristeza que comunicamos a morte do nosso ciclista e amigo Michael Goolaerts. Ele morreu este domingo às 22:40 no hospital de Lille na presença de familiares e amigos, que manteremos nos nossos pensamentos. Ele morreu de uma paragem cardíaca, toda a assistência médica foi em vão", lê-se no comunicado que a equipa publicou nas redes sociais.

Goolaerts começou nesta estrutura belga em 2013, quando ainda estava no escalão Continental. Continuou em 2014 e dois anos depois chegou a estagiar na Lotto Soudal. Porém, em 2017 assinou de novo que Vérandas Willems-Crelan - agora como Profissional Continental - e era aposta para as clássicas. Nesta temporada já tinha alcançado resultados de nota, como o 20º lugar na Kuurne-Bruxelles-Kuurne e na Driedaagse Brugge-De Panne. O melhor foi o nono na Dwars door West-Vlaanderen.

Já são várias as reacções à trágica morte, a começar por Peter Sagan que venceu neste domingo o Paris-Roubaix. Também as várias equipas de diferentes escalões deixaram as suas mensagens de condolências.



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