
Entre o final de Julho e o início de Novembro deverão disputar-se quase todas as principais corridas do calendário World Tour, sem esquecer que a nível nacional, dependendo da situação de cada país, estão previstas ainda mais provas de categorias abaixo do World Tour. Na próxima sexta-feira, a UCI deverá apresentar um calendário revisto, com algumas alterações, mas não se espera nada de substancial no que diz respeito às grandes voltas, com Giro e Vuelta a ficarem sobrepostas.
As equipas começam a dividir os seus ciclistas perante os objectivos e o comprimido calendário. A UAE Team Emirates anunciou esta quarta-feira as escolhas entre os seus principais ciclistas. Rui Costa está escalado para a Volta a Espanha, com a jovem estrela Tadej Pogacar a ser a aposta para o Tour, como já era conhecido e não houve pandemia que alterasse esse plano.
Para o ciclista português também não é uma surpresa. Infelizmente para Rui Costa, o seu principal objectivo ficou adiado para 2021, ou seja, os Jogos Olímpicos de Tóquio. Precisamente porque queria estar bem na difícil corrida japonesa, o Tour não era opção para o poveiro, que teria menos de uma semana para recuperar e estar "fresco" para os Jogos se fosse a França. Regressar ao Giro seria uma hipótese, mas aproveitar a forma dos Jogos e atacar depois a Vuelta parecia ser o mais natural.
Não há Jogos, pelo que é expectável que Rui Costa aposte forte em mostrar serviço em Espanha. Apesar de ter contrato para 2021, o ciclista sabe que o espaço na equipa está a ficar reduzido, principalmente devido ao rejuvenescimento que está a ser feito, com todos os anos a entrarem jovens muito talentosos.
No novo calendário, a Vuelta arranca a 20 de Outubro e termina a 8 de Novembro, o que poderá abrir as portas da Liège-Bastogne-Liège ao português. É uma das suas corridas preferidas, já fez pódio, e continua a ambicionar ganhá-la. O monumento está agendado para 4 de Outubro, mas antes, a 11 e 13 de Setembro, estão mais duas provas que Rui Costa gosta muito, as clássicas do Canadá: Quebeque e Montréal (esta última venceu em 2011).
No novo calendário, a Vuelta arranca a 20 de Outubro e termina a 8 de Novembro, o que poderá abrir as portas da Liège-Bastogne-Liège ao português. É uma das suas corridas preferidas, já fez pódio, e continua a ambicionar ganhá-la. O monumento está agendado para 4 de Outubro, mas antes, a 11 e 13 de Setembro, estão mais duas provas que Rui Costa gosta muito, as clássicas do Canadá: Quebeque e Montréal (esta última venceu em 2011).
Para já fica confirmada a presença na Vuelta para o campeão do mundo de 2013, onde estará acompanhado de David de la Cruz, Davide Formolo, Fabio Aru e do sprinter Jasper Philipsen. Faltando outros três corredores para completar a equipa, o provável é que os homens mais cotados para as montanhas, tenham alguma liberdade de movimentos, a não ser que Aru regresse ao seu melhor e mostre ser capaz de lutar pela camisola vermelha da liderança, ou pelo menos por um pódio. Será apenas a segunda participação de Rui Costa na Vuelta, depois da estreia em 2017. Ficou no 43º lugar, a quase duas horas do vencedor Chris Froome (Sky), sendo que procurou ganhar etapas, tendo ficado em quarto na 19ª.
Para o Tour foram eleitos além de Pogacar, Alexander Kristoff para os sprints, com Aru, Formolo e De la Cruz a serem os que vão fazer duas grandes voltas neste plano inicial apresentado. A equipa vai atacar a classificação geral com o fenómeno esloveno Pogacar, ficando desde já a curiosidade de saber como irá Aru encaixar num papel secundário em França, quando precisa desesperadamente de mostrar serviço.
Já no Giro a UAE Team Emirates vai claramente à procura de vitórias de etapas. Nos sprints estará Fernando Gaviria, acompanhado pelos seus fiéis lançadores Max Richeze e Sebastian Molano. Depois, o jovem Brandon McNulty - que fará a sua estreia em grandes voltas -, Joe Dombrowski, Valerio Conti e Diego Ulissi terão liberdade para atacar noutras etapas, com mais montanha, sendo todos ciclistas com esse tipo de perfil.
Rui Costa é assim o primeiro português do World Tour a ver o seu calendário a ficar definido, pelo menos que seja conhecido publicamente. Nelson Oliveira (Movistar) tem os olhos postos no Tour, mas ainda falta confirmação oficial, enquanto Ruben Guerreiro (EF Pro Cycling) quer continuar a sua evolução nas três semanas, depois da excelente Vuelta de 2019. Regressar a Espanha ou viajar até Itália são as mais prováveis opções, principalmente se quiser ter liberdade.
Os gémeos Oliveira, Ivo e Rui, podem ter missão mais difícil para serem escolhidos pela UAE Team Emirates para uma grande volta, mas com a equipa a precisar de dividir tanto o seu plantel, se não houver espaço numa corrida de três semanas - não seria uma surpresa se pelo menos um fosse um lançador de Philipsen na Vuelta -, a presença em alguma grande corrida, nomeadamente de um dia é uma hipótese muito viável.
De recordar que a Vuelta terá uma versão reduzida em 2020, ou seja, em vez das normais 21 etapas, haverá apenas 18. Duas passavam por Portugal, mas o percurso será diferente e teremos de continuar à espera para ver a grande volta novamente por cá.
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Os gémeos Oliveira, Ivo e Rui, podem ter missão mais difícil para serem escolhidos pela UAE Team Emirates para uma grande volta, mas com a equipa a precisar de dividir tanto o seu plantel, se não houver espaço numa corrida de três semanas - não seria uma surpresa se pelo menos um fosse um lançador de Philipsen na Vuelta -, a presença em alguma grande corrida, nomeadamente de um dia é uma hipótese muito viável.
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