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2 de janeiro de 2020

O recomeço de Ivo Oliveira

(© João Calado/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Não era a história que Ivo Oliveira gostaria de contar sobre o seu primeiro ano no World Tour. De dedicar-se à sua adaptação e afirmação ao mais alto nível, o ciclista português viveu uma incerteza que foi além de eventualmente a sua carreira terminar precocemente. Ivo contou como correu o risco de nem sequer voltar a andar depois da queda que sofreu durante um treino. Porém, das palavras dos médicos e feita que está a recuperação - até já se sagrou campeão nacional de omnium em Dezembro -, há que realçar esta afirmação: "Dizem-me que posso sonhar com anos melhores do que já tive."

Aos 22, já muito se escreveu sobre as conquistas de um corredor que, ao lado do irmão, cresceu na pista, algo que não era habitual no ciclismo em Portugal, sempre mais dedicado à vertente de estrada. Ivo conquistou várias medalhas, incluindo de ouro, em juniores e sub-23 e como elite foi vice-campeão mundial de perseguição individual, a sua especialidade, que faz dele um potencial contra-relogista de sucesso, quando se fala da vertente de estrada. Já tinha sofrido algumas quedas, mas nada comparado com a de Abril de 2019.

Na UAE Team Emirates, Ivo e o irmão gémeo Rui iniciaram a mais do que esperada carreira no World Tour. Enquanto Rui realizou uma boa temporada, mostrando evolução, a história de Ivo é outra. Na queda em Abril, perto de casa, fracturou o côndilo occipital esquerdo, um osso na base do crânio. "Nos primeiros dois meses não foi fácil mentalmente, pois faltava saber se seria operado. A fractura não estava a consolidar durante esse tempo. Sabia que, se fosse operado, tinha de deixar a profissão. Já não podia andar mais de bicicleta e havia a possibilidade de nunca mais andar. Em casa, foi duro: tive pessoas a dar-me banho, enfermeiros a cuidar de mim, a minha namorada também", contou o ciclista de Gaia ao jornal O Jogo.

Ivo Oliveira confessou que passou a dar mais valor às pequenas coisas da vida e o ciclismo também é agora visto de outra forma. Dois meses depois do acidente, Ivo revelou fotografias que mostravam que ainda usava um colar cervical. Na altura, nas redes sociais, explicou que tinha sofrido uma queda, mas não revelou muitos pormenores sobre a incerteza que vivia. Não surpreende que Ivo considere o dia em que recebeu a notícia que não seria operado e que não corria o risco de ficar numa cadeira de rodas, um dos melhores da sua vida. Tinham passado três meses e um mais tarde, o ciclista tirou o colar cervical e iniciou a fisioterapia, que poderá ter de fazer para o resto da sua vida.

Estes são daqueles momentos que muitas vezes demonstram o carácter de um atleta fora da competição. Ivo Oliveira dedicou-se à sua recuperação, que foi mais rápida do que a esperada. No início de Outubro, seis meses depois da queda, regressou às corridas. Não houve pressão de resultados, o objectivo foi iniciar o processo de retomar a sua carreira. Fez quatro clássicas, não terminou três e chegou fora do tempo limite em Gran Piemonte, mas completou as seis etapas da Volta a Guangxi, na China, derradeira corrida do calendário World Tour. As indicações começavam a ser boas. No Velódromo de Sangalhos, quase uma segunda casa para Ivo Oliveira, o corredor conquistou um título nacional que certamente lhe dará uma motivação extra para o que será um recomeço, um tentar continuar a sua evolução que foi interrompida em Abril.

Os responsáveis da UAE Team Emirates olham para os gémeos Oliveira como parte do futuro de uma equipa a reforçar-se cada vez mais com jovens talentos. Mas o regresso de Ivo à boa forma é também uma boa notícia para a Equipa Portugal, que continua dedicada em garantir uma qualificação inédita para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Nunca o país teve representado na pista e procura uma vaga nas disciplinas de omnium e madison.

Esta não era a história que Ivo quereria contar no seu primeiro ano de World Tour, mas o ciclista tornou-se em mais um exemplo de superação e agora só pensa em tornar realidade o que os médicos lhe disseram: viver os seus melhores anos no ciclismo.


29 de dezembro de 2019

Ano terminou com títulos nacionais e Taça de Portugal

Rui "passou" o título de omnium ao irmão Ivo
(© João Calado/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Com as diferentes vertentes, o ciclismo nunca pára. Este fim-de-semana houve um regresso à pista e no sempre espectacular ciclocrosse, fecharam-se as contas da Taça de Portugal. Um dos destaques vai inevitavelmente para Ivo Oliveira, não apenas por ter conquistado o título nacional de omnium, mas também por ser uma excelente indicação que está a caminho da melhor forma, depois de ter falhado grande parte da temporada devido a uma queda muito grave. Foram seis meses de ausência, tendo regressado à competição em Outubro.

Começando então pela pista. Os títulos nacionais de omnium estiveram em disputa no sábado, no Velódromo de Sangalhos. Rui Oliveira esteve perto de revalidar a distinção, mas o irmão estragou-lhe os planos na última corrida, a por pontos. Rui venceu em scracth, com Ivo a ser terceiro e Rui repetiu a vitória na corrida tempo. Na prova de eliminação Ivo iniciou a recuperação e foi o vencedor. Na decisão, por pontos, Ivo tinha menos quatro que o irmão. Somou 31, contra os 19 de Rui e ficou com a camisola de campeão nacional de uma especialidade que Portugal tem estado a tentar qualificar-se para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

As contas finais foram de 145 pontos para Ivo, 137 para Rui, ambos da UAE Team Emirates, e César Martingil (Sporting-Tavira) fechou o pódio com 123.


(© João Calado/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Já no omnium feminino assistiu-se a mais uma confirmação de como Maria Martins é a grande referência do ciclismo de pista em Portugal. Também ela luta por estar em Tóquio2020 nesta especialidade, mas entretanto juntou mais um título nacional, fechando assim uma temporada incrível. Conquistou medalhas na pista, vitórias na estrada, não surpreendendo que se prepare para mudar de equipa. Esteve dois anos na espanhola Sopela Women's Team e agora vai representar a britânica Drops.

Maria Martins venceu as quatro provas do omnium, terminando com 285 pontos. Ao seu lado no pódio estiveram duas ciclistas da CE Gonçalves/Azeitonense, Liliana Jesus (138 pontos) e Patrícia Rosa (129).

A 18 de Janeiro arranca o ano na pista com o Troféu Internacional Bento Pessoa, a primeira competição da Taça de Portugal.



(© Federação Portuguesa de Ciclismo)
E foi precisamente a Taça de Portugal que ficou entregue no ciclocrosse. O capítulo final realizou-se no Parque Urbano de Paços de Ferreira. Não faltou emoção, com Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano) a vencer a quinta corrida deste calendário, contudo, o quarto lugar de Mário Costa (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) foi suficiente para ficar com a Taça. O especialista do XCO fechou assim 2020 com uma conquista no ciclocrosse, somando 225 pontos, contra os 195 de Barbosa e os 170 de Roberto Ferreira (BTT Seia).

Do lado feminino, Ana Santos foi exímia. Fez o pleno em Paços de Ferreira e a sua superioridade voltou a ser bem clara ao deixar a companheira de equipa Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), a mais de minuto e meio de distância.


(© Federação Portuguesa de Ciclismo)
As contas finais dizem tudo sobre a Taça de Portugal de 2019. Ana Santos totalizou 300 pontos, com Daniel Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) - terceira na corrida deste domingo - a ser segunda com 175, seguindo-se Joana Monteiro com 150.

Nos restantes escalões, Pedro Lopes (UD Oliveirense/InOutBuild) venceu em sub-23, Rafaela Ramalho (Maiatos) foi a melhor nesta categoria entre as raparigas. Em juniores, João Cruz (AXPO/FirstBike Team/ Vila do Conde) foi o vencedor, enquanto Tomás Mota (ACD Milharado/DriveonHolidays/Mafra) e Mariana Libano (Maiatos) conquistaram a Taça em cadetes.

Entre os veteranos, Michel Machado (Vasconha BTT Vouzela) foi o mais forte nos masters 30, nos masters 40 ganharam Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Estela Lago (Bike O Facho) e nos masters 50 e 60 venceram António Sousa e Joaquim Pinto (Silva&Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel), respectivamente.

A 12 de Janeiro, Vila Real irá receber o Campeonato Nacional de ciclocrosse.


»»Rui Costa confirmado na Algarvia e há mais novidades««

»»Mais um português a caminho da Hagens Berman Axeon««

27 de novembro de 2019

Um fenomenal Pogacar leva UAE Team Emirates a um nível mais alto

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Se na Ineos se diz que nasceu uma das próximas grandes figuras do ciclismo mundial, na UAE Team Emirates surgiu outra. O colombiano Egan Bernal, da equipa britânica, já tem a sua Volta à França, apenas no seu segundo ano no World Tour, mas também sabe que há uma potencial rivalidade pronta para assumir destaque na modalidade com um esloveno. Tadej Pogacar é puro talento e não perdeu tempo na sua época de estreia ao mais alto nível a conquistar grandes vitórias. E a primeira que não se esquece, foi na Volta ao Algarve.

Numa época em que a UAE Team Emirates investiu muito na contratação de Fernando Gaviria, que inclusivamente quebrou contrato com a Deceuninck-QuickStep para seguir o projecto e o dinheiro que lhe foi oferecido, acabou por ser um jovem ciclista acabinho de chegar a "roubar" quase toda a luz da ribalta, enquanto Gaviria se foi apagando entre os sprints muito aquém e uma lesão que o manteve afastado muito tempo, inclusivamente do Tour.

Esta é uma equipa que está em plena fase de mudança de mentalidade. Depois de tomar conta da antiga Lampre-Merida no final de 2016, a estrutura, agora do Médio Oriente, apostou mais em nomes já com provas dadas, aproveitando Rui Costa, que já estava na equipa, e contratando ciclistas como Daniel Martin, Alexander Kristoff e Fabio Aru. Porém, não foi alcançado o esperado a nível de triunfos e o director espanhol Joxean Fernández Matxin fez com que a equipa, enquanto tentava tirar o melhor deste trio e de Rui Costa, olhá-se para uma nova geração.

2019 foi a primeira amostra de como o trabalho está a ser feito e com Tadej Pogacar a ser simplesmente fenomenal, mas sem esquecer um Jasper Philipsen, um "licenciado" da Hagens Berman Axeon, que também esteve em destaque, além dos bons sinais dados pelo português Rui Oliveira. O irmão, Ivo, ficou com a afirmação adiada devido a uma queda gravíssima num treino, que o manteve afastado cerca de seis meses.

Daniel Martin - que está de saída para a Israel Cycling Academy - lutou contra a pressão que colocou em si próprio e que o afastou de melhores exibições; Aru foi operado à artéria ilíaca na perna - problema que levou Nuno Bico a acabar a carreira - e apesar de se ter comprometido a aparecer a bom nível na Vuelta, nem a terminou; Kristoff foi ganhando, mas são notórias as crescentes dificuldades em disputar sprints com as principais figuras. Mas houve um Tadej Pogacar, tímido e discreto fora da bicicleta, mas de enorme irreverência nas corridas.
Ranking: 4º (11765,33 pontos) 
Vitórias: 29 (incluindo três etapas na Vuelta e uma no Giro, a Volta ao Algarve, Volta à Califórnia, Volta à Noruega e Volta à Eslovénia) 
Ciclista com mais triunfos: Tadej Pogacar (8)
Com Gaviria a abandonar o Giro - venceu uma etapa, após a desclassificação de Elia Viviani - devido à lesão no joelho que o limitaria praticamente toda a temporada, foi no outro jovem, o estreante, que a UAE Team Emirates encontrou a fonte para uma boa época e o início da afirmação desejada entre as melhores equipas do mundo. O objectivo de estar entre as cinco melhores está cumprido, agora vai olhar para o top três e claro, com vontade de destronar a Ineos.

Mas para concretizar essa vontade, o necessário é elevar Pogacar ao próximo nível. O esloveno, de apenas 21 anos, deixou de ser uma promessa logo na Volta ao Algarve quando ganhou categoricamente no Alto da Fóia, segurando a geral até final. Depois foi mostrar toda a sua classe na Volta à Califórnia, tendo antes ganho a juventude na Volta ao País Basco. Porém, foi depois do que fez na Vuelta que Pogacar se transformou num ciclista que ninguém menosprezará em 2020.

Venceu três etapas, a juventude e ainda foi terceiro na geral. Além dos números, as exibições foram entusiasmantes. E nem era suposto estrear-se em grandes voltas em 2019! Não tem medo de atacar de longe, não tem receio de enfrentar sem inibições ciclistas de maior experiência. É inteligente tacticamente, completo tecnicamente, pois além de ser um excelente trepador, defende-se muito bem no contra-relógio. É impossível não pensar de como será ver um frente-a-frente entre Egan Bernal e Tadej Pogacar.

Pode parecer redutor falar da época da UAE Team Emirates quase exclusivamente na perspectiva de Pogacar, mas os seus resultados fizeram muito a diferença, enquanto ciclistas de maior estatuto estiveram abaixo das expectativas. Aru, por exemplo, vai ter um ano fulcral se quiser não só manter estatuto, como se procurar manter-se na equipa.

Mas refira-se como Jan Polanc andou de camisola rosa na Volta a Itália e de como Diego Ulissi - outra das figuras que estava na Lampre-Merida, tal como Rui Costa - continua a deixar sempre uma pequena frustração por tanto conseguir ser um ciclista capaz de discutir grandes corridas, como um que desaparece no extenso pelotão internacional.

Quanto aos portugueses, Rui Costa teve alguns bons momentos, como foi o caso na Volta à Romandia (segundo na geral) e, como tem sido normal, no final de temporada, com um 10º lugar nos Mundiais de Yorkshire. No entanto, não restam dúvidas de como está a perder estatuto e apesar de nova renovação de contrato, o seu papel será cada vez mais de apoio às figuras emergentes como Tadej Pogacar, sendo que a experiência do poveiro será essencial num grupo cada vez mais jovem desta UAE Team Emirates.

A estreia de Rui Oliveira no World Tour, outro "licenciado" da Hagens Berman Axeon, foi muito positiva, estando a transformar-se num ciclista de trabalho de muita qualidade. Ao lado de Jasper Philipsen, por exemplo, foi importante em alguns dos bons resultados deste sprinter belga, também com talento para as clássicas.

Já Ivo iniciou o seu regresso à competição na recta final da temporada e agora é aguardar que possa recuperar a sua melhor forma, tanto para se poder afirmar na estrada ao mais alto nível, como a pensar no apuramento de Portugal para os Jogos Olímpicos na vertente de pista, sendo os gémeos Oliveira elementos importantes para garantir este feito inédito.

E por falar de jovens na UAE Team Emirates, vão chegar mais uns muito prometedores: Brandon McNulty (21 anos, trepador da Rally UHC Cycling) e Mikel Bjerg (21, tricampeão mundial de contra-relógio de sub-23), com o italiano Alessandro Covi (21, Colpack) e o colombiano Andrés Ardila (20, EPM Scott) a serem mais dois ciclistas com qualidades de trepadores, com Covi a também se adaptar bem a algumas clássicas.

David Formolo (Bora-Hansgrohe), David de la Cruz (Ineos) e Joe Dombrowski (EF Education First) são contratações para equilibrar com a muita juventude, sem esquecer o veterano de 36 anos Max Richeze (Deceuninck-QuickStep), que se espera que venha a ser o líder do comboio que Gaviria deseja, sendo um reencontro depois de terem sido uma dupla de sucesso na equipa belga.

»»Versão avassaladora da Astana desaparece nas grandes voltas««

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23 de outubro de 2019

E se a Hagens Berman Axeon ficasse com os ciclistas que forma e fosse do World Tour?

(Fotografia: © Davey Wilson/Hagens Berman Axeon)
Ian Garrison tornou-se no mais recente membro da Hagens Berman Axeon a formar-se com distinção na equipa, que é como a quem diz, vai para o World Tour em 2020. O americano, de 21 anos, acompanhará João Almeida para a Deceuninck-QuickStep, enquanto Mikkel Bjerg assinou pela UAE Team Emirates. A estrutura liderada por Axel Merckx continua a afirmar-se como uma referência na formação de jovens ciclistas e desde 2009 que têm sido muitos os que, após passagem pela equipa dos Estados Unidos, conseguem dar o salto para o mais alto nível do ciclismo. Alguns singraram, outros nem por isso. Mas se Merckx ficasse com os corredores que forma e tivesse uma equipa do World Tour, teria um plantel bem interessante, principalmente para as provas por etapas e para o contra-relógio. Mas também com ciclistas de qualidade para o sprint e clássicas.

Nos três ciclistas que vão sair este ano, a Hagens Berman Axeon teria um dos maiores especialistas do contra-relógio da nova geração: o dinamarquês Bjerg (20 anos) conseguiu o feito inédito de conquistar três títulos mundiais de sub-23 no esforço individual e aponta ser o próximo recordista da hora. Garrison foi segundo em Yorkshire, atrás de Bjerg, depois de ser campeão nacional de elite. O americano tem também características interessantes para o sprint. Quanto a João Almeida, mais um campeão nacional de contra-relógio, mas em sub-23, tendo também o título da prova em linha, está a tornar-se num ciclista interessante nas corridas por etapas de uma semana, além de ter clássicas que lhe assentam tão bem. Venceu a Liège-Bastogne-Liège do seu escalão, na época passada.

Mas recuando a ciclistas que noutras temporadas saíram da Hagens Berman Axeon, que já teve outros nomes como Bontrager ou Trek-Livestrong, por exemplo. Tao Geoghegan Hart é um dos exemplos de maior sucesso. Depois de se adaptar à então Sky, o britânico de 24 anos teve um 2019 de completa afirmação e pode ser um grande vencedor. Conquistou de forma brilhante duas etapas na Volta aos Alpes, perdendo a geral para o companheiro Pavel Sivakov. Foi ao Giro e Vuelta, e em Espanha muito lutou por uma etapa. Por enquanto poderá ficar preso ao papel de gregário dado o plantel de qualidade da agora Ineos, mas Hart mostra potencial para mais.

Neilson Powless (23) foi um dos elementos importantes na vitória de Primoz Roglic na Vuelta. Na Jumbo-Visma mostrou uma boa evolução nas corridas por etapas e em Portugal, fez top dez na Volta ao Algarve. Vai mudar-se para a Education First talvez à procura de um espaço que definitivamente não teria na formação holandesa.

A última Volta a Espanha acabou por ser o palco para alguns dos jovens ex-Hagens Berman Axeon, caso de Ruben Guerreiro (25). Saiu no mesmo ano que Hart, mas para a Trek-Segafredo. Não tem sido fácil a afirmação do português, mas na Vuelta viu-se finalmente um pouco mais do que Guerreiro pode dar no World Tour, o que o fez receber uma proposta de contrato da EF Education First, deixando assim a Katusha-Alpecin. Quer apostar nas grandes voltas.

E falando de portugueses, Ivo e Rui Oliveira (23) fazem parte da "turma de 2018". Fizeram a estreia no World Tour em 2019 com a UAE Team Emirates com sortes diferentes. Ivo esteve vários meses a recuperar de uma grave queda num treino, enquanto Rui esteve a bom nível na ajuda a líderes nas clássicas e na preparação de sprints. Será que André Carvalho conseguirá seguir os passos dos seus compatriotas? Em 2020 cumprirá a sua segunda temporada na Hagens Berman Axeon.

Um dos sprinters de quem Rui Oliveira se poderá tornar num fiel aliado é Jasper Philipsen. O belga de 21 anos já ganhava no World Tour ao quinto dia pela UAE Team Emirates, no Tour Down Under, e fez uma temporada de excelentes resultados. Um sprint e homem de clássicas com um futuro promissor. Sean Bennett (23) foi mais discreto na temporada de estreia, mas ainda assim a EF Education First levou-o ao Giro. É um americano visto com muita capacidade para ser um voltista de respeito. Também Will Barta (23) teve um ano de adaptação na CCC.

Da equipa de Merckx saiu um dos principais especialistas de clássicas da actualidade: Jasper Stuyven. Aos 27 anos talvez se esperasse que o seu currículo tivesse mais corridas de um dia muito importantes além da Kuurne-Bruxelles-Kuurne, mas a concorrência é enorme. Na Trek-Segafredo tornou-se um ciclista essencial e é de uma regularidade incrível, terminando quase sempre entre os melhores nas corridas em que aposta forte. E este ano até ganhou uma corrida por etapas: a Volta a Alemanha.

Joe Dombroski (EF Education First), Ian Boswell (Sky e Katusha-Alpecin) e Ben King (RadioShack Garmin/Cannondale e Dimension Data) foram ciclistas que afirmaram-se no World Tour. Somam bons resultados, mesmo que não sejam figuras de primeira linha e são bons gregários sempre que necessário, caso principalmente de Boswell. King conseguiu ser uma grande figura em 2018 quando venceu duas etapas na Vuelta. Dombrowski foi talvez a maior desilusão deste trio. Entre quedas e problemas de saúde vai adiando a confirmação de um ciclista de nível para as provas por etapas. Aos 28 anos está de malas feitas para a UAE Team Emirates.

E como o contra-relógio é muito bem trabalhado na Hagens Berman Axeon, um dos primeiros nomes a sair para o World Tour foi Alex Dowsett (31). Desde que trocou a Movistar pela Katusha-Alpecin que quase que se apagou, mas é um especialista no esforço individual e foi recordista da hora.

Taylor Phinney (29) foi um dos jovens que mais entusiasmou, mas o americano teve uma queda a estragar-lhe a carreira e anunciou o adeus ao ciclismo no final desta temporada. Outro especialista no contra-relógio.

Já George Bennett (29) não se dá muito bem com o contra-relógio, mas o neozelandês poderia formar um bloco interessante em grandes voltas com Tao Geoghegan Hart, Neilson Powless, Dombrowski, Boswell, King e Guerreiro, com jovens como Barta, Sean Bennett, Jhonatan Narváez (Quick-Step Floors e Ineos) a poderem tornar-se em casos de sucesso em breve. Lawson Craddock, Nathan Brown (ambos na EF Education First) e Sam Bewley (Mitchelton-Scott) são homens de trabalho importantes

Porém, nem todos os que saltaram da Hagens Berman Axeon para o World Tour singraram. Casos de Timothy Roe, Bjorn Selander e Ruben Zepuntke, por exemplo. Este último, abandonou o ciclismo aos 24 anos, dedicando-se agora ao triatlo. Gregory Daniel é o exemplo mais recente e prepara-se para descer ao escalão Continental aos 24 anos, depois de passar pela Trek-Segafredo.

Aqui ficam todos os que se "formaram" na equipa de Axel Merckx e que foram ou vão directamente para o World Tour (há mais ciclistas que ou estão ou passaram por formações do segundo escalão), pois mesmo podendo ter um plantel forte se pertencesse à categoria máxima e ficasse com os melhores ciclistas, a Hagens Berman Axeon - que vai descer novamente ao nível Continental depois de dois anos como Profissional Continental - prefere manter-se fiel ao seu lema: desenvolver a próxima geração do ciclismo.

2019
Ian Garrison (Deceuninck-QuickStep)
Mikkel Bjerg (UAE Team Emirates)
João Almeida (Deceuninck-QuickStep)

2018
Jasper Philipsen (UAE Team Emirates)
Will Barta (CCC) 
Rui Oliveira (UAE Team Emirates)
Ivo Oliveira (UAE Team Emirates)
Sean Bennett (EF Education First)

2017
Chris Lawless (Sky)
Jhonatan Narváez (Quick-Step Floors)
Neilson Powless (Lotto-Jumbo)
Logan Owen (EF Education First-Drapac p/b Cannondale)

2016
Tao Geoghegan Hart (Sky)
Ruben Guerreiro (Trek-Segafredo)
Gregory Daniel Trek-Segafredo

2014
Ruben Zepuntke (Cannondale-Garmin)

2013
Jasper Stuyven (Trek Factory Racing)
Lawson Craddock (Giant-Shimano)
Nathan Brown (Garmin-Sharp)

2012
Joe Dombrowski (Sky)
Ian Boswell (Sky)

2011
George Bennett (RadioShack-Nissan)

2010
Taylor Phinney (BMC)
Alex Dowsett (Sky)
Jesse Sergent (RadioShack)
Ben King (RadioShack)
Timothy Roe (BMC)

2009
Sam Bewley (RadioShack)

27 de junho de 2019

Quem serão os campeões nacionais de 2019?

Nacionais arrancam com os contra-relógios.
Domingos Gonçalves, Daniela Reis e Ivo Oliveira foram os campeão em 2018
Esta sexta-feira arrancam os Campeonatos Nacionais que este ano viajam até Melgaço. O contra-relógio abre as hostilidades, com as provas em linhas a realizarem-se sábado (corrida feminina - 10 horas, 86,6 quilómetros para elite e 66,1 para as juniores  - e sub-23 masculina - 14:30, 143,2 quilómetros) e domingo (elite masculina - 11 horas, 197 quilómetros).

Apesar das diferentes distâncias, todos os contra-relógios começam no Centro de Estágios de Melgaço e terminam junto à Câmara Municipal. Aqui ficam as listas provisórias de partida e os respectivos percursos. Os sub-23 masculinos e a elite feminina cumprem a mesma distância de 24,6 quilómetros, enquanto a elite masculina terá pela frente 32,3 quilómetros.

Contra-relógio de elite feminina com início previsto às 12 horas. Daniela Reis é a campeã em título.

➤ Lúcia Cruz (Academia Joaquim Agostinho/UDO)
➤ Ana Valido (Bairrada)
➤ Mónica Cruz (Academia Joaquim Agostinho/UDO)
➤ Patrícia Rosa (CE Gonçalves/Azeitonense)
➤ Pauline Vie (Academia Joaquim Agostinho/UDO)
➤ Diana Pedrosa (Aleata-CC Farto)
➤ Ana Fernandes (Academia Joaquim Agostinho/UDO)
➤ Liliana Jesus (CE Gonçalves/Azeitonense)
➤ Celina Carpinteiro (5Quinas/Município de Albufeira/CDASJ)
➤ Carla Bizarro (Academia Joaquim Agostinho/UDO)
➤ Melissa Maia (CE Gonçalves/Azeitonense)
➤ Soraia Silva (Campinense-Velo Performance)
➤ Daniela Reis (Doltcini-Van Eyck Sport)

Contra-relógio dos sub-23 masculinos com início previsto às 12:20. Ivo Oliveira é o campeão em título, mas já não pertence ao escalão.

➤ João Conceição (Alumínios Alca-Syma)
➤ Carlos Barreiros (ACDC Trofa-Trofense)
➤ Bernardo Gonçalves (Ginestar-ULB Sports)
➤ Luís Rojas (Aleata-CC Farto)
➤ Francisco Duarte (Crédito Agrícola-Jorbi-Almodôvar)
➤ Guilherme Simão (Sicasal-Constantinos)
➤ Fábio Resende (Alumínios Alca-Syma)
➤ José Dias (Fortunna-Maia)
➤ Ivo Pinheiro (Miranda-Mortágua)
➤ Afonso Silva (Rádio Popular-Boavista)
➤ João Leite (Vito-Feirense-PNB)
➤ Marvin Scheulen (LA Alumínios-LA Sport)
➤ Vinício Rodrigues (JV Perfis-Gondomar Cultural)
➤ Vasco Silva (Alumínios Alca-Syma)
➤ Francisco Marques (Crédito Agrícola-Jorbi-Almodôvar)
➤ João Silva (V.C.Annemasse)
➤ Francisco Moreira (ACDC Trofa-Trofense)
➤ Rodrigo Beirão (Crédito Agrícola-Jorbi-Almodôvar)
➤ Tiago Antunes (SEG Racing)
➤ Iúri Leitão (Sicasal-Constantinos)
➤ João Salgado (Rádio Popular-Boavista)
➤ Guilherme Mota (UD Oliveirense-InOutBuild)
➤ António Ferreira (Vito-Feirense-PNB)
➤ Jorge Magalhães (W52-FC Porto)
➤ João Almeida (Hagens Berman Axeon)


Contra-relógio de elite masculina com início previsto às 13:20. Domingos Gonçalves é o bicampeão nacional da especialidade.

➤ Dinis Martins (Crédito Agrícola-Jorbi-Almodôvar)
➤ Patrick Videira (Fortunna-Maia)
➤ Dominic Mestre (EVOPRO Racing)
➤ António Barbio (LA Alumínios-LA Sport)
➤ António Carvalho (W52-FC Porto)
➤ Ricardo Vilela (Burgos-BH)
➤ Bruno Silva (Efapel)
➤ João Fernandes (Fortunna-Maia)
➤ Joaquim Silva (W52-FC Porto)
➤ José Mendes (Sporting-Tavira)
➤ Gaspar Gonçalves (Miranda-Mortágua)
➤ Daniel Silva (Rádio Popular-Boavista)
➤ Amaro Antunes (CCC)
➤ Rafael Reis (W52-FC Porto)
➤ José Neves (Burgos-BH)
Tiago Machado (Sporting-Tavira)
➤ José Gonçalves (Katusha-Alpecin)
➤ Domingos Gonçalves (Caja Rural)



17 de junho de 2019

Ivo Oliveira está a recuperar de uma grave lesão

(Fotografia: © UAE Team Emirates)
Há mais de dois meses que Ivo Oliveira não aparecia nos eleitos para nenhuma das corridas da UAE Team Emirates. O próprio ciclista quebrou o silêncio para explicar a sua situação, com uma grave lesão a afastá-lo por completo da bicicleta, tendo recentemente começado a treinar, mas apenas nos rolos e ainda com um colar cervical. Este é o primeiro ano do ciclista de Gaia no World Tour, mas o azar voltou a bater à porta.

Desde 10 de Abril, depois de ter participado na clássica alemã Scheldeprijs, que Ivo Oliveira estava "desaparecido". O corredor explicou no Facebook o que aconteceu: "Enquanto treinava para a Volta a Romandia que ia fazer no mês de Abril, tive uma queda um pouco grave perto de casa. Além de várias escoriações na cara, um corte na orelha direita onde tive que levar alguns pontos, o mais grave foi mesmo fractura no côndilo occipital esquerdo, um osso na base do crânio. Desde aí que tenho usado um colar cervical para me ajudar na consolidação da fractura."

O ciclista, de 22 anos, acrescentou que esteve "praticamente dois meses parado" e que agora começou aos poucos a pedalar nos rolos. "Já ajuda bastante a matar o vício da bicicleta", admitiu. Ainda não sabe quando poderá voltar a competir, pelo que nos tempos mais próximos estará concentrado em recuperar. Ivo Oliveira partilhou algumas fotografias, como se pode ver em baixo.



Esta é uma lesão grave e não muito comum, resultante normalmente de traumas de energia elevada, como acidentes de viação, por exemplo. Não é de fácil diagnóstico, com a radiografia a não ser normalmente suficiente, sendo necessária uma tomografia computorizada. A recuperação é longa.

Não é a primeira vez que Ivo sofre uma lesão que prejudica a sua temporada. Há dois anos fez duas fracturas no braço direito, mas claro que a actual é muito mais grave e preocupante. Fica assim adiada a sua afirmação ao mais alto nível, mas a UAE Team Emirates sabe que contratou um ciclista muito talentoso, tanto na estrada, como na pista, em que já é um dos melhores do mundo, a par do irmão gémeo Rui, que está a realizar uma boa época de estreia na equipa do Médio Oriente.

Ambos são companheiros de equipa de Rui Costa, que este ano também já apanhou um grande susto, ao chocar contra um camião durante um treino, em Braga (mais informação no link em baixo).

»»Rui Costa está bem após acidente e a pensar no próximo objectivo««

»»Revelados mais pormenores das fracturas de Froome. Poderá recuperar em seis meses««

3 de março de 2019

Portugal mantém-se na corrida aos Jogos Olímpicos após Mundiais

(Fotografia: Arquivo Federação Portuguesa de Ciclismo)
Rui Oliveira abriu a participação portuguesa nos Mundiais de Pruszków, com uma prometedora exibição no scratch, mas nas disciplinas olímpicas (omnium e madison) os resultados ficaram aquém do desejado. Ainda assim, a Portugal mantém-se nos lugares de apuramento para os Jogos Olímpicos, havendo mais provas para disputar, como os Europeus.

A fechar os Mundiais polacos, os gémeos Oliveira marcaram presença no madison, mas não foi um dia bom para Ivo e Rui. "Foi uma corrida em que as três melhores selecções fizeram uma média dois quilómetros por hora superior ao que aconteceu no anterior Mundial e nas melhores provas da Taça do Mundo. O Ivo e o Rui não entraram bem no ritmo intenso da corrida e isso foi gerando fadiga, que se acumulou e provocou o resultado aquém do que esperávamos. Ainda assim, foi importante terminar a corrida, porque isso permitiu somar pontos para o ranking olímpico. A qualificação mantém-se possível, mas teremos de melhorar no Europeu de elite e na próxima época da Taça do Mundo", salientou o seleccionador nacional, Gabriel Mendes, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

A dupla terminou na 17ª posição, com 57 pontos negativos, numa prova ganha pelos alemães Roger Kluge e Theo Reinhardt, com uma média fantástica de 59,243 quilómetros por hora.

No sábado foi João Matias quem esteve em pista, no omnium, disciplina composta por quatro provas. O ciclista da Vito-Feirense-BlackJack começou mal, com um 18º lugar no scratch e 20º na corrida tempo. Matias apareceu bem melhor na eliminação, ficando na 13ª posição. Iniciou a corrida por pontos no 18º lugar da geral. Conseguiu entrar no grupo que ganhou uma volta, pontuou em mais um sprint e assim subiu um lugar, fechando o concurso com 45 pontos.

Apesar dos resultados menos conseguidos nas disciplinas olímpicas, Portugal não foi ultrapassado por nenhuma das selecções rivais na disputa por um lugar em Tóquio.

Maria Martins fez a sua estreia nestas andanças. Depois de estar sempre a melhorar nas Taças do Mundo, a ciclista alcançou um 14º lugar no omnium nestes Mundiais. Foi 10ª no scratch, 17ª na corrida tempo, 13ª na eliminação e após na corrida por pontos conseguiu três pontos que lhe valeram a subida ao 14º posto. Maria Martins mantém-se também ela na luta por um lugar em Tóquio2020.

Nas provas não olímpicas, Rui Oliveira foi quinto no scratch e um inédito título mundial em elite na pista ficou a cerca de 100 metros. O corredor português tentou um ataque a sete voltas do fim e só foi apanhado já com a meta à vista. Ficou no quinto lugar. Já Ivo não conseguiu repetir o lugar na final da perseguição individual de há um ano, quando foi vice-campeão mundial.


14 de fevereiro de 2019

Quatro eleitos à procura de um pouco mais de história

(Fotografia: © João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
O ciclismo de pista já não é uma modalidade que passe despercebida em Portugal e com os Mundiais à porta, a expectativa vai aumentando. O trabalho realizado nos últimos anos, com Gabriel Mendes ao leme, tem tornado a vertente cada vez mais procurada por ciclistas e, claro, com os gémeos Oliveira a ser a referência máxima. As principais conquistas são de Ivo e Rui, mas não estão sós nesta transformação da pista. João Matias e, no feminino, Maria Martins, são dois nomes incontornáveis e completam o quarteto eleito para ir aos Campeonatos do Mundo à procura de fazer um pouco mais de história.

Com os resultados a melhorarem praticamente a cada grande competição feita, a selecção nacional apurou-se para os concursos masculino e feminino de omnium e para as provas masculinas de madison, perseguição individual e scratch. Maria Martins estará então no omnium, mas ainda não foi adiantado a distribuição de provas por Ivo, Rui e Matias. Na perseguição individual será uma surpresa não ver Ivo Oliveira a competir, visto que é o vice-campeão mundial.

Os Mundiais vão decorrer em Pruszków, na Polónia, entre 27 de Fevereiro e 3 de Março. Maria Martins competirá no dia 1: scratch (14:00), corrida tempo (16:10), eliminação (18:30) e corrida por pontos (19:55). No mesmo dia realiza-se a perseguição individual masculina, com as qualificações a arrancarem às 14:45 e finais estão agendadas para as 19:20.

O primeiro ciclista a entrar em acção será no dia 28, às 18:50, no scratch. A 2 de Março assistir-se-á ao ominum masculino, com o alinhamento e horários a serem os mesmos da prova feminina do dia anterior. A despedida será feita no madison, no dia 3, ás 13:55.

Com os resultados já alcançados em vários escalões, incluindo em elite, mais as recentes prestações muito positivas nas Taças do Mundo, é inevitável que as expectativas sejam cada vez mais altas. No entanto, o seleccionador Gabriel Mendes mantém-se focado também noutro objectivo: os Jogos Olímpicos. "O nosso grande foco são as disciplinas olímpicas de omnium e de madison. Tentaremos obter o maior número possível de pontos para o ranking de apuramento para os Jogos Olímpicos e para os rankings individuais", referiu, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Os Mundiais têm um grande peso nas qualificações olímpicas, o que, a acontecer em Tóquio2020, será um feito inédito para o desporto português.



4 de fevereiro de 2019

Maria Martins domina Nacionais. Ivo Oliveira somou mais dois títulos

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Com mais de 180 atletas inscritos a comprovar como a vertente de pista está a dar os passos na direcção certa para continuar a crescer em Portugal, foram as grandes referências as figuras dos Nacionais, que decorreram no velódromo de Sangalhos este fim-de-semana. Maria Martins conquistou três títulos e Ivo Oliveira somou mais dois à sua colecção de troféus.

A corredora ribatejana da Sopela Women's Team sagrou-se campeã nacional de scratch, eliminação e corrida por pontos, com Soraia Silva a ser segunda nas três provas. O último lugar do pódio foi ocupado por Melissa Maia (CE Gonçalves/Azeitonense), Joana Ferreira (RSG Hannover) e Liliana Jesus (CE Gonçalves/Azeitonense), respectivamente. De recordar que, no início do mês, Maria Martins já havia conquistado o título nacional de omnium.

Quanto a Ivo Oliveira conquistou os títulos nacionais na perseguição individual (especialidade em que é vice-campeão mundial) e na corrida por pontos. Na primeira disciplina, o ciclista da UAE Team Emirates bateu o campeão de 2018, João Matias (Vito-Feireinse-PNB), dobrando o companheiro de selecção na final. Miguel do Rego (CM Aubervilliers) fechou o pódio. Depois foi César Martingil a ser o adversário mais difícil de bater, mas o reforço do Sporting-Tavira acabou em segundo, com João Matias a ser terceiro.

Já no scratch foi Miguel do Rego o campeão, seguido de Martingil e Matias.

Aqui ficam os restantes títulos nacionais atribuídos neste fim-de-semana.

Juniores Masculinos
Scratch: Pedro Silva (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact)
Corrida por Pontos: Diogo Narciso (Bairrada)
Perseguição or equipas: Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact
Eliminação: André Silva (Academia Joaquim Agostinho/UDO)

Juniores Femininas
Scratch: Margarida Martins (Bairrada)
Eliminação: Daniela Campos (5Quinas/Município de Albufeira)
Corrida por Pontos: Daniela Campos (5Quinas/Município de Albufeira)

Cadetes Masculinos
Scratch: Sérgio Saleiro (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact)
Corrida por Pontos: Diogo Saleiro (Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact)
Perseguição por Equipas: Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact
Eliminação: Tiago Costa (Crédito Agrícola/Jorbi/Almodôvar)

Cadetes Femininas
Scratch: Beatriz Roxo (Maiatos)
Eliminação: Beatrix Roxo (Maiatos)
Corrida por Pontos: Beatriz Pereira (Bairrada)

Master 30 Masculinos
Eliminação: Gonçalo Santos (Vulcal/CC Centro)
Scratch: Gonçalo Santos (Vulcal/CC Centro)

Master 30 Femininas
Scratch: Orieta Oliveira (5Quinas/Município de Albufeira)
Eliminação: Nádia Mendes (CE Gonçalves/Azeitonense)

Master 40 Masculinos
Eliminação: José Amroim (Balantuna)
Scratch: Armindo Coutinho (Sport Clube Paradela)

Master 40 Femininas
Scratch: Filomena Paulo (ACD Milharado/EC Manuel Martins)
Eliminação: Filomena Paulo (ACD Milharado/EC Manuel Martins)

Master 50
Eliminação: Vítor Lourenço (Viveiros Vítor Lourenço/Sintra CC)
Scratch: Manuel Rodrigues (ACD Milharado/EC Manuel Martins)

Master 60
Eliminação: César Mendonça
Scratch: Sílvio Serrenho

Paraciclismo
Perseguição Individual C3: Paulo Teixeira (Rodabike/ACRG/Gondomar)
Perseguição Individual C4: João Monteiro (Mozinho RT Martos)
Perseguição Individual C5: Manuel Ferreira (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel)
Perseguição Individual D: João Marques (ACD Milharado/EC Manuel Martins)