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20 de setembro de 2020

Frederico Figueiredo conquista Troféu Joaquim Agostinho. Finalmente a vitória!

A táctica perfeita da Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel resultou num final também perfeito no Troféu Joaquim Agostinho. Frederico Figueiredo tinha começado bem a temporada e conquistou agora uma vitória importante e motivante quando se está a uma semana da Volta a Portugal. Venceu a etapa e a geral. Custou, mas a primeira vitória como profissional finalmente surgiu. E logo a dobrar!

O confinamento interrompeu o crescimento de forma de Frederico Figueiredo, numa época que começou aponto estar forte no arranque. Esteve em San Juan, na Argentina, e na Volta ao Algarve, o top dez fugiu-lhe devido ao contra-relógio, que continua a ser o ponto fraco de um ciclista que é um autêntico senhor regularidade. Mesmo tendo na equipa ciclistas dados como líderes na então Sporting-Tavira, Figueiredo conseguiu muitas vezes destacar-se, sendo um nome que regularmente surgia nos primeiros dez das corridas. Desta feita, conquista um merecido grande triunfo, numa das principais provas portuguesas, pela sua história e por ser uma competição internacional.

"É uma vitória que já esperava há muito tempo, a minha primeira como ciclista profissional, ainda por cima numa corrida em que já estive muitas vezes na discussão. Estou extremamente feliz. É um triunfo para desfrutar e para dedicar ao meu filho, que vai nascer em Novembro. Só pensei nisso na recta da meta”, disse Frederico Figueiredo.

E no momento de celebrar, não esqueceu os seus companheiros, que tanto trabalharam para preparar o ataque final: "Trabalhámos para trazer a corrida sempre num ritmo elevado, de modo a que os adversários chegassem ‘justos’ à parte final. Isso aconteceu e eu tive a felicidade de não ter um azar como aqueles que me têm afectado."

De facto, este é um ciclista que, apesar de terminar muitas vezes no top dez, também tem razão para se queixar de azares, como foi a queda no ano passado na Volta, que o impediu de partir para a última etapa, quando ia fechar... mais um top dez.

A corrida

Este foi um Grande Prémio Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho em versão reduzida, com apenas duas etapas. Foi inicialmente adiado devido a um caso positivo de covid-19, mas este fim-de-semana foi para a estrada, novamente como antecâmara da Volta a Portugal.

A primeira etapa teve 145,6 quilómetros, com início e fim em Torres Vedras. O vencedor foi Luís Mendonça (Efapel), que foi o mais forte no sprint, batendo Daniel Mestre e João Rodrigues (ambos da W52 FC Porto) e Daniel Freitas (Miranda-Mórtagua).

Mendonça - reforço da Efapel em 2020 e que venceu pela primeira vez esta temporada - assumiu a liderança e a ambição de ganhar a geral, para juntar à Volta ao Alentejo, conquistada em 2018. Porém, na segunda etapa neste domingo - Turcifal-Carvoeira (145,2 quilómetros) -, na chegada em subida ao Parque Eólico não aguentou o ritmo, mas segurou um lugar no pódio (terceiro), a oito segundos do vencedor.

A equipa Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel começou por lançar César Martingil na frente, obrigando à perseguição, dada a proximidade na geral. Depois foi a vez de Alejandro Marque, já no início da subida, desgastando ainda mais os adversários e preparando o caminho para Frederico Figueiredo. No quilómetros final, este destacou-se deixando na segunda posição - a cinco segundos - Luís Gomes, mais um ciclista em destaque em 2020.

Venceu a Clássica da Primavera em Março e é mais um exemplo de sucesso de uma Kelly-InOutBuild-UD Oliveirense, que tem aproveitado todas as oportunidades para somar bons resultados. É a equipa com mais vitórias este ano: quatro.

Mas o dia pertenceu a Frederico Figueiredo e à equipa algarvia de Vidal Fitas, que bem precisava de uma vitória assim. Em 2019 conquistou apenas duas, uma na Clássica da Primavera, com César Martingil, e o título nacional em linha, com José Mendes.

As outras classificações do 43º Troféu Joaquim Agostinho foram ganhas por: Luís Mendonça, pontos; Pablo Guerrero (Burgos-BH), montanha, Miguel Salgueiro (LA Alumínios-LA Sport), metas volantes e Gonçalo Carvalho (Rádio Popular-Boavista), melhor jovem. A equipa boavisteira de José Santos venceu ainda colectivamente.

De referir ainda o susto da W52-FC Porto que viu João Rodrigues cair. Não haverá problemas de maior com o ciclista que, no próximo domingo, partirá para a Volta a Portugal com o dorsal um com o objectivo de conquistar a corrida pela segunda vez.

Classificações completas, via First Cycling.

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14 de julho de 2020

O pesadelo continua: Troféu Joaquim Agostinho foi adiado

© João Fonseca Photographer
É um autêntico pesadelo o momento que o ciclismo nacional está a viver. A esperança e entusiasmo que surgiu aquando da luz verde da Direcção-Geral da Saúde e do governo para o regresso das competições, tornou-se agora num inferno que deixa as equipas nacionais a fazer muitas contas para o futuro próximo. Além da autorização para se realizarem provas, surgiu de imediato um calendário. Curto, é certo, mas com expectativa que pudesse crescer. Afinal aconteceu o contrário.

O Troféu Joaquim Agostinho foi adiado. Já não se realiza este fim-de-semana, esperando-se que vá para a estrada entre 19 e 20 de Setembro, a nova data anunciada pela organização. Mas certezas não há nenhumas, numa altura em que a Volta a Portugal também foi adiada, esta sem nova data à vista. No calendário sobra apenas os Nacionais em Paredes, entre 21 e 23 de Agosto.

As corridas que estavam marcadas para Oliveira de Azeméis no fim-de-semana passado foram canceladas, o que significa que o pelotão apenas cumpriu a Prova de Reabertura neste regresso à estrada. Foi um contra-relógio individual, importante depois de tantas semanas sem ciclismo, mas não chega. Antes da paragem forçada, só se tinham realizado a Prova de Abertura (ganha por Alberto Gallego, da Rádio Popular-Bovista), a Volta ao Algarve (Remco Evenepoel, da Deceuninck-QuickStep) e a Clássica da Primavera (Luís Gomes, Kelly-InOutBuild-UD Oliveirense). Rui Costa (UAE Team Emirates) venceu em Anadia, no dia 5 de Julho.

Algumas equipas de elite ainda competiram além fronteiras no início do ano, mas esta é uma temporada que as deixa num limbo. Mesmo que o Troféu Joaquim Agostinho vá para a estrada em Setembro, todos (des)esperam por ouvir as novas datas da Volta a Portugal. Porém, é impossível não temer o pior: o cancelamento.

Com a sobrevivência de algumas equipas em causa, sem esquecer que esta falta de corridas afecta ainda as formações de clube (sub-23) - que têm muito do seu calendário partilhado com as equipas de elite -, o ciclismo nacional está a sofrer um enorme abanão, com a incerteza a pairar sobre futuro.

Justificação para o adiamento do Troféu Joaquim Agostinho

A histórica corrida é uma das mais importantes para as equipas portuguesas. Há um ano, Henrique Casimiro, então na Efapel, conquistou a prova, depois de duas vitórias consecutivas da W52-FC Porto, com José Neves e Amaro Antunes.

Na Prova de Reabertura, a 5 de Julho, a expectativa era grande para que pelo menos o pelotão pudesse estar na estrada, todo junto, no Troféu Joaquim Agostinho. O covid-19 trocou novamente as voltas aos ciclistas. Um elemento da organização testou positivo.

"Consciente do empenho e esforço realizado em colocar a prova na estrada a organização do Grande Prémio Internacional de Ciclismo de Torres Vedras – Troféu Joaquim Agostinho informa que foi atingida com um caso de covid-19, que originou período de quarentena para vários membros", lê-se no comunicado publicado esta terça-feira.

"A organização entende que neste momento avaliado o risco e a situação epidemiológica o melhor é o adiamento da prova, para os dias 19 e 20 de Setembro, decisão consensual entre os presidentes da organização, da Federação Portuguesa de Ciclismo e da Câmara Municipal de Torres Vedras."

A prova já tinha sido reduzida para apenas dois dias, mas agora será só em Setembro... Assim se espera e muito se deseja.


19 de junho de 2020

Ciclismo nacional está de volta!

© João Fonseca Photographer
Chegou a notícia que o pelotão e os adeptos de ciclismo em Portugal mais aguardavam. Temos Volta... e não só! Demorou, mas finalmente houve decisão da Direcção-Geral da Saúde (DGS), que deu luz verde à realização da corrida e nas datas já previstas: de 29 de Julho a 9 de Agosto. Condições? Serão muitas, como se esperava e serão igualmente aplicadas às corridas que a Federação Portuguesa de Ciclismo já confirmou. E a primeira será um contra-relógio.

Será uma edição diferente da Volta a Portugal, à imagem do momento que se vive um pouco por todo mundo. Ajuntamentos estão proibidos. A organização terá de assegurar o distanciamento social e não poderão juntar-se mais de 20 pessoas, segundo informou fonte da DGS à Lusa. A mesma fonte garantiu que "de acordo com o plano apresentado" pela Federação Portuguesa de Ciclismo, a Volta está prevista realizar-se nos dias que estavam inicialmente estabelecidos.

Entre as condições que terão de ser respeitadas, "os atletas serão monitorizados pela equipa médica do clube", para que desta forma seja possível assegurar a detecção de algum sintoma que esteja relacionado com a covid-19. Os ciclistas serão testados antes do arranque da Volta e caso surjam casos suspeitos de infecção, esses ficarão impedidos de competir e terão de respeitar os procedimentos que estão em vigor no país.

Já a concentração de no máximo 20 pessoas e a manutenção do distanciamento social é uma medida a ser aplicada ao público nas partidas e chegadas. No entanto, também as equipas terão regras a seguir. Não podem ficar todas no mesmo hotel, por exemplo.

Quanto às formações estrangeiras e segundo o que estava previsto no plano apresentado no início do mês pela federação ao governo, não haverá nenhuma quarentena obrigatória, podendo as equipas entrar no país se "reunirem condições sanitárias" para participar na Volta a Portugal.

Esta posição da DGS vem aliviar um pouco a pressão que aumentava sobre as equipas portuguesas. Enquanto pairou a possibilidade da época ser cancelada, tal poderia ser desastroso para algumas estruturas, com os patrocinadores a não terem qualquer exposição mediática.

Felizmente não vai acontecer e pouco depois de se conhecer a decisão da DGS, a federação anunciou as corridas que vão anteceder a Volta a Portugal, mas não é um calendário fechado, pois espera-se mais provas após aquela que é a mais ambicionada pelas equipas portuguesas. De salientar que os Nacionais estão igualmente confirmados entre 21 e 23 de Agosto, em Paredes.

Há cerca de uma semana, os representantes do ciclismo nacional assinaram um manifesto a apelar ao regresso do ciclismo, salientando que "a retoma da actividade é essencial para as equipas darem o retorno aos patrocinadores que garante o financiamento das estruturas profissionais e os postos de trabalho dos ciclistas portugueses".

O ciclismo nacional prepara-se assim para regressar à estrada e já nem falta muito!

Aqui ficam as corridas que começam a desenhar o calendário nacional pós-confinamento, com um contra-relógio a ser o ponto de partida.
  • 5 de Julho: Prova de Reabertura - Taça de Portugal Jogos Santa Casa (contra-relógio individual), CAR Anadia
  • 11 e 12 de Julho: Challenge Memorial Bruno Neves (duas provas de um dia), Oliveira de Azeméis 
  • 18 a 20 de Julho: Grande Prémio Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho
  • 29 de Julho a 9 de Agosto: Volta a Portugal
  • 21 a 23 de Agosto: Campeonato Nacional de Estrada, Paredes
Em 2020, apenas se realizaram três corridas em Portugal: a Prova de Abertura Região de Aveiro (ganha por Alberto Gallego, da Rádio Popular-Boavista), a Volta ao Algarve (conquistada por Remco Evenepoel, da Deceuninck-QuickStep) e a Clássica da Primavera (ganha por Luís Gomes, da Kelly-InOutBuild-UDO).



10 de outubro de 2019

Portugal com cinco corridas internacionais e com datas marcadas

Pogacar venceu a Algarvia este ano, no arranque de uma sensacional época
(Fotografia: © João Fonseca Photographer/Volta ao Algarve)
A Volta ao Algarve vai continuar a ser a corrida portuguesa de categoria mais alta na UCI. A partir de 2020, a denominação passa a ser ProSeries e não HC, mas continua a significar que a Algarvia pertence ao segundo escalão, apenas atrás do World Tour. A data já está marcada. De 19 a 23 de Fevereiro, o sul do país espera por algumas das melhores equipas do mundo e, claro, por algumas das principais figuras.

De forma a garantir uma maior estabilidade aos organizadores, a UCI passou a validar as categorias por três anos, um pouco à imagem do que acontece com as equipas no World Tour, que passam a ter licenças garantidas por três temporadas. Ao todo farão parte do escalão ProSeries 54 provas, por etapas e de um dia.

Na mesma data da Volta ao Algarve vai manter-se a Ruta del Sol, como tem acontecido nos últimos anos. Ambas têm atraído equipas do World Tour, mas a data da Volta aos Emirados Árabes Unidos será o maior senão. A prova que arrancou em 2019 vai novamente começar no último dia da Algarvia e da competição espanhola (23), o que poderá afastar alguns ciclistas que as equipas preferem levar onde o cachê é maior.

Porém, a Algarvia tem tornado-se uma das corridas preferidas de grandes nomes da modalidade - Geraint Thomas não foi este ano, mas chegou a escrever no Twitter que gostaria de estar no Algarve -, pelo que agora é esperar por novidades sobre as equipas que estarão presentes. Não deverão demorar.

Quanto à Volta a Portugal vai manter-se como 2.1, apesar de ainda ter sido noticiado que poderia subir a ProSeries. Realizar-se-á entre 29 de Julho e 9 de Agosto. A Clássica da Arrábida (1.2) está marcada para 15 de Março, seguindo-se a Volta ao Alentejo (2.2), de 18 a 22 do mesmo mês. O tradicional Grande Prémio Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho (2.2) irá para a estrada entre 9 e 12 de Julho, pouco antes da Volta a Portugal, como tem sido habitual.

O Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela deverá ser incluído em breve no calendário internacional como 2.2. Um atraso no processo, entretanto já concluído, fez que com não surgisse na lista agora divulgada pela UCI.


(Imagem: UCI.org)

Como curiosidade, o primeiro dia da Volta a Portugal irá coincidir com as provas de contra-relógio nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Entre 3 e 9 de Agosto vão disputar-se as medalhas na vertente de pista. As corridas de estrada realizam-se a 25 (masculina) e 26 de Julho (feminina).

A época de 2020 já está a ganhar forma - em Junho tinham sido anunciadas as provas do World Tour -, enquanto a de 2019 aproxima-se do fim. Este sábado realiza-se o último monumento do ano, Il Lombardia, com a temporada a fechar novamente na China, no que diz respeito a provas do principal escalão, na Volta a Guangxi (de 17 a 22 de Outubro).

»»Volta à Turquia sai do calendário World Tour««

»»W52-FC Porto não pediu licença para permanecer no segundo escalão««

14 de julho de 2019

Henrique Casimiro conquista Troféu Joaquim Agostinho. Acabaram-se os testes para a Volta a Portugal

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
O Grande Prémio Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho, nome completo da corrida, é uma das provas mais emblemáticas do ciclismo português e uma das que os corredores mais ambicionam ter no seu currículo. Porém, perante a sua colocação no calendário, serve também de ensaio geral para a Volta a Portugal. A Efapel sai por cima.

Pouco tempo depois da saída de Américo Silva de director desportivo, Rúben Pereira garantiu a sua primeira grande vitória numa geral como líder, num triunfo motivador para todos, principalmente para um Henrique Casimiro, que sabe que desta feita terá mesmo de ser um gregário de luxo para Joni Brandão.

Nos últimos dois anos Casimiro pôde assumir um papel de mais destaque ao lado de Sérgio Paulinho, mas agora será tudo por Brandão. O ciclista aproveitou bem a oportunidade de se destacar, numa excelente corrida por terras do Oeste que já tinha estado perto de vencer anteriormente. A Efapel tirou na última etapa a liderança à W52-FC Porto, num frente-a-frente que se pode repetir na Volta a Portugal, onde Rúben Pereira quer ver a sua equipa ser uma rival de respeito à formação que tem dominado a principal corrida para as equipas portuguesas.

A Efapel quebrou o enguiço de não conseguir conquistar uma classificação geral em provas por etapas, apesar desta ter sido a nona vitória de 2019 (pode ver neste link todos os triunfos das formações lusas de elite). "É uma das [corridas] mais desejadas, onde todos se preparam para a discutir e tentar ganhar, por ter uma qualidade e um pelotão internacional de grande nível", salientou o director desportivo.

Para Henrique Casimiro, o triunfo teve um valor emocional que foi além de subir por mérito desportivo ao primeiro lugar do pódio numa corrida com tanta história: "É uma vitória que dedico à família. Há seis anos, quando fiz terceiro, a minha esposa, que estava grávida, perdeu a nossa filha. Ficou prometido que venceria o Troféu Joaquim Agostinho para lhe dedicar. Mais do que um objectivo desportivo, este era um compromisso pessoal."

No ano passado, Casimiro perdeu o Troféu por apenas por quatro segundos para José Neves, ciclista que estava na W52-FC Porto. O jovem representa agora a espanhola Burgos-BH e foi o vencedor da etapa rainha, com chegada ao alto do Montejunto (179,3 quilómetros que começaram na Foz do Arelho). O corredor da Efapel, segundo classificado, começou o dia a oito segundos do líder Gustavo Veloso, mas o espanhol da W52-FC Porto quebrou e terminou a corrida a 1:08 de Casimiro, no quinto lugar.

José Neves foi segundo na geral (ganhou a classificação da juventude), a 30 segundos e Sérgio Paulinho, outro corredor da Efapel, foi terceiro, a 1:02 minutos. Os dois ciclistas que terão a grande responsabilidade na ajuda a Joni Brandão na Volta a Portugal, mostraram boa forma. Já a W52-FC Porto terá de se contentar com a vitória no prólogo por parte do seu veterano Gustavo Veloso e conquista da segunda etapa por parte de Rui Vinhas.

Com Raúl Alarcón a recuperar de uma lesão na clavícula, a equipa de Nuno Ribeiro ainda não terá completamente definido como irá atacar a Volta a Portugal, mas ficou mais uma vez demonstrado que pelo menos a Efapel quer colocar em causa um domínio inquestionável nos últimos anos. A equipa com os seus típicos equipamentos amarelo fluorescente ganhou também colectivamente e Henrique Casimiro juntou a classificação da montanha e dos pontos à vitória na geral.

De referir que a primeira etapa foi ganha por um ciclista que gosta muito de triunfar por cá. Depois de levar três tiradas na Volta ao Alentejo, o espanhol Enrique Sanz (Euskadi-Murias) somou mais uma conquista em Portugal ao sprint.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

Agora é tempo de pensar exclusivamente na Volta a Portugal, sempre o grande objectivo das equipas nacionais. A corrida arranca a 31 de Julho em Viseu, com final marcada para o Porto a 11 de Agosto.

»»Américo Silva sai da Efapel««

»»Ricardo Mestre ganhou corrida em que Joni Brandão lançou aviso à W52-FC Porto««

2 de janeiro de 2019

Calendário nacional para 2019. Época arranca a 10 de Fevereiro

Daqui a pouco mais de um mês o pelotão nacional sairá para a estrada, com a Prova de Abertura Região de Aveiro a dar novamente o mote para a nova temporada de ciclismo em Portugal. O calendário de elite mantém-se praticamente igual, com a novidade de terminar a Taça de Portugal, ainda que as corridas que a constituíam vão continuar a realizar-se. Passará a existir a Taça Jogos Santa Casa, que se disputará nas provas que antes formavam o Troféu Liberty Seguros. Por definir está ainda o Grande Prémio de Portugal Nacional 2, corrida que se estreou em 2018, mas ainda não tem dias confirmados para 2019.

Há alguns pequenos ajustes de datas, como por exemplo a mudança para mais tarde da Clássica Aldeias do Xisto, que está marcada para o feriado de 1 de Maio, deixando assim o mês de Março. De realçar ainda os Nacionais de Elite e Sub-23 que em 2019 vão disputar-se em Melgaço.

A Taça de Portugal de elite irá então desaparecer, tal como o Troféu Liberty Seguros, surgindo a Taça Jogos Santa Casa, que estará em disputa na primeira prova do ano, na Clássica da Arrábida e na Aldeias do Xisto. De referir que nasce ainda a Taça Nacional de Esperanças, para os ciclistas sub-23 das equipas de clube e para os juniores, com o Grande Prémio Portimão Cidade Europeia Desporto (10 e 11 Abril) e depois a 10 e 11 de Agosto, em Murtosa e Curia.

Em baixo fica o calendário de estrada de elite, mas neste link (página do site da Federação Portuguesa de Ciclismo) pode ver o programa completo de ciclismo de estrada em Portugal, de todos os escalões.
  • Prova de Abertura Região de Aveiro (Taça Jogos Santa Casa) - 10 de Fevereiro
  • Volta ao Algarve - 20 a 24 de Fevereiro
  • Clássica da Primavera - 10 de Março
  • Clássica da Arrábida (Taça Jogos Santa Casa) - 17 de Março
  • Volta ao Alentejo - 20 a 24 de Março
  • GP Internacional Beiras e Serra da Estrela - 12 a 14 de Abril
  • Clássica Aldeias do Xisto (Taça Jogos Santa Casa) - 1 de Maio
  • Memorial Bruno Neves - 26 de Maio
  • Grande Prémio Anicolor - 2 de Junho
  • Grande Prémio Jornal de Notícias - 4 a 10 de Junho
  • Grande Prémio Abimota - 19 a 23 de Junho
  • Campeonato Nacional de Elite e Sub-23 - 28 a 30 de Junho
  • Troféu Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho - 11 a 14 de Julho
  • Volta a Portugal - 31 de Julho a 11 de Agosto
  • Grande Prémio de Mortágua - 17 de Agosto
  • Circuito do Bombarral - 19 de Agosto
  • Circuito de Alcobaça - 20 de Agosto
  • Circuito da Póvoa da Galega - 24 de Agosto
  • Circuito da Malveira - 25 de Agosto
  • Circuito da Moita - 26 de Agosto
  • Circuito de Nafarros - 26 de Agosto
  • Volta a Albergaria - 1 de Setembro
  • Festival de Pista de Tavira - 5 de Outubro

1 de outubro de 2018

Volta ao Algarve "lidera" corridas portuguesas no calendário internacional

O pano vai caindo sobre a temporada de 2018. A próxima está a ser preparada a grande ritmo, tanto pelas equipas - que estão a preparar os seus plantéis -, como pelas organizações, para colocar na estrada as esperadas corridas. Neste último aspecto, já são conhecidas quais as provas portuguesas que farão parte do calendário internacional UCI, com a Volta ao Algarve a ser novamente aquela que terá a categoria mais alta: 2.HC, ou seja, pertence ao segundo escalão, só abaixo das competições do World Tour.

A Algarvia tem estado a crescer de ano para ano. Irá para a sua terceira edição como 2.HC e espera-se por mais um elevado número de equipas do escalão principal a marcarem presença. Em 2018, 13 das 18 estiveram no sul do país, um recorde para a Volta ao Algarve. Até ao final do ano haverá novidades sobre a 45ª edição da corrida que traz o World Tour a Portugal.

Em Março haverá mais duas corridas categorizadas internacionalmente. A Clássica da Arrábida continua na estrada como 1.2. Uma prova com o espectáculo do sterrato, ou, sem estrangeirismos, terra batida. A organização quer fazer crescer esta prova, que marca pela diferença por cá, sendo que por agora vai consolidando o seu lugar.  Realiza-se no domingo dia 17, seguindo-se na quarta-feira a Volta ao Alentejo (de 20 a 24). É uma corrida 2.2.

No mês seguinte, o Grande Prémio Beiras e Serra da Estrela irá manter a categoria de 2.1, estando agendado entre 12 e 14. Em dia de feriado, 1 de Maio, teremos a Clássica Aldeias do Xisto, da classe 1.2. E numa altura em que a Volta a Portugal começará a estar no pensamento das equipas nacionais, teremos o tradicional Grande Prémio Internacional de Torres Vedras - Troféu Joaquim Agostinho. Será uma corrida 2.2, realizando-se entre 11 e 14 de Julho.

Para terminar haverá a Grandíssima. A Volta a Portugal irá começar a 31 de Julho, com o vencedor a ser consagrado a 11 de Agosto. A corrida será 2.1.

Por definir está o Grande Prémio Estrada Nacional 2, que este ano foi para a estrada pela primeira vez. O vencedor foi Raúl Alarcón (W52-FC Porto), antes de conquistar pela segunda vez a Volta a Portugal. Esta corrida por etapas ,que percorre a mítica estrada que liga o norte ao sul do país, ainda não tem data. Contudo, a Federação Portuguesa de Ciclismo (não é a organizadora desta prova), que revelou as datas e categorias aqui mencionadas, refere que se espera que seja incluída no calendário internacional da UCI.

A temporada de 2019 começa a ganhar forma, faltando agora conhecer as provas que irão completar o calendário nacional.

10 de julho de 2017

Amaro Antunes cada vez com mais nível

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
O talento e a qualidade há muito que lhe são reconhecidos. Mas faltava algo a Amaro Antunes. Faltava algo que o colocasse definitivamente entre os melhores ciclistas portugueses da actualidade. A vitória no Malhão foi esse "algo" e muito mais. O algarvio encontrou o caminho para se tornar um corredor que começa a ter em Portugal um palco demasiado pequeno para ele. Esse caminho foi a W52-FC Porto. Amaro Antunes subiu de nível e podemos aqui começar a falar se é desta que dá o sempre desejado salto para uma equipa estrangeira (uma boa equipa estrangeira). Porém, a Volta de Portugal está quase aí, portanto, antes de se falar do futuro mais distante, é melhor ponderar sobre o futuro próximo. Irá Amaro Antunes apostar em vencer a principal competição do país?

Se não o fizer será estranho. Aos 26 anos alcançou a vitória mais marcante da sua carreira, quando deixou os ciclistas do World Tour bem para trás e conquistou o "seu" Alto do Malhão, na última etapa da Volta ao Algarve. A boa forma do início de temporada continuou ao vencer a Clássica da Arrábida. Depois foi altura de sair um pouco de cena. Mas está de regresso à plena forma e conquistou o Grande Prémio Internacional de Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho, uma das competições mais históricas em Portugal. Venceu a etapa mais desejada no Alto de Montejunto, mas principalmente deixou uma mensagem muito forte à concorrência.

Amaro Antunes está claramente a beneficiar de estar numa estrutura mais poderosa e com mais condições comparativamente à extinta LA Alumínios-Antarte. As suas vitórias colocaram-no como a grande figura da W52-FC Porto, contrastando com o eclipsar de Gustavo Veloso. O galego venceu a Clássica da Primavera, mas no Troféu Joaquim Agostinho terminou a quatro minutos do colega. Independentemente do que acontece durante a temporada, Veloso tem sido o crónico líder na Volta a Portugal e tem apresentado resultados. Venceu em 2014 e 2015 e no ano passado acabou por ser surpreendido pelo colega de equipa Rui Vinhas, ficando em segundo.

Veloso, 37 anos, quer aquela terceira vitória na Volta que falhou em 2016, mas o director desportivo Nuno Ribeiro tem agora que gerir o aparecimento, ou melhor, a confirmação de um Amaro Antunes de grande potencial para ser um vencedor da Volta a Portugal. A qualidade da W52-FC Porto é tal que ter os dois como líderes e esperar para ver como a corrida se desenrola, pode ser uma hipótese. Porém, ninguém esquece que há um ano Gustavo Veloso não ficou particularmente feliz por perder para Rui Vinhas. Impõe-se uma gestão de egos, pois apesar da superioridade como conjunto, quem tudo quer...

E claro que Rui Vinhas é outro homem para a equação. O ciclista, vice-campeão nacional atrás de Ruben Guerreiro, sabe que não será a opção número um. Ainda assim, depois do que fez na Volta a Portugal e com os bons resultados alcançados em 2017, Vinhas merece pelo menos ter a oportunidade de repetir a ousadia de há um ano. Ou seja, Vinhas merece ter liberdade para entrar numa fuga, como fez em 2016, e tentar lutar por nova surpresa, ou neste caso já será meia surpresa!

Há ainda Raúl Alárcon. Entre o final de Abril e princípio de Junho, o espanhol teve semanas fantásticas, somando vitórias em Portugal e no seu país, mas agora deverá regressar ao papel de gregário de luxo, sem colocar de parte a possibilidade de tentar ganhar uma etapa na Volta a Portugal. No entanto, com Amaro Antunes e Gustavo Veloso a serem candidatos a líderes e com Rui Vinhas a merecer que não o coloquem simplesmente como homem de trabalho, o espaço de Alárcon poderá não ser muito.

A Volta a Portugal começa a 4 de Agosto, em Lisboa, pelo que não falta muito para começar a perceber como a equipa que tem dominado a corrida nos últimos anos se vai organizar.

Sporting-Tavira mostra-se aos rivais

A equipa algarvia foi das que mais se reforçou para 2017, tentando assim recuperar o tempo perdido numa temporada em que a parceria com o clube de Alvalade começou tarde e que acabou por prejudicar toda a preparação. Os resultados em 2016 foram escassos, mas a aposta para elevar o projecto foi grande.

Apesar de Joni Brandão ter sido a principal contratação, a verdade é que é o veterano Rinaldo Nocentini quem está a ter um excelente ano e terminou no segundo lugar no Troféu Joaquim Agostinho, competição que ganhou em 2016. Em terceiro ficou o outro reforço, Frederico Figueiredo. Ficaram a 15 e 18 segundos, respectivamente, de Amaro Antunes, num sinal que a formação de Vidal Fitas poderá ser bem mais competitiva na Volta a Portugal do que na edição passada.

A corrida de homenagem ao que continua a ser visto como o melhor ciclista português é normalmente encarada como uma forma de ver como estão alguns dos corredores rumo à Volta. Vicente Garcia de Mateos (Louletano-Hospital de Loulé) terá definitivamente de ser colocado como um candidato a discutir a vitória - foi sexto -, enquanto João Benta voltou a estar bem nesta corrida, agora falta saber se conseguirá manter a regularidade durante 10 etapas. O ciclista da Rádio Popular-Boavista não conseguiu vencer pela terceira vez no Alto de Montejunto, mas ganhou a última etapa, que também por lá passou, e foi quarto na geral.

Numa curta retrospectiva, o prólogo foi ganho pelo norueguês Andreas Vangstad (Team Sparebanken), o francês Yannis Yssaad (Armée de Terre) venceu a primeira etapa e o primeiro sector da terceira, com Amaro Antunes a ser o mais forte na segunda tirada, como já foi referido. No segundo sector da terceira, Daniel Mestre picou o ponto para uma Efapel em gestão de esforço, para assim tentar aparecer em força na Volta a Portugal.

Destaque ainda para José Neves. O campeão nacional de contra-relógio de sub-23 e vencedor da Volta a Portugal do Futuro voltou a estar em destaque. O jovem da Liberty Seguros-Carglass andou de amarelo, tendo acabado num excelente quinto lugar, a 44 segundos de Amaro Antunes.


Pode ver aqui as classificações finais do Troféu Joaquim Agostinho.

Em comemoração da vitória de José Neves (21 anos) na Volta a Portugal do Futuro, a equipa publicou um vídeo no Facebook para mostrar alguns dos momentos marcantes da conquista.




»»Amaro Antunes consolida liderança««

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4 de julho de 2017

O negócio dos russos

por Vítor Sequeira Martins

Entre 5 e 9 de Julho realiza-se a 40ª edição do Troféu Joaquim Agostinho
(Fotografia: Direitos Reservados)
Os cabelos loiros e os olhos azuis não deixavam ninguém indiferente à sua passagem. Falavam uma língua que poucos – praticamente ninguém... – entendiam. Tinham pedalada rija, cadenciada, disciplinada; quase que se diria que eram uma equipa à parte, embora integrada no pelotão internacional, que por aqueles dias de Julho, de um dos primeiros anos da década de 90 do século passado animava as estradas da região de Torres Vedras. Era uma equipa russa, uma novidade numa prova velocipédica nacional.

Negócios de um empresário local com a Rússia tinham permitido trazer até à região torrejana uma equipa de um país habitualmente discreto e fechado ao mundo. Mas a queda do Muro de Berlim e a abertura política verificada nos países do Leste europeu que se seguiu, tornaram fácil – e mais tarde até banal – a presença em provas nacionais de atletas daquela região europeia. 

Simpáticos, risonhos, mas com o travão linguístico a cortar o caminho a contactos mais profundos com os portugueses, os ciclistas russos não se destacaram por aí além naquela que é a prova que há mais tempo se realiza ininterruptamente em Portugal – entre 5 e 9 de Julho cumpre-se a 40.ª edição do Grande Prémio Internacional de Torres Vedras-Troféu Joaquim Agostinho.
         
Provavelmente deslumbrados com o que de diferente viam, poucos deveriam saber que aquela prova em que participavam estava ligada à figura do maior ciclista português de todos os tempos – Joaquim Agostinho – um filho da terra (Bejenjas) – tragicamente desaparecido em 1984, após uma queda, em Quarteira, no final de uma etapa da Volta ao Algarve. E se por mais de uma vez passaram – à pressa e concentrados com os olhos na estrada, é certo - à porta da casa do antigo ciclista português, o único a ter um busto em bronze, instalado num imponente pedestal de três metros de altura, na 14.ª curva do Alpe D'Huez – a mais difícil e mítica etapa do Tour -, não devem ter dado por isso. 

Mas se os magníficos e pouco discretos visitantes surpreenderam à chegada e durante a competição, o que dizer então do último dia, quando já se fechara para balanço e se projetava a prova do ano seguinte? Estupefação geral. Os russos «armaram a tenda» - qual Feira da Ladra - e puseram tudo à venda? Tudo! Sim, literalmente tudo o que traziam. E mais houvesse. Ávidos de divisas, os atletas venderam peça a peça do equipamento e ainda mais alguns produtos tradicionais – gorros e bonecas - que trouxeram. As bicicletas foram o último produto a ser transacionado. Houve quem fizesse bom negócio, comprando barato e os russos, devido à diferença cambial, mesmo deixando as máquinas a um preço muito abaixo do real não se sentiram defraudados e partiram felizes. Olá se partiram felizes!

Jornalista que acompanhou e reportou praticamente todas as grandes provas nacionais durante duas décadas.

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As novidades do troféu de homenagem a Joaquim Agostinho

Joaquim Agostinho é um nome que há-de continuar a atravessar gerações no ciclismo nacional. Até recentemente eram dele as maiores vitórias portuguesas na modalidade, antes de Rui Costa ser campeão do mundo em 2013, sem esquecer a medalha de prata nos Jogos Olímpicos (2004) de Sérgio Paulinho. Venceu três Voltas a Portugal, foi pódio no Tour e na Vuelta e conquistou o mítico Alpe d'Huez em 1979. Foi o expoente máximo do ciclismo português, numa altura em que este desporto era vivido de forma diferente no país. Construiu a sua lenda na estrada, mas imortalizou-a da pior maneira.

A história de Joaquim Agostinho é bem conhecida, tal como o seu final trágico: o cão que se atravessou à sua frente, provocando uma queda. Bateu com a cabeça, mas terminou a etapa, entraria em coma e morreu dias depois do acidente. A lenda vive, as suas incríveis experiências continuam a ser partilhadas. Não é, nem será esquecido. Joaquim Agostinho será muito provavelmente sempre o sinónimo de ciclismo em Portugal, até porque foi o primeiro a conquistar grandes vitórias. Um legado que aos poucos vai conhecendo alguns potenciais sucessores, mas a mística de Agostinho é inigualável.

Por isso mesmo, a homenagem repete-se por terras que viram Agostinho crescer como homem e ciclista. A partir desta quarta-feira e até domingo, realiza-se a 40ª edição do Grande Prémio Internacional de Torres Vedras, mais conhecido pela segunda parte do nome da corrida: Troféu Joaquim Agostinho. A prova que há mais tempo consecutivo vai para a estrada. Um número redondo que faz aumentar a saudade entre aqueles que o viram correr e também entre aqueles que cresceram a ouvir falar dos seus feitos. E para comemorar haverá umas novidades para aumentar o espectáculo de uma corrida que todos querem ganhar, sendo uma das mais importantes do ano e aquela que serve um pouco de referência para a Volta a Portugal, que começa a 4 de Agosto.

A primeira mudança foi o regresso ao formato de cinco dias, em vez de quatro. Esta quarta-feira, o Turcifal recebe o contra-relógio de oito quilómetros e que começa às 17:00. Quinta-feira serão 140 quilómetros entre Adega Cooperativa da Ventosa e Arruda dos Vinhos. Ao terceiro dia teremos o tradicional Alto de Montejunto, onde termina a etapa de 155 quilómetros e que arrancará de Sobral de Monte Agraço.

A outra novidade chega no sábado. Será uma etapa dividida em dois sectores. O primeiro com 78 quilómetros, entre a Atouguia da Baleia e a chegada a coincidir com mais uma meta de montanha, desta vez de terceira categoria, no Vimeiro. O segundo sector terminará no conhecido circuito de Torres Vedras, com 111 quilómetros exigentes, de muito sobe e desce. O domingo será o dia mais longo, com nova passagem pelo Alto de Montejunto. Serão 162 quilómetros que começam em São Martinho do Porto e a meta será no Parque Eólico de Carvoeira, uma subida de terceira categoria.

Equipas: Sporting-Tavira (Rinaldo Nocentini venceu em 2016), Rádio Popular-Boavista, Louletano-Hospital de Loulé, W52-FC Porto, Miranda-Mortágua, Efapel, LA Aluminios-Metalusa-Blackjack, Jorbi-Team José Maria Nicolau, Sicasal-Constantinos-UDO, Liberty Seguros-Carglass, Moreira Congelados, Burgos BH (Esp), Armeé de Terre (Fra), Caja Rural (Esp), Lokosphinx (Rus), Team Sparebanken (Nor) e  Euskadi Basque Country-Murias (Esp).

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