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26 de outubro de 2019

Fundação Euskadi reforça-se com ciclistas da Murias, Movistar e com um da Efapel

(Fotografia: Facebook Fundação Euskadi)
Dar continuidade ao projecto de formação, mas ter reforços com experiência no ano em que sobe a Profissional Continental. A Fundação Euskadi deu mais um passo nos seus planos de recuperar a tradição basca de ter uma equipa nas grandes corridas e  de fazer parte de grandes momentos da modalidade. O fim da Euskaltel-Euskadi deixou um vazio na modalidade no País Basco, que a Euskadi-Murias parece não ter preenchido. Não houve espaço para duas equipas bascas no segundo escalão. A hipótese de fusão também foi afastada. A Murias não irá mais para a estrada por falta de patrocinadores, enquanto a Fundação Euskadi vai crescendo e contratou vários dos ciclistas da "rival". Também terá atletas que conhecem o World Tour e um nome conhecido em Portugal.

Antonio Angulo representou a LA Alumínios-Metalusa-BlackJack em 2017 e esta época esteve ao serviço da Efapel. Aos 27 anos terá um novo desafio pela frente, subindo de escalão. Mas há outro reforço que recentemente se mostrou por cá, precisamente ao serviço de uma Euskadi-Murias que muito competiu no nosso país. Mikel Aristi venceu a etapa de Santo António dos Cavaleiros, na última Volta a Portugal. A Fundação Euskadi contratou ainda o vencedor da 11ª etapa na Volta a Espanha, Mikel Iturria. Gari Bravo, Julen Irizar e Mikel Bizkarra fecham o contingente da Murias.

Depois de cinco temporadas no World Tour na Movistar, Rubén Fernández muda de equipa aos 28 anos e será uma forte voz da experiência, principalmente se a formação basca conseguir entrar em corridas mais importantes, espreitando um eventual convite para a Vuelta. Sempre muito preso ao papel de gregário, este vencedor do Tour de l'Avenir em 2013, nunca confirmou as expectativas na Movistar, mas terá agora nova oportunidade para conquistar o seu lugar de destaque.

Juan José Lobato será arma para os sprints, com o espanhol a procurar reatar uma carreira que perdeu fulgor quando saiu da Movistar no final de 2016, onde esteve três anos, após um na Euskaltel-Euskadi. Não se afirmou na Lotto-Jumbo e foi despedido no início de 2018 depois de ter recorrido a medição para dormir sem autorização e conhecimento dos médicos da equipa. Encontrou refúgio na Nippo Vini Fantini Faizanè, mais uma que fecha portas este ano. Na equipa italiana estava o jovem de 22 anos Joan Bou, que realizou algumas prestações bem interessantes em provas por etapas. Uma aposta de futuro para a Fundação Euskadi.

Lobato será o mais velho da equipa, pois fará 31 anos em Dezembro. Bizakarra e Bravo têm 30 e a maioria do plantel tem menos de 25 anos.

Antonio Jesús Soto, Diego López, Dzmytri Zhygunov, Gotzon Martín, Ibai Azurmendi, Jokin Aranburu, Mikel Alonso, Txomin Juaristi, Peio Goikoetxea e Unai Cuadrado, renovaram para 2020. Os dois últimos foram figuras na Volta a Portugal. O primeiro foi líder da montanha e o segundo da juventude, ainda que não tenham conquistado as classificações. Andaram também em algumas fugas. Zhygunov é o único estrangeiro. Este bielorrusso de 23 anos, forte no sprint, tem como padrinho no ciclismo Vasil Kiriyenka, um dos principais homens de trabalho da Ineos e campeão do mundo de contra-relógio em 2015.

Para fechar a equipa que obrigatoriamente tem de ter no mínimo 20 ciclistas para estar no escalão Profissional Continental, a Fundação Euskadi ficou com Iker Ballarín, ciclista que estagiou a partir de Agosto, oriundo da estrutura de sub-23 espanhola Laboral Kutxa.

Mikel Landa tem sido um dos mentores deste projecto da Fundação Euskadi, que trouxe de novo as famosas camisolas laranjas para a estrada e também a atitude de ser uma equipa que tem ciclistas que animam qualquer tipo de corrida, como aliás se pôde assistir na Volta a Portugal. Landa foi uma das actuais figuras do ciclismo espanhol que apareceu na extinta Euskaltel-Euskadi.

»»E se a Hagens Berman Axeon ficasse com os ciclistas que forma e fosse do World Tour?««

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23 de junho de 2019

W52-FC Porto em suspenso, Vito-Feirense-PNB aliviada, Efapel desiludida

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
O Grande Prémio Abimota terminou com emoções bem diferentes para várias equipas. A queda e ida ao hospital de Raúl Alarcón acaba por ser um dos principais destaques, tendo em conta a proximidade da Volta a Portugal. Na Efapel lamenta-se a perda de uma corrida na última etapa, numa altura em que mudou de director desportivo. Já na Vito-Feirense-PNB há razões para festejar. Tem sido uma temporada difícil, mas as duas vitórias de etapa dão à equipa de Joaquim Andrade uma dose extra de confiança muito bem-vinda.

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Mas há que começar por referir o vencedor da 40ª edição da corrida de quatro etapas. Chama-se Gotzon Martin, é um espanhol de 23 anos da equipa Fundação Euskadi, que está a dar passos para tentar recuperar o prestígio da famosa Euskaltel-Euskadi, com Mikel Landa a ser o rosto do projecto basco. Martin teve dificuldades em acreditar no que conseguiu fazer. Entrou na fuga e foi segundo na etapa - 174,5 quilómetros entre Anadia e Águeda - em que começou a 15 segundos da liderança, acabando com 53 de vantagem sobre um desiludido Antonio Angulo.

Para o ciclista da Efapel teria sido um triunfo com uma importância acrescida numa fase de mudança. Américo Silva rescindiu por mútuo acordo após do Grande Prémio Jornal de Notícias, com Rúben Pereira a assumir o cargo, ajudado por José Augusto Silva, que chegou à equipa a pensar também na Volta a Portugal. Angulo venceu a terceira etapa, mas a geral escapou novamente à Efapel, tal como na corrida do Jornal de Notícias e também os Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, ainda que nestes dois exemplos, não tenha chegado a liderar, mas ficou no pódio com Joni Brandão, muito perto de vencer.

A Efapel competiu apenas com cinco homens, o que não ajudou no controlo da corrida. Entre os ciclistas em estágio em altitude e Rafael Silva que competiu este domingo nos Jogos Europeus, Rúben Pereira apresentou-se com uma equipa reduzida e que está a adaptar-se a uma nova realidade, ainda que o agora director desportivo já fosse um homem da casa.

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Pedro Andrade tornou-se numa das figuras da prova. Corredor de 19 anos, foi promovido esta temporada à equipa principal, depois de evoluir nos juniores. O jovem esteve em fuga com outro ciclista muito novo, João Barbosa (21 anos) e alcançou a sua primeira vitória de elite. Se para Pedro Andrade será um momento marcante na sua carreira, para a Vito-Feirense-PNB, o sucesso tem o condão para deixar a equipa mais tranquila. Os triunfos demoraram a chegar, mas João Matias - outro corredor que esteve nos Jogos Europeus, em Minsk - abriu a contagem na primeira etapa do Grande Prémio Jornal de Notícias, Oscar Pelegrí venceu a segunda no Abimota e Pedro Andrade aumentou agora a contagem.

Com a saída de Edgar Pinto para a W52-FC Porto, a Vito-Feirense-PNB teve de alterar a sua forma de enfrentar as corridas e nestas duas últimas provas ficou bem claro como irá encarar as Volta a Portugal. Matias será homem para os sprints, com as fugas a serem apostas fortes na luta por vitórias de etapas, pensando muito pouco numa classificação geral.

Também a W52-FC Porto poderá ter de mudar estratégia, pelo menos no que diz respeito ao líder para a Volta. Ainda é prematuro afastar Raúl Alarcón, com o espanhol à espera dos resultados dos exames para saber como será o seu futuro próximo. Alarcón caiu e foi transportado para o hospital. O vencedor das últimas duas edições da Volta a Portugal poderá ter em risco a tentativa de lutar pela terceira, o que poderá levar o director desportivo Nuno Ribeiro a ter de eleger um novo líder, numa equipa que conta com opções muito fortes para esse lugar.

Nesta fase da temporada, já se está muito em modo de aprimorar pormenores para a Volta a Portugal. Mas há equipas que não estão com vida fácil. A Rádio Popular-Boavista é uma delas. Luís Mendonça está suspenso à espera de resolver a situação do controlo adverso que teve. E no Abimota, uma intoxicação alimentar levou ao abandono da maioria dos atletas. Só João Salgado e João Benta terminaram, com este último a ser 10º, a 1:28 minutos de Gotzon Martin.

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Quanto às restantes classificações do Abimota, a Vito-Feirense-PNB subiu mais uma vez ao pódio como a melhor equipa. O classificação da montanha foi para uma equipa de clube, a Fortunna-Maia, através de Patrick Videira. Angulo ficou com a camisola dos pontos e Jorge Magalhães (W52-FC Porto) foi o melhor jovem. Rafael Lourenço (UD Oliveirense-InOutBuild) ficou com a camisola das Autarquias e David Ribeiro (LA Alumínios-LA Sport) com a das Bolinhas.

25 de maio de 2019

Efapel soma e segue

Desta vez não foi Joni Brandão a vencer, ainda que o líder da Efapel tenha conseguido subir ao pódio no Memorial Bruno Neves. O espanhol Antonio Angulo triunfou em solitário na corrida de homenagem ao ciclista que morreu em 2008, durante uma corrida. A Efapel comprova a tendência de anos recentes: começa tarde a ganhar, mas depois vai somando triunfos. Já lá vão quatro.

Esta foi a 11ª edição de uma corrida que é uma referência do calendário nacional. Foram 146 quilómetros entre Oliveira de Azeméis e Nogueira do Cravo, com os ciclistas que acabariam a discutir a prova a ficarem definidos muito cedo. A fuga com cerca de 20 corredores incluía atletas de quase todas as equipas, o que fez com o que o pelotão cedo deixasse de fazer uma perseguição intensa.

O percurso foi fazendo uma selecção natural na frente, com a Efapel a estar muito activa. Além de Angulo, Joni Brandão e Bruno Silva também estavam na fuga e foram mexendo com o grupo. Num desses ataques, Angulo ganhou vantagem e cortou a meta com 21 segundos sobre Brandão e 28 sobre o ciclista da Aviludo-Louletanto, Luís Fernandes.

A Efapel conquistou ainda a classificação da montanha com Bruno Silva (está a tornar-se um hábito) e a também foi a mais forte por equipas. Joni Brandão ficou ainda com a vitória nos sprints especiais. Daniel Freitas, do Miranda-Mortágua foi o melhor nas metas volantes e Pedro Miguel Lopes, da UD Oliveirense-InOutBuild, foi o melhor jovem. O troféu de melhor ciclista das equipas de clube foi para Gabriel Silva, da espanhola Aluminios Cortizo.

Para a Efapel de Américo Silva foi então a quarta vitória do ano - igualou a W52-FC Porto -, a primeira que não foi por intermédio de Joni Brandão. Neste regresso à equipa, o ciclista conquistou a terceira etapa do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, a Clássica Aldeias do Xisto e a segunda tirada do Troféu O Jogo.

Para Antonio Angulo é também uma vitória num regresso, mas a Portugal. Há dois anos representava a então LA Alumínios-Metalusa-BlackJack quando venceu a Volta à Bairrada. "As sensações não eram as melhores, mas sabia que podia tentar. Com o apoio da equipa consegui algo importante e foi incrível. Quero aproveitar para agradecer toda a confiança e a oportunidade que me está a ser dada este ano pela Efapel", afirmou o espanhol de 27 anos. O director desportivo, Américo Silva, não tem dúvidas que é um triunfo merecido para um corredor que muito tem trabalhado em prol dos líderes.

O calendário nacional prossegue no próximo domingo (2 de Junho) com o Grande Prémio Anicolor e dois dias depois arranca o Grande Prémio Jornal de Notícias.

7 de março de 2019

"No ciclismo nunca se sabe quando será a última oportunidade"

Regressar a Portugal está a ser especial para Antonio Angulo. Não só assinou novamente por uma equipa Continental, como foi por cá que conquistou uma das principais vitórias da sua carreira, na Volta à Bairrada. O espanhol tem mudado de equipa quase todos os anos e considera que a Efapel lhe deu uma oportunidade que tem de agarrar, esperando encontrar alguma estabilidade. Está determinado em adaptar-se rapidamente às exigências de uma estrutura que, não só quer apostar forte em 2019 com vista em quebrar a hegemonia da W52-FC Porto, como vai pensando em crescer num futuro próximo. Depois de feita adaptação e de conquistar a forma física desejada, Angulo quer retribuir a confiança depositada nele com um bom trabalho para a equipa e também com uns bons resultados pessoais.

Angulo tinha somado várias vitórias em Espanha, mostrando um promissor cartão de visita que lhe valeu um contrato com a então LA Alumínios-Metalusa-BlackJack. O ciclista, agora com 27 anos, não esquece como venceu uma etapa e a geral na Volta à Bairrada, mas considera que sofreu muitos contra-tempos naquele ano de 2017. A equipa acabaria por sofrer uma forte reformulação para o ano seguinte - é a actual Vito-Feirense-PNB -, com Angulo a regressar ao seu país, para correr pela C.C.Rias Baixas. Foi a sua quinta formação em seis anos, incluindo um estágio na Israel Cycling Academy em 2015. "Não tenho tido continuidade como profissional e é necessária para se ser capaz de dar tudo", admitiu ao Volta ao Ciclismo. Nova mudança em 2018, com nova subida ao terceiro escalão. "São as primeiras semanas na Efapel e oxalá possa ficar aqui muitos anos, pois aqui, a equipa é uma família", salientou.

É o primeiro a assumir que tem de estar no seu melhor se quer garantir mais estabilidade na carreira e com a Efapel como casa. "Quando se tem grandes responsabilidades, também significa que confiam em ti e acreditam que tens potencial. Tenho aqui a oportunidade para aprender a lidar com essa pressão e tornar-me num melhor ciclista", disse. Angulo elogiou o nível de toda a estrutura da equipa liderada por Américo Silva, tendo estreado-se com o popular equipamento amarelo na Volta ao Algarve.

"Primeiro temos de confiar em nós próprios, senão será difícil. Mas estamos convencidos que poderemos lutar pela Volta a Portugal"

O ciclista realçou como passa por um momento de adaptação, mais um, como tem acontecido nas últimas épocas: "É difícil inicialmente entrar num grupo que está feito e consolidado há vários anos, mas graças aos meus companheiros, todos os dias se torna mais fácil. Mostram grande carinho por mim e ajudam-me a integrar. Acho que aqui vou estar muito bem este ano." Garantiu que procura ter "um ano memorável", esperando lutar por vitórias em corridas que se adapta bem, como algumas clássicas ou a Volta ao Alentejo.

Com Espanha a fazer parte do itinerário da Efapel, Angulo não esconde que o motiva ter a possibilidade de correr no seu país numa equipa mais competitiva. Espera estar a 100% nessa altura da temporada e explicou que tipo de corridas lhe assentam melhor: "Gosto de corridas selectivas. Não com subidas muito longas, mas com pequenos topos, que seleccionem o pelotão e assim posso conseguir vitórias em grupos reduzidos graças à minha rápida ponta final."

Angulo não hesita em considerar que lhe foi dada uma segunda oportunidade, agora que assinou novamente por uma equipa Continental. "Tenho a consciência que tenho de a aproveitar ao máximo. No ciclismo nunca se sabe quando será a última oportunidade e quero que esta seja aquela que preciso para crescer", frisou. Acrescentou que o director desportivo lhe pediu para "que aprenda com todos os companheiros e que dê o máximo". Não escondendo que ambiciona algum sucesso pessoal, é, contudo, no colectivo que mais pensa.

A Efapel recuperou Joni Brandão para liderar no objectivo principal de 2019: a Volta a Portugal. Porém, com uma W52-FC Porto a ter um colectivo que não tem dado hipóteses, a equipa procurou reforçar-se com ciclistas que possam dar garantias quando o frente-a-frente mais importante do ano chegar. Angulo, que fez a Volta em 2017, acredita que a Efapel vai estar preparada para enfrentar a equipa que tem dominado em Portugal. "Primeiro temos de confiar em nós próprios, senão será difícil. Mas estamos convencidos que poderemos lutar pela Volta a Portugal e vamos trabalhar para que nessa corrida estejamos ao melhor nível", referiu.

Angulo foi um dos quatro reforços da Efapel, que contratou ainda o campeão búlgaro Nikolay Mihaylov (ex-Delko Marseille Provence KTM) e o experiente ciclista uruguaio Fabricio Ferrari (ex-Caja Rural). A equipa está a preparar-se para a sua quarta corrida do ano. A primeira foi na Volta à Colômbia, ao lado de algumas equipas World Tour. Seguiu-se o calendário nacional, com a Prova de Abertura Região de Aveiro e Volta ao Algarve. Ainda não soma vitórias, como aliás acontece com as restantes formações nacionais. Domingo é dia de Clássica da Primavera. Uma semana depois realiza-se a Clássica da Arrábida e na quarta-feira seguinte, no dia 20, começa a Volta ao Alentejo.

»»"Não vou mentir, não é que estivesse a ficar desmotivado, mas já eram muitos anos a ter os mesmos objectivos"««

»»"Pensava em júnior que era um bom ciclista, mas quando damos um salto destes, percebemos que há muito pela frente"««

14 de maio de 2017

Etapa anulada e a Taça de Portugal fica à espera de conhecer o vencedor

Daniel Mestre estava bem encaminhado para ser o vencedor da Taça de Portugal
(Fotografia: Efapel)
Situação insólita no Grande Prémio do Dão. A segunda e última etapa da corrida que iria definir o vencedor da Taça de Portugal acabou por ser anulada uns quilómetros antes do ciclistas terminarem a tirada, que tinha um circuito final em Viseu. As classificações ficaram suspensas e aguarda-se agora pela decisão da Federação Portuguesa de Ciclismo.

O organismo publicou um comunicado que aqui se transcreve: 

"A segunda etapa do Grande Prémio do Dão foi anulada, devido a problemas após a transição da responsabilidade de policiamento da GNR para a PSP, no circuito urbano de Viseu. 

Aos problemas de segurança decorrentes da obrigatoriedade de transição das responsabilidades de policiamento, juntou-se um engano no percurso, levando os ciclistas a parar antes de cruzarem a meta pela última vez. 

Na sequência destes factos, a organização, em conjunto com o colégio de comissários, decidiu anular a segunda e última etapa da competição. 

A Direcção da Federação Portuguesa de Ciclismo vai aguardar pelo relatório do Presidente do Colégio de Comissários, decidindo posteriormente as medidas a tomar relativamente à homologação dos resultados da corrida, ao desfecho da Taça de Portugal e a outras acções que entenda convenientes e adequadas a este caso e à prevenção de futuras situações semelhantes."

Antes do início da corrida no sábado, Antonio Angulo, espanhol da LA Alumínios-Metalusa-BlackJack, liderava a Taça de Portugal, seguido de perto por Daniel Mestre (Efapel) e Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista). Porém, no contra-relógio de 19,5 quilómetros em Nelas, Mestre foi o segundo mais rápido e Gonçalves o terceiro. Angulo fez apenas o 26º tempo, o que deixou o ciclista da Efapel numa boa posição para tentar conquistar o troféu, ainda que o corredor da Rádio Popular-Boavista a colocar pressão.

Alejandro Marque (Sporting-Tavira) ganhou o contra-relógio, deixando Daniel Mestre a 47 segundos, vantagem que o deixava mais confortável para se sagrar o vencedor do Grande Prémio do Dão.

Nos sub-23, o jovem espanhol da Rádio Popular-Boavista, Xuban Errazquin, foi apenas 20º e com o segundo lugar, Gaspar Gonçalves (Liberty Seguros/Carglass) estava numa boa posição para lutar pela conquista da Taça de Portugal.

»»David Rodrigues conquista primeira vitória como profissional««

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12 de maio de 2017

Dão recebe fim-de-semana de decisões na Taça de Portugal

Depois de várias semanas com menos competições, o calendário nacional como que entra na fase de preparação para a Volta a Portugal, com as corridas a realizarem-se mais sucessivamente a partir de agora. E para arrancar a fase mais activa do ciclismo nacional teremos a decisão da Taça de Portugal, com o Grande Prémio do Dão este fim-de-semana. Após duas corridas - Volta à Bairrada e Grande Prémio de Mortágua - está tudo em aberto, com Antonio Angulo da LA Alumínios-Metalusa-BlackJack na liderança, mas seguido de perto por Daniel Mestre (Efapel) e Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista). Nos sub-23 Xuban Errazquin (Rádio Popular-Boavista) está um pouco mais confortável, contudo, não pode facilitar.

O Grande Prémio do Dão arranca este sábado com um contra-relógio individual de 19,5 quilómetros, com partida e chegada em Nelas, a partir das 16:00. No domingo, o pelotão arranca em Penalva do Castelo para os 152,4 quilómetros decisivos, com o vencedor da Taça de Portugal a ser coroado em Viseu. O vencedor da corrida receberá 100 pontos. Angulo tem 23 de vantagem sobre Daniel Mestre e Domingos Gonçalves tem 47 para recuperar. Para a Efapel será a oportunidade de abrir a contagem de vitórias este ano. Depois de nas últimas temporadas ter sido das equipas que mais ganhou, a par da W52-FC Porto, a formação de Américo Silva ainda não encontrou o caminho dos triunfos em 2017.

Este trio é favorito para discutir a Taça de Portugal, mas matematicamente não se pode excluir ainda homens como Samuel Caldeira e Ricardo Mestre (W52-FC Porto) e David Rodrigues (Rádio Popular-Boavista), que em Mortágua conquistou a sua primeira vitória como profissional. O terreno algo acidentado da etapa de domingo torna algo imprevisível o resultado final. Pode consultar aqui o ranking da Taça de Portugal.

Nos sub-23, os ciclistas da Liberty Seguros/Carglass David Ribeiro e Venceslau Fernandes têm de recuperar 47 e 50 pontos, respectivamente, para bater Errazquin.

A região centro do país irá também receber mais uma competição da Taça de Portugal, mas de Cross Country Olímpico (XCO). Fundão será o palco da corrida de categoria 2 da UCI e que contará com 300 atletas. As provas dos difrentes escalões começam às 9:00 no Parque do Convento, na Serra da Gardunha. A elite arranca às 14:30.

Na Taça do Mundo de Paraciclismo, Luís Costa iniciou esta sexta-feira a competição na classe H5, com as expectativas a serem grandes, depois do segundo lugar em 2016.  Este fim-de-semana, o português compete em Itália e na próxima semana na Bélgica. De recordar que Luís Costa foi oitavo nos últimos Jogos Paralímpicos. No contra-relógio de hoje (24 quilómetros), Luís Costa foi quinto, com mais 2:38 minutos que o homem mais rápido Tim Vries.

Outro português também está em Maniago (Itália), mas a título individual. Carlos Santos foi 19º, registando o pior tempo do contra-relógio da classe C5.

Daniel Reis começa a preparar os Europeus e os Mundiais
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)

Para terminar temos as senhoras, ainda que a corrida seja apenas na terça-feira. A selecção nacional estará no País Basco, para competir na clássica Durango-Durango. Gabriel Mendes convocou Daniela Reis (Lares-Waowdeals), Celina Carpinteiro e Liliana Jesus (5Quintas/Município de Albufeira), a sub-23 de primeiro ano Soraia Silva (Bairrada) e as juniores Maria Martins (Bairrada) e Marta Branco (Maiatos/Reabnorte).

Esta é uma clássica que já conta com grandes nomes como vencedoras - Marianne Vos e Emma Johansson, por exemplo -, tendo um percurso de 113 quilómetros com muito sobe e desce. “É uma corrida importante em termos formativos para as corredoras mais jovens e também será um elemento importante na preparação da Daniela Reis para os objectivos futuros ao serviço da selecção, como é o caso do Europeu e do Mundial”, referiu o seleccionador, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.


23 de abril de 2017

Antonio Angulo vence Volta à Bairrada e assume liderança da Taça de Portugal

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Na estreia de uma corrida por etapas na Taça de Portugal, o mais forte foi o espanhol da LA Alumínios-Metalusa-BlackJack, Antonio Angulo. Depois de Edgar Pinto ter estado bem no arranque da temporada, com bons resultados na Volta ao Algarve e Alentejo e nas clássicas da Arrábida e Aldeias do Xisto, a primeira vitória do projecto liderado por José Augusto Silva chega pelo jovem espanhol. Aliás, um duplo triunfo, já que Angulo venceu a segunda etapa da Volta à Bairrada - 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada e a classificação geral. É também líder da Taça a Portugal, que terá a sua segunda ronda já na terça-feira, com o Grande Prémio de Mortágua.

“A ideia era discutir a Volta à Bairrada com o César Fonte. Mas vi-me na frente numa corrida louca, alcançando uma vitória há muito ambicionada”, admitiu Antonio Angulo, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo. Jesús Ezquerra tinha vencido a primeira etapa, no sábado, mas o Sporting-Tavira não conseguiu defender a liderança, com os ataques a surgirem muito cedo nos 170,3 quilómetros entre o Luso e a Pampilhosa do Botão. O grupo de 13 ciclistas que se formou na frente conseguiu fazer vingar a fuga. Daniel Mestre (Efapel) e Samuel Caldeira (W52-FC Porto) tinham algum favoritismo para o final. Domingos Gonçalves (Rádio Popular-Boavista) foi o primeiro a tentar atacar, mas não conseguiu manter a diferença até à meta. Já Antonio Angulo teve sorte diferente e bateu por pouco Mestre e Caldeira.

Na classificação geral, Angulo deixou Daniel Mestre a oito segundos e Xuban Errazquin a 11. O espanhol da Rádio Popular-Boavista foi o melhor sub-23. Após esta primeira prova, a Taça de Portugal tem Angulo na frente com 100 pontos, mais 13 de Daniel Mestre e 20 que Errazquin.

O Grande Prémio de Mortágua, corrida que este ano aparece mais cedo no calendário, pois era habitual realizar-se no Verão, realiza-se na terça-feira, 25 de Abril. Serão 144 quilómetros algo "acidentados", com partida (12:00) e chegada na Avenida dos Bombeiros Voluntários.


(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
O programa da corrida na Bairrada incluiu ainda a primeira etapa da Taça de Portugal de paraciclismo. Participaram 16 ciclistas, com os da classe D (deficientes auditivos, com menor condicionamento físico) a destacarem-se. João Marques (Academia Joaquim Agostinho/UDO) foi o vencedor, seguido por Ricardo Gomes (Moreira Congelados/Feira/Bicicletas Andrade). Nas outras classes, a vitória foi para João Monteiro (Mozinho/MTB/Vale da Aldeia/Martos/Hmed), em C4, Manuel Ferreira (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel), em C5, André Sobreiro, em H4, João Pinto, em H3. Em C1, C2 e C3 estiveram apenas um ciclista por classe: Francisco Martins, João Silva e Bernardo Vieira, respectivamente.


(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Pedro Lopes assume liderança da Taça de Portugal de juniores

O pelotão de juniores está este ano marcado pelo equilíbrio. Em 2016, João Almeida impôs algum domínio, mas com o campeão nacional agora no estrangeiro, as primeiras três competições tiveram outros tantos vencedores. Pedro Lopes (Alcobaça CC/Crédito Agrícola) assumiu a liderança da taça depois de no Troféu José Poeira, que se realizou no concelho de Odemira, ter sido o mais regular, com o terceiro lugar no contra-relógio de sábado e o quarto na prova em linha de domingo. As corridas tiveram como vencedores Fábio Costa (CC Barcelos/AFF/Orbea/Onda) e José Sousa (Silva & Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel).

Pedro Lopes lidera a Taça de Portugal com 160 pontos, mais cinco que o Pedro Lopes, mas da Seissa/KTM Bikeseven/Matias & Araújo/Frulact e 20 que Fábio Costa (CC Barcelos/AFF/Orbea/Onda) e João Dinis (Rádio Popular-Boavista).


(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Enduro BTT de Braga domina em Vouzela

Deixando a estrada, José Borges e Ana Leite venceram este domingo as corridas de elite da primeira prova da Taça de Portugal de Enduro. Ambos pertencem ao Enduro BTT de Braga. José Borges completou as cinco especiais em 24:34 minutos, menos cinco segundos que Emanuel Pombo (Ciclo Madeira Clube Desportivo) e 53 que Gonçalo Gaspar (Penacova DH/UD Lorvanense).

Na corrida feminina, Ana Leite teve a concorrência de uma colega de equipa, mas com o tempo de 32:46, menos 24 segundos que Leandra Gomes, venceu e lidera a Taça de Portugal. Margarida Bandeira (Montanha Clube/Louzanpark) fechou o pódio, a 4:25 minutos da vencedora.

Tiago Ladeira (Casa do Povo de Abrunheira) foi o melhor em juniores e Bernardo Tavares (Maiatos/Reabnorte) venceu na categoria de cadetes. Nas de veteranos, as vitórias foram para ao master 30 Lino Correia (Vasconha BTT Vouzela), ao master 40 Vasco Correia (Penacova DH/UD Lorvanense) e ao master 50 José Salgueiro (MCF/XDream/Município de São Brás).  O Vasconha BTT Vouzela venceu por equipas. 

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