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5 de dezembro de 2020

Mark Cavendish resiste

© Bahrain-McLaren



Teme-se um final triste para a carreira de Mark Cavendish. Quando após a Gent-Wevelgem disse, em lágrimas, que poderia ter sido a sua última corrida, foi impossível afastar a sensação que um dos melhores sprinters da história parece arrastar-se até uma despedida sem brilho. Desde o início de 2018 que não ganha e há muito que as exibições são fracas, demonstrando que não consegue estar ao nível da nova geração. Mas aos 35 anos, o britânico resiste e não quer sair de cena. A Deceuninck-QuickStep surge como tábua de salvação.

Com a Bahrain-McLaren a não querer renovar e com nenhuma equipa a mostrar-se interessada em apostar num ciclista que não dá qualquer garantia, até foi noticiado que Cavendish estaria disposto a competir sem receber qualquer tostão. Bradley Wiggins - companheiro com quem teve sucesso na pista e esteve ao lado na Sky em 2012 -, saiu em defesa de Cavendish, mas os resultados e o facto de nunca ter recuperado a melhor forma desde que lhe foi diagnosticado o vírus de Epstein-Barr, faz com que de pouco valha o currículo do sprinter, outrora quase imbatível,

Depois de um ano em que percebeu que o projecto da Sky não era para ele, Cavendish esteve entre 2013 e 2015 na então Omega Pharma-Quick Step, depois Etixx-Quick Step. Foram 44 vitórias, incluindo na Volta a França e Itália. Quando saiu para a Dimension Data até foi uma das poucos excepções à regra: quem sai da equipa belga não consegue alcançar o mesmo sucesso. Começou bem a aventura na formação sul-africana, mas também foi aí que não conseguiu evitar o declínio.

A porta que se abre na Deceuninck-QuickStep é, para já, apenas para 2021. A equipa tem Sam Bennett e Álvaro Hodeg, mas não sabe quando vai contar novamente com Fabio Jakobsen, que tem um longo processo de recuperação pela frente, após o grave incidente na Volta à Polónia. É essa a vaga que Cavendish vai preencher, não ameaçando o estatuto, principalmente de Bennett, mas também de um Hodeg a subir lentamente na hierarquia entre os sprinters.

"Não consigo explicar o quanto estou feliz por me juntar à Deceuninck-QuickStep. Nunca escondi o meu carinho pelo tempo que passei na equipa e isto parece mesmo um regresso a casa", afirmou Cavendish, ao ser conhecido o seu futuro para a próxima época. O ciclista salientou como vai reencontrar membros do staff que já estavam na estrutura aquando da sua primeira passagem e onde, como salientou, viveu uma das fases de maior sucesso da carreira.

"Mesmo num período extremamente difícil esta época, eles [membros da Deceuninck-QuickStep] mostraram como são fortes e unidos", acrescentou. "Mal posso esperar por regressar à Wolfpack", alcunha da equipa, que se traduz por alcateia.

Mas afinal o que ainda pode dar Cavendish a uma equipa que ano após ano é sempre das mais, se não a mais, ganhadora?

"Estamos felizes por o ter de volta à nossa família, porque ele, como líder, traz muita experiência que pode partilhar com os nossos jovens ciclistas. Mas, ao mesmo tempo, estamos confiantes que ele ainda tem algo para dar à equipa", acredita Patrick Lefevere, patrão da Deceuninck-QuickStep.

Há um ano, discurso idêntico foi dado pela Bahrain-Merida, nomeadamente por Rod Ellingworth, director que tanto ajudou Cavendish a atingir grandes momentos na carreira e que ao mudar-se da Ineos para a formação do Médio Oriente, quis recuperar Cavendish. O ano foi como foi, marcado por uma pandemia, que limitou muito a preparação e as corridas dos ciclistas. Cavendish pouco se viu e nem foi chamado para nenhuma grande volta.

Ellingworth também está de saída da Bahrain-McLaren e para Cavendish, o conforto de reencontrar quem esteve ao seu lado em grandes momentos da sua excelente carreira, pode ser importante para que talvez, pelo menos, possa sair do ciclismo por uma porta um pouco maior. No entanto, não se pense que esteja já a pensar em retirar-se no final de 2021. Cavendish já havia afirmado, ainda antes de assinar pela Deceuninck-QuickStep, que ainda quer competir mais uns anos, mesmo que esteja longe do seu melhor.

Quanto à equipa belga, a entrada de Cavendish é apenas a segunda para a próxima época, depois da contratação de Josef Cerny, checo que estava na CCC. A formação do português João Almeida aposta na continuidade, mantendo quase todos os seus ciclistas de 2020. Só Bob Jungels optou por seguir um novo rumo, preparando-se para representar a AG2R Citroën.

»»Fabio Aru com mais uma oportunidade««

»»Vozes da experiência mudam de equipa mas continuam a competir««

17 de setembro de 2020

O momento da Ineos Grenadiers (e Landa finalmente atacou!)

Na noite de ontem (quarta-feira), no Twitter, estava um post que chamou a atenção: "O Landa já atacou?" Era em tom de brincadeira que alguém recordava como o espanhol não tinha dado continuidade ao excelente trabalho da Bahrain-McLaren na etapa. 24 horas depois, Mikel Landa atacou! Não deu em nada quanto aos seus objectivos para a geral. Mas lá atacou. Porém, apesar de se ter de preparar para todas as críticas que vai ser alvo no final do Tour, o dia pertenceu à Ineos Grenadiers. Sim, Primoz Roglic tem o Tour quase ganho e, por isso, terá o seu destaque a devido tempo, porque, na 18ª etapa, a formação britânica mostrou que pode ter perdido a Volta a França, mas não se perdeu uma equipa.

Depois de dois dias em fuga, Richard Carapaz foi outra vez para a frente. Ele e Michal Kwiatkwoski cumpriram o que restava à Ineos Grenadiers alcançar: uma vitória de etapa e o bónus da liderança da montanha. Contudo, para história, mais do que o resultado, ficará a forma como os dois ciclistas trabalharam para deixar para trás os companheiros de fuga e como unidos cortaram a meta em La Roche-sur-Foron, depois de 175 quilómetros de constante sobe e desce.

Foram duas semanas e meio infernais para a formação britânica. Os tempos da Sky fazem parte do passado e por muito que a equipa tenha tentado, nada tem a ver com os seus anos de glória. Não ajudou Egan Bernal aparecer longe do seu melhor fisicamente e de ter recordado que ainda é um jovem com muito para aprender, apesar de já ter vencido o Tour. Não ajudaram as quedas, não ajudou o ambiente que rodeou a Ineos Grenadiers antes da corrida, com muito a se falar de Chris Froome e Geraint Thomas...

Aquele momento em que Kwiatkwoski (o vencedor da etapa) e Carapaz cortaram o meta foi libertação. De se libertarem de tudo o que de mau tem acontecido e começar definitivamente a construir uma nova fase, com novos rostos, sem esquecer ou desrespeitar aqueles que fizeram da então Sky uma equipa que marcou uma era no ciclismo.

Foi também um momento para a homenagem que talvez já pesasse em muitos dos elementos mais antigos da equipa, caso de Kwiatkowski. Ninguém esquece Nicolas Portal, o director desportivo tão importante no sucesso desta estrutura. A sua morte em Março, com apenas 40 anos, deixou um vazio na Ineos Grenadiers. O ciclista polaco não escondeu isso, nem a emoção quando, na conferência de imprensa, recordou Portal.

Uma etapa não apaga um Tour muito abaixo das expectativas da equipa, mas faz com que nem tudo sido em vão. Muitos de imediato se recordaram como em 1986 Bernard Hinault e Greg Lemond também cortaram a meta da mesma forma. Simbolismo completamente diferente. Mas ficará como um dos momentos que marcou o Tour de 2020, de uma equipa que bem estava a precisar de algo positivo, de algo motivador e unificador para o que ainda resta da temporada.

Tudo calmo para Roglic e Jumbo-Visma

As forças de Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) terminaram e nestes dois últimos dias não houve espectáculo por parte do esloveno. Ainda assim, se tudo decorrer normalmente, terminar o Tour em segundo lugar, aos 21 anos, em ano de estreia e a menos de um minuto (57 segundos) - ou talvez um pouco acima, já que ainda falta o contra-relógio - é uma Volta a França para recordar e para marcar posição numa carreira muito promissora. A classificação da juventude também é dele. Ou seja, duas grandes voltas feitas, dois pódios, duas camisolas brancas.

Até Roglic pareceu em certo momento reconhecer como Pogacar foi um adversário de respeito, numa troca de palavras já na parte final da etapa. Miguel Ángel López (Astana) optou por segurar o terceiro lugar e não repetiu o ataque do dia anterior e que lhe valeu uma etapa e o acesso ao pódio. Roglic é que não por meias medidas e deixou bem claro no final da última subida, uma categoria especial em Col des Glières, na parte em sterrato, quem era o mais forte. Como tal se fosse preciso...

Falta o contra-relógio de sábado, mas sendo uma especialidade sua, na Jumbo-Visma já se deverá estar a preparar o champanhe e, claro, todos os adornos que as equipas têm para as grandes vitórias. Haverá uma bicicleta Bianchi amarela em Paris?

Nos próximos dois dias (mais a etapa de consagração no domingo), resta à Jumbo-Visma garantir a segurança em redor do seu líder e esperar que os azares continuem longe.

E Landa...

É inevitável falar de Mikel Landa. Se ontem foi um grande dia para a Bahrain-Mclaren em termos colectivos, o seu líder acabou por desiludir. Aliás, desiludiu durante todo o Tour. Durante 18 etapas esperou-se sempre para ver o espanhol cumprir o que tanto dizia ser capaz. Na Astana, na Sky, na Movistar, sempre quis ser líder único por acreditar que poderia vencer o Tour. Quando a oportunidade chega, mal se o vê.

O quinto lugar (se o mantiver no contra-relógio) é bom, mas tendo em conta que queria o primeiro, ou na pior das hipóteses o pódio... O ataque desta 18ª etapa pareceu mais uma espécie de pedido de desculpas pela falha do dia anterior, do que propriamente algo que fosse colocar Landa dentro dos seus objectivos iniciais. A Bahrain-McLaren - que mais uma vez trabalhou bem em equipa - merecia mais e Landa deveria ter mostrado mais.

O seu ataque acabou por servir para subir um pouco na geral, pois colocou em dificuldade Adam Yates (Mitchelton-Scott) e Rigoberto Uran (EF Pro Cycling), mas a Jumbo-Visma acabou por, sem grande dificuldade, apanhar Landa.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

19ª etapa: Bourg-en-Bresse - Champagnole, 166,5 quilómetros

Estamos assim na recta final de um Tour que, sem grande espectáculo - principalmente quando se recorda o que aconteceu em 2019 -, está a caminho de ver as expectativas confirmadas: Primoz Roglic é o homem mais forte.

Para esta sexta-feira, é dia dos sprinters que bravamente sobreviveram aos Alpes tentar uma vitória, antes da grande etapa para estes ciclistas nos Campos Elísios. É também mais um dia para a Bora-Hansgrohe meter mãos à obra na tentativa de ganhar levar Peter Sagan a uma oitava vitória na classificação dos pontos. 52 pontos separam o eslovaco de Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep).

Só há uma subida categorizada, mas o restante terreno não é plano. Poderá ser uma etapa bem animada devido a esta luta pela camisola verde.

(Fotografia: © ASO/Pauline Ballet)

»»Valeu López... Já Landa valeu pouco««

»»Chegou o momento de atacar Roglic e a Jumbo-Visma««

16 de setembro de 2020

Valeu López... Já Landa valeu pouco

© ASO/Pauline Ballet
Quando se fala de Volta a França já não pode ser uma completa surpresa as expectativas serem altas e depois saírem goradas. Vai-se esperando que, depois de uma etapa ter desiludido, que a próxima seja melhor. Ainda falta uma na montanha, mais o contra-relógio que acaba em estilo crono-escalada no sábado (além de duas para sprinters).  Bom, talvez, estando tão perto do fim, se mantenha alguma esperança.

Miguel Ángel López (Astana) merece o reconhecimento por ter feito jus à alcunha e tal como Superman (Super-Homem) voou Col de la Loze acima, mesmo quando a pendente ultrapassou os 20%. O colombiano animou e poderá ajudar a animar a etapa desta quinta-feira, mas de resto... soube a pouco. Tadej Pogacar tem direito a ter um dia menos bom, mas o espectáculo ressente-se logo.

Com duas categorias especiais, o conhecido Col de la Madeleine e com a nova subida a terminar o dia (nunca havia sido feita até tão ao topo) e com o Tour a aproximar-se do seu epílogo, a expectativa era precisamente que Primoz Roglic e a Jumbo-Visma fossem testados. E luta pelo terceiro lugar e pelo top dez poderem ser outros pontos de interesse. No entanto, saiu a Sky/Ineos/Ineos Grenadiers de cena enquanto a equipa dominante, entra a Jumbo-Visma e o Tour cai na toada de todos mostrarem tanto respeito muito misturado com receio pela equipa holandesa, que preferem mais esperar para ver se à uma falha de Roglic, do que forçar essa falha.

López tentou, com o objectivo de ganhar a etapa e de entrar no pódio e aproximar-se do líder. Conseguiu e numa etapa em que se sentiu em casa (subidas que acabem acima dos dois mil metros de altitude é o terreno favorito dos colombianos). Recuperou 15 segundos na estrada, mas quatro de bonificação (somou dez e Roglic seis, ao ser segundo). 1:26 minutos não é uma montanha para recuperar, mas não é nada fácil, dado que López e o contra-relógio não têm a relação que Roglic tem com esta especialidade. Porém, o colombiano animou o dia.

Se Pogacar estiver melhor na etapa desta quinta-feira, então talvez ainda se venha a confirmar algumas expectativas mais emocionantes para este final de Tour. O jovem esloveno da UAE Team Emirates perdeu tempo, 17 segundos (entre estrada e bonificações) e está agora a 57. Mas se não desmoralizou com a etapa do vento, não irá desmoralizar agora. Contudo, também se percebeu o quanto este Tour está dependente da irreverência de Pogacar para que as etapas sejam mais atacadas.

Egan Bernal (Ineos Grenadiers) nem partiu em Grenoble e a Colômbia olha agora para López, já que Rigoberto Uran (EF Pro Cycling) também não foi feliz. Nem foi Adam Yates (Mitchelton-Scott), nem Richie Porte (Trek-Segafredo), ainda que no caso do australiano, subir ao quarto lugar seja um resultado bem positivo. Mas Porte queria e quer mais. Apesar de estar longe de lutar por vitórias, há que referir que Enric Mas (Movistar) lá vai fazendo a sua corrida rumo ao top dez. Discreto, mas eficaz, dentro do possível, numa equipa espanhola que está uma sombra do que foi em anos recentes.

© Bahrain-McLaren
Golpe para o "Landismo"

Mas o pior foi outro espanhol. O "Landismo" sofreu um rude golpe e na Bahrain-McLaren não se deve estar particularmente feliz pelo trabalho do seu líder. Mikel Landa não se pode queixar da equipa, apenas dele mesmo. Quando teve todos a cumprirem com a sua função, só Landa falhou. Que bom foi ver Wout Poels em acção, ele que continua no Tour depois de partir costelas partidas logo no primeiro dia. Pello Bilbao esteve em grande nível, Damiano Caruso um pouco abaixo, mas esteve lá para Landa, assim como Matej Mohoric e Sonny Colbrelli. O italiano subiu como se calhar nunca o fez uma categoria especial ao liderar a Bahrain-McLaren no Col de la Madeleine.

Nessa subida, com o trabalho da equipa que acabou por dizer à Jumbo-Visma "hoje mando eu" (sem que a equipa holandesa se chateasse, até poupou algum esforço), o grupo de candidatos começou a ser seleccionado. A tendência manteve-se no Col de la Loze (já sem Colbrelli). A Bahrain-McLaren merecia muito mais do que um Landa a ficar imediatamente para trás quando chegou o momento de assumir a responsabilidade de atacar. Mas viu os outros fazê-lo, sem responder. Tem a sua oportunidade de ser um líder único numa equipa, mas não está a corresponder ao que durante tanto tempo apregoou.

A vitória de López -  a primeira no Tour, em ano de estreia - e o desaire de Landa são os dois pontos que se destacam da 17ª etapa (Grenoble - Méribel Col de la Loze, 170 quilómetros). Afinal, ver Roglic atacar e escapar aos adversários quase não é notícia. Está fortíssimo, não há dúvidas e ate conseguiu finalmente bater Pogacar sem ajuda do vento. Tem mais dois dias de montanha para aguentar e conquistar uma Volta a França histórica para a Eslovénia, no ano seguinte a ter ganho a Vuelta.

A Jumbo-Visma ainda não pode celebrar. Pogacar não desiste e López poderá ter ideias... O esloveno até teve um dia menos exuberante, mas, ainda assim, juntou a liderança da montanha à da juventude. E o foco continua a ser tentar a amarela.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

18ª etapa: Méribel - La Roche-sur-Foron, 175 quilómetros


Na recta final do Tour, não há tempo para descansar entre duas tiradas muito exigentes nos Alpes. Vai ser um daqueles dias infernais para os sprinters que vão estar constantemente a subir e descer. Mas sexta-feira será dia para eles. Também não será um dia mais fácil para os trepadores. Não há margem de erro, independentemente dos objectivos.

Depois desta etapa só sobra o contra-relógio para a geral, que terminará em La Planches des Belles Filles. Roglic terá, teoricamente, vantagem. López demonstrou querer deixar de parte conservadorismos, Pogacar já se sabe, é para ganhar. Mas mais alguém assume o risco?

De salientar o Col des Glières, de categoria especial. Seis quilómetros com pendente média de 11,2%. A máxima é de 15% e nunca baixa muito dos 10%.



»»Chegou o momento de atacar Roglic e a Jumbo-Visma««

»»Egan Bernal, o homem««

5 de janeiro de 2020

Cofidis a novidade, Bahrain McLaren com muitos reforços e mudança radical de equipamento

Aproxima-se o arranque da temporada, com a primeira corrida World Tour marcada para a Austrália: o Tour Down Under de 21 a 26 de Janeiro. 2020 será um ano marcado pelo regresso da francesa Cofidis ao escalão mais alto 11 anos depois, o que faz com que sejam agora 19 as estruturas WorldTeams (nova denominação das formações World Tour). Aqui ficam as primeiras seis, com os plantéis completos, realçando os reforços e não esquecendo aqueles que rumaram a outras equipas.

Destas destaca-se a Bahrain McLaren, novo nome da Bahrain-Merida, que foi das equipas que mais ciclistas contratou e no que diz respeito a equipamentos, foi também das que optou por uma mudança radical de look, deixando o vermelho da camisola e o capacete dourado, tendo agora uma jersey bem vistosa.

Uma nota sobre a corrida australiana. A organização está a acompanhar atentamente a situação dos incêndios que estão a devastar parte do país. A prova realiza-se na zona de Adelaide, que não foi muito afectada pelas chamas, e, por agora, o percurso mantém-se inalterado e não está a ser ponderado o cancelamento.

AG2R La Mondiale
(© Team AG2R La Mondiale)
Romain Bardet, François Bidard, Geoffrey Bouchard, Mickäel Cherel, Clément Chevrier, Benoît Cosnefroy, Silvan Dillier, Axel Domont, Julian Duval, Mathias Frank, Tony Gallopin, Ben Gasteur, Alexandre Geniez, Dorian Godon, Alexis Gougeard, Jaakko Hänninen, Quentin Jauregui, Pierre Latour, Oliver Naesen, Aurélien Paret-Peintre, Nans Peters, Stijn Vanderbergh, Clément Venturini, Alexis Vuillermoz e Larry Warbasse.

Reforços: Andrea Vendrame (Androni Giocattoli-Sidermec), Lawrence Naesen (Lotto Soudal), Harry Tanfield (Katusha-Alpecin) e Clément Champoussin a partir de 1 de Abril (Chambéry Cyclisme Formation).

Saídas: Samuel Dumoulin, Hubert Dupont e Gediminas Bagdonas (terminaram a carreira), Nico Denz (Sunweb).

Astana
(© GettySport/Astana Team)
Miguel Ángel Lópel, Jakob Fuglsang, Ion Izagirre, Gorka Izagirre, Alexey Lutsenko, Luis León Sánchez, Merhawi Kudus, Manuel Boaro, Zhandos Bizhigitov, Hernando Bohórquez, Rodrigo Contreras, Laurens de Vreese, Daniil Fominykh, Omar Fraile, Jonas Gregaard, Yevgeniy Gidich, Dmitriy Gruzdev, Hugo Houle, Yuriy Natarov, Nikita Stalnov, Artyom Zakharov, Aleksandr Vlasov.

Reforços: Fabio Felline (Trek-Segafredo), Davide Martinelli (Deceuninck-QuickStep), Aleksandr Vlasov (Gazprom-RusVelo), Alex Aranburu (Caja Rural), Óscar Rodríguez (Euskadi-Murias), Harold Tejada (Medellin) e Vadim Pronskiy (Vino-Astana Motors).

Saídas: Daria Cataldo (Movistar), Davide Villella (Movistar), Magnus Cort (EF Pro Cycling), Pello Bilbao (Bahrain-Merida), Jan Hirt (CCC), Andrey Zeits (Mitchelton-Scott) e Davide Ballerini (Deceuninck-QuickStep).

Bahrain McLaren
(© Team Bahrain McLaren)
Iván García Cortina, Matej Mohoric, Dylan Teuns, Sonny Colbrelli, Yukia Arashiro, Phil Bauhaus, Grega Bole, Damiano Caruso, Chun Kai Feng, Heinrich Haussler, Domen Novak, Mak Padun, Hermann Pernsteiner, Luka Pibernik, Marcel Sieberg, Jan Tratnik, Stephen Williams.

Reforços: Mikel Landa (Movistar), Pello Bilbao (Astana), Wout Poels (Ineos), Mark Cavendish (Dimension Data), Eros Capecchi (Deceuninck-QuickStep), Enrico Battaglin (Katusha-Alpecin), Rafael Valls (Movistar), Scott Davies (Dimension Data), Marco Haller (Katusha-Alpecin), Kevin Inkelaar (Groupama-FDJ, equipa Continental), Alfred Wright (Great Britain Cycling Team) e Santiago Buitrago (Team Cinelli).

Saídas: Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo), Antonio Nibali (Trek-Segafredo), Domenico Pozzovivo (NTT), Rohan Dennis (Ineos), Andrea Garosio (Vini Zabù-KTM), Meiyin Wang (Hengxiang), Valerio Agnoli (sem equipa) e Kristijan Koren (sem equipa).

Bora-Hansgrohe
(© VeloImages/Bora-Hansgrohe)
Peter Sagan, Pascal Ackermann, Rafal Majka, Max Schachmann Daniel Oss, Erik Baska, Cesare Benedetti, Maciej Bodnar, Emanuel Buchmann, Marcus Burghardt, Jempy Drucker, Oscar Gatto, Feliz Grobschartner, Patrik Konrad, Jay McCarthy, Gregor Mühlberger, Pawel Poljanski, Lukas Pöstlberger, Juraj Sagan, Andreas Schillinger, Rüdiger Selig e Michael Schwarzmann.

Reforços: Lennard Kämna (Sunweb), Matteo Fabbro (Katusha-Alpecin), Ide Schelling (SEG Racing Academy), Martin Laas (Illuminate), Patrick Gamper (Tirol KTM).

Saídas: Sam Bennett (Deceuninck-QuickStep), Shane Archbold (Deceuninck-QuickStep), Davide Formolo (UAE Team Emirates), Christoph Pfingsten (Jumbo-Visma), Peter Kennaugh (terminou a carreira) e Leopold König (sem equipa).

CCC
(© CCC Team)
Greg van Avermaet, Will Barta, Patrick Bevin, Josef Cerny, Alessandro de Marchi, Víctor de la Parte, Simon Geschke, Kamil Gradek, Jonas Koch, Jakub Mareczko, Serge Pauwels, Joey Rosskopf, Szymon Sajnok, Michael Schär, Guillaume Van Keirsbulck, Gijs van Hoecke, Nathan van Hooydonck, Francisco Ventoso, Lukas Wisniowski.

Reforços: Matteo Trentin (Mitchelton-Scott), Ilnur Zakarin (Katusha-Alpecin), Pavel Kochetkov (Katusha-Alpecin), Jan Hirt (Astana), Fausto Masnada (Androni Giocattoli-Sidermec), Attila Valter (CCC Development Team), Michal Paluta (CCC Development Team), Kamil Malecki (CCC Development Team) e Georg Zimmermann (Tirol KTM).

Saídas: Amaro Antunes (W52-FC Porto), Lukasz Owsian (Arkéa Samsic), Ricardo Zoidl (Felbermayr-Simplon Wels), Pawel Bernas (Mazowsze-Serce) e Laurens Ten Dam (terminou a carreira).

Cofidis
@MathildeLAzou)
Christophe Laporte, Natnael Berhane, Nicolas Edet, Jesús Herrada, José Herrada, Luis Ángel Maté, Dimitri Clayes, Jesper Hansen, Victor Lafay, Mathias le Turnier, Cyril Lemoine, Marco Mathis, Emmanuel Morin, Anthony Perez, Pierre-Luc Périchon, Stéphane Rosseto, Damien Touzé, Kenneth Vanbilsen.

Reforços: Elia Viviani (Deceuninck-QuickStep), Fabio Sabatini (Deceuninck-QuickStep), Julien Vermote (Dimension Data), Nathan Haas (Katusha-Alpecin), Guillaume Martin (Wanty-Gobert), Simone Consonni (UAE Team Emirates), Fernando Barceló (Euskadi-Murias), Piet Allegaert (Sport Vlaanderen-Baloise), Attilio Viviani (Arvedi Cycling) e Eddy Finé (V.C.Villefranche Beaujolais).

Saídas: Nacer Bouhanni (Arkéa Samsic), Julien Simon (Total Direct Energie), Hugo Hofstetter (Israel Start-Up Nation), Darwin Atapuma (Colombia Tierra de Atletas-GW Bicicletas), Bert van Lerberghe (Deceuninck-QuickStep), Geoffrey Soupe (Total Direct Energie), Filippo Fortin (Felbermayr-Simplon Wels), Rayane Bouhanni (sem equipa), Zico Waeytens e Loïc Chetout terminaram a carreira.

»»O destino dos ciclistas da Katusha-Alpecin««

»»Principais transferências e calendário nacional de 2020««

4 de dezembro de 2019

Bahrain terá novo segundo nome de um parceiro mais conhecido da Fórmula 1

(Fotografia: © Bettiniphoto/Bahrain-Merida)
A preparar-se para uma nova fase da sua curta existência, confirma-se que haverá a mudança de nome na Bahrain-Merida. Em 2020 será difícil não nos recordar da Fórmula 1, já que se passará a dizer Bahrain McLaren. A parceria com a marca começou há cerca de um ano e sendo uma de 50-50, como anunciado no início da colaboração, a McLaren vai agora tentar ganhar protagonismo no ciclismo, numa altura em que a equipa do Médio Oriente quer dar um salto de qualidade com nomes como Mikel Landa, Wout Poels e Pello Bilbao, esperando conseguir recuperar um Mark Cavendish que há muito não consegue estar ao seu melhor nível.

Quanto à Merida, foi realçado no comunicado como esta parceria de três anos foi profícua e contribuiu para as bases sólidas de uma equipa que esteve em pódios de grandes voltas, ganhou etapas nestas corridas e também monumentos, a maioria dos principais feitos da autoria de Vincenzo Nibali, que está de partida. Apesar da marca não dar mais o nome à equipa, vai manter-se como fornecedora de bicicletas e uma parceira a nível técnico.

"Este momento assinala uma emocionante nova fase na história da nossa equipa. Estamos muito orgulhosos do que alcançámos enquanto Bahrain-Merida e encantados que possamos agora combinar esta experiência com a nossa parceira McLaren, para inovarmos juntos neste grande desporto. O ciclismo está a tornar-se numa modalidade cada vez mais técnica e, como Bahrain McLaren, vamos estar bem posicionados para competir com os melhores e para trabalhar com os nossos muitos parceiros para desafiarmos o status quo.", afirmou um dos directores da equipa, Milan Erzen.

A McLaren tem colaborado a nível técnico, da performance humana de alto nível e serviços de marketing e comercial. A marca automóvel britânica, uma das equipas históricas da Fórmula 1, quer agora afirmar no ciclismo.

A mudança de nome é apenas uma das várias que se vão ver na agora Bahrain McLaren. Já é conhecida a valiosa contratação de um dos homens por trás do sucesso da Sky/Ineos, Rod Ellingworth, que vai liderar a equipa. Roger Hammond será director de performance, função que desempenhou na Madison Genesis (escalão Continental) e na Dimension Data. A equipa irá ainda reforçar o seu staff nas áreas médicas, de treino, nutrição, mecânica e marketing.

Entre os ciclistas, a grande referência passará a ser Mikel Landa, depois de três anos com Vincenzo Nibali como líder. O italiano vai mudar-se para a Trek-Segafredo. Ellingworth traz com ele da Ineos um Wout Poels tão importante como gregários nas vitórias de Chris Froome na Volta a França (e não só) e o director vai ainda tentar recuperar Mark Cavendish, ciclista que muito ajudou a tornar-se num dos maiores sprinters da história.

Pello Bilbao (Astana), Eros Capecchi (Deceuninck-QuickStep), Marco Haller (Katusha-Alpecin) - ciclista que irá estar ao lado de Cavendish -, Kevin Inkelaar (Groupama-FDJ) e Rafael Valls - que acompanha Landa da Movistar - são os reforços de uma equipa que apostará forte em ciclistas como Dylan Teuns, Sonny Colbrelli, Matej Mohoric, Mark Padun e Iván Cortina.

A Bahrain-Merida é a segunda equipa a anunciar uma mudança de nome para 2020, depois da Dimension Data confirmado que será a Team NTT (ver link em baixo).