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8 de abril de 2021

Juventude e ambição totalmente em português

Fotografia: Facebook LA Alumínios-LA Sport
A contagem decrescente está quase a terminar para o arranque da época de 2021 em Portugal, este fim-de-semana. E faltava apresentar uma equipa das nove Continentais lusas: a LA Alumínios-LA Sport. Continua a apostar num plantel 100% português e com muita juventude. Um dos reforços é um jovem de... 41 anos! Sérgio Paulinho será a voz da experiência numa formação que viu sair duas das suas figuras: Emanuel Duarte e David Ribeiro.

O director desportivo Hernâni Brôco continua fiel à filosofia deste projecto em ajudar os mais novos na adaptação ao mais alto nível no pelotão nacional, sempre procurando que tal seja feito com a ambição de conquistar vitórias. Foi o que aconteceu em 2019, com a conquista da camisola da juventude da Volta a Portugal e da geral da Volta a Portugal do Futuro.

Claro que estes bons resultados fazem com que seja inevitável que os jovens talentos dêem o salto, como aconteceu com o autor das referidas conquistas. Emanuel Duarte vai prosseguir a sua carreira na Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel.

André Ramalho (25 anos), Marvin Scheulen (24) e Gonçalo Leaça (23) já tinham o seu papel de destaque, mas serão chamados a ainda mais responsabilidade. Da equipa do Tavira chega Marcelo Salvador, à procura de mais oportunidades depois de um 2020 muito difícil dada à falta de competições e que não permitiu ao jovem de 24 anos mostrar-se na sua primeira época na elite, depois de três temporadas na Sicasal-Constantinos.

Na expectativa de uma temporada com mais corridas, Brôco irá querer ver a evolução de ciclistas como Rodrigo Caixas (20 anos), João Macedo (19), Rafael Gouveia (19) e João Medeiros (20). Uma das principais curiosidades será Miguel Salgueiro. No arranque de 2020 este atleta foi aqui apontado como um dos ciclistas a seguir com atenção. Essa avaliação mantém-se.

Aos 21 anos, é um todo o terreno no que diz respeito a competir em várias vertentes e sempre competitivo. Foi terceiro no Nacional de ciclocrosse, com uma queda a prejudicar o objectivo de lutar pelo título. Porém, é na estrada que Salgueiro mais quer afirmar-se. Nas poucas provas de 2020, Brôco contou sempre com este corredor, que não desiludiu.

Ainda estando numa fase de evolução, uma época mais normal em termos de corridas será importante para melhor perceber no que poderá tornar-se este ciclista, sempre pronto a lutar por vitórias, mas também a trabalhar para a equipa. Não sabe correr mal.

Com o mais velho entre os jovens a ter 25 anos, percebe-se a razão por que Sérgio Paulinho é muito bem-vindo, no regresso a uma equipa com o patrocinador que representava quando foi aos Jogos Olímpicos conquistar a medalha de prata (Atenas2004) e que acabaria por ditar o salto para uma grande carreira internacional. Então a equipa era a LA-Pecol.

A sua experiência será essencial durante as corridas, perante companheiros tão jovens e muitos ainda a adaptar-se a competir na elite nacional. Ensinar, aconselhar, guiar será esse o principal papel de Sérgio Paulinho, que depois de na Efapel ter tentado assumir-se como um líder, mas ter preferido ser novamente um gregário importante, será agora um referência na aprendizagem dos ciclistas da LA Alumínios-LA Sport.

Não significa que não se veja Paulinho tentar uma vitória. Afinal este deverá ser o seu último ano na brilhante carreira e certamente que sair com um triunfo, seria bem especial. E desta LA Alumínios-LA Sport espera-se isso mesmo: a procura por bons resultados, sendo uma equipa que muito se vê em fugas, sempre pronta a assumir algum risco para alcançar o sucesso.

2020 não correu de feição, principalmente depois de um 2019 que marcou esta nova era do projecto. Para a nova temporada - que para a elite arranca no domingo, na Prova de Abertura Região de Aveiro -, a vontade é de fazer mais e melhor e continuar o caminho de formar jovens ciclistas.

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16 de agosto de 2018

Equipa portuguesa ambiciosa para a Volta a França do Futuro

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Se há equipa que tem um grupo de ciclistas que tem potencial para receber muita atenção na Volta a França do Futuro, é o da selecção portuguesa. São corredores que demonstram enorme qualidade apesar de ainda serem muito jovens. À cabeça está um João Almeida que está a realizar um 2018 a todos os níveis fantástico, naquele que está a ser o seu primeiro ano na Hagens Berman Axeon. É vista por muitos como uma das melhores equipa de formação, orientada por Axel Merckx e que conta com mais dois portugueses que começam a demonstrar na estrada toda a qualidade já reconhecida na pista: Ivo e Rui Oliveira, que também estarão na corrida francesa.

Para lutar por um bom resultado na mais importante prova por etapas de sub-23, José Poeira chamou também Tiago Antunes, ciclista que começou o ano no Centro Mundial de Ciclismo, tendo em Abril optado por mudar-se para a equipa espanhola de Manolo Saiz, a Aldro Team, mas no início deste mês passou a estagiar na SEG Racing Academy. É um projecto holandês de formação por onde passaram Fabio Jakobsen - uma das estrelas em ascensão na Quick-Step Floors -  e Stephen Williams, britânico que está a estagiar com a Bahrain-Merida, mas já assinou contrato até 2020.

A completar a selecção estão dois ciclistas que competem em Portugal. André Ramalho (Jorbi/Team José Maria Nicolau) e Marcelo Salvador (Sicasal-Constantinos-Delta Cafés) fazem desta equipa uma que tem corredores para todos os terrenos que irão ser enfrentados neste Tour de l'Avenir, o nome oficial da competição.

João Almeida tem sido dos jovens ciclistas em destaque nesta temporada. Venceu a Liège-Bastogne-Liège de sub-23, foi quinto na Ronde de l'Isard e ganhou a classificação da juventude, tendo feito o mesmo no Giro para o seu escalão, no qual foi segundo na geral.

"É uma equipa equilibrada, com corredores capazes de estar com os melhores nas etapas de montanha, mas também com elementos prontos para se baterem pelas primeiras posições nos dias em que os sprinters tiverem oportunidades. Além disso, completa-se com jovens que sabem cumprir a missão de trabalhar para o colectivo e que chegam a este momento da época com a frescura física necessária para enfrentar um desafio com a importância e a exigência da Volta a França do Futuro", salientou o seleccionador José Poeira, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Se há prova que tem ajudado a impulsionar a carreira de muitos ciclistas, tem sido esta. Egan Bernal (Sky), David Gaudu (Groupama-FDJ), Marc Soler (Movistar), Miguel Ángel López (Astana), Warren Barguil (Fortuneo-Samsic), Johan Esteban Chaves (Mitchelton-Scott), Nairo Quintana (Movistar), fazem parte de uma lista de corredores que venceram o Tour de l'Avenir e que hoje são algumas das principais figuras do ciclismo mundial. Isto só para referir dos mais recentes.

Nesta edição, há mais um colombiano que é forte candidato a juntar-se a este lote de luxo. Ivan Ramiro Sosa é um dos ciclistas que será seguido atentamente. Tem apenas 20 anos e estará a caminho da Trek-Segafredo, depois de na Androni Giocattoli-Sidermec ter aparecido a grande nível na Volta aos Alpes e há cinco dias conquistou a Volta a Burgos.

Pode ver aqui a lista de inscritos.

Etapas
1ª: Grand-Champ - Elven, 138,2 km
2ª: Drefféac - Châteaubriant, 144,2
3ª: Le Lude - Châteaudu, 171,2
4ª: Orléans - Orléans, 20,2 (contra-relógio por equipas)
5ª: Beaugency - Levroux, 145,8
6ª: Le Blanc - Cérilly, 181,1
7ª: Moutiers - Méribe, 35,4
8ª: La Bathie - Crest-Voland Cohennoz, 81,1
9ª: Séez - Val d'Isère, 83

8 de abril de 2017

Francisco Campos foi o melhor português na Volta a Flandres dos sub-23

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Foi uma Volta a Flandres acidentada para os sub-23 portugueses. Uma semana depois da elite, foi a vez das jovens esperanças enfrentarem os 18 muros desta mítica clássica, incluindo o Kapelmuur, Kwaremont e Paterberg. Apesar de uma equipa com capacidade para estar entre os melhores, entre furos e quedas foi Francisco Campos quem conseguiu ser o melhor, terminando na 50ª posição, a 4:24 do vencedor. O penafidelense da formação Miranda-Mortágua está a ser um dos destaques deste início de temporada e a próxima corrida, na Holanda - o ZLM Tour -, será mais para as suas características, pois é uma prova que beneficia os ciclistas mais rápidos.

De recordar que Francisco Campos soma já quatro vitórias em 2017, as últimas duas na Volta às Terras de Santa Maria e a primeira foi na prova de abertura Região de Aveiro, onde bateu a elite nacional. Conquistou ainda a classificação de melhor jovem no Troféu Liberty Seguros.

André Carvalho seguia no grupo da frente quando furou. Atrasou-se, tal como Gaspar Gonçalves, que cedeu a roda ao seu companheiro. Mas o maior azar pertenceu a André Crispim. O jovem da Liberty Seguros/Carglass caiu e teve de ser transportado para o hospital, pois tinha "uma ferida muito aberta", segundo a Federação Portuguesa de Ciclismo. Os três ciclistas não terminaram os 168 quilómetros.

Quanto aos outros dois corredores convocados pelo seleccionador José Poeira, Marcelo Salvador foi 61º também a 4:24 minutos do vencedor e César Martingil foi 95º, a 8:57.

A Volta a Flandres é a primeira prova da Taça das Nações que prossegue no próximo sábado na Holanda. Está previsto Rui Oliveira substituir Marcelo Salvador, mas falta agora saber como estará André Crispim após a queda.

O vencedor foi o irlandês Edward Dubnar, colega dos gémeos Oliveira na Axeon Hagens Berman. O belga Jasper Philipsen ficou a 49 segundos, seguido pelo francês Jérémy Lecroq.




7 de abril de 2017

Sub-23 portugueses enfrentam os 18 muros da Volta a Flandres

César Martingil é uma das principais figuras dos sub-23 portugueses
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Uma semana depois do espectáculo dado por Philippe Gilbert será a vez de saber quem é o jovem que consegue conquistar a dureza da Volta a Flandres para o escalão de sub-23. A distância é menor, naturalmente (168,1 quilómetros contra os 260 da elite), mas são também 18 muros que terão pela frente, incluindo os míticos Kapelmuur, Kwaremont e Paterberg. Portugal estará representado por André Crispim, César Martingil e Gaspar Gonçalves da Liberty Seguros/Carglass, André Carvalho (Team Cipollini Iseo Rime), Marcelo Salvador (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés) e Francisco Campos (Miranda/Mortágua), ciclista que começou muito bem a temporada, com uma vitória na Prova de Abertura Região de Aveiro - frente à elite -, foi o melhor sub-23 do Troféu Liberty Seguros e mais recentemente ganhou duas etapas na Volta às Terras de Santa Maria.

Será uma dupla jornada que contará para a Taça das Nações. Depois da competição belga deste sábado, a equipa nacional de sub-23 viajará até à Holanda para dia 15 (também um sábado) competir no ZLM Tour. O percurso de 181,3 quilómetros tem por hábito ficar marcado pelo vento e pelo perigo de se produzirem cortes no pelotão, obrigando os ciclistas a uma elevada concentração e a colocação poderá ser decisiva. É uma corrida que normalmente beneficia os mais rápidos. Para a competição holandesa foi chamado Rui Oliveira (Axeon Hagens Berman), que substituirá Marcelo Salvador.

A qualidade dos ciclistas chamados por José Poeira deixa algumas expectativas quanto à possibilidade de um bom resultado nas duas corridas, crença expressa também pelo seleccionador nacional. “São duas provas com muita intensidade e com grande exigência técnica. Por isso são corridas fundamentais para a formação dos corredores com vista ao futuro. Entre os ciclistas convocados temos corredores que já fizeram este tipo de clássicas e que sabemos possuir qualidade para estar junto dos melhores”, salientou José Poeira, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Entre alguns dos recentes vencedores da Volta a Flandres estão ciclistas que ou já estavam em equipas World Tour ou entretanto chegaram lá, como por exemplo: David Per (Bahrain-Merida), Alexander Edmonson (Orica-Scott), Dylan Groenewegen (Lotto-Jumbo), Rick Zabel (Katusha-Alpecin) e Salvatore Puccio (Sky).

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