Mostrar mensagens com a etiqueta André Crispim. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta André Crispim. Mostrar todas as mensagens

15 de abril de 2017

Corrida para esquecer. Nenhum português terminou o ZLM Tour

Rui Oliveira foi o mais azarado: nem conseguiu chegar à partida real
Seria difícil imaginar um cenário pior. Perante as perspectivas de chuva, vento e frio, o seleccionador José Poeira já não esperava vida fácil para os seis ciclistas que escolheu para levar ao ZLM Tour, prova da Taça das Nações. No entanto, tudo o que poderia correr mal, basicamente, correu mesmo mal e a selecção nacional não conseguiu sequer lutar pelo objectivo de colocar um ciclista no top 15 e assim garantir a presença nos Mundiais de Bergen, em Setembro. 

A chuva não apareceu, mas o vento fez os estragos esperados, provocando muitos cortes no pelotão de ciclistas sub-23. Mas para Portugal, a corrida começou logo mal. Aliás, a corrida ainda nem tinha começado e Rui Oliveira já estava a abandonar. O ciclista da Axeon Hagens Berman caiu entre a partida simbólica e a real. Segundo a Federação Portuguesa de Ciclismo, Rui Oliveira ficou com a bicicleta partida e com umas marcas no corpo. Fim da linha para o líder da selecção nacional na prova holandesa.

Só 65 dos 145 ciclistas terminaram os 181,3 quilómetros, o que revela bem a dificuldade que os jovens corredores enfrentaram. André Carvalho, André Crispim e Francisco Campos - que tinha sido o melhor português na Volta a Flandres de sub-23 há uma semana - também caíram e abandonaram. César Martingil e Gaspar Gonçalves não tiveram acidentes, mas foram vítimas das quedas de outros ciclistas, pois perderam tempo, de tal forma que também eles acabaram por terminar precocemente a corrida.

O britânico Christopher Lawless ganhou ao sprint, com o belga Jasper Philipsen e o francês Jeremy Lecroq a completarem o pódio. Lawless é colega de equipa de Rui Oliveira e deu mais uma vitória à equipa de Axel Merckx.

Veja aqui a classificação do ZLM Tour.

13 de abril de 2017

Sub-23 portugueses vão enfrentar chuva, vento e frio para tentar garantir presença nos Mundiais

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Depois de uma Volta a Flandres algo acidentada para os sub-23 portugueses, este sábado não haverá os famosos muros de empedrado da Bélgica, mas o ZLM Tour proporcionará outras dificuldades. Chuva, vento e frio prometem tornar esta corrida numa verdadeira odisseia na Holanda, de tal forma que o seleccionador nacional até disse que "o problema não é na meta, é chegar lá". Porém, a motivação é grande e os ciclistas querem garantir desde já a presença nos Mundiais de Bergen, em Setembro.

André Crispim, César Martingil e Gaspar Gonçalves (Liberty Seguros/Carglass), André Carvalho (Team Cipollini Iseo Rime), Francisco Campos (Miranda/Mortágua) e Rui Oliveira (Axeon Hagens Berman) foram os corredores chamados por José Poeira. De recordar que André Crispim caiu há uma semana na Flandres e teve inclusivamente de ir ao hospital. No entanto, recuperou a tempo de ajudar a equipa, que aponta em colocar um ciclista no top 15 e assegurar a presença da selecção de sub-23 nos Mundiais.

"Prevê-se mau tempo, com chuva e vento. Será uma corrida de ataque e aberta. Vai ser necessário estar na frente para seguir as movimentações que vão partir o pelotão e que definirão quem poderá aspirar às primeiras posições", salientou José Poeira, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Esta prova normalmente beneficia homens rápidos e Portugal apresenta alguns que podem estar na decisão final. Contudo, se o vento já costuma provocar muitos problemas, com a meteorologia a ser ainda pior, os ciclistas portugueses terão de se manter concentrados durante os 181,3 quilómetros e evitar ficar em algum corte que os retire da frente da corrida.

Francisco Campos foi o melhor português na Volta a Flandres de sub-23 e está a realizar um excelente início de 2017. Rui Oliveira irá surgir certamente muito animado pelos recentes resultados na Joe Martin Stage Race, nos EUA, tendo alcançado dois segundos lugares em etapas e conquistado a classificação da juventude.

8 de abril de 2017

Francisco Campos foi o melhor português na Volta a Flandres dos sub-23

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Foi uma Volta a Flandres acidentada para os sub-23 portugueses. Uma semana depois da elite, foi a vez das jovens esperanças enfrentarem os 18 muros desta mítica clássica, incluindo o Kapelmuur, Kwaremont e Paterberg. Apesar de uma equipa com capacidade para estar entre os melhores, entre furos e quedas foi Francisco Campos quem conseguiu ser o melhor, terminando na 50ª posição, a 4:24 do vencedor. O penafidelense da formação Miranda-Mortágua está a ser um dos destaques deste início de temporada e a próxima corrida, na Holanda - o ZLM Tour -, será mais para as suas características, pois é uma prova que beneficia os ciclistas mais rápidos.

De recordar que Francisco Campos soma já quatro vitórias em 2017, as últimas duas na Volta às Terras de Santa Maria e a primeira foi na prova de abertura Região de Aveiro, onde bateu a elite nacional. Conquistou ainda a classificação de melhor jovem no Troféu Liberty Seguros.

André Carvalho seguia no grupo da frente quando furou. Atrasou-se, tal como Gaspar Gonçalves, que cedeu a roda ao seu companheiro. Mas o maior azar pertenceu a André Crispim. O jovem da Liberty Seguros/Carglass caiu e teve de ser transportado para o hospital, pois tinha "uma ferida muito aberta", segundo a Federação Portuguesa de Ciclismo. Os três ciclistas não terminaram os 168 quilómetros.

Quanto aos outros dois corredores convocados pelo seleccionador José Poeira, Marcelo Salvador foi 61º também a 4:24 minutos do vencedor e César Martingil foi 95º, a 8:57.

A Volta a Flandres é a primeira prova da Taça das Nações que prossegue no próximo sábado na Holanda. Está previsto Rui Oliveira substituir Marcelo Salvador, mas falta agora saber como estará André Crispim após a queda.

O vencedor foi o irlandês Edward Dubnar, colega dos gémeos Oliveira na Axeon Hagens Berman. O belga Jasper Philipsen ficou a 49 segundos, seguido pelo francês Jérémy Lecroq.




7 de abril de 2017

Sub-23 portugueses enfrentam os 18 muros da Volta a Flandres

César Martingil é uma das principais figuras dos sub-23 portugueses
(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Uma semana depois do espectáculo dado por Philippe Gilbert será a vez de saber quem é o jovem que consegue conquistar a dureza da Volta a Flandres para o escalão de sub-23. A distância é menor, naturalmente (168,1 quilómetros contra os 260 da elite), mas são também 18 muros que terão pela frente, incluindo os míticos Kapelmuur, Kwaremont e Paterberg. Portugal estará representado por André Crispim, César Martingil e Gaspar Gonçalves da Liberty Seguros/Carglass, André Carvalho (Team Cipollini Iseo Rime), Marcelo Salvador (Sicasal/Constantinos/Delta Cafés) e Francisco Campos (Miranda/Mortágua), ciclista que começou muito bem a temporada, com uma vitória na Prova de Abertura Região de Aveiro - frente à elite -, foi o melhor sub-23 do Troféu Liberty Seguros e mais recentemente ganhou duas etapas na Volta às Terras de Santa Maria.

Será uma dupla jornada que contará para a Taça das Nações. Depois da competição belga deste sábado, a equipa nacional de sub-23 viajará até à Holanda para dia 15 (também um sábado) competir no ZLM Tour. O percurso de 181,3 quilómetros tem por hábito ficar marcado pelo vento e pelo perigo de se produzirem cortes no pelotão, obrigando os ciclistas a uma elevada concentração e a colocação poderá ser decisiva. É uma corrida que normalmente beneficia os mais rápidos. Para a competição holandesa foi chamado Rui Oliveira (Axeon Hagens Berman), que substituirá Marcelo Salvador.

A qualidade dos ciclistas chamados por José Poeira deixa algumas expectativas quanto à possibilidade de um bom resultado nas duas corridas, crença expressa também pelo seleccionador nacional. “São duas provas com muita intensidade e com grande exigência técnica. Por isso são corridas fundamentais para a formação dos corredores com vista ao futuro. Entre os ciclistas convocados temos corredores que já fizeram este tipo de clássicas e que sabemos possuir qualidade para estar junto dos melhores”, salientou José Poeira, citado pela Federação Portuguesa de Ciclismo.

Entre alguns dos recentes vencedores da Volta a Flandres estão ciclistas que ou já estavam em equipas World Tour ou entretanto chegaram lá, como por exemplo: David Per (Bahrain-Merida), Alexander Edmonson (Orica-Scott), Dylan Groenewegen (Lotto-Jumbo), Rick Zabel (Katusha-Alpecin) e Salvatore Puccio (Sky).

»»Épico Gilbert reacende sonho dos cinco monumentos««

»»O jovem que surpreendeu a elite em Ovar: "Ainda estou em choque!"««