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19 de novembro de 2019

Contraste de emoções na época da Lotto Soudal

(Fotografia: © Photo News/Lotto Soudal)
No ano pós-Greipel, no que diz respeito aos sprints a Lotto Soudal encontrou um sucessor que não demorou a dar garantias de vitórias e que mostrou que estava mesmo preparado para ir à Volta a França. Caleb Ewan é uma certeza nesta especialidade. Quanto às clássicas, foi uma época aquém, não ajudando que Tiesj Benoot continue a ser regular entre os primeiros, mas não consegue terminar com mais vitórias. Tim Wellens cumpriu e a Lotto Soudal tinha razões para estar satisfeita com a sua temporada, pois também via um dos seus jovens aparecer cada vez melhor. Bjorg Lambrecht estava em fase de afirmação e a sua morte marcou inevitavelmente a equipa.

O acidente aconteceu em Agosto, na Volta à Polónia e deste então que a Lotto Soudal teve de garantir que os seus ciclistas lidassem com uma situação de perda de um jovem de apenas 22 anos, um companheiro de equipa e para alguns também um amigo. Lambrecht estava a evoluir nas provas por etapas e era uma das esperanças belgas para ser uma figura entre a nova geração que está a a despontar no ciclismo. Venceu a classificação da juventude no Critérium du Dauphiné, o que deixou a equipa a pensar que poderia em pouco tempo ter um ciclista que pudesse apostar além de Tim Wellens, com Lambrecht a poder pensar mais nas gerais das grandes voltas do que o que faz o compatriota.

Estes planos foram tragicamente interrompidos, após uma temporada de sucesso para a Lotto Soudal. Porém, a Vuelta traria para a ribalta um ciclista desta equipa. Carl Fredik Hagen foi contratado à Joker Icopal do escalão Continental e, agora com 28 anos, acabou por ser uma das revelações de 2019. Foi fazendo boas exibições durante a temporada, inclusivamente no Critérium du Dauphiné e antes na Volta à Romandia, por exemplo

Talvez por a Lotto Soudal ser uma equipa que tendencialmente aposta na procura por vitórias de etapas, Hagen não foi muito valorizado quando entrou no top dez na 13ª etapa. No entanto, as exibições foram subindo de nível com o passar da Vuelta, terminou na oitava posição e agora vai ser certamente mais valorizado!
Ranking: 9º (8741,94 pontos) 
Vitórias: 23 (incluindo duas etapas no Giro e três no Tour) 
Ciclista com mais triunfos: Caleb Ewan (10)
Hagen poderá ser homem para geral, enquanto Wellens prefere as provas de uma semana e perseguir as etapas nas grandes voltas. Cinco vitórias em 2019 e o belga continua a ser uma garantia de bons resultados. Tal como Thomas de Gendt. Mais uma daquelas vitórias ao estilo como este ciclista tanto gosta. Um ataque no momento certo e uma capacidade enorme de fazer autênticos contra-relógios a manter toda a concorrência longe, é a receita de sucesso deste enorme corredor. Porém, fica a sensação que esta ideia de tentar bater o recorde do companheiro Adam Hansen de participações consecutivas em grandes voltas e sempre a terminar, está a tirar algum fôlego a De Gendt, que chegou esgotado à Vuelta.

No que a Lotto Soudal ficou aquém foi nas clássicas. E sendo uma formação belga, isso simplesmente não pode acontecer. Tiesj Benoot continua a ser um dos melhores no pavé, mas não conseguiu dar continuidade à vitória na Strade Bianche do ano passado. É ainda um ciclista com potencial para as provas por etapas, mas não foi um 2019 tão forte como desejaria. Benoot sentiu que estava na altura de mudar de ares e depois de cinco anos na Lotto Soudal, vai reforçar uma Sunweb à procura de uma figura principal, após a saída de Tom Dumoulin. Mesmo que possa sempre tentar mostrar o seu valor nas grandes voltas, é nas clássicas que o belga quer novamente apostar mais.

A precisar de mais nas corridas de um dia, a Lotto Soudal resolveu recorrer à experiência. Philippe Gilbert vai regressar à equipa na qual conquistou muitas das suas marcantes vitórias. E dele espera-se sempre algo de fenomenal. Já a contratação de John Degenkolb levanta muitas dúvidas. Quando parece que está a regressar ao seu melhor - como quando ganhou a etapa de Roubaix no Tour em 2018 -, o alemão volta a desaparecer no anonimato dos resultados banais. A oportunidade como a que a Lotto Soudal lhe está a dar pode não surgir muito mais vezes.

A equipa não foi tão forte nas clássicas como quer, mas Caleb Ewan compensou a falta de resultados nessas corridas nos sprints. Iria fazer esquecer Greipel? O alemão nunca será esquecido, mas pelo menos Ewan conseguiu que rapidamente se deixasse de falar na partida de Greipel e se falasse da sua chegada triunfal. Foi ao Giro ganhar duas etapas e depois conseguiu finalmente estrear-se no Tour. Na Mitchelton-Scott estava a ser preterido porque a equipa olhava mais para a classificação geral com os gémeos Yates. Foi isso que o fez mudar-se para a Lotto Soudal. Ganhou três etapas e não admira que considere que já deveria ter ido ao Tour mais cedo.

Tem apenas 25 anos e depois de ter assegurado que mais ninguém duvidasse que pode ganhar aos melhores e nos principais palcos - somou ao todo 10 vitórias -, segue-se um 2020 importante para que mostre que saberá lidar com a pressão de ser um dos favoritos.

De referir ainda que a Lotto Soudal apoiou Victor Campenaerts no seu objectivo de se tornar o recordista da hora. Mais uma aposta ganha, com o belga a bater a marca de Bradley Wiggins. Fez 55,089 quilómetros. O belga está de saída para a NTT (novo nome da Dimension Data), depois de uma temporada que, após alcançar o recorde, não decorreu como desejado a nível de resultados.


3 de dezembro de 2018

Ambiente nos bastidores não afastou Lotto Soudal das vitórias

(Fotografia: © Photo News/Lotto Soudal)
A querer dar um salto qualitativo na sua estrutura, a Lotto Soudal acabou por viver uma guerra de bastidores que levou à saída de uma das maiores referências da equipa e a um ambiente que os ciclistas não gostaram, ainda que tenham reagido com vitórias, algumas marcantes,. Mas não foi fácil digerir a anunciada saída de André Greipel. O alemão foi um líder durante oito temporadas, um vencedor. Contudo, a conturbada relação com o novo director geral acabou com a longa ligação e ameaçou a estabilidade da Lotto Soudal.

Apesar de ser uma equipa por norma ganhadora, principalmente em sprints, etapas e em algumas clássicas, a Lotto Soudal não é das equipas economicamente mais poderosas, mas a contratação de Paul de Geyter para o cargo de director geral tinha como objectivo angariar mais patrocinadores e construir uma equipa mais forte. Porém, enquanto na estrada Tiesj Benoot, Tim Wellens, Thomas de Gendt e o próprio Greipel iam somando bons resultados, longe dos olhares públicos a equipa não vivia uma fase estável.

A negociações para renovar o contrato de Greipel terminaram com o alemão a acusar Geyter de ser mentiroso e o sprinter assinou antes pela francesa Arkéa-Samsic (actual Fortuneo-Samsic), optando por descer ao escalão Profissional Continental a continuar na equipa em que viveu os melhores momentos da carreira. Apesar de Greipel já estar a demonstrar alguma dificuldade para bater os grandes nomes do sprint nas principais corridas, o peso do alemão continuava a ser grande na equipa, mesmo aos 36 anos. Este ano conquistou oito das 25 vitórias da Lotto Soudal. Já não ganha tanto, mas terá sempre de ser visto como um dos melhores. O seu currículo assim exige.

O ambiente era de tal forma pesado, que um ciclista terá mesmo avisado o director desportivo Marc Sergeant - que com a chegada de Geyter ficou apenas dedicado à vertente desportiva da equipa - que a família se estava a desfazer. "O Paul está a olhar para isto como um negócio, mas isto não é um negócio", terá dito.

Mas enquanto se procurava alguma tranquilidade nos bastidores, a verdade é que a Lotto Soudal teve uma temporada positiva, sem ser fenomenal, tendo ganho uma etapa na Volta a Itália (Tim Wellens) e uma na Vuelta (Jelle Wallays), como Thomas de Gendt a tornar-se no primeiro belga a ser o rei da montanha na grande volta espanhola.


Ranking: 15º (4700,01 pontos)
Vitórias: 25 (incluindo a Strade Bianche e uma etapa no Giro e na Vuelta)
Ciclista com mais triunfos: André Greipel (8)

Outro dos grandes momentos da temporada aconteceu na fase das clássicas da Primavera. Uma das contratações tinha sido a de Tom Boonen, que se tornou num conselheiro na equipa rival da Quick-Step Floors, que representou praticamente toda a sua carreira. Pouco depois da sua chegada, coincidência ou não, Benoot finalmente confirmou créditos nas clássicas com um daqueles triunfos com contornos épicos, numa Strade Bianche que se vai consagrando como uma das corridas mais espectaculares do calendári. Benoot escapou à companhia de Romain Bardet (AG2R) e de Wout van Aert (Vérandas Willems-Crelan) - um nome que ainda teria a sua influência no desenrolar de certos acontecimentos na Lotto Soudal -, para chegar à meta com aquele aspecto enlameado, que tanto ajudou a dar um efeito ainda mais dramático a um grande momento deste ciclista belga.

Benoot acabou por se apagar um pouco após o Critérium du Dauphiné, pois uma queda no Tour prejudicou a sua condição física, que nem para a Vuelta recuperou. Também Tim Wellens realizou uma primeira fase de temporada muito forte. Venceu a Ruta del Sol, foi quinto no Paris-Nice, foi ainda ganhar a clássica De Brabantse Pijl-La Flèche Brabanconne e esteve bem nas Semana das Ardenas. Aos 27 anos, o belga confirmou com boas vitórias a sua capacidade para corridas de uma semana e de um dia.

Porém, apesar de alguma expectativa para o Giro, Wellens cedo avisou que não estava interessado em lutar por top dez, nem nada parecido. Não parece ter como objectivo ser um voltista, pelo menos não para já, mas em Itália ganhou uma etapa. Missão cumprida. Mais para o fim da época, ainda conquistou a Volta à Valónia e foi fazer quinto na Lombardia.

Mesmo sem Greipel a ganhar nas grandes voltas, a Lotto Soudal continua a "picar o ponto". Não conseguiu no Tour e já se sabe o peso que tem um triunfo na corrida francesa, mas a prestação de De Gendt na Vuelta, envolvido em tantas fugas e garantindo a classificação da montanha e a vitória de etapa de Jelle Wallays, selaram uma temporada nas provas de três semanas com razões para a equipa ficar satisfeita. De Gendt ainda juntou à sua excelente temporada, vitórias em etapas na Volta à Catalunha e na Romandia.

A pensar no futuro próximo, a Lotto Soudal contratou Bjorg Lambrecht, um dos jovens belgas a quem chamam de novo Merckx, que teve um ano de adaptação ao World Tour, com presença na Vuelta e uma vitória de etapa na Volta aos Fiordes. Tem apenas 21 anos, pelo que ainda há um processo de evolução em curso, mas poderá ser aposta para a equipa.

Chegada de Caleb Ewan e uma frustração chamada Van Aert

A contratação do pequeno sprinter australiano Caleb Ewan, como substituto de Greipel, nem foi mal recebida, numa perspectiva de rejuvenescimento da Lotto Soudal. Porém, o trabalho de Geyter continuava a estar demasiado no centro das atenções. Além de não ter conseguido qualquer novo patrocínio de forma a reforçar o orçamento da equipa, como era a sua função, o enorme desejo dos responsáveis da Lotto Soudal em contratar e emergente estrela Wout van Aert tornou-se numa ainda maior frustração. Geyter nunca terá feito qualquer oferta de contrato ao ciclista, que acabaria por assinar para 2020 pela Lotto-Jumbo, uma equipa holandesa.

Adam Blythe, Roger Kluge e Brian van Goethem são outros dos reforços, mas é a contratação de John Lelangue que mais se espera que traga à equipa a estabilidade muito ambicionada depois da má experiência com Geyter, que recebeu ordem de saída. Lelangue já foi director na BMC e antes na Phonak e era um dos nomes apontados antes de ter sido Geyter a escolha.

A Lotto Soudal quer reconstruir a sua família em 2019, continuar a vencer e retomar o crescimento que procura. Wellens, De Gendt (que pretende fazer as três grandes voltas na próxima época) e Benoot serão os principais líderes, com Ewan a ter a missão de fazer esquecer um Greipel que será sempre uma das grandes figuras da Lotto Soudal. Foram 95 vitórias, incluindo 11 na Volta a França, sete no Giro e quatro na Vuelta. De destacar ainda as 18 no Tour Down Under, na terra de Ewan, com Greipel a contar ainda com duas vitórias na geral da corrida que abre o calendário World Tour.

Permanências: Tiesj Benoot, Tim Wellens, Thomas de Gendt, Victor Campanaerts, Adam Hansen, Armée Sander, Jasper de Buyst, Frederik Frison, Jens Keukeleire, Bjorg Lambrecht, Nikolas Maes, Tomasz Marczynski, Remy Mertz, Maxime Monfort, Lawrence Naesen, Tosh van der Sande, Jelle Vanendert, Jelles Wallays, Harm Vanhoucke e Enzo Wouters.

Contratações: Caleb Ewan (Mitchelton-Scott), Adam Blythe (Aqua Blue Sport), Roger Kluge (Mitchelton-Scott), Brian van Goethem (Roompot-Nederlandse Loterij), Carl Fredrik Hagen (Joker Icopal), Rasmus Byriel Iversen (General Store Bottoli Zardini), Stan Dewulf e Gerben Thijssen (Lotto Soudal sub-23 - estagiaram na equipa principal desde Agosto).

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19 de outubro de 2018

Mil quilómetros depois, férias!

(Fotografia: Twitter Thomas de Gendt)
Ponto final na aventura de Thomas de Gendt e Tim Wellens. Mil quilómetros depois, numa viagem que os levou de Como, na Lombardia, até Semmerzake, na Bélgica, os ciclistas da Lotto Soudal vão finalmente de férias. "A Última Fuga" (#TheFinalBreakway), como chamaram a este derradeiro desafio de 2018, demorou os previstos seis dias, com a meteorologia a ser bem simpática para a dupla e só com dois furos como percalço maior, o último a cinco quilómetros da chegada!

"Estou feliz por estar em casa, mas foi uma grande aventura e uma experiência maravilhosa", salientou De Gendt. A última etapa desta forma diferente de terminar a temporada foi a mais longa das seis. Para completar os 200 quilómetros finais, os dois belgas levantaram-se às seis da manhã, para pouco depois, ainda antes do sol nascer, estarem a pedalar rumo a casa. Pelo menos à casa de De Gendt, pois Wellens irá aproveitar para visitar a família antes de ir para o Mónaco, onde mora. Mas de avião.


(Fotografia: Twitter Thomas de Gendt)
Os dois começaram em Maio a planear esta viagem. Depois de acabarem o último monumento do ano, na Lombardia - que terminou em Como -, decidiram regressar à Bélgica de bicicleta. Viajaram o mais leve possível, mas tiveram ainda assim de ter um peso extra, que tiveram de transportar mesmo durante as subidas. "Apesar da bagagem que tínhamos na bicicleta, conseguimos ainda assim uma velocidade de 30 quilómetros [por hora] esta semana. Tivemos sorte com o tempo. Só ontem não vimos o sol e tivemos maioritariamente o vento pelas costas durante as etapas. Só tivemos dois furos esta semana: no topo do Grand Ballon [França] e hoje [sexta-feira] a cinco quilómetros do fim", explicou De Gendt.

O primeiro belga a ser o rei da montanha na Bélgica (31 anos) acumulou quase 13 mil quilómetros só em competição durante 2018. Foram muitos mais os de treino e termina agora com mais mil na aventura final do ano. Wellens (27) somou quase 10.500, numa época também positiva para este ciclista, com vitórias na Ruta del Sol, Volta à Valónia, a clássica De Brabantse Pijl-La Flèche Brabanconne e ainda uma etapa no Giro.

"Gostámos muito. Ontem jantámos com o Maxime Monfort [companheiro na Lotto Soudal] e no dia antes, o Lars Bak [outro colega de equipa] deixou-nos uma surpresa no hotel. Pudemos apreciar a natureza ao longo do percurso, algo impossível durante uma corrida. Fisicamente ainda estamos bem, mas também felizes por ir de férias", disse De Gendt, que não escondeu que tanto ele como Wellens ficaram surpreendidos com o apoio que receberam das muitas pessoas que seguiram a aventura.

Mas será que é para repetir? "Não nos arrependemos desta aventura, mas não fazemos promessas que a vamos repetir." Os ciclistas e a Lotto Soudal foram partilhando fotografias deste desafio nas redes sociais. Apesar da distância, De Gendt e Wellens até chegaram a fazer um desvio até à Alemanha, como forma de homenagem a mais dois colegas de equipa, André Greipel e Marcel Sieberg. Ambos estão de saída para a Fortuneo-Samsic e Bahrain-Merida, respectivamente.

Quanto à surpresa de Lars Bak, umas Coca-Colas e uns bolos estavam à espera da dupla quando chegaram ao hotel, em Gonderange.

Agora é altura de descansar, para depois começar a preparar a temporada de 2019.

»»Para terminar a época, que tal mil quilómetros de bicicleta para regressar a casa?««

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6 de outubro de 2018

Para terminar a época, que tal mil quilómetros de bicicleta para regressar a casa?

(Fotografia: Twitter Thomas de Gendt)
Um tem mais de 12 mil quilómetros feitos em 2018 só em competição. Outro está a aproximar-se dos dez mil e vai ultrapassá-los nas duas corridas que lhe faltam no calendário. Mas não se pense que Thomas de Gendt e Tim Wellens estão a pensar em descansar quando finalmente a época terminar. Não vão regressar a casa confortável e rapidamente num avião. Não. Depois da Lombardia vão pegar nas bicicletas e vão pedalar até casa, na Bélgica. Ou seja, serão mais uns mil quilómetros para acrescentar a uma contagem que é bem maior do que a aqui apresentada, pois foram certamente foram muitos milhares os que fizeram em treino.


De Gendt foi o primeiro belga a ser o rei da montanha
na Vuelta (Fotografia: © PhotoGomezSport/La Vuelta)
Objectivamente será o regresso a casa de De Gendt (31 anos), pois a "meta" será em Semmerzake, onde mora. Wellens (27) vai aproveitar para visitar a família antes de seguir para o Mónaco, onde vive. E já não irá de bicicleta.

Esta não foi uma ideia que tenha surgido agora. Desde Maio que o duo começou a preparar o desafio de fazer os cerca de mil quilómetros entre Como, onde acabará o último monumento do ano (241 quilómetros), no próximo sábado, e a terra de De Gendt.

Suíça, França, Luxemburgo, antes de chegarem às Ardenas e à Flandres. Thomas de Gendt partilhou a rota escolhida no Strava, que será dividida por seis dias. Os hotéis estão reservados e o material escolhido. O belga que venceu a camisola da montanha na Vuelta, mostrou como irão transportar o que precisam. Não irão com muita bagagem, o que percebe-se, tendo em conta que o terreno que os espera não é exactamente plano. Uma mala presa no guiador, outra no quadro e uma última no selim, como se pode ver na fotografia em cima.


Wellens ganhou uma etapa no Giro em Caltagirone
(Fotografia: Giro d'Italia)
Tim Wellens, tal como De Gendt, realizou uma época positiva na Lotto Soudal, com destaque para a vitória de etapa no Giro. "Vamos atirar a nossa bagagem para a bicicleta em Itália e ir de hotel em hotel. Com calma, sem grandes pressas", disse De Gendt ao jornal belga Het Nieuwsblad.

Um longo passeio para concluir uma longa temporada. Thomas de Gendt começou logo no Tour Down Under, na Austrália, com Wellens a ficar pela Europa, arrancando em Espanha, vencendo a segunda das corridas de um dia. De Gendt concluiu o Tour e a Vuelta, Wellens abandonou no Giro e no final de temporada esteve nas clássicas do Canadá, antes de ir aos Mundiais. Em Agosto venceu a Volta à Valónia.

Especificamente, foram 87 dias de competição e 12.583 quilómetros para De Gendt, sendo que estará na clássica Milano-Torino, mas não está confirmada a presença na Lombardia. Aí estará certamente Wellens, salvo alteração de última hora, que estará também na Milano-Torino, aumentando assim a contagem de 61 dias e 9942 quilómetros que tem até ao momento.

Percurso (com links para o Strava de Thomas de Gendt):
Dia 1: Como - Fluelen, 183,35 quilómetros
Dia 2: Fluelen - Saint-Louis, 150,85 quilómetros
Dia 3: Saint-Louis - Luneville, 191 quilómetros
Dia 4: Luneville - Gonderange, 156,53 quilómetros 
Dia 5: Gonderange - Chevron, 120,83 quilómetros
Dia 6: Chevron - Semmerzake, 200 quilómetros

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8 de maio de 2018

E o Giro animou

Tim Wellens ganhou a quarta etapa (Fotografia: Giro d'Italia)
O contra-relógio foi interessante e os sprints de Elia Viviani fizeram valer a pena esperar pelo final das etapas em Israel. Porém, foi no regresso a Itália que o Giro animou. E de que maneira! A etapa com muito sobe e desce tinha tudo para proporcionar ataques, contra-ataques, com várias ciclistas a terem pretensão a ganhar etapa ou mesmo a tentar tirar a camisola rosa a Rohan Dennis (BMC), mas acabou por até colocar em xeque quem luta pela geral. A maglia rosa era o pensamento de José Gonçalves, mas será que não havia mais nenhuma avaria para acontecer ao português? Tanto azar acabou por resultar em perda de tempo. Está mais longe o objectivo da rosa, mas a forma física está lá para lutar por etapas. Quem sabe já amanhã...

No entanto, o foco do dia vai, naturalmente, para o vencedor Tim Wellens, o excelente trabalho da Lotto Fix ALL, as boas indicações de ciclistas como Domenico Pozzovivo e Simon Yates e as mais preocupantes indicações de Chris Froome e Miguel Ángel López. Estamos apenas com quatro etapas realizadas e a alta montanha ainda nem chegou. Está quase. É já na quinta-feira, no Etna. O britânico da Sky ficou 55 segundos de desvantagem para Dennis, que se mantém um à frente de Tom Dumoulin (Sunweb). Quanto ao colombiano a distância passou para 1:14 minutos.

Falta tanta corrida e não há razões para pânico. Froome quer ganhar, López aponta ao pódio, ou pelo menos é o que o o seu director, Alexander Vinokourov, deseja. Mesmo estando as grandes decisões ainda longe, estes são segundos que ninguém com estes objectivos gosta de ter para recuperar com tão pouco tempo decorrido no Giro.

Aquela rampa final fez mossa em muita gente, depois de uns últimos quilómetros muito intensos. No entanto, permitiu perceber que Simon Yates (Mitchelton-Scott) - que já tinha estado bem no contra-relógio - quer e está em condições de se intrometer na muito falada luta Dumoulin/Froome. Para já subiu a terceiro, a 17 segundos da liderança. Reduzir a Volta a Itália a a dois ciclistas é, para já, injusto. Pozzovivo está numa fase de temporada muito interessante. O líder da Bahrain-Merida está a agarrar com tudo o que tem esta oportunidade dada pela equipa numa grande volta. Johan Esteban Chaves atacou, não aguentou o ritmo, mas a Mitchelton-Scott poderá mesmo ter o luxo de jogar com o colombiano e Yates.

Thibaut Pinot (Groupama-FDJ) esteve discreto no meio da alguma confusão que foram aqueles metros finais, mas terminou apenas a quatro segundos. George Bennett (Lotto-Jumbo), Fabio Aru (UAE Team Emirates), Carlos Betancur (Movistar) e Louis Meintjes (Dimension Data) descolaram e deixaram escapar dez, mas ainda assim qualquer um deles demonstrou que aquele top dez vai ser uma bela luta. E quem estará nela será Michael Woods. O canadiano da EF Education First-Drapac p/b Cannondale pode ser visto como outsider, mas terá de receber bastante atenção se os favoritos não quiserem ter de lidar com o que poderá ser uma boa surpresa, ainda que não seja total, tendo em conta o que já fez na última Vuelta (foi sétimo).

Até parece mal deixar Tim Wellens para o fim. O belga está a ter uma época sensacional. São já cinco vitórias, com destaque para a etapa e geral na Ruta del Sol e depois na clássica De Brabantse Pijl. Agora somou a sua segunda no Giro, dois anos depois de ter ganho em Roccaraso. Wellens, que antes do Giro renovou até 2020 com a Lotto Soudal (ou Lotto Fix ALL nesta corrida), realçou que foi especial por uma vez bater o pelotão, sem ter de o deixar à distância. Este é um daqueles ciclistas que tem tendência a ganhar com ataques de timing perfeito. Desta vez, foi uma aceleração final, seguida ainda de um sprint que lhe garantiu a vitória.

Apesar da boa forma e de se querer mostrar nas três semanas, o top dez parece que afinal não entrará já nas contas de Wellens. O ciclista falou de como quer tentar somar mais alguma etapa e ajudar os seus colegas. "Sou o tipo de corredor que pode ir pelas gerais numa corrida de uma semana", salientou, acrescentando também sua aptidão para certas clássicas: "Mas nas grandes voltas prefiro apontar às vitórias de etapas em vez da geral."

Não sendo de excluir completamente que possa eventualmente pensar num bom resultado no final das três semanas, o melhor é tirar-lhe bem as medidas para certas etapas. Numa equipa sem um André Greipel que tantas vitórias lhe rendeu no passado, Wellens nada tem a ver com o sprinter, mas pode não ficar pelo triunfo em Caltagirone. De salientar ainda que a Lotto Fix ALL fez um grande trabalho em preparar o caminho para Wellens. Foi perfeito!

Regressando a José Gonçalves. Que pena os problemas mecânicos que teve. Trocou de bicicleta com um colega, depois parou para lhe ser dada novamente uma dele, mas o guiador não estava bem e lá foram mais uns segundos. Mesmo tendo um gregário de luxo a trabalhar para o ajudar, Tony Martin, Gonçalves acabou por cortar a meta a 27 segundos de Wellens. Com tanto chega a frente para parar novamente, para recuperar outra vez... Foi demasiada energia despendida. Caiu de terceiro para 11º. Há que continuar a acreditar que pelo menos a vitória de etapa é possível, principalmente se tiver esgotado todos os problemas mecânicos neste dia!

Pode ver aqui as classificações, cuja única mudança foi na liderança por equipas. A Katusha-Alpecin de José Gonçalves caiu para oitavo, com a Mitchelton-Scott a ser agora a melhor. Elia Viviani (Quick-Step Floors) lidera nos pontos e o companheiro de equipa Max Schachmann na juventude. Enrico Barbin (Bardiani-CSF) foi novamente para a fuga - terceiro dia consecutivo - para somar mais uns pontos para a montanha.

Quinta etapa: Agrigento-Santa Ninfa (Valle del Belice), 153 quilómetros


A primeira parte do dia é algo "ondulada" mas não deverá causar grandes problemas. Quando chegarem as três contagens de quarta categoria, também nenhuma é particularmente assustadora para alguns dos sprinters, ainda que a descida após a Partanna possa proporcionar algum ataque para aqueles que gostam de correr dessa forma. Mesmo que os sprinters sobrevivam às subidas e descidas, o que não vem categorizado acaba por ser o que poderá eliminar aqueles que se pode descrever como puro sprinter. A cerca de dois quilómetros da meta, uma curta ascensão chega a ter alguns metros a mais de 12%! Mesmo antes da meta haverá nova inclinação, ainda que bem mais simpática.

Etapa curta, que poderá ser movimentada, principalmente por aqueles que na quinta-feira não estarão a pensar em conquistar o Etna, naquela que será a primeira chegada em alto da Volta a Itália. No entanto, depois da intensidade da etapa desta terça-feira e com tantos pretendentes a quererem mostrar-se... Será importante que, pelo menos, mais nenhum segundo seja perdido.


 


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29 de abril de 2018

Lotto Soudal muda de nome e de camisola para o Giro e espera pela afirmação de Wellens

(Imagem: Print screen)
Entra 4 e 27 de Maio não será Lotto Soudal, mas sim Lotto Fix ALL. Também as camisolas não serão as tradicionais brancas e vermelhas. A equipa belga irá assim fazer uso da regra que permite uma mudança deste género uma vez por ano e irá promover um dos produtos do seu patrocinador, desta feita, numa corrida de três semanas: o Giro.

Esta não é a primeira vez que a marca opta por esta mudança. Já aconteceu em 2016 e 2017, sendo o Paris-Nice a corrida então escolhida. Desta vez a aposta foi numa das competições mais importantes do ano. De oito etapas, passarão para 21 de exposição mediática, além dos três dias de descanso, do dia a apresentação...

"Porque o giro é uma das três maiores corridas e chega a uma larga audiência mundial, em 171 países, é perfeito para esta opção. Ainda mais, Itália é um mercado importante para a Soudal. Desejamos à equipa a melhor sorte no Giro e estamos entusiasmados por ver a camisola da Fix ALL na televisão", afirmou Dirk Coorevits, CEO da Soudal.

Fix ALL é o nome de um dos produtos da Soudal. É um selante e um adesivo e já tem publicidade a rigor para a prova que se aproxima (ver vídeo no final do texto). E o grande responsável em fazer falar-se bastante deste nome será Tim Wellens. A Lotto Fix ALL irá com o objectivo de colocar o belga entre os primeiros na geral. Aos 26 anos conquistou uma posição de líder e está a assumir um papel de relevo na equipa, numa altura em que a principal estrela está a apagar-se: André Greipel.

Dos sprints para a geral, a Lotto Fix ALL poderá ter razões para estar confiante que Wellens poderá tentar meter-se no top dez. O seu registo em grandes voltas não é nada de fantástico. Fez dois Giros (54º em 2014 e 96º em 2016) e dois Tours (129º em 2015 e abandonou no ano passado). No entanto, em Itália já ganhou uma etapa, em 2016, num ataque que deu em vitória. E esta tem sido a história dos triunfos de Wellens. É um ciclista que tem um percepção perfeita de quando deve tentar a sua sorte.

Tem sido um ciclista que a equipa tem estado a aprimorar desde 2013, depois de no ano anterior ter convencido durante o estágio que realizou. Aos poucos foi demonstrando a capacidade para ganhar corridas por etapas, mas sendo belga, as clássicas também entram sempre nos seus planos. Em 2018 começou a aquecer - e de que maneira - em Espanha. Ganhou no Trofeo Serra de Tramuntana e depois foi conquistar brilhantemente a Ruta de Sol (e uma etapa), onde estavam alguns dos principais voltistas da actualidade. Ficou feita a candidatura a algo mais para uma grande volta.

Colocou a semana das Ardenas como prioridade e antes venceu a Brabantse Pijl. Porém, nos momentos decisivos das três corridas que apontou, não conseguiu produzir a performance desejada e ainda criticou o companheiro que na Flèche Wallonne fez terceiro. Acusou Jelle Vanendert de não o ter ajudado, com a Lotto Soudal a sair em defesa do ciclista e forçando Wellens a pedir desculpa. Um momento menos bonito de quem talvez ainda esteja a aprender a ser líder.

Depois de se consagrar como corredor para corridas por etapas, mas de uma semana, é altura de Wellens mostrar se tem estofo para as três. Se se apresentasse com o objectivo de ir atrás de etapas, então estaria no topo da lista dos ciclistas que provavelmente sairiam do Giro com pelo menos uma. No entanto, querendo começar a afirmar-se como homem de geral, será um passo importante na carreira de Wellens. O potencial parece lá estar e a equipa acredita no seu ciclista, rodeando-o de companheiros experientes e de qualidade para o apoiarem. Sem ser um conjunto ao nível de uma Sky ou Sunweb, ciclistas como Sander Armée, Lars Ytting Bak e Adam Hansen (o homem que terminou 19 grandes voltas consecutivas e vai agora tentar a 20ª) serão importantes. Tosh Van der Sande, Victor Campenaerts, Jens Debusschere e Frederik Frison completam uma equipa que não deverá apostar apenas numa classificação geral. 

A Lotto Soudal/Fix ALL também quererá garantir etapas e Wellens será o principal responsável por conseguir uma, mas Sander Armée, que no ano passado venceu na Vuelta, poderá ter liberdade em algum dia, com Campenaerts a ter de ir a fundo nos contra-relógios.

Pela sua evolução, pelo que demonstrou este ano, Wellens entra no grupo de ciclistas a seguir com atenção.



30 de novembro de 2017

Apagão de Greipel e os heróis improváveis que salvaram a época da Lotto Soudal

Um gesto que se viu tão pouco este ano por parte de Greipel
(Fotografia: Giro d'Italia)
André Greipel eclipsou-se e a Lotto Soudal tremeu. Valeu que em alturas como estas, quando uma equipa tem ciclistas de qualidade, há sempre a possibilidade de surgirem uns heróis improváveis. Que o diga Tomasz Marczynski, o polaco que foi à Vuelta vencer duas etapas e ajudar a Lotto Soudal a recompor uma temporada mais discreta, muito porque o seu sprinter teve o seu pior ano desde 2007, altura em que era lançador de Mark Cavendish na T-Mobile. Mas a formação não teve só Greipel a render menos. Tony Gallopin passou mais um ano sem confirmar as eternas expectativas e tornou-se claro que o seu tempo na equipa belga tinha chegado ao fim. Com apenas uma vitória em 2017 e com uma Volta à França muito aquém - ficou fora do top 20 - o francês vai rumar à AG2R.

Porém, o que preocupa mesmo a Lotto Soudal é Greipel. Não é equipa para lutar por uma geral do Giro, Tour ou Vuelta e, por isso, não haverá grande preocupação com a saída de Gallopin, mas aposta tudo na vitória de etapas. E o alemão tem sido a grande referência. Só somou cinco triunfos, incluindo na Volta a Itália (até vestiu a camisola rosa por um dia) e no Algarve, onde ganhou também a classificação por pontos. Pior só mesmo em 2007 quando ganhou por duas vezes e desde 2011 que não somava menos de 10 triunfos. A chama apagou-se, o próprio não escondeu o desânimo: "Perdi completamente o meu instinto na bicicleta." Crónico vencedor de etapas nas grandes voltas, ganhava pelo menos uma nas que participava desde 2008. No Tour não deu para esconder mais que não tinha capacidade para fazer frente ao super Kittel e mesmo quando o rival alemão já não estava em prova, perdeu para Dylan Groenewegen nos Campos Elísios.


Ranking: 13º (5466 pontos)
Vitórias: 25 (incluindo uma etapa no Giro, quatro na Vuelta e uma na Volta ao Algarve)
Ciclista com mais triunfos: Tim Wellens (7)

Se a estatística dissesse tudo, então dir-se-ia que a Lotto Soudal fez uma temporada dentro do normal. Porém, há mais além dos número. Para uma equipa do estatuto e orçamento da belga, são precisas vitórias importantes. Valeu Marczynski, que aos 33 anos somava triunfos em provas secundárias quando esteve nos escalões inferiores, mas estava na equipa como homem de trabalho e nada mais. Dupla vitória na Vuelta é para não mais esquecer! Thomas de Gendt - que também ganhou no Critérium du Dauphiné - deu um toque de história ao tornar-se num ciclista a vencer etapas nas três grandes, enquanto Sander Armée (31) também apareceu para garantir então quatro vitórias para a Lotto Soudal na Vuelta. Mais um ciclista a conquistar a vitória mais importante da carreira, a única diga-se, de forma inesperada. Sim, é caso para dizer que a temporada ficou salva na Volta a Espanha.

Apesar dos 35 anos, a equipa não irá desistir de Greipel em 2018 e não seria descabido tentar que o alemão até apostasse um pouco mais nas clássicas. Porém, os responsáveis irão exigir mais de ciclistas que está na altura de elevarem o seu ciclismo a outro nível. Caso de Tim Wellens. Aparece aqui e ali, soma uma ou outra vitória - como no Giro no ano passado -, mas este belga de 26 anos pode e deve fazer mais. Ganhou sete vezes em 2017, mas demora a afirmar-se nas grandes corridas. Terá de assumir outra responsabilidade na equipa e não passar tanto tempo despercebido. Tem qualidade para muito mais.

A carreira de Tiesj Benoot tem sido gerida com muito cuidado e com razão. Eis um jovem de grande potencial e há que não precipitar. No entanto, já demonstrou que pode lutar por vitórias em corridas importantes, tanto em clássicas, ou mesmo em algumas por etapas. Mas é nas de um dia que a Lotto Soudal poderá tentar tirar mais partido no imediato do belga de 23 anos, que em 2017 deixou indicações que está pronto para assumir outra relevância na equipa. A chegada de Jens Keukeleire (Orica-Scott) vem reforçar o bloco de clássicas e em boa hora.

2017 foi um ano que soube a pouco para uma Lotto Soudal habituada a estar na ribalta. Será o fim de um ciclo com Greipel? Independentemente do que o ciclista faça em 2018, a equipa terá de preparar o futuro pós-Greipel e assim continuar a ser uma das mais fortes do pelotão, no que diz respeito a conquistas de etapas nos grandes palcos da modalidade.

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