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11 de junho de 2019

Os "atropelos" aos regulamentos

(Imagem: print screen)
A imagem de um ciclista a correr até à meta sem a bicicleta acabou por ser um dos temas em destaque na última semana. Quem acompanha mais o ciclismo certamente se lembrou quando Chris Froome desatou a correr Mont Ventoux acima quando a sua bicicleta ficou danificada após uma queda provocada pelo público. A moto que ia à frente de Froome, Richie Porte e Bauke Mollema ficou sem espaço para passar e foi a loucura total nos minutos seguintes. Desta feita não era a Volta a França e nem houve nenhum adepto a intervir. Tudo aconteceu numa corrida amadora, ainda que a razão que levou Eamon Lucas a correr em sapatos com encaixe de pedais (nada prático para quem não conhece) foi o mesmo de Froome: bicicleta danificada.

O americano Eamon Lucas tornou-se bastante conhecido pelo seu sprint de cerca de 200 metros sem bicicleta. Sem surpresa deu várias entrevistas e, em poucas palavras, o ciclista, de 26 anos, estava na fuga quando se viu envolvido numa queda a poucos metros da meta. Os danos na corrente e no desviador não lhe permitiam completar a prova belga Gullegem Kermesse a pedalar. Sem problema. Entregou a bicicleta a um espectador e toca a correr. Admitiu que lhe custou bastante, mas lá conseguiu o desejado top dez.


A corrida é de categoria 1.12B, normal entre as amadoras. Tal não significa que se possa ignorar o regulamento UCI que estipula que o ciclista tem de terminar a prova com a bicicleta. Pode cortar a meta a pé, mas na posse da bicicleta. Os comissários da corrida belga validaram o resultado de Lucas, tornando este em mais um exemplo de como o regulamento não é cumprido à risca.

Ainda recentemente na Volta a Itália, Miguel Ángel López (Astana) esbofeteou o adepto que o fez cair depois de resolver correr ao lado do ciclista! O colombiano descarregou toda a sua frustração e desde logo esperava-se que a decisão dos comissários fosse a expulsão e a multa correspondente (cerca de 200 francos suíços, 178 euros), visto ser isso que o regulamento dita. Os comissários consideraram que foi uma "reacção humana" e López pôde partir no dia seguinte para a última etapa do Giro.

Foi uma decisão que não gerou polémica, pois já são demasiados os exemplos de adeptos irresponsáveis que estragam corridas a ciclistas. Porém, não deixou de ir contra o regulamento e a UCI decidiu que iria investigar porque razão López não foi sancionado. O colombiano ainda não está livre de ser penalizado.

Depois temos o escandaloso exemplo da Volta à Califórnia. Este foi mau de mais e só se pode dizer que ainda bem que foi Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) a ganhar a geral, pois se Tejay van Garderen tem vencido... muito se falaria da polémica (e esta foi mesmo muito polémica) decisão.

O americano da EF Education First, o líder naquela quarta etapa, teve um problema mecânico a cerca de dez quilómetros do fim. Não conseguiu reentrar no pelotão, que foi afectado por uma queda antes dos três quilómetros finais. Alguns ciclistas da geral ficaram para trás. A decisão, foi que todos, incluindo Van Garderen que tinha perdido quase um minuto, ficassem com o tempo do vencedor. De recordar que só quando há incidentes dentro dos três quilómetros é que esta regra se aplica, excepto em etapas de montanha, o que não era o caso. Ou seja, quem ficou para trás na queda e ainda mais Van Garderen deveria ter perdido tempo.

Estes são três exemplos recentes, havendo mais, mas levanta-se a questão se o regulamento é para ser cumprido à risca, ou se poderão existir atenuantes, como no caso de López? O problema de utilizar os regulamentos quase como se fossem linhas de orientação é abrir precedentes que outros ciclistas possam utilizar mais tarde para se defenderem se o caso for idêntico, mas a decisão diferente. Mas é difícil não pensar como seria injusto López ser expulso... Lado racional vs lado emocional, devem os regulamentos e os comissários ter esta questão em conta? Se houver coerência nas decisões, porque não.

Regressando ao caso de Froome em 2016, para dar outro exemplo. O britânico viu ser-lhe dado o mesmo tempo de Porte e Mollema, o que o levou a manter a camisola amarela. Porte concordou dadas as circunstâncias excepcionais do que tinha acontecido, Mollema nem por isso e até questionou se a opção teria sido a mesma se tivesse sido ele a ficar para trás em vez de Froome.

O caso da Volta à Califórnia foi demasiado mau para ser verdade e não há atenuantes que justifiquem o que se passou. E foi numa corrida World Tour! Já Eamon Lucas admitiu que se fosse uma prova profissional que não iria manter o resultado, mas como foi uma amadora e a decisão foi a seu favor, ficou, naturalmente, contente. Mas não deixa de ser estranho que se concorde que se termine uma corrida de bicicleta... sem a bicicleta!

E já agora, no dia seguinte, Lucas venceu uma corrida, também na Bélgica. Como festejou? Talvez este tipo de celebração nunca tenha sido tão apropriado!

29 de janeiro de 2019

Ciclistas sem margem para falhar em 2019

(Fotografia: © Team Katusha-Alpecin)
Para alguns ciclistas todos os quilómetros feitos em 2019 serão ainda mais importantes do que o normal. Há quem venha de uma má temporada, há quem já some épocas abaixo do exigido. Numa modalidade com tanto talento sempre a aparecer, quando os resultados começam diminuir, o futuro poderá ser insensível a currículos ganhadores. A idade vai passando nuns, noutros o peso do dinheiro aumenta ainda mais a pressão para que apresente resultados (Marcel Kittel à cabeça, neste caso).

Aqui ficam cinco ciclistas que estão proibidos de falhar em 2019.

Marcel Kittel (30 anos, Katusha-Alpecin)
É inevitável o alemão surgir em primeiro lugar. A Katusha-Alpecin abriu os cordões à bolsa para contratar um ciclista que acreditava ser garantia de vitórias. Foram apenas duas no Tirreno-Adriatico e o resto de 2018 foi passado a dizer que era na próxima corrida que o sprinter iria aparecer ao seu melhor. Até fez exames médicos para tentar perceber se havia algum problema de saúde, como aconteceu no passado. Nada. Kittel acabou a época a dizer que nunca tinha feito uma recuperação completa da aparatosa queda no Tour, em 2017.

O ciclista está obrigado a render as vitórias esperadas. Certamente mais do que duas. Acabaram-se as justificações de estar em adaptação à nova equipa ou de qualquer outro problema. Não será a primeira vez que o alemão terá de recuperar animicamente de um mau ano, mas com novos sprinters a aparecerem em força e a ganhar, Kittel tem um estatuto a defender no pelotão e só o poderá fazer se recomeçar a vencer. De referir que está no último ano de contrato.

Fabio Aru (28 anos, UAE Team Emirates)
2018 foi tão mau, que o italiano nem tentou justificar em desculpas. Assumiu a época que teve para esquecer, só querendo retomar o caminho que lhe parecia destinado quando fez pódio no Giro e venceu depois a Vuelta em 2015. Dizer que Aru já teve a sua melhor fase poderá ser um enorme exagero, tendo em conta a sua idade e como cada vez mais se vê os chamados voltistas (e não só) atingirem o auge já depois dos 30, o melhor Aru pode aparecer a qualquer momento.

Mesmo na Astana Aru estava por vezes em baixo rendimento, apesar do bom Tour de 2017. Parte da corrida, pelo menos. Na mudança para a UAE Team Emirates, basicamente tudo o que poderia correr mal, correu. Numa equipa que está a demonstrar ter um poderio financeiro crescente para contratar quem quer - a chegada de Fernando Gaviria é mais uma prova disso mesmo - Aru não se pode encostar ao facto de ter contrato até 2020. A equipa exige vitórias e um pódio numa grande volta tem de ser o objectivo. Para quem quis sair da Astana à procura de um contrato milionário, não há mais tempo para recuperar de mais falhas.

Tejay van Garderen (30 anos, EF Education First)
O americano já anda há algum tempo com este tipo de pressão. Com o final da BMC, conseguiu encontrar um porto de abrigo noutra equipa da casa, mas o facto de só ter recebido proposta para um ano de contrato, demonstra que a desconfiança é grande quanto ao que Van Garderen ainda poderá render.

Rigoberto Uran é o líder nas grandes voltas e o colombiano Daniel Martínez é a estrela em ascensão na EF Education First. Tejay van Garderen dificilmente escapará a um papel de gregário em certas provas, mas não foi contratado apenas para tal. Terá oportunidades e se não as agarrar, o americano que se acreditou vir a ser a referência desejada no ciclismo de um país a tentar recuperar a confiança perdida após o caso Lance Armstrong, pode estar perante o desafio que determinará se ainda tem espaço no World Tour para ser líder, ou se terá mesmo de render-se a um papel secundário.

Nairo Quintana (28 anos, Movistar)
O entusiasmo pelo pequeno colombiano resfriou já praticamente por completo. Há quatro/cinco anos, olhava-se para Quintana e via-se um ciclista que tinha tudo para ser um dos melhores voltistas da história, conquistando várias das três grandes. Tem o Giro e a Vuelta e as últimas duas temporadas ficaram marcadas por falhanços completos. Primeiro a tentativa da dobradinha Giro/Tour, que em nada terá ajudado na relação com o director da Movistar, Eusebio Unzué. No ano passado o Tour ficou muito aquém das expectativas, ao que se pode juntar um Mikel Landa, que também não pode estar muito tranquilo em 2019, já que não esteve ao nível desejado na época passada.

Qualquer coisa abaixo do pódio na Volta a França não será suficiente bom para Quintana em 2019 e terá de estar pelo menos na luta pela vitória. E ganhar a Vuelta terá de ser também um objectivo. Não faltam pretendentes a receber o colombiano, caso decida deixar a Movistar no final do contrato, mas mesmo para ter poder de negociação, Quintana terá de ser aquele ciclista de há quatro anos. O que entusiasmou tudo e todos. O que não ficava sempre à espera para ver o que os outros iam fazer, antes de também ele agir. Começou 2019 a mudar de treinador, num primeiro passo rumo às alterações que têm de ser feitas.

Mark Cavendish (33 anos, Dimension Data)
Já não se espera que o britânico volte a ser o sprinter implacável de outros tempos. Este pensamento não é novo e Cavendish provou a todos como estavam errados em dá-lo como ciclista acabado em 2016. Porém, tem sido um apagão quase total desde então, também muito por culpa do problema de saúde. A mononucleose já por duas vezes que o obrigou a ficar grande parte da época fora de acção, limitando-o quando compete.

A Dimension Data deu-lhe mais uma oportunidade ao renovar-lhe o contrato por uma temporada, muito também por respeito a um ciclista que foi tão importante quando a equipa subiu ao World Tour. Mas não será possível manter um corredor, com um salário alto, que é um líder que não ganha e quando essa é a sua principal função. Cavendish começou a época na Volta a San Juan, que decorre até domingo, sendo oitavo no seu primeiro sprint do ano, ganho por Fernando Gaviria, a referência da nova geração. 2019 será decisivo para se perceber se Cavendish ainda tem o que é preciso para conquistar algumas vitórias frente aos rivais, ou se o seu papel no ciclismo terá de mudar. Isto para não se falar tão cedo na época de uma possível retirada se não conseguir atingir o nível necessário.

Outros nomes

Realçou-se cinco ciclistas, mas estes não estão sós na pressão de terem de fazer bem mais e melhor. Já se referiu Mikel Landa, que pode não estar tão no centro da atenção como Quintana, mas também terá de apresentar mais resultados. Entre os voltistas, Louis Meintjes (Dimension Data) teve uma época idêntica a Aru, ou seja, nada correu bem. O regresso à equipa que o lançou, não correu bem, agora é preciso ser pelo menos aquele corredor a quem era quase natural fechar um top dez.

Matteo Trentin até foi campeão europeu, num título ainda longe de ser visto como uma grande conquista. Foi importante para o ciclista que não estava a ter um bom primeiro ano na Mitchelton-Scott, mas o italiano é o primeiro a dizer que 2019 tem de ser bem melhor.

Depois de vencer a etapa de Roubaix no Tour, um local tão simbólico para John Degenkolb, que já venceu o monumento francês, esperou-se que fosse o tónico que o alemão precisava para regressar ao topo. Na restante temporada mostrou um ciclista mais confiante, pelo que depois de ano e meio longe do que a Trek-Segafredo esperava dele, chegou o momento de estar na discussão das corridas, com destaque para as clássicas do pavé.

Há ainda Tony Martin. A passagem pela Katusha-Alpecin foi para esquecer. Aos 33 anos mudou-se para a Jumbo-Visma para tentar recuperar algum do prestígio perdido. Se apresentar-se bem melhor do que nas últimas temporadas, a equipa ganhará um homem importante no sonho de lutar por uma grande volta.

Para terminar, Rui Costa. A lesão no joelho estragou-lhe grande parte da temporada. A renovação foi anunciada já tarde e de apenas um ano. O português, de 32 anos, tem um 2019 para demonstrar que tem lugar numa equipa que agora junta a ambição ao dinheiro para contratar os melhores. Para já, o ciclista quererá ter uma temporada sem azares e assim poder demonstrar a forma dos Mundiais de Innsbruck.

9 de fevereiro de 2018

O ano decisivo de Tejay van Garderen começa no Algarve

Van Garderen venceu uma etapa no Giro, a primeira no grande volta
(Fotografia: Giro d'Italia)
Aproxima-se o 30º aniversário e Tejay van Garderen não esconde que aquele número está a mexer com ele. O contrato com a BMC termina no final de 2018. Sobe um pouco mais a pressão! Em 2017, Van Garderen viu-se fora da Volta a França que tanto gosta e admitiu que lhe custou, ainda que tenha ido ao Giro mostrar um pouco daquele ciclista que não há muito tempo se esperava vir a ser. Ou seja, uma referência, o americano que traria de volta àquele país a credibilidade de um vencedor numa grande volta. Não o foi. Ainda poderá ser? Chegou a época do tudo ou nada. Van Garderen sabe disso. A BMC não perdeu a crença no seu ciclista, mas é difícil afastar alguma desconfiança que ainda possa render o que lhe é esperado. O que lhe é obrigado.

Van Garderen não tem problemas em dizer que não soube lidar da melhor forma com as tremendas expectativas que foram criadas depois de dois quintos lugares na Volta a França, em 2012 e 2014, além de outras exibições animadoras ainda muito jovem. Em 2015 Cadel Evans terminou a carreira e tinha chegado o momento de Van Garderen assumir um estatuto para o qual havia sido preparado durante quatro anos. Com as expectativas, veio um contrato muito, muito simpático. O americano sentiu a responsabilidade e quebrou em momentos chaves mais psicologicamente, do que fisicamente. Não ajudaram algumas quedas e problemas de saúde.

Entretanto, Romain Bardet e Nairo Quintana, por exemplo, comprovaram as expectativas que partilhavam com Van Garderen. A concorrência singrou, o americano eclipsou-se. A chegada de Richie Porte não tinha como intenção relegar Van Garderen para segundo plano, mas o australiano, mais experiente e claramente mais forte mentalmente, soube agarrar uma liderança que Van Garderen mostrou receio em assumir. "Passei por um período em que quase... Eu perdi um pouco da paixão. Mas está de volta. Tive um dos melhores Invernos. É difícil, mas não podemos ser um ciclista de topo sem isso [trabalho intenso]. Há muito sacrifício. É um desporto muito difícil", desabafou o ciclista da BMC ao Velonews.

Algo, senão muito, tem de mudar e Tejay van Garderen começou por uma alteração de morada. Deixou Aspen, no Colorado (EUA), com a ideia a ser da sua mulher, Jessica Philips, antiga ciclista. O casal até leiloou parte dos seus bens e doou o dinheiro a algumas organizações ligadas ao ciclismo. Agora residem com as duas filhas, de quatro e um ano, em Girona, na Catalunha. "Há uma boa comunidade de ciclista lá. Pessoas que já conhecemos. O tempo é bom e há boas estradas", salientou ao Aspen Times. Um dos objectivos passa por dar alguma estabilidade familiar. Cerca de oito meses do ano são passados a competir na Europa e viver em Girona permite reduzir o tempo de viagem e evitar ter a mulher e as filhas a estarem constantemente a fazerem as malas e atravessar o Atlântico para estar com Van Garderen. Por outras palavras, o ciclista estabiliza um lado da sua vida e tal poderá ter consequências positivas no lado desportivo.

No ano passado ganhou uma etapa no Giro, a primeira numa grande volta, num momento que o fez respirar de alívio. Foi depois à Vuelta fazer 10º na geral. Recusa falar na sua melhor temporada de sempre e recusa também falar em planos concretos para a época. "Não sei. Só quero ir a todas as corridas e estar lá para as ganhar. Estou contente com o que alcancei na minha carreira, mas sou certamente capaz de fazer mais."

Gostou do Giro, mas é o Tour que quer e a BMC vai novamente levá-lo a França depois de um ano de interregno. Desta fez não haverá liderança partilhada como em 2016. Richie Porte será, em condições normais, o número um indiscutível. Van Garderen não se quer colocar na posição de "apenas" um gregário e quer aproveitar o Tour para mostrar o potencial que teima em esconder nas quedas, nas doenças... na mentalidade de um ciclista que precisou de mais tempo do que se esperava para crescer. Estará no ponto? "O Tejay terá o seu maior papel de sempre no ciclismo. Acredito no Tejay. Teve uns anos menos bons, mas com algumas mudanças, vamos ver um Tejay muito melhor em 2018. Ele está mais motivado, mais relaxado, mais focado", afirmou o director da equipa Jim Ochowicz, que garantiu que o ciclista terá as suas oportunidades ao longo da temporada.

O facto de não ter a pressão de outrora no Tour, estando essa do lado de Richie Porte, poderá ser libertador para Van Garderen. Talvez seja o desbloqueio mental que o americano precise. Claro que a pressão continua a ser muita, como já se explicou. Não há grande margem para falhar, mas sendo outra a responsabilidade, pode o americano conquistar um segundo fôlego na equipa, talvez mesmo renovar. Basta imaginar: se Porte vencer o Tour (ou se pelo menos fizer pódio) e Van Garderen for um braço direito de luxo, a confiança regressa tanto na direcção da BMC, como no ciclista.

"Neste momento não estou numa situação que possa dizer à equipa para construir uma à minha volta, especialmente quando temos um ciclista como o Richie Porte. Percebo isso e estou bem com essa situação. Acho que posso dar a volta e perceber como agir para fazer o que já fiz no passado." É mesmo o ano do tudo ou nada para Van Garderen na BMC que a 12 de Agosto fará 30 anos, aquele número que o está fazer com que veja a carreira com outros olhos. E que bom seria ver o americano finalmente libertar todo o seu potencial, pois quando esteve bem, deu grandes espectáculos de ciclismo.

Poderemos ver Van Garderen na Volta ao Algarve ao lado de Richie Porte, a partir da próxima quarta-feira e até domingo. A BMC é mesmo das equipas que traz dos conjuntos mais fortes. Simon Gerrans, Stefan Kung, Jurgen Roelandts, Dylan Teuns e Loïc Vliegen completam o sete americano.

Até se pode dizer que Van Garderen é um veterano na Algarvia: em 2008 foi 16º com a equipa Continental da Rabobank; no ano seguinte terminou na 52º lugar; já na HTC-High Road foi nono em 2010, a 1:33 de Alberto Contador; seguiu-se um segundo lugar, com 32 segundos a separá-lo do então companheiro de equipa Tony Martin; e em 2012, na sua primeira temporada na BMC, terminou na sétima posição, a 1:13 de... Richie Porte (Sky).

24 de janeiro de 2018

Se é preciso mais alguma razão para ver a Algarvia, aqui ficam duas: BMC e Trek-Segafredo com as principais armas

Camisola de campeão nacional estará na Algarvia. Ruben Guerreiro estará entre
as grandes figuras que a Trek-Segafredo trará à corrida portuguesa
(Fotografia: Facebook Trek-Segafredo)
Para quem gosta de ciclismo já começa a ser impossível resistir uma viagem até ao Algarve, entre 14 e 18 de Fevereiro. As confirmações vão continuando a surgir e depois de Richie Porte ter anunciado que a Algarvia estava nos seus planos, sabe-se agora que trará consigo aquele que poderá muito bem ser parte do bloco que estará ao seu lado na Volta a França. Mas como também de vez em quando acontece uma boa notícia nunca vir só, a Trek-Segafredo confirmou que Bauke Mollema e John Degenkolb estarão na corrida e muito bem acompanhados, a começar pelo campeão nacional Ruben Guerreiro.

Começando pela BMC e Richie Porte. O australiano está apostado em repetir a forma de 2017 para atacar a Volta a França e desta vez espera que sem incidentes, como a grave queda no Tour que acabou com a sua temporada. Além de Porte e Dylan Teuns, dois nomes já conhecidos, Tejay van Garderen acompanhará o agora líder indiscutível da BMC. O próprio americano admitiu que quer regressar à Volta a França, ainda que no papel de gregário de Porte. Apesar de não ter conseguido confirmar as expectativas que se criaram cedo na sua carreira, ainda assim é um ciclista que sabe o que é terminar no top dez das grandes voltas.

Simon Gerrans recebeu um telefonema do compatriota Richie Porte a perguntar-lhe se queria estar ao seu lado em 2018, pelo que não surpreende que seja uma das escolhas. E claro que há sempre a curiosidade de ser um ciclista que em 2003 passou pela então Carvalhelhos-Boavista. O jovem de 24 anos Stefan Kung, campeão suíço de contra-relógio e um dos talentos emergentes daquele país, Loïc Vliegen - mais um promissor ciclista mas da Bélgica, que se tem mostrado tanto em provas de uma semana, como nas de um dia - e o experiente Jurgen Roelandts fecham o sete escolhido pela BMC.

Esta equipa americana vem mais pela geral, mesmo que Gerrans até possa tentar entrar nos sprints (só falta o homem das clássicas, Greg van Avermaet!). Já a outra, Trek-Segafredo, vai dividir mais as suas atenções. Bauke Mollema será o líder, numa altura em que o holandês recuperou o seu estatuto de número um para a Volta a França, após a retirada de Alberto Contador. John Degenkolb atacará os sprints na tentativa de reencontrar o caminho das vitórias, que têm sido tão poucas. A última foi a 2 de Fevereiro, na terceira etapa da Volta ao Dubai. O alemão está recuperado de uma pneumonia e quer apresentar-se ao seu melhor nas clássicas.

Jasper Stuyven e Gregory Rast estarão ao lado de Degenkolb, ou então também poderão tentar a sua sorte. E para completar a equipa, dois bons contra-relogistas. O reforço irlandês de apenas 23, Ryan Mullen, venceu ontem nessa especialidade na Volta a San Juan na Argentina. Mathias Brandle tem mais experiência (28), mas estará certamente atento à etapa de Lagoa, além de ajudar Mollema.

Quanto a Ruben Guerreiro, acabou de alcançar um fantástico nono lugar no Tour Down Under, primeira corrida World Tour do ano. Ainda vai ficar mais um pouco pela Austrália antes de regressar à Europa. Mesmo com Mollema na equipa, não será de afastar a possibilidade de ver o campeão nacional ter a sua oportunidade, ainda mais tendo em conta que estará a correr no seu país e para o holandês é ainda uma fase inicial de preparação para o seu principal objectivo, ainda que antes vá apostar na semana das Ardenas. Ruben começou muito bem 2017, mas um problema nos dentes forçou o seu abandono na Algarvia. Agora espera sorte diferente e iniciou o ano ainda melhor.

Tony Martin, Louis Meintjes, Geraint Thomas, Daniel Martin, Arnaud Démare, Peter Kennaugh... A lista vai ficando cada vez mais interessante como pode ver aqui. O arranque será novamente em Albufeira, com as decisões a estarem marcadas para a dupla passagem no Alto do Malhão, no domingo, dia 18.


30 de abril de 2017

Giro. Candidatos (e não só): Pozzovivo, Van Garderen e Rolland

Domenico Pozzovivo (34 anos, Itália, AG2R La Mondiale)

Esperava-se mais da carreira de Pozzovivo. Ao serviço da estrutura agora com o nome Bardiani CSF, o italiano sempre foi um ciclista emocionante de ver. Era atacante, dava espectáculo e em 2012 alcançou o sucesso que garantidamente o iria colocar no World Tour. Venceu o Giro del Trentino e foi depois vencer uma etapa na Volta a Itália. A AG2R contratou Pozzovivo, que teve ainda a curiosidade de durante alguns anos ter dividido o ciclismo com os estudos, pois quis tirar uma licenciatura.

No entanto, o pequeno Pozzovivo não conseguiu manter o nível e ano após ano vemo-lo aparecer em algumas corridas, atacar ao estilo que apresentou no passado, mas os resultados não são os esperados. A AG2R manteve sempre a confiança no ciclista, mas com 34 anos, Pozzovivo poderá ter no Giro100 a última oportunidade de estar numa equipa World Tour como líder numa grande volta.

Não é ciclista para se sentir pressionado. É um corredor que compete muito com o coração, com as sensações, um pouco ao estilo de Contador. É por isso mesmo que quando está em forma é sempre entusiasmante vê-lo, como aconteceu recentemente na Volta aos Alpes. E essa boa forma lança algumas expectativas sobre o pequeno italiano. Será que é desta que estará na luta por uma grande vitória? Será difícil, mas é muito possível que Pozzovivo tenha o pódio em mente.

Tejay van Garderen (28 anos, Estados Unidos, BMC)

Quando se olha a idade de Van Garderen parece estranho dizer que o crédito do americano pode estar a terminar na BMC. Apareceu muito cedo e muito cedo começou a demonstrar ser um caso sério de talento. A equipa foi buscá-lo logo em 2012 e rapidamente começou a prepará-lo para ser o sucessor de Cadel Evans como líder para a Volta a França. Porém, quando chegou o momento, Tejay van Garderen teve dificuldades em retribuir com resultados a confiança nele depositada.

Por uma razão ou por outra, a verdade é que Van Garderen não consegue estar ao seu melhor nas grandes voltas. E quando o conseguiu, no Tour, uma doença obrigou-o a abandonar em lágrimas, numa imagem marcante. Mas, no geral, tem sido uma desilusão. De líder no Tour, passou a co-líder com Richie Porte em 2016. Este ano foi "empurrado" para o Giro. Como é a 100ª edição quase passa despercebido que é uma despromoção para o americano. Van Garderen aposta muito neste Giro. Se falhar, o seu futuro na BMC poderá estar em causa.

Com 28 anos, ainda tem uma grande parte da carreira pela frente. Contudo, ter de enfrentar corridas com um passado recheado de desilusões poderá ser difícil de gerir psicologicamente, principalmente quando um dos handicaps do ciclista é precisamente a força (ou falta dela) mental.

É o momento da verdade para Tejay van Garderen, que ainda por cima tem Rohan Dennis a aparecer e a ameaçar tira-lhe o protagonismo.

Pierre Rolland (30 anos, França, Cannondale-Drapac)

Esta é uma relação que não está a resultar nem de perto nem de longe como equipa e ciclista esperavam. Depois de muitos anos na Europcar (actual Direct Energie), um pouco na sombra de Thomas Voeckler, mas com resultados que também o destacaram no ciclismo francês - duas etapas no Tour e três top dez foram um excelente cartão de visita -, Rolland procurou a sua oportunidade no World Tour e encontrou uma Cannondale-Drapac à procura de mais um líder, além de Rigoberto Uran.

Porém, não tem sido uma união proveitosa. Rolland teve um 2016 muito discreto, mas parece querer mudar este ano. Trocou com Uran e enquanto o colombiano vai como líder ao Tour, o francês vai tentar a sua sorte no Giro. O sexto lugar na Volta aos Alpes é um resultado positivo. É difícil olhar para Rolland e considerar que é um candidato a lutar pela vitória na Volta a Itália, mas se o ciclista voltar à forma que apresentou na Europcar, então este Giro poderá ser o regresso aos grandes resultados.

Um top dez seria excelente, mas tendo em conta que a Cannondale-Drapac é uma equipa desesperada por vitórias - só tem uma em 2017 - falta saber qual será a prioridade: etapas ou classificação geral. Se forem as duas, naturalmente que será perfeito, mas Rolland sabe que está pressionado a conseguir algo de muito positivo neste Giro se não quiser ser considerado uma aposta falhada da equipa americana.

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23 de março de 2017

E agora? Van Garderen vai ser desclassificado? Estão abertas as hostilidades na Volta à Catalunha

Vai Van Garderen continuar na corrida e manter a liderança?
(Fotografia: Facebook Volta à Catalunha)
Era de esperar que a Movistar não ia desperdiçar uma oportunidade para reagir à penalização de um minuto por alegados empurrões (de ajuda) de José Joaquin Rojas a Nelson Oliveira e Andrey Amador. Neste caso é o próprio Rojas que aponta agora o dedo a Tejay van Garderen, o ciclista que levou para as redes sociais a denúncia dos toques no contra-relógio colectivo e que acabou por gerar toda a polémica. O americano tirou o capacete durante a quarta etapa da prova espanhola. Rojas recorda o que dizem as regras: o artigo 12.1.040/3.3 do regulamento da UCI esclarece que se um ciclista tirar o capacete durante uma corrida - que é obrigatório usar - deve ser desclassificado e receber uma multa de cem francos suíços (cerca de 93 euros).

Vamos começar pelas imagens, com uma mensagem bem clara de Rojas: "As regras são para todos."

Estão abertas as hostilidades. Para já não se sabe se a própria Movistar fez alguma denúncia, mas o twit de Rojas é explícito e deixa agora os comissários numa posição muito sensível. O precedente foi aberto e se as regras foram aplicadas num caso que deixou muitas dúvidas - por mais que se vejam as imagens continua a parecer que Rojas limitou-se a dar uns toques nos colegas para avisar a sua posição -, é absolutamente claro que Tejay van Garderen tira o capacete para retirar uma protecção contra o frio que tinha na cabeça. Mais uma vez não é inédito ver um ciclista fazer isto, mas como o próprio ciclista americano, tal como a sua equipa BMC e Trek-Segafredo defenderam: regras são regras. Aqui está a oportunidade para mostrar que não há dois pesos e duas medidas, ainda mais na mesma corrida.

Irão os comissários expulsar o actual líder da Volta à Catalunha? Ficamos à espera do próximo capítulo...

A quarta etapa foi decidida ao sprint, com Nacer Bouhanni (Cofidis) a conquistar a sua segunda vitória do ano. José Gonçalves (Katusha-Alpecin) foi um dos homens que esteve na fuga do dia. Na geral ficou tudo na mesma. Tejay van Garderen lidera, mas se as regras foram cumpriras à risca, o colega da BMC Samuel Sánchez ascenderá à primeira posição e a Volta à Catalunha ficará ao rubro, pois quatro ciclistas estão separados por oito segundos e outros não estão muito longe. Para já, o americano tem 41 de vantagem.

Veja aqui o resultado da etapa e as classificações.

»»Empurrões? Ou simples toques? Está aberto o precedente para mais polémicas««

8 de julho de 2016

A ameaça da postura conservadora

Irá Chris Froome voltar a atacar cedo no Tour? Conseguirá Contador manter-se na luta?
(Fotografia: Team Sky)
Existem razões para este receio e os últimos anos são a prova disso. Quando chegam à Volta a França os ciclistas assumem uma postura conservadora que faz com que se esteja boa parte da etapa a tentar adivinhar quando vai haver um ataque e muitas vezes lá se fica desiludido. Uma postura bem diferente da verificada no Giro ou na Vuelta, provas que tem proporcionado maior espectáculo em edições recentes, precisamente devido à desinibição de alguns dos protagonistas (e às vezes também por terem percursos mais interessantes). É por isso que tanto se fala do melhor Tour de sempre no início e depois fica sempre adiado para o ano seguinte.

Esta sexta-feira começa a primeira fase de alta montanha no Tour, com a entrada nos Pirenéus. Muito antecipada, naturalmente, mas os discursos começam a ameaçar o pior, na perspectiva de quem vai assistir. Entre directores desportivos e ciclistas, ouve-se muito o "vamos ver". O "vamos ver" é normalmente sinónimo de querer esperar para perceber como estão os adversários. Ataques, nem vê-los ou aparecem já muito perto do final das etapas.

Nem é preciso recuar muito para se ter um exemplo disso mesmo. Há um ano Chris Froome atacou na primeira verdadeira montanha, que surgiu logo após o dia de descanso. Ganhou tempo e quem mais se aproximou foi Richie Porte, então seu colega na Sky. Nairo Quintana (que já tinha perdido tempo numa etapa plana devido a um corte provocado pelo vento) foi esperando, esperando, esperando, até ver quando o britânico poderia fracassar nas etapas seguintes. Esperou tanto, que quando finalmente percebeu que Froome não estava tão forte, já era tarde e faltaram-lhe alguns quilómetros para recuperar tempo 1:12 que acabou por separar o colombiano do primeiro lugar. À entrada para a última etapa de montanha, eram 2:38 minutos a diferença. Basicamente o Tour ficou resolvido com um solitário ataque logo na segunda semana.

Quintana e a Movistar aprenderam a lição. Não há dúvidas. Assim como Chris Froome, que se preparou de forma a estar mais forte na terceira semana. Porém, significará isso que vão marcar-se mutuamente nestas primeiras etapas de alta montanha tentando esperar por alguma quebra? É mais do que possível que a Movistar e a Sky optem por nos Pirenéus impor um ritmo duro, tentando fazer um jogo de eliminação com alguns dos candidatos que eventualmente não esteja bem.

Se Froome e Quintana poderão resguardar-se nas suas equipas (para bem do espectáculo espera-se que não), então quem quererá abrir as hostilidades? A julgar pelo que aconteceu na etapa cinco, a primeira com alguma montanha, Romain Bardet (AG2R) está com uma postura mais atacante e se assim for poderá forçar outros a terem de reagir. Este francês esteve bem no Critérium du Dauphiné e está com ideias para este Tour. Já Thibaut Pinot (FDJ) perdeu alguns segundos e talvez possa poupar-se para a segunda semana, ele que agora é um especialista no contra-relógio.

Fabio Aru (Astana) não será, pelo menos para já, o Aru que tanto entusiasma com aquele estilo atacante. Também ele está com um discurso do "vamos ver". Que bom seria que fosse bluff. Tejay Van Garderen (BMC) de atacante nada tem e nunca teve, mas Richie Porte tem quase dois minutos para recuperar e talvez os Pirenéus lhe agradem, até porque o australiano já admitiu que se sente bem fisicamente.

O tom conservador do Tour leva ao desespero qualquer um que queira ver os melhores do mundo em acção e se esta sexta-feira até se admite que seja para uma fuga a triunfar, já sábado e principalmente no domingo em Andorra, quase que se exige que os favoritos se mostrem. Não nos deixem ter de esperar mais tempo por finalmente ver o espectáculo nas montanhas!

Alberto Contador até poderia ser um dos homens a animar a corrida, mas o ciclista da Tinkoff estará mais dedicado a tentar não arruinar por completo as suas hipóteses de lutar pelo Tour. Já não lhe chegava a queda na primeira etapa e agora também o ambiente na equipa não é o melhor, com o espanhol a criticar abertamente Roman Kreuziger, por este não ter esperado por ele na quinta etapa. Kreuziger era suposto ser o braço-direito de Contador...

NOTA: É um facto merecedor de ser destacado. Depois de anos em que as primeiras etapas ficaram marcadas por quedas, algumas muito graves, e até desistências importantes, o Tour entra este ano nas montanhas com todos os 198 ciclistas que partiram do Mont-Saint-Michel.

Etapa 7: L'Isle-Jourdain - Lac de Payolle (162,5 quilómetros)



O Col d'Aspin marca a chegada aos Pirenéus. Não é a subida que mais assusta, nem vista como das mais espectaculares, mas poderá servir para testar alguns candidatos, ainda que seja provável que os favoritos tentem apenas cumprir o dia, com outros bons trepadores a jogarem uma cartada para vencer a etapa. Serão 12 quilómetros até aos 1490 metros de altitude, com uma pendente média de 6,5%. Depois ainda há uma descida, num final de etapa que será muito atraente para um Vincenzo Nibali, por exemplo. Alguma expectativa para perceber se é desta que vamos ver Rui Costa. Thomas de Gendt (Lotto Soudal) também deverá mostrar-se para tentar somar mais pontos para a classificação da montanha que lidera.

E aí vão três para Mark Cavendish e já se fala novamente do recorde

Outsider? Eis a resposta do sprinter britânico quando se pensava que estaria em fase descendente da carreira: três vitórias em quatro etapas com chegada ao sprint. Já é o segundo ciclista na história do Tour com mais vitórias (29) e aponta novamente ao recorde de Eddy Merckx: 34. Ainda há mais três possibilidades neste Tour de se aproximar do ciclista belga. Com 31 anos coloca-se a questão da idade, mas Cavendish ainda terá mais dois ou três anos a bom nível. Neste momento estamos mesmo perante um dos melhores Cavendish que já se viu, que até bate Marcel Kittel no ombro a ombro (ver vídeo). Chegou a atingir os 68 quilómetros/hora!


Flamme rouge - Étape 6 (Arpajon-sur-Cère... por tourdefrance

Com esta vitória na quinta-feira, o ciclista da Dimension Data volta a liderar a classificação por pontos. Greg Van Avermaet continua a viver o sonho de andar de amarelo, pelo menos mais um dia e até é possível que ainda se aguente este sexta-feira. No fim-de-semana será altura de começar a revolução na classificação geral.


Résumé - Étape 6 (Arpajon-sur-Cère / Montauban... por tourdefrance

Confira as classificações após a sexta etapa.