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29 de dezembro de 2019

Ano terminou com títulos nacionais e Taça de Portugal

Rui "passou" o título de omnium ao irmão Ivo
(© João Calado/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Com as diferentes vertentes, o ciclismo nunca pára. Este fim-de-semana houve um regresso à pista e no sempre espectacular ciclocrosse, fecharam-se as contas da Taça de Portugal. Um dos destaques vai inevitavelmente para Ivo Oliveira, não apenas por ter conquistado o título nacional de omnium, mas também por ser uma excelente indicação que está a caminho da melhor forma, depois de ter falhado grande parte da temporada devido a uma queda muito grave. Foram seis meses de ausência, tendo regressado à competição em Outubro.

Começando então pela pista. Os títulos nacionais de omnium estiveram em disputa no sábado, no Velódromo de Sangalhos. Rui Oliveira esteve perto de revalidar a distinção, mas o irmão estragou-lhe os planos na última corrida, a por pontos. Rui venceu em scracth, com Ivo a ser terceiro e Rui repetiu a vitória na corrida tempo. Na prova de eliminação Ivo iniciou a recuperação e foi o vencedor. Na decisão, por pontos, Ivo tinha menos quatro que o irmão. Somou 31, contra os 19 de Rui e ficou com a camisola de campeão nacional de uma especialidade que Portugal tem estado a tentar qualificar-se para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

As contas finais foram de 145 pontos para Ivo, 137 para Rui, ambos da UAE Team Emirates, e César Martingil (Sporting-Tavira) fechou o pódio com 123.


(© João Calado/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Já no omnium feminino assistiu-se a mais uma confirmação de como Maria Martins é a grande referência do ciclismo de pista em Portugal. Também ela luta por estar em Tóquio2020 nesta especialidade, mas entretanto juntou mais um título nacional, fechando assim uma temporada incrível. Conquistou medalhas na pista, vitórias na estrada, não surpreendendo que se prepare para mudar de equipa. Esteve dois anos na espanhola Sopela Women's Team e agora vai representar a britânica Drops.

Maria Martins venceu as quatro provas do omnium, terminando com 285 pontos. Ao seu lado no pódio estiveram duas ciclistas da CE Gonçalves/Azeitonense, Liliana Jesus (138 pontos) e Patrícia Rosa (129).

A 18 de Janeiro arranca o ano na pista com o Troféu Internacional Bento Pessoa, a primeira competição da Taça de Portugal.



(© Federação Portuguesa de Ciclismo)
E foi precisamente a Taça de Portugal que ficou entregue no ciclocrosse. O capítulo final realizou-se no Parque Urbano de Paços de Ferreira. Não faltou emoção, com Márcio Barbosa (Aviludo-Louletano) a vencer a quinta corrida deste calendário, contudo, o quarto lugar de Mário Costa (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde) foi suficiente para ficar com a Taça. O especialista do XCO fechou assim 2020 com uma conquista no ciclocrosse, somando 225 pontos, contra os 195 de Barbosa e os 170 de Roberto Ferreira (BTT Seia).

Do lado feminino, Ana Santos foi exímia. Fez o pleno em Paços de Ferreira e a sua superioridade voltou a ser bem clara ao deixar a companheira de equipa Joana Monteiro (AXPO/FirstBike Team/Vila do Conde), a mais de minuto e meio de distância.


(© Federação Portuguesa de Ciclismo)
As contas finais dizem tudo sobre a Taça de Portugal de 2019. Ana Santos totalizou 300 pontos, com Daniel Pereira (Saertex Portugal/Edaetech) - terceira na corrida deste domingo - a ser segunda com 175, seguindo-se Joana Monteiro com 150.

Nos restantes escalões, Pedro Lopes (UD Oliveirense/InOutBuild) venceu em sub-23, Rafaela Ramalho (Maiatos) foi a melhor nesta categoria entre as raparigas. Em juniores, João Cruz (AXPO/FirstBike Team/ Vila do Conde) foi o vencedor, enquanto Tomás Mota (ACD Milharado/DriveonHolidays/Mafra) e Mariana Libano (Maiatos) conquistaram a Taça em cadetes.

Entre os veteranos, Michel Machado (Vasconha BTT Vouzela) foi o mais forte nos masters 30, nos masters 40 ganharam Rogério Matos (Rompe Trilhos/Ajpcar) e Estela Lago (Bike O Facho) e nos masters 50 e 60 venceram António Sousa e Joaquim Pinto (Silva&Vinha/ADRAP/Sentir Penafiel), respectivamente.

A 12 de Janeiro, Vila Real irá receber o Campeonato Nacional de ciclocrosse.


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9 de abril de 2017

Mário Costa e Joana Monteiro assumem liderança da Taça de Portugal

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Mário Costa e Joana Monteiro foram os vencedores do XCO Internacional de Vila Franca (BTT), Viana do Castelo, triunfo que lhes permitiu assumir a liderança da Taça de Portugal. Na corrida masculina, o atleta da equipa espanhola Primaflor-Mondraker deixou José Dias (Seissa/KTM Bikeseven/Matias e Araújo/Frulact) a 1:31 minutos. Ricardo Marinheiro (Maiatos/Reabnorte) fechou o pódio a 4:21 minutos. Entre os sub-23, o melhor foi João Rocha (Rodabike/ACRG/Gondomar). Foi sétimo e mantém a liderança da competição no seu escalão.

(Fotografia: Federação Portuguesa de Ciclismo)
Já a prova feminina foi dominada por Joana Monteiro, também ela da Primaflor-Mondraker, pois a sub-23 Ana Tomás (BTT Seia) ficou a uns longínquos 3:14 minutos. Maaris Meier, atleta da Estónia da equipa Maiatos/Reabnorte, liderava a Taça de Portugal antes desta etapa, mas o terceiro lugar fez com que perdesse o primeiro lugar.

Guilherme Mota (Marrazes/Gui/Breijinho/Bike Zone Leiria) venceu a corrida de juniores, passando para a frente da Taça de Portugal. Marta Branco (Maiatos/Reabnorte) somou nova vitória e reforçou a liderança.  Em cadetes os melhores foram Carlos Blanco (Academia Postal/Actyon/MMR/Maceda) e Ana Santos (ASC/Focus Team/Vila do Conde). O espanhol reforçou a liderança, enquanto Daniela Campos (BTT Loulé/BPI/Elevis), segunda em Vila Franca, manteve a primeira posição. 

Entre os veteranos, o master 30 André Filipe (CPR A-do-Barbas), o master 40 Davide Inácio, o master 50 Reinaldo Luís (ProRebordosa/Oforsep/RJ Group) e a master Ângela Gonçalves (BTT Seia) venceram nos seus escalões. Ricardo Gomes (Saertex Portugal/Edaetech) foi o mais rápido entre os paraciclistas. Estes cinco corredores repetiram a vitória da prova de abertura da Taça de Portugal.

A ASC/Focus Team/Vila do Conde ganhou a prova de Viana do Castelo por equipas.


19 de agosto de 2016

Os portugueses na Volta a Espanha

Mais uma vez é na Volta a Espanha que os portugueses aparecem em maior número. Não só se fala de quantidade, mas como de qualidade e se não pensamos em ganhar uma grande Volta, podemos sonhar com uma vitória de etapa porque há ciclistas com o perfil certo para esta Vuelta tão montanhosa. São cinco os portugueses, com diferentes objectivos, mas com papéis importantes nas respectivas equipas.

Sérgio Paulinho (Tinkoff - dorsal 17)
Há muito que é o homem de confiança de Alberto Contador, pelo que a ausência na Volta a França provocou alguma surpresa. O próprio admitiu não só algum desalento, mas também considerou que a equipa escolhida não era a ideal para ajudar o espanhol. Está agora de regresso para a sua 16ª grande volta, oitava Vuelta, tendo vencido uma etapa na estreia, em 2006.

Aos 36 anos debate-se com a questão do final da equipa Tinkoff, desconhecendo-se ainda o futuro do ciclista, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas (2004). No entanto, não haverá dúvidas que o profissionalismo de Sérgio Paulinho virá ao de cima nas próximas três semanas, pois a sua única preocupação será ajudar Contador a conquistar a quarta Volta a Espanha.

Tiago Machado (Katusha - dorsal 116)
Já se sente alguma saudade daquele Tiago Machado atacante, sempre pronto a tentar uma fuga e a dar espectáculo. No entanto, nestes dois anos de Katusha, o ciclista português (30 anos) acabou por se ter de reservar novamente a um papel mais de gregário. Numa ou outra corrida teve liberdade para se mostrar, mas não tem sido o Machado de outros anos. 

No entanto, a Katusha vai passar por uma fase de mudança nesta Volta a Espanha. Sem o seu crónico líder, Joaquim Rodríguez - que optou por terminar a carreira e já não quis competir na Vuelta - e sem Ilnur Zakarin, que fez o Giro e o Tour, talvez o português tenha algum espaço para tentar pelo menos vencer uma etapa.

Esta será a sua oitava grande volta, a quarta Vuelta. O melhor resultado foi um quinto lugar numa etapa precisamente há um ano. Tiago Machado tem andado a treinar no norte do país para esta competição. E numa altura em que tanto se fala do mercado de transferências, também o ciclista português está em final de contrato.

Mário Costa (Lampre-Merida - dorsal 176)
Chegou a oportunidade para o ciclista que cumpre o segundo ano na equipa italiana e também ele procura equipa para 2017. Irmão de Rui Costa, Mário (30 anos) tem vivido na sombra dessa ligação, procurando o seu espaço numa Lampre-Merida que tem tido dificuldade em afirmar-se como uma equipa World Tour competitiva. Mário Costa tem participado em várias corridas, mas sempre na condição de gregário. Paris-Nice, Volta ao País Basco e este ano teve a oportunidade em estrear-se em dois dos monumentos do ciclismo: Paris-Roubaix e Liège-Bastogne-Liège, neste último caso ao lado de Rui Costa. Mário não terminou nenhuma das clássicas.

No entanto, chega agora o momento que poderá ser importante para o futuro do ciclista, que estava na formação portuguesa OFM-Quinta da Lixa antes de ser contratado pela Lampre, onde já estava Rui Costa. Mesmo como gregário, é altura perfeita para Mário Costa mostrar a sua qualidade, numa Vuelta muito exigente, mas muito mediática, dado o grupo de ciclistas de renome que irá participar.

José Mendes (Bora-Aragon 18 - dorsal 191)
Está a ser uma segunda metade de 2016 muito positiva para o ciclista português. José Mendes (31 anos) ficou de fora da Volta a França, mas entretanto foi campeão nacional de estrada e segundo classificado no contra-relógio, foi convocado para os Jogos Olímpicos e agora surge como dorsal um da equipa alemã.

Certamente um sinal de confiança da Bora e que José Mendes quererá agarrar. Está em final de contrato e a equipa prepara-se para subir ao escalão World Tour, com a chegada de um novo patrocinador. A aposta da Bora-Hansgrohe para 2017 é forte, pois já contratou Peter Sagan, por exemplo. José Mendes está assim a lutar por um lugar num conjunto que poderá tornar-se num dos mais fortes do pelotão. E que prestigiante e merecedor seria.

E José Mendes tem qualidade para tal. É um daqueles ciclistas em que as equipas sabem que pode confiar, que vai cumprir o seu papel. O seu melhor resultado foi naturalmente a vitória no contra-relógio no Giro del Trentino há um ano. Será a sua quarta volta, segunda em Espanha. Em 2013 terminou na 22ª posição.

José Gonçalves (Caja Rural - dorsal 205)
A Volta a Espanha teve várias figuras em destaque. A começar com um Nibali que foi desclassificado, um Johan Esteban Chaves que se confirmou como voltista, um Tom Dumoulin que quase surpreendeu os favoritos e até um Nelson Oliveira que garantiu uma vitória para Portugal. Mas houve outro ciclista que muito se escreveu e que conseguiu algum consenso que merecia pelo menos o triunfo numa etapa: José Gonçalves. Ficou por cinco ocasiões no top dez, uma das quais foi mesmo segundo, o que demonstra como o ciclista português andou ao ataque. E muito atacou Gonçalves. Numa palavra, é um ciclista combativo.

Depois da desilusão de ter ficado de fora dos Jogos Olímpicos, José Gonçalves (27 anos), esteve novamente na Volta a Portugal, onde alcançou mais uma vitória de etapa. Mas é a Vuelta que o português mais ambicionou praticamente o ano todo (será a segunda participação). E estamos a falar de um ciclista que conquistou a Volta a Turquia, portanto, está a realizar uma boa temporada que poderá muito bem lhe valer um contrato com uma equipa World Tour, que já merece.