Mostrar mensagens com a etiqueta Raquel Queirós. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Raquel Queirós. Mostrar todas as mensagens

8 de janeiro de 2021

Raquel Queirós assina pela Specialized Portugal

© Specialized Portugal
Eis mais um passo importante para o ciclismo feminino português. Raquel Queirós assinou com a Specialized Portugal e contará assim com o apoio de uma das melhores marcas, numa altura em que está perto de se apurar para os Jogos Olímpicos de Tóquio, na especialidade de XCO (BTT).

Com apenas 20 anos, Raquel Queirós é uma das grandes esperanças portuguesas, sendo que tanto ganha na estrada, como no BTT, vertente em que tem aposta mais. Será a primeira mulher portuguesa a chegar a Tóquio na especialidade se garantir a qualificação, seguindo o exemplo de Maria Martins, a primeira a alcançar o feito, mas na pista. No caso de Maria, será mesmo uma estreia de Portugal nesta vertente.

Ter uma marca como a Specialized a patrociná-la é mais um impulso para a sua carreira, assegurando assim que tem ainda mais condições para treinar e competir.

"Estou muito feliz por ter assinado pela Specialized. É uma marca referência e é óbvio que vai ajudar, porque tenho ao meu dispor todas as ferramentas e tudo aquilo de que preciso para fazer um bom trabalho. O resto é só pedalar", salientou a atleta. Ir aos Jogos está no topo dos desejos para 2021, mas há mais objectivos: "Fazer pódio numa Taça do Mundo, e revalidar todos os meus títulos nacionais." Ou seja, em XCO e XCM e será forte candidata a um de estrada em elite.

© Specialized Portugal
Nelson Risso, director de Marketing da Specialized Ibéria explicou a aposta nesta atleta: "O apoio veio de forma muito natural, a Raquel tem, sem qualquer dúvida, o perfil de uma grande atleta e demonstra uma enorme qualidade, consistência e foco nos objectivos que define. Se pensarmos que tem apenas 20 anos e que já ganhou uma série de títulos num escalão que nem é o seu, tem todas as possibilidades de conquistar qualquer título internacional no futuro", salientou.

E acrescentou: "Na Specialized trabalhamos muito com atletas no desenvolvimento dos nossos produtos e é para nós muito importante proporcionar à Raquel todas essas ferramentas necessárias para concretizar os seus sonhos e inspirar outros jovens atletas."

Logo como júnior, Raquel Queirós começou a demonstrar que não só pode ir a Tóquio, como tem potencial para alcançar um nível elevado na carreira. Tem-se destacado principalmente no BTT, mas na estrada também revela ser bastante forte.


29 de junho de 2020

Desafio cumprido na Nacional 2! E já se pensa no próximo

© Federação Portuguesa de Ciclismo
A Estrada Nacional 2 é daquelas que é provável que esteja em muitas bucket list dos amantes das bicicletas. E não só. Ou seja, é uma daquelas coisas que um dia tem de se fazer. Percorrer mais de 700 quilómetros de Chaves a Faro, conhecendo um país de uma forma bem diferente. Entre quarta-feira e domingo, Maria Martins e Raquel Queirós cumpriram este desafio e ao acompanhar nas redes sociais as fotografias que foram partilhando, a vontade é pegar na bicicleta e partir!

São duas das jovens talentosas do ciclismo nacional e que se preparam para deixar desde já a sua marca na história da modalidade. Maria Martins (21 anos) já tem um bilhete garantido para os Jogos Olímpicos de Tóquio, adiados para 2021. Será a primeira vez que Portugal estará representado na pista, com Tata, como é conhecida, a ter lugar marcado no omnium.

Raquel Queirós está perto de assegurar o apuramento em BTT, no cross country (XCO), feito que ficou adiado quando as competições foram suspensas. Mas quando forem retomadas, a atleta, de apenas 20 anos, poderá ser também a primeira, no seu caso entre as mulheres, a alcançar a qualificação olímpica nesta especialidade.

© Federação Portuguesa de Ciclismo
Precisamente por haver esta "ligação" aos Jogos, a aventura da semana passada recebeu o nome de "Pela Estrada Nacional 2 Rumo a Tóquio". Foram cinco etapas que receberam muita atenção, desde os clubes de ciclismo às associações regionais da modalidade, passando pelas autarquias e pelo Comité Olímpico de Portugal. Contaram ainda com o apoio da Federação Portuguesa de Ciclismo e com a presença de bastantes pessoas, tanto nas partidas, como nas chegadas. Mas também durante o percurso houve quem se juntasse às ciclistas a pedalar.

© Federação Portuguesa de Ciclismo
"Estes dias superaram todas as expectativas, nunca pensei que tanta gente aderisse e nos apoiasse durante este desafio. Além disso, as paisagens foram incríveis e aproveitámos para conhecer também um pouco do nosso país, que é tão bonito! Foi muito bom partilhar isto tudo com a Tata, que para mim é um grande exemplo de garra e determinação e uma grande figura do ciclismo feminino", afirmou Raquel Queirós.

© Federação Portuguesa de Ciclismo
Chaves-Castro Daire (134,4 km), Castro Daire-Góis (133,7), Góis-Ponte de Sor (148,5), Ponte de Sor-Aljustrel (182,1) e Aljustrel-Faro, (117,2) foram as cinco etapas. E se um dos objectivos passava por incentivar a utilização da bicicleta, seja como uma forma de fazer desporto, ou para lazer, turismo ou mobilidade no dia-a-dia, na chegada ao Algarve a iniciativa das jovens teve também o seu lado solidário.

Foram entregues bicicletas e capacetes ao Refúgio Aboim Ascensão, para serem usados pelas crianças que ali vivem. "Foi uma forma muito emotiva de acabarmos esta viagem. É uma maneira de ajudarmos quem mais precisa e de o fazermos tentando desenvolver nas crianças a paixão pelo ciclismo", admitiu Raquel Queirós.

Para ambas, percorrer a Estrada Nacional 2 foi também uma forma de ter um desafio numa altura em que não há corridas. Maria Martins não só gostou da aventura, como a recomenda e já está a pensar na próxima. "Em termos físicos é algo que se faz muito bem, desde que haja uma boa gestão/organização e um ritmo controlado. Vimos paisagens incríveis. Foi aquilo de que mais gostei nesta aventura", contou.

E qual é o próximo desafio? "Fazer a nossa costa, que é fantástica."


29 de junho de 2019

Dobradinhas confirmadas mas foi necessário lutar muito para as alcançar

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Melgaço está a testar ao máximo as capacidades dos ciclistas que procuram os títulos nacionais. O percurso é duro e o calor tem aquecido as corridas. Uma jovem sub-23 tentou ameaçar a experiente Daniela Reis, mas a qualidade de uma atleta do World Tour fez a diferença, mesmo estando num dia menos bom. Já João Almeida, também ele um favorito, teve bastante trabalho para deixar para trás um Fábio Costa batalhador e mais um corredor a confirmar a excelente temporada da UD Oliveirense-InOutBuild. As esperadas dobradinhas confirmaram-se nos Nacionais, mas não foram fáceis de alcançar.

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
A corrida de sub-23 acabou por concentrar grande parte da emoção do dia, como era expectável. Almeida não entrou na fuga inicial, onde já estava Fábio Costa. O ciclista da Hagens Berman Axeon acabou por recuperar o terreno perdido para entrar na frente da corrida ainda com mais de 100 quilómetros do fim. As últimas duas das seis voltas da corrida (143,2 quilómetros) tiveram Almeida e Costa isolados, com Hélder Gonçalves (UD Oliveirense-InOutBuild) e Marcelo Salvador (Sicasal-Constantinos) a serem os últimos a ceder. Mas atrás foi feita uma perseguição feroz e que chegou a ameaçar ainda baralhar a decisão da corrida. Tarde de mais, com João Almeida a fazer um derradeiro ataque já perto da meta que quebrou de vez a resistência do seu rival do dia.

"Tem um significado muito especial conquistar este título. Desde início que me senti muito bem. Decidi arriscar naquela volta quando ninguém estava à espera, para ter tempo de descansar um bocado. Gastei muita energia para chegar lá, mas consegui chegar e depois foi poupar energias. No fim, foi dar o que tinha", explicou um exausto João Almeida. Há um ano tinha somado dois segundos lugares nos Nacionais de Belmonte, então batido pelos gémeos Oliveira (Ivo no contra-relógio e Rui na prova de fundo). Porém, até pelos resultados internacionais que estava a alcançar - venceu a Liège-Bastogne-Liège de sub-23, por exemplo, mas não só -, estes eram uns títulos nacionais que se sabia que ficariam muito bem a João Almeida.

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
A luta de Fábio Costa ajudou a dar ainda mais valor à conquista deste jovem ciclista, que está a evoluir numa das melhores equipas de formação do mundo e de onde já saíram para o World Tour grandes nomes do ciclismo mundial, destacando-se também três portugueses: Ruben Guerreiro (actualmente na Katusha-Alpecin, depois de dois anos na Trek-Segafredo) e os gémeos Oliveira (UAE Team Emirates). 2019 não está a ser tão positivo como o ano anterior para João Almeida, mas o corredor de 20 anos espera agora virar a página.

Fábio Costa terminou a 11 segundos do vencedor, com Bernardo Saavedra (Vito-Feirense-PNB) a conquistar a medalha de bronze, cortando a meta a 36 segundos, menos um que André Carvalho, outro português na Hagens Berman Axeon (classificações neste link, via ProCyclingStats, com atenção que Bernardo Saavedra está como João Leite, que é também parte do seu nome).

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Para Daniela Reis (Doltcini-Van Eyck Sport), os Nacionais de Melgaço não foram apenas para cumprir calendário. Se se confirmou que não tinha rival, ainda assim, a dificuldade do percurso de 88,6 quilómetros e um dia em que não se sentiu a 100%, acabou por provocar alguns problemas à ciclista que se sagrou tetracampeã nacional (2015, 2016, 2018 e 2019). "Não foi fácil. Tive a noção que não estava num dia bom. Esta [vitória] foi sofrida. Foi gerir e dar tudo na última volta. Foi conseguir uma vantagem para a minha adversária porque o ciclismo é assim, há dias muito bons, há dias menos bons. Felizmente deu para a vitória", afirmou, após ter confirmado mais uma dobradinha, pois na sexta-feira já tinha revalidado o título de campeã nacional de contra-relógio.

Se a maior parte do pequeno pelotão de elite ficou rapidamente para trás, logo na primeira volta (alinharam 20 ciclistas, tendo terminado 12), Daniela Reis teve a companhia a companhia de duas jovens talentosas. Numa concorrência directa estava Raquel Queirós, corredora da Quinta das Arcas-Jetclass-Xarão, que está no seu primeiro ano como sub-23. Porém, como no ciclismo feminino de estrada, não há este escalão e Raquel estreou-se na elite nos Nacionais. Terminou a 2:10 minutos de Daniela Reis, mas só começou a descolar na terceira volta, deixando boas indicações para o futuro. Bem longe da discussão da corrida, mas com direito a lutar e conquistar a medalha de bronze, esteve Sandra Santos (Eneicat), que terminou a 6:19 minutos da vencedora (classificações, via ProCyclingStats).

No entanto, houve outra ciclista a impressionar. É mais uma Daniela, mas de apelido Campos e é melhor decorar este nome. É júnior, mas fez parte do trio da frente. Vários escalões juntam-se para fazer a prova feminina: cadetes, júniores, elites, master 30, 40 e 50 (difere a distância). É certo que Daniela Campos tinha menos uma volta para fazer (66,1 quilómetros no total) do que as duas outras corredoras, mas tendo em conta a idade e a fase de evolução em que está, principalmente comparando com Daniela Reis, não deixou de impressionar. A ciclista das 5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ venceu sem discussão no seu escalão, com a segunda classificada a ficar a 10 minutos (Rafaela Ramalho, da equipa Maiatos) e a terceira a 11:22 (Beatriz Martins, da Bairrada).

Daniela Reis gostou do que viu quanto às jovens adversárias e que num futuro próximo poderão ser rivais de muito respeito. "Vim um bocado sem saber porque faz agora um ano da última vez que corri em Portugal. Vi algumas Taças e já sabia que havia miúdas novas a andar muito bem. É excelente para o ciclismo. Não sabia o que esperar delas. Sei que treinei para estar bem aqui e sabia o que tinha de fazer. Fico muito feliz que haja miúdas novas a quererem fazer o ciclismo andar para a frente, a superarem-se", salientou.

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
A primeira ciclista a chegar ao mais alto nível do ciclismo mundial vai agora fazer novamente as malas, pois seguem-se corridas no estrangeiro e Daniela Reis admitiu que está numa boa forma e que quer procurar obter bons resultados.

Em Melgaço foram atribuídos seis títulos nacionais. As cadetes e masters cumpriram a distância de 43,6 quilómetros:

Elite: Daniela Reis (Doltcini
Júnior: Daniela Campos (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ)
Cadete: Beatriz Roxo (Maiatos)
Master 30: Nadia Mendes (CE Gonçalves-Azeitonense)
Master 40: Ana Neves (Bike & Nutrition Shop)
Master 50: Maria Jesus (5Quinas-Município de Albufeira-CDASJ)

Este domingo será a vez da elite masculina sair para a estrada, como 197 quilómetros à espera do pelotão, com partida (11 horas) em Castro Laboreiro e chegada em Melgaço. Será que José Gonçalves (Katusha-Alpecin) consegue também a dobradinha? O irmão, Domingos (Caja Rural), é o campeão em título.