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18 de dezembro de 2020

Quem quer a bicicleta de Roglic da Vuelta? Ou a de Van Aert da Milano-Sanremo?

© PhotoGomezSport/La Vuelta
Há poucos dias, falou-se neste blog de como a Bianchi renovou a sua imagem para a nova parceria com a GreenEdge Cycling (a Mitchelton-Scott até ao fim do ano). Mas para aqueles que não resistem à tradicional cor celeste, sem travões de disco - ou seja, a bicicleta que tanta história tem e que muita história escreveu juntamente com a Jumbo-Visma durante sete anos - então tem uma hipótese de a comprar. Ou melhor, de as comprar, pois há bastante escolha. E claro que não se está a falar de umas bicicletas quaisquer.

A Jumbo-Visma iniciou um leilão para os mais ávidos coleccionadores ou para "continue the ride" (continuar a pedalar), como diz o slogan adoptado. Que tal uma das bicicletas com que Primoz Roglic venceu a Volta a Espanha (com direito à fita do guiador em vermelho)? Ou então a que Wout van Aert conquistou o seu primeiro monumento, Milano-Sanremo? Ou se alguém gostar mais de uma de contra-relógio de Tom Dumoulin, também há, assim como as máquinas de outros ciclistas, como Steven Kruijswijk, Sepp Kuss, Tony Martin e Robert Gesink, por exemplo.

É uma fantástica oportunidade para se ter bicicletas de grandes ciclistas, mas claro que é melhor preparar para abrir os cordões à bolsa. O leilão arrancou esta sexta-feira e dura até 27 de Dezembro. Para já, a que tem o valor mais alto é precisamente a de Van Aert, que ultrapassa os oito mil euros, no momento em que se escreve este texto.

O leilão está a decorrer no site Catawiki e se carregar aqui, pode ver ao pormenor as 28 bicicletas que a Jumbo-Visma quer tentar dar uma nova vida, ou enviar para um museu pessoal de um admirador.

»»Uma Bianchi renovada para a nova parceria««

»»Bicicletas com muita história roubadas da sede da Specialized««

14 de dezembro de 2020

Uma Bianchi renovada para a nova parceria

© Bianchi
Ver uma Bianchi sem ser com a sua famosa cor celeste é um pouco estranho. Mas, com o início de uma nova parceria no World Tour, a famosa marca italiana renovou as suas bicicletas. E também já têm travões de disco.

Depois de sete anos com a Jumbo-Visma e os últimos muito vitoriosos, a Bianchi irá passar a fornecer as bicicletas à Mitchelton-Scott. Naturalmente que este nome da formação australiana não será o de 2021. Para já a equipa está inscrita como GreenEdge Cycling, mas poderá sofrer alterações, caso surja um patrocinador. A Scott passará para a Sunweb (Team DSM na próxima época), com a Cérvelo a trocar a equipa alemã pela Jumbo-Visma. Uma autêntica dança de bicicletas no pelotão!

Quanto à Bianchi, era uma das poucas marcas que ainda não se tinha rendido aos travões de disco. Como curiosidade, as três grandes voltas de 2020 foram ganhas por ciclistas, cujas equipas utilizam bicicletas com o tradicional sistema de pinças: Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) venceu o Tour com uma Colnago, Tao Geoghegan Hart (Ineos) conquistou o Giro com uma Pinarello e Primoz Roglic foi o mais forte na Vuelta com a famosa Bianchi celeste.

Simon Yates e Michael Matthews, por exemplo, vão assim estrear a Bianchi com travões de disco e com novas cores. E este último pormenor tem sido o principal debate entre os fãs desta bicicleta. O tradicional celeste ainda está no quadro, mas acompanhado por um azul turquesa e ainda a cor preta. Se há quem elogie a mudança nas redes sociais, também se lêem críticas, com o celeste a continuar a ser a cor preferida. Um dos pormenores várias vezes destacado, é que a bicicleta poderá não se destacar tanto no pelotão.

© Bianchi
As mudanças trazem sempre opiniões diferentes, mas a Bianchi vai mesmo alterar a sua imagem no World Tour. Os ciclistas da GreenEdge Cycling vão ter à sua disposição a Specialissima disc (foto em cima), a Oltre XR4 - modelo mais aerodinâmico (foto ao lado) - e para o contra-relógio, a Aquila. Todas terão componentes Shimano (incluindo as rodas), os selins serão da Fizik e os pneus eleitos são os Pirelli P Zero. Os ciclo-computadores serão da Garmin.

Tempos difíceis na GreenEdge Cycling

Foi um ano muito complicado para a equipa australiana. Além da falta de melhores resultados e de exibições muito aquém, principalmente nas grandes voltas - no Giro toda a equipa abandonou a corrida devido a casos de covid-19 -, a formação viveu dias de incerteza, quando soube que iria perder o seu principal patrocinador. Em Junho foi dado como feito um acordo com a Manuela Fundación, de Espanha, mas após o anúncio público - até foram apresentados os equipamentos que seria utilizados ainda durante 2020 - Gerry Ryan, dono da estrutura, disse que afinal não era a solução que procurava.

Ryan não terá gostado, por exemplo, de os novos patrocinadores quererem ser os donos da equipa e até mudar a sua base para Granada, o que significaria também uma licença World Tour espanhola e não australiana. O actual patrão não quer perder o controlo da sua equipa e tratou não só de interromper qualquer negociação com os responsáveis da Manuela Fundación, como foi à procura de outros caminhos para o futuro.

Entretanto, a equipa conseguiu renovar contrato com Simon Yates, mas o irmão gémeo, Adam, rumou à Ineos. Daryl Impey vai juntar-se a Chris Froome na Israel Start-Up Nation, Jack Haig muda-se para a Bahrain-Victorious (actual Bahrain-McLaren) e Edoardo Affini será aposta da Jumbo-Visma.

Quanto a contratações, o regresso de Michael Matthews será certamente muito bem-vindo, sendo que foi um ciclista que deu muitas e grandes vitórias à equipa, antes de se mudar para a Sunweb. Da EF Pro Cycling chega Tanel Kangert e o norueguês Amund Grondahl Jansen troca a Jumbo-Visma pela formação australiana. A GreenEdge Cycling garantiu ainda um jovem promissor italiano, de apenas 21 anos, Kevin Colleoni (ex-Biesse Arvedi). Foi terceiro no Giro para o seu escalão e soma vários pódios e top dez em importantes corridas de sub-23.

Quando a equipa australiana surgiu em 2012 esteve mais dedicada ao sprint e clássicas. Porém, com os irmãos Yates, foi também apostando cada vez mais nas gerais e teve o seu ponto alto em 2018, quando Simon esteve na luta pelo Giro e acabaria por ganhar a Vuelta. Porém, a equipa não conseguiu dar seguimento a esse sucesso e tenta reinventar-se, ainda que sem mudanças profundas naqueles que serão os líderes, com a excepção da despedida de Adam Yates.

»»Mark Cavendish resiste««

»»Fabio Aru com mais uma oportunidade««

31 de agosto de 2017

Bianchi revelou a nova máquina da Ferrari

(Fotografia Bianchi/Ferrari)
Ao olhar-se para a bicicleta não há qualquer dúvida do que estamos a ver: o vermelho tão característico da icónica marca de automóveis, uma máquina que promete não passar despercebida quando alguém a levar para um passeio e, claro, o símbolo do cavalinho rampante.  A parceria entre a Ferrari e a Bianchi tem finalmente o seu primeiro resultado, marcado pela mais alta tecnologia na construção dos componentes únicos utilizados nesta máquina.

O quadro de carbono da SF01 pesa apenas 780 gramas e foi criado a pensar em reduzir em 80% as vibrações, segundo a Bianchi, marca italiana que fornece as bicicletas para a equipa Lotto-Jumbo (mas não as Ferrari!). Pintadas à mão, estarão disponíveis duas versões, a Rosso Corse, que é vermelha e preta (na imagem), e a Nero Setoso, que terá as mesmas cores mas invertidas.

É a primeira vez que as duas empresas italianas se juntam para criar uma bicicleta, ainda que a Ferrari já tenha anteriormente criado modelos com a Colnago. A bicicleta de estrada foi desvendada no Eurobike Show, que se está a realizar em Friedrichshafen, na Alemanha, juntamente com um protótipo do que virá a ser uma máquina Ferrari para o triatlo. Mais modelos se seguirão, pois o acordo entre as duas marcas prevê bicicletas para todos os estilos. Quanto a preços, ainda não foram revelados, mas quando foi a união Colnago/Ferrari, a bicicleta de estrada chegava aos 15 mil euros.


25 de julho de 2017

Ferrari com novo parceiro para criar vários modelos de bicicletas

Brevemente será possível adquirir uma nova gama de bicicletas Ferrari. Não é novo marcas populares de automóveis de gama alta terem as suas máquinas de duas rodas (sem motores), mas a Ferrari assinou agora com um novo parceiro e o objectivo é que o logotipo do cavalinho rampante apareça em diversos modelos, desde a estrada ao BTT, passando pelas bicicletas eléctricas e citadinas, não esquecendo as crianças. Ainda se terá de esperar umas semanas para ver as primeiras bicicletas, mas a curiosidade já é grande.

A Bianchi irá a partir de agora ser a responsável pelo desenvolvimento, produção e distribuição da nova gama, depois de recentemente a Ferrari ter tido uma parceria com a Colnago. Fica tudo em casa, ou seja, em Itália. A marca automóvel irá ajudar na criação de modelos que tenham a "excelência técnica da equipa de Fórmula 1".

"Tecnologia, performance, leveza, pesquisa estética, material de excelência são as palavras chaves para um projecto que quer ser uma referência para os entusiastas de ciclismo e desportos motorizados", lê-se no comunicado da Bianchi, marca que fornece as bicicletas à equipa do World Tour, Lotto-Jumbo. A formação holandesa venceu duas etapas na Volta a França, a última nos Campos Elísios. Primoz Roglic também foi o vencedor da Volta ao Algarve.

"Nós desejávamos muito esta colaboração com a Ferrari. Com a combinação de esforços vamos desenvolver este projecto nos próximos anos. Trabalhar juntos vai permitir que se desenvolvam novos produtos com um misto de conhecimento de elevada classe e perícia das duas partes, criando modelos de sucesso e inovadores como a Bianchi e a Ferrari sempre fizeram", destacou o director da empresa de bicicletas, Salvatore Grimaldi.

Para já foi apenas anunciada a parceria, mas vamos ter de esperar ainda mais de dois meses para conhecer os primeiros modelos. Só a 30 de Setembro serão revelados no Eurobike Show, que se realiza em Friedrichshafen, na Alemanha.

Até lá, é melhor começar a poupar! É que as bicicletas associadas a marcas de automóveis não costumam ser para qualquer bolso. Quando a Colnago lançou as bicicletas Ferrari, estas custavam cerca de 15 mil euros. Na fotografia pode ver como ficou então o modelo de estrada.