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6 de novembro de 2020

Ineos Grenadiers e Movistar a trabalhar e Roglic a ganhar mais uns preciosos segundos

© Unipublic/Charly López/La Vuelta
Tanto trabalho da Ineos Grenadiers e da Movistar e no final foi Primoz Roglic, da Jumbo-Visma, quem agradeceu. Um segundo aqui, um segundo ali e o esloveno vai partir para a etapa decisiva da Vuelta com 45 de vantagem sobre Richard Carapaz e 53 sobre Hugh Carthy (EF Pro Cycling). Nem se pode dizer que tenha sido algo planeado pelo camisola vermelha ou pela sua equipa, apenas aproveitou a oportunidade de sprintar no final, depois de ver a fuga ser apanhada e ficar escancarada a porta para conquistar mais uma bonificação.

Nesta Vuelta são 48 segundos ganhos por Roglic na linha da meta, sendo que ajuda e muito ter ganho quatro etapas (10 segundos cada). Carapaz somou 16 e Carthy 10, na vitória no Angliru. Mais do que fazer diferença na estrada, já faz parte do estilo de Roglic em encarar estas corridas sempre à procura de somar bonificações. No Tour acabou por não resultar, mas tem este sábado o Alto de la Covatilla para ultrapassar e assim conquistar uma grande volta em 2020, tentando repetir o triunfo em Espanha, depois de ter ganho em 2019.

Os seis segundos que amealhou em Ciudad Rodrigo podem não garantir uma vitória a Roglic, mas servem de tónico para a derradeira etapa, na qual ninguém poderá ficar à espera do esloveno falhar. É agora ou nunca. A liderança terá de ser atacada, mas o próprio Carapaz demonstrou que aqueles seis segundos não eram nada bem-vindos na perspectiva do líder da Ineos Grenadiers. Quando percebeu que Roglic ia sprintar, também acelerou, mas nada pôde fazer para evitar ter mais tempo para recuperar.

A La Covatilla é uma subida com 11,4 quilómetros, com uma inclinação média de 7,1%. Roglic sofreu no Angliru, mas com a pendente máxima deste sábado a ser de 12% e não mais de 20, o esloveno terá de ter um dia muito mau para ceder tanto tempo só nesta subida.

Por isso mesmo, foi ainda mais estranha a forma como a Ineos Grenadiers se desgastou nos 162 quilómetros desta sexta-feira. Principalmente, Andrey Amador, um ciclista tão importante na ajuda a Carapaz. A boa colocação do equatoriano foi um objectivo, mas, ainda assim, Amador desgastou-se muito quando não houve qualquer intenção de tentar surpreender Roglic. E não demorou muito a perceber-se que o esloveno não ia ceder tempo no sobe e desce desta etapa.

A Jumbo-Visma esteve mais dedicada a proteger o seu líder, pois na parte final foi a Movistar que assumiu a frente do grupo. Mais uma vez não foi para preparar um ataque de Enric Mas, talvez ainda a pensar no pódio. A equipa foi atrás de uma vitória de etapa com Alejandro Valverde. E neste aspecto percebe-se. Ganhar a Vuelta está fora de questão e para uma equipa com apenas duas vitórias em 2020 (!), é importante conquistar algo mais - além da camisola da juventude que Mas não deverá perder - antes da época terminar. E finaliza já em Madrid, no domingo. Não há mais corridas.

17ª etapa: Sequeros - Alto de la Covatilla, 178,2 quilómetros

La Covatilla será a segunda categoria especial depois do Angliru. Não tem as pendentes da mítica subida, como foi descrito em cima, mas a Covatilla além de ser uma subida difícil, vai ser feita com temperaturas abaixo dos 10 graus, havendo a possibilidade de chuva, ainda que seja baixa. O vento deverá rondar os 14 quilómetros/hora.

A grande questão é se Carapaz e Carthy vão deixar tudo para a última subida, ou arriscam um ataque de longe. Esta última escolha poderá ser a opção de um Enric Mas ou mesmo de Daniel Martin (Israel Start-Up Nation), dois ciclistas que poderão dar o tudo por tudo para chegar ao pódio. O espanhol está a 3:29 de Roglic e o irlandês a 1:48.

Também se poderá ver uma luta pelos restantes lugares no top dez, mas esta Vuelta chega ao penúltimo dia com a geral por decidir, sendo que 2020 fica marcado por todas as grandes voltas só terem ficado decididas no derradeiro dia (não contando com o da consagração que o Tour e a Vuelta têm). Nas outras duas houve uma reviravolta...

Classificações completas, via ProCyclingStats.

© Photo Gomez Sport/La Vuelta
Rui Costa penalizado

O ciclista português continua à procura de ganhar uma etapa nesta Vuelta. Desta feita não entrou na fuga, mas ficou muito próximo de vencer. Foi terceiro no sprint ganho pelo Magnus Cort, em mais uma vitória para uma EF Pro Cycling que é das equipas mais ganhadoras após o desconfinamento. Porém, Rui Costa (UAE Team Emirates) acabaria sancionado e relegado para o final do grupo devido a uma manobra que foi considerada perigosa pelos comissários.

"Estou desiludido, mas não tenho outra escolha senão aceitar. Foi um final seguro e penso que o meu sprint foi correcto. Não houve certamente uma má intenção. Vou focar-me na próxima etapa antes de Madrid", afirmou Rui Costa.

Nota: Por lapso escreveu-se que Roglic tinha ganho 58 segundos nas bonificações. São 48, pois no contra-relógio não há bonificações. Fica aqui um pedido de desculpa pelo erro.

»»Vitória de Philipsen com influência de Ivo Oliveira (e com um agradecimento emocionado)««

»»Tim Wellens no seu terreno e uma lição de boa táctica««

3 de novembro de 2020

O alívio de Roglic e o sorriso dos adversários (e Nelson Oliveira voltou a ficar tão perto)

© Photo Gomez Sport/La Vuelta
Primoz Roglic terá conseguido afastar alguns fantasmas do contra-relógio. Era um teste que faltava passar depois de ter perdido o Tour de forma tão dramática e logo numa especialidade sua. É o exemplo mais traumático, pois já antes havia perdido a oportunidade de fechar pódio numa Volta a França, mas até tinha a "desculpa" de no dia antes ter dado tudo para ganhar uma etapa. Contudo, aquela derrota frente a Tadej Pogacar fica para a história. Roglic ainda quer escrever bons capítulos e depois de vencer a Liège-Bastogne-Liège, quer a sua segunda Vuelta. Venceu no contra-relógio e os sorrisos no final eram um sinal claro de como saiu um peso enorme dos seus ombros. Um alívio. Porém, não ganhou tanta vantagem como se esperaria. A Volta a Espanha terá uma terceira semana animada.

É que não foi só Roglic que teve razões para sorrir. O esloveno conquistou a sua quarta etapa (!) está de novo na liderança - troca outra vez com Richard Carapaz -, mas o equatoriano também saiu satisfeito do contra-relógio de 33,7 quilómetros. Os últimos 1,8 foram na subida até ao Mirador de Ézaro, com pendente média de quase 15%. E o que dizer de Hugh Carthy? Quase que foi o mais feliz de todos!

Para Roglic foi, então, importante ultrapassar uma possível barreira psicológica com os contra-relógios em grandes voltas. Não muda nada o que aconteceu no Tour, mas pode influenciar muito os contra-relógios que virão, principalmente na Volta a França. E em 2021 serão dois, em 58 quilómetros no total. Para Carapaz foi importante não ver Roglic ganhar demasiada diferença. O Alto de la Covatilla, no sábado, é a subida mais difícil até ao final da Vuelta, mas até lá haverá muita montanha para ultrapassar.

Com a diferença a ser de 39 segundos, a Ineos Grenadiers e o seu líder, Carapaz, sabem que terão trabalho a fazer para atacar Roglic, mas o equatoriano também sabe que este tempo é recuperável. Nada está perdido. O esloveno não tem um historial muito bom na terceira semana das grandes voltas. Tem tendência a perder algum fôlego. Carapaz vai tentar explorar qualquer possível fraqueza que surja por parte do ciclista da Jumbo-Visma.

O mesmo acontecerá com Hugh Carthy. O britânico da EF Pro Cycling, vencedor no Angliru, demonstrou que está mesmo em boa forma. Fez um excelente contra-relógio e não só consolidou o seu terceiro lugar, como está ao assalto ao segundo e de olhos postos numa possível surpresa. São 47 segundos a separá-lo de Roglic.

Carthy está a demonstrar que é o ciclista que está a melhorar mais com o decorrer da competição. Agora tem de comprovar isso nos próximos quatro dias (domingo é dia de consagração até Madrid). Espera que Michael Woods continue a ter um papel essencial na ajuda, como aconteceu nas mais recentes etapas de montanha, incluindo no Angliru.

Se este trio vai dominar as atenções, há que referir que Daniel Martin (Israel Start-Up Nation) também não esteve mal. Porém, 1:42 minutos já é uma diferença complicada de recuperar para Roglic, mas o irlandês não irá certamente abandonar a ideia de pelo menos chegar ao pódio.

E há mais alguém? Enric Mas foi um desastre, o próprio admite. A Movistar sai derrotada do contra-relógio. 3:23 minutos já deixa pouca margem para o espanhol sequer pensar no pódio, salvo algum volte face inesperado. O que pode valer a Mas é que estamos na Vuelta e as reviravoltas acontecem! Alejandro Valverde bem terá de se esforçar para segurar o top 10. Marc Soler continua a cair na classificação.

Referências positivas, ainda que a ambicionar "apenas" por ficar nos dez primeiros: Wout Poels (Bahrain-McLaren) é mais um ciclista em subida de forma, assim como David de la Cruz (UAE Team Emirates).

© Photo Gomez Sport/Movistar
A mais positiva de todas (na perspectiva portuguesa)

A referência mais positiva é Nelson Oliveira. Vira-se a análise para o lado português e o nosso maior especialista de contra-relógio ficou novamente perto de conseguir a vitória que tanto merece. Apesar de ser um candidato a melhor gregário da Vuelta (se tal distinção existisse como prémio), o ciclista de Anadia teve liberdade para ir a fundo no contra-relógio. A Movistar bem precisa de ganhar. Só tem duas vitórias em 2020 e visto que a geral já não estava bem encaminhada ainda antes de Enric Mas partir para a etapa, ver Oliveira sair vencedor seria um resultado bem-vindo.

O português esteve muito bem, fez uma boa troca de bicicleta antes da subida final e chegou a sentar-se na cadeira do mais rápido. Por pouco tempo, no entanto. Will Barta (CCC) bateu por nove segundos o tempo de Oliveira, que acabaria a 10 dos 46:39 de Roglic. Ficou a dúvida se Barta não terá recebido uma ajuda além das regras, quando foi empurrado por um membro da equipa. Parece ter passado a linha limite, mas o resultado manteve-se e Roglic acabou por ser o vencedor, não dando azo a possíveis polémicas.

Nelson Oliveira fica regularmente entre os melhores no contra-relógio nas grandes competições, mas aquela vitória que tanto procura continua a escapar.

De referir ainda, que o actual campeão nacional, Ivo Oliveira (UAE Team Emirates) ficou a 2:14 de Roglic. O companheiro Rui Costa fez mais 3:31 minutos, com a subida final a não correr tão bem como toda a parte mais plana. O outro Oliveira, o Rui, terminou com mais 5:13. Ricardo Vilela (Burgos-BH) fez mais 7:14 minutos.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

14ª etapa: Lugo - Ourense, 204,7 quilómetros

Sobe, desce, sobe mais um pouco, toca a descer... Vai ser assim numa etapa rara da Vuelta: tem mais de 200 quilómetros. E não será a mais longa, pois quinta-feira o pelotão terá pouco mais de 230 pela frente.

Com tiradas mais curtas, a velocidade tem sido grande quase todos os dias. Nesta fase final da corrida, o esforço já se faz sentir em todos e é preciso saber onde se irá arriscar para fazer abanar Roglic e, principalmente, a Jumbo-Visma, que tem um Sepp Kuss, que compete com Nelson Oliveira para ser o melhor gregário. Entrou-se na fase que qualquer erro, pode pagar-se caro.

»»Hugh Carthy no nível há muito esperado««

»»O protesto, a estreia a vencer, o empate na frente e a expectativa para o Angliru««

1 de novembro de 2020

Hugh Carthy no nível há muito esperado

© Photo Gomez Sport/La Vuelta
Com uma nova geração a não esperar quase nada para não se só afirmar, como ganhar algumas das principais competições mundiais, ciclistas como Hugh Carthy acabam por ficar em segundo plano. No seu caso nem é fácil. O 1,93 metros de altura sempre foi um factor para se distinguir bem no pelotão. Outro factor, é a qualidade que lhe é reconhecida, mas que tem demorado a ser mostrada regularmente. Aos 21/22 anos deu os primeiros sinais que era mais um britânico a ter em conta, apesar de não estar na então Sky. Agora venceu a sua primeira etapa numa grande volta. E valeu a pena esperar!

Hugh Carthy tanto parecia que ia confirmar expectativas, como que desaparecia, ficando longe de resultados de destaque. Também sofreu quedas que não ajudaram à sua afirmação, mas na EF Pro Cycling nunca deixaram de confiar no jovem britânico, agora com 26 anos. Na recta final da época de 2020, a equipa olha para o seu ciclista e vê como nas últimas duas temporadas Carthy não só evoluiu, como ganhou mais maturidade que nesta Vuelta o colocam num lugar do pódio.

Carthy chegou à estrutura americana depois de dois anos em Espanha. O seu peculiar estilo a pedalar rapidamente chamou a atenção naquele país, pois a Caja Rural é uma excelente equipa para se ganhar notoriedade no segundo escalão do ciclismo. Antes fez parte de um projecto importante na formação de jovens britânicos: a então Rapha Condor JLT, equipa que terminou há dois anos.

Mas foi na Caja Rural que mais se mostrou e até esteve na Volta a Portugal em 2015. Ficou num discreto 74º lugar. No ano seguinte, a equipa espanhola levou-a à Vuelta, sendo que antes havia ganho a Volta às Astúrias. No World Tour já era seguido e não surpreendeu quando deu o salto.

Tem sido um caminho de afirmação com altos e baixos. Mas os altos sempre colocaram Carthy como um ciclista capaz de estar entre os melhores. Exemplo disso foi a vitória numa etapa da Volta à Suíça na época passada, quando antes já havia lutado por um top dez no Giro, ficando na 11ª posição.

Chegou a esta Vuelta "tapado" por Daniel Martínez. O colombiano caiu e acabaria por abandonar nos primeiros dias da corrida. Carthy agarrou a oportunidade e muito bem ajudado por Michael Woods - tem mesmo de agradecer o trabalho do companheiro canadiano -, o ciclista da EF Pro Cycling deixa Richard Carapaz e Primoz Roglic a não poderem menosprezá-lo. Pode não ser quem mais assusta, mas 32 segundos é uma distância para o primeiro lugar que vai fazer com que Carthy seja mais marcado pelos dois principais candidatos à vitória.

E 2020 já teve duas reviravoltas algo surpreendentes nas grandes voltas anteriores...

A razão para estarem atentos ao britânico não é só pela curta distância, mas também pelo que fez no mítico Angliru. A subida que ultrapassa os 20% de pendente, com média a rondar os 10%, até chegou a parecer que poderia quebrar Carthy. Mas não. Com Woods a seu lado, manteve-se com os favoritos, até que a cerca de 1,5 quilómetros da meta, numa subida com mais de 12, o britânico arrancou.

É este ciclista que há muito se espera ver mais vezes. Venceu numa das subidas mais difíceis do ciclismo mundial e onde há três anos Alberto Contador ganhou no adeus à sua carreira profissional.

Com Martínez de malas feitas para a Ineos Grenadiers, conseguir além desta vitória um pódio em Madrid, ou pelo menos um top cinco, poderá ser importante para que em 2021 Carthy assuma de uma vez por todas um papel de maior destaque nas grandes voltas na EF Pro Cycling.

Carapaz recupera camisola vermelha

Ninguém apanhou Hugh Carthy que se aproximou em mais de 20 segundos da liderança e tirou Daniel Martin (Israel Start-Up Nation) do pódio. Restou a Richard Carapaz (Ineos Grenadiers) aproveitar as visíveis dificuldades de Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e recuperar a camisola vermelha. Porém, os apenas dez segundos de vantagem não dão qualquer tranquilidade, quando na terça-feira - segunda é dia de descanso - haverá um contra-relógio.

Com Enric Mas (Movistar) a não concretizar nem o plano de vencer a etapa, nem de chegar ao pódio, até se pode dizer que Roglic foi o outro vencedor do dia, além de Carthy. Estas pendentes brutais não assentam nada bem aos esloveno. Mas quem tem Sepp Kuss como gregário, tem quase tudo. Só faltou ter uma corda para puxar o seu líder!

A vantagem no contra-relógio está do lado de Roglic, mas também muito se irá pensar como perdeu o Tour numa etapa de uma especialidade que até é a sua. E haverá nova subida para terminar o esforço individual, mas bem diferente da que enfrentou na Volta a França (ver em baixo).

A Vuelta não ficará decidida na terça-feira, há ainda mais montanha (pois claro) até sábado, pois só no domingo, em Madrid, o terreno ficará plano. Porém, Carapaz sabe que ganhou pouco tempo no Angliru, na subida desta Vuelta na qual haveria mais probabilidade de Roglic ter problemas. Teve alguns, mas não quebrou e Carapaz não conseguiu explorar mais a situação.

Apenas uma palavra para Chris Froome. Está a melhorar e foi importante para o seu companheiro de equipa. Quem bom é ver este ciclista a recuperar alguma forma. Porém, faltou mais alguém para ajudar o equatoriano no Angliru, quando Froome ficou para trás depois de muito ajudar, antes de se chegar à última subida do dia (e foram quatro, duas de primeira categoria).

Classificações completas, via ProCyclingStats.

13ª etapa: Muros - Mirador de Ézaro, Dumbría (contra-relógio individual), 33,7 quilómetros

A subida que irá concluir o contra-relógio nada tem a ver com La Planche de Belles Filles, onde Roglic perdeu um Tour que parecia praticamente garantido. Ainda assim são 1,8 quilómetros a 14,8%! Fica desde logo a questão se os ciclistas vão mudar de bicicleta para os metros finais. Além desta dificuldade, há que ter em conta que o vento poderá também ter o seu papel, principalmente porque poderá ser frontal, criando mais um problema.

»»O protesto, a estreia a vencer, o empate na frente e a expectativa para o Angliru««

»»Uma classe própria««