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13 de maio de 2019

Samuel Sánchez suspenso por dois anos por suplemento contaminado

(Fotografia:
© Jérémy-Günther-Heinz Jähnick/Wikimedia Commons)
Chegou ao fim mais um dos longos processos de doping. A UCI anunciou a suspensão de dois anos de Samuel Sánchez, que até pode regressar à competição a 17 de Agosto. Aos 41 anos, o espanhol garante que tal não vai acontecer. Porém, a resolução deixou-o satisfeito: "Posso olhar as pessoas nos olhos." O antigo ciclista tinha acusado a substância hormonal GHRP-2, mas a UCI aceitou a explicação da possibilidade da ingestão ter acontecido devido a um suplemento contaminado.

"Ficou demonstrado que não houve intenção, que eu, em nenhum momento, quis doparme. Estou tranquilo. Ninguém dirá que me dopei intencionalmente", salientou ao jornal Marca. Sánchez foi suspenso provisoriamente a 17 de Agosto de 2017, a poucos dias do arranque da Volta a Espanha. Na altura, o então ciclista da BMC já ponderava retirar-se da modalidade no final da época. A suspensão precipitou a decisão, mas Sánchez sempre defendeu a sua inocência, dizendo estar de "consciência tranquila".

A demora na resolução do caso foi justificada pela UCI pela necessidade de serem realizadas várias análises científicas para tentar comprovar a explicação de Sánchez quando à origem da substância detectada. Como foi aceite a justificação do espanhol, a sanção resume-se aos dois anos, não havendo uma multa a acompanhar.

O caso de Sánchez era idêntico ao de Stefano Pirazzi e Nicola Ruffoni, italianos da Bardiani-CSF, que, no entanto, tiveram um resultado final bem diferente, já que não foram aceitas as explicações dadas. Ambos estão a cumprir uma longa suspensão de quatro anos. 2017 foi um ano atípico para as grandes voltas. Pirazzi e Ruffoni foram suspensos no dia antes do Giro começar, André Cardoso estava a dias de se estrear no Tour quando foi conhecida a análise positiva de EPO e antes da Vuelta foi Sánchez a ser notícia.

Apesar de ter sido a pior forma de acabar a carreira, perante a resolução, o espanhol afirmou que tem "confiança nos controlos" anti-doping, ainda que tenha ficado claro os riscos a que os ciclistas estão expostos, como aconteceu consigo.

Além das declarações ao jornal, Sánchez disse através de um comunicado que esteve um ano e nove meses em silêncio, mas a trabalhar com o seu departamento jurídico com "o único objectivo de encontrar uma resposta para o sucedido. O antigo ciclista realçou que "não fazia sentido, nem tinha lógica nenhuma desde o primeiro momento" a sua análise positiva da substância hormonal.

Para Sánchez está fechado um capítulo que lhe permite ver salvaguardada uma carreira que o colocou como uma das referências do ciclismo espanhol. Foi um dos rostos da saudosa Euskaltel-Euskadi, ganhou etapas na Vuelta, corrida onde chegou a ser segundo na geral, tal como no Tour, ainda que depois da desclassificação de Alberto Contador e Denis Menchov. Conquistou muitas vitórias importantes, sendo uma das que mais o orgulhou a medalha de ouro olímpica em Pequim2008.

De certa forma, esta foi uma última vitória, com Sánchez agora a querer continuar o seu trabalho na escola de ciclismo com que colabora.


6 de abril de 2018

Sexto ciclista da Funvic com controlo positivo

A equipa que chegou a ser do escalão Profissional Continental, com planos de se transformar numa referência do ciclismo brasileiro e assim abrir portas aos seus corredores ao mais alto nível, continua a debater-se com grandes problemas de credibilidade. A Funvic regressou ao estatuto de amador, mas voltou a ser notícia pelas piores razões, com mais um dos seus ciclistas a ser apanhado nas malhas do doping. A lista continua a crescer e já são seis em menos de dois anos.

O mais recente é Roberto Silva, brasileiro de 35 anos e que recentemente participou na Volta ao Uruguai, ganha pelo companheiro Magno Nazaret. Segundo o site Ciclo 21, Silva foi suspenso pela UCI devido ao uso de substâncias dopantes, ainda que não tenham sido especificadas. Também não foi referido quando foi realizado o teste que deu positivo. O nome de Silva junta-se assim a Alex Diniz, Otavio Bulgarelli, Kleber Ramos, João Gaspar e Ramiro Rincón Díaz.

Estes dois últimos casos remontam à Volta a Portugal de 2016. O brasileiro abandonou à quinta etapa, enquanto o colombiano viria a ser o rei da montanha. Este processo ainda decorre e caso venha a ser confirmado o positivo, Rincón pode perder a camisola azul, com Joni Brandão, então na Efapel, a ter terminado em segundo naquela classificação. De recordar que a equipa brasileira chegou mesmo a cumprir uma suspensão de 55 dias  no ano passado, devido à reincidência de casos positivos em menos de um ano.

No que diz respeito a ciclistas portugueses, André Cardoso continua suspenso provisoriamente à espera da conclusão do processo. O ciclista de Gondomar deu positivo por EPO, num resultado anunciado a poucos dias da Volta a França de 2017 (27 de Junho), corrida que se preparar para competir pela primeira vez na carreira, ao lado de Alberto Contador. O contrato com a Trek-Segafredo era de apenas um ano, tendo terminado em Dezembro. Cardoso tem 33 anos e há cinco que estava no World Tour, quatro na estrutura da Cannondale. Antes esteve três temporadas na Caja Rural, enquanto em Portugal destacou-se ao serviço da equipa de Tavira. 

O jovem Rui Carvalho (22) está a cumprir uma suspensão de quatro anos pelo uso de esteróides anabolizantes durante a Volta a Portugal do Futuro, em 2015. O castigo termina a 17 de Julho do próximo ano. Mais cedo poderá ser o regresso de Daniel Silva (32 anos). Suspenso pela ADoP (Autoridade Antidopagem de Portugal) por 24 meses, por um acto considerado negligente, o antigo ciclista da Rádio Popular-Boavista - que assinou pela Funvic em 2017, mas nunca chegou a correr pela equipa brasileira -, poderá voltar à competição no próximo 1 de Maio.

Além de André Cardoso, há outro caso mediático que aguarda por uma solução final. Samuel Sánchez acusou uma hormona de crescimento pouco antes do arranque da Volta a Espanha. Porém, numa altura em que o espanhol ponderava terminar a carreira precisamente na Vuelta, a suspensão provisória acabou por precipitar essa decisão. Sánchez tem 40 anos.

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10 de dezembro de 2017

Queda frustrou Richie Porte no ano em que Avermaet conseguiu finalmente o seu monumento

Porte estava num grande momento de forma, mas uma queda acabou
com a sua temporada (Fotografia: Facebook Richie Porte)
Parecia que este poderia ser um ano de regresso à glória da BMC. Não que não seja uma das principais equipas mundiais e que praticamente todos os anos garante grandes vitórias. Porém, com Greg van Avermaet a estar numa forma incrível e com Richie Porte mais pronto do que nunca para enfrentar o antigo companheiro Chris Froome no Tour... na BMC sonhava-se alto e com razão.

Se se planeia uma temporada e se percebe que tudo está a decorrer dentro do previsto, então a confiança aumenta. Porém, o ciclismo tem destas coisas. Num momento, num centésimo ou milésimo de segundo tudo se desmorona. Foi o que aconteceu com Porte. Perdeu a BMC, perdeu o Tour, perdemos nós que antecipávamos uma corrida animada com o australiano presente. Já com Van Avermaet aconteceu o oposto. Acabaram-se (ou pelo menos acontecem menos vezes) os azares, aqueles centésimos ou milésimos em que algo acontecia e o monumento voltava a escapar. O Paris-Roubaix é dele e o desbloqueio que se verificou em 2015 e 2016 - quando deixou definitivamente de ser o eterno segundo - parece ter sido substituído por um ciclista que ainda tem mais umas grandes conquistas para incluir no seu currículo.

O duelo Froome/Porte era um dos mais antecipados do ano. O australiano, que foi um braço direito tão importante nas primeiras vitórias na Volta a França ganhas pelo britânico e de quem é amigo, apresentava-se como o principal rival. No Critérium du Dauphiné ficou claro que amigos, amigos, corridas à parte. Froome contribuiu para que Porte perdesse tempo numa etapa e Jakob Fuglsang acabaria por ganhar a competição. No Tour tudo estava a decorrer dentro do previsto, até que na nona etapa, Porte sofreu uma queda assustadora. Acabou a corrida, acabou a temporada. Ainda regressou em Outubro no Japão, mas nem terminou a prova. Lá ficará aquele eterno "se". E se Porte não tivesse caído, teria feito mesmo frente a um Froome que não foi tão dominador como noutros anos? Ficamos à espera de 2018.

Se foi uma pena não ver Richie Porte ir até ao fim em França, já a temporada tinha começado muito bem para a BMC, na habitual aposta nas clássicas com Greg van Avermaet. O belga esteve quase imbatível no pavé e a Volta a Flandres ficou estragada por uma queda quando perseguia com Peter Sagan o compatriota Philippe Gilbert. Foi segundo, mas no Paris-Roubaix, Avermaet alcançou o objectivo de carreira: um monumento. Surgiu aos 31 anos e depois de levantar o famoso troféu em forma de pedregulho, Avermaet foi às Ardenas mostrar que também por ali poderá tentar algo nas próximas temporadas, principalmente se conseguir a agora ainda mais desejada Volta a Flandres. Foram nove vitórias em 2017, incluindo dois contra-relógios colectivos. O belga terminou o ano como número um do ranking World Tour, deixando atrás de si Chris Froome e o rival Peter Sagan.


Ranking: 3º (10.961 pontos)
Vitórias: 48 (incluindo duas etapas no Giro, uma na Vuelta, o Paris-Roubaix)
Ciclista com mais triunfos: Greg van Avermaet (9, incluindo dois contra-relógios colectivos)


Outro dos focos da temporada era Rohan Dennis e o seu plano em ganhar uma grande volta nos próximos anos. Nem Giro, nem Vuelta correram bem. Em Itália caiu e desistiu muito cedo. O australiano, de 27 anos, não realizou a época que certamente desejava e pouco se pode dizer se estará ou não mais perto de cumprir o objectivo de carreira. Para tentar compensar, Dennis apostou forte no contra-relógio nos Mundiais, mas mais uma vez não correu como esperava. Foi oitavo e nem se pode dizer que valeu o segundo lugar por equipas, pois a BMC queria o título, mas a Sunweb não deixou. Dennis terá de mostrar mais em 2018.

Por outro lado, Dylan Teuns mostrou (e muito) serviço. Longe da pressão que Rohan Dennis acabou por colocar em si próprio, Teuns aproveitou para ganhar experiência e motivação em corridas por vezes mais secundárias, mas subiu ao último lugar do pódio na Flèche Wallonne. No entanto, parece ser nas provas por etapas que poderá render mais. Venceu a Volta à Valónia, à Polónia e a Artic Race, três competições consecutivas no calendário que cumpriu em 2017.

Esteve no Giro numa missão clara de ganhar rodagem em grandes voltas, tendo sido a sua segunda, depois da Vuelta em 2016. Aos 25 anos, ainda terá mais um ou dois anos até ganhar definitivamente um lugar de referência, mas se a sua evolução continuar a este ritmo, a BMC tem futuro garantido neste tipo de ciclista. Do lado oposto da barricada está um Tejay van Garderen de quem já pouco, ou mesmo nada, se espera.

Ou o americano arranja um bálsamo surpreendente para relançar a carreira, ou o 10º lugar na Vuelta e a etapa no Giro não serão suficientes para lhe prolongar muito mais um crédito que está rapidamente a esgotar-se na BMC. Se é que já não se esgotou. E nem era suposto ter sido o líder em Espanha, pois o número um estava entregue a Samuel Sánchez, mas o espanhol deu positivo num teste anti-doping antes da corrida e foi suspenso. Ponto final na carreira de um ciclista que tanto entusiasmou, mas que saiu do ciclismo com a reputação manchada.

Em 2018 os objectivos da BMC serão basicamente os mesmos, ainda que com um plantel reduzido. Com a decisão da UCI em diminuir os ciclistas nas corridas, a equipa americana cortou no tamanho do plantel, como aliás aconteceu com quase todas no World Tour e não só. A estrutura também ficou sem a equipa de formação. A justificação foi que não era rentável preparar ciclistas que depois assinavam por outros conjuntos, o que também foi ao encontro de uns falados problemas financeiros que ameaçam o futuro da BMC como patrocinador. Para já, tudo garantido para a próxima temporada.

Richie Porte convidou o compatriota Simon Gerrans (Orica-Scott) para estar ao seu lado e da Cannondale-Drapac chegam Alberto Bettiol e Patrick Bevin. Jurgen Roelandts deixa a Lotto Soudal, num excelente reforço para o bloco das clássicas. Porte dará tudo pelo Tour, Avermaet quer a Volta a Flandres.

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15 de outubro de 2017

Samuel Sánchez, um adeus que mete raiva

(Fotografia: Jérémy-Günther-Heinz Jähnick/Wikimedia Commons)
Estamos naquela altura do ano em que muitos ciclistas se despedem das equipas antes de se mudarem para outras, enquanto outros vão dizendo adeus ao ciclismo. É o ciclo normal. 2017 marcou a despedida de dois dos grandes nomes dos últimos anos: Alberto Contador, nas grandes voltas, e Tom Boonen, um senhor das clássicas. Junta-se a esta lista de despedida Andrew Talansky, Adriano Malori, Tylar Farrar, Haimar Zubeldia, Thomas Voeckler... Por cá dissemos adeus a Rui Sousa e tão estranho será ver o pelotão nacional sem aquele que foi uma das maiores referências e, sem dúvida, uma voz de liderança durante tanto tempo. As razões das retiradas são diferentes, mas dentro do que é expectável. Umas porque simplesmente chegou o momento de sair, outras porque infelizmente a saúde não deixa o ciclista continuar (caso de Malori, por exemplo). Mais cedo ou mais tarde toca a todos os profissionais. Porém, há um motivo que mete raiva. Mete raiva a quem gosta de ciclismo e ainda mais quando até se aprecia o corredor: abandonar devido a um positivo de doping.

Samuel Sánchez pode não ter sido um daqueles ciclistas de grandes vitórias, mas foi um dos rostos de uma Euskaltel Euskadi que tanto se destacava nas corridas em que participava. Atacava, mexia com a corrida, os seus ciclistas não tinham ordens para estar quietos. Sánchez era um irreverente por excelência. Preferia falhar a tentar, do que nem sequer tentar. Desde 2008 que ostentou uma marca dourada no seu equipamento e capacete, símbolo possível para distinguir um campeão olímpico. Mas no seu currículo tem ainda uma Volta ao País Basco, uma Volta a Burgos, um Grande Prémio Miguel Indurain, um segundo lugar no Tour em 2010 - depois das desclassificações de Contador e Denis Menchov - e cinco etapas na Volta a Espanha. São algumas das 29 vitórias de um ciclista que muito prometeu, contudo, com o passar dos anos, se foi tornando num eterno animador e não tanto num candidato, no que diz respeito às grandes voltas.

Já se fala no passado. Sánchez foi um ciclista que entusiasmava ver quando estava em forma. Este ano, aos 39, ponderava abandonar depois da Volta a Espanha. Provavelmente não teria a despedida emocional de Alberto Contador, mas certamente que os seus muitos adeptos no país lhe prestariam a homenagem merecida. Não. Sánchez sai pela porta pequena, rodeado de uma suspeita que manchará a sua reputação.

O ciclista de Oviedo acabou por nem anunciar se iria ou não terminar a carreira na Volta a Espanha. O caso de doping foi revelado pouco antes da corrida começar. Foi suspenso, mostrou-se surpreendido e chegou a dizer porque haveria de aos 39 anos recorrer a substâncias ilegais. A contra-análise confirmou o primeiro teste. A BMC despediu de imediato Sánchez. Fim de carreira? A este nível será certamente. Mas será provável que seja o fim a qualquer nível.

Sánchez foi apanhado com a mesma substância hormonal - GHRP-2 - que "tramou" Stefano Pirazzi e Nicola Ruffoni, ambos ciclistas da Bardiani-CSF, entretanto despedidos, que foram afastados do Giro, no dia antes da corrida começar. O primeiro já tem o seu caso concluído: quatro anos de suspensão. Não se espera que a mão seja muito mais leve para Sánchez.

Ao espanhol resta tentar limpar como puder o seu nome. Ainda antes de se conhecer o resultado da contra-análise, surgiu a notícia que um problema de saúde poderia ter provocado o positivo. É com uma razão como esta que Ruffoni tenta lutar pela sua carreira, o que é compreensível, já que só tem 26 anos. Para Sánchez resta pouco mais do que tentar que seja recordado pelo que fez na estrada e não pela forma como foi afastado dela. Será talvez a sua última luta como ciclista: defender a sua longa carreira, mesmo que ela tenha agora terminado... por doping. Que desilusão...



17 de agosto de 2017

Mais um caso de doping antes de uma grande volta: Samuel Sánchez testa positivo

(Fotografia: BMC)
É um pleno que não se deseja. Todas as grandes voltas em 2017 ficaram marcadas por casos de suspeita de doping pouco antes de começarem. A Volta a Espanha vai arrancar este sábado sem um dos ciclistas mais admirados no país: Samuel Sánchez. Foi um dos rostos de uma Euskaltel-Euskadi conhecida por ser uma equipa de ataque, campeão olímpico em Pequim2008 e desde 2014 na BMC a aproveitar os últimos anos de carreira. Estava em cima da mesa a possibilidade de Sánchez se despedir na Vuelta. Agora arrisca a despedir-se da pior maneira. O ciclista foi notificado de um teste positivo de doping, sendo imediatamente suspenso e afastado da BMC na Vuelta.

"Tenho 39 anos, 19 de profissional e estou quase a retirar-me. Porque iria meter-me nisto?" questionou Sánchez em declarações à agência EFE. E essa é certamente a pergunta que hoje mais se faz no mundo do ciclismo. O ciclista espanhol deu positivo de uma hormona de crescimento (GHRP-2). A UCI informou que a amostra foi recolhida a 9 de Agosto, numa altura em que Sánchez não estava a competir. O organismo fala numa descoberta anómala, podendo o ciclista pedir a contra-análise.

Sánchez salientou estar surpreendido com o resultado do teste, garantindo que está de "consciência tranquila". A BMC reagiu de imediato, confirmando a suspensão do ciclista, mas adiantando que ficará à espera da contra-análise antes de tomar mais medidas. Loïc Vliegen, belga de 23 anos, foi chamado para ocupar a vaga na equipa na Vuelta.

O director da Volta a Espanha, Javier Guillén, considerou a notícia "extremamente negativa para o ciclismo" e para a corrida. "O importante é que os positivos sejam detectados e os ciclistas afastados. Se queremos ter credibilidade, os 198 participantes devem começar limpos", referiu o responsável à agência EFE.

Sánchez torna-se assim o quarto caso de suspeita de doping a ser revelado este ano antes de uma grande volta. Na noite antes do Giro começar, Stefano Pirazzi (30 anos) e Nicola Ruffoni (26) foram suspensos e durante a competição a contra-análise confirmou o positivo de uma substância hormonal. Foram despedidos da Bardiani-CSF e aguardam pela decisão do tempo de suspensão. A equipa teve de cumprir 30 dias.

Dias antes da Volta a França começar foi André Cardoso a ser apanhado nas malhas do doping. O português preparava-se para se estrear na corrida e logo como homem de confiança de Alberto Contador, mas uma amostra recolhida fora de competição, uma semana depois do Critérium du Dauphiné (18 de Junho) acusou EPO. A substância que marcou os anos negros do ciclismo na década de 90 e início do século, levou a algumas reacções de corredores do pelotão internacional e Contador admitiu ter ficado surpreendido com o que estava a acontecer com Cardoso. O ciclista português (32 anos) continua suspenso provisoriamente, ainda não sendo conhecido o resultado da contra-análise.

»»André Cardoso acusa EPO. Foi suspenso e diz adeus à Volta a França««

»»Contra-análise positiva. Pirazzi e Ruffoni despedidos da Bardiani-CSF««

»»Bardiani-CSF suspensa 30 dias devido aos casos de doping««