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6 de maio de 2019

Final da Volta a Portugal regressa ao Porto

(Fotografia: © Podium)
Era um desejo antigo de Joaquim Gomes. O director da Volta a Portugal vai ver novamente a Volta a Portugal conhecer o seu vencedor na cidade do Porto, 30 anos depois da última vez que tal aconteceu. Naquele 1989 foi precisamente Gomes quem conquistou a primeira da suas duas Voltas, com um contra-relógio a marcar a derradeira etapa. E será novamente com o esforço individual que se encerrará aquela que será a 81ª edição da corrida por que todas as equipas portuguesas mais anseiam.

Então foi Matosinhos quem recebeu o início do contra-relógio de 21,5 quilómetros. Desta feita é Gaia quem compartilhará com o Porto o grande final da Volta, numa extensão de 19,5 quilómetros entre Canidelo e Avenida dos Aliados. Será a oitava vez que a corrida terminará na Invicta. Com muito historial na corrida, o Porto esteve numa etapa por 141 vezes, 70 das quais foram local de meta. Já Gaia foi ponto de partida numa tirada por seis ocasiões e foi local de chegada outras tantas vezes, duas das quais recebeu o final da Volta a Portugal (1992 e 1995).

Este regresso ao Porto coincide com o ano em que a W52-FC Porto subiu ao escalão Profissional Continental, sendo a única equipa portuguesa nessa segunda categoria mundial. Todas as outras são Continentais (terceiro escalão). Desde que o clube azul e branco entrou na equipa que são três as vitórias consecutivas na Volta a Portugal, mas a formação do Sobrado vai em seis anos de domínio.

Com a partida marcada para 31 de Julho, a W52-FC Porto é já nesta altura a grande favorita para mais um triunfo, algo que certamente que muitos adeptos gostariam de poder celebrar no mesmo local onde se festejam as conquistas da equipa de futebol. Portanto, a 11 de Agosto, espera-se um ambiente intenso no contra-relógio, com Joaquim Gomes a acreditar que a Volta poderá ser decidida naqueles últimos 19,5 quilómetros.



"Nessa altura ficaram para trás nove etapas que terão seleccionado um grupo restrito de possíveis vencedores, mas acredito que vamos ter competição até ao fim e que seja preciso esperar por este último dia", afirmou.

Esta segunda-feira ficou-se a conhecer o grande final da Volta a Portugal, com todos os restantes pormenores a serem apresentados a 6 de Junho. Oficialmente foi anunciado que Santarém receberá a partida da terceira etapa, mas já foi adiantado pelo jornal A Bola que Viseu será em 2019 o local onde a corrida irá começar, com o habitual prólogo.

O sul deverá ficar de fora, ou seja, nem Alentejo, nem Algarve, depois de há um ano a Volta ter passado por estas zonas, em etapas marcadas por temperaturas acima dos 40 graus. A penúltima tirada deverá ter a Senhora da Graça como local de decisão, com Fafe - que em 2018 recebeu a festa final - a poder ser o ponto de partida nesse dia.

»»Tomaram-lhe o gosto!««

»»Joni Brandão a caminho do seu melhor««

22 de abril de 2017

Volta a Portugal: uma etapa traiçoeira logo ao terceiro dia

(Fotografia: Volta a Portugal)
Os pormenores da 79ª Volta a Portugal vão sendo revelados e à terceira etapa é bom que os candidatos tenham muita atenção. Os cerca de 170 quilómetros entre Figueira de Castelo Rodrigo, na Guarda, e Bragança serão muito "acidentados", o que poderá permitir fazer algumas diferenças. Joni Brandão, que este ano vai atacar a corrida com as cores do Sporting-Tavira, deixou o aviso: “Esta pode ser uma daquelas etapas que traiçoeira, porque é um sobe e desce constante e depois temos a chegada a Bragança que não é propriamente fácil."

Figueira de Castelo Rodrigo regressa ao percurso da Volta após uns anos de ausência e o vencedor do ano passado, Rui Vinhas, destacou como o calor pode ter o seu papel: “Nesta zona faz sempre muito calor e isso pode fazer diferença. Espero que seja um bom espectáculo, nós vamos tentar contribuir para isso!” O ciclista da W52-FC Porto e Joni Brandão estiveram, na sexta-feira, na iniciativa Academia da Volta (na fotografia), dando algumas dicas a 90 crianças sobre como melhor andar de bicicleta.

Mas quanto à corrida, Joaquim Gomes, director da Volta, falou do mesmo pormenor de Rui Vinhas e explicou como será a terceira etapa: “O calor e a travessia da Serra de Bornes serão os principais obstáculos desta etapa. As primeiras dificuldades registar-se-ão logo no primeiro terço do percurso com a passagem em Vila Nova de Foz Côa e Torre de Moncorvo, onde estarão instalados dois prémios de montanha de terceira categoria. Com as três metas volantes, bonificáveis, instaladas na segunda metade da etapa - Santa Comba de Vilariça, Macedo de Cavaleiros e na primeira passagem em Bragança - será já em estradas brigantinas, com o Castelo Medieval como pano de fundo, que a derradeira selecção se fará. Provavelmente será um pelotão muito fraccionado que vai chegar ao final de etapa na Avenida D. Sancho I.”


Agora um pouco de história, esta será a nona vez que Figueira de Castelo Rodrigo recebe a partida ou chegada de uma etapa (será a sexta partida), enquanto Bragança recebe a decisão final pela 17ª vez, tendo sido uma das cidades integradas na primeira Volta a Portugal, em 1927. A última vez foi em 2015.

»»As conversas dos "entendidos" até à superação final de Rui Vinhas««

»»Só mais um pouco de Volta a Portugal para terminar««