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12 de outubro de 2020

Depois de subir ao pódio na Volta a Portugal, vence corrida em Espanha

© Nippo Delko One Provence
Simon Carr pode ter sido um nome que ficou um pouco em segundo plano numa Volta a Portugal de quem muito se falou de Amaro Antunes, Gustavo Veloso, Joni Brandão e Frederico Figueiredo, por exemplo. Porém, este britânico mostrou-se a muito bom nível durante a corrida, conquistando de forma peremptória a classificação da juventude. É um dos jovens a surgir na Nippo Delko One Provence, que conta com José Azevedo como director desportivo. E a boa forma continua. Carr foi à 
Prueba Villafranca-Ordiziako conquistar uma vitória, numa prova que contou com duas equipas portuguesas: Efapel e Feirense.

Aos 22 anos, Simon Carr é um ciclista que mostra ter muita capacidade para as subidas, adora provas por etapas e foi por pouco que o ciclismo não perdeu o britânico para o BTT. O seu primeiro desporto até de motores: karts. Segundo contou ao The British Continental, tinha algum talento, tendo competido entre os sete e os 11 anos. A questão financeira dos pais levou-o noutra direcção. Ser piloto era caro e apostou no BTT, passando pelo downhill, antes de se fixar com cross country.

Um amigo convenceu-o a experimentar o ciclismo e o pai informou-se sobre clubes locais para o filho se inscrever. E estamos a falar de França. Carr nasceu na Grã-Bretanha, mas apenas passou uns meses no seu país natal. Os pais já viviam em França antes de nascer e Carr não esconde o quanto gosta da cultura e forma de viver dos franceses. Na mesma entrevista disse sentir-se... um europeu.

© Federação Portuguesa de Ciclismo
Fez a sua formação em equipas de França e foi na sua actual estrutura que teve a oportunidade de estagiar em 2019, convencendo os responsáveis. A sua performance na Volta a Portugal, principalmente na etapa da Senhora da Graça, em que foi quarto, deixou a sua equipa muito satisfeita e Simon Carr confirma o seu potencial com a vitória desta segunda-feira em Espanha, juntando assim à camisola branca da juventude que conquistou na Volta.

2020 não foi um ano fácil para ninguém se estrear como profissional, mas Carr já tem lugar garantido na Nippo Delko One Provence para 2021 e pode tornar-se numa das principais figuras. Os bons resultados já vinham antes de assinar por esta equipa, principalmente em provas em França e Espanha. Está a terminar esta época em alta, apesar da pouca competição e na Prueba Villafranca-Ordiziako deixou a concorrência a 32 segundos.

Classificações completas, via ProCyclingStats.

As equipas portuguesas

Com o Grande Prémio O Jogo cancelado e o Grande Prémio Jornal de Notícias adiado (deveria realizar-se esta semana, mas a nova datas é de 28 de Outubro a 1 de Novembro), as equipas portuguesas vêem piorar a situação de um calendário de 2020 demasiado curto devido à pandemia. A Efapel e o Feirense viajaram até Espanha para competir mais um pouco após a Volta a Portugal.

Rafael Silva foi o melhor entre as equipas portuguesas. O ciclista da Efapel foi 10º, a 1:39 minutos de Simon Carr. Seguiu-se Rafael Reis, do Feirense, que foi 23º, a 5:23 minutos. Pela Efapel terminaram ainda Tiago Antunes (45º, a 15:17) e Gerard Armillas (47º, com o mesmo tempo). Tiago Machado, Pedro Paulinho, Nicolás Saenz e Diogo Almeida abandonaram.

Por parte do Feirense, além de Rafael Reis, António Ferreira (43º, a 15:17), Óscar Pelegrí (46º, mesmo tempo) também marcaram presença. Gonçalo Amado, Jesús Arozamena, Rafael Reis e Fábio Oliveira não terminaram os 165,7 quilómetros.

Em prova esteve ainda o português Daniel Viegas, da Kometa Xstra, que também abandonou.


18 de setembro de 2020

Volta a Portugal com cinco formações ProTeam e Selecção de sub-23

O pelotão será 20% mais curto do que o habitual na Volta a Portugal, mas terá cinco equipas do segundo escalão (ProTeams), além das nove Continentais portuguesas. Para completar, haverá um selecção nacional, composta maioritariamente por ciclistas sub-23. Estamos em contagem decrescente para uma corrida difícil de colocar na estrada em 2020, mas que tem partida marcada para 27 de Setembro, em Fafe, com medidas de restrição muito elevadas para garantir a segurança de todos os intervenientes em tempo de pandemia. Lisboa coroará o campeão a 5 de Outubro.

Entre as formações ProTeam presentes, destaque para a francesa da Arkéa Samsic, que já não será novidade na Volta, mas este ano é a líder do ranking entre as formações do segundo escalão, o que, a manter até final da temporada, lhe permitirá em 2021 ter acesso directo (sem depender de convites) às três grandes voltas e monumentos, por exemplo.

Mas não é só esta formação a viajar de França. A Nippo Delko One Provence (na foto) está confirmada e tem influência portuguesa. José Azevedo é um dos directores desportivos e o ciclista José Gonçalves faz parte da equipa. De Espanha virão a Caja Rural (uma presença habitual) e a Burgos-BH, esta última com José Neves e Ricardo Vilela entre os seus atletas.

Já de mais longe, dos Estados Unidos da América, estará a Rally Cycling, uma equipa sempre muito interessante de se ver nas corridas. Tem uma mentalidade de perseguir sempre bons resultados, dar espectáculo, enquanto ajuda a formar jovens ciclistas, na sua maioria americanos e canadianos. Há uns anos esteve na Volta ao Algarve.

De referir que Rally Cycling, Burgos-BH e Caja Rural estão a aproveitar para competir em Portugal, pois já este fim-de-semana estarão presentes no Troféu Joaquim Agostinho.

Quanto à Equipa Portugal, a Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC) explica que serão chamados ciclistas que façam parte das equipas de clube, assim como jovens corredores que estejam em formações estrangeiras. O objectivo passa por dar competição e experiência a atletas sub-23 que tão pouca competição tiveram em 2020 e não vão ter muito mais depois da Volta.

Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel, Aviludo-Louletano, Efapel, Feirense, Kelly-InOutBuild-UDO, LA Alumínios-LA Sport, Miranda-Mortágua, Rádio Popular-Boavista e W52-FC Porto serão as equipas portuguesas. A última parte para a corrida para tentar manter o domínio que começou em 2013, então como OFM-Quinta da Lixa. Numa perspectiva futebolística e contando com a entrada do FC Porto, fala-se da conquista do penta! João Rodrigues terá o dorsal número um.

O pelotão da Edição Especial da Volta a Portugal terá 105 ciclistas, com a FPC a explicar que, perante a opção de um pelotão mais reduzido devido à pandemia, duas equipas ProTeam e quatro Continentais viram os seus pedidos para participar na corrida recusados.

Recorde-se que a FPC assumiu as rédeas da organização depois da Podium (a quem os direitos estão cedidos pela federação) ter adiado a 82ª edição para 2021, depois de alguns municípios terem recusado receber a corrida. Curiosamente, Viseu e Viana do Castelo, assim como Guarda (cuja a autarquia esteve reticente em ser uma das cidades da Volta) estão no percurso já anunciado para a chamada Edição Especial Jogos Santa Casa.

A corrida terá menos etapas, mas contará com as históricas subidas à Senhora da Graça e à Serra da Estrela, com direito a chegada à Torre. Mais pormenores, no link em baixo.

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