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15 de abril de 2018

Strakhov bate César Fonte por um segundo

Gonzalez venceu a etapa e a montanha, Strakhov a geral e a juventude,
Brandão foi terceiro e ficou com a camisola das metas volantes
(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Quantas vezes se ouve que por um segundo se ganha, por um segundo se perde. César Fonte ficou do lado errado desta expressão e viu Dmitry Strakhov somar mais uma conquista em Portugal. O russo venceu a terceira edição do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. O ciclista da W52-FC Porto ficou em segundo, com Joni Brandão a fechar o pódio e a vestir a camisola das metas volantes. O Sporting-Tavira garantiu ainda a primeira vitória do ano em território nacional, com Mario Gonzalez a vencer a etapa na Guarda, além de ficar com classificação da montanha.

(Fotografia: João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
E foi precisamente a equipa algarvia que atacou bastante a última etapa da corrida, de categoria internacional 2.1. Devido ao mau tempo, o percurso foi alterado, com a passagem pela Torre a não ser possível. Foram quase menos 20 quilómetros do que os previstos (149,9) entre Gouveia e Guarda. O Sporting-Tavira fez o tudo por tudo para colocar Joni Brandão na discussão e recuperar os nove segundos que o separavam da liderança, mas que acabaram por não ser alterados. Dos seis homens que formaram a fuga do dia, dois eram da equipa: Alejandro Marque e Álvaro Trueba. Gonzalez saiu depois, para alcançar os homens da frente, mas optou por seguir sozinho, deixando o jovem da Rally Cycling, Brandon Mcnulty, a 36 segundos.

Na discussão pela geral, Strakhov foi buscar os quatro segundos de bonificação do terceiro lugar da tirada e já tinha garantido outros dois numa meta volante. Um corte para César Fonte na meta selou a vitória do russo da Lokosphinx por apenas um segundo. Strakhov tinha ganho a primeira etapa, perdeu no sábado a liderança, mas juntou este domingo mais um sucesso em Portugal. Recordando: foi irrepreensível na Clássica da Arrábida, depois venceu duas etapas na Volta ao Alentejo e ficou ainda com a classificação por pontos. Não esquecer que venceu ainda a classificação da juventude nas Beiras e Serra da Estrela.

Desta feita a Efapel não viu um seu ciclista vencer a corrida, depois de o ter feito com Joni Brandão e Jesus del Pino. Henrique Casimiro foi quarto a 12 segundos, mas a equipa garantiu a classificação colectiva.

O calendário nacional faz agora uma pausa até ao final de Maio quando arrancar o Grande Prémio Jornal de Notícias, no início da contagem decrescente para a Volta a Portugal. Entretanto, algumas das equipas portuguesas vão até Espanha para não perder ritmo competitivo. Estarão em corridas como a Volta a Castela e Leão (20 a 22 de Abril), Volta às Astúrias (27 a 29 de Abril) e Volta à Comunidade de Madrid (4 a 6 de Maio).

Pode ver aqui as classificações finais da corrida.


13 de abril de 2018

Russo Strakhov mantém amor por Portugal

(Fotografia: © João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Não é inédito a Lokosphinx dar-se bem com os ares de Portugal. Ainda em 2016, Alexander Vdovin venceu a classificação da juventude da Volta a Portugal ou há um ano a equipa russa ganhou a primeira etapa do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela por intermédio de Alexander Evtushenko. No entanto, Dmitry Strakhov parece ter uma paixão especial pelo nosso país. É que em três corridas soma cinco conquistas. A mais recente foi esta sexta-feira, no arranque precisamente na prova das Beiras e Serra da Estrela, com o russo a ser o mais forte no sprint em Figueira de Castelo Rodrigo. Strakhov assumiu assim a liderança da corrida de três etapas, beneficiando das bonificações para ficar com quatro segundos de vantagem sobre o colombiano Wilmar Paredes, da Manzana Postobón.

Dmitry Strakhov tem sido então uma das figuras do ano nas corridas portuguesas. Foi irrepreensível na Clássica da Arrábida, depois venceu mais duas etapas na Volta ao Alentejo e ficou ainda com a classificação por pontos. E agora voltou a ser claramente superior no momento da decisão. O melhor português foi Daniel Mestre. O ciclista da Efapel ficou em terceiro, mostrando que mantém o bom momento que já lhe valeu uma vitória na Clássica Aldeias do Xisto.

No entanto, na geral, é César Fonte (W52-FC Porto) quem fecha o pódio, beneficiando das metas volantes, quando conseguiu andar mais destacado na frente, já que foi difícil formar-se uma fuga digna desse nome. Está a cinco segundos de Strakhov. Também Joni Brandão esteve na frente e são cada vez melhores as notícias para o Sporting-Tavira, que vê uma das suas principais figuras recuperar a forma, depois de no ano passado ter falhado a Volta a Portugal devido a um problema de saúde. Brandão está também a cinco segundos de Strakhov, mostrando que quer estar na luta por uma corrida que venceu em 2016, então ao serviço da Efapel, naquela que foi a primeira edição do Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela. De recordar que foi segundo na Clássica Aldeias do Xisto há três semanas.


(Fotografia: © João Fonseca/Federação Portuguesa de Ciclismo)
Gustavo Veloso (W52-FC Porto) foi outro dos principais nomes que andou à procura de bonificar. No entanto, é o colega, César Fonte, quem lidera essa classificação, com Mario Gonzalez (Sporting-Tavira) a vestir a camisola da montanha.

A maior experiência dos portugueses foi, para já, superada por dois jovens - Strakhov tem 22 anos e Paredes 21 -, mas este sábado espera ao pelotão uma etapa bem mais montanhosa. Não que a primeira tirada tenha sido fácil, pois os 177,2 quilómetros, que começaram em Mêda, com muito sobe e desce e três terceiras categorias fizeram mossa. Apenas 22 ciclistas chegaram no primeiro grupo. São muitos os que já perderam mais de um minuto, como João Benta (Rádio Popular-Boavista), Alejandro Marque (Sporting-Tavira), Rafael Reis (Caja Rural) e Rui Vinhas (W52-FC Porto). Sérgio Paulinho (Efapel) cortou a meta 2:25.

Quanto à segunda tirada será a mais longa, com 193,9 quilómetros, entre Sabugal e Seia, e três subidas de segunda categoria, a última a 28,4 quilómetros da meta. A partida será às 12:00, com o final previsto para cerca das 17:00.



Pode confirmar aqui as classificações da primeira etapa.

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11 de março de 2018

"Dá sempre motivação conseguir a camisola amarela. Vamos tentar mantê-la"

Chuva, vento, um pouco de granizo, caminhos de terra batida, ou sterrato se se preferir chamar assim, dificuldades que só serviram para tornar a Clássica da Arrábida mais espectacular. No final falou-se muito russo, com Dmitry Strakhov (22 anos) a aproveitar uma das subidas para encetar uma fuga solitária de 51 quilómetros. Ganhou a etapa, a classificação da montanha e a Lokosphinx ainda levou o prémio de melhor equipa. Mas de camisola amarela ficou Óscar Hernández, o espanhol da Aviludo-Louletanto-Uli, que ao fechar o pódio garantiu a liderança do Troféu Liberty Seguros.


Strakhov deixou a concorrência a 34 segundos
"Foi um dia muito difícil. Era preciso estar atento desde o início porque quando há este tempo de chuva e vento, há que andar sempre na frente", desabafou um Hernández a recuperar fôlego depois de uma corrida muito intensa, feita a grande velocidade. Só na primeira hora foram cumpridos 49 quilómetros! A atenção compensou Hernández que entrou na fuga de 19 corredores que se formou logo aos 20 quilómetros. O grupo passou os três sectores de sterrato na frente, mas na subida de segunda categoria para Palmela, iniciou-se a aventura em solitário de Strakhov, que aguentou a vantagem nas três dificuldades de terceira categoria que se seguiram. Hernández cortou a meta em Setúbal a 34 segundos do russo, com o neozelandês James Fouche (Team Wiggins) a ficar em segundo e a ser o melhor sub-23.


O pódio da 2ª edição da Clássica da Arrábida
Ser terceiro foi bom, vestir a camisola amarela do Troféu Liberty Seguros deu razão para arrancar um sorriso, que depois de um dia de tanto sofrimento, não era fácil mostrar. "Dá sempre motivação conseguir a camisola amarela. Vamos tentar mantê-la", salientou ao Volta ao Ciclismo. Há um ano, Vicente Garcia de Mateos foi à Clássica Aldeias do Xisto ganhar a corrida e o troféu. Agora é Hernández quem poderá assumir esse papel de destaque. "Deverei ter liberdade para tentar manter a amarela. Vamos tentar ganhar novamente o troféu para ficar novamente na equipa", afirmou.

A competição inclui três competições: Prova de Abertura Região de Aveiro (ganha por Tiago Machado, ao serviço da selecção nacional, que não esteve presente na corrida deste domingo), Clássica da Arrábida e Clássica Aldeias do Xisto, que se realiza a 25 de Março.

Será então um dia em que Óscar Hernández, 25 anos, poderá assumir a liderança da Aviludo-Louletanto-Uli, já que grande parte da temporada a sua função será outra: "Vou ajudar o Vicente, mas também o Luís [Mendonça] nos sprints." No ano passado, o ciclista espanhol abandonou a Volta a Portugal logo na primeira etapa, mas a infelicidade só lhe deu mais ganas: "Estou com vontade de andar mais e estou muito motivado."


André Carvalho é o líder da juventude no Troféu Liberty Seguros
Quanto a portugueses, o melhor foi Domingos Gonçalves, a 37 segundos de Strakhov. O ciclista da Rádio Popular-Boavista, que também integrou a fuga, comprovou que está em boa forma neste início de temporada, depois de há uma semana ter ganho a Clássica da Primavera. André Carvalho (Liberty Seguros-Carglass) chegou na 26ª posição, a 2:02 minutos, mas subiu ao pódio para vestir a camisola da liderança da juventude do troféu, que quer agora defender na Clássica da Arrábida.

Numa corrida tão espectacular houve, infelizmente, uma má notícia para José Mendes. O ciclista da Burgos-BH estava a representar a selecção nacional, tendo sofrido uma queda. Foi transportado para o hospital onde foi confirmada uma fractura na clavícula. O ciclista português estava escalado para a Volta à Catalunha, que começa no dia 19. Também David Livramento (Sporting-Tavira) sofreu infortúnio idêntico.

A terceira edição da Clássica da Arrábida já está a ser preparada, tendo sido revelado que Sesimbra será o local onde se consagrará o vencedor, depois deste domingo ter recebido a partida. De recordar que esta é uma corrida internacional, com a classificação de 1.2.

(Classificação via ProCyclingStats, mas corrige a distância da corrida: por razões de segurança, um troço de sterrato foi retirado do percurso, que passou a ter 145,4 quilómetros.)




Antes da Clássica do Xisto, o pelotão regressa a sul, agora para a Volta ao Alentejo, que se realiza de quarta-feira a domingo. Pode ver os pormenores da corrida no link em baixo.

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