
Recentemente, antes de começar a Volta ao Algarve, Contador admitiu que a possibilidade de continuar em 2017 é de 50%. E para tal, o ciclista espanhol até sonha comandar a sua própria equipa, através da fundação que lidera e dá nome. O próprio admite que é difícil, pois ao contrário de Bradley Wiggins - que formou uma equipa a pensar em lançar jovens enquanto o britânico aproveita para ir preparando a sua temporada de pista com vista ao Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro -, Contador quer continuar ao mais alto nível. Diz precisar de qualquer coisa como 15 milhões de euros para construir uma equipa competitiva, com nível World Tour.
A acabar contrato com a Tinkoff, a decisão de afinal adiar a reforma poderá (e deverá) ser afectada pelo o que acontecer no Tour, afinal tem "contas a ajustar" depois daquela estranha acusação de doping que lhe retirou uma das vitórias.
"Tenho duas opções na minha cabeça: Uma é continuar se sofrer um percalço no Tour, como em 2014 [ano em que desistiu devido a uma queda], a outra é lançar a minha própria equipa", disse, citado pelo Cycling News.
A ideia mais forte que fica das declarações é que começa mesmo a parecer que aos 33 anos, um dos nomes que ficará na história do ciclismo, quer afinal escrever mais algumas páginas. Ao anunciar o abandono da carreira, a idade foi precisamente um dos pormenores mais falados. Nesta modalidade, aos 33 anos ainda é notório que muitos ciclistas estão em grande forma, para não dizer, no caso de alguns, no topo da sua forma. E Contador ainda tem muito para dar. Isso é certo.
Vai ser preciso esperar mais uns meses, mas para os fãs de Contador cresce a esperança que o "Pistoleiro" vai continuar na estrada e para a modalidade seria excelente. Tal só mostrará que aquele discurso de um adeus anunciado em 2015 tinha razão para ter um tom tão pouco convincente. Mas o ano ainda vai no início e o melhor é aproveitar para ver Contador, não vá o espanhol surpreender (ainda que não completamente) e acabar a carreira.
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