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23 de dezembro de 2019

O momento de Frederico Figueiredo na nova fase do Tavira

(Fotografia: © João Fonseca Photographer)
Nova fase na vida de uma das equipas de ciclismo mais antigas. Ao fim de quatro anos o Sporting deixa novamente a modalidade, ficando o Clube de Ciclismo de Tavira sem um forte suporte financeiro. Porém, já com 40 anos de muita história, o projecto algarvio é mesmo para continuar, mantendo grande parte dos ciclistas que competiram em 2019, mas com o inevitável destaque a ir para Frederico Figueiredo. Chegou o momento de um dos melhores  corredores do pelotão nacional ter o merecido estatuto de líder. É o senhor regularidade, pois terminar no top dez é algo absolutamente normal para Figueiredo, contudo, falta uma vitória e ter uma equipa a trabalhar para si para o ajudar a alcançar, algo que vai acontecer em 2020.

Desde que chegou à formação algarvia em 2017 que Frederico Figueiredo tem sido um dos elementos essenciais da estrutura. Contudo, Tiago Machado, Joni Brandão, Alejandro Marque e inicialmente até Rinaldo Nocentini, foram sendo as apostas, principalmente no que a uma Volta a Portugal, Troféu Joaquim Agostinho ou Grande Prémio Jornal de Notícias, diz respeito. Figueiredo é um gregário de luxo, sempre preparado para assumir mais responsabilidade, como já aconteceu, e sempre mostrando que poderia ser mais do que um plano B nas corridas mais importantes do calendário. Com Figueiredo, o Tavira sempre soube que teria garantia de bons resultados, mesmo que o ciclista estivesse a trabalhar para colegas.

Em 2019, Tiago Machado foi a principal figura, mas Figueiredo continuou a ser o senhor regularidade e na Volta, na montanha, foi o ciclista mais em forma do Sporting-Tavira. Preparava-se para fechar mais um top dez, mas uma queda na penúltima etapa, acabou com a sua corrida. Mesmo com uma fractura no pulso, Figueiredo subiu a Senhora da Graça, mas no dia seguinte foi impossível fazer o contra-relógio final entre Gaia e Porto.

No entanto, mais uma vez ficou-se a desejar mais e melhor para este ciclista. 2020 deverá então trazer finalmente a Figueiredo um estatuto mais forte na equipa, mesmo com Alejandro Marque também a continuar no Tavira. A saída do Sporting é um rombo no orçamento, mas depois de alguma indefinição, parte dos ciclistas de referência da estrutura vão permanecer. É o caso de David Livramento, um autêntico homem da casa e que esteve simplesmente fenomenal na última Volta a Portugal. Na ajuda, em fuga, na ajuda em fuga, Livramento foi um dos ciclistas que muito trabalhou para tentar salvar a Volta a Portugal do Tavira Curiosamente, nem estava convocado, substituindo Rinaldo Nocentini, que ficou doente.

Com Tiago Machado a não ser o líder para disputar a geral como o Sporting-Tavira desejava, mais uma vez o saldo não foi positivo, tal como grande parte da temporada. Apenas duas vitórias. César Martingil venceu a Clássica da Primavera e José Mendes sagrou-se campeão nacional, mas depois esteve apagado na Volta a Portugal e esteve discreto durante quase toda a época. É o primeiro a admitir que teve uma temporada abaixo do esperado. Nocentini, que acabaria por ficar de fora da Volta perto do início da prova, foi um erro de casting para 2019, competindo muito pouco e já não tendo muito mais para dar como ciclista. Aos 42 anos colocou um ponto final na longa carreira.

Aleksandr Grigorev, Valter Pereira e Alvaro Trueba são ciclistas de trabalho que renovaram, ainda que o russo também possa ser aposta em algumas corridas. César Martingil será novamente o sprinter de serviço, enquanto haverá mais um jovem a juntar-se ao trio de sub-23 (Ricardo Martins, Diogo Ribeiro e Rúben Simão) que este ano começou a evoluir na equipa. Marcelo Salvador chega da Sicasal-Constantinos, sendo para já o único reforço conhecido para a próxima época, mas não está afastada a possibilidade de ser contratado pelo menos mais um ciclista. Duas das principais figuras de 2019 estão de saída: Machado vai para a Efapel e José Mendes assinou pela W52-FC Porto.

O director desportivo Vidal Fitas sabe o que é ter de lutar para manter a equipa na estrada e muitas vezes nas adversidades surgem grandes figuras. Frederico Figueiredo, 28 anos, o senhor regularidade e também o senhor de confiança tem o perfil certo para assumir a responsabilidade de liderar o novo Tavira.

Equipa para 2020: Frederico Figueiredo, David Livramento, Alejandro Marque, Aleskandr Grigorev, Valter Pereira, Alvaro Trueba, César Martingil, Ricardo Martins, Diogo Ribeiro e Rúben Simão, Marcelo Salvador (Sicasal-Constantinos).

»»Sobreviver em 2019, crescer em 2020««

»»Rádio Popular-Boavista com razões para celebrar e a contratar para a montanha««

23 de novembro de 2017

Aposta forte nos reforços mas a época soube a pouco

O arranque da parceria com o Sporting não foi o mais desejado por parte do Tavira, equipa de enorme tradição no ciclismo nacional. O acordo chegou tarde em 2015, o que significou que já não houve grande margem de manobra nas contratações para 2016. Porém, o panorama foi bem diferente no final do ano passado e Vidal Fitas pôde construir uma equipa bem mais forte. Manteve Rinaldo Nocentini e foi buscar Joni Brandão, um dos principais ciclistas portugueses, que com a Efapel lutou por uma Volta a Portugal. Reforçou ainda mais a equipa com Alejandro Marque, experiente espanhol que já conquistou a principal corrida e que assim regressou a uma casa que bem conhecia. Frederico Figueiredo disse sim ao projecto algarvio, deixando a Rádio Popular-Boavista e Fábio Silvestre aproveitou para competir de novo em Portugal, depois de cinco anos no estrangeiro, dois no World Tour.

Não havia dúvidas o Sporting-Tavira queria rivalizar com a W52-FC Porto e apostar muito forte na Volta a Portugal. O Tavira não a ganha desde 2011, então fê-lo com Ricardo Mestre, agora a representar os rivais. Já o Sporting é preciso recuar a 1985 e 86, quando Marco Chagas venceu as duas edições ao serviço dos leões.

Joni Brandão surgiu como a grande figura, com Alejandro Marque a espreitar a primeira oportunidade que tivesse para liderar. Rinaldo Nocentini até parecia que estaria num terceiro plano. Porém, o italiano teve um grande arranque de temporada. À beira dos 40 anos, entretanto já feitos, Nocentini fechou nono na Volta ao Algarve, venceu uma etapa e foi segundo na geral na Volta ao Alentejo e foi novamente segundo na Clássica da Arrábida. Velho? Nocentini demonstrou que depois de um ano de adaptação a uma nova realidade depois de tanto tempo ao mais alto nível, estava preparado para discutir corridas em Portugal.


Ranking nacional: 2º (2009 pontos)
Vitórias: 6 (incluindo uma etapa na Volta ao Alentejo)
Ciclista com mais triunfos: Vitórias alcançadas por seis corredores diferentes

Marque fez uma temporada mais discreta com o claro objectivo de aparecer bem na Volta a Portugal. Frederico Figueiredo é a consistência em pessoa. Terminar no top dez é algo natural, ficando-lhe a faltar uma vitória. Como homem de trabalho não há dúvidas que está entre os melhores. Já Fábio Silvestre teve um regresso menos feliz. Lutou nos sprints - na prova de Abertura perdeu para o sub-23 Francisco Campos (Miranda-Mortágua) -, ganhou uma etapa no Grande Prémio Abimota, mas soube a pouco para um ciclista com o seu passado e qualidade. Silvestre não se reencontrou com a melhor forma, apesar de não esconder de se sentir extremamente motivado depois de um ano difícil na Leopard.

O Sporting-Tavira parecia a caminho de uma boa temporada, mas acabou por ficar aquém do potencial que a equipa demonstrava. Uma das desilusões para Vidal Fitas foi ver a sua grande contratação ficar de fora da Volta a Portugal devido a um problema de saúde. Joni Brandão começou a sentir que algo estava mal semanas antes e a verdade é que os resultados não apareciam. Só em Fevereiro é que se voltará a ver o ciclista, num ano que acabou por ser perdido. Certamente que aparecerá com mais vontade do que nunca em 2018. Na Volta a Portugal Frederico Figueiredo foi perseguido pelas quedas e não houve outra solução se não abandonar. Marque quebrou a meio da corrida e foi Nocentini quem de facto teve uma exibição muito acima do esperado.

O italiano ambicionou chegar ao pódio (talvez até mais). Contudo, aquela etapa da Serra da Estrela contou uma história para quase todas as equipas nacionais. Para o Sporting-Tavira contou que o entendimento entre Nocentini e Marque esteve longe de ser o melhor. Quarto e quinto classificado no final em Viseu. Não foi mau, mas dificilmente servirá de consolação para quem tinha um conjunto com grande responsabilidade e qualidade e que acabou por sair sem pódio e sem uma vitória de etapa.

Além dos triunfos referidos, o Sporting-Tavira venceu uma etapa da Volta à Bairrada por Jesus Ezquerra, Marque ganhou o contra-relógio do Grande Prémio do Dão e Óscar González a etapa em linha. Mário González fechou a temporada com uma vitória no Memorial Bruno Neves.

Em 2018, Vidal Fitas irá manter o quarteto Brandão, Nocentini, Marque e Figueiredo e espera que os azares tenham acontecido todos este ano. Garantiu, para já, a contratação de Álvaro Trueba (Efapel), Alexander Grigoryev (Russian Helicopters), Nicola Toffali (0711|Cycling). Houve alguns azares, é certo, mas a equipa algarvia quererá (e terá) de alcançar mais e melhor, principalmente nas principais corridas nacionais, além, naturalmente, da Volta a Portugal.

»»Frederico Figueiredo: "Sei que estou perto [da vitória], mas falta aquele clique"««

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12 de fevereiro de 2017

"Tenho um plantel equilibrado, com bastantes opções e de qualidade. Estou satisfeito"

Apresentação da equipa em Tavira decorreu neste domingo
Joni Brandão, Alejandro Marque, Fábio Silvestre, Frederico Figueiredo... Com reforços destes seria difícil um director desportivo não estar satisfeito, ainda mais depois de uma temporada complicada, com os resultados a ficarem muito aquém do desejado. O segundo ano de parceria entre o Sporting e o município de Tavira começa com grande confiança. Não significa que há um ano não a houvesse, mas com a equipa a definir a ligação com o Sporting mais tarde do que seria o ideal, tal reduziu as opções de escolha nas contratações. Ao contrário do que aconteceu 2017. A preparação desta época foi claramente ponderada e preparada com apostas fortes, que resultam numa equipa de que se espera bons resultados.

"A exigência no ano passado também era grande. É evidente que não tínhamos tantas soluções como agora e isso permite-nos encarar essa exigência com outra perspectiva e ilusão. Claro que também a tivemos em 2016, mas depois houve algumas coisas que não conseguimos porque não tínhamos o que necessitávamos em alguns sectores", salientou Vidal Fitas ao Volta ao Cicismo. Uma dessas lacunas foi preenchida com um corredor com experiência World Tour: Fábio Silvestre. "Estamos satisfeitos por o ter conseguido trazer. É um atleta com muita qualidade e numa especialidade onde não temos muita gente", referiu o director desportivo do Sporting-Tavira. Fábio Silvestre começou a época com um terceiro lugar na Prova de Abertura Região de Aveiro o que para o responsável é a prova que a experiência que tem poderá ser valiosa.

"Eles todos sabem o que cada um vale, sabem as opções que têm e é evidente que nós, como gestores do grupo, também temos que não comprometer as opções de cada um"

A equipa cumpriu a tradição e apresentou-se na sua casa de origem, depois de o ter feito no Estádio de Alvalade, frente aos sócios leoninos. Mas é em Tavira que está a génese desta formação histórica e os adeptos não esquecem quem já deu muito à equipa como foi o caso de Alejandro Marque, que está de regresso quatro anos depois. A par do espanhol, Joni Brandão foi dos mais aplaudidos, o que não é de estranhar sendo que é nele que se deposita muita esperança na conquista da Volta a Portugal. Dois potenciais líderes. O primeiro já venceu a principal competição portuguesa, o segundo persegue essa distinção. A esta dupla junta-se Rinaldo Nocentini, Frederico Figueiredo, Jesus Ezquerra - que venceu uma etapa na Volta a Portugal em 2016 - todos com capacidade de alcançar resultados para a equipa.

Gerir ambições pessoais de um grupo com tanto talento pode não ser fácil, mas Vidal Fitas foi peremptório: "É necessário deixar as coisas bem claras. Essa é a principal mensagem que se tem de passar para o grupo. A partir daí, eles todos sabem o que cada um vale, sabem as opções que têm e é evidente que nós, como gestores do grupo, também temos que não comprometer as opções de cada um. A seu tempo a estrada dirá quem é quem."

Quanto a Joni Brandão e Alejandro Marque, o responsável assegurou que "os dois terão as suas oportunidades e quando chegar a altura de se decidir" na Volta a Portugal, Vidal Fitas realçou que se terá de avaliar a situação, algo que nesta fase da temporada ainda é cedo para o fazer.

Mas este tipo de decisão é uma daquelas dores de cabeça que um director desportivo não se importa de ter. Afinal, mau é quando não tem opções: "Tendo qualidade e a dor de cabeça ser escolher uma ou outra opção... essa é uma boa dor de cabeça!" Portanto, não é de admirar que Vidal Fitas não esconda estar feliz com os ciclistas que este ano terá à sua disposição. "Tenho um plantel equilibrado, com bastantes opções e de qualidade. Estou satisfeito", frisou. E certo é que em 2017 não só se terá um Sporting-Tavira muito mais competitivo, como claramente tem ciclistas para lutar por vitórias em qualquer tipo de terreno.

Equipa para 2017: Joni Brandão, Alejandro Marque (Esp), Rinaldo Nocentini (Ita), Frederico Figueiredo, Fábio Silvestre, David Livramento, Valter Pereira, Luís Fernandes, Mario González (Esp), Jesus Ezquerra (Esp), Óscar González (Esp) e Shaun-Nick Bester (Af. Sul).




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3 de outubro de 2016

"Rinaldo Nocentini vai continuar no Sporting-Tavira. Queremos constituir uma equipa mais forte"

O regresso do Sporting ao ciclismo não teve um início fácil e parte da temporada acabou por ficar abaixo das expectativas, principalmente a participação na Volta a Portugal. Mas depois de um primeiro ano com alguns condicionalismos, Vidal Fitas, director desportivo, garantiu que se está a trabalhar para corrigir os aspectos negativos, para assim o Sporting-Tavira construir uma equipa mais forte e assumir-se como candidato a vencer a principal prova nacional.

E o primeiro passo rumo à consolidação do projecto foi a renovação de contrato com o italiano Rinaldo Nocentini. "Ele pode dar muito à equipa. A experiência que tem, a maneira como está no pelotão, a maneira como trabalha, como mostra o que é necessário fazer quando se é ciclista e a capacidade mental que se tem de ter... São aspectos que a experiência de Rinaldo pode trazer e é uma mais valia", afirmou Vidal Fitas ao Volta ao Ciclismo, que não hesita em dizer: "Ele traz um conhecimento maior do que todos nós temos." O director desportivo refere-se à experiência World Tour de Rinaldo Nocentini (39 anos), que irá continuar a ser uma das estrelas do pelotão nacional. "Este ano com ele foi muito proveitoso e espero que o próximo também seja."

Porém, a continuidade do ciclista italiano é apenas um dos pontos importantes do Sporting-Tavira de 2017. "A equipa tem de ser mais equilibrada", realçou Vidal Fitas, sem querer abrir muito o livro sobre o trabalho que está a ser feito a nível de contratações. No entanto, "colmatar os pontos em que a equipa está em défice e assim torná-la mais forte" é essencial, tal como um planeamento feito com tempo, algo que não aconteceu este ano.

"O Sporting-Tavira quer assumir-se como candidato na Volta a Portugal"

"A época começou mais tarde do que seria desejável e algumas coisas correram abaixo da expectativa", referiu, realçando que além da questão do planeamento tardio juntou-se um conhecimento do plantel que não era o desejado devido à entrada de muitas caras novas. Só dois ciclistas continuaram do projecto anterior: David Livramento e Valter Pereira. "Uma coisa é saber que são bons, outra coisa é saber o que é que eles podem valer no nosso contexto. E depois são ciclistas jovens. Estamos a falar, por exemplo, do Oscar Brea, Mario Gonzalez, Jesus Ezquerra, ciclistas com 24 anos, que embora estivessem no segundo ano como profissionais, o nosso ciclismo tem características que é necessário conhecê-las." Vidal Fitas disse ainda que o próprio Rinaldo Nocentini teve de se adaptar ao ciclismo em Portugal, apesar de toda a experiência internacional que tem.

Porém, e mesmo com todas as condicionantes que o Sporting-Tavira enfrentou, o director desportivo considera que para o primeiro ano de um projecto de quatro, houve aspectos positivos. Já a Volta a Portugal não foi um deles. "Penso que este ano tínhamos argumentos para nos assumir como candidatos", afirmou, frisando novamente os condicionalismos de toda uma temporada que terão acabado por se reflectir na competição mais importante do ano. Nocentini foi o melhor classificado da equipa em 21º a 28:42 minutos do vencedor Rui Vinhas, enquanto Ezquerra conseguiu a vitória de etapa que salvou a Volta da equipa algarvia. No entanto, fica a garantia por parte de Vidal Fitas que em 2017 o Sporting-Tavira quer assumir-se como candidato.

"O Sporting traz uma responsabilidade acrescida há que já tínhamos [no Tavira], que já era grande"

O Tavira é uma equipa com uma longa história no ciclismo nacional. O Sporting teve uma época de glória e aquele que continua a ser considerado por muitos o melhor ciclista português de sempre, Joaquim Agostinho, foi um dos grandes responsáveis pela fase de ouro do clube. No entanto, há muito que os leões andavam afastado das estradas, juntando-se a um Tavira que procurava um patrocinador para sobreviver. Tudo isto aconteceu depois de uma primeira abordagem à W52 ter falhado por parte do Sporting, numa novela que o ciclismo nacional há muito não estava habituado a ver, com o FC Porto a acabar por se aliar à W52, estrutura que nos últimos anos tem sido a mais forte do pelotão nacional.

"A ligação com o Sporting tem corrido bem, não temos razões de queixa. Penso que independentemente de todos os anos que levamos no ciclismo, tem sido também uma aprendizagem", explicou Vidal Fitas sobre a relação com o clube leonino. Considerou ainda que "o Sporting traz uma responsabilidade acrescida" há que o Tavira tinha "e que já era grande". "Estamos a lidar com ela, a fazer o projecto crescer e levá-lo ao encontro daquilo que se pretende", assegurou.