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26 de novembro de 2019

Van Aert não vai ter de pagar indemnização milionária: "Foi feita justiça"

(Fotografia: © Team Jumbo-Visma)
Wout van Aert já pode respirar um pouco mais de alívio e concentrar-se na sua recuperação física. O tribunal decidiu a favor do ciclista belga, o que significa que não terá de pagar uma indemnização de 1,1 milhões de euros, que era exigida pelo director da sua antiga equipa. Nick Nuyens ainda pode recorrer, mas o corredor admitiu que recebeu esta terça-feira uma motivação extra.

Em causa estava a rescisão de contrato por parte de Van Aert, há pouco mais de um ano, com a Veranda’s Willems-Crelan. Um dos pontos de descontentamento foi não ter sido avisado das negociações que decorriam com a Roompot-Charles para uma fusão, que veio a acontecer. A gota de água terá acontecido quando Nuyens terá tentado que um dos treinadores assinasse uma declaração incriminatória contra Van Aert, segundo o Cyclingnews. Niels Albert não o fez e foi uma das testemunhas importantes no decorrer do processo.

Van Aert já tinha acordado com a Jumbo-Visma mudar-se em 2020, mas, após a UCI ter dado luz verde, aceitando a rescisão - mas ficaria atenta à decisão judicial -, o ciclista começou a competir pela nova equipa em Março deste ano.

No entanto, Nuyens, que ficou como director da estrutura após a fusão, sempre defendeu que Van Aert não tinha justificação para quebrar o vínculo contratual que durava até Dezembro de 2019, avançando então para os tribunais. Exigia cerca de 1,1 milhão de euros de indemnização.

"Foi feita justiça. Que alívio. Dá-me uma grande motivação para continuar a trabalhar no meu regresso e para ser capaz de me concentrar 100% nisto. Gostaria de agradecer a todos os que me apoiaram", escreveu Van Aert no Twitter.

A decisão a favor do ciclista de 25 anos foi do tribunal de trabalho de Mechelen, na Bélgica, segundo o Het Nieuwsblad. Nuyens terá de pagar as despesas legais, mais uma má notícia para o director depois da Roompot-Charles ter fechado portas no final desta temporada.

Quanto à recuperação de Van Aert após a grave queda na Volta a França, o ciclista tem partilhado a sua evolução nas redes sociais e estará cada vez mais perto de regressar, sendo a sua esperança de ainda fazer uma parte da temporada de ciclocrosse, que tanto gosta. Não têm sido semanas fáceis, com o belga a admitir que chegou a recorrer a uma ajuda psicológica (ver link em baixo).


22 de outubro de 2019

Antigo director de equipa de Van Aert quer mais de um milhão de euros de indemnização

(Fotografia: © Team Jumbo-Visma)
A rescisão de contrato de Wout van Aert com a Veranda´s Willems-Crelan há mais de um ano continua por resolver. O caso foi para tribunal e o director da equipa quer mais de um milhão de euros de indemnização, considerando que o ciclista não teve razão para terminar o vínculo contratual um ano mais cedo do que o suposto.

Em Setembro de 2018, Van Aert alegou que não tinha condições para continuar na Veranda's Willems-Crelan, depois de se saber que iria haver uma fusão com a Roompot-Charles. O belga tinha sido um dos ciclistas em destaque na época de clássicas e tinha um contrato garantido com a Jumbo-Visma, que lhe permitiria dar o salto para o World Tour em 2020, depois de finalizar a ligação com a sua equipa de então. Desde logo, Nick Nuyens, o director da estrutura, anunciou que levaria o caso a tribunal.

Este terça-feira realizou-se mais uma audiência em Melchelen, na Bélgica. "Acharia muito estranho se recebesse uma sentença por isto", afirmou Van Aert, citado pelo Het Nieuwsblad. O jornal refere que Nuyens procura uma indemnização de 1 150 000 euros. Uma decisão deverá ser conhecida a 26 de Novembro.

O responsável da equipa negou sempre que tenham acontecido "coisas inaceitáveis" como alegou o ciclista. Van Aert acabaria por antecipar a sua ida para a Jumbo-Visma, depois da UCI ter aceite o pedido feito pelo corredor e o seu advogado, ainda que tenha deixado claro que ficaria atenta ao processo judicial. Até este "sim", Van Aert correu o risco de falhar a temporada de 2019. O belga, de 25 anos, acabaria por ter uma primeira temporada no World Tour memorável, apesar de não ter conseguido brilhar nas clássicas. Fê-lo no Critérium du Dauphiné (venceu duas etapas e classificação dos pontos) e na Volta a França. Venceu uma tirada e o contra-relógio colectivo e estava a ser uma das figuras até que sofreu uma queda aparatosa no contra-relógio individual.

Van Aert ainda está a recuperar das graves lesões e ainda não se sabe se conseguirá estar presente na temporada de ciclocrosse. No ano passado, esteve muito longe do seu melhor nesta vertente, na qual já conquistou vários títulos e alimentou uma rivalidade com Mathieu van der Poel, que tanto se espera ver agora na estrada. A situação da quebra de contrato e indefinição do futuro terão afectado Van Aert há um ano e o ciclista há muito que quer colocar um ponto final neste caso: "Neste momento, para mim não tem tudo a ver com o dinheiro, pois a minha carreira está em primeiro lugar."

16 de novembro de 2018

A novela Van Aert continua...

(Fotografia: © Kristof Ramon/Red Bull Content Pool)
Num dia o advogado de Wout van Aert lança os foguetes com a decisão da UCI em deixar o ciclista assinar por uma equipa em 2019, apesar da rescisão com a Vérandas Willems-Crelan estar neste momento em tribunal. No dia seguinte, afinal é melhor guardar os foguetes porque a luz não foi tão verde como Walter Van Steenbrugge deixou entender.

Van Aert está em risco de perder a próxima temporada de estrada porque a Sniper Cycling, detentora da Vérandas Willems-Crelan, não aceita a rescisão e levou o caso a tribunal. A equipa exige uma indemnização caso o ciclista assine por outra formação, além de eventualmente o próprio corredor ter de pagar se a decisão jurídica não o favorecer. De recordar, que o belga tinha contrato até ao final de 2019. Para contornar esta questão, Van Aert recorreu à UCI. Era a esperança que o seu advogado anunciou ter na semana passada para desbloquear a situação.

No que se está a tornar numa novela com vários capítulos, o mais recente inclui a resposta da UCI. Sim, Van Aert pode assinar por outra equipa. Mas, há um mas. Van Steenbrugge disse na quinta-feira, citado pela agência de notícias Belga, que a UCI tinha dado luz verde, com a condição que o ciclista assinasse por uma nova equipa até 31 de Dezembro. No entanto, há mais umas condições, segundo o site Cycling News, que cita o resto da carta da UCI.

O organismo explica que não sendo a questão o término do contrato, que "não se pode opor ao ciclista assinar por outra equipa Profissional Continental", referindo então que terá de o fazer até ao final da janela de transferência, no último dia do ano.

Agora o outro parágrafo: "Por favor note que a UCI irá acompanhar de perto o caso e reserva a possibilidade de aplicar procedimentos disciplinares, como estabelecidos nos regulamentos da UCI, contra todas as partes envolvidas, caso os tribunais belgas julguem que o ciclista violou o seu contrato."

Ou seja, se a decisão for a favor da Sniper Cycling, não dando razão à rescisão apresentada por Wout van Aert, o ciclista e a equipa por quem eventualmente tenha assinado, poderão ser multados. Os regulamentos prevêem que se houver uma abordagem a um ciclista sem a autorização da equipa que representa então as multas podem ir - e fazendo o câmbio do franco suíço que é a moeda utilizada pela UCI - de 26 mil euros a cerca de 438 mil para formações do World Tour. Se for Profissional Continental o valor máximo baixa para cerca de 263 mil euros.

Se o ciclista for considerado que desrespeitou as regras, a multa irá de 2600 a 44 mil euros se assinar por equipa do World Tour, ou no máximo de 26 mil se for do segundo escalão.

Outra questão é a carta a UCI referir que o ciclista pode assinar por outra equipa Profissional Continental, escalão a que pertencia a Vérandas Willems-Crelan. O advogado defende que também significa que pode negociar com uma equipa do World Tour.

Aqui entra a Lotto-Jumbo, que em 2019 será apenas Jumbo. A equipa holandesa já tem acordo com Van Aert a partir de 2020. Será a principal interessada em poder contar com o ciclista um ano mais cedo, dado o potencial do belga de 24 anos, principalmente nas clássicas do pavé. Porém, estará à espera de ver a situação ficar concluída, já que em 2020 irá mesmo contar com o ciclista.

A equipa tem-se mantido em silêncio, longe da novela que, ao contrário do que o advogado de Van Aert deu a entender, ainda estará longe de ter um final feliz para o ciclista. A declaração do advogado da Sniper Cycling explica bem que está em causa muito mais do que a rescisão com a Vérandas Willems-Crelan. "De uma perspectiva ética, se uma equipa quiser contratar um ciclista que violou o seu contrato, estão a dizer aos seus próprios corredores: 'Se não estás feliz, inventa uma razão para quebrar o teu contrato e podes ir embora'. Seria devastador para a confiança dos patrocinadores em aceitarem compromissos longos [com as equipas]", disse Rudi Desmet, ao Cycling News.

Van Aert e o seu advogado garantem que há razões para a rescisão, mas não as adiantaram publicamente. O ciclista quebrou contrato depois de se mostrar descontente com a forma como a Sniper Cycling negociou uma fusão com outra equipa, chegando a criticar como nunca foi informado do que estava a acontecer. Também ficou insatisfeito por ver como alguns membros do staff e companheiros de equipa iriam ficar sem emprego devido à fusão das duas estruturas.

Anunciado o acordo com a Roompot-Nederlandse Loterij, depois de não se ter confirmado a união com a Aqua Blue Sport, Van Aert acabou por rescindir contrato, dando início a um processo, do qual se fica a aguardar o próximo capítulo.

Entretanto, o belga vai cumprindo a sua temporada de ciclocrosse, mas não tem sido o Van Aert de outros anos.


10 de novembro de 2018

Van Aert arrisca perder época de 2019

(Fotografia: © Kristof Ramon/Red Bull Content Pool)
A decisão de quebrar contrato com a Veranda’s Willems-Crelan poderá ter um custo elevado. Wout van Aert arrisca falhar a temporada de 2019, pois a Sniper Cycling (detentora da equipa) não abdica de receber uma indemnização, caso o ciclista assine por outra formação. A Lotto-Jumbo fechou por três anos com o ciclista a partir de 2020, já que Van Aert ainda tinha uma época de contrato com a equipa que representava. O desejo do ciclista é juntar-se já à formação do World Tour e certamente que os responsáveis da Lotto-Jumbo também não se importariam nada que tal se concretizasse. Contudo, com o caso da rescisão em tribunal e com a previsão de poder demorar meses até ficar resolvido, o futuro próximo de um dos ciclistas revelação de 2018 poderá passar por assistir de fora às corridas, se não houver um acordo ou uma intervenção da UCI.

O caminho que o seu advogado está a explorar é precisamente o da UCI. Walter van Steenbrugge espera que o organismo considere que Van Aert não tenha de cumprir o contrato com a Veranda’s Willems-Crelan, ficando assim livre de assinar pela Lotto-Jumbo. "Se o acordo com a UCI chegar, não haverá nada que evite que Wout van Aert assine pela Jumbo [nome da equipa em 2019]. Espero novidades durante o mês de Novembro", afirmou o advogado ao jornal belga Het Laatse Nieuws.

Um acordo com a Sniper Cycling parece estar fora de questão, segundo Van Steenbrugge, o que coloca então um ponto de interrogação sobre a próxima temporada para Van Aert. 

Os problemas começaram em Agosto quando foi avançada a hipótese de fusão da Veranda’s Willems-Crelan com a irlandesa Aqua Blue Sport. Tal não aconteceu. No entanto, houve mesmo fusão, mas com a Roompot-Nederlanse Loterij.

Van Aert rapidamente demonstrou o seu desagrado como as negociações decorreram, sem que ele, ou os restantes ciclistas, fossem informados do que estava a acontecer. O corredor belga, de 24 anos, nunca gostou de não ter conhecimento de nada, ainda mais quando era constantemente questionado sobre o assunto, já que, sendo o rosto da equipa, acabava por estar completamente exposto a nível mediático sempre que ia competir. 


É uma das estrelas em ascensão no ciclismo. Nasceu para as clássicas do pavé, ainda que separar-se do ciclocrosse não é algo que esteja para já nos seus planos. É tricampeão do mundo e também foi campeão mundial de sub-23 da especialidade. Aos poucos tem feito a passagem para a estrada e este ano foi uma das sensações de início de época. O terceiro lugar na Strade Bianche foi o mote para uma época de clássicas que deixou as equipas do World Tour loucas pelo belga. No pavé foi sempre muito regular. Nos monumentos foi nono na Volta a Flandres e 13º no Paris-Roubaix. E representava uma equipa Profissional Continental.

É senhor do seu destino, deixando claro como gosta de gerir a sua carreira, a sua época e como quer conciliar o ciclocrosse com a estrada, pelo menos por agora. Ser um ciclista muito desejado no World Tour, reforçou o estatuto dentro da que era a sua equipa. Quando em Setembro anunciou a rescisão, disse apenas que dias antes tinham acontecido factos que tornavam impossíveis uma cooperação. A Sniper Cycling reagiu, explicando que chegou a oferecer um contrato melhorado para 2019, mas que Van Aert recusou. O pedido de rescisão foi para tribunal e poderá demorar até um ano a ficar resolvido.

A época de ciclocrosse está a decorrer, mas se a UCI não decidir a favor de Van Aert, em 2019 não se verá um dos ciclistas que mais se quer voltar a ver em acção nas corridas do pavé.

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18 de setembro de 2018

O cowboy solitário tinha ameaçado e quebrou mesmo contrato

(Fotografia: Facebook Vérandas Willems-Crelan)
A ameaça tinha sido bem clara no final de Agosto e Wout van Aert quebrou mesmo contrato com a  Vérandas Willems-Crelan, ou, mais concretamente, com a Sniper Cycling, detentora da equipa. Insatisfeito com todo o processo de fusão com outra estrutura, o belga nunca hesitou em criticar publicamente os responsáveis, principalmente por manterem a ele e aos restantes membros da formação no escuro enquanto decorreram as negociações. Depois, ficou furioso por ver como a junção das duas equipas significaria a perda de trabalho para algumas pessoas. Este fim-de-semana, Van Aert decidiu que não queria representar mais a Vérandas Willems-Crelan e vai partir para a época de ciclocrosse como um "cowboy solitário", mas que não deverá ficar muito tempo sozinho.

Wout van Aert é uma das estrelas em ascensão no ciclismo. Nasceu para as clássicas do pavé, ainda que separar-se do ciclocrosse não é algo que esteja para já nos seus planos. É tricampeão do mundo e está nos Estados Unidos à procura de mais uma camisola do arco-íris. Também foi campeão mundial de sub-23 da especialidade. Aos poucos tem feito a passagem para a estrada e este ano foi uma das sensações de início de época. O terceiro lugar na Strade Bianche deu o mote para uma época de clássicas que deixou as equipas do World Tour loucas pelo belga. No pavé foi sempre muito regular. Nos monumentos foi nono na Volta a Flandres e 13º no Paris-Roubaix. E representava uma equipa Profissional Continental.

Com mais um ano de contrato e assediado por equipas do World Tour, Van Aert logo garantiu que ficaria na Vérandas Willems-Crelan em 2019, mas terá comprometido-se com a Lotto-Jumbo para 2020. Este belga é um ciclista confiante, com um currículo invejável no ciclocrosse e com resultados na estrada que lhe permitem ter uma palavra muito forte em como quer gerir a sua época e a sua carreira. A confirmar-se a mudança para a Lotto-Jumbo, não foi só com dinheiro que seduziu Van Aert. Com apenas 24 anos, o belga é alguém que coloca em cima da mesa o que quer e como quer. É senhor do seu destino e que ninguém tente prendê-lo.

O ciclista cedo percebeu que tinha o poder de tomar as decisões que queria, pois a procura pelos seus serviços era (e é) intensa. Não se confunda esta confiança com arrogância. Van Aert sabe que tem muita qualidade e sabe que pode alcançar na estrada o que tem feito no ciclocrosse. A pressão, a responsabilidade, é algo que gosta e quer lidar ao mais alto nível, pois ambiciona alcançar o estatuto dos grandes nomes belgas, referências das clássicas, que serão o seu ponto forte. Porém, este ano ganhou a Volta à Dinamarca, pelo que é só o colocarem numa corrida por etapas que se adapte a Van Aert e poderá ser mais uma vitória que somará.

Livre do contrato com a Vérandas Willems-Crelan - a situação poderá agora ir para tribunal, caso a equipa não aceite as justificações para a quebra de contrato e, se perder, pagar uma indemnização -, Van Aert não deverá ficar muito tempo sem quem o queira. A Lotto-Jumbo é o passo óbvio, mas uma quebra de contrato é uma situação delicada, pelo que o próprio ciclista não quer falar mais sobre o assunto, sendo agora o advogado quem está a lidar com o caso.

Walter Van Steenbrugge confirmou ao Sporza que o ciclista é, por agora, um "cowboy solitário", sem equipa, o que acaba até por definir bem o ciclista, que quer fazer o seu caminho, mesmo que tenha de lutar sozinho contra o que considera ser errado. Para o advogado, Wout van Aert tem razões para terminar o contrato 15 meses mais cedo. "Algo aconteceu no último fim-de-semana que foi a gota de água", explicou, considerando que já existiam outras questões que levaram à decisão radical. No entanto, não explicou qual foi essa gota de água.

O corredor escreveu num blog que "houve factos nos últimos dias que qualquer cooperação com a equipa seria impossível". "Infelizmente, para você como leitor, não lhe posso dizer mais nada de momento, devido ao aspecto delicado do caso", referiu. Van Aert vai tentar encontrar alguma tranquilidade para que possa enfrentar os Mundiais e a restante temporada de ciclocrosse o mais concentrado possível, enquanto define o seu futuro para 2019.

A fusão e um contrato melhorado

Wout van Aert será a estrela de qualquer equipa que o "apanhe". A Aqua Blue Sports pensou que lhe tinha saído o jackpot, pois não só conseguiria salvar a equipa, como ficaria ainda com uma garantida estrela do futuro imediato da modalidade. No entanto, a Vérandas Willems-Crelan negou o comunicado da equipa irlandesa que dava o acordo como fechado e foi negociar com a Roompot-Nederlandse Loterij.

O ciclista belga nunca gostou de não ter conhecimento de nada, ainda mais quando era constantemente questionado sobre o assunto, já que, sendo o rosto da equipa, acabava por estar completamente exposto a nível mediático sempre que ia competir. A Aqua Blue Sports anunciou que ia fechar portas, enquanto a Vérandas Willems-Crelan e a Roompot-Nederlandse Loterij vão transformar-se na Roompot-Crelan, que permanecerá como Profissional Continental.

Ter Van Aert certamente que entusiasmaria os patrocinadores e, por isso mesmo, a equipa confirmou que ofereceu ao ciclista um contrato melhorado apenas para 2019, sabendo que não seria possível segurar mais o belga, que tem calibre de World Tour. "Van Aert não aceitou a proposta e optou por terminar o seu contrato unilateralmente com efeito imediato. A direcção da equipa lamenta essa decisão. O assunto está agora nas mãos dos nossos advogados", explicou a equipa, através de um comunicado.

Quem contratar este ciclista já percebeu que terá pela frente um ciclista que sabe o que quer e que não tem receio de perseguir e lutar pelos seus próprios termos. Mas se os resultados aparecerem, será um investimento que trará muita rentabilidade, mesmo que Van Aert não perca por completo o seu lado de cowboy solitário, apesar de no ciclismo ter de saber jogar em equipa.

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2 de junho de 2018

Paris-Roubaix terá um sector de pavé Michael Goolaerts

(Fotografia: Vérandas Willens-Crelan)
Pela primeira vez na história da mítica corrida, o nome de uma pessoa será dado a um dos sectores de pavé. A decisão foi tomada para assim homenaegar Michael Goolaerts, o jovem belga que morreu durante a última edição do Paris-Roubaix.

A organização não quer esquecer o que aconteceu a Goolaerts e o sector em Briastre passará então a ter o nome do ciclista. Era o segundo na corrida e tem cerca de três quilómetros. A notícia foi avançada pela emissora belga Radio 2, que referiu ainda que o momento será assinalado numa cerimónia que deverá realizar-se no dia 10 de Junho. A família do ciclista será convidada a marcar presença na revelação do monumento que será colocado no local onde o belga faleceu.

Goolaerts cumpria o sonho de participar no Paris-Roubaix, depois de já ter estado em duas Voltas a França. Nas imagens televisivas assistiu-se à aparatosa queda do belga. No entanto, a autópsia confirmou uma hipótese levantada pouco depois da morte do ciclista. Goolaerts sofreu um ataque cardíaco enquanto pedalava e não depois de cair.

Representava a Vérandas Willems-Crelan e era visto como um ciclista de potencial, principalmente para este tipo de clássicas. Em 2016 chegou a estagiar pela Lotto Soudal. Foi alvo de homenagens nas semanas que se seguiram, mas a de Paris-Roubaix perpetuará o seu nome, tal como na corrida belga Heistse Pijl, agendada para este sábado e com fim na cidade natal do ciclista (Heist-op-den-Berg). O prémio do ciclista mais combativo terá o nome de Michael Goolaerts.


11 de abril de 2018

Goolaerts sofreu um ataque cardíaco antes da queda

(Fotografia: © Twiiter Veranda's Willems-Crelan)
A autópsia a Michael Goolaerts confirmou a possibilidade que tinha sido levantada pouco depois da sua morte ter sido anunciada, no domingo à noite. O jovem belga sofreu uma aparatosa queda durante o Paris-Roubaix, mas foi revelado que o ciclista sofreu uma paragem cardíaca antes de cair, ou seja, não foi a queda a causa da sua morte. O corredor da Veranda's Willems-Crelan fazia a sua estreia no monumento francês e foi alvo de manobras de reanimação ainda no local, antes de ser transportado de helicóptero para o hospital de Lille. A morte foi declarada às 22:40.

"A autópsia confirma a anterior hipótese que a morte deveu-se a um ataque cardíaco e não à queda. Ele sofreu um ataque [cardíaco] enquanto competia. O coração dele parou e foi por isso que caiu", explicou Remy Schwartz, do Ministério Público de Cambraia, à AFP, em declarações citadas no Cycling News. Acrescentou ainda que se aguarda agora pelos resultados dos exames toxicológicos. De salientar que foi aberta uma investigação ao que aconteceu a Goolaerts.

O ciclista, de 23 anos, começou na Veranda's Willems-Crelan em 2013, quando a equipa ainda estava no escalão Continental. Continuou em 2014 e dois anos depois chegou a estagiar na Lotto Soudal. Porém, em 2017 assinou de novo que Vérandas Willems-Crelan - agora como Profissional Continental - e era aposta para as clássicas. Nesta temporada já tinha alcançado resultados de nota, como o 20º lugar na Kuurne-Bruxelles-Kuurne e na Driedaagse Brugge-De Panne. O melhor foi o nono na Dwars door West-Vlaanderen.

Era visto como um homem de clássicas de elevado potencial e o Paris-Roubaix seria uma das suas corridas preferidas e que mais ambicionava disputar, depois de já ter estado em duas Voltas a Flandres. O mundo ciclismo tem prestado várias homenagens a Goolaerts, seja através de mensagens, ou então, como aconteceu esta quarta-feira na Brabantse Pijl. Quando subiu ao palco para ser apresentada, a equipa recebeu um carinho especial do público e antes da partida foi respeitado um momento de silêncio, durante os quais os ciclistas da Veranda's Willems-Crelan não conseguiram esconder a emoção. No final, o vencedor foi também um belga, Tim Wellens, da Lotto Soudal, equipa onde Goolaerts estagiou. Wellens apontou para o céu quando cortou a meta.


Wout van Aert, a estrela da Veranda's Willems-Crelan e uma das revelações desta época de clássicas, não esteve na corrida, mas quando reagiu à morte do seu companheiro, deixou uma das mensagens mais sentidas. Escreveu que os seus resultados tinha perdido o significado e que a sua campanha de estrada - divide o ano com o ciclocrosse - "terminou de forma muito amarga". Aert conhecia Goolaerts há muitos anos: "Recordo-me do Michael como um rapaz muito alegre, nunca mal disposto e sempre extremamente motivado."

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