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24 de novembro de 2019

Passo de qualidade e de sucesso na LA Alumínios-LA Sport

(Fotografia: © Podium/Paulo Maria)
Vitória na classificação da juventude da Volta a Portugal, conquista da Volta a Portugal do Futuro e mais duas etapas, um circuito e outros bons resultados que foram levando alguns ciclistas da LA Alumínio-LA Sport ao pódio, ou, pelo menos, mostravam, corrida após corrida, como estavam a evoluir. Depois do um ano zero de 2018 como equipa Continental sub-25, foi dado um grande passo de qualidade. E a ambição continua a crescer, com reforços bem interessantes a chegar à equipa de Hernâni Brôco.

Com a UD Oliveirense-InOutBuild e a Miranda-Mortágua a serem há alguns anos referências na formação de jovens ciclistas - para referir as outras duas estruturas de clube que subiram a Continental - , em duas temporadas a LA Alumínios-LA Sport mostrou que quer e pode também ser um bom exemplo. Desde a criação da equipa que o director desportivo tem um discurso de motivar os seus atletas, para acreditarem neles perante um pelotão com ciclistas com mais experiência, passando a palavra que era possível triunfar um dia atingir o sonhado triunfo. Ao segundo ano chegaram as vitórias e logo aquelas que estas três equipas colocam como principais objectivos.

É preciso não esquecer que, como patrocinador, a LA Alumínios deixou uma estrutura de elite para apostar nos jovens e não demorou a alcançar destaque. O que Emanuel Duarte fez na Volta a Portugal marcará a ainda curta carreira, mas também foi de extrema importância para a equipa. Há um ano, foram as constantes presenças em fugas que ajudaram a mostrar a camisola. Agora esteve no pódio final com uma das camisolas.

E inevitavelmente Emanuel Duarte terminou a época como uma das grandes figuras. Vencer a camisola da juventude e depois conquistar a Volta a Portugal do Futuro comprovou o potencial que Brôco viu neste ciclista que conheceu na Sicasal-Constantinos (estrutura também de extrema relevância na formação em Portugal), sendo que em 2018, Duarte esteve na FGP-Cube-Bombarral. Será agora um ciclista que irá gerar alguma curiosidade na sua evolução, numa altura em que passará ao escalão de elite.

Mas há outro ciclista que não pode ficar esquecido. David Ribeiro representa tudo o que Brôco pede aos seus corredores. É muito combativo e essa características levaram-o ao pódio na Volta ao Algarve um dia para vestir a camisola da montanha, feito que repetiu na Volta a Portugal. Não as manteve, mas não deixou de ser um destaque quando se fala das duas competições mais importantes em Portugal. Além disso, passou 2019 na luta por bons resultados e não surpreende que vá continuar, assim como Emanuel Duarte.

Hernâni Brôco vai mesmo manter grande parte do seu plantel, pois tanto Gonçalo Leaça - que tal como Ribeiro está na equipa desde 2018 - Marvin Scheulen e André Ramalho (vencedor do Circuito de Alcobaça) deram garantias que podem contribuir para que a LA Alumínios-LA Sport possa dar mais um passo em frente em 2020. Rodrigo Caixas também irá prosseguir e depois de um ano de adaptação, visto ter sido o seu primeiro como sub-23, a responsabilidade e a aposta neste jovem irá aumentar.

Quanto a reforços, chegará um ciclista muito importante. Bruno Silva foi um dos homens de trabalho da Efapel nos últimos três anos, mas aos 31 anos irá assumir funções bem diferentes. Bruno Silva terá a oportunidade de ser líder, mas será principalmente uma voz de comando e de muita experiência, que poderá fazer diferença num grupo com os ciclistas muito jovens. António Barbio teve esse papel esta temporada, mas decidiu colocar um ponto final na carreira aos 25 anos, tal como André Crispim (23).

Na Efapel não foram muitas as oportunidades que teve para se mostrar, mas em 2019, por exemplo, ganhou o Circuito de Nafarros e somou classificações da montanha: na Volta a Castela e Leão, Memorial Bruno Neves e no Grande Prémio Jornal de Notícias.

Depois chegará Miguel Salgueiro. E fica já o aviso para se seguir com muita atenção este ciclista. É o autêntico todo-o-terreno numa perspectiva que não há vertente em que não tenha qualidade. BTT, ciclocrosse, Salgueiro está sempre na luta por vitórias, tal como na estrada. A sua subida a uma equipa Continental era previsível depois das boas temporadas na Sicasal-Constantinos e de se já ter destacado como júnior. Ciclista rápido e, lá está, muito combativo como Hernâni Brôco tanto gosta. Impossíveis para Salgueiro, não existem.

O açoriano João Medeiros convenceu a LA Alumínios-LA Sport durante o estágio na segunda metade da temporada, com o júnior João Macedo a ser outra das contratações. Venceu a Volta ao Concelho de Loulé, uma das competições de referência do escalão. Estava no Bairrada, estrutura que não é estranha a ver ciclistas seus chegarem longe no ciclismo, por exemplo, João Almeida, que vai para a Deceuninck-QuickStep. Outro júnior a subir a sub-23 será Rafael Gouveia, que será promovido da equipa de Paio Pires.

A LA Almunínios-LA Sport vai querer continuar a afirmar-se na luta da juventude, mas o próximo passo já começa a passar por almejar a uma conquista de maior destaque entre a elite.

Equipa para 2020: Emanuel Duarte (22 anos), David Ribeiro (24), Marvin Scheulen (22), André Ramalho (23), Gonçalo Leaça (22), Rodrigo Caixas (19), Bruno Silva (31, Efapel), Miguel Salgueiro (Sicasal-Constantinos), João Macedo (18, Bairrada), João Medeiros (19, Juventude Lajense/Terauto/Bike, estagiou com a LA Alumínios-LA Sport na segunda metade da temporada de 2019), Rafael Gouveia (18, Paio Pires).

Veja aqui as conquistas das nove equipas Continentais portuguesas em 2019.


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27 de abril de 2019

Bruno Silva vence classificação da montanha na Volta a Castela e Leão

Bruno Silva conquistou a camisola vermelha da montanha
(Fotografia: Vuelta Castilla y León/Efapel)
Bruno Silva foi um dos portugueses em destaque na Volta a Castela e Leão. O ciclista da Efapel conquistou a classificação da montanha da corrida espanhola de três dias, tendo vestido a camisola vermelha logo na primeira etapa. Nelson Oliveira e João Matias também se fizeram notar numa prova marcada pela expulsão a um corredor que agrediu David de la Fuente, da Aviludo-Louletano.

O italiano David Cimolai foi o grande vencedor, seguido do companheiro Guillaume Boivin, em mais uma conquista para a Israel Cycling Academy. A equipa ganhou recentemente o Grande Prémio Internacional Beiras e Serra da Estrela, por intermédio do colombiano Edwin Ávila. A formação israelita continua assim a manter a promessa de amealhar o máximo de pontos possíveis nas corridas em que vai participando, com uma potencial subida World Tour em vista. Cimolai - que está a preparar a participação na Volta a Itália - venceu ainda duas etapas, sendo que a primeira foi após desclassificação de Carlos Barbero (Movistar), por sprint irregular.

O protesto até foi feito pela Euskadi-Murias, que veria Enrique Sanz conseguir finalmente a vitória na última etapa. O nome não é estranho em Portugal, pois este espanhol triunfou em três das seis etapas da Volta ao Alentejo.

De referir que foi o segundo triunfo consecutivo da Israel Cycling Academy na Volta a Castela e Leão, que em 2018 teve o espanhol Rubén Plaza como vencedor.

Apesar de ajudar o companheiro Carlos Barbero na luta por etapas, Nelson Oliveira teve liberdade para procurar o seu resultado. Dois sextos lugares e um nono, valeram o sexto posto na geral, a 21 segundos de Cimolai. Nelson Oliveira foi o único português no top 20, sendo preciso descer até à 22 posição para encontrar o segundo melhor: João Matias (a 2:48 minutos). A maioria do tempo foi perdido logo na primeira etapa, mas foi na terceira etapa que se viu o melhor do ciclista da Vito-Feirense-PNB. Matias foi segundo, batido por um Enrique Sanz que foi simplesmente demasiado forte para toda a concorrência. Um bom resultado para o corredor português, com a equipa a ter Óscar Pelegrí a terminar no sexto lugar da última tirada, de 151,8 quilómetros, entre Léon e Villafranca del Bierzo.

A Efapel foi das seis equipas portuguesas presentes a que saiu de Castela e Leão com um prémio. O director desportivo, Américo Silva, admitiu que a classificação da montanha era o objectivo e tudo foi feito colectivamente para que Bruno Silva conquistasse a camisola. Na geral, Antonio Angulo foi o melhor da equipa, na 13ª posição, a 2:09 minutos de Cimolai, tendo sido terceiro nas metas volantes.

Alejandro Marque destacou-se no Sporting Tavira, com o 18º posto, a 2:29. António Carvalho foi o melhor da W52-FC Porto, na 28ª posição, a 3:14, Oscar Hernandez (Aviludo-Louletano) foi 36º, a 7:54 e Daniel Freitas (Miranda-Mortágua) foi 40º, a 8:05.


As equipas portuguesas regressam agora a casa para na quarta-feira, dia 1 de Maio, competir na Clássica Aldeias do Xisto, que vai decidir os vencedores da Taça de Portugal.

David de la Fuente agredido, também acabou sancionado

O ciclista espanhol da Aviludo-Louletano terminou a corrida na parte de baixo da tabela - antepenúltimo a quase 30 minutos -, mas foi notícia pelas piores da razões. De la Fuente esteve envolvido numa altercação que resultou na expulsão da Volta a Castela e Leão do ciclista da Delko Marseille Provence, Eduard Grosu, na segunda etapa.

Os directores da corrida acusaram o campeão romeno de "agressão com circunstâncias agravantes", multando-o em 200 francos suíços (cerca de 176 euros) e a perda de 10 pontos do ranking UCI, além da expulsão imediata da corrida. De la Fuente foi sancionado com a mesma multa e também pela dedução igual de pontos por "agarrar a camisola e ameaças".

Na página de Facebook, a equipa algarvia explicou que Grosu atirou o espanhol por uma ribanceira, "deixando-o mal tratado". Espera agora que a UCI aplique uma "sanção exemplar". Em casos recentes, Gianni Moscon (Sky) foi suspenso por cinco semanas por agressão a Elie Gesbert (Fortuneo-Samsic, actual Arkéa Samsic), na última Volta a França. Em 2017, na Volta ao Dubai, Marcel Kittel ficou a sangrar do sobrolho após agressão de Andrei Grivko (Astana), com a UCI a suspender o ucraniano por 45 dias.