1 de agosto de 2017

A Volta a Portugal em números

(Fotografia: Podium/Volta a Portugal)
Continua a contagem decrescente para o arranque da 79ª edição da Volta a Portugal. Este ano tudo começa em Lisboa (sexta-feira), depois de nos últimos anos a capital ter sido o palco da festa final. Desta vez será em Viseu (15 de Agosto) que o vencedor será coroado. A expectativa é grande tendo em conta a qualidade do pelotão nacional, considerado um dos melhores em tempos recentes.

Haverá tempo para falar sobre os ciclistas, as etapas e todas as incidências. Enquanto esperamos pelo começo da Grandíssima, como continua a ser chamada, aqui fica uma leitura rápida de alguns números da Volta a Portugal.

126.454.50 euros é o valor que será distribuído em prémios financeiros directos durante a Volta a Portugal.

90 anos. A primeira edição da corrida realizou-se em 1927 e teve como vencedor Augusto Carvalho, do Carcavelos.

1629,9 quilómetros serão percorridos entre 4 e 15 de Agosto, com um dia de descanso (dia 11).

10 etapas e 1 prólogo formam mais uma vez a corrida mais importante para as equipas nacionais. A etapa mais longa será logo a segunda (domingo), com 214,7 quilómetros a ligarem Reguengos de Monsaraz - o regresso ao Alentejo - e Castelo Branco. A mais curta, fora o prólogo e o contra-relógio final, será a quarta. 152,7 quilómetros que irão terminar na mítica subida da Senhora da Graça.

18 equipas presentes. Inicialmente estavam previstas 20, mas duas não confirmaram a inscrição. Seis são as de elite nacional (W52-FC Porto, Efapel, Rádio Popular-Boavista. LA Alumínios-Metalusa-BlackJack, Sporting-Tavira e Louletano-Hospital de Loulé). As restantes vêm de Espanha (Euskadi Basque Country), França (Armée de Terre), Grã-Bretanha (JLT Condor), Áustria (Team Vorarlberg), Bulgária (Unieuro Trevigiani-Hemus 1896), Holanda (Metec-TKH), Itália (GM Europa Ovini), Canadá (H&R Block Pro Cycling Team), Kuwait (Kuwait-Cartucho.es), duas da Alemanha (Team Dauner D&DQ Akkon e Bike Aid) e uma de Israel. A Israel Cycling Academy é a única do escalão Profissional Continental, todas as outras pertencem ao terceiro escalão do ciclismo mundial.

5 vitórias é o recorde de conquistas na classificação geral e pertence ao espanhol David Blanco. Segue-se Marcos Chagas com quatro e Alves Barbosa e Joaquim Agostinho com três. Dos ciclistas em actividade é Gustavo Veloso o mais vitorioso: duas Voltas.

4 ciclistas em prova que já ganharam a Volta a Portugal: Gustavo Veloso, Rui Vinhas e Ricardo Mestre (todos da W52-FC Porto) e Alejandro Marque (Sporting-Tavira)

30 prémios de montanha: uma subida categoria especial, duas primeira categoria, seis de segunda, 15 de terceira e seis de quarta.

27 metas volantes.

5 classificações em disputa, 4 camisolas para vestir: a amarela da classificação geral (com o patrocínio do Santander Totta), a azul da montanha (Liberty Seguros), a branca da juventude (RTP) e a verde dos pontos (Rubis Gás). A quinta classificação é para a melhor equipa.

84,5 milhões de euros é o valor avaliado pela empresa Cision do impacto financeiro da Volta a Portugal, tendo por base a edição de 2016 e a presença dos vários meios de comunicação social.

76% é a média da população em Portugal que deverá estar exposta à Volta nos próximos dias.



BMC vai acabar com estrutura de sub-23 depois de ver os jovens ciclistas assinar por outras equipas

(Fotografia: Facebook BMC)
O projecto de formação da BMC já permitiu a alguns ciclistas entrar no World Tour e num futuro próximo ameaçam tornarem-se bastante importantes. No entanto, a equipa americana não tem capacidade para integrar todos na sua estrutura principal e também não consegue igualar propostas que chegam de outras formações e que levam os ciclistas que a BMC desenvolveu. Perante a dúvida se compensa apostar na formação de jovens para depois os ver noutras equipas, os responsáveis da BMC optaram por colocar um ponto final na formação de sub-23.

"É esse o problema com a modalidade. Queremos desenvolver ciclistas, mas mal o fazemos, apenas aprimoramos os corredores para irem para equipas diferentes. É óptimo para o desporto, contudo, não compensa financiar e despender o nosso tempo. Não estávamos a ter o retorno que queríamos", afirmou o director adjunto da BMC, Jackson Stewart. Uma das questões é, segundo o Velonews, o facto de uma equipa de formação ter cerca de 14 ciclistas, mas depois existem pouco mais de duas vagas na estrutura principal para preencherem por ano. Ou seja, por muita boa vontade que haja, é uma missão impossível aproveitar todos, ou quase todos os ciclistas que foram formados na BMC.

Stefan Küng, Silvan Dillier, Dylan Teuns e Floris Gerts são alguns dos ciclistas que apareceram na formação de sub-23 da BMC, criada em 2013. Jackson Stewart referiu que apesar da falta de financiamento, esse nem é o problema da BMC. Porém, o modelo actual "não funciona" e o responsável diz que não funcionará até a UCI encontrar uma forma de defender o investimento que é feito nestes jovens por determinada equipa.

O Velonews recorda que a UCI propôs há alguns anos alterar as estruturas das formações do World Tour. Estas seriam compostas por 17 ciclistas na equipa A e 12 na B. Na teoria a B funcionaria como projecto de desenvolvimento de jovens corredores. A ideia não passou disso mesmo, um ideia apenas.

Mercado de transferências

Esta terça-feira abriu o mercado de transferências, ou seja, já podem ser anunciados os novos contratos. A BMC irá perder Daniel Oss. O italiano de 30 anos é muito conhecido pela sua cabeleira, mas também pelas suas qualidades de trabalhador para os líderes e de ser um perigo quando entra numa fuga. Oss vai para a Bora-Hansgrohe. A equipa alemã foi ainda buscar Peter Kennaugh à Sky.

A Movistar contratou o argentino Eduardo Sepúlveda (Fortuneo-Oscaro) e a FDJ foi reforçar-se na Sunweb, garantindo o campeão holandês de estrada, Ramon Sinkeldam, e o campeão austríaco de contra-relógio, Georg Preidler.