1 de março de 2017

A táctica de Alberto Contador para bater Chris Froome na Volta a França

(Fotografia: Facebook Alberto Contador)
O Tour de 2017 será um dos mais importantes na carreira de Alberto Contador. Desde 2009 que não o ganha (foi-lhe retirada a vitória de 2010 devido a um caso de doping) e depois de tantas frustrações, desde quedas a simplesmente não ter capacidade para lutar contra os adversários, a próxima Volta a França terá o poder de decidir o futuro do ciclista espanhol. É que poderá muito bem ser a última vez que se verá Contador na estrada, pois o próprio admite que se ganhar, será a forma perfeita de terminar a carreira, apesar de ter assinado por dois anos com a Trek-Segafredo. A época de 2017 está a ser completamente dedicada à preparação para a Volta a França e Contador admitiu agora a "táctica" que tem para conseguir derrotar Chris Froome.

Treinos em altitude, alimentação preparada ao pormenor... todos fazem. A "táctica", a diferença será... umas férias! Sim, Alberto Contador diz que antes da Volta a França irá tirar umas férias, longe da bicicleta. Depois voltará aos treinos, de "cabeça fresca", com as forças revigoradas e preparado para enfrentar o ciclista que tem dominado o Tour, juntamente, claro, com a toda poderosa equipa da Sky.

"Preciso de umas férias. Quando estamos 100% concentrados, precisamos de descansar algum tempo. Penso que isso é importante. Quando treinamos durante um mês em altitude, comemos o mínimo possível e treinamos o mais possível, precisamos de ter a cabeça preparada. Para isso, é necessário estar mentalmente fresco", explicou Contador ao site Cycling Weekly. O espanhol disse que ainda não sabe para onde irá, mas adiantou que haverá bom tempo e serão umas férias de uma semana. "Depois será começar aos poucos a treinar para a Volta a França", salientou.

Alberto Contador só começou a competir a 15 de Fevereiro. Como não o sabe fazer para não tentar ganhar, na Ruta del Sol o espanhol deu espectáculo, mas acabou batido por Alejandro Valverde (Movistar) por apenas um segundo. Já em cima da hora resolveu ir a Abu Dhabi e voltou a demonstrar estar bem fisicamente. Porém, como optou por fazer uma marcação cerrada a Nairo Quintana (Movistar), acabou em 15º lugar, numa competição ganha pelo português Rui Costa (UAE Team Emirates). Agora irá participar em três corridas que gosta bastante: Paris-Nice (duas vitórias), Volta à Catalunha e Volta ao País Basco (quatro triunfos). O ciclista não referiu quando irá tirar as referidas férias. A última etapa da Volta ao País Basco será a 8 de Abril, com o Tour a começar a 1 de Julho, sendo que, para já, não há nenhuma corrida agendada para o ciclista nesse espaço de tempo, mas será provável que esteja pelo menos no Critérium du Dauphiné (4 a 11 de Junho).



Um vinho especial para assinalar os 50 anos da morte de Tom Simpson

Rótulo da edição especial do vinho dedicado a Tom Simpson
(Imagem: Twitter @VinoVeloVinyl)
Está quase a fazer meio século que o mundo do ciclismo sofreu um dos seus maiores choques. Tom Simpson ainda é considerado um dos melhores ciclistas britânicos de sempre e a sua trágica morte durante a Volta a França é um dos momentos mais marcantes da história da modalidade, pela negativa. Foi durante a subida ao mítico Mont Ventoux que Simpson colapsou. Tinha apenas 29 anos e apesar de todos os problemas que se soube que tinha, a sua lenda perdura e no local onde morreu está um memorial que é de paragem obrigatória para todos os adeptos de ciclismo.

O 13 de Julho de 2017 nunca mais foi esquecido. E passados 50 anos, os responsáveis por uma vinha perto do local da morte de Tom Simpson - Domaine des Anges, a sul do Mont Ventoux - resolveram assinalar a ocasião com um vinho especialmente criado para a data. Chama-se "Tom and the peloton" (Tom e o pelotão) e é um tinto Syrah Grenache 2013.

A edição especial estará à venda na Primavera e cada garrafa custará certa de 15 euros. O rótulo tem uma imagem de ciclistas a passar junto ao memorial do britânico e uma descrição da carreira e também da morte de Tom Simpson. Parte do lucro da venda do vinho será doado à família (Simpson era casado e tinha duas filhas) para ajudar a preservar o memorial, que ainda recentemente foi alvo de uma intervenção por iniciativa de Thomas de Gendt, depois de ter ficado parcialmente danificado após um temporal.

Tom Simpson foi campeão do mundo em 1965, mas conta ainda com vitórias na Milano-Sanremo, Volta a Flandres e Giro da Lombardia, assim como no Paris-Nice e duas etapas na Volta a Espanha.